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CEOs de OpenAI, Anthropic e Google participam do G7 ao lado de líderes mundiais

17 de Junho de 2026, 06:46

Os principais executivos de empresas de inteligência artificial estão chegando à conferência do G7 que acontece nesta quarta-feira (17) em Evian, na França.

Sam Altman, da OpenAI, Dario Amodei, da Anthropic, e Demis Hassabis, do Google DeepMind, integram o grupo de líderes do setor de tecnologia convidados para um almoço na cúpula.

Também confirmados para o encontro estão Arthur Mensch, da francesa Mistral, Aidan Gomez, da canadense Cohere, Uljan Sharka, da italiana Domyn, Victor Riparbelli, da britânica Synthesia, e Robin Rombach, da alemã Black Forest Labs.

Marc Benioff, da Salesforce, Alex Wang, da Meta, os fundadores da indiana Sarvam e da japonesa Sakana completam a lista de possíveis participantes.

Lembrando que o G7 reúne os EUA, Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão. A União Europeia participa ativamente dos trabalhos do G7.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, também viajou.

O que está na pauta

Riscos da IA, infraestrutura e soberania tecnológica estão entre os temas previstos para as discussões. A proteção de crianças na internet também faz parte da agenda, segundo informações divulgadas pelo governo francês em coletiva de imprensa na semana passada.

A OpenAI declarou à CNBC, no início de junho, que esperava que as empresas de tecnologia saíssem da cúpula com um conjunto de “compromissos voluntários”.

Esses compromissos devem envolver segurança para jovens, riscos de fronteira em segurança cibernética e biossegurança. A ideia é que eles se tornem um padrão global de fato.

É o que disse à CNBC Jessica Brandt, pesquisadora sênior de tecnologia e segurança nacional no Council on Foreign Relations – que pode ser traduzido como Conselho de Relações Exteriores -, um think tank americano voltado a política externa e relações internacionais.

Influência geopolítica em debate

Segundo Brandt, “isso mostra que, para assumir compromissos críveis sobre IA, os chefes de Estado agora precisam da cooperação, senão do aval, de um punhado de executivos do setor privado que estão de fato construindo a tecnologia. Estamos vendo uma mudança em quem tem assento à mesa e um sinal de onde o poder está”.

O pano de fundo do encontro inclui tensões entre a Anthropic e o governo dos Estados Unidos. A empresa segue em negociações com a administração Trump após Washington impor controles de exportação sobre os modelos Fable 5 e Mythos 5 da companhia, por razões de segurança nacional.

O lançamento recente de modelos de IA com capacidades cibernéticas avançadas — incluindo o Mythos, da Anthropic, e o GPT-5.5 Cyber, da OpenAI — gerou preocupações de empresas e governos em relação a vulnerabilidades de segurança digital.

Cameron Kerry, pesquisador visitante da Brookings Institution, disse à CNBC que o lançamento do Mythos marcou um “ponto de inflexão” no desenvolvimento da IA e levou a administração Trump a considerar a regulação da tecnologia.

Para Emerson Brooking, pesquisador sênior do Atlantic Council, os controles de exportação americanos sobre os modelos da Anthropic “mudaram tudo”.

“Vários países do G7 já haviam mencionado a necessidade de investimento em IA soberana, mas sempre havia a suposição de que isso ocorreria junto com o acesso à infraestrutura tecnológica dos EUA”, disse ele à CNBC. “Agora os EUA sinalizaram disposição para cortar o acesso do G7 e até de aliados de tratado a certas capacidades de IA” – completou.

Os laboratórios de ponta parecem interessados em moldar esses debates antes que existam regras determinadas e vinculantes.

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OpenAI gastou US$ 3,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, diz site

17 de Junho de 2026, 05:57

A OpenAI registrou um gasto de US$ 3,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, segundo reportagem do The Information. O portal credita documentos que a empresa compartilhou com acionistas.

O valor representa mais da metade da receita da startup, estimada em US$ 5,7 bilhões. 

Lembrando que, no começo de junho, a OpenAI protocolou de forma confidencial um pedido de IPO nos Estados Unidos. A abertura de capital na bolsa de valores pode ocorrer já em setembro. 

A expectativa é de que a desenvolvedora do ChatGPT seja avaliada em até US$ 1 trilhão.

Ícones dos aplicativos ChatGPT, Claude e Gemini exibidos na tela de um smartphone
ChatGPT ainda lidera em usuários, mas já sente a pressão dos concorrentes no mercado global de IA. Imagem: Primakov / Shutterstock – Imagem: Primakov / Shutterstock

Domínio do ChatGPT encolhe e concorrentes ganham força no mercado de IA

Pela primeira vez desde seu lançamento, o ChatGPT perdeu a marca de 50% de participação no mercado global de assistentes de IA. O movimento reflete o avanço de concorrentes que vêm atraindo cada vez mais usuários, segundo o relatório State of AI 2026, da Sensor Tower.

Embora siga na liderança, o chatbot da OpenAI viu sua fatia de mercado cair para 46,4% em maio. Enquanto isso, Gemini e Claude ganharam espaço em um setor que continua crescendo rapidamente.

Até janeiro de 2026, o ChatGPT concentrava mais da metade do mercado de assistentes de IA. No fim de maio, sua participação havia recuado para 46,4%. O Gemini, do Google, alcançou 27,7%, enquanto o Claude, da Anthropic, chegou a 10,3%.

Apesar da queda relativa, o ChatGPT continua sendo o assistente de IA mais utilizado do mundo, com mais de 1,1 bilhão de usuários mensais. O Gemini aparece em segundo lugar, com 662 milhões, seguido pelo Claude, com 245 milhões.

O relatório também destaca que os usuários estão mais dispostos a experimentar diferentes plataformas. Um dos fatores observados foi o aumento das desinstalações após o anúncio do acordo entre a OpenAI e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O episódio sugere que muitos usuários levam em consideração não apenas os recursos oferecidos, mas também as decisões tomadas pelas empresas responsáveis pelas ferramentas.

Enquanto o crescimento do Gemini está ligado à integração com o ecossistema do Google, o Claude ganhou destaque em tarefas de produtividade e vem se aproximando dos índices de retenção do ChatGPT.

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ECA Digital, redes banidas para jovens ou nada disso? Qual sua opinião?

20 de Março de 2026, 07:26

Esse é um trecho da newsletter Primeiro Olhar, disponível para assinantes do Clube Olhar Digital

Antes de seguir com os demais assuntos, queria arrematar – por enquanto – o tema ECA Digital.

Uma parte dos e-mails e mensagens que recebemos acusava nossa cobertura de legitimar a censura. Em outras palavras, existem pessoas argumentando que o ECA Digital e qualquer outra legislação de proteção digital aos mais jovens restringem a liberdade desse público.

Na verdade, não chega a ser uma argumentação. Argumentação exige elencar motivos, justificativas. Para essa ala, é censura e ponto.

O Olhar Digital é um site especializado em Tecnologia e Ciência. Naturalmente, nossa comunidade é pra lá de engajada nesses assuntos. Acompanha, se informa, procura entender.

Em nosso canal de WhatsApp, que reúne mais de 220 mil pessoas, fiz duas perguntas. É evidente que não se trata uma pesquisa com rigor científico e nem tem as métricas de um levantamento que possa representar a opinião da nossa comunidade inteira. Menos ainda, do Brasil inteiro.

Mas serve de termômetro dentro de uma amostragem que gosta do noticiário de tecnologia.

E você, qual seria sua reposta a essas perguntas? Inclusive, fica o convite para quem não está em nosso canal de WhatsApp. Basta clicar aqui.

E o debate é bom. Seja para você que julga as redes sociais seguras, seja para você que acha que devem ser banidas para os mais jovens. O diálogo é sempre frutífero. Mas a turma do barulho acusa, não argumenta. Xinga, mas não dialoga.

Por tudo o que li e por todas as entrevistas que fiz, minha opinião pessoal é de que o caminho seguido pela Austrália é o mais adequado: sem redes sociais para menores de 16 anos. Como explicamos ontem, as redes podem até corrigir todos os problemas de segurança – o que já acho quase impossível. Mas a arquitetura das plataformas, em si, já é nociva.

Se o ECA Digital for integralmente levado para frente, já teremos grandes avanços. O governo precisa fiscalizar e dialogar com as empresas. E nós precisamos fiscal

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Brasileiros repatriados: voo da Emirates está a caminho de Dubai para SP

4 de Março de 2026, 07:25

O primeiro voo partindo de Dubai para São Paulo está a caminho do Aeroporto de Guarulhos. O espaço aéreo por aqui não foi 100% aberto, são voos controlados para repatriação. Ou seja, não dá para ir ao aeroporto e comprar uma passagem. As companhias aéreas são responsáveis por avisar os viajantes “presos” aqui o dia e horário do novo voo. Apenas quem tem essa confirmação deve se deslocar aos aeroportos.

Imagem: Flight Aware

Eu conversei com uma brasileira que estava apenas de passagem por Dubai e precisou ficar na cidade. Colegas de trabalho dela embarcaram nesse primeiro voo e relataram uma situação tranquila no aeroporto.

O voo decolou às 9h37 no horário local, 2h37 no horário de Brasília. A previsão de chegada é por volta das 17h30, no horário de Brasília.

Ataques do Irã aos Emirados Árabes Unidos

Desde sábado, quando os ataques começaram, o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos contabiliza os seguintes números:

  • 186 mísseis balísticos lançados em direção aos Emirados Árabes Unidos. Destes, 172 mísseis foram destruídos, 13 caíram no mar e um atingiu o território do país.
  • Oito mísseis de cruzeiro foram detectados e destruídos.
  • 812 drones iranianos foram detectados, dos quais 755 foram interceptados e 57 caíram em território nacional.
  • Três pessoas morreram e 68 ficaram feridas

Nesta outra reportagem, explicamos como funciona o sistema de proteção antimísseis dos Emirados Árabes.

De Dubai, Bruno Capozzi

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