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Microsoft volta a apostar no nome Xbox

24 de Abril de 2026, 11:01
Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)
Xbox voltou a ser o centro da divisão de jogos da Microsoft (foto: Felipe Vinha/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft encerrou a marca “Microsoft Gaming” e voltou a adotar “Xbox” como identidade central da divisão de games.
  • A mudança foi anunciada pela CEO Asha Sharma em reunião interna.
  • Medida acompanha a redução no preço do Game Pass Ultimate, que ficou 36% mais barato no Brasil: de R$ 119,90 para R$ 76,90 ao mês.

A Microsoft decidiu abandonar de vez a marca Microsoft Gaming. A partir de agora, o nome Xbox volta a ser a identidade central e oficial da companhia no mercado de games. A mudança foi anunciada pela nova CEO da divisão, Asha Sharma, durante uma reunião interna com funcionários nesta semana.

Segundo informações apuradas pelo The Verge, o cancelamento do selo — criado em 2022 na gestão de Phil Spencer para englobar consoles, PC, nuvem e mobile — é uma tentativa de reaproximar a gigante da tecnologia dos jogadores. A sede da companhia, inclusive, já exibe um novo logotipo do Xbox, além de mensagens nas paredes sobre “o retorno do Xbox” e o foco em “grandes jogos”.

Straight up. No stops. 💚 pic.twitter.com/hTGpUwFyB3

— Stein (@steinekin) April 22, 2026

A movimentação de bastidores prepara o terreno para o próximo grande passo da marca: o Project Helix. Esse é o codinome interno do sucessor do Xbox Series X/S, que promete uma arquitetura híbrida com suporte nativo a jogos de PC.

Game Pass Ultimate ficou mais barato no Brasil

A reestruturação acompanha um fôlego financeiro para os assinantes. A mensalidade do Game Pass Ultimate caiu 36% no Brasil, passando de R$ 119,90 para R$ 76,90. O PC Game Pass também foi reduzido e agora custa R$ 59,99.

A medida tenta conter a fuga de usuários gerada pelo aumento agressivo de quase 100% aplicado em outubro do ano passado. Recentemente, Sharma admitiu que o serviço havia ficado “caro demais” e que a relação custo-benefício precisava ser ajustada para manter a plataforma atrativa.

Os planos Essential e Premium (antigos Core e Standard) não sofreram alterações e seguem custando R$ 43,90 e R$ 59,90 por mês, respectivamente.

Fim do Day One para Call of Duty

O alívio no preço da mensalidade, no entanto, custou uma das grandes promessas da plataforma após a aquisição da Activision Blizzard. A Microsoft reverteu sua estratégia e encerrou a inclusão de lançamentos da franquia Call of Duty no primeiro dia (o chamado Day One) no catálogo do Game Pass.

Títulos inéditos da franquia não chegarão mais de imediato aos planos Ultimate e PC. Com a nova regra, os jogadores precisarão aguardar um hiato de aproximadamente um ano, com os novos jogos de tiro desembarcando no serviço apenas na temporada de festas do ano seguinte ao lançamento oficial.

Microsoft volta a apostar no nome Xbox

Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)

Justiça de São Paulo reverte banimento sofrido por jogador de Call of Duty

17 de Março de 2026, 16:31
Sede da Activision em Santa Monica, na Califórnia (Imagem: Divulgação/Activision Blizzard)
Jogador de Call of Duty alega banimento injustificado (imagem: divulgação)
Resumo
  • Justiça de São Paulo determinou que a Activision Blizzard reative a conta de um jogador de Call of Duty, banida sem provas específicas de uso de hack.
  • A decisão judicial destacou a falta de provas individualizadas apresentadas pela empresa, como relatórios técnicos ou logs de acesso.
  • O tribunal considerou a prática de banimento sem justificativa específica como violação ao direito à informação.

A Justiça de São Paulo determinou que a Activision Blizzard reative a conta de um jogador de Call of Duty que teve o acesso bloqueado permanentemente sem explicação. A decisão, proferida em 6 de março pela 1ª Vara da Comarca Civil de Osasco, estabelece que a empresa restaure a conta do usuário nas mesmas condições em que se encontrava na data do banimento, incluindo todos os bens virtuais vinculados a ela.

A conta foi suspensa permanentemente em 28 de setembro de 2025. Segundo os autos do processo, o jogador alegou que o bloqueio ocorreu sem motivo claro e sem que a empresa fornecesse qualquer explicação sobre a penalidade.

A empresa tem 15 dias para cumprir a ordem após ser intimada, sob pena de multa diária de R$ 100, limitada a R$ 10 mil.

Em defesa, a Activision argumentou que o banimento ocorreu após detecção do uso de software de trapaça, o que violaria os Termos de Uso e Políticas de Segurança da empresa. Como prova, entretanto, apresentou apenas documentos genéricos sobre o funcionamento do sistema antitrapaça RICOCHEAT Anti-Cheat.

Por que a empresa foi condenada?

Imagem promocional de videogame em um ambiente escuro e futurista, mostrando quatro soldados de elite armados e vestindo coletes e equipamentos táticos. O logo do jogo "Call of Duty Black Ops 7" está no canto inferior direito.
Call of Duty: Black Ops 7 é o jogo mais recente da franquia (imagem: divulgação)

Para o tribunal, a companhia não cumpriu o ônus de provar a infração, não havendo nenhum “relatório técnico individualizado, log de acesso ou evidência digital específica que vinculasse a conta do autor à suposta conduta ilícita” apresentado pela Activision.

Para o magistrado Rubens Pedreiro Lopes, descrever um sistema de segurança robusto não substitui a necessidade de demonstrar que ele detectou algo concreto naquele caso específico.

Ao Tecnoblog, a advogada Layla Rodrigues, responsável pela defesa do jogador, explica que, ainda que os estúdios tenham o direito de banir usuários nesses casos, eles devem “disponibilizar ao jogador informações do motivo do banimento e não pode ser um motivo genérico”, como violações de termo de uso.

Rodrigues também destaca que banimentos decorrentes de falsos positivos do sistema antitrapaça — ou de situações em que o jogador simplesmente entrou em uma partida onde outro usuário estava usando hack — não podem ser aplicados “sem a devida comprovação”.

Activision evita detalhar sistema

Novo processo contra Activision Blizzard detalha vítima de suicídio (Imagem: Reprodução)
Activision Blizzard tenta blindar funcionamento do sistema anti-cheat (imagem: divulgação)

A tentativa da empresa de não detalhar os motivos técnicos do banimento sob alegação de segredo comercial também foi rejeitada. O juiz afirmou na sentença que esse argumento “não pode servir de escudo para impedir a comprovação judicial da legalidade de uma penalidade tão grave imposta ao consumidor”.

A prática de aplicar banimentos acompanhados apenas de respostas genéricas e automatizadas foi enquadrada como violação ao direito à informação, previsto no Artigo 6º, inciso III, do Código de Defesa do Consumidor (CDC).

A sentença também se baseou no Artigo 43 do CDC e no Artigo 15 do Marco Civil da Internet, que obrigam os provedores de aplicação a guardar registros de acesso.

Justiça de São Paulo reverte banimento sofrido por jogador de Call of Duty

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