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Licenciamento de modelos da OpenAI não será mais exclusivo da Microsoft

27 de Abril de 2026, 13:51
A imagem é uma composição gráfica com dois elementos principais: à esquerda, o CEO da OpenAI, Sam Altman, um homem de cabelo castanho escuro e pele clara, vestindo um suéter verde e falando enquanto gesticula, usando um microfone de lapela. À direita, o logotipo da OpenAI em destaque central, sobre um fundo com tons de verde e formas geométricas. No canto inferior direito, aparece o logotipo do "tecnoblog" em branco.
Sam Altman é CEO e cofundador da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Microsoft e a OpenAI anunciaram uma revisão nos termos de sua parceria, permitindo que a Microsoft continue a ter acesso aos modelos de IA da OpenAI, mas não de forma exclusiva.
  • A divisão de receitas será aplicada apenas ao faturamento da OpenAI, com a empresa pagando 20% de seu faturamento à Microsoft até 2030, com um limite total.
  • A OpenAI poderá oferecer seus produtos em qualquer plataforma de computação em nuvem, não apenas na Azure da Microsoft, mas a Azure será a primeira a receber os produtos.

Microsoft e OpenAI anunciaram, nesta segunda-feira (27/04), uma revisão nos termos de sua parceria. Com o novo acordo, a Microsoft continua tendo as licenças dos modelos de inteligência artificial da OpenAI, mas não mais de forma exclusiva.

Além disso, houve mudanças na divisão de receitas, e a OpenAI poderá oferecer seus produtos em qualquer plataforma de computação em nuvem — a Azure, da Microsoft, será apenas a primeira a receber.

O que mudou no acordo entre Microsoft e OpenAI?

Sam Altman e Satya Nadella
Sam Altman e Satya Nadella juntos em 2019 (foto: divulgação/Microsoft)

A divisão de receitas vai se aplicar apenas ao dinheiro da OpenAI — a Microsoft não fará mais pagamentos à startup. A desenvolvedora do ChatGPT fará pagamentos até 2030, sujeitos a um limite total, independentemente do progresso tecnológico dos modelos.

Essa última parte é importante: o acordo anterior incluía mudanças após a OpenAI atingir a chamada inteligência artificial geral, ou AGI, na sigla em inglês. Esse é um conceito controverso e difícil de definir — por isso, ele se tornou objeto de disputa entre as duas empresas. Agora, o termo some dos contratos.

O anúncio não entra em detalhes, mas, segundo a CNBC, a OpenAI paga à Microsoft 20% de seu faturamento, porcentagem que não sofrerá alteração nos novos termos.

O acordo mantém que a Microsoft é o principal provedor de cloud e que os produtos da OpenAI devem fazer sua estreia na Azure. Por outro lado, a startup pode oferecê-los em qualquer provedor, como AWS e Google Cloud.

A Microsoft ainda terá licenças das propriedades intelectuais da OpenAI até 2032, mas elas não serão exclusivas, segundo as empresas. Isso significa que a desenvolvedora do ChatGPT pode fazer acordos envolvendo seus modelos de inteligência artificial com outras empresas.

Relembre a parceria

A Microsoft foi uma das primeiras investidoras da OpenAI: ela apostou na empresa em 2019, anos antes do ChatGPT surgir. Ao todo, foram US$ 13 bilhões de investimentos. Graças a isso, a companhia esteve bem posicionada e foi capaz de acelerar o lançamento de produtos com IA generativa no Bing, no Edge e no Windows, por exemplo.

Em outubro de 2025, a OpenAI fez uma reestruturação em seu braço com fins lucrativos, criando uma corporação de benefício público chamada OpenAI Group PBC. A Microsoft tem uma fatia de cerca de 27% da empresa — na época, a fatia estava avaliada em cerca de US$ 135 bilhões.

Licenciamento de modelos da OpenAI não será mais exclusivo da Microsoft

Sam Altman, CEO da OpenAI, quer nível 5 antes de 2030 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Maia 200: Microsoft diz que novo chip supera aceleradores da Amazon e Google

26 de Janeiro de 2026, 13:00
O chip Maia 200, para aceleração de IA, já está em uso numa região do Azure (imagem: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • O Maia 200 da Microsoft oferece mais de 10 petaFLOPS em precisão de 4 bits e 5 petaFLOPS em 8 bits, superando o Amazon Trainium e o TPU do Google.
  • O chip é produzido com tecnologia de 3 nanômetros da TSMC, possui mais de 100 bilhões de transistores e utiliza memória HBM3e de 216 GB a 7 TB/s.
  • O Maia 200 será usado pela equipe Microsoft Superintelligence, no Microsoft Foundry e no Microsoft 365 Copilot, com suporte para o Maia SDK.

A Microsoft anunciou hoje (26/01) o Maia 200, acelerador de inteligência artificial voltado para inferência de modelos em larga escala. A empresa promete desempenho superior ao da Amazon e do Google com o novo hardware, que apresenta custo-benefício 30% maior em relação aos sistemas anteriores da companhia. O chip já está em operação aa região Central dos Estados Unidos do Azure e deve chegar “em breve” à região West 3, no Arizona.

O Maia 200 entrega mais de 10 petaFLOPS em precisão de 4 bits e cerca de 5 petaFLOPS em 8 bits. Segundo os dados técnicos, o hardware atinge desempenho FP4 três vezes maior que o Amazon Trainium de terceira geração e supera o desempenho FP8 do TPU de sétima geração do Google. Segundo a MS, um node Maia 200 é capaz de executar os modelos atuais com margem para futuras expansões.

Este hardware estava previsto para o fim de 2025, mas sofreu um atraso de cerca de seis meses. A companhia atribuiu a situação a mudanças de projeto imprevistas, restrições de pessoal e atlta rotatividade.

Quais são as especificações técnicas do hardware?

Produzido com tecnologia de 3 nanômetros da TSMC, Cada chip é produzido em litografia de 3 nanômetros da TSMC e conta com mais de 100 bilhões de transistores. O hardware utiliza um sistema de memória HBM3e de 216 GB a 7 TB/s e 272 MB de SRAM on-chip, além de mecanismos de movimentação de dados para modelos de alta demanda. O subsistema de memória utiliza tipos de dados de precisão estreita, engine DMA e fabric NoC para garantir a largura de banda.

A arquitetura utiliza um design de scale-up de dois níveis baseado em Ethernet. Cada unidade oferece 1,4 TB/s de largura de banda para operações em clusters de até 6.144 aceleradores. No interior de cada tray, quatro chips Maia são conectados por links diretos. O protocolo de comunicação é padronizado para redes intra-rack e inter-rack, o que permite o escalonamento entre diferentes estruturas de datacenter.

Satya Nadella, homem de óculos usando uma camisa cinza e um paletó cinza escuro. Ao lado, um logo do Windows.
Satya Nadella é CEO da Microsoft (imagem: divulgação)

Onde o Maia 200 será aplicado?

A equipe do Microsoft Superintelligence utilizará o chip para geração de dados sintéticos e aprendizado por reforço. O acelerador também será empregado em cargas de trabalho no Microsoft Foundry e no Microsoft 365 Copilot. De acordo com a empresa, a implementação nos racks de datacenter ocorreu em menos da metade do tempo registrado em projetos anteriores.

A Microsoft também anunciou hoje um preview do Maia SDK para desenvolvedores e laboratórios de pesquisa. O pacote inclui o compilador Triton, suporte para PyTorch, programação em NPL e um simulador para cálculo de custos e otimização de código.

O projeto Maia AI é planejado como uma linha multigeracional para o desenvolvimento de novos aceleradores de processamento.

Maia 200: Microsoft diz que novo chip supera aceleradores da Amazon e Google

Satya Nadella é CEO da Microsoft (imagem: divulgação)
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