Amazon Leo: roteador para internet via satélite é homologado no Brasil

Resumo
- O roteador para o serviço de internet via satélite Amazon Leo foi homologado pela Anatel.
- O equipamento, com código de modelo L1LA10, oferece conectividade Zigbee, Bluetooth LE e Wi-Fi 6 de duas bandas.
- A antena, no entanto, ainda não foi certificada pela agência.
O serviço de internet via satélite Amazon Leo deu mais um passo para seu lançamento comercial no Brasil: o roteador que será utilizado pelos clientes foi homologado pela Anatel na sexta-feira (14/08), segundo documentos obtidos pelo Tecnoblog em primeira mão.
A certificação vem bem a tempo, já que o lançamento comercial precisa acontecer no Brasil até dia 29 deste mês, a menos que a empresa solicite um novo adiamento à Anatel. O serviço foi testado em duas cidades brasileiras no ano passado.

O equipamento tem código de modelo L1LA10 e oferece conectividade Zigbee, Bluetooth LE (para conexão com o aplicativo, provavelmente) e Wi-Fi 6 de duas bandas.

Na parte traseira, são três portas: uma RJ45 para conexão com a antena de satélite, outra RJ45 para uso cabeado da internet e uma entrada C6 para o cabo de energia elétrica.
De acordo com as fotos de certificação do FCC (Comissão Federal de Comunicações dos EUA), o L1LA10 aparenta ter em torno de 17 centímetros de largura e profundidade, o que o torna relativamente grande para um roteador. Ele também deve ser pesadinho: quase metade do volume interno é ocupado pela fonte de 140 Watts, e a estrutura interna é feita em metal.

O equipamento utiliza diversos chips da Qualcomm: QCA8081 para as portas Ethernet, QCN6112 como rádio de 5 GHz e o SoC IPQ5018, que é o “cérebro” do produto, contendo dois núcleos Cortex-A53 da ARM.
Ainda falta a homologação da antena, que a Amazon denomina ODU em sua documentação, sem revelar o que a sigla significa.

Mercado aquecido
O Amazon Leo entrará em um mercado que deve ganhar mais competição: hoje a Starlink reina quase sozinha no segmento de internet via satélites de órbita baixa (LEO), especialmente para pessoas físicas, mas a Eutelsat OneWeb também oferece seus serviços no Brasil, apenas para empresas. A chinesa SpaceSail também já obteve autorização para operar no país, algo que precisa ocorrer até 2028.

A Starlink lidera o mercado brasileiro de internet por satélite, possuindo a maior clientela do segmento e sendo o 12º provedor de banda larga fixa do país. Em breve, a empresa também deve passar a oferecer serviço diretamente para smartphones em áreas remotas em parceria com a Vivo.
Esse é outro segmento do mercado em que a Amazon pretende competir. Para tanto, a companhia adquiriu a Globalstar por US$ 11,5 bilhões (cerca de R$ 57 bilhões), ganhando acesso à constelação existente de satélites e, mais importante, ao espectro e direitos de uso existentes.
O serviço de banda larga fixa por satélite deve ser vendido no Brasil pela Sky, já que ambas assinaram acordo para tal ainda em 2024.
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