Firefox para iPhone ganha bloqueador de anúncios

Resumo
- A Mozilla anunciou um bloqueador de anúncios nativo para o Firefox no iOS, que pode ser ativado nas configurações do navegador.
- O bloqueador atua contra publicidade de terceiros e rastreadores, utilizando uma lista de filtros, antes mesmo que a página seja carregada.
- O bloqueador não oculta anúncios em resultados de busca do Google, Bing ou DuckDuckGo, nem conteúdo patrocinado na página inicial e nova aba do Firefox.
A Mozilla começou a liberar um bloqueador de anúncios nativo para o Firefox no iPhone. A novidade permite que os usuários do navegador diminuam a exibição de publicidade intrusiva, como pop-ups e sobreposições, sem a necessidade de instalar soluções de terceiros.
O bloqueio ocorre diretamente no nível da rede, utilizando uma lista de filtros baseada no popular EasyList. A ferramenta atua contra ecossistemas de publicidade de terceiros e rastreadores antes mesmo que a página seja totalmente carregada.
Como ativar o ad blocker?

A nova funcionalidade vem desativada no jLS. Para utilizá-la, os usuários devem seguir um caminho simples no menu do navegador: Configurações – rolar a tela até “Navegação” – e ativar a opção correspondente ao bloqueador de anúncios dentro do submenu “Conteúdo”.
Também é possível controlar a ferramenta em tempo real pelo menu da página durante a navegação. A interface exibe indicadores visuais para confirmar o status da proteção. Quando o bloqueador está ativo, a aba exibe ícones de pequenos escudos verdes. A desenvolvedora recomenda desativar a ferramenta pontualmente caso algum site apresente problemas de carregamento ou formatação.

Por que alguns anúncios ainda vão aparecer?
Apesar de atuar contra rastreadores e pop-ups invasivos, a ferramenta possui exceções programadas de fábrica. O bloqueador não oculta anúncios exibidos nas páginas de resultados de mecanismos de busca, o que inclui plataformas como Google, Bing e DuckDuckGo. O conteúdo patrocinado exibido na tela inicial do Firefox e em novas abas também permanece visível, pois é uma fonte de receita direta para a Mozilla.
A decisão de não interferir nos resultados de busca está ligada ao modelo de negócios da empresa. Dados de 2025 indicam que 90% do faturamento vinha do navegador e, desse montante, cerca de 85% eram resultado de um acordo para manter o Google como buscador padrão.
Além das exceções intencionais para não prejudicar parceiros, a desenvolvedora ressalta que certas tecnologias avançadas de publicidade ainda podem contornar a lista de filtros atual, impossibilitando um bloqueio total.
Firefox para iPhone ganha bloqueador de anúncios




