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Anthropic não aumentou o preço de Claude. Ele inventou algo melhor: inflação simbólica

24 de Abril de 2026, 20:30

A Anthropic surpreendeu o mercado de inteligência artificial com uma estratégia inusitada para o lançamento do Claude Opus 4.7. Embora o preço nominal por milhão de tokens tenha permanecido inalterado, a empresa introduziu o conceito de inflação de tokens em sua arquitetura. Na prática, o modelo agora consome mais recursos para processar o mesmo volume de texto, elevando os custos operacionais de forma silenciosa para desenvolvedores e empresas.

Como funciona a inflação de tokens na Anthropic?

De acordo com um anúncio oficial publicado no blog da Anthropic, a nova versão do modelo Claude Opus utiliza uma técnica de processamento mais densa. Isso significa que a granularidade da fragmentação das palavras foi alterada, resultando em uma contagem de tokens até 46% maior para entradas de texto idênticas às versões anteriores da ferramenta.

Essa mudança técnica permite que a IA tenha uma compreensão contextual muito mais refinada e profunda. No entanto, o efeito colateral direto para o usuário final é o esgotamento acelerado dos créditos contratados, uma vez que o sistema registra um consumo superior de unidades básicas de processamento para realizar as mesmas tarefas de escrita ou análise que executava antes.

🚀 Lançamento do Opus 4.7: Apresentação da nova arquitetura de processamento linguístico.

📈 Ajuste na Tokenização: Implementação da contagem expandida de tokens por caractere.

💰 Impacto Financeiro: Usuários percebem aumento de até 46% nos custos reais de uso.

Quais são os impactos reais no custo do Claude?

Para empresas que utilizam a API em larga escala, a percepção de custo mudou drasticamente após a atualização. Embora o preço de vitrine continue o mesmo, a métrica de custo-benefício precisa ser recalculada, já que o “poder de compra” de cada token diminuiu consideravelmente diante da nova lógica de processamento da Anthropic.

O impacto é sentido principalmente em fluxos de trabalho que envolvem longos contextos, como análise de documentos jurídicos ou codificação de software. Nesses cenários, o volume de tokens gerados cresce exponencialmente, forçando os usuários a monitorarem de perto seus orçamentos para evitar surpresas no fechamento da fatura mensal.

  • Redução do valor real de cada crédito investido na plataforma.
  • Necessidade de revisão de prompts para reduzir a saída de texto.
  • Aumento da precisão nas respostas em troca de maior consumo.
  • Dificuldade de previsão orçamentária para projetos de longo prazo.
Anthropic não aumentou o preço de Claude. Ele inventou algo melhor: inflação simbólica
O modelo Claude Opus 4.7 consome mais tokens para processar o mesmo texto – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Por que a contagem de tokens mudou no novo modelo?

Especialistas indicam que a mudança visa sustentar a viabilidade econômica do modelo Opus, que exige um poder computacional imenso para operar. Ao aumentar a densidade de tokens, a Anthropic consegue cobrir os custos de infraestrutura sem precisar anunciar um aumento direto na tabela de preços oficial do serviço.

A arquitetura Emerald, como vem sendo chamada internamente, foca em capturar nuances que modelos mais leves ignoram. Essa profundidade cognitiva exige que a IA “pense” em unidades menores e mais frequentes, o que inevitavelmente infla o contador de tokens final enviado para o sistema de faturamento da empresa.

Métrica de Comparação Claude 3.5 Sonnet Claude 4.7 Opus
Eficiência de Tokenização Alta (Padrão) Baixa (Inflacionada)
Custo por 1k palavras Estável ~46% Superior

Como otimizar o uso da inflação de tokens no dia a dia?

Para mitigar os efeitos desse aumento indireto, é fundamental que os usuários adotem técnicas de “Prompt Engineering” mais enxutas. Evitar instruções redundantes e solicitar respostas diretas e concisas pode ajudar a equilibrar o consumo, mantendo o custo operacional dentro de limites aceitáveis para a maioria das aplicações.

Outra estratégia eficiente é o uso de modelos híbridos, reservando o Opus 4.7 apenas para tarefas que exigem extrema complexidade. Para interações simples, modelos como o Haiku continuam oferecendo uma eficiência de tokens superior, protegendo o saldo do usuário contra a inflação observada nos modelos de topo de linha.

O que esperar das próximas atualizações da Anthropic?

O mercado aguarda para ver se essa tendência de precificação indireta será seguida por outras gigantes do setor, como OpenAI e Google. A transparência na forma como os tokens são contabilizados tornará-se um diferencial competitivo importante, à medida que os custos de IA começam a pesar significativamente no balanço das empresas.

A Anthropic deve continuar refinando suas redes neurais para buscar um equilíbrio entre precisão e economia. Por enquanto, os usuários devem se preparar para um cenário onde a qualidade superior da inteligência artificial exige um investimento proporcionalmente maior, mesmo que as tabelas de preços pareçam congeladas no tempo.

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Emergência Radioativa: entenda o caso Césio-137, que chocou o Brasil e inspirou a série da Netflix

24 de Março de 2026, 15:52

Na última semana, a Netflix lançou a série “Emergência Radioativa”, que vem chamando a atenção do público e da crítica. Ambientada em Goiânia, Goiás, a produção acompanha médicos e físicos em uma corrida contra o tempo para conter um desastre radiológico e salvar vidas. A trama é inspirada no acidente real com o Césio-137, ocorrido em 1987, que chocou o Brasil. Todos os episódios foram disponibilizados na quarta-feira (18).

Logo no fim de semana de estreia, a série alcançou o Top 1 no Brasil e o Top 2 global, aparecendo ainda no Top 10 de diversos países, como Portugal. A popularidade gerou debates nas redes sociais, comparações com Chernobyl e discussões sobre a verossimilhança dos fatos, com críticos elogiando a direção e as atuações, mas questionando a fidelidade histórica.

Comparações no X entre “Emergência Radioativa” e “Chernobyl”. Créditos: Captura de tela/X

O ponto central da série é o acidente radiológico de Goiânia ocorrido em setembro de 1987. Um aparelho de radioterapia abandonado no Instituto Goiano de Radioterapia foi aberto de forma indevida. O equipamento continha uma cápsula de Césio-137 de alta radioatividade, que acabou sendo espalhada pela cidade, provocando contaminação em diversas pessoas.

Segundo a Secretaria de Saúde de Goiás, a cápsula tinha 50,9 TBq (1.375 Ci) de radioatividade e continha cloreto de césio, um composto altamente solúvel. O Césio-137 é um isótopo radioativo artificial com comportamento químico semelhante ao potássio. Ele pode se acumular em animais, plantas e, consequentemente, no corpo humano.

Escombros do Instituto Goiano de Radioterapia, localizado no Centro de Goiânia. Crédito: CRCN-CO/CNEN

Como o material radioativo contaminou a população

Após a violação do aparelho, pedaços do material radioativo se espalharam pelo ambiente em forma de pó azul brilhante. Esse pó acabou em casas, depósitos de ferro-velho e até distribuído entre parentes e amigos, que não sabiam do perigo. O interesse pelo chumbo presente no aparelho também contribuiu para a venda e a circulação do material.

O contato com o Césio-137 causou sintomas graves nas primeiras horas: náuseas, vômitos, diarreia, tontura e queimaduras. Algumas pessoas procuraram hospitais locais. A situação só foi identificada corretamente quando a esposa do dono do ferro-velho levou o material à Divisão de Vigilância Sanitária, que confirmou a radioatividade.

Sucata do aparelho de radiologia nas ruínas do Instituto Goiano de Radioterapia. Crédito: CRCN-CO/CNEN

As principais formas de exposição ao produto foram a inalação de partículas, ingestão de alimentos contaminados e irradiação externa. Segundo Luiz Antonio Andrade de Oliveira, professor do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp), elementos radioativos superpesados demoram décadas para se desintegrar, emitindo radiação continuamente.

No caso do Césio-137, a meia-vida é de cerca de 33 anos. Isso significa que uma amostra do elemento leva esse tempo para reduzir sua radioatividade à metade. “A recomendação principal é não manipular esse tipo de substâncias. Se houver contato com a pele, lavar abundantemente com água e sabão. Se inalado ou ingerido, a situação é mais complicada”, explicou Oliveira em entrevista ao Olhar Digital.

O professor detalha que, em acidentes como o de Goiânia, sinais visíveis – como o brilho azul do Césio – ajudam na identificação. Mas, na maioria das situações, a exposição passa despercebida. “Naquele caso, as pessoas que ingeriram o Césio em elevada concentração foram tratadas em hospitais com substâncias para tentar retirar o Césio-137 do organismo. Mesmo assim, muitas delas morreram.”

Ele compara o episódio brasileiro a um caso nos EUA, em 1995, quando um adolescente tentou montar um reator nuclear caseiro. “No caso do rapaz dos EUA, como ele lidava com pequenas quantidades de material radioativo, não se esperaria algo tão dramático. Em pequenas doses, os efeitos aparecem depois de muito tempo”.

Vista aérea do ferro-velho que comprou o material e repassou para outros depósitos, dando início à corrente de contaminação radioativa. Imagem: Yosikazu Maeda via Secretaria de Estado de Saúde de Goiás

Governo monitorou milhares de vítimas

Em Goiânia, no total, foram monitoradas 112.800 pessoas, das quais 249 apresentaram significativa contaminação interna e/ou externa, sendo que em 120 delas a contaminação era apenas em roupas e calçados, e as mesmas foram liberadas após a descontaminação.

As outras 129 passaram a receber acompanhamento médico regular. Destas, 79 com contaminação externa receberam tratamento ambulatorial; dos outros 50 radioacidentados com contaminação interna, 30 foram assistidos em albergues em semi-isolamento, e 20 foram encaminhados ao Hospital Geral de Goiânia. Destes últimos, 14 em estado grave foram transferidos para o Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro, onde quatro deles foram a óbito, oito desenvolveram a Síndrome Aguda da Radiação (SAR), 14 apresentaram falência de medula óssea e um sofreu amputação do antebraço.

Medição de radioatividade na população. Imagem: Arquivo da Secretaria de Estado de Saúde de Goiás

No total, 28 pessoas desenvolveram em maior ou menor intensidade, a Síndrome Cutânea da Radiação (as lesões cutâneas também eram ditas “radiodermites”). Os casos de óbito ocorreram cerca de quatro a cinco semanas após a exposição ao material radioativo, devido a complicações esperadas da SAR – hemorragia (dois pacientes) e infecção generalizada (também dois pacientes).

Para realizar o monitoramento sobre os efeitos da exposição à radiação ionizante nas pessoas que foram vítimas do acidente, o governo goiano criou, em fevereiro de 1988, a Fundação Leide das Neves Ferreira. Foram definidos grupos de monitoramento dos pacientes, de acordo com normas internacionais, que consideram como critérios de classificação a gravidade das lesões cutâneas e a intensidade da contaminação interna e externa, e que determinou a metodologia dos protocolos de acompanhamento médico.

A avaliação da contaminação externa usou análises cromossômicas, enquanto a contaminação interna foi medida em excretas e com detectores próximos ao corpo. A técnica de contagem de corpo inteiro (monitoração in vivo) e análise de excretas (monitoração in vitro) permitiu estimar a dose de radiação recebida.

Descontaminação de áreas na Rua 57. Ao fundo, a entrada do Mercado Central de Goiânia. Crédito: CRCN-CO/CNEN

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Desastre do Césio-137 transformou os protocolos de segurança

O acidente gerou 3.500 m³ de lixo radioativo, armazenado em contêineres de concreto. O repositório definitivo está em Abadia de Goiás, a 23 km de Goiânia, sob responsabilidade do Centro Regional de Ciências Nucleares do Centro-Oeste, da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). O local realiza monitoração e controle ambiental contínuo.

O episódio também deixou lições valiosas para a ciência e para a sociedade. Ele reforçou a necessidade de conhecer os riscos ao lidar com elementos radioativos, priorizando ética e responsabilidade. O aprendizado vai além da física ou química: envolve cuidado com a vida humana e a preservação do meio ambiente.

Em resumo, o acidente com o Césio-137 marcou Goiânia e o Brasil. Ele transformou protocolos de segurança, inspirou estudos científicos e permanece vivo na memória coletiva. “Emergência Radioativa” cumpre o papel de relembrar essa história, ao mesmo tempo em que educa e alerta sobre os perigos da radiação.

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Os dias estão ficando mais longos? Entenda

13 de Março de 2026, 16:32

A rotação da Terra está desacelerando gradualmente, o que faz com que os dias no planeta se tornem ligeiramente mais longos. Embora essas variações na duração do dia sejam comuns ao longo do tempo, um estudo publicado este mês indica que o ritmo atual de desaceleração é o mais rápido observado em pelo menos 3,6 milhões de anos.

Em teoria, o planeta leva exatamente 24 horas para completar uma rotação. Na prática, esse período pode variar em alguns milissegundos. Iss porque a duração do dia sofre influência da gravidade da Lua de processos geofísicos no interior, superfície e atmosfera da Terra.

Um exemplo recente ocorreu em julho e agosto de 2025, quando a proximidade da Lua fez com que os dias fossem cerca de 1 milissegundo mais longos do que o normal.

Apesar dessas oscilações naturais, cientistas apontam que uma tendência mais ampla está em andamento – e ela está relacionada às mudanças climáticas causadas pela atividade humana.

O aquecimento global está acelerando o derretimento de calotas polares e geleiras, liberando grandes volumes de água que permaneceram congelados por milhares de anos. Ao entrar nos oceanos, essa água contribui para a elevação do nível do mar e provoca uma redistribuição da massa do planeta.

O deslocamento de massa interfere na rotação da Terra. O efeito é semelhante ao de um patinador artístico: quando ele estende os braços, sua rotação diminui; quando os mantém próximos ao corpo, gira mais rápido.

Quando o gelo está concentrado nas regiões polares, ele fica relativamente próximo ao eixo de rotação da Terra. Ao derreter e se espalhar pelos oceanos, principalmente em direção ao equador, essa massa se afasta do eixo e faz o planeta girar mais lentamente.

Em 2025, desaceleração na rotação da Terra teve a ver com derretimento de gelo (Imagem: Journal of Geophysical Research: Solid Earth/Reprodução)

Ritmo de desaceleração é inédito em milhões de anos

Para entender o quão incomum é essa mudança, pesquisadores da Universidade de Viena e da ETH Zurich analisaram a evolução da rotação da Terra ao longo de milhões de anos, desde o final do Plioceno, que terminou há cerca de 3,6 milhões de anos.

Os resultados indicam que a duração do dia está aumentando atualmente a uma taxa de aproximadamente 1,33 milissegundos por século, principalmente devido ao aumento do nível do mar provocado pelo derretimento de gelo.

Segundo os pesquisadores, não há evidências de que uma mudança tão rápida tenha ocorrido em qualquer outro momento nesse tempo.

Mostafa Kiani Shahvandi, pesquisador do Departamento de Meteorologia e Geofísica da Universidade de Viena e autor do estudo, explicou que trabalhos anteriores já haviam mostrado a ligação entre o derretimento das calotas polares e o prolongamento dos dias. O novo estudo buscou responder se esse fenômeno já havia ocorrido antes com a mesma intensidade.

Já de acordo com Benedikt Soja, professor de Geodésia Espacial da ETH Zurich e coautor da pesquisa, a velocidade atual da mudança sugere uma relação direta com o aquecimento global recente. Segundo ele, o aumento acelerado na duração do dia indica que a atual transformação climática não tem paralelo desde o final do Plioceno, o que reforça a influência das atividades humanas no fenômeno.

Os pesquisadores também alertam que o impacto pode se intensificar nas próximas décadas, à medida que o aquecimento global continue acelerando o derretimento das geleiras.

Embora a diferença de alguns milissegundos seja imperceptível para as pessoas no cotidiano, ela pode ter impacto em áreas que dependem de medições extremamente precisas do tempo, como sistemas de navegação por satélite e redes financeiras.

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Com que frequência os animais de estimação devem ir ao veterinário? 

13 de Março de 2026, 08:07

A saúde preventiva é o pilar fundamental para garantir a longevidade e o bem-estar dos nossos companheiros domésticos. Entender a frequência de visitas ao veterinário correta ajuda a prevenir doenças silenciosas que podem comprometer a qualidade de vida do animal. Cada fase do desenvolvimento exige cuidados específicos que apenas um profissional capacitado pode oferecer durante o acompanhamento clínico regular.

Qual a frequência de visitas ao veterinário recomendada para filhotes?

De acordo com a American Animal Hospital Association (AAHA), a fase inicial da vida é crucial para a imunização e monitoramento do crescimento. As consultas nesta etapa ocorrem em intervalos curtos para garantir que o sistema imunológico em formação receba as doses vacinais necessárias contra patógenos graves.

Nesse estágio, as consultas servem não apenas para vacinação, mas para orientações fundamentais sobre nutrição, vermifugação e comportamento social. O acompanhamento rigoroso permite que o médico veterinário detecte anomalias congênitas ou problemas de desenvolvimento que podem ser corrigidos precocemente antes da idade adulta.

🍼 6 a 8 Semanas: Início do protocolo vacinal e primeiro exame físico completo para identificar parasitas.

💉 12 a 16 Semanas: Reforços das vacinas polivalentes e aplicação da vacina antirrábica obrigatória.

🐕 6 Meses: Avaliação para castração e verificação da troca da dentição de leite pela permanente.

Por que cães e gatos adultos precisam de check-ups anuais?

Quando o animal atinge a maturidade, o foco das consultas muda para a manutenção da saúde e prevenção de parasitas externos e internos. Mesmo que o pet pareça saudável, a visita anual é o momento de renovar vacinas e realizar exames de triagem que protegem contra zoonoses e doenças infecciosas.

Exames de rotina realizados anualmente podem detectar precocemente alterações renais, cardíacas ou problemas periodontais que ainda não apresentam sintomas visíveis aos tutores. O diagnóstico precoce em animais adultos aumenta drasticamente as chances de sucesso no tratamento e reduz custos hospitalares a longo prazo.

  • Exame Físico: Avaliação de peso, pelagem, olhos, ouvidos e palpação abdominal.
  • Reforço Vacinal: Atualização das doses anuais de V10/V8, Raiva e Gripe.
  • Controle de Parasitas: Revisão do protocolo contra pulgas, carrapatos e vermes cardíacos.
  • Perfil Bioquímico: Coleta de sangue para monitorar funções do fígado e rins.
Com que frequência os animais de estimação devem ir ao veterinário? 
Exames de rotina anuais podem detectar precocemente alterações renais e cardíacas silenciosas. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Como muda a frequência de visitas ao veterinário em animais idosos?

Animais sêniores necessitam de um olhar muito mais atento, sendo recomendada a alteração da frequência de visitas ao veterinário para uma periodicidade semestral. O envelhecimento biológico dos pets é acelerado em relação ao dos humanos, o que torna seis meses um tempo considerável para o surgimento de patologias.

Nesta fase, o metabolismo desacelera e doenças degenerativas como a osteoartrite e a disfunção cognitiva tornam-se mais comuns no dia a dia. Consultas frequentes permitem ajustes precisos na dieta e na medicação, garantindo que o pet veterano tenha uma velhice confortável e livre de dores crônicas.

Categoria de Idade Frequência Ideal Principais Exames
Adulto (1-7 anos) Anual Check-up Básico
Sênior (7-11 anos) Semestral Ultrassom e Sangue
Geriatra (12+ anos) Trimestral Cardiológico e Renal

Quais sinais indicam uma visita de emergência imediata?

Além das visitas programadas pelo calendário preventivo, o tutor deve estar atento a mudanças bruscas de comportamento ou sintomas físicos agudos que fogem do normal. O conhecimento do padrão de sono, apetite e nível de energia do animal é a ferramenta mais poderosa para identificar urgências.

A apatia severa, falta de apetite prolongada, vômitos persistentes ou dificuldades respiratórias são alertas vermelhos que ignoram qualquer cronograma de rotina. Nestes casos, a busca por um pronto-atendimento deve ser imediata, independentemente de quando foi realizada a última consulta preventiva.

Como preparar o pet para uma consulta sem estresse?

O ambiente da clínica pode ser intimidador para muitos animais, por isso é essencial acostumar o pet ao transporte e ao manuseio físico desde cedo. Utilizar caixas de transporte confortáveis para gatos e realizar passeios de carro curtos com cães ajuda a desassociar o veículo apenas de experiências negativas.

Utilizar reforços positivos como petiscos de alto valor e escolher profissionais que pratiquem o atendimento “fear free” faz toda a diferença na percepção do animal. Uma visita tranquila garante que os parâmetros fisiológicos medidos, como frequência cardíaca e pressão, sejam coletados sem a interferência do medo.

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Mais de 120 anos depois, um dos primeiros filmes com robô é restaurado nos EUA

13 de Março de 2026, 06:00

A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos restaurou recentemente Gugusse et l’Automate (“Gugusse e o Autômato”), um dos primeiros filmes da história a mostrar um robô. Dirigido pelo pioneiro francês Georges Méliès em 1897, o curta surgiu apenas dois anos depois de L’Arrivée d’un train en gare de La Ciotat, dos irmãos Auguste Lumière e Louis Lumière, considerado um dos primeiros filmes da história.

O filme era considerado como perdido até 2025, quando um exemplar foi encontrado na coleção de William Delisle Frisbee, artista itinerante que andava com um projetor e algumas das obras mais antigas do mundo.

As 10 bobinas de nitrato que guardavam pedaços do curta-metragem permaneceram guardadas em porões até serem doadas para a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. Assim que a descoberta foi feita, o Centro Nacional de Conservação Audiovisual do país iniciou o processo de restauração e digitalização.

Esta é uma daquelas coleções que nos faz perceber por que fazemos isso”, disse Courtney Holschuh, técnica do Centro Nacional de Conservação Audiovisual dos Estados Unidos que restaurou o arquivo, em entrevista à Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos

Para quem tem pressa:

  • A Biblioteca do Congresso dos EUA divulgou a restauração de um dos primeiros filmes do mundo e o primeiro com a representação de um robô;
  • O filme era considerado como perdido até que, em 2025, foi encontrado um exemplar da obra na coleção pessoal de William Delisle Frisbee;
  • O conceito ousado da obra mostra uma ideia atual que parece mais antiga do que se pensava: as máquinas podem se rebelar contra os humanos?

Descoberta e enredo de uma obra (atual)

Bill McFarland contou à Biblioteca do Congresso dos EUA que ficou muito animado quando fez a descoberta das obras deixadas por seu bisavô, William Delisle Frisbee. Seu antepassado dirigia uma charrete de cidade em cidade, divulgando alguns dos primeiros filmes do mundo. Assim que Bill encontrou as bobinas, decidiu doá-las para a instituição.

O filme mostra em aproximadamente 40 segundos cenas em que Gugusse, um palhaço, manipula uma espécie de robô, interpretado por outro ator. Gugusse gira uma manivela, fazendo com que o “autômato” se mova. Durante o curta, o robô “se rebela” contra o manipulador e acerta o palhaço com um bastão, gerando um conflito entre os dois. Por fim, Gugusse acaba destruindo seu rival.

O conceito ousado da obra mostra uma ideia atual que parece mais antiga do que se pensava: as máquinas podem se rebelar contra os humanos?

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George Méliès e a história do cinema

Filme é o mais famoso de Georges Méliès.
O diretor do famoso curta, “Viagem à lua”, Georges Méliès era também ilusionista e trouxe inovações para o cinema. Imagem: Domínio público.

Dono das consideradas primeiras obras cinematográficas de ficção científica, Marie Georges Jean Méliès nasceu no ano de 1861 em Paris, na França. Inspirado pelos livros do escritor Júlio Verne, ele não seguiu a linha de outros cineastas que apenas retratavam cenas reais, ele criava cenários e efeitos que geravam uma ideia de movimento e ilusão, trazendo à tela histórias fantasiosas que encantavam o público.

De acordo com a New Atlas, suas ideias cinematográficas começaram em 1896, quando sua câmera emperrou durante uma gravação na Place de l’Opéra, em Paris. O problema técnico fez com que um ônibus se parecesse com um carro fúnebre, o que inspirou o cineasta a explorar essa técnica de ilusão em seus filmes.

Criador de obras como Le Voyage dans la Lune” (Viagem à Lua – 1902), Voyage à travers l’impossible (Viagem Através do Impossível – 1904) e o considerado primeiro filme de terror da história, “Le Manoir du Diable” (A Mansão do Diabo – 1896), George Méliès produziu mais de 400 filmes e ficou conhecido como “o mágico do cinema”. Até hoje, é conhecido como uma das figuras mais importantes e influentes da história da indústria cinematográfica.

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Estudantes da USP vencem prêmio internacional de IA com chatbot para WhatsApp

4 de Março de 2026, 05:30

Recentemente, três alunos de Ciência da Computação no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP São Carlos criaram um chatbot para o combate de fake news online. O chamado “Tá Certo isso AIanalisa e verifica a veracidade das informações recebidas via mensagens pelo WhatsApp, independentemente do formato (texto, vídeo, áudio ou imagem).

O software foi desenvolvido por Cauê Paiva Lira, Luiz Felipe Costa e Pedro Henrique Silva, equipe vencedora do Programa AI4Good da Brazil Conference. Esse evento é uma conferência internacional que reúne brasileiros nos EUA — incluindo especialistas, líderes, estudantes e empreendedores — para debater e criar estratégias que enfrentem desafios tecnológicos, políticos e socioeconômicos do país.

O evento ocorrerá presencialmente na Universidade Harvard e no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos dias 27, 28 e 29 de março.

Para quem tem pressa:

  • Estudantes da USP São Carlos criaram um chatbot que analisa e verifica a veracidade das informações recebidas via WhatsApp, independentemente do formato (texto, vídeo, áudio ou imagem);
  • O software “Tá Certo Isso AI?” foi o vencedor do Programa AI4Good;
  • As informações analisadas pela ferramenta são checadas em meios de comunicação consolidados, sites e portais institucionais e fontes especializadas na checagem de fatos. A ideia é que o bot não faça apenas uma apuração primária, mas que auxilie no processo de combate à desinformação.

Funcionamento do chatbot e curadoria de informações

O softwate “Tá Certo isso AI?” é público e pode ser acessado por qualquer pessoa de diferentes formas.

Na primeira forma, você pode adicionar o telefone 35 8424-8271 nos contatos da sua agenda do celular e salvá-lo. Em seguida, basta abrir uma conversa com este número no WhatsApp.

A segunda maneira é por meio do site oficial do projeto, clicando aqui. Ainda é possível adicionar a ferramenta a grupos de WhatsApp onde, após a adição, é possível marcar o bot com @ na informação que deseja confirmação.

Na análise, o chatbot busca a veracidade das informações em meios de comunicação consolidados, sites e portais institucionais, e fontes especializadas na checagem de fatos. Em entrevista ao Jornal da USP, um dos desenvolvedores do projeto, Luiz Felipe Diniz Costa, afirmou que a ideia é que o bot não faça apenas uma apuração primária.

“O bot não aceita qualquer fonte. Ele faz a checagem apenas em bases que já passaram por esse filtro de confiabilidade, o que reduz o risco de erro e aumenta a qualidade das respostas”, afirmou Luiz Felipe Costa, um dos idealizadores do projeto.

Leia mais:

Idealização do projeto

Seu celular não é só distração nem diversão e pode alimentar um problema todos os dias
Jovem interage com diversas plataformas tecnológicas em seu celular – (Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

O “Tá Certo Isso AI?” começou com a participação dos estudantes no Hackathon 2025, uma maratona de programação onde os alunos tiveram apenas 10 horas para esboçar a ferramenta e saíram vencedores. O tema era justamente “Soluções para mitigar o impacto das fake news na sociedade”.

A partir daí, Cauê afirmou que soube que o edital do AI4Good estava aberto e viu uma oportunidade para continuar o desenvolvimento do projeto. “Foram cerca de 170 grupos inscritos e apenas oito foram selecionados para participar do processo de monitoria e aceleração”, comentou um dos desenvolvedores.

Após a aprovação no processo, foram aproximadamente seis semanas para aprimorar o “Tá Certo isso AI?” e colocá-lo em vigor.

Desenvolvimentos futuros

Microsoft alerta para falha em modelos de IA que ameaça privacidade dos usuários
Usuário utilizando chatbot (Imagem: TippaPatt / Shutterstock)

Para continuar o desenvolvimento da ferramenta, Luiz Costa analisou a proporção que o chatbot tem tomado e vê como uma oportunidade para investimentos no projeto:

Acreditamos que a visibilidade proporcionada pela Brazil Conference pode abrir caminho não apenas para colaborações com órgãos governamentais e veículos de comunicação, já que o enfrentamento à desinformação é um interesse comum a essas esferas, mas também para impulsionar nossas trajetórias profissionais, por meio do desenvolvimento de projetos com impacto social.

— Luiz Costa, um dos idealizadores do “Tá Certo isso AI?”

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