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O que é a Cursor, empresa de IA adquirida por Elon Musk

17 de Junho de 2026, 12:44
Ilustração mostra Elon Musk, à esquerda, o logo da Cursor, ao centro, e o CEO da Cursor, Michael Truell, sentado à direita. O logotipo do "tecnoblog" é visível na parte inferior direita.
Musk pagará US$ 60 bilhões para comprar a Cursor de Michael Truell (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Cursor, startup de inteligência artificial para programação, foi adquirida por US$ 60 bilhões pela xAI, de Elon Musk.
  • A empresa desenvolveu um editor de código com IA que permite que desenvolvedores descrevam tarefas em linguagem natural.
  • A compra dá à xAI entrada no mercado de ferramentas de programação com IA, em competição com OpenAI, Anthropic e Google.

Uma empresa até então desconhecida do grande público ganhou as manchetes nesta terça-feira (16/06): a Cursor, startup especializada em inteligência artificial para programação, foi adquirida por US$ 60 bilhões (cerca de R$ 304 bilhões, em conversão direta). Já o comprador dispensa apresentações: Elon Musk, por meio da xAI.

A transação será feita integralmente em ações da SpaceX e deve ser concluída até setembro. Vale lembrar que a SpaceX e a xAI se fundiram em fevereiro deste ano.

A Cursor se tornou uma das empresas mais valiosas do boom da inteligência artificial, construindo uma grande base de usuários com ferramentas voltadas à escrita, correção e revisão de código com ajuda de IA.

Em apenas quatro anos, a startup saiu de um pequeno projeto criado pelo CEO Michael Truell e seus colegas para atender milhões de desenvolvedores e parte das maiores empresas do mundo.

Editor de código com IA é o produto

A startup surgiu a partir da Anysphere, fundada em 2022 por quatro estudantes do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). O grupo queria uma ferramenta para programar usando inteligência artificial, mas a maioria dos serviços oferecia a tecnologia apenas como plug-in, o que os levou a construir um editor de código próprio.

O Cursor foi lançado em março de 2023. Se trata de uma versão modificada e focada em IA do VS Code. Esse editor permite que desenvolvedores descrevam tarefas em linguagem natural e recebam trechos completos de código, correções de erros, explicações e sugestões de melhorias. A versão mais recente, o Cursor 3, foi lançada há dois meses.

A ferramenta tracionou tão rápido que, ainda em 2023, atingiu US$ 1 milhão em receita recorrente anual. O nome Cursor passou a ser a marca da companhia, embora a empresa continue operando legalmente como Anysphere.

Crescimento acelerado

Como lembra o Business Insider, o avanço da Cursor foi incomum até mesmo para os padrões do Vale do Silício. Segundo dados divulgados pela própria empresa, a plataforma ultrapassou milhões de usuários e passou a ser utilizada por 60% das companhias que integram a lista das 500 maiores empresas do mundo. A receita anualizada também cresceu e bateu a casa dos bilhões de dólares em poucos anos.

Boa parte desse crescimento está ligado à popularização do vibe coding — a criação de softwares a partir de descrições em linguagem natural, sem necessariamente dominar programação avançada.

We're excited to join forces with @SpaceX to advance the frontier of useful AI. Expect significant improvements to Cursor soon. https://t.co/62IMr2sgEy

— Cursor (@cursor_ai) June 16, 2026

Ainda assim, a forma como a empresa aborda o tema parece mais pé no chão. O CEO Michael Truell já afirmou que programar apenas por meio de prompts, sem lidar diretamente com o código, pode criar bases frágeis, com risco de aplicações “desmoronarem” ao longo do tempo.

No começo, a Cursor dependeu fortemente dos modelos de IA da Anthropic, empresa responsável pelo Claude.

Por que Musk comprou a Cursor?

Ilustração sobre a Space X e Elon Musk
SpaceX comprou a xAI, que comprou a Cursor (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A xAI quer competir com OpenAI, Anthropic e Google em um dos mercados mais disputados da inteligência artificial: as ferramentas voltadas para desenvolvedores.

As empresas de IA passaram a enxergar a programação assistida por inteligência artificial como uma aplicação promissora para justificar os investimentos. Ferramentas capazes de escrever, corrigir e revisar código se tornaram um caminho aparentemente mais sólido para monetização dos modelos generativos.

A startup de Elon Musk já tem o chatbot Grok, que conseguiu crescer entre os usuários, principalmente após sua integração à rede social X, mas ainda não tinha uma presença forte no mercado de programação.

É uma movimentação que segue uma tendência do setor: a OpenAI já trabalha para integrar o ChatGPT com o Codex, sua plataforma voltada para programação.

Com a compra da Cursor, a SpaceX e a xAI passam a controlar uma das ferramentas de programação por IA mais populares do mercado, além de incorporar uma base relevante de desenvolvedores e a tecnologia criada pela equipe de Truell.

O que é a Cursor, empresa de IA adquirida por Elon Musk

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Startup responsável pelo popular editor de código com IA foi comprada por US$ 60 bilhões e passa a integrar o ecossistema da xAI e SpaceX.

Musk gastou US$ 60 bilhões para comprar a Cursor de Michael Truell (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Saiba como a SpaceX e Elon Musk revolucionaram a indústria aeroespacial com os foguetes reutilizáveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Outlook tem novo bug e Microsoft sugere gambiarra para consertar

24 de Fevereiro de 2026, 11:10
Ilustração apresenta o logotipo do Microsoft Outlook. Na parte superior direita, o logo do "Tecnoblog" é visível.
Versão clássica do cliente de email vem tendo problemas em 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Outlook clássico tem um bug onde o cursor do mouse desaparece, mas ainda é possível interagir com o programa.
  • A Microsoft sugere soluções temporárias, como selecionar emails ou usar o PowerPoint para tentar fazer o cursor reaparecer.
  • A Microsoft enfrenta outros problemas, incluindo bugs no Windows 11 e serviços de armazenamento em nuvem.

O Outlook clássico está com um problema: para alguns usuários, o cursor do mouse desaparece ao entrar na interface do cliente de email. Mesmo assim, ainda é possível interagir com o programa.

Esse é mais um bug a assombrar a Microsoft em 2026. Durante o mês de janeiro, o Outlook começou a travar e não abrir novamente, obrigando o usuário a matar o processo ou reiniciar o computador. A falha estava em outro lugar — na sincronização com o OneDrive, mais especificamente.

O que acontece com o Outlook?

Em uma página de suporte atualizada em 19 de fevereiro, a Microsoft descreve o problema.

Ao usar o Outlook clássico, o ponteiro ou cursor do mouse pode desaparecer ao movê-lo sobre a interface. Embora o ponteiro não esteja visível, a cor do email na lista de mensagens muda conforme você passa o cursor sobre ele. Esse problema também foi relatado, embora em menor grau, no OneNote e em outros aplicativos do Microsoft 365.

A empresa diz que a equipe responsável pelo programa está investigando a questão e que o tópico será atualizado quando houver mais informações.

Como resolver o bug do Outlook?

PowerPoint com Copilot gera apresentações a partir de pedidos do usuário ou documentos
Por algum motivo, o PowerPoint ajuda a solucionar o problema (imagem: divulgação)

Enquanto uma correção oficial não chega, a Microsoft sugere três jeitinhos para conseguir navegar pelos emails — e o item 2 da lista é uma gambiarra bastante esquisita.

  1. Selecionar um email quando a cor da mensagem na lista mudar. O cursor pode reaparecer.
  2. Abrir o PowerPoint, clicar em uma janela editável, clicar de volta no Outlook. O cursor pode reaparecer.
  3. Reiniciar o computador.

Microsoft está tendo problemas

Além dos dois bugs já citados envolvendo o Outlook, a Microsoft atravessa uma má fase que também afeta outros produtos.

Com informações do Neowin

Outlook tem novo bug e Microsoft sugere gambiarra para consertar

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

PowerPoint com Copilot gera apresentações a partir de pedidos do usuário ou documentos (Imagem: Divulgação/Microsoft)

CEO do Cursor alerta: vibe coding pode fazer seu app “desmoronar”

26 de Dezembro de 2025, 13:23
Ilustração de código de emulador
Vibe coding é programar com ajuda de IA, sem escrever código (foto: Markus Spiske/Pexels)

Michael Truell, CEO e cofundador do Cursor, fez uma advertência sobre o vibe coding. Ele afirmou que a prática de programar sem lidar com o código, apenas escrevendo prompts para a inteligência artificial, pode resultar em “bases frágeis”, que farão aplicativos e outras criações “desmoronar”.

“Se você fechar os olhos e não acompanhar para o código, usando as IAs para construir coisas com bases frágeis, à medida que você coloca outro andar, e outro, e outro, e outro, as coisas meio que começam a desmoronar”, avaliou Truell, durante uma conferência de IA promovida pela revista Fortune.

O Cursor é uma ferramenta que usa IA para auxiliar programadores. Ela pode criar ou atualizar códigos a partir de instruções em linguagem natural. Além disso, há recursos para autocompletar, fazer buscas e reescrever trechos com o auxílio da tecnologia.

Vibe coding serve para protótipos, diz executivo

Ferramentas de IA como ChatGPT e Gemini passaram a ser usadas para gerar códigos do zero, ajudando quem não tem tanta experiência em programação a colocar em prática suas ideias. Essa técnica ficou conhecida como vibe coding.

Truell concorda que escrever as primeiras linhas de código de um produto se tornará, em breve, coisa do passado. Mesmo assim, ele não recomenda tirar os olhos da programação.

Para o CEO do Cursor, o vibe coding é perfeito para usuários que querem criar, em pouco tempo, um protótipo de jogo ou site. No entanto, as coisas podem dar errado à medida que o projeto se torna mais complexo.

Pode parecer contraditório, mas, como observa a Fortune, essa também é uma forma de promover o Cursor, já que a ferramenta conta com recursos mais avançados do que chatbots de uso geral.

Outros executivos tratam assunto com cautela

A empolgação em torno do vibe coding já foi maior. Garry Tan, CEO da aceleradora de startups Y Combinator, chegou a dizer que a IA faria dez programadores valerem por cem.

Nos últimos meses, porém, alguns nomes célebres do Vale do Silício mostraram mais equilíbrio ao tratar do tema. Andrej Karpathy, cofundador da OpenAI, disse que o método é limitado e pode resultar em vulnerabilidades de segurança.

Também existe, entre os profissionais do setor, uma percepção de que a IA não dá conta de lidar com projetos complexos. Por isso, o CEO do GitHub aconselha: ainda vale a pena aprender a programar.

Com informações da Fortune

CEO do Cursor alerta: vibe coding pode fazer seu app “desmoronar”

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Cofundador de ferramenta de IA para automatizar programação diz que criar produtos sem acompanhar o código é muito arriscado

(Imagem: Markus Spiske/Pexels)
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