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Bradesco, Itaú e Sefaz: os piores apagões de 2025

17 de Dezembro de 2025, 15:53
App do Bradesco (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Bradesco liderou com 107.193 reclamações em 12 de dezembro de 2025.
  • O Itaú registrou 73.623 queixas em 6 de outubro de 2025.
  • A Secretaria da Fazenda teve 69.951 reclamações em 11 de março de 2025.

Os bancos Itaú e Bradesco, além das Secretarias da Fazenda, foram as entidades brasileiras que sofreram os piores apagões cibernéticos ao longo do ano. No recorte que considera apenas organizações com sede no Brasil, o Bradesco sai na frente, com 107.193 reclamações. A pane foi recente, ocorrida em 12 de dezembro, para desespero de muitos correntistas.

Já o banco Itaú sofreu uma falha que impediu diversas transações em 6 de outubro. Num intervalo de 48 horas, foram registradas 73.623 queixas, de acordo com levantamento da plataforma DownDetector feito com exclusividade para o Tecnoblog.

Por fim, o serviço registrado como Secretaria de Fazenda passou por indisponibilidade em 11 de março. Trata-se de uma rubrica que indica as secretarias estaduais responsáveis, entre outras atividades, pelo sistema de emissão de cupom fiscal. Quando essa integração sai do ar, comércios têm mais dificuldade de realizar as vendas. Foram registradas 69.951 reclamações no período.

Top 10 do Brasil

Confira abaixo o ranking completo dos maiores blecautes cibernéticos durante o ano no Brasil. Ele considera tanto empresas brasileiras quanto estrangeiras.

PosiçãoEmpresa / ServiçoDataReclamações
1Amazon Web Services (AWS)20/10/2025121.297
2YouTube15/10/2025118.226
3Bradesco12/12/2025107.193
4Cloudflare18/11/202576.190
5Itaú Unibanco06/10/202573.623
6Secretaria da Fazenda (Sefaz)11/03/202569.951
7WhatsApp28/02/202566.473
89915/10/202558.126
9Mercado Livre (devido à pane da AWS)20/10/202551.303
10PlayStation Network08/02/202547.590

Bradesco, Itaú e Sefaz: os piores apagões de 2025

Bradesco fica fora do ar após falha na infraestrutura interna

12 de Dezembro de 2025, 15:52
Fachada do banco Bradesco em São Paulo
Bradesco apresentou instabilidade no app (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)
Resumo
  • Bradesco enfrentou falhas no aplicativo desde a manhã desta sexta-feira (12).
  • O site DownDetector registrou mais de 2 mil queixas sobre a instabilidade, com dificuldades em transações via Pix e acesso ao app.
  • O banco informou que os serviços para pessoa jurídica foram restabelecidos, mas o aplicativo para pessoa física seguia com problemas às 18h.

Clientes do Bradesco relatam problemas no aplicativo nesta sexta-feira (12/12). As falhas duram horas: as primeiras reclamações começaram às 6h. Por volta das 9h, o site DownDetector reunia mais de 2 mil queixas. Quase 12 horas depois, as reclamações ainda se somam nas redes.

O banco confirmou ao Tecnoblog que os apps de pessoa física e jurídica apresentaram instabilidade. Às 17h13, o Bradesco nos informou que os serviços PJ foram restabelecidos. O aplicativo para pessoa física, no entanto, deve ser normalizado “em breve”, segundo o banco.

Perto das 19h, o Tecnoblog conseguiu fazer um Pix usando uma conta da instituição. Nas redes sociais, alguns clientes informavam que o app tinha voltado a funcionar, enquanto muitos outros reclamavam da indisponibilidade.

Captura de tela mostra um gráfico indicando instabilidade de serviços
Mais de 2 mil queixas foram feitas sobre a instabilidade do Bradesco (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Usuários relatam dificuldades para realizar transações via Pix e até para acessar o app. Em nota, Bradesco informou que a “instabilidade está relacionada a um problema no ambiente de infraestrutura interno do banco”, mas não forneceu mais detalhes.

O banco lamentou o “transtorno causado aos seus clientes”.

Atualizado às 18h55 com o início da normalização

Bradesco fica fora do ar após falha na infraestrutura interna

Fachada do banco Bradesco em São Paulo (Imagem: Felipe Ventura / Tecnoblog)

Mais de 2 mil queixas foram feitas sobre a instabilidade do Bradesco (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Bradesco dá adeus ao cheque nos próximos meses

27 de Outubro de 2025, 11:24
Fachada do banco Bradesco em São Paulo (Imagem: Felipe Ventura / Tecnoblog)
Adesão ao Pix e meios digitais motivou o banco a encerrar gradualmente o serviço (imagem: Felipe Ventura / Tecnoblog)
Resumo
  • O Bradesco deixará de emitir cheques para clientes pessoa física e MEIs a partir de dezembro, mantendo a emissão para contas corporativas.
  • O uso de cheques no Brasil caiu 95,8% desde 1995, com apenas 137,6 milhões emitidos em 2024, segundo a Febraban.
  • A adoção do Pix e outros meios eletrônicos de pagamento impulsionou a descontinuação dos cheques devido à eficiência e menor custo.

O cheque, que já foi um dos meios de pagamento mais populares no Brasil, deixará de ser emitido pelo Bradesco para clientes pessoa física (PF) e microempreendedores individuais (MEI) a partir de dezembro. A instituição financeira informou que a iniciativa “acompanha a mudança de comportamento dos clientes, que têm optado por soluções digitais como Pix, transferências e pagamentos eletrônicos”.

Clientes dos segmentos afetados foram notificados sobre a mudança através do aplicativo do banco. Em comunicado, o Bradesco esclareceu que está “descontinuando gradualmente” a emissão dos talões de cheque. Ele recomendou a utilização do Pix, destacando a comodidade da ferramenta, que está disponível 24 horas por dia.

Uso de cheques no Brasil despencou

A decisão do Bradesco está alinhada a uma tendência já conhecida. Ainda em circulação, o cheque representa uma fração mínima do volume de transações financeiras no país. Seu auge foi em 1995, com 3,3 bilhões de documentos, e caiu para 137,6 milhões em 2024. A queda foi de 95,8% no período, de acord com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Talão de cheques (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Decisão reflete o declínio do meio de pagamento nos últimos anos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O volume financeiro movimentado em 2024 foi de R$ 523,19 bilhões, uma queda de 14,2% em relação ao ano anterior.

Dados do primeiro semestre mostram que a tendência de queda se intensificou: foram movimentados 50 milhões de cheques, um recuo de 21,9% na comparação com o mesmo período de 2024.

Domínio do Pix

O principal fator para a descontinuação do cheque é a rápida e massiva adoção de meios de pagamentos eletrônicos, com destaque para o Pix. Lançado pelo Banco Central em novembro de 2020, ele superou o cheque em poucos meses e, mais tarde, conseguiu ultrapassar também os cartões de débito e crédito em número de operações.

Além disso, o custo de processamento de um cheque — que envolve impressão de segurança, logística de compensação física ou por imagem, e gestão de fraudes — tornou-se elevado em comparação com a eficiência das transações digitais.

Segundo a CNN Brasil, os talões de cheque continuarão disponíveis para emissão e utilização por clientes corporativos, que ainda utilizam o instrumento para operações financeiras específicas.

Bradesco dá adeus ao cheque nos próximos meses

Fachada do banco Bradesco em São Paulo (Imagem: Felipe Ventura / Tecnoblog)

Talão de cheques (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Caixa, Itaú, Nubank e outros bancos sofrem instabilidade nesta segunda

6 de Outubro de 2025, 14:50
Bancos fora do ar em 6 de outubro (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Clientes de diversos bancos brasileiros estão com dificuldades para realizar transações no Pix nesta segunda-feira (06/10). A lista é longa, mas inclui Caixa, Itaú, Nubank, Bradesco e Inter, de acordo com monitoramento da plataforma DownDetector, especializada em serviços digitais.

Ainda não se sabe o motivo do problema. No entanto, já se tornou uma tradição que as operações digitais de grandes bancos sofram um engasgo em datas próximas do quinto dia útil do mês – que cai justamente hoje, segunda-feira.

Ainda de acordo com o DownDetector, as seguintes instituições também estão com problemas: C6 Bank, Santander, Sicredi, Cora, Banco Pan, Sicoob, Picpay, Banrisul e BRB. Esta ferramenta se baseia em relatos dos próprios consumidores na internet.

O Banco Central declarou ao Tecnoblog que os seus sistemas “funcionam normalmente” e que não se manifesta sobre entidades supervisionadas. A resposta foi recebida às 17h.

Caixa, Itaú, Nubank e outros bancos sofrem instabilidade nesta segunda

Bancos fora do ar em 6 de outubro (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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