Visualização normal

Received before yesterdayTecnoblog

Dell deve investir no XPS para bater de frente com o MacBook Neo

22 de Maio de 2026, 13:52
Montagem com dinheiro, formaturas (capelos) e tablets mostrando crescimento financeiro e gasto com educação
MacBook Neo deve causar reação na Dell (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Dell planeja investir na linha XPS como alternativa definitiva ao MacBook Neo.
  • O vice-presidente de Marketing, Sid Jatia, afirma que a linha XPS terá foco no setor de educação em 2026, visando atrair estudantes, jovens profissionais e criadores de conteúdo.
  • A Dell confirmou que lançará um Googlebook em 2026, como parte de sua parceria com o Google.

O sucesso do MacBook Neo, o primeiro laptop “econômico” da Apple em anos, está movimentando o mercado. De acordo com executivos da Dell, a empresa tem a estratégia de fortalecer os produtos da marca XPS para bater de frente com o produto da maçã.

Em entrevista ao Tecnoblog, o vice-presente de Marketing, Sid Jatia, e o vice-presidente de Produto, Konstantin Tuv, falaram sobre os planos da companhia para o segundo semestre. A conversa aconteceu durante o evento Dell Technologies World.

Parte traseira de um notebook fechado, vista em close, com acabamento escuro e fosco. No centro da tampa aparece o logotipo “XPS” gravado de forma discreta. À esquerda, é possível ver parcialmente a dobradiça e a borda do equipamento, sugerindo um design fino e minimalista.
Marca XPS virá na tampa do notebook (imagem: divulgação)

Para Tuv, o MacBook Neo é um dispositivo que tem como público-alvo os estudantes, apesar de a Apple sugerir o uso dele até para o trabalho. “Nós com certeza temos uma história para contar aí e vamos lançar mais dispositivos este ano para encantar os estudantes e ter uma alternativa”, revela Tuv.

O desafio, segundo os executivos, é empacotar um produto com Windows que realmente faça uma diferença e não seja só mais um no mercado. A aposta é apelar para a marca XPS.

“Por mais que possamos não gostar dos nossos amigos e marcas concorrentes, eles colocaram um produto no mercado que é razoavelmente bom na faixa de preço em que está sendo oferecido. Acho que o desafio para os concorrentes não é apenas lançar outro produto só para bater a faixa de preço, mas realmente dar uma alternativa de escolha aos clientes, e acho que esse é o trabalho”, diz Jatia.

MacBook Neo é a aposta da Apple em 2026 (imagem: divulgação)

XPS terá foco no setor de educação em 2026

A Dell reconheceu que fez uma mudança arriscada ao tirar o nome XPS do mercado, mas voltou atrás a tempo.

“Nós o trouxemos de volta no final do ano passado e a ideia para o XPS é que queremos atrair o setor de educação. Queremos atrair o jovem profissional. Queremos atrair as pessoas que estão comprando PCs pela primeira vez. Queremos atrair as pessoas que são criadores de conteúdo.”

— Sid Jatia, vice-presidente de Marketing da Dell

Ainda resta saber os detalhes dessa estratégia. No Brasil, existem dois modelos à venda no site oficial da marca: o XPS 13 e XPS 14, por R$ 15.499 e R$ 21.999, respectivamente.

“E a beleza da linha XPS é que ela vai desde a pessoa que está comprando seu primeiro PC até alguém que está criando um notebook de alto desempenho voltado para criação.”

— Sid Jatia

Apesar do foco em educação, Jatia também não acredita muito que o apelo deva ser para a geração Z especificamente, mas para criar uma identificação de marca: “Você sabe como a Geração Z funciona. Há muitos notebooks no mercado. Agora, o notebook não vai fazer diferença na consideração deles”, afirma. “Então, investir na marca, construir um significado real em torno do que defendemos, por que este produto existe, para eles poderem ostentar, alinhar-se aos valores deles”, continua.

Googlebook da Dell deve ser apresentado ainda este ano

Na mesma conversa, perguntei sobre o Googlebook, já que a fabricante aparece na lista de parceiras do Google nessa iniciativa.

Sem muitos detalhes, o vice-presidente de Produto confirmou que vem aí:

“Nós apoiamos muito o que a Google está tentando fazer lá [Googlebook com Gemini], e vamos ter nossos próprios dispositivos ali e parcerias com eles também. São áreas nas quais vamos apostar mais forte na segunda metade do ano e tentar encantar nossos clientes por lá.”

— Konstantin Tuv

Não custa lembrar: a Intel também prepara uma resposta ao MacBook, que utiliza chip de iPhone, por meio do recém-anunciado Project Firefly.

Veja também: 7 coisas que o MB Neo não tem

O repórter viajou para os Estados Unidos a convite da Dell Technologies

Dell deve investir no XPS para bater de frente com o MacBook Neo

MacBook Neo deve causar reação na Dell (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Marca XPS virá na tampa do notebook (imagem: diulgação)

MacBook Neo (imagem: divulgação)

Dell admite que consumidores não estão interessados em AI PCs

7 de Janeiro de 2026, 16:40
Fotografia colorida mostra o executivo Jeff Clarke no centro de um palco, segurando um notebook aberto. Ele é um homem branco de cabelos curtos grisalhos e veste camiseta azul-marinho e calça jeans. Ao fundo, um telão exibe a imagem ampliada de dois notebooks prata que se cruzam, com a inscrição "XPS" visível em um deles. Em primeiro plano, silhuetas de pessoas na plateia levantam celulares para fotografar o momento. O ambiente tem iluminação clara e tons azulados.
Jeff Clarke listou desafios enfrentados pelo setor em 2025 (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Dell afirma que a inteligência artificial não é um critério relevante para consumidores.
  • O vice-presidente Jeff Clarke destaca a promessa não cumprida da IA e outros fatores, como tarifas de importação e a transição para o Windows 11, como desafios recentes.
  • Kevin Terwilliger, head de produtos, acredita que a IA pode confundir mais do que ajudar os consumidores na decisão de compra.

A Dell assumiu um posicionamento que destoa da maioria das fabricantes de computadores: a marca praticamente não está falando de inteligência artificial ao apresentar seus produtos. A mudança de postura, percebida na feira CES 2026, nos Estados Unidos, ocorre após meses de divulgação dos chamados AI PCs.

Para a empresa, a tecnologia ainda não levou ao crescimento esperado das vendas, o que sugere que ela não é tão relevante assim para os clientes. Kevin Terwilliger, head de produtos, acredita que a IA pode mais atrapalhar do que ajudar na hora de convencer o consumidor.

IA ainda não entregou o esperado, diz vice-presidente

Notebook fino visto de perfil, parcialmente aberto, apoiado sobre a palma de uma mão. O equipamento tem acabamento escuro e mostra a espessura reduzida da base e da tela. Na lateral, é possível ver portas de conexão. O fundo é liso, em tom azul-claro, destacando o design leve e minimalista do computador.
Novo XPS tem espessura de 13,4 mm (imagem: divulgação)

Isso ficou muito evidente durante o evento em que a companhia anunciou a volta do XPS e a entrada da marca Alienware em segmentos mais acessíveis.

Na ocasião, o vice-presidente e COO da companhia, Jeff Clarke, apontou a “promessa não cumprida da IA e a expectativa de que a IA vai aumentar a demanda por parte dos consumidores finais” como um dos fatores desafiadores do último ano.

O executivo também elencou as tarifas de importação, a transição lenta do Windows 10 para o Windows 11 e a crise da memória RAM como elementos que atrapalharam o setor ao longo dos últimos meses. Ironicamente, o preço da RAM disparou pela alta demanda do componente para a construção de data centers de IA.

IA não é critério para compra, afirma executivo

Clarke não é o único na Dell a olhar com desconfiança para a IA generativa. Terwilliger também tocou no assunto.

“Uma coisa que você nota é que a mensagem que estamos usando para nossos produtos não é AI-first”, explicou, em uma conversa virtual com jornalistas. “Então, é um pouco diferente de um ano atrás, quando estávamos totalmente dedicados aos AI PCs.”

Isso não significa que quem comprar um Dell não terá acesso ao Copilot ou a outras ferramentas do tipo — a empresa só não vai insistir nesse argumento, já que descobriu que os consumidores não estão interessados.

“Estamos muito focados em entregar recursos de IA nos dispositivos — tudo que estamos anunciando tem NPU — mas, ao longo do ano, descobrimos, especialmente de uma perspectiva do consumidor, que eles não estão usando a IA como critério na hora de comprar”, revela o executivo. “Na verdade, eu acredito que a IA mais confunde do que ajuda na hora de entender uma utilidade específica”.

Dell admite que consumidores não estão interessados em AI PCs

XPS 14 e 16 têm espessura de 13,4 mm (imagem: divulgação)

Dell recua e traz de volta nome XPS um ano após aposentadoria

5 de Janeiro de 2026, 20:00
Parte traseira de um notebook fechado, vista em close, com acabamento escuro e fosco. No centro da tampa aparece o logotipo “XPS” gravado de forma discreta. À esquerda, é possível ver parcialmente a dobradiça e a borda do equipamento, sugerindo um design fino e minimalista.
Marca XPS virá na tampa do notebook (imagem: diulgação)
Resumo
  • A Dell relançou a linha XPS como submarca, com os modelos XPS 14 e XPS 16, após críticas à mudança de nomes em 2025.
  • Os novos notebooks XPS possuem design premium, com espessura de 14,6 mm e peso de 1,36 kg (XPS 14) ou 1,63 kg (XPS 16), prometendo até 27 horas de bateria.
  • Eles incluem processadores Intel Core Ultra Series 3, placa gráfica Intel Arc, opções de tela Tandem OLED ou LCD 2K, e webcam 4K.

A Dell reverteu parcialmente uma mudança feita em seu portfólio ao longo de 2025. Após aposentar vários nomes, a empresa “ressuscitou” a linha XPS. Ela passará a ter um destaque maior, funcionando como uma submarca, com seu próprio logo na tampa dos notebooks.

Os primeiros modelos desse retorno são o XPS 14 e o XPS 16, vendidos nos Estados Unidos a partir desta terça-feira (06/01), com preços a partir de US$ 1.649. Ainda não há informações sobre o lançamento no Brasil.

Opções mais básicas e baratas desses dois notebooks devem chegar em fevereiro, além de uma alternativa do XPS 14 com Ubuntu 24.04. Também está previsto o lançamento do XPS 13 ainda em 2026, mas sem data nem preços divulgados.

Por que o XPS voltou?

Notebook fino visto de perfil, parcialmente aberto, apoiado sobre a palma de uma mão. O equipamento tem acabamento escuro e mostra a espessura reduzida da base e da tela. Na lateral, é possível ver portas de conexão. O fundo é liso, em tom azul-claro, destacando o design leve e minimalista do computador.
XPS 14 e 16 tem espessura de 14,6 mm (imagem: divulgação)

Em janeiro de 2025, a Dell anunciou uma grande remodelação de seu catálogo de notebooks e desktops, deixando de usar nomes antigos, como Inspiron, XPS, Latitude e Precision, entre outros. No lugar, haveria apenas as linhas Dell (uso pessoal), Dell Pro (profissional) e Dell Pro Max (topo de linha), cada uma delas com versões Plus e Premium. O XPS, portanto, passaria a se chamar Dell Premium.

A Dell disse que o objetivo era simplificar, mas a mudança foi bastante criticada. Alguns previram que seria difícil explicar que o Dell Pro é um modelo para o trabalho, mas não necessariamente melhor que um Dell. A possibilidade de nomes como Dell Pro Premium e Dell Pro Max Plus também teve uma repercussão negativa.

Um ano depois, a Dell admite que errou. Uma correção de rota foi anunciada nessa segunda-feira (05/01), com o retorno da linha XPS, agora como submarca.

Kevin Terwilliger, head de produtos da empresa, conta que a decisão foi baseada no feedback de consumidores, parceiros e marcas. Além disso, dados de pesquisas na web coletados do Google e do próprio site da Dell mostraram que o nome XPS era mais forte do que a companhia imaginava.

Agora, o portfólio da Dell deve contar com Dell e Dell XPS para uso cotidiano, Dell Pro para escritório, Dell Pro Precision para alta performance e Dell Pro Rugged, Essential e Education para finalidades específicas — além, claro, da marca Alienware para games.

Como são os novos notebooks XPS?

Eles seguem a tradição de design premium e compacto, com 14,6 mm de espessura e 1,36 kg (XPS 14) ou 1,63 kg (XPS 16). Com base nesses números, a empresa diz que o XPS 14 é mais compacto que o MacBook Air 13. E apesar das dimensões reduzidas, a Dell promete que os aparelhos são capazes de ficar 27 horas longe da tomada.

Na parte de desempenho, os novos XPS vêm com processadores Intel Core Ultra Series 3 e placa gráfica integrada Intel Arc. A Dell promete desempenho até 78% melhor em tarefas de inteligência artificial, além de experiências Copilot+ PC no Windows 11. Segundo a empresa, as ventoinhas dos novos XPS são maiores e mais finas, ajudando no fluxo de ar e no resfriamento.

Dois notebooks da linha XPS aparecem parcialmente sobrepostos, ambos abertos. O modelo à frente mostra a tela ligada com uma imagem abstrata colorida e uma janela de aplicativo aberta, com o título “Social” no topo e miniaturas de fotos abaixo. O teclado é amplo e sem destaque para bordas. O notebook ao fundo mostra a parte traseira da tela e a base, ambos em acabamento escuro, destacando o design fino e premium.
Opções com 14 e 16 polegadas chegam em janeiro aos Estados Unidos (imagem: divulgação)

Os novos modelos XPS contam com opção de tela Tandem OLED e borda infinita. A outra alternativa é um display LCD com resolução 2K. Ele tem taxa de atualização variável, que vai de 1 Hz a 120 Hz.

O teclado conta com teclas de função completas, e o touchpad tem limites visuais, para facilitar o uso. Os novos XPS contam ainda com webcam 4K. A empresa também promete mais durabilidade, com teclados facilmente removíveis e portas USB-C modulares, o que deve ajudar na hora do conserto.

Dell recua e traz de volta nome XPS um ano após aposentadoria

Marca XPS virá na tampa do notebook (imagem: diulgação)

XPS 14 e 16 tem espessura de 13,4 mm (imagem: divulgação)
❌