Realme P4 Power tem bateria de 10.001 mAh (imagem: divulgação)Resumo
Realme P4 Power foi homologado pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil.
O celular possui bateria de 10.001 mAh e carregador de 80 W.
Ele será fabricado na China ou em Manaus e virá com NFC.
Agora vai: o Realme P4 Power, anunciado no final de janeiro na Índia, já pode ser vendido no Brasil. A certificação do smartphone, com código de modelo RMX5107, foi emitida pela Anatel na segunda-feira (23/03), conforme documentos vistos pelo Tecnoblog.
O modelo se destaca pela enorme bateria (que a Realme chama de Titan), com capacidade de 10.001 mAh típicos (9.900 nominais), inserida num smartphone que possui meros 9,1 milímetros de espessura, graças ao uso de ânodos de silício-carbono. O componente tem código de modelo BLPE07 e também já foi aprovado pela agência reguladora.
Certificado de homologação do Realme P4 Power (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Para recarregar tamanha bateria, a caixa (que também terá cabo USB, capinha, ferramenta para abrir a bandeja de chip e manuais) inclui o carregador VCB8OABH de 80 W. Este carregador também é utilizado por modelos da Oppo, dona da Realme.
O P4 Power não abre mão de um chip decente, mesmo com uma bateria grande: ele utiliza o SoC Dimensity 7400 Ultra da MediaTek, fabricado no processo de 4 nm da TSMC e com desempenho adequado para a faixa intermediária.
Bateria do Realme P4 Power durante a certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
São 8 ou 12 GB de RAM e 128 ou 256 GB de memória interna, duas câmeras traseiras (50 e 8 megapixels), câmera frontal de 16 megapixels e tela AMOLED com taxa de atualização de 144 Hz. Tudo isso rodando o Android 16 (com atualizações prometidas até o Android 20) e com peso de 219 gramas.
Realme P4 Power na cor Flash Orange durante a certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Curiosamente, a certificação brasileira conta com a presença de NFC, recurso que não está presente no modelo indiano. A certificação também revela que ele será fabricado pela Realme na China ou pela Digitron em Manaus (AM).
Qual o preço?
Na Índia, o modelo é vendido a partir de 26.499 rúpias, quase R$ 1.500 em conversão direta. No Brasil, continuamos sem previsão de lançamento ou valores oficiais, mas a fabricante já indicou que lançará o modelo em nosso país.
Gemini no Google Maps vai te ajudar em perguntas específicas (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Google Maps integrou o Gemini para permitir perguntas em linguagem natural e introduziu uma interface de rotas em 3D.
O novo recurso Ask Maps processa consultas específicas, utilizando dados de mais de 300 milhões de estabelecimentos e 500 milhões de avaliações da comunidade.
Por enquanto, as atualizações estarão disponíveis para dispositivos móveis nos EUA e na Índia.
O Google anunciou nesta quinta-feira (12/03) mais integração do Gemini com o Google Maps. A atualização, liberada primeiro para dispositivos móveis nos Estados Unidos e na Índia, introduz a capacidade de conversar com o aplicativo para tirar dúvidas, além de trazer uma interface de rotas totalmente redesenhada em 3D.
A principal novidade é o recurso Ask Maps (Pergunte ao Maps, em tradução livre). Ele funciona como um assistente integrado capaz de processar consultas em linguagem natural.
Interação com perguntas mais específicas
Em vez de buscar por categorias genéricas, como “restaurantes” ou “shoppings”, o usuário agora pode fazer perguntas muito mais específicas. A empresa cita alguns exemplos práticos: você pode solicitar que encontre um local para carregar o celular sem ter que pegar fila, ou até mesmo buscar por um banheiro público que mantenha um bom padrão de higiene.
Em comunicado, a vice-presidente e gerente-geral do Google Maps, Miriam Daniel, afirma que a ferramenta cruza informações de mais de 300 milhões de estabelecimentos e analisa o banco de dados de avaliações da comunidade, que hoje conta com mais de 500 milhões de colaboradores.
Na prática, o sistema consegue interpretar até planos completos. O gerente de produto do Google, Andrew Duchi, citou um exemplo: agora será possível pedir ao app para encontrar um restaurante vegetariano com mesa para quatro pessoas às 19h, localizado entre o meu trabalho e a casa de amigos.
Google diz que essa é a maior atualização do Maps em mais de uma década (imagem: reprodução/Google)
As respostas do Gemini se baseiam estritamente nos dados do Maps e da Busca, sem bisbilhotar informações de outros serviços do Google, como o Gmail. Para personalizar os resultados, a IA utiliza o histórico de locais salvos e as pesquisas passadas do usuário. Se você gostar da sugestão, dá para reservar a mesa ali mesmo, na própria interface do mapa.
Sobre a possibilidade de empresas pagarem para aparecer nessas respostas geradas por IA, Duchi evitou comentar planos de monetização a longo prazo com o The Verge. No entanto, ele garantiu que, neste formato de lançamento, os anúncios pagos não afetam as recomendações orgânicas.
Rotas com visual realista
A segunda grande mudança foca em quem está ao volante. Batizada de “Navegação Imersiva”, o Google classifica a novidade como a maior alteração no sistema de rotas do aplicativo em mais de uma década. A interface tradicional dá lugar a uma representação em 3D que espelha o ambiente real, renderizando edifícios, viadutos, topografia do terreno e até a arborização.
O sistema utiliza o Gemini para processar imagens aéreas e do Street View, destacando os mínimos detalhes da via. O mapa passa a exibir a posição exata de faixas de pedestres, semáforos e placas de pare, por exemplo. A câmera também ajusta o zoom dinamicamente conforme o motorista se aproxima de cruzamentos.
As instruções por voz também ficaram mais naturais. Em vez de apenas informar a distância em metros, o app utiliza marcações visuais, orientando o motorista a “passar esta saída e pegar a próxima”.
O motorista também passa a ter acesso ao raciocínio lógico do algoritmo: o Maps agora explica abertamente as vantagens e desvantagens de rotas alternativas — comparando um caminho mais longo, sem engarrafamento, com uma rota mais rápida com pedágio. Ao chegar, a ferramenta indica o lado correto da rua para estacionar e aponta a entrada exata do destino.
Quando chega para todos?
De acordo com o Google, o recurso Ask Maps começa a ser distribuído nesta semana para usuários de Android e iOS nos EUA e na Índia. Uma versão para computadores está prevista para um futuro próximo.
Já a Navegação Imersiva começa a dar as caras no território norte-americano na próxima semana, com expansão para outras regiões logo a seguir, mas ainda sem data definida. A funcionalidade será compatível com smartphones, Apple CarPlay, Android Auto e veículos com o sistema do Google integrado.
Gates manteve visitas privadas a projetos de saúde e agricultura na Índia (imagem: OnInnovation/Flickr)Resumo
Nesta quinta-feira (19), a Cúpula de Impacto da IA (AI Impact Summit), realizada em Déli, na Índia, teve um início conturbado. O cofundador da Microsoft, Bill Gates, cancelou sua palestra horas antes de subir ao palco. A desistência ocorre em momento de pressão após a divulgação de novos documentos que detalham sua relação com Jeffrey Epstein.
O evento, que visa consolidar a Índia como um polo tecnológico global e atrair investimentos, conta com a presença de líderes de mais de 100 países, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, o presidente francês Emmanuel Macron e grandes nomes do Vale do Silício, como Sam Altman e Sundar Pichai.
Por que Bill Gates desistiu de discursar?
A ausência de Gates foi divulgada pela Fundação Gates de última hora. Conforme informações da BBC News, a organização afirmou que a decisão foi tomada após “cuidadosa consideração” para garantir que o foco da cúpula permanecesse em suas prioridades centrais: saúde e desenvolvimento tecnológico.
Nos bastidores, a “distração” mencionada pela fundação tem nome: Jeffrey Epstein. Em janeiro de 2026, novos arquivos divulgados pela justiça americana trouxeram detalhes inéditos sobre o convívio de Gates com Epstein, condenado por crimes sexuais. Segundo o The Guardian, embora Gates não tenha sido acusado de crimes, a reaparição do tema intensificou o burburinho público.
Até Melinda Gates, em entrevistas citadas pelo jornal, comentou que as perguntas sobre esses laços devem ser respondidas pelo ex-marido, aumentando a pressão sobre o bilionário. Para evitar um vazio na programação, Ankur Vora, presidente dos escritórios da fundação na África e na Índia, assumiu o lugar de Gates no palco. O cofundador da Microsoft permanece na Índia, mas em agendas privadas.
Bill Gates cancelou palestra principal após novas pressões sobre o caso Epstein (imagem: Red Maxwell/Flickr)
“Climão” entre CEOs
No setor corporativo, o clima foi de tensão. Um registro em vídeo que circula nas redes sociais capturou o momento em que Dario Amodei (CEO da Anthropic) e Sam Altman (CEO da OpenAI) evitaram um aperto de mãos diante do público.
O episódio reflete a guerra fria comercial entre as empresas. A Anthropic, fundada por ex-funcionários da OpenAI, posiciona-se como uma alternativa mais focada em segurança e ética, enquanto a OpenAI busca a liderança do mercado.
Em seu discurso, Altman defendeu que o mundo precisa de regulação “com urgência”, afirmando que a centralização da IA nas mãos de poucos poderia levar à “ruína”. Já Amodei ressaltou que a Anthropic está disposta a trabalhar com governos para realizar testes rigorosos de segurança em modelos de larga escala.
Lula e investimentos bilionários
Presidente Lula e o Primeiro Ministro da Índia, Narendra Modi durante a Cúpula de Impacto da IA (AI Impact Summit) (foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República)
O presidente Lula utilizou o palco para defender que a IA deve ser uma ferramenta de inclusão e não um mecanismo para aprofundar desigualdades globais. Essa visão foi compartilhada por Narendra Modi, que ressaltou a importância de o Sul Global não ser apenas “matéria-prima” para algoritmos estrangeiros.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o futuro da IA não pode ser deixado aos “caprichos de alguns bilionários” e propôs a criação de um fundo global de US$ 3 bilhões para garantir o acesso aberto à tecnologia para países em desenvolvimento.
A cúpula também serviu para anúncios financeiros. O bilionário Mukesh Ambani prometeu investir US$ 110 bilhões nos próximos sete anos para fortalecer o ecossistema tecnológico indiano. Já o CEO do Google, Sundar Pichai, anunciou a criação de um centro de IA no país para gerar empregos e infraestrutura de ponta.
A expectativa é que, até o final da semana, os líderes assinem um tratado de cooperação técnica para estabelecer padrões mínimos de segurança e governança ética.
Presidente Lula e o Primeiro Ministro da Índia, Narendra Modi durante a Cúpula de Impacto da IA (AI Impact Summit) (foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República)
Smartphones da Vivo (Jovi) se destacaram na Índia (imagem: divulgação)Resumo
A Vivo Mobile (Jovi) liderou o mercado de celulares na Índia em 2025 com 21% de participação, vendendo 32,1 milhões de aparelhos.
Samsung ficou em segundo lugar, com 15% de participação, mas teve uma queda de 11% nas vendas.
Apple cresceu 28% em 2025, alcançando 10% de participação, mas permaneceu na quinta posição.
Quem encerrou 2025 como líder absoluta de vendas de celulares na Índia, país mais populoso do mundo, foi novamente uma fabricante chinesa. Dados de mercado indicam que a Vivo Mobile Communication (que atende pelo nome Jovi no Brasil) manteve a primeira colocação no maior mercado de smartphones do planeta, superando Samsung, Xiaomi e Apple.
Xiaomi despencou para a quarta posição após iniciar o ano na liderança (imagem: reprodução/Omdia)
Os dados do ano passado mostram que fabricantes chinesas seguem dominando o mercado indiano de smartphones. Somadas, Vivo, Oppo (ambas são antigas subsidiárias do grupo BBK) e Xiaomi responderam por quase metade das vendas, enquanto outras marcas mantiveram participação mais limitada.
Como pontua o site especializado Phone Arena, a Samsung tem mais dificuldade em chamar a atenção dos consumidores indianos, que estariam substituindo os intermediários da série A por aparelhos como o Vivo Y19s, à venda no Brasil por cerca de R$ 999.
Por aqui, aliás, vale reforçar que a Vivo Mobile chegou oficialmente no país em 2025, sob a marca Jovi, com foco em smartphones intermediários e premium, ampliando a presença da fabricante chinesa na América Latina. A Jovi parece estar preparando smartphones com baterias parrudas, conforme adiantamos aqui no Tecnoblog.
Vivo Mobile amplia liderança
Vivo (Jovi) terminou o ano com 32 milhões de celulares enviados (imagem: reprodução/Omdia)
Ao todo, foram 154,2 milhões de celulares vendidos no ano, sendo 32,1 milhões de aparelhos da Vivo Mobile, consolidando a liderança. Ela apresentou crescimento anual de 19%, indo contra o encolhimento de 1% no mercado indiano em relação a 2024.
Quem não conseguiu fugir da retração foram a Samsung e a Xiaomi. A sul-coreana manteve o segundo lugar, mas registrou queda de 11% nas vendas, enquanto a chinesa teve retração de 26%, a maior retração entre as principais marcas.
Apple cresce, mas segue fora do topo
Fechando o top 5, a Apple teve um dos crescimentos mais expressivos em 2025. De acordo com a Omdia, a empresa registrou aumento de 28%, alcançando 15,1 milhões de unidades e 10% de participação de mercado.
Mesmo com o avanço, a Apple permaneceu na quinta colocação do ranking anual.
Design TransView confere visual transparente à parte superior do dispositivo (imagem: divulgação)Resumo
Realme P4 Power será lançado na Índia em 29 de janeiro com uma bateria de 10.001 mAh, prometendo até três dias e meio de autonomia.
O smartphone possui carregamento rápido de 80 W e carregamento reverso de 27 W, permitindo recarregar outros dispositivos.
Ele inclui tela AMOLED de 6,78 polegadas, com taxa de atualização de 144 Hz e processador MediaTek Dimensity 7400 Ultra.
A Realme lança o novo P4 Power na Índia no dia 29 de janeiro. Ele chega com a promessa de entregar três dias de autonomia, graças à super bateria de 10.001 mAh. A empresa já iniciou a campanha de pré-reserva no país mediante um pagamento simbólico de 999 rúpias (cerca de R$ 60).
Esse não será o preço final do celular, apenas um “sinal” que garante prioridade na compra e benefícios exclusivos — uma prática comum no varejo indiano.
Aqui no Brasil, a assessoria da Realme nos informou que deve trazer novidades sobre o aparelho “em breve”. Por enquanto, não há data e preços no mercado nacional.
Super bateria e especificações
Com recarga reversa de 27 W, o P4 Power também funciona como um power bank (imagem: divulgação)
Sem dúvida, o grande trunfo do Realme P4 Power é a bateria. Equipado com uma célula de 10.001 mAh de silício-carbono, o aparelho oferece o dobro da capacidade da maioria dos smartphones topo de linha atuais (o Galaxy S25 Ultra, por exemplo, tem uma bateria de 5.000 mAh).
Mesmo assim, o celular mantém um peso surpreendente de 218 gramas. A tecnologia de silício-carbono é a chave para esse equilíbrio, permitindo uma densidade energética superior sem aumentar drasticamente o volume ou o peso do aparelho. A fabricante promete até três dias e meio de uso moderado longe da tomada.
O chefe de marketing de produto da marca, Francis Wong, confirmou que o Realme P4 Power terá carregamento rápido de 80 W, capaz de recarregar a célula gigante rapidamente.
Além de durar dias, o P4 Power pode “salvar” outros gadgets. O dispositivo suporta carregamento reverso de 27 W, transformando-o em um power bank eficiente para carregar fones, relógios e até celulares.
O conjunto de especificações deve incluir uma tela AMOLED de 6,78 polegadas com taxa de atualização de 144 Hz e o processador MediaTek Dimensity 7400 Ultra (possivelmente uma versão renomeada de chips da série 8000).
Preço e disponibilidade
Modelo suporta carregamento rápido de 80 W (imagem: divulgação)
O preço oficial ainda não foi revelado, mas vazamentos sugerem que o valor de etiqueta da versão mais completa, com 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, pode ser de 37.999 rúpias (cerca de R$ 2.250).
No entanto, analistas do mercado local esperam que o preço real de venda para o consumidor fique entre 25 mil e 30 mil rúpias (algo entre R$ 1.500 e R$ 1.800), posicionando-o como um intermediário premium.
Vale lembrar que a Realme voltou a ser uma submarca da Oppo e não opera mais de forma independente, mas a movimentação da marca com o novo smartphone não é isolada. Recentemente, a Honor lançou na China o Honor Power 2, com uma bateria de 10.080 mAh.
As fabricantes chinesas parecem ter encontrado no silício-carbono a solução para oferecer autonomia de sobra sem comprometer a ergonomia, enquanto Samsung e Apple focam em eficiência para manter os celulares finos.
Governo alega que medida visa proteger dados dos usuários (imagem: Sanyam Bahga/Flickr)Resumo
O governo da Índia considera exigir que fabricantes de smartphones compartilhem o código-fonte de seus aparelhos.
Segundo a Reuters, as propostas incluem auditorias de segurança, remoção de aplicativos pré-instalados e controle de acesso a câmera e microfone.
Além disso, a ideia seria armazenar registros de atividade por 12 meses, algo que as fabricantes afirmam esbarrar em limitações técnicas.
O governo da Índia avalia um conjunto de exigências de segurança que pode obrigar fabricantes de smartphones a compartilhar partes sensíveis de seus sistemas com autoridades locais. Segundo a agência Reuters, a principal medida seria o acesso ao código-fonte de aparelhos da Apple, Samsung, Google e Xiaomi.
A iniciativa é apresentada pelo primeiro-ministro Narendra Modi como uma forma de reforçar a proteção de dados dos usuários em um mercado que já reúne cerca de 750 milhões de smartphones.
O debate ganhou força após a divulgação de documentos e relatos de reuniões entre governo e indústria, indicando que as regras, elaboradas em 2023, podem se tornar obrigatórias.
À Reuters, o secretário de TI da Índia, S. Krishnan, afirmou que “quaisquer preocupações legítimas do setor serão abordadas com a mente aberta”, acrescentando que era “prematuro tirar conclusões precipitadas”.
O Ministério de Eletrônica e Tecnologia da Informação também afirmou que as consultas buscam criar “uma estrutura regulatória adequada e robusta para a segurança móvel”. Em uma nota, a pasta negou oficialmente que esteja pedindo acesso ao código-fonte, sem comentar os documentos citados.
O que mudaria?
As propostas seriam parte do chamado Indian Telecom Security Assurance Requirements, um pacote com 83 padrões de segurança. Entre eles, estaria a exigência de análises de vulnerabilidade mais profundas, que poderiam incluir revisão de código-fonte em laboratórios designados na Índia.
Outras mudanças previstas envolvem permitir a remoção de aplicativos pré-instalados, impedir que apps acessem câmera e microfone em segundo plano sem o conhecimento do usuário e realizar varreduras automáticas e periódicas contra malware. As fabricantes também teriam de informar previamente o Centro Nacional de Segurança em Comunicações sobre grandes atualizações de software e correções de segurança.
Segundo a Reuters, o plano sugere que os aparelhos armazenem registros de atividade do sistema por pelo menos 12 meses, algo que, de acordo com representantes da indústria, esbarraria em limitações técnicas de espaço.
Fabricantes alegam barreira técnica
Código-fonte é a base para o funcionamento de qualquer aplicação (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Representando as fabricantes, a associação indiana MAIT argumenta que as exigências não seguem padrões internacionais. Em documento confidencial ao qual a Reuters teve acesso, o grupo afirma que “isso não é possível… devido ao sigilo e à privacidade”.
A MAIT também alertou que varreduras frequentes de malware podem comprometer a bateria dos aparelhos e que submeter atualizações à aprovação governamental seria inviável, já que correções de segurança precisam ser distribuídas rapidamente.
Sobre o armazenamento de logs por um ano, a entidade foi direta: “Não há espaço suficiente no dispositivo para armazenar eventos de registro de um ano”.
Fabricantes historicamente protegem seu código-fonte. A Apple, por exemplo, recusou pedidos semelhantes da China entre 2014 e 2016, e autoridades dos Estados Unidos também não conseguiram acesso a esse tipo de informação.
Fabricante aplicou novos valores para modelos como Galaxy A56 (foto: Ana Marques/Tecnoblog)Resumo
Samsung aumentou os preços dos modelos Galaxy A56, A36 e F17 na Índia.
O Galaxy A56 teve um aumento de 2 mil rupias, o A36 de 1.500 rupias e o F17 de 1.000 rupias.
No Brasil, a Samsung pode aumentar os preços em 10% a 20% devido à pressão nos custos de insumos.
A Samsung oficializou, nesta segunda-feira (05/01), um reajuste nos preços dos smartphones das linhas Galaxy A e Galaxy F no mercado indiano. O aumento já está valendo e atinge as variantes dos modelos Galaxy A56, Galaxy A36 e Galaxy F17.
A decisão da fabricante sul-coreana ocorre em um cenário de elevação nos custos de componentes em todo o setor de tecnologia, gerando expectativas sobre movimentos semelhantes em outros mercados. No Brasil, o vice-presidente sênior da Samsung, Gustavo Assunção, já havia nos revelado com exclusividade uma previsão de aumento.
O Galaxy A56, modelo mais robusto entre os afetados, sofreu um acréscimo de 2 mil rupias (cerca de R$ 119) em todas as suas configurações. As versões ficaram assim:
12 GB de RAM + 256 GB de armazenamento: de 44.999 para 46.999 rupias (R$ 2.824)
No caso do Galaxy A36, o aumento foi fixo em 1.500 rupias (R$ 89). A variante com 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento agora custa 38.499 rupias (R$ 2.313).
Já o Galaxy F17 5G, focado em custo-benefício, teve um acréscimo de 1.000 rupias (R$ 59), com o modelo de entrada (4 GB/128 GB) partindo de 15.499 rupias (R$ 931).
E o Brasil?
Reajuste atinge todos os modelos A56, A36 e F17 (foto: Ana Marques/Tecnoblog)
O movimento observado na Ásia acende o alerta para os consumidores brasileiros. No mês passado, o VP da Samsung no Brasil, Gustavo Assunção, já havia sinalizado ao Tecnoblog que os eletrônicos da marca podem ficar entre 10% e 20% mais caros no país devido à pressão nos custos de insumos.
Historicamente, a Índia antecipa tendências que também chegam ao ocidente. Se a projeção de alta se concretizar por aqui, a competitividade da linha Galaxy A — uma das mais vendidas da marca — pode ser colocada à prova em um segmento no qual o preço é um grande fator de decisão de compra.
Até o momento, a Samsung não confirmou se a linha Galaxy S25 ou os dobráveis Galaxy Z Fold 7 e Flip 7 passarão por correções imediatas, mas a expectativa é que os novos lançamentos de 2026 cheguem às prateleiras com valores reajustados.
Índia quer remunerar criadores por conteúdo usado por IA (foto: Sanyam Bahga/Flickr)Resumo
O governo da Índia propôs um sistema de royalties para IA, exigindo que empresas paguem por conteúdo usado no treinamento de modelos.
A proposta inclui uma licença obrigatória, permitindo acesso a obras protegidas e pagamento de taxas a uma entidade coletora.
Big techs se opuseram à medida, sugerindo exceções para mineração de dados e um modelo opt-out, mas o comitê indiano rejeitou.
O governo da Índia apresentou uma proposta para implementar um sistema obrigatório de royalties por conteúdo usado por inteligência artificial. A ideia do Departamento de Promoção da Indústria e Comércio Interno é exigir que companhias como OpenAI e Google paguem direitos autorais do material usado no treinamento de modelos de IA.
A diretriz, elaborada por um comitê de oito membros formado em abril, estipula a criação de uma “licença geral obrigatória”. Sob esse regime, as empresas de tecnologia teriam acesso automático a obras protegidas para fins de treinamento. Em contrapartida, precisariam pagar taxas a uma nova entidade coletora.
O órgão responsável pela arrecadação os distribuiria a escritores, músicos, artistas e outros detentores de direitos, independente de estarem registrados ou não.
Entidade redistribuiria valores para empresas
Direitos autorais podem gerar pagamento a autores (imagem ilustrativa: reprodução/Max Pixel)
No documento que detalha a proposta, o comitê governamental argumenta que o modelo de licenciamento geral visa reduzir os custos de transação e eliminar a incerteza jurídica. A ideia é que a entidade coletora dispense a necessidade de as empresas de IA negociarem individualmente com cada criador ou editora, o que seria inviável em larga escala.
O texto também destaca a importância estratégica do mercado indiano para as ferramentas de IA generativa. O comitê citou declarações do CEO da OpenAI, Sam Altman, que apontou a Índia como o segundo maior mercado da empresa e um potencial líder global em usuários.
A lógica do governo é que, se as big techs geram receitas significativas a partir de usuários indianos enquanto utilizam o trabalho de criadores locais para treinar seus algoritmos, uma parte desse valor deve retornar aos autores originais.
O uso de conteúdo protegido é motivo de processos desde a popularização da IA, sendo o mais famoso aquele entre o New York Times e a OpenAI. No Brasil, onde o Congresso discute desde 2023 um marco legal que inclui a possibilidade de pagamento de royalties — tema recentemente apoiado pelos países do Brics+ —, a Folha de São Paulo também decidiu acionar a empresa na Justiça.
Empresas se opõem à medida
Big techs não querem pagar royalties (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A Nasscom (sigla em inglês para Associação Nacional de Empresas de Software e Serviços, em tradução livre), que representa as big techs no país, e a Business Software Alliance (BSA), que inclui membros como Adobe e Amazon Web Services, se opuseram à proposta, segundo o TechCrunch.
Em vez da medida, as empresas de software argumentam que a Índia deveria adotar exceções para mineração de dados. Dizem também que o treinamento de IA deveria ser permitido sem royalties, se o acesso ao conteúdo for feito de forma lícita.
A BSA alega que limitar os modelos de IA a dados licenciados ou de domínio público poderia reduzir a qualidade das ferramentas. Por isso, a Nasscom sugere a adoção de um modelo opt-out. Nela, os detentores de direitos que não desejam ter obras utilizadas podem solicitar a exclusão, em vez de forçar pagamento pelos dados.
O comitê indiano, no entanto, rejeitou tanto as exceções amplas de mineração de dados quanto o modelo de opt-out. Tais sistemas enfraquecem a proteção aos direitos autorais ou são impossíveis de fiscalizar adequadamente, segundo o comitê.
Apple teria se recusado a atender imposição (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
O governo indiano desistiu de exigir a pré-instalação do app Sanchar Saathi em smartphones.
A resistência de grandes fabricantes, em especial a Apple, e preocupações com privacidade influenciaram no recuo do governo.
O app é uma plataforma do Departamento de Telecomunicações da Índia para rastrear e bloquear celulares roubados.
O Ministério das Comunicações indiano voltou atrás, nesta quarta-feira (03/12), na decisão de obrigar fabricantes de smartphones a pré-instalarem um app estatal de segurança nos dispositivos comercializados no país. Com isso, o uso do Sanchar Saathi continuará voluntário.
O Sanchar Saathi é uma plataforma operada pelo Departamento de Telecomunicações da Índia, focada em segurança cibernética e combate a roubos. Entre seus recursos, estão ferramentas para rastrear e bloquear celulares perdidos ou roubados através do número IMEI.
O app tem uma intenção parecida com a do programa brasileiro Celular Seguro e, pelo apelo por segurança, também teve boa adesão do público indiano.
Apple não cederia à iniciativa
A posição das grandes fabricantes teria sido um fator decisivo no recuo do governo. De acordo com fontes da indústria ouvidas pela Reuters, a Apple sinalizou que não aceitaria a imposição nos iPhones.
Inclusive, relembra o TechCrunch, o vice-ministro de telecomunicações, Pemmasani Chandra Sekhar, confirmou em entrevistas que a gigante de Cupertino não participou do grupo de trabalho criado para discutir a iniciativa, ao contrário de outras marcas do setor.
App de segurança não será mais pré-instalado na Índia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O app indiano, segundo a diretriz original, não poderia ser desativado ou restringido, o que daria ao software privilégios de sistema difíceis de reverter pelo usuário comum. Por isso, grupos de direitos digitais alertaram que a medida poderia expandir o acesso do Estado aos dispositivos dos cidadãos e enfraquecer proteções de privacidade.
Mas a resistência das big techs em adotar estratégias mais rigorosas contra roubo não é nova. Em junho, a polícia de Londres pediu para que Apple e Google implementassem sistemas semelhantes nativamente, o que foi rechaçado pelas empresas. Elas defendem a eficácia de ferramentas como Proteção de Dispositivo Roubado (iOS) e Bloqueio por Detecção de Roubo (Android).
No comunicado oficial sobre a reversão, o governo indiano evitou mencionar as críticas ou a resistência corporativa. A nota atribuiu a mudança de postura ao sucesso orgânico da ferramenta: “Dada a crescente aceitação do Sanchar Saathi, o governo decidiu não tornar a pré-instalação obrigatória para os fabricantes de celulares”.
Aplicativo estatal permitirá rastreamento de localização e bloqueio remoto (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O governo da Índia ordenou que smartphones tenham o app Sanchar Saathi pré-instalado, impedindo sua desinstalação.
O app utiliza o IMEI para bloquear celulares furtados e já bloqueou mais de 3,7 milhões de aparelhos.
Índia também exige que apps como o WhatsApp vinculem contas ao número de série eletrônico do cartão SIM, permitindo identificação de usuários.
O governo da Índia ordenou que fabricantes de smartphones comercializem seus celulares no país com um aplicativo de segurança estatal pré-instalado. A determinação veio do Departamento de Telecomunicações (DoT) na última sexta-feira (28/11).
A decisão exige que o app, chamado Sanchar Saathi, seja integrado nos aparelhos de forma que os usuários não possam desinstalá-lo ou desativá-lo. As fabricantes terão um prazo de 90 dias para garantir que todos os novos aparelhos saiam de fábrica com o software.
Para os dispositivos que já estão nas lojas, o governo instruiu empresas a disponibilizarem o app por meio de atualizações de sistema obrigatórias. Segundo a Reuters, a ordem foi enviada a empresas selecionadas, incluindo Samsung, Xiaomi, Oppo, Vivo (Jovi, no Brasil) e a Apple.
A decisão fala em combate a crimes cibernéticos e facilidade de recuperação de telefones perdidos ou roubados.
Como funciona o aplicativo de bloqueio?
Segundo o governo indiano, o aplicativo utiliza um registro central baseado no IMEI do aparelho para bloquear o acesso à rede de telefones reportados como furtados. A premissa lembra a do programa Celular Seguro, do governo brasileiro, mas, nesse, o cadastro não é obrigatório.
O sistema foi desenhado para permitir que usuários rastreiem seus dispositivos em todas as redes de telecomunicações do país, além de identificar conexões móveis fraudulentas, como aquelas que utilizam números IMEI duplicados ou falsificados para aplicar golpes.
Justificativa oficial cita combate a fraudes e roubos de aparelhos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Dados oficiais do governo apontam que, desde o lançamento em janeiro, o aplicativo já superou cinco milhões de downloads voluntários, auxiliando no bloqueio de mais de 3,7 milhões de celulares e no encerramento de mais de 30 milhões de conexões fraudulentas.
No entanto, críticos apontam que a obrigatoriedade transforma uma ferramenta de utilidade pública em um potencial mecanismo de vigilância em massa, uma vez que todos os celulares passariam a ser rastreáveis pelo Estado.
Dilema da Apple
A medida coloca a Apple em uma posição delicada, já que a empresa possui políticas que proíbem a pré-instalação de aplicativos de terceiros antes da venda. Existe a possibilidade de a companhia tentar negociar um meio-termo, como incentivar a instalação durante a configuração inicial do aparelho.
Além do aplicativo obrigatório, o Departamento de Telecomunicações da Índia emitiu outra regra que afeta diretamente aplicativos como WhatsApp, Signal e Telegram: a exigência de vincular as contas dos usuários ao número de série eletrônico exclusivo do cartão SIM (o IMSI).
Atualmente, a verificação de identidade acontece por senha de uso único enviada por SMS. Com a mudança, os aplicativos precisariam acessar o IMSI armazenado no chip. Como na Índia não é possível adquirir um cartão SIM sem um documento de identidade emitido pelo governo, essa vinculação permitiria às autoridades determinar a identidade de qualquer usuário dessas plataformas.