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Navegadores confirmam que uBlock Origin continuará ativo

12 de Agosto de 2026, 12:00
Ilustração do uBlock Origin com o avisos irritantes ao redor
Navegadores confirmam que uBlock Origin continua ativo, incluindo o Firefox (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O uBlock Origin continua ativo nos navegadores Firefox e Brave, que mantêm o suporte ao padrão Manifest Version 2 (MV2), diferentemente do Chrome e Edge.
  • A Microsoft anunciou a remoção do suporte a extensões MV2 no Edge até o fim de 2026, afetando o uBlock Origin.
  • O uBlock Origin Lite, baseado no MV3, é uma opção para usuários do Chrome e Edge, porém com menos recursos do que a versão original. Fonte: Tecnoblog.

Recentemente, a Microsoft decidiu remover o suporte a extensões Manifest Version 2 (MV2) no Edge. A medida afeta o popular bloqueador de anúncios uBlock Origin. Na esteira desse anúncio, a Mozilla e a Brave trataram de reforçar: os seus navegadores continuam tendo suporte à ferramenta.

O término do suporte a extensões MV2 no Edge deverá ser concluído até o fim de 2026. A Microsoft tomou essa decisão pouco tempo depois de o Google anunciar que o Chrome perderá o suporte remanescente a extensões MV2 no fim deste mês de agosto.

Por conta disso, os usuários desses navegadores que ainda usam extensões MV2 deverão recorrer àquelas que são baseadas no Manifest Version 3 (MV3), padrão tido como mais moderno e seguro, mas que, pelo menos no âmbito dos bloqueadores de anúncios, é considerado menos funcional por usuários e desenvolvedores.

Para usuários do uBlock Origin no Chrome e no Edge, a opção acaba sendo o uBlock Origin Lite, que é baseado no MV3, mas que, como o “Lite” no nome sugere, tem menos recursos do que a extensão original.

Um exemplo: o uBlock Origin segue uma arquitetura de bloqueio ativa, que analisa e barra (se necessário) requisições de anúncios ou rastreadores em tempo real por meio da API webRequest; já na versão Lite, com MV3, essa API não está disponível, razão pela qual os bloqueios são baseados em regras pré-definidas, que podem ser menos eficazes.

Como consequência, o usuário precisa se contentar com uma extensão possivelmente menos eficaz ou partir para outro navegador. É neste ponto que a Mozilla e a Brave enxergaram uma oportunidade.

Navegador Brave para desktop
O navegador Brave para desktops (imagem: reprodução/Brave)

Firefox e Brave continuam suportando o MV2

Após o anúncio da decisão da Microsoft, a Mozilla comentou, via X: “o suporte do Firefox ao uBlock Origin não vai a lugar nenhum”. A razão disso é que o navegador da organização continua suportando extensões MV2.

A Brave também comentou o assunto no X, mas com mais detalhes:

Ao contrário do Edge, o Brave continuará suportando o uBlock Origin.

Hospedamos o uBlock Origin e outras extensões Manifest V2 em nossos servidores para que os usuários do navegador Brave ainda possam usá-las. Ative-as em Configurações / Extensões / Extensões Manifest V2.

Brave

Um detalhe que vale a pena comentar aqui é que, assim como o Chrome e o Edge, o Brave é baseado no projeto Chromium. Por causa disso, é de se presumir que o Brave também poderia perder o suporte a extensões MV2. Mas isso não ocorrerá porque o navegador conta com uma implementação do Chromium que preserva o padrão.

Mozilla e Brave não estão sozinhas nessa. Para dar outro exemplo, a Opera já havia assegurado ao Tecnoblog que o uBlock Origin terá suporte “pelo maior tempo possível” em seu navegador.

Navegadores confirmam que uBlock Origin continuará ativo

uBlock Origin (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Navegador Brave para desktop (imagem: reprodução/Brave)

YouTube acaba com esquema para tocar vídeos em segundo plano sem o Premium

3 de Fevereiro de 2026, 18:51
Mão segurando um celular que exibe o YouTube, com um fundo de cor vermelha. Na parte inferior direita, está o logotipo do "tecnoblog".
YouTube em segundo plano? Só pagando (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O YouTube encerrou a possibilidade de reproduzir vídeos em segundo plano via navegadores como Brave e Vivaldi, tornando essa função exclusiva para assinantes do YouTube Premium.
  • A mudança afeta também assinantes do YouTube Premium, que agora precisam usar o aplicativo oficial para reprodução em segundo plano.
  • O YouTube está combatendo brechas como o uso de adblocks, dificultando o acesso a vídeos para usuários que tentam evitar anúncios.

O YouTube fechou uma brecha que permitia abrir o tocador de vídeo em um navegador e continuar ouvindo o som, mesmo ao usar outros aplicativos ou desligar a tela. Agora, esse recurso está disponível apenas para assinantes do pacote Premium.

O Google confirmou a medida em um posicionamento enviado ao site Android Authority:

A reprodução em segundo plano é um recurso destinado a ser exclusivo para membros do YouTube Premium. Embora alguns usuários não-Premium possam ter conseguido acessar anteriormente por meio de navegadores móveis em determinados cenários, atualizamos a experiência para garantir consistência em todas as nossas plataformas.

O que mudou no YouTube?

Em smartphones, navegadores como Brave, Microsoft Edge, Samsung Internet, Vivaldi e outros conseguiam continuar reproduzindo vídeos em segundo plano. Era um truque comum para ouvir música ou podcasts. Agora, assim que o browser sai do primeiro plano, o conteúdo é pausado.

YouTube no Microsoft Edge Canary para Android
YouTube no Microsoft Edge para Android (foto: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A mudança aparentemente afeta também assinantes do YouTube Premium, ainda que em menor escala. De acordo com relatos, eles não conseguem mais acessar o recurso de reprodução em segundo plano em navegadores, mesmo que estejam logados. É necessário usar o aplicativo oficial do serviço para continuar ouvindo os vídeos.

YouTube quer acabar com brechas

A reprodução em segundo plano é um dos diferenciais da assinatura Premium do YouTube. Outro é não ter propagandas — e a empresa também está de olho em quem quer contar com esse benefício gratuitamente.

Nos últimos dias de janeiro, usuários com adblocks instalados em seus navegadores tiveram dificuldades para acessar vídeos na plataforma, recebendo mensagens de erro. Nesse caso, não houve nenhum pronunciamento oficial confirmando a medida, mas não é a primeira vez que isso acontece.

A questão dos adblocks é mais complexa do ponto de vista técnico, o que faz com que o Google e os desenvolvedores dessas ferramentas estejam sempre em um jogo de gato e rato para descobrir brechas e consertá-las.

Com informações do Android Authority

YouTube acaba com esquema para tocar vídeos em segundo plano sem o Premium

YouTube no celular (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

YouTube no Microsoft Edge Canary para Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Brave revela como faz seu adblock gastar menos memória

7 de Janeiro de 2026, 10:33
Navegador Brave para desktop
Navegador Brave para desktop (imagem: reprodução/Brave)
Resumo
  • Brave reduziu consumo de RAM de seu adblock usando linguagem Rust e padrão de serialização FlatBuffers;

  • Economia média de 45 MB de memória impacta positivamente desempenho e consumo de energia em dispositivos móveis e PCs;

  • Atualização também envolveu otimização do gerenciamento de memória e compartilhamento de recursos entre as instâncias do bloqueador de anúncios.

Apesar de não ser muito popular, o Brave tem uma legião de fãs por, entre outras razões, ter um bom bloqueador de anúncios (adblock) nativo. Mas manter essa ferramenta ativada sem prejudicar o desempenho geral do navegador é um desafio. Nesta semana, a Brave Software explicou como faz isso.

De acordo com os engenheiros de software que trabalham no navegador, o ponto de partida foi o uso de Rust no desenvolvimento do bloqueador de anúncios. Trata-se de uma linguagem de programação moderna e que, como tal, se destaca por favorecer os aspectos da segurança e do desempenho.

Em 2025, o adblock do navegador foi reformulado de modo a reduzir o seu consumo de memória em até 75%. Na prática, o que se viu foi uma redução de cerca de 45 MB no uso de memória pelo Brave em todas as suas versões (Android, iOS e desktops), com esse número podendo ser maior para usuários que têm listas adicionais de bloqueio de anúncios ativadas.

Parece pouco, mas esse patamar foi suficiente para otimizar o desempenho do navegador como um todo e, de modo complementar, reduzir o seu consumo de energia. Também acaba sobrando mais memória para outros softwares, é claro.

Brave com menos uso de memória RAM à direita
Brave com menos uso de memória RAM à direita (imagem: reprodução/Brave)

Como a Brave conseguiu otimizar o seu adblock?

Além do uso de Rust, uma medida que permitiu o uso mais eficiente de memória pelo Brave foi a implementação de FlatBuffers no bloqueador de anúncios, um padrão criado inicialmente pelo Google que permite que dados sejam serializados (transformados em uma estrutura linear).

Isso permite que esses dados sejam acessados sem ter que passar por descompactação ou análise prévia, por exemplo. Os desenvolvedores da Brave explicam que aproximadamente 100.000 filtros de bloqueio de anúncios foram migrados para essa abordagem e, com isso, agora podem ser acessados de modo mais eficiente.

Entre as outras medidas está a otimização do gerenciamento de memória, que resultou em uma redução de 19% nas alocações e de 15% no tempo de compilação, além do compartilhamento de recursos entre as instâncias do adblock.

O navegador Brave está disponível para Android, iOS, Windows, macOS e Linux.

Brave revela como faz seu adblock gastar menos memória

Navegador Brave para desktop (imagem: reprodução/Brave)

Brave com menos uso de memória RAM à direita (imagem: reprodução/Brave)
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