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Aion UT: novo modelo elétrico deve competir com BYD Dolphin no Brasil

25 de Abril de 2026, 10:20

O mercado de carros elétricos no Brasil está prestes a ganhar uma nova opção. Durante o Salão do Automóvel de Pequim, a fabricante chinesa GAC revelou que o Aion UT será o seu próximo passo estratégico em solo brasileiro, as informações são do g1. O hatchback 100% elétrico tem previsão de anúncio oficial já para as próximas semanas, com o objetivo claro de rivalizar diretamente com o BYD Dolphin, atual vice-líder de vendas da categoria no país.

O Aion UT aposta no porte para conquistar o consumidor brasileiro. Quando colocado lado a lado com o Dolphin GS, o modelo da GAC leva vantagem nas medidas: são 4,27 metros de comprimento (15 cm a mais que o rival) e uma distância entre eixos 5 cm superior.

Essa diferença reflete diretamente no conforto dos ocupantes e na capacidade de carga. Enquanto o Dolphin GS oferece 250 litros de porta-malas, o Aion UT entrega 440 litros, uma marca expressiva para a categoria de hatches, permitindo um uso muito mais versátil para viagens e compras.

Performance e tecnologia

Embora a GAC ainda não tenha divulgado especificações exatas que chegarão ao Brasil, a marca confirmou que o modelo passará por adaptações para o mercado nacional. No mercado chinês, o portfólio do Aion UT impressiona pelos números:

  • Motorização: Opções de 136 cv e 204 cv. Mesmo a versão de entrada supera os 95 cv do principal concorrente.
  • Baterias: Conjuntos de 44,1 kWh ou 60 kWh.
  • Tecnologia V2L: O carro funciona como uma “bateria gigante”, permitindo alimentar aparelhos externos como TVs, ventiladores ou consoles de videogame.

No interior, o modelo segue o padrão dos novos carros chineses. O destaque fica para a central multimídia de 14,6 polegadas e o painel digital de 8 polegadas, acompanhados por um acabamento com materiais macios ao toque. O modelo também inclui controle de cruzeiro adaptativo e frenagem de emergência.

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Embraer testa carro voador durante apresentação de caça

25 de Março de 2026, 16:51

A Embraer realizou, nesta quarta-feira (25), uma demonstração de voo de um protótipo de carro voador, conhecido como aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL), durante o evento de apresentação do caça F-39E Gripen, no aeródromo da empresa em Gavião Peixoto (SP).

A cerimônia marcou a divulgação do primeiro caça supersônico produzido no Brasil e reuniu autoridades e representantes do setor aeronáutico.

Durante a programação, a Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer voltada à mobilidade aérea urbana, apresentou o protótipo de engenharia de seu eVTOL.

O voo de demonstração foi realizado com sucesso e marcou um novo avanço na campanha de testes do modelo, que segue em desenvolvimento e ainda depende de certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para entrar em operação.

Financiamentos de eVTOLs cresce

  • Segundo o BNDES, o projeto dos eVTOLs já acumula mais de 2,9 mil pedidos de reserva em 13 países, com potencial de gerar US$ 14,5 bilhões (R$ 75,9 bilhões) em receita;
  • Desde 2023, o banco aprovou R$ 1,2 bilhão para apoiar o desenvolvimento da tecnologia em diferentes fases;
  • Em paralelo, a Eve também recebeu mais de R$ 1,4 bilhão em financiamentos desde 2022, além de apoio da Finep, que aprovou até R$ 90 milhões em subvenção econômica;
  • O protótipo da Eve já soma 35 voos realizados desde o primeiro teste, em dezembro de 2025, acumulando quase uma hora e meia de tempo de voo;
  • A aeronave atingiu cerca de 43 metros de altura e demonstrou comportamento consistente, inclusive em manobras com entradas simultâneas em três eixos, segundo informações da Eve;
  • Os resultados preliminares indicam ganhos de eficiência, com desempenho de propulsão e de bateria acima das hipóteses iniciais, enquanto os níveis de ruído ficaram dentro das projeções e significativamente abaixo dos helicópteros.

Até o momento, os testes foram conduzidos em baixas velocidades, de até aproximadamente 28 km/h, permitindo validar leis de controle, eficiência aerodinâmica dos rotores, comportamento térmico e o modelo de propulsão. A empresa planeja expandir o envelope de voo, com testes em velocidades mais elevadas, podendo atingir até cerca de 56 km/h nos próximos dias.

eVTOL no ar
(Imagem: Divulgação/Eve Air Mobility)

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“Estamos avançando com disciplina e consistência em nossa campanha de testes, reduzindo riscos e consolidando as bases para futuros voos para a certificação. Os resultados obtidos nesses primeiros meses de campanha pós-primeiro voo, em dezembro de 2025, reforçam nossa confiança na arquitetura da aeronave e na capacidade de entregar uma solução segura, eficiente e escalável para o mercado de mobilidade aérea urbana”, afirmou Johann Bordais, CEO da Eve.

Além dos testes em voo, a empresa concluiu atividades em solo, como a calibração de sensores responsáveis pela medição das cargas aerodinâmicas. Essas etapas fazem parte do processo de ampliação do envelope de voo e preparação para futuras fases de certificação, que dependem da aprovação das autoridades regulatórias.

“A Embraer tem mais de cinco décadas de expertise comprovada no desenvolvimento e certificação de aeronaves e ver esse conhecimento aplicado ao programa da Eve reforça o nosso compromisso com a inovação e com o futuro da aviação sustentável. Acreditamos no grande potencial do mercado global de mobilidade aérea urbana e vemos a Eve posicionada para ser uma das líderes dessa indústria”, afirmou Francisco Gomes Neto, presidente e CEO da Embraer.

Produção do carro voador da Embraer

Os eVTOLs estão sendo produzidos em Taubaté (SP), em planta com capacidade para fabricar até 480 unidades por ano. O modelo tem capacidade para cinco pessoasquatro passageiros e um piloto — e autonomia de até 100 quilômetros, o que permite realizar trajetos urbanos curtos, como conexões entre cidades e centros comerciais.

A expectativa da Eve é iniciar as entregas e as operações comerciais em 2027. A empresa projeta que a frota global de eVTOLs pode chegar a 30 mil unidades até 2045, transportando mais de três bilhões de passageiros no período. A estimativa é que a operação e a venda dessas aeronaves gerem receita de US$ 280 bilhões (R$ 1,4 trilhão) até 2045.

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Volkswagen convoca recall de quase 100 mil elétricos por falha na bateria

24 de Março de 2026, 15:38

A Volkswagen anunciou um recall que afeta quase 100 mil veículos elétricos em todo o mundo. O problema está nos módulos de bateria, que podem apresentar falhas capazes de reduzir a autonomia dos carros e, em situações mais extremas, causar incêndio.

A informação foi divulgada pela autoridade alemã de veículos motorizados (KBA, na sigla em alemão), que confirmou que cerca de 28 mil dos carros afetados estão na Alemanha. O recall foi anunciado após avisos emitidos no início deste mês sobre os riscos identificados nos sistemas de bateria de alta tensão.

Modelos Volkswagen afetados pelo recall

  • A convocação atinge principalmente a linha ID da Volkswagen, com cerca de 75 mil veículos chamados para revisão. Outros quase 20 mil carros do modelo Cupra Born também estão incluídos no recall;
  • Todos os veículos afetados foram produzidos entre fevereiro de 2022 e agosto de 2024;
  • Os módulos de bateria de alta tensão que estão fora das especificações técnicas representam o núcleo do problema;
  • Segundo a documentação oficial, esses componentes defeituosos podem comprometer o desempenho do veículo de duas formas distintas: reduzindo a capacidade de autonomia das baterias ou, em casos mais graves, criando situações de risco de incêndio.

Carro elétrico ID.3, da Volkswagen, andando rápido na rua
Linha ID está entre os convocados (Imagem: Divulgação/Volkswagen)

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Para resolver o problema identificado, a Volkswagen informou que adotará uma abordagem em duas etapas. Primeiro, será feita uma atualização de software nos veículos afetados. Em seguida, técnicos especializados farão uma inspeção completa das baterias para avaliar o estado dos módulos individuais.

Quando necessário, módulos específicos serão substituídos por componentes novos que atendam às especificações corretas. A montadora não divulgou prazo estimado para conclusão de todos os reparos nem informações sobre custos envolvidos no processo.

Situação no mercado brasileiro

A presença da linha ID no Brasil ainda é limitada, o que gera dúvidas sobre quantos veículos nacionais podem estar incluídos na convocação mundial. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o impacto do recall em modelos vendidos no mercado brasileiro.

O Olhar Digital entrou em contato com a Volkswagen para confirmar se os veículos brasileiros também estão no recall e aguarda retorno.

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Marinha dos EUA escolhe submarino robô para lançar enxames de drones subaquáticos

22 de Março de 2026, 11:21

A Marinha americana acabou de definir uma peça fundamental da sua estratégia de guerra submarina do futuro. O submarino autônomo Dive-XL, da empresa Anduril, foi selecionado para o projeto Combat Autonomous Maritime Platform (CAMP) — uma iniciativa que pretende criar uma frota de “navios-mãe” submarinos capazes de liberar veículos menores e torpedos de forma totalmente autônoma.

Você já deve ter ouvido falar dos enxames de drones aéreos que dominaram os noticiários recentemente. Agora, essa mesma tecnologia está mergulhando fundo nos oceanos. As marinhas do mundo inteiro estão repensando suas estratégias, deixando de ver esses sistemas como uma ameaça para tratá-los como um trunfo estratégico essencial.

Drone submarino Anduril para o programa XL-AUV (Imagem: Divulgação)

De acordo com o New Atlas, o conceito por trás dessa mudança é simples: frotas híbridas que misturam embarcações tripuladas e autônomas conseguem monitorar áreas muito maiores. Isso libera os navios convencionais para missões de alta prioridade, enquanto os drones atuam como plataformas de armas e multiplicadores de força.

Existe um problema prático que precisa ser resolvido urgentemente. Uma coisa é querer centenas de drones de superfície e submarinos para compor a nova frota. Outra completamente diferente é conseguir colocar as mãos nessa quantidade toda de equipamentos em tempo hábil para fazer diferença no campo de batalha.

É exatamente esse o desafio que o projeto CAMP pretende resolver. A missão é criar protótipos e colocar em campo grandes submarinos autônomos rapidamente, preenchendo as lacunas que existem hoje na logística submarina e nas capacidades de ataque de longo alcance.

A velocidade é fundamental nesse processo. Não adianta ter a melhor tecnologia do mundo se ela demorar anos para sair do papel e chegar às águas onde realmente importa.

Por que o Dive-XL foi escolhido

O submarino da Anduril se destacou por ser ideal para o que os especialistas chamam de “guerra submarina definida por software”. O design permite produção em massa sem perder a capacidade de lançar sistemas autônomos menores — exatamente o que a Marinha precisa.

A grande inovação está na construção. A Anduril abandonou o método tradicional de casco pressurizado que todo mundo conhece. Em vez disso, o Dive-XL usa um design modular com inundação livre, onde os componentes sensíveis ficam protegidos dentro de recipientes internos selados.

Essa mudança elimina o casco pressurizado, reduzindo tanto o custo quanto o peso. O resultado é uma fabricação mais rápida e personalização mais fácil — duas características essenciais quando você quer produzir centenas de unidades.

Lições antigas foram úteis

A Anduril aplicou as lições aprendidas com o programa Ghost Shark da Marinha Real Australiana. O Dive-XL totalmente elétrico é consideravelmente grande para os padrões de submarinos drone: 27 pés de comprimento (cerca de 8,2 metros) e 7 pés de largura (aproximadamente 2,1 metros).

A capacidade operacional é igualmente impressionante. O submarino pode mergulhar até 20 mil pés de profundidade (cerca de 6 mil metros) e tem alcance de 2 mil milhas náuticas (aproximadamente 3,7 mil quilômetros). Durante os testes, conseguiu ficar submerso por 100 horas ao longo de um período de 10 dias.

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Um detalhe inteligente no design é a logística. O Dive-XL foi projetado para caber perfeitamente dentro de um contêiner de transporte padrão de 4 pés. Isso significa que pode ser transportado por aviões C-17 ou similares, facilitando o deslocamento rápido para qualquer lugar do mundo onde seja necessário.

O design modular permite três configurações diferentes de carga útil. É possível instalar três módulos padrão ou um módulo extra-grande, dependendo da missão específica. As possibilidades incluem Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (ISR), contramedidas de minas, guerra antissubmarino e inspeção de cabos e dutos submarinos.

Mas a capacidade mais interessante é o que a indústria chama de “peça de resistência”: a habilidade de lançar drones menores. O sistema pode liberar veículos como o Copperhead AUV ou o robô de monitoramento Seabed Sentry, criando uma rede de sensores e armas que se espalha pela área de operação.

Segundo a Anduril, uma demonstração operacional de longa duração está programada para os próximos quatro meses. Será a primeira oportunidade de ver o sistema funcionando em condições reais, testando todas essas capacidades em conjunto.

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Citroën, Peugeot, Fiat, Jeep e Ram fazem recall por risco de incêndio  

15 de Março de 2026, 16:07

Duas picapes e um SUV de três marcas pertencentes ao grupo Stellantis entraram em recall no Brasil por risco de incêndio. A campanha envolve os modelos Fiat Toro (2025 e 2026), Jeep Commander (2025 e 2026) e Ram Rampage (2025). 

Segundo a empresa, foi identificada uma possível falha na conexão da tubulação responsável pelo retorno do combustível. O defeito pode causar vazamentos em situações específicas. Caso o combustível entre em contato com partes quentes do veículo, existe a possibilidade de ignição. Em casos extremos, essa situação pode provocar incêndio.

Além dos modelos citados, três veículos comerciais também fazem parte do recall. São eles: Fiat Ducato, Citroën Jumper e Peugeot Boxer (todos do ano/modelo 2026) – carros bastante utilizados para transporte de cargas e passageiros.

Fiat Toro (2025 e 2026) é um dos veículos envolvidos na campanha de recall. Crédito: Divulgação/site oficial da Fiat

Tudo de retorno do combustível deve ser trocado

A orientação da Stellantis é que os proprietários procurem uma concessionária autorizada para agendar a verificação. O atendimento começa nesta segunda-feira (16). Caso seja identificado algum problema, o componente será substituído gratuitamente.

Ainda de acordo com a empresa, o reparo consiste na troca do tubo de retorno do combustível. O procedimento é simples e leva cerca de duas horas para ser concluído. Todo o serviço será realizado sem custo para os proprietários.

Não foi divulgado o número total de unidades afetadas pela campanha. Mesmo assim, é recomendado que os proprietários verifiquem a situação do veículo para evitar riscos.

O Peugeot e-208 (2020 a 2023), elétrico já fora de linha no Brasil, também entrou em recall por um defeito no funcionamento da buzina. Crédito: Stellantis

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Recall do Peugeot e-208 é para reparo na buzina

Outro modelo que entrou em recall foi o Peugeot e-208 (2020 e 2023), carro totalmente elétrico da marca (que já saiu de linha no Brasil). Nesse caso, o problema está relacionado ao funcionamento da buzina. Segundo a Stellantis, a buzina pode apresentar volume abaixo do mínimo exigido pelas normas de segurança. Isso significa que o alerta sonoro pode não ser ouvido com facilidade no trânsito.

Os donos desses veículos devem procurar uma concessionária para agendar a verificação. Se necessário, será feito um reparo gratuito no sistema da buzina. O serviço é rápido e deve levar aproximadamente uma hora para ser concluído.

Clique aqui e confira os comunicados de recall de cada modelo para verificar os intervalos de chassis dos veículos afetados na campanha.

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Projeto de lei propõe criar CNH só para carros automáticos

13 de Março de 2026, 17:47

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que pode mudar as regras para quem deseja tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A proposta prevê que candidatos que realizarem aulas e prova prática em carros automáticos fiquem habilitados apenas para dirigir esse tipo de veículo.

Na prática, seria uma CNH separada só para motoristas habilitados para dirigir modelos com câmbio automático. Isso porque, atualmente, a legislação brasileira não diferencia a habilitação entre veículos automáticos e manuais. Quem obtém a carteira pode dirigir ambos os tipos de carro, independentemente do veículo utilizado durante o processo de formação.

Já de acordo com o PL, a escolha do tipo de veículo durante o aprendizado define a habilitação final. Candidatos que fizerem aulas e exame prático em um carro automático poderão dirigir apenas veículos automáticos. A mesma lógica vale para quem fizer a prova em um carro manual.

O relator do projeto, o deputado Neto Carletto (Avante-BA), argumenta que a limitação precisa ficar explícita no documento de habilitação. Segundo ele, se o motorista optar por realizar o curso e o exame em um veículo automático, deve constar na CNH que ele não está apto a conduzir veículos com câmbio manual.

Caso o condutor queira ampliar sua habilitação para dirigir ambos os tipos de veículo, o projeto prevê a obrigatoriedade de:

  • realizar treinamento adicional em veículo manual;
  • passar por novo exame prático de direção.

Somente após a aprovação nessa nova etapa a CNH seria atualizada para permitir a condução dos dois tipos de transmissão.

O projeto ainda não virou lei. Após a aprovação na Comissão de Viação e Transportes, o texto seguirá para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se for aprovado, ainda precisa passar pelo plenário da Câmara dos Deputados e, posteriormente, pelo Senado Federal antes de poder entrar em vigor.

Autoescola
Com o PL, CNH será condicionada pelo tipo de veículo utilizado nas aulas (Imagem: wellphoto/Shutterstock)

Outras mudanças na CNH

Além de tratar da diferença entre veículos automáticos e manuais, o projeto também reorganiza as regras relacionadas à formação de condutores no país.

Pelo texto aprovado, poderão atuar nos processos de formação:

  • Centros de Formação de Condutores (CFCs) ou autoescolas, responsáveis pela habilitação, especialização e reciclagem de motoristas em todas as categorias, além da capacitação de instrutores e examinadores;
  • o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), que poderá atuar nos processos de habilitação e reciclagem nas categorias C, D e E;
  • instituições de ensino a distância, autorizadas a oferecer exclusivamente os cursos teóricos da primeira habilitação, especialização e reciclagem.

O projeto também prevê que parte do processo de formação possa ocorrer em outro município, desde que haja autorização do órgão estadual de trânsito. Nesse caso, os Detrans deverão manter cadastros atualizados dos instrutores vinculados.

Restrição já existe em casos específicos

Hoje, a CNH já pode trazer observações que restringem o tipo de veículo que o motorista pode dirigir. No entanto, essas indicações são voltadas principalmente para condutores com necessidades específicas, como pessoas que precisam de adaptações no veículo.

Entre as anotações possíveis estão exigências como uso de transmissão automática, lentes corretivas, próteses auditivas ou adaptações nos comandos do veículo, entre outras condições.

A nova proposta ampliaria esse tipo de restrição para todos os motoristas, dependendo do tipo de carro utilizado durante o processo de habilitação.

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Uber implementa viagens com robotáxis nos EUA em parceria com a Zoox

11 de Março de 2026, 16:22

Nesta quarta-feira (11), a Uber anunciou oficialmente à mídia que instituiu uma parceria com a empresa Zoox, famosa pela produção de carros autônomos. A cooperação visa fornecer aos passageiros a oportunidade de viajar em robotáxis produzidos pela Zoox, desde que em rotas elegíveis.

No comunicado publicado pela Uber, o objetivo é iniciar estas viagens em Las Vegas (EUA) ainda neste verão e, em seguida, em Los Angeles (EUA) em meados de 2027.

Novidades para os usuários da Uber nos Estados Unidos

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Carro autônomo da Zoox (Divulgação: Zoox)

Nos Estados Unidos, a Zoox oferece um aplicativo para celular onde já permitia aos usuários chamar por um robotáxi para viajarem. Mesmo após a parceria com a Uber, o app e serviços da Zoox continuarão a funcionar normalmente.

Embora a empresa de autônomos esteja atrás da Alphabet, a qual já é lidar no mercado local, a implementação dos veículos da Zoox permanece em expansão na cidade de Las Vegas. A Uber declara que os robotáxis da companhia não são simples carros de passeios, mas opções para “transporte e projetados para conforto, conversa e conexão com amigos e familiares.

Dara Khosrowshahi, CEO da Uber, informa o seguinte sobre a segurança dos autônomos da Zoox.

O compromisso da Zoox com a segurança e sua avançada tecnologia de direção autônoma fazem deles um parceiro ideal. Estamos muito felizes em trabalhar juntos para apresentar mais ciclistas ao futuro da mobilidade.

— Dara Khosrowshahi, CEO da Uber

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Os carros autônomos da Zoox contam com uma carroceria quadrada que chama atenção e ausência de volantes ou pedais, feito sob medida para os passageiros. Segundo a Reuters, os carros da empresa já percorreram mais de um milhão de milhas autônomas e atendeu mais de 300.000 passageiros.

A parceria com a empresa de autônomos, contudo, não foi a primeira: a Uber já firmou acordos com outras companhias (como Baidu e Waymo, subsidiária da Alphabet) para fornecer corridas em veículos autônomos em cidades como Phoenix, Austin, Atlanta e até em Dubai.

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BYD vê vendas caírem 36% e perde terreno para rivais chineses

5 de Março de 2026, 10:42

A BYD, gigante global na fabricação de veículos elétricos, registrou uma queda de cerca de 36% nas vendas combinadas de janeiro e fevereiro de 2026, mesmo após ajuste para o impacto do feriado de Ano Novo Chinês, que ocorreu em meados de fevereiro. A retração indica que a liderança da empresa no mercado de elétricos da China está se estreitando, enquanto outras montadoras locais registraram crescimento nas vendas no mesmo período.

As vendas conjuntas de janeiro e fevereiro da Leapmotor alcançaram 60.126 unidades, representando um aumento de 19% em relação ao ano anterior. A Xiaomi vendeu mais de 59.000 unidades, um salto de 48% na comparação anual. Já a Nio e a Zeekr, da Geely, tiveram crescimento expressivo, com aumento aproximado de 77% e 84%, respectivamente. Por outro lado, a Xpeng apresentou a maior queda, com 35.267 entregas, uma redução de cerca de 42%, enquanto a Li Auto teve leve recuo de quase 4%, totalizando 54.089 unidades.

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Marcas de veículos da Geely registraram crescimento expressivo (Imagem: Pavel Shlykov / Shutterstock.com)

Cenário competitivo e liderança da BYD

A redução da liderança da BYD indica um mercado chinês de veículos elétricos mais equilibrado, com ofertas concorrentes se tornando mais atraentes. Segundo Leon Cheng, chefe da área de mobilidade da consultoria YCP, “a liderança da BYD é real, mas está diminuindo. Uma reversão completa é improvável no curto prazo, mas a compressão da participação doméstica é a direção atual”. Entre 2024 e 2025, a empresa detinha cerca de 26% a 34% do mercado de veículos de nova energia, mas concorrentes como Geely e Leapmotor avançaram principalmente no segmento médio, foco principal da BYD.

Estratégias de mercado e exportações

Concorrentes chineses têm buscado agregar valor às suas ofertas mantendo preços competitivos, prática conhecida como involução. O SUV YU7 da Xiaomi foi o veículo de passageiros mais vendido na China em janeiro, superando o Tesla Model Y em mais que o dobro de unidades.

Xiaomi YU7
Veículo da Xiaomi superou o Tesla Model Y na China em mais que o dobro de unidades (Imagem: Divulgação/Xiaomi)

Para enfrentar a competição doméstica, a BYD tem ampliado sua atuação em mercados internacionais. Em fevereiro, pela primeira vez, as exportações da empresa superaram suas vendas internas. Cheng afirma que “as exportações são o amortecedor da BYD — vendas externas acima de 1 milhão de unidades em 2025 não podem ser igualadas por rivais puramente domésticos”.

No mercado interno, a empresa deve lançar novos produtos ainda em 2026, com destaque para novas baterias e recursos de assistência avançada ao motorista, seguindo estratégias anteriores que impulsionaram a demanda sem gerar guerra de preços.

Incentivos e desafios no mercado chinês

Apesar do crescimento de alguns concorrentes, o mercado chinês de elétricos enfrenta demanda mais lenta, parcialmente devido à reintrodução do imposto de compra de 5% sobre veículos de nova energia, anteriormente isentos da taxa de 10%. Segundo Abby Tu, analista da S&P Global Mobility, essa mudança representa um acréscimo significativo no custo para o consumidor e pode reduzir a demanda por novos veículos elétricos.

Algumas montadoras têm buscado estimular a procura interna com opções de financiamento atrativas, como empréstimos com juros reduzidos ou nulos por períodos prolongados, estratégia adotada por empresas como Tesla e Xiaomi.

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Diferenciação e nichos de mercado

Com a concorrência aumentando, a diferenciação se torna um desafio. Algumas montadoras buscam nichos em segmentos de luxo, enquanto a BYD tenta manter sua posição ajustando portfólio de produtos e explorando mercados externos, ao mesmo tempo em que prepara lançamentos domésticos para reforçar sua competitividade.

Logo da BYD em close em um carro
BYD aposta em ajustar o portfólio de produtos e explorar mercados externos para manter sua posição (Imagem: LewisTsePuiLung / iStock)

O cenário mostra um mercado de elétricos chinês em transformação, com disputas acirradas e estratégias variadas para capturar consumidores em um momento de crescimento desigual e ajuste de incentivos fiscais.

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