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Received today — 19 de Agosto de 2026Tecnoblog

Firefox para iPhone ganha bloqueador de anúncios

17 de Agosto de 2026, 14:52
Imagem mostra o logo do navegador Mozilla Firefox, que é uma raposa laranja e amarela abraçando um globo roxo e azul. Há dois outros logos menores e desfocados ao fundo, em um cenário de degradê de tons rosa e roxo. No canto superior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Novo recurso bloqueia propagandas nativamente (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Mozilla anunciou um bloqueador de anúncios nativo para o Firefox no iOS, que pode ser ativado nas configurações do navegador.
  • O bloqueador atua contra publicidade de terceiros e rastreadores, utilizando uma lista de filtros, antes mesmo que a página seja carregada.
  • O bloqueador não oculta anúncios em resultados de busca do Google, Bing ou DuckDuckGo, nem conteúdo patrocinado na página inicial e nova aba do Firefox.

A Mozilla começou a liberar um bloqueador de anúncios nativo para o Firefox no iPhone. A novidade permite que os usuários do navegador diminuam a exibição de publicidade intrusiva, como pop-ups e sobreposições, sem a necessidade de instalar soluções de terceiros.

O bloqueio ocorre diretamente no nível da rede, utilizando uma lista de filtros baseada no popular EasyList. A ferramenta atua contra ecossistemas de publicidade de terceiros e rastreadores antes mesmo que a página seja totalmente carregada.

Como ativar o ad blocker?

Novo recurso deve ser ativado no aplicativo (imagem: reprodução/Mozilla)

A nova funcionalidade vem desativada no jLS. Para utilizá-la, os usuários devem seguir um caminho simples no menu do navegador: Configurações – rolar a tela até “Navegação” – e ativar a opção correspondente ao bloqueador de anúncios dentro do submenu “Conteúdo”.

Também é possível controlar a ferramenta em tempo real pelo menu da página durante a navegação. A interface exibe indicadores visuais para confirmar o status da proteção. Quando o bloqueador está ativo, a aba exibe ícones de pequenos escudos verdes. A desenvolvedora recomenda desativar a ferramenta pontualmente caso algum site apresente problemas de carregamento ou formatação.

Ícones confirmam que a proteção está ativa (imagem: reprodução/Mozilla)

Por que alguns anúncios ainda vão aparecer?

Apesar de atuar contra rastreadores e pop-ups invasivos, a ferramenta possui exceções programadas de fábrica. O bloqueador não oculta anúncios exibidos nas páginas de resultados de mecanismos de busca, o que inclui plataformas como Google, Bing e DuckDuckGo. O conteúdo patrocinado exibido na tela inicial do Firefox e em novas abas também permanece visível, pois é uma fonte de receita direta para a Mozilla.

A decisão de não interferir nos resultados de busca está ligada ao modelo de negócios da empresa. Dados de 2025 indicam que 90% do faturamento vinha do navegador e, desse montante, cerca de 85% eram resultado de um acordo para manter o Google como buscador padrão.

Além das exceções intencionais para não prejudicar parceiros, a desenvolvedora ressalta que certas tecnologias avançadas de publicidade ainda podem contornar a lista de filtros atual, impossibilitando um bloqueio total.

Firefox para iPhone ganha bloqueador de anúncios

Mozilla Firefox (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

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Brave revela como faz seu adblock gastar menos memória

7 de Janeiro de 2026, 10:33
Navegador Brave para desktop
Navegador Brave para desktop (imagem: reprodução/Brave)
Resumo
  • Brave reduziu consumo de RAM de seu adblock usando linguagem Rust e padrão de serialização FlatBuffers;

  • Economia média de 45 MB de memória impacta positivamente desempenho e consumo de energia em dispositivos móveis e PCs;

  • Atualização também envolveu otimização do gerenciamento de memória e compartilhamento de recursos entre as instâncias do bloqueador de anúncios.

Apesar de não ser muito popular, o Brave tem uma legião de fãs por, entre outras razões, ter um bom bloqueador de anúncios (adblock) nativo. Mas manter essa ferramenta ativada sem prejudicar o desempenho geral do navegador é um desafio. Nesta semana, a Brave Software explicou como faz isso.

De acordo com os engenheiros de software que trabalham no navegador, o ponto de partida foi o uso de Rust no desenvolvimento do bloqueador de anúncios. Trata-se de uma linguagem de programação moderna e que, como tal, se destaca por favorecer os aspectos da segurança e do desempenho.

Em 2025, o adblock do navegador foi reformulado de modo a reduzir o seu consumo de memória em até 75%. Na prática, o que se viu foi uma redução de cerca de 45 MB no uso de memória pelo Brave em todas as suas versões (Android, iOS e desktops), com esse número podendo ser maior para usuários que têm listas adicionais de bloqueio de anúncios ativadas.

Parece pouco, mas esse patamar foi suficiente para otimizar o desempenho do navegador como um todo e, de modo complementar, reduzir o seu consumo de energia. Também acaba sobrando mais memória para outros softwares, é claro.

Brave com menos uso de memória RAM à direita
Brave com menos uso de memória RAM à direita (imagem: reprodução/Brave)

Como a Brave conseguiu otimizar o seu adblock?

Além do uso de Rust, uma medida que permitiu o uso mais eficiente de memória pelo Brave foi a implementação de FlatBuffers no bloqueador de anúncios, um padrão criado inicialmente pelo Google que permite que dados sejam serializados (transformados em uma estrutura linear).

Isso permite que esses dados sejam acessados sem ter que passar por descompactação ou análise prévia, por exemplo. Os desenvolvedores da Brave explicam que aproximadamente 100.000 filtros de bloqueio de anúncios foram migrados para essa abordagem e, com isso, agora podem ser acessados de modo mais eficiente.

Entre as outras medidas está a otimização do gerenciamento de memória, que resultou em uma redução de 19% nas alocações e de 15% no tempo de compilação, além do compartilhamento de recursos entre as instâncias do adblock.

O navegador Brave está disponível para Android, iOS, Windows, macOS e Linux.

Brave revela como faz seu adblock gastar menos memória

Navegador Brave para desktop (imagem: reprodução/Brave)

Brave com menos uso de memória RAM à direita (imagem: reprodução/Brave)
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