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Qualcomm anuncia Arduino Ventuno Q, placa que une IA com robótica

9 de Março de 2026, 11:11
Placa Arduino Ventuno Q
Placa Arduino Ventuno Q (imagem: reprodução/Qualcomm)
Resumo
  • Arduino Ventuno Q possui processador Dragonwing IQ-8275, GPU Adreno 623 e NPU Hexagon de 40 TOPS para IA;
  • placa inclui 16 GB de RAM LPDDR5, 64 GB de armazenamento eMMC expansível via M.2 NVMe, além de microcontrolador STM32H5;
  • lançamento é esperado para o segundo trimestre de 2026, mas ainda não há informação oficial sobre preço.

O segundo produto da Arduino desde a sua aquisição pela Qualcomm acaba de ser anunciado oficialmente. Trata-se da placa Arduino Ventuno Q, que traz 16 GB de memória RAM e 64 GB de armazenamento interno, e tem como foco aplicações que unem inteligência artificial com robótica.

Para tanto, a novidade foi equipada, também, com um processador Qualcomm Dragonwing IQ-8275 de oito núcleos. O chip conta ainda com GPU Adreno 623 e NPU Hexagon de 40 TOPS para execução de tarefas de IA.

Os 16 GB de RAM são do tipo LPDDR5. Já os 64 GB de armazenamento são do tipo eMMC e podem ser complementados via SSD graças a um slot M.2 NVMe.

O Arduino Ventuno Q conta ainda com um microcontrolador STM32H5. É neste ponto que o campo da robótica começa a ser explorado: o componente pode ser usado para controlar a velocidade de um motor ou a direção de um braço robótico, por exemplo.

Já o aspecto da IA pode ser tratado via Arduino App Lab, ambiente de desenvolvimento que facilita a criação ou aperfeiçoamento de soluções de inteligência artificial ao oferecer vários modelos pré-treinados para tarefas específicas, como reconhecimento de gestos ou rastreamento de objetos.

Por conta disso, o Arduino Ventuno Q pode ser empregado em projetos educacionais, maquinários de fábricas, controles de estoque, quiosques inteligentes e por aí vai.

Com o Ventuno Q, a IA finalmente pode sair da nuvem e chegar ao mundo físico. A plataforma possibilita a criação de máquinas que percebem, decidem e agem — tudo em uma única placa.

Nosso objetivo é tornar a robótica avançada e a IA de ponta acessíveis a todos os desenvolvedores, educadores e inovadores. O Ventuno Q é a evolução natural da missão do Arduino e um grande passo para levar a inteligência do mundo real a todos.

Fabio Violante, vice-presidente e gerente geral de Arduino na Qualcomm

Disponibilidade e preço do Arduino Ventuno Q

A Qualcomm promete lançar o Arduino Ventuno Q no segundo trimestre de 2026, mas ainda não há informação oficial sobre preço. A expectativa, porém, é a de que o dispositivo custe algo entre US$ 200 e US$ 300, ou seja, ele não será exatamente barato (sim, é provável que a atual crise da RAM afete o preço do produto).

Quem precisa de algo mais acessível pode recorrer ao Arduino Uno Q, que foi lançado logo após a aquisição da Arduino pela Qualcomm, no ano passado. O modelo custa a partir de US$ 44 (R$ 231 na conversão direta).

Placa Arduino Ventuno Q
Placa Arduino Ventuno Q (imagem: reprodução/Qualcomm)

Principais especificações do Arduino Ventuno Q

  • SoC: Dragonwing IQ-8275 octa-core (Cortex), GPU Adreno 623 e NPU Hexagon de 40 TOPS
  • Microcontrolador: STM32H5
  • Memória RAM: 16 GB de LPDDR5
  • Armazenamento: 64 GB de eMMC expansíveis via M.2 NVMe
  • Conectividade sem fio: Wi-Fi 6 e Bluetooth 5.3
  • Conectores: Ethernet (2,5 Gbit), USB-C (1), USB-A 3.0 (2), HDMI, MIPI-CSI para câmeras (3)
  • Sistema operacional: Ubuntu ou Debian Linux
  • Dimensões: 160 x 100 x 25,8 mm

Qualcomm anuncia Arduino Ventuno Q, placa que une IA com robótica

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Arduino Ventuno Q traz processador Dragonwing com NPU de 40 TOPS. Conjunto inclui ainda 16 GB de RAM e 64 GB de armazenamento interno.

Placa Arduino Ventuno Q (imagem: reprodução/Qualcomm)

Placa Arduino Ventuno Q (imagem: reprodução/Qualcomm)

Qualcomm já é acusada de “estragar” a Arduino

25 de Novembro de 2025, 14:36
Arduino Uno Q
Qualcomm é a atual controladora da Arduino (imagem: reprodução/Qualcomm)
Resumo
  • Qualcomm adquiriu Arduino e já vem gerando preocupações sobre mudanças na plataforma;
  • Uma das queixas vem da empresa Adafruit, que afirma que novos termos de uso limitam engenharia reversa e ampliam coleta de dados;
  • Em seu blog, Arduino nega mudanças em seus princípios.

No começo de setembro, a Qualcomm anunciou a aquisição da Arduino. Na ocasião, usuários ficaram preocupados com a possibilidade de o negócio “estragar” a plataforma. Pois há quem entenda que o tal estrago já começou, tudo por conta de uma polêmica atualização dos termos de uso da Arduino.

Eis uma rápida explicação para quem está por fora do assunto: a Arduino é uma organização especializada em placas com microcontroladores e outros componentes que são usadas por estudantes de programação ou eletrônica, entusiastas de automação, companhias que desenvolvem sistemas embarcados, e assim por diante.

Só para dar um exemplo, uma dessas placas é a Arduino Uno Q, que tem chip quad-core Qualcomm Dragonwing QRB2210 e até 4 GB de RAM. Esse modelo foi revelado junto com o recente anúncio da compra da Arduino pela Qualcomm, negócio que não teve seu valor revelado publicamente.

Por que já há queixas da compra da Arduino pela Qualcomm?

O assunto ganhou força com uma queixa publicada pela Adafruit Industries, empresa especializada no fornecimento de placas e componentes para soluções de hardware de baixo custo.

Usando o LinkedIn, a Adafruit afirma que os novos termos de uso e de políticas de privacidade da Arduino, em vigor há quase um mês, transformam a abordagem aberta da plataforma “em um serviço corporativo rigidamente controlado”.

Uma das queixas da Adafruit com relação às mudanças é esta:

Os usuários agora estão explicitamente proibidos de fazer engenharia reversa ou até mesmo tentar entender como a plataforma funciona, a menos que a Arduino dê permissão. Essa é uma mudança profunda para uma marca há muito tempo abraçada por educadores, criadores, pesquisadores e defensores do código aberto.

Outro aspecto polêmico está nos termos que, segundo a Adafruit, permitem à Arduino ter direito sobre os trabalhos que os usuários executarem na plataforma, como códigos, projetos e postagens no fórum oficial.

A empresa também afirma que os novos termos ampliam o alcance da coleta de dados do usuário, bem como permitem que essas informações fiquem retidas por mais tempo pela Arduino (e, consequentemente, pela Qualcomm).

Ainda nesse sentido, também há queixa a respeito de uma política sobre inteligência artificial que permite à Arduino “monitorar as contas dos usuários e o uso dos produtos de IA, incluindo, entre outros, o uso de recursos e funções, tempo de computação e armazenamento”.

A placa Arduino Uno Q
A placa Arduino Uno Q (imagem: reprodução/Qualcomm)

O que diz a Arduino?

A publicação da Adafruit gerou tanta polêmica que a Arduino tratou de se manifestar sobre o assunto rapidamente. Em seu blog, a Arduino afirma que projetos envolvendo código aberto e engenharia reversa continuam sendo permitidos, e que os novos termos restringem apenas essas atividades em seus aplicativos de nuvens.

A Arduino também afirma que o conteúdo publicado em sua plataforma continua pertencendo ao usuário, que as políticas de privacidade e retenção de dados foram atualizadas para fins de transparência, e que a introdução de recursos de IA na plataforma exige mudanças nos termos de uso correspondentes para favorecer aspecto de segurança.

Um trecho no início da nota da Arduino diz:

Para sermos absolutamente claros: somos de código aberto muito antes de isso ser moda. Não vamos mudar agora. A aquisição pela Qualcomm não modifica a forma como os dados do usuário são tratados ou como aplicamos nossos princípios de código aberto.

O assunto ainda pode render alguns capítulos. Procurada pelo Ars Technica, a Adafruit afirma, por meio dos executivos Limor Fried e Phillip Torrone, que a postagem da Arduino ainda deixa muitas perguntas sem respostas.

A Adafruit afirma ainda ter enviado um questionamento à Arduino para esclarecer os pontos que ficaram vagos, mas que não obteve resposta até o momento.

Qualcomm já é acusada de “estragar” a Arduino

Qualcomm também anunciou o Arduino Uno Q (imagem: reprodução/Qualcomm)

A placa Arduino Uno Q (imagem: reprodução/Qualcomm)
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