Elon Musk acaba de elevar as expectativas globais ao afirmar que o robô humanoide Optimus será o maior produto da história, superando até mesmo o impacto dos veículos elétricos. Para concretizar essa visão ambiciosa, a Tesla confirmou um investimento massivo de 25 bilhões de dólares, sinalizando uma mudança drástica em suas prioridades industriais. Este movimento reafirma o compromisso da empresa em liderar a fronteira da inteligência artificial aplicada ao mundo físico, transformando processos produtivos em larga escala.
Como o robô humanoide Optimus impactará a produção da Tesla?
De acordo com o relatório de divulgação trimestral da Tesla, a fabricante decidiu pausar a produção de veículos de luxo em uma de suas maiores unidades fabris para priorizar o desenvolvimento robótico. Essa manobra estratégica demonstra que a automação avançada agora ocupa o centro das atenções, visando uma escala sem precedentes na indústria tecnológica global.
A realocação de recursos humanos e de infraestrutura é parte de um plano maior para acelerar os testes de campo e a integração do hardware em ambientes reais. Com isso, a Tesla espera que a eficiência produtiva alcance níveis nunca antes vistos, transformando a logística interna da própria companhia antes de chegar ao consumidor final.
🏗️ Pausa Industrial: Suspensão da montagem de carros de luxo para ajustes técnicos.
💰 Aporte Bilionário: Injeção de 25 bilhões de dólares no projeto Optimus.
🤖 Integração Real: Robôs passam a realizar tarefas operacionais nas fábricas.
Por que Elon Musk acredita que este será o maior produto da história?
A visão de Musk baseia-se na versatilidade do robô, que poderá executar desde tarefas domésticas simples até funções complexas em linhas de montagem pesadas. Para o bilionário, o mercado para um assistente universal é infinitamente maior do que o de transporte, podendo gerar uma economia de abundância global em poucos anos.
O projeto não foca apenas em mecânica, mas na evolução da IA que permite ao humanoide aprender através da observação e do processamento de dados massivos. Assim, o Optimus se diferencia por sua capacidade adaptativa, tornando-se um item indispensável para o futuro da sociedade moderna e para a produtividade industrial.
Execução de tarefas perigosas ou repetitivas para humanos em áreas de risco.
Integração total com o ecossistema de software e redes neurais da Tesla.
Capacidade de aprendizado contínuo através de processamento de visão computacional.
Potencial para reduzir custos operacionais globais de forma drástica e eficiente.
Musk projeta o Optimus como um assistente universal versátil para diversas tarefas humanas – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)
Qual o destino do investimento no robô humanoide Optimus?
Os 25 bilhões de dólares serão direcionados principalmente para a expansão de centros de processamento de dados e o aprimoramento dos sensores táteis do robô. Essa infraestrutura é crucial para garantir que a máquina consiga interagir com objetos delicados e navegar em ambientes dinâmicos com segurança total e precisão cirúrgica.
Além do hardware, uma parte significativa do capital será investida na contratação de especialistas em robótica e engenharia biomimética ao redor do mundo. A Tesla busca criar uma simbiose perfeita entre motores elétricos de alta performance e algoritmos que mimetizam o movimento humano com naturalidade e fluidez.
Categoria
Descrição
Impacto Esperado
Infraestrutura
Expansão de Data Centers
Velocidade na IA
Hardware
Sensores e Atuadores
Movimentos Fluidos
Talentos
Engenharia Global
Liderança Técnica
O que muda nas fábricas da Tesla com essa transição?
A transição exige uma reengenharia completa do chão de fábrica, onde a coexistência entre humanos e robôs deve ser otimizada para segurança e fluxo contínuo. Antigas linhas de soldagem e pintura de veículos de luxo estão sendo adaptadas para servir como laboratórios vivos para os protótipos avançados do Optimus.
Essa mudança também reflete uma nova cultura corporativa, onde a Tesla deixa de ser vista apenas como uma montadora para se consolidar como uma empresa de inteligência artificial. O foco agora é a escalabilidade do trabalho automatizado, que pode ser replicado em qualquer setor industrial fora do ramo automotivo.
Quando veremos o robô operando fora das unidades industriais?
Embora o foco inicial seja o ambiente controlado das fábricas, a Tesla projeta que as primeiras unidades comerciais possam surgir no mercado em poucos anos. O objetivo é que o robô seja capaz de navegar em residências, auxiliando em tarefas cotidianas como compras, limpeza e até cuidados básicos com o lar.
A aceitação pública e a regulação de segurança serão os próximos grandes desafios após a validação técnica bem-sucedida nas fábricas. Contudo, com o volume de investimento anunciado, a curva de desenvolvimento promete ser exponencial, trazendo a ficção científica para a realidade em um tempo recorde para a humanidade.
A indústria de Hollywood vive hoje um dilema: o medo da substituição de profissionais por inteligência artificial confronta-se com a pressão extrema por cortes de custos. Nesse cenário, surge a Innovative Dreams, uma startup de serviços de produção que utiliza um modelo híbrido para transformar a forma como filmes e séries são realizados.
Apoiada pela Amazon Web Services (AWS) e pela startup de IA generativa Luma, a empresa utiliza uma combinação de câmeras físicas, paredes de LED gigantes e ferramentas avançadas de IA para acelerar todas as etapas, da pré-produção à pós-produção.
Otimização sem excluir o fator humano
Diferente de modelos que buscam substituir atores por prompts, a Innovative Dreams foca na “captura de performance”. Segundo o CEO Jon Erwin, em entrevista à CNBC, a tecnologia permite fundir a atuação real com ativos digitais, como figurinos e cenários complexos, sem perder a escolha das lentes ou a essência do trabalho do diretor e do ator.
O fluxo de trabalho utiliza uma gama variada de ferramentas, incluindo:
Luma: para geração e integração de ativos digitais.
Nano Banana (Google): auxílio na composição visual.
SeeDream (ByteDance): ferramentas de suporte à imagem.
AWS: infraestrutura de nuvem necessária para processar o enorme volume de dados da IA em tempo real.
Resultados práticos: de meses para semanas
A eficácia do método foi testada na série “The Old Stories: Moses”, estrelada por Ben Kingsley. Utilizando o palco virtual da startup, a produção conseguiu filmar em 40 locais diferentes em apenas uma semana. Em um modelo tradicional, esse processo levaria entre cinco e seis semanas e exigiria um orçamento massivo para deslocamentos globais.
Essa agilidade é o que atraiu a Amazon. Samira Bakhtiar, diretora geral da AWS, afirmou à CNBC que a colaboração visa permitir que cineastas trabalhem de formas antes impossíveis, acelerando ciclos de produção em escala com custos reduzidos.
A ascensão dessas ferramentas ocorre em um momento de fragilidade para o setor. Desde 2022, o condado de Los Angeles perdeu mais de 40 mil empregos na área de entretenimento, e a atividade de produção atingiu os níveis mais baixos desde 1995.
Embora advogados do setor e sindicatos expressem preocupação com a extinção de funções de entrada e cargos técnicos (como figurinistas e designers de set), Jon Erwin defende que a tecnologia é a única saída para manter as produções em solo americano. Para o executivo, a IA é um método para corrigir um sistema que se tornou insustentável financeiramente, permitindo que novos projetos sejam executados e tragam empregos de volta para a Califórnia.
Precisa de sorte e de um smartphone para tentar a sorte grande sem sair de casa hoje. Saiba que apostar na Mega-Sena pelo celular é um processo simples, seguro e extremamente prático para quem evita filas. O aplicativo oficial das Loterias Caixa centraliza todos os jogos e garante que seu comprovante digital esteja sempre protegido.
Como configurar o aplicativo para apostar na Mega-Sena pelo celular?
Para começar, você deve baixar o app oficial das Loterias Caixa em sua loja de aplicativos e realizar um cadastro rápido com seu CPF e uma senha forte. Segundo os termos de uso das Loterias Caixa, o serviço é exclusivo para maiores de 18 anos e exige a validação de dados para garantir a segurança dos pagamentos.
Após o login, a interface apresenta todas as modalidades disponíveis, permitindo que você escolha seus números da sorte com poucos toques na tela. A praticidade de ter uma lotérica na palma da mão otimiza o tempo e evita o risco de perder o bilhete físico, que fica salvo digitalmente em sua conta pessoal para conferência posterior.
📱 Baixar o Aplicativo: Encontre o “Loterias Caixa” na App Store ou Google Play Store e instale no dispositivo.
👤 Criar Cadastro: Insira seus dados pessoais, crie uma senha e valide o acesso através do e-mail de confirmação.
🎰 Registrar Jogo: Selecione a Mega-Sena, escolha as dezenas desejadas e finalize a transação no carrinho de compras.
Quais são os passos para registrar o jogo no sistema?
Dentro do menu da Mega-Sena, o usuário pode selecionar de seis a vinte dezenas, observando que o valor da aposta sobe proporcionalmente à quantidade de números escolhidos. É possível também optar pela funcionalidade “Surpresinha”, onde o próprio sistema escolhe os números de forma aleatória para o apostador que está indeciso.
O carrinho de compras permite acumular diferentes jogos antes de finalizar o pagamento, o que é ideal para quem gosta de participar de vários concursos simultaneamente. É fundamental conferir todos os números selecionados antes de prosseguir para a etapa de liquidação financeira, que ocorre em um ambiente criptografado para sua proteção.
Sistema permite selecionar dezenas manualmente ou utilizar a funcionalidade de escolha aleatória – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)
É seguro apostar na Mega-Sena pelo celular hoje em dia?
A segurança digital é uma prioridade absoluta da Caixa Econômica Federal, que utiliza protocolos de criptografia de ponta para proteger os dados sensíveis dos usuários. Ao apostar na Mega-Sena pelo celular, o jogador recebe um comprovante oficial por e-mail, que serve como garantia inalterável do registro efetuado no sistema nacional.
Além disso, o processamento de pagamentos é integrado a sistemas bancários robustos que aceitam cartões de crédito e Pix, oferecendo agilidade e rastreabilidade total. Essa modernização elimina o risco de perda ou roubo do bilhete físico, garantindo que o prêmio seja vinculado diretamente ao CPF do titular da conta cadastrada no app.
Característica
Detalhe do Serviço Digital
Valor Mínimo
O sistema exige o valor de R$ 30,00 por compra.
Métodos
Cartões de crédito (diversas bandeiras) e Pix.
Disponibilidade
Serviço disponível 24 horas por dia para registros.
Como conferir o resultado e resgatar o prêmio?
Após a realização do sorteio, o próprio aplicativo envia notificações automáticas caso algum dos seus jogos tenha sido premiado em qualquer faixa. O usuário pode acessar a área “Minhas Apostas” para visualizar o detalhamento de cada concurso e verificar se os números sorteados coincidem com as dezenas escolhidas no momento da compra.
Para o resgate, valores dentro do limite estabelecido podem ser transferidos para contas de pagamento digital ou retirados em qualquer unidade lotérica credenciada. Prêmios de maior valor exigem que o apostador compareça a uma agência da Caixa portando o comprovante digital e seus documentos de identificação originais para validação.
Quais as vantagens de usar o app em vez da lotérica?
A principal vantagem de apostar na Mega-Sena pelo celular reside na conveniência de realizar operações em qualquer lugar, respeitando apenas o horário de fechamento dos sorteios. Não há necessidade de enfrentar deslocamentos ou filas, o que representa um ganho significativo de tempo e conforto na rotina agitada do dia a dia.
Outro ponto relevante é a possibilidade de favoritar jogos, permitindo que suas dezenas preferidas fiquem salvas para apostas recorrentes com apenas um clique no futuro. Além disso, a sustentabilidade é beneficiada com a redução total do uso de papel térmico, transformando a experiência de apostar em algo totalmente digital e ecológico.
Os felinos possuem comportamentos curiosos que frequentemente deixam os tutores intrigados, especialmente quando recebem os chamados presentes dos gatos. Embora pareça um gesto estranho, essa prática está enraizada no DNA selvagem desses animais domésticos. Entender essa dinâmica ajuda a fortalecer o vínculo entre o humano e o animal, revelando uma face protetora e educativa do pet.
Por que os presentes dos gatos são uma forma de ensino?
Para compreender esse hábito, é fundamental citar um estudo realizado pela University of Guelph que analisa o comportamento predatório de gatos domésticos. A pesquisa indica que cerca de 85% dos felinos que têm acesso à rua trazem presas para casa como um instinto de sobrevivência para ensinar humanos a caçar.
Isso ocorre porque, na visão do felino, o seu tutor é um caçador ineficiente que precisa aprender as técnicas básicas de subsistência. O gato assume o papel de mentor, tentando garantir que sua “colônia” humana não passe fome ao oferecer presas capturadas em ambientes externos.
🐱 Reconhecimento do Grupo: O gato identifica o tutor como parte essencial de sua família social e território.
🍗 Identificação de Vulnerabilidade: O animal percebe que o humano nunca caça a própria comida de forma natural e o considera “inepto”.
🎓 Lição de Sobrevivência: A presa é entregue como material didático para que o humano aprenda a lidar com a caça e sobreviva.
Quais são as presas mais comuns trazidas pelos felinos?
Os tipos de animais que aparecem na porta de casa variam conforme a fauna local e a habilidade específica do felino em questão. De pequenos insetos a roedores mais ágeis, a variedade demonstra a versatilidade desse predador nato que habita nossas salas de estar.
Abaixo, listamos alguns dos “mimos” mais frequentes que os gatos costumam capturar quando estão em exploração externa ou até mesmo dentro de apartamentos telados, visando agradar seus donos.
Pequenos roedores, como camundongos e ratos de telhado.
Insetos de diversos tamanhos, incluindo baratas, grilos e mariposas.
Pássaros de pequeno porte encontrados em jardins ou quintais.
Lagartixas e pequenos répteis que se aventuram em muros e frestas.
O gato assume o papel de mentor ao identificar a vulnerabilidade nutricional do tutor. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)
Como os presentes dos gatos afetam o ecossistema local?
Embora o gesto de trazer presas pareça fofo sob uma perspectiva antropomórfica, o impacto ambiental da predação felina é um tema sério para biólogos. O instinto de caça permanece ativo mesmo quando o animal está bem alimentado com ração balanceada.
A tabela abaixo detalha o impacto e as motivações por trás dessa interação entre o gato doméstico e a fauna urbana, ressaltando os riscos biológicos envolvidos na entrega de presentes dos gatos.
Fator
Impacto / Motivação
Biodiversidade
Redução drástica de populações de aves e pequenos répteis nativos.
Instinto Puro
A caça ocorre de forma independente da fome real do animal doméstico.
Saúde Pública
Risco de transmissão de zoonoses para o felino e moradores da residência.
O seu gato realmente acha que você é um mau caçador?
Para a psicologia felina, o ato de trazer uma presa viva ou morta é um indicativo claro de que o gato não vê o humano como um predador competente. Na natureza, as fêmeas trazem presas para os filhotes para que eles treinem as habilidades de abate.
Ao repetir esse comportamento com o tutor, o felino está tentando suprir o que ele considera uma deficiência nutricional do seu grupo. É uma demonstração de cuidado extremo, onde o animal assume a responsabilidade de prover sustento para seus “filhotes grandes”.
Qual a melhor forma de reagir a esses presentes inusitados?
A reação imediata de muitos tutores é o susto ou a repulsa, mas é importante evitar broncas ou punições severas. Como o comportamento é instintivo e benevolente na mente do gato, puni-lo pode gerar confusão e estresse desnecessário no animal.
O ideal é agradecer brevemente pelo gesto e descartar o animal capturado de forma segura e higiênica. Manter o gato dentro de casa com enriquecimento ambiental adequado é a solução mais eficaz para evitar que esses incidentes ocorram.
O ator brasileiro Wagner Moura vai apresentar uma categoria na cerimônia do Oscar 2026. O anúncio foi feito pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas nesta quarta-feira (11), com uma lista completa dos artistas que entregarão troféus em categorias da premiação.
Além de Moura, o grupo inclui nomes conhecidos do cinema e da televisão, como Nicole Kidman, Jimmy Kimmel, Pedro Pascal, Ewan McGregor, Sigourney Weaver, Channing Tatum, Rose Byrne, Delroy Lindo, Bill Pullman e Lewis Pullman.
A Academia não revelou quais categorias cada convidado será responsável por anunciar.
Meet your final slate of presenters for the 98th #Oscars.
A participação de Wagner Moura ganha ainda mais destaque porque ele também concorre ao prêmio de Melhor Ator na edição deste ano, pelo trabalho em O Agente Secreto. Recentemente, o brasileiro fez história ao vencer o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama pelo filme.
A organização do Oscar já havia confirmado outros artistas que também irão entregar estatuetas aos vencedores. Entre eles estão Robert Downey Jr., Anne Hathaway, Chris Evans, Demi Moore, Gwyneth Paltrow, Paul Mescal, Adrien Brody, Javier Bardem, Priyanka Chopra Jonas e Kumail Nanjiani, entre outros.
A 98ª edição do Oscar será realizada no Dolby Theatre, em Hollywood, no domingo (15 de março, com apresentação do comediante Conan O’Brien. No Brasil, o evento começa às 20h e terá transmissão da TV Globo (TV aberta), TNT (TV fechada) e HBO Max (streaming).
Outros dois brasileiros estavam na pré-lista, mas não entraram na indicação final: Apocalipse nos Trópicos, da diretora Petra Costa, como Melhor Documentário; e Amarela, de André Hayato Saito, como Melhor Curta-Metragem.
No mundo moderno, empresas e órgãos governamentais estão implementando cada vez mais tecnologias de segurança para mitigar golpes e crimes. Uma delas é a biometria facial, que capta vídeo e imagem do usuário para fins de comparação com a base de dados. Isso também é visto nos dispositivos modernos.
Por vezes, ela falha por inúmeras razões, como pouca iluminação, uso de chapéus e óculos, fundo colorido, etc. Normalmente, se tentamos novamente, a tecnologia funciona. Mas e para as pessoas com deficiência visual, como funciona? Quais auxílios elas têm para realizar a biometria facial?
Dificuldade de pessoas com múltiplas deficiências
Na verdade, não são só as pessoas com deficiência visual que têm desafios ao lidar com a biometria facial. Aqueles que têm mobilidade reduzida, por exemplo, possuem dificuldade para se posicionar em frente à câmera do celular.
Pessoas cegas sofrem com os seguintes problemas (entre outros):
Deficiência visual (cegueira total ou parcial);
Nistagmo (movimento involuntário dos olhos);
Paralisia ocular.
Por exemplo: quem tem nistagmo sofre para ter a biometria validada, visto que os olhos se movem involuntariamente e impedem o sistema de validar a biometria da pessoa. Isso porque o algoritmo da tecnologia depende de uma imagem estática e clara da face do usuário.
Demais problemas, como mobilidade ocular reduzida (dado por doenças, como glaucoma, degeneração macular e paralisia dos olhos), prejudicam na hora de realizar o alinhamento correto da face.
O processo de reconhecimento biométrico, desafiador para muitos, é ainda pior quando a única forma disponível é a facial. Pessoas com deficiência visual que tentam abrir contas em bancos digitais, por exemplo, sofrem para conseguir (como veremos mais abaixo).
O presidente da Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB), Beto Pereira, diz que a entidade vem cobrando providências para melhorias no sistema.
“Infelizmente, mesmo com a nossa demanda, com as nossas reclamações, nós não temos visto medidas eficazes. Até mesmo com a implantação de toque em um local da tela para ver se o seu rosto está à direita, está à esquerda, é ineficaz, é lento, é impreciso e não resolve a questão“, relata.
“A questão não é só você fazer o reconhecimento facial, é você olhar de forma direta para a câmera e isso […], dificilmente consegue fazer. Tem uma diferença, muitas vezes, entre um globo ocular e o outro, em relação ao tamanho, à coloração e até ponto de fixação visual. E isso dificulta muito o processo“, salienta.
Já Ana Varotto, coordenadora de Recursos Humanos (RH) da Fundação Dorina Nowill para Cegos, diz que a entidade vê avanços, mas que pode haver mais. “Temos observado avanços importantes, mas ainda existe espaço para maior sensibilização. A inclusão precisa estar prevista desde a concepção dos sistemas, garantindo que tecnologias amplamente utilizadas contemplem diferentes perfis de usuários”, comenta.
Ela reforça quais são as principais dificuldades com os sistemas biométricos. “Os principais desafios envolvem a falta de acessibilidade nas interfaces, ausência de orientações claras em áudio, dependência de terceiros para validação e, em alguns casos, dificuldade de reconhecimento facial quando a pessoa não consegue se posicionar adequadamente diante da câmera.”
A fundação também defende a melhoria do sistema. “Defendemos que soluções de identificação digital sejam desenvolvidas com base no conceito de desenho universal, prevendo múltiplas alternativas de autenticação e recursos acessíveis desde a fase de planejamento”, afirma.
E prossegue: “A inclusão de feedback sonoro em tempo real, orientações claras sobre posicionamento, contraste adequado nas telas e a oferta de métodos alternativos de validação são medidas que ampliam significativamente a autonomia e a segurança do usuário.”
A entidade, cujo papel é “atuar como ponte entre tecnologia e inclusão“, pede mais atenção ao seu público. “A transformação digital é irreversível e traz muitos benefícios, mas é fundamental que a inovação caminhe junto com a acessibilidade. Tecnologia só é verdadeiramente eficiente quando pode ser utilizada por todas as pessoas, com autonomia e segurança“, indica Varotto.
“Defendemos e orientamos que a participação ativa das pessoas com deficiência visual no processo de construção de soluções acessíveis é indispensável para que elas sejam, de fato, efetivas. Os próprios usuários são os melhores validadores e devem estar no centro das decisões que impactam suas vidas”, conclui.
Um exemplo do desafio diário de pessoas com deficiência e a tecnologia é Marcos Lima, que possui o canal Histórias de Cego no YouTube. Lá, ele documenta sua vida e debate outros temas relacionados à condição.
No vídeo abaixo, ele explica como pessoas com deficiência visual utilizam sistemas de biometria facial. No caso, o Face ID, da Apple, amplamente utilizado em seus dispositivos iPhone e iPad, por exemplo.
Lima, porém, alega não sentir tantas dificuldades em seu dia a dia. “Eu achei que fosse ser mais difícil. Eu demorei um pouquinho pra me acostumar quando começou com o iPhone. Eu preferia quando eu tinha a opção de ser [a] digital. Mas, foi. Acho que rolou. De uma forma ou de outra, eu me acostumei. Então eu uso bastante. Acho que é seguro“, diz.
Outro exemplo que ele traz é a biometria facial usada em seu condomínio. “Também achei que fosse ser mais complicado. E acaba que tá rolando. Não é ruim, não. Você aprende para onde olhar e tudo mais”, afirma.
Só que ele não pensa o mesmo quando precisa acessar apps de banco. “Agora, o problema que eu acho é banco. E o próprio YouTube tem isso, que você tem que olhar para uma caixinha certinha. E aí é muito ruim para o cego. Até o FGC [Fundo Garantidor de Crédito] […] pede isso, e é uma chatice, porque o cego fica… não tem como fazer. E mesmo alguém ajudando, alguma pessoa que enxergue, é muito difícil olhar para aqueles quadradinhos específicos”, ressalta. “Eu já deixei de fazer conta em banco por causa disso, já deixei de fazer coisas importantes por causa disso”, desabafa.
Estudos mostram e leis ratificam
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,3 bilhão de pessoas convivem com algum tipo de deficiência (16% da população mundial).
No Brasil, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Censo de 2022, cerca de 7,3% da população brasileira (mais de 14,4 milhões de pessoas) possui algum tipo de deficiência.
Outro levantamento, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) de 2022, apontou que há cerca de 6,5 milhões de brasileiros com dificuldade para enxergar, mesmo usando óculos ou lentes de contato.
O artigo 3º da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) diz que a acessibilidade é direito fundamental, devendo ser garantida plenamente em todos os setores da sociedade — e isso também vale para os meios digitais.
Ela também exige que órgãos, entidades públicas e empresas privadas que prestam serviços essenciais adotem medidas para viabilizar o total acesso de pessoas com deficiência.
Quando falamos de tecnologias de reconhecimento biométrico, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD – Lei nº 13.709/2018), em seus artigos 7º e 8º, garante que os usuários devem ter seus dados pessoais tratados com segurança e transparência.
Também determina que as pessoas têm direito de consentir explicitamente com o uso de dados pessoais. O consentimento deve ser informado e deve ser de livre escolha entre os diferentes tipos de autenticação, o que inclui a biometria facial.
E no mundo?
Nos Estados Unidos e na União Europeia (UE), por exemplo, já há exemplos de legislações e decisões nesse sentido. A Seção 508 da Lei de Reabilitação dos EUA determina que agências governamentais implementem tecnologias acessíveis para quem tem deficiência, como dispositivos de autenticação biométrica.
Na UE, o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR, na sigla em inglês) aponta o quão importante é garantir que sistemas de dados pessoais (inclusive os de dados biométricos) respeitem a privacidade e a acessibilidade das pessoas.
Como está a acessibilidade digital no Brasil?
No Brasil, a acessibilidade no reconhecimento facial para pessoas com deficiência visual está presente em alguns serviços públicos e privados. O governo federal, por exemplo, permite, desde 2024, que usuários com deficiência visual acessem a verificação por biometria facial do aplicativo GOV.BR com auxílio de comandos de voz.
Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a funcionalidade permite o acesso a mais de 4,2 mil serviços digitais do governo federal.
Conforme nota do MGI enviada ao Olhar Digital, o sistema vem sendo implementado desde o início de 2023. Além do comando de voz, os usuários podem utilizar a câmera traseira do celular, ampliando a quantidade de pessoas com dificuldade que podem fazer a validação facial.
O ministério também informou que ampliou o número de tentativas e tempo para cada validação via face para pessoas com deficiência com limitações registradas na Carteira de Identidade Nacional (CIN).
Outra tecnologia implantada permite que o sistema verifique se o rosto mostrado na câmera é mesmo de uma pessoa, de modo que mitiga o uso de fotos, vídeos ou máscaras. Ainda, reforça que as pessoas necessitadas peçam ajuda a “uma pessoa de confiança”.
“A transformação digital só será plena quando todos os brasileiros tiverem acesso às facilidades do GOV.BR. Trabalhamos para desenvolver esta nova funcionalidade pensando na inclusão dessas pessoas, nas formas que elas podem exercer a cidadania digital”, disse, em 2024, o secretário de Governo Digital, Rogério Mascarenhas.
Mascarenhas ainda citou as 6,5 milhões de pessoas que possuem dificuldade para enxergar, segundo a PNAD de 2022. “Este número demonstra a importância do comando por voz no aplicativo GOV.BR, queremos incluir essas pessoas no governo digital”, frisou.
O GOV.BR também possui serviços voltados para esse público, como emissão do Certificado da Pessoa com Deficiência, Solicitação para Auxílio-Inclusão à Pessoa com Deficiência, Solicitação de Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência (BPC/LOAS), e Solicitação de participação no Programa Segundo Tempo Paradesporto para pessoas com deficiência (PST).
Acessibilidade digital caminha, mas, na opinião de especialistas, pode melhorar (Imagem: baona jnr/Shutterstock)
No setor privado, uma empresa que trabalha com sistemas de segurança digital, a idwall, trouxe a acessibilidade para a captura biométrica de seu sistema. No caso, trata-se de instruções por voz durante a verificação. A companhia existe desde 2016 e é um dos principais players no setor.
Esse recurso da ferramenta, trabalhado pela companhia desde 2023, orienta a pessoa com deficiência visual de forma sonora para realizar a captura da face, avisando sobre o enquadramento, posicionamento e distância da face do usuário. Segundo a empresa, o processo conta com feedbacks em áudio para que a tarefa seja concluída como deve.
No processo, a empresa fez testes de acessibilidade com pessoas com deficiência visual e utilizou os dados obtidos para desenvolver a ferramenta. Para utilizá-la, basta habilitar as ferramentas de acessibilidade nativas do sistemas operacionais móveis, como o TalkBack no Android e o VoiceOver no iOS.
Assim como o governo federal, a idwall também usa sistemas para garantir que seja uma pessoa real que está utilizando o sistema, incluindo o uso de inteligência artificial (IA) para verificação em tempo real.
Uma das empresas atendidas pela idwall (mais de 350) que adotou o sistema de auxílio é a Bradesco Saúde, em 2025. “A ampliação dessa funcionalidade para pessoas cegas e com baixa visão é um importante avanço de inclusão e acessibilidade, em linha com a nossa busca contínua por proporcionar a melhor experiência aos nossos beneficiários”, disse Sylvio Vilardi, diretor da Bradesco Saúde.
Fernando Corrêa, CEO da Security First e especialista em segurança cibernética e governança corporativa, afirma que o sistema utilizado pelo GOV.BR e pela idwall é eficaz.
“São referências em Orquestração de Identidade. O GOV.BR é muito robusto por conta da integração cross-database com o TSE [Tribunal Superior Eleitoral] e o Denatran, o que dá uma confiabilidade de fonte única (Source of Truth) absurda. Já a idwall utiliza IA de ponta para o Background Check e validação de documentos (OCR + face match). A eficácia é alta porque eles tratam a jornada do usuário como um fluxo contínuo de verificação e não apenas um ponto isolado”, explana.
Alternativas
Um abaixo-assinado apresenta algumas outras possíveis soluções para pessoas com deficiência, especialmente as visuais, de modo que possam verificar seus dados com segurança, sem ser por meio da biometria facial.
As alternativas são reconhecimento de voz (já utilizado em alguns sistemas, como vimos acima), impressões digitais e reconhecimento de íris. O documento também defende que a possibilidade de combinar sistemas (como impressão digital e voz, ou biometria facial e digitais) é capaz de dar mais segurança e flexibilidade ao usuário.
Segundo Corrêa, o sistema de voz é bastante usado. “O sistema orienta o posicionamento do sensor por comandos de voz em tempo real (avisando se precisa subir mais o celular ou virar para o lado), garantindo que o enquadramento para o ‘match’ biométrico seja preciso sem depender da visão do usuário”, explica.
Pereira, presidente da ONCB, traz ideias para melhorar a assistência na hora de coletar a biometria facial: “acho que tem vários caminhos para resolver essa questão, como confirmação em duas etapas, no caso de ser pessoa com deficiência. Por e-mail e celular, enfim.”
“Ou até da pessoa, ao invés de fazer uma foto, gravar um vídeo. Nesse vídeo, a pessoa pode falar uma senha, uma palavra-passe, que o aplicativo dê para ela falar na hora. Por exemplo, você tem 15 segundos para repetir em voz alta, mostrando seu rosto, essa palavra-chave. Aí fazer uma triangulação: palavra-chave, mais rosto, mais ambiente, mais voz, e liberar”, opina.
Proteção
E a proteção desses dados é igual à dos demais. Mas as pessoas com deficiência visual podem tomar outras medidas para se protegerem sem depender necessariamente de alguém para verificar suas informações.
Corrêa explica que, entre essas medidas, estão as chaves de segurança FIDO2, que se assemelham a um pen drive.
“Para o deficiente visual, o ideal é não confiar apenas na biometria como fator único. A adoção de chaves físicas FIDO2 (como as Yubikeys) é excelente, pois elimina o erro humano e o phishing. Outra camada essencial é a ativação de notificações push sonoras para cada tentativa de handshake ou acesso. Se o sistema acusar um login em um dispositivo não reconhecido, o usuário é alertado imediatamente pelo leitor de tela e pode revogar o acesso”, pontua.
“No entanto, precisamos ter em mente que nenhum sistema de proteção é 100% seguro e, mesmo que seguro hoje, não há garantia de que estarão seguros no futuro“, frisa.
Você já assistiu a um filme ou série que usou inteligência artificial? Talvez sim e nem saiba.
O Eternauta, da Netflix, é um exemplo de produção que usou a tecnologia nos efeitos especiais. A cena em questão mostrou um prédio desabando em Buenos Aires, na Argentina. Segundo Ted Sarandos, copresidente-executivo do streaming, a IA permitiu que o ‘take’ fosse concluído 10 vezes mais rápido do que seria nos padrões tradicionais.
Já no Oscar do ano passado, duas situações foram emblemáticas. O Brutalista e Emilia Pérez, que competiram em diversas categorias da premiação, usaram a tecnologia para ajustar a voz dos protagonista, levantando debates sobre a própria performance dos atores.
Nesses casos, a IA serviu como apoio. Mas imagine uma cena, trilha sonora ou edição feita artificialmente. Vamos além: imagine um filme inteiro gerado por IA. Qual o resultado? De quem é a autoria? E como ficam os profissionais que, antes, seriam responsáveis por essas tarefas?
Essas foram questões debatidas no World AI Film Festival, que realizou sua primeira edição no Brasil nos dias 27 e 28 de fevereiro. O evento aconteceu na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo, com debates sobre o uso da tecnologia na indústria audiovisual, impactos no mercado de trabalho e na criatividade.
O festival em si não é novo. O WAIFF nasceu na Riviera Francesa, criado por líderes da indústria audiovisual, e já reuniu mais de 1.500 trabalhos de 87 países diferentes. A ideia de realizar uma edição brasileira foi do produtor e publicitário Carlos ‘Cebola’ Guedes, que já teve passagens pela Piccolo Filmes e O2, e atualmente é sócio da Ultravioleta Filmes.
Ao Olhar Digital, Cebola contou que a vontade de trazer o evento para o Brasil surgiu quando a filha, estudante de animação na FAAP, estava desanimada com o curso por conta da inserção da tecnologia no mercado de trabalho. Ele resolveu pesquisar e encontrou muitos cursos de IA, mas poucos espaços de debate sobre o que estava acontecendo.
No Brasil, não achou nenhum. Então, resolveu negociar com os franceses e trazer o WAIFF para a capital paulista, onde nasceu e mora até hoje. A intenção é justamente criar um espaço de debate para que profissionais do setor, acadêmicos e jovens discutam os rumos da IA e como isso vai afetá-los.
Todo mundo está feliz e vivendo bem sem inteligência artificial. Ninguém pediu, mas ela surgiu e não vai embora. A gente tem que aprender a lidar com ela. Esse é o meu objetivo principal com esse evento.
Carlos ‘Cebola’ Guedes
WAIFF seguirá para França, Coreia do Sul, Japão, Argentina e Canadá (Imagem: WAIFF/Reprodução)
As palestras promoveram debates nessa linha. Em uma delas, “AI: de ameaça a oportunidades”, o cineasta Cássio Braga defendeu que a tecnologia cria um cenário mais democrático na produção audiovisual. Isso porque as ferramentas são mais acessíveis e permitem que pessoas com menos conhecimento técnico ou recursos financeiros coloquem a mão na massa – seja o resultado bom ou ruim.
Guedes também destacou essa vantagem: um criador que, antes, tinha uma boa ideia, mas não tinha os recursos para tirá-la do papel, agora consegue.
No geral, a inteligência artificial foi tratada como algo inevitável. Na mesa “IA e as grandes produções de cinema”, a cineasta Tata Amaral afirmou que a “IA é uma realidade que não conseguimos brigar” – e, por isso, devemos aprender a usá-la.
Amaral, no entanto, acredita no uso da tecnologia como um instrumento. Ela fez uma analogia: um cinzel (ferramenta com lâmina afiada, feita para cortar ou entalhar materiais duros) pode ser usado para esculpir ou para matar uma pessoa. A tecnologia funciona da mesma forma – está nas mãos do criador. Ela própria usará IA em seu próximo projeto, um filme sobre a bailarina Maria Baderna, para criar animações e cenários históricos.
No mesmo debate, Fabiano Gullane, produtor e sócio-diretor da Gullane Filmes, defendeu a IA como “elemento facilitador”. Para ele, a tecnologia já está presente em processos internos, como organização de planilhas, tradução e gestão de contratos, mas o setor ainda deve ter cuidado ao terceirizar atividades criativas.
“Não estamos abertos à negociação. Propriedade intelectual é do artista. Não podemos terceirizar a autoria para a IA”, afirmou.
Palestra “IA e as grandes produções do cinema” contou com a presença de Tata Amaral (esquerda) e Fabiano Gullane (direita), com mediação de Humberto Neiva (ao centro) [Imagem: Vitória Gomez/Olhar Digital]
Os riscos da IA na indústria audiovisual
Seja na fala dos convidados ou nas perguntas feitas pelo público, um tema foi recorrente: as preocupações com os riscos da inteligência artificial – principalmente no mercado de trabalho.
Não houve uma resposta conclusiva.
Cássio Braga acredita que tarefas técnicas e repetitivas estão mais expostas à automação, mas criadores com visões únicas e autorais tendem a sair fortalecidos.
Já Gullane citou a substituição de talentos humanos como um de seus receios em relação à inserção da IA no audiovisual. Ele fez uma lista, que também incluiu:
Plágio de roteiros por IA;
Autoria incerta;
Vazamento de ideias, dados de pessoas e exposição de materiais confidenciais;
Clonagem de obras;
Alteração no trabalho (como voz e performance) de intérpretes;
Cebola reforçou: ainda não sabemos quais empregos vão sumir e aparecer.
No geral, o consenso foi de que o futuro do mercado de trabalho é incerto diante da ascensão da IA.
Trecho do filme Midnight Serenate, que participou da mostra competitiva do WAIFF Brasil (Imagem: WAIFF/Reprodução)
Os filmes feitos por IA
O festival também promoveu uma mostra competitiva com produções geradas por IA, desde longas e curta-metragens até peças publicitárias. As obras evidenciaram as possibilidades da tecnologia, mas também suas limitações.
Enquanto algumas mostravam imagens realistas, parecidas com atores e cenários reais, com movimentos de câmera e roteiros elaborados, outras ainda tinham traços mais simplórios, trechos pixelados, falta de sincronia e movimentos robóticos.
Após os dois dias de evento, as obras integraram a competição em 11 categorias, incluindo Longa-Metragem, Série Vertical, Animação, Ação, Drama, Diretor Jovem e Diretora Mulher.
O grande vencedor, na categoria de Melhor Filme, foi Warped Memories, de Pedro Bayeux, que também levou Melhor Documentário. Agora, a produção compete na versão francesa do WAIFF, em Cannes.
WAIFF seguirá para mais capitais ao redor do mundo
Cebola avaliou a primeira edição do WAIFF Brasil como um sucesso, com elogios por parte do público. Marco Landi, ex-presidente da Apple e um dos fundadores do evento, foi um dos que destacou a importância de trazer o debate a solo brasileiro.
Mas Guedes quer ir além. Para ele, faltou integração com o público mais jovem, que ainda sofre com as angústias do mercado de trabalho. Além disso, São Paulo foi só o começo: ele quer levar o festival para mais cidades, como Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife.
Não quer deixar ele morrer. Quer ver se crio uma comunidade com criadores para discutir o assunto. Quero ver se consigo fazer algo para engajar os jovens.
Carlos ‘Cebola’ Guedes
Depois de São Paulo, o WAIFF vai para Seul, na Coreia do Sul, e Kyoto, no Japão. No encerramento da edição brasileira, a organização também anunciou uma versão na Argentina, em setembro, e uma em Vancouver, no Canadá.
A recente polêmica envolvendo a OpenAI e o uso de inteligência artificial pelo Departamento de Defesa dos EUA provocou uma debandada de usuários para o Claude. O chatbot da Anthropic saltou para o topo dos apps mais baixados após a empresa se recusar a permitir o uso de seus modelos para vigilância em massa. Se você também quer fazer a troca sem perder suas personalizações, o processo de migração é simples e protege suas informações.
Por que os usuários estão trocando o ChatGPT pelo Claude?
A mudança no cenário das IAs ganhou força após o governo dos EUA designar a Anthropic como uma “ameaça à cadeia de suprimentos”, enquanto a OpenAI fechou acordos militares. De acordo com o Techcrunch, isso gerou um debate ético sobre privacidade, levando a um recorde de inscrições no Claude, que viu sua base de usuários pagos dobrar este ano.
Para quem decide migrar, o maior desafio é não perder o “treinamento” que a IA recebeu ao longo de meses de uso. Felizmente, é possível exportar suas memórias e levá-las para a nova casa.
Como exportar seus dados e memórias do ChatGPT
Antes de dar adeus à OpenAI, você deve garantir que suas preferências e instruções personalizadas não sejam apagadas.
Acesse as Configurações: No ChatGPT, clique no seu perfil e vá em “Configurações“.
Gerencie a Memória: Entre em “Personalização” e selecione “Memória”. Clique em “Gerenciar” para revisar o que a IA sabe sobre você.
Copie as informações: Copie o texto das memórias mais relevantes para um documento externo.
Exporte o histórico completo: Em “Controle de Dados“, selecione “Exportar Dados”. O sistema enviará um arquivo JSON ou texto para o seu e-mail com todas as suas conversas antigas.
Passo a passo para importar dados e configurar o Claude
Com os dados em mãos, o próximo passo é “ensinar” o Claude a ser o seu novo assistente pessoal.
Ative a função Memória: no Claude, vá em “Configurações” > “Capacidades” e certifique-se de que a opção Memória está ativada.
Faça a importação: depois, toque no botão “Iniciar importação”. Você deverá copiar o prompt preparado pela IA (deixe em inglês mesmo) e colar em uma nova conversa.
Cole a resposta da conversa com o chatbot na janela de importação do passo anterior. Por fim, selecione “Adicionar à memória”.
Verifique a gravação: pergunte ao Claude o que ele sabe sobre você para confirmar se os dados foram salvos corretamente.
Como excluir permanentemente sua conta no ChatGPT
Para encerrar o vínculo com a OpenAI e garantir que seus dados não continuem nos servidores, não basta apenas cancelar a assinatura Plus.
Limpe a memória: vá em Configurações > Personalização > Memória e apague todos os registros.
Comando final: no chat, digite “Exclua toda a minha memória e dados personalizados”.
Delete a conta: vá até a aba de gerenciamento de conta e selecione a opção de exclusão permanente.
Lembre-se: este processo é irreversível e removerá todos os seus acessos aos modelos GPT.