Visualização normal

Received before yesterdayOlharDigital

Trump telefonou para a tripulação da Artemis 2 – e se gabou de salvar a NASA

7 de Abril de 2026, 17:03

Uma chamada inédita entre a tripulação da Artemis 2 e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcou a noite de segunda-feira (6). Após terem estabelecido um novo recorde de distância para uma missão tripulada, os quatro astronautas a bordo da cápsula Orion tiveram uma ligação telefônica de cerca de 12 minutos com o republicano.

Na conversa, Trump alternou elogios à missão com comentários sobre sua própria atuação junto à NASA. O diálogo teve momentos de silêncio por parte da tripulação, que pareceu ficar sem saber o que responder.

Um dos pontos que chamou atenção foi quando o presidente afirmou que teria salvo a agência espacial do fechamento em seu primeiro mandato. “Sabe, eu tinha uma decisão a tomar no meu primeiro mandato, e a decisão é: ‘O que vamos fazer na NASA? Vamos reabri-la ou vamos fechá-la?’ E eu não hesitei muito”. Em seguida, completou: “Gastamos o que tínhamos que gastar”.

Apesar de o governo Trump ter investido em programas de voos tripulados – especialmente o Artemis -, a gestão também propôs cortes significativos no orçamento geral da agência. Em 2025, já no início do segundo mandato do republicano, a Casa Branca sugeriu uma redução de 24% nos recursos da NASA, o que levou a críticas de especialistas e à reação do Congresso. Parlamentares de ambos os partidos acabaram aprovando um orçamento mais robusto, de US$ 24,4 bilhões.

Mesmo assim, ele segue com novas propostas de redução. Três dias depois do lançamento da Artemis 2, Trump enviou ao Congresso um plano orçamentário para 2027 que prevê cortes de 23% na NASA.

Durante a chamada, o presidente também destacou o papel dos Estados Unidos na exploração espacial e elogiou a missão. Segundo ele, os astronautas realizaram uma “incrível jornada rumo às estrelas” e “inspiraram o mundo inteiro”. Trump ainda afirmou que o país continuará liderando a corrida espacial: “Os Estados Unidos não ficarão atrás de ninguém no espaço e em tudo o mais que fazemos”.

Astronautas de volta á Lua: O dia mais tenso da missão Artemis, quanto tempo os astronautas ficarão sem contato com a Terra?
Astronautas da Artemis 2 se tornaram os humanos a chegar mais longe do planeta Terra – NASA

Cooperação internacional na Artemis 2

Segundo o The Guardian, a conversa incluiu ainda uma troca com o astronauta canadense Jeremy Hansen, que destacou a cooperação internacional no programa. Hansen respondeu que a participação de outros países reflete uma “decisão intencional” dos Estados Unidos de liderar projetos colaborativos no espaço.

Trump também aproveitou para se gabar e contou mais de uma vez sobre sua amizade com o jogador de hóquei no gelo aposentado Wayne Gretzky.

Em outro momento, a comunicação foi interrompida por um longo silêncio, encerrado com uma checagem técnica conduzida por Jared Isaacman, chefe da NASA e aliado do presidente. O comandante da missão, Reid Wiseman, retomou o contato ao confirmar: “Sim, senhor presidente, nós ouvimos isso”.

Leia mais:

Ao final, Trump convidou os astronautas para uma recepção na Casa Branca após o retorno à Terra e afirmou que gostaria de receber autógrafos da equipe. “Vou pedir ao Jared para te trazer aqui, e vou pedir seu autógrafo, porque eu não costumo pedir autógrafos, mas você merece”, declarou.

A resposta da tripulação veio por meio do piloto Victor Glover, que agradeceu o contato e destacou o caráter coletivo da missão. “Foi uma emoção e uma honra indescritíveis ter participado desta jornada. Hoje foi incrível, mas esta jornada de três anos tem sido incrível, e só foi possível graças ao povo americano e ao povo canadense”, declarou.

Quer saber mais sobre a jornada da NASA rumo à Lua? Confira nossa cobertura especial sobre a Artemis 2.

O post Trump telefonou para a tripulação da Artemis 2 – e se gabou de salvar a NASA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Artemis 2 deixa gravidade da Lua e segue de volta para casa

7 de Abril de 2026, 15:51

Após momentos emocionantes, que ficarão para sempre na memória dos quatro astronautas da missão Artemis 2, é hora de pegar o rumo de casa. A cápsula Orion, levando a bordo Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, deixou a zona de influência lunar nesta terça-feira (7).

De acordo com a NASA, isso ocorreu às 14h23 (horário de Brasília), momento em que a nave deixou de ser puxada principalmente pela gravidade da Lua, começando oficialmente o trajeto de volta à Terra, que passou a exercer a maior influência sobre sua trajetória.

We anticipate that the Orion spacecraft has now departed the lunar sphere of influence — this is when the gravitational pull of the Moon is stronger than the gravitational pull of Earth.

The Artemis II crew are headed home. Splashdown will take place on Friday, April 10. pic.twitter.com/uZC3YZf45N

— NASA Artemis (@NASAArtemis) April 7, 2026

Após uma chamada direta com a tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS), os astronautas da Artemis 2 passaram cerca de meia hora conversando com Kelsey Young, líder científica da missão em solo, para compartilhar suas impressões sobre o sobrevoo lunar.

A conversa abordou tanto o que eles viram da Lua quanto detalhes do processo científico, como o reflexo da luz da Terra nas janelas e no interior da Orion e o brilho da fita laranja usada na espaçonave para proteger e organizar equipamentos eletrônicos, que influenciaram a coleta de dados durante a missão.

Depois da reunião, os tripulantes iniciaram períodos de folga escalonados para descansar e recuperar energia, preparando-se para realizar as tarefas finais antes da tão aguardada reentrada na atmosfera da Terra.

Se tudo sair conforme o planejado pela NASA, às 22h03, os propulsores da Orion serão acionados para a primeira de três manobras de correção de rota da nave de volta à Terra. Durante essa operação, Koch e Hansen acompanharão os sistemas da espaçonave e verificarão cada etapa do procedimento, garantindo que a cápsula siga corretamente o trajeto rumo ao planeta.

astronautas da missão artemis 2
Astronautas da missão Artemis 2 a bordo da cápsula Orion – Imagem: NASA

Dia do sobrevoo histórico na Lua foi marcado por emoção

Na segunda-feira (6), sexto dia da missão Artemsi 2, a nave Orion realizou um sobrevoo histórico, passando pelo lado oculto da Lua. A tripulação a bordo teve visões inéditas do satélite, observando regiões que nenhum ser humano jamais havia contemplado de perto.

Mesmo antes desse feito inesquecível, o dia já foi de fortes emoções, com a tripulação sendo despertada por uma mensagem gravada do veterano da NASA Jim Lovell, falecido em 2025. Participante das icônicas missões Apollo 8, que contornou a Lua pela primeira vez, e Apollo 13, que até então havia alcançado a maior distância da Terra já percorrida por humanos, ele deixou palavras especiais para a tripulação da Artemis 2. Confira a mensagem aqui.

E isso foi apenas o começo. Pouco antes das 15h, mais precisamente às 14h56. a missão superou o recorde de cerca de 400 mil km de distância da Terra atingido em 1970 pela Apollo 13. Em torno de 10 minutos mais tarde, os astronautas iniciaram oficialmente suas observações lunares, o que se estendeu ao longo de aproximadamente sete horas.

“Da cabine da Integrity [nome dado à cápsula Orion pela tripulação], aqui, enquanto ultrapassamos a maior distância já percorrida por humanos a partir do planeta Terra, fazemos isso honrando os esforços e feitos extraordinários de nossos antecessores na exploração espacial humana”, disse Wiseman. “Continuaremos nossa jornada ainda mais longe no espaço antes que a Mãe Terra consiga nos trazer de volta a tudo o que nos é caro, mas, acima de tudo, escolhemos este momento para desafiar esta geração e a próxima a garantir que este recorde não dure muito tempo.”

imagem da terra com estrelas ao redor e vênus ao fundo. foi tirada pela missão artemis 2
Uma das primeiras imagens da Terra obtidas durante a missão Artemis 2 – Imagem: NASA

Hansen informou aos controladores da missão que a tripulação da Artemis 2 gostaria de nomear oficialmente duas crateras na Lua. Uma delas deve receber o nome de Integrity, em referência à cápsula Orion da missão, localizada entre a bacia Orientale e a cratera de impacto Ohm. A outra, de Carroll, em homenagem à falecida esposa do comandante Wiseman.

“Existe uma formação em um ponto muito especial da Lua, na fronteira entre o lado visível e o lado oculto. Ela fica exatamente no lado visível, e em certos momentos poderemos avistá-la da Terra”, disse, com a voz embargada. Os astronautas foram vistos enxugando as lágrimas, e, ao final da mensagem, os quatro se abraçaram enquanto o Centro de Controle confirmava por rádio a nomeação das crateras, na presença das filhas e familiares de Wiseman.

Leia mais:

Pontos importantes foram atingidos com a Orion “em silêncio”

Quando a Orion passou atrás da Lua, bloqueando temporariamente os sinais de rádio com a Terra, a comunicação foi interrompida por cerca de 40 minutos, como já era previsto pela NASA. Um pouco antes da perda do contato, os astronautas presenciaram o Earthset (o “pôr da Terra”). A imagem desse momento de “despedida” do planeta foi publicada esta manhã pela NASA nas redes sociais, entrando para a galeria de registros mais icônicos da exploração espacial humana.

Ready… set… Earth! 🌎
As Artemis II flew around the far side of the Moon, the crew captured a new view of home. These images show Earthset, when Earth dips below the lunar horizon. Parts of Australia & Oceania are visible, while the dark side of Earth is experiencing nighttime. pic.twitter.com/gVgFwFQPgZ

— NASA Earth (@NASAEarth) April 7, 2026

Durante esse período sem comunicação, a espaçonave chegou à sua maior aproximação da Lua, a cerca de 6.546 km de altitude. Pouco depois, os astronautas atingiram o ponto mais distante da Terra em toda a missão: 406.771 km, a maior distância já percorrida por seres humanos.

Ao concluir a passagem pelo lado oculto da Lua, a tripulação pôde ver o Earthrise (o “nascer da Terra”), com o planeta ressurgindo no horizonte lunar – lembrando a cena da emblemática foto feita pela Apollo 8 há quase sete décadas. Nesse momento, a comunicação com o controle da missão foi restabelecida.

earthrise lua
“Earthrise”, famosa foto tirada por William Anders, em 1968, mostrando a Terra “nascendo” na superfície lunar – Crédito: William Anders/NASA

Artemis 2 viu eclipse solar exclusivo

Para encerrar o dia mais importante da missão, sem contar o lançamento e o retorno à Terra, os astronautas da Artemis 2 tiveram a oportunidade de observar um eclipse solar total de uma perspectiva inédita. Eles foram as únicas quatro pessoas no mundo a testemunhar o fenômeno.

O eclipse não foi visível da Terra porque a posição do Sol, da Lua e do planeta não permitia. Do ponto de vista da Orion, a Lua cobriu totalmente o Sol, oferecendo à tripulação um espetáculo único e exclusivo.

O fenômeno começou por volta das 21h35. A Lua parecia enorme e bloqueava completamente o disco solar. Assim, os astronautas puderam observar a coroa solar, camada externa do Sol que normalmente não é visível por causa do brilho intenso da estrela.

Com duração de cerca de 53 minutos, o evento foi muito mais longo do que os eclipses totais vistos da Terra, que costumam levar menos de sete minutos. A equipe foi instruída a descrever detalhes da coroa solar, como formas, cores e variações de brilho. Essas observações vão ajudar cientistas a estudar melhor os processos do Sol.

Quer saber mais sobre a jornada da NASA rumo à Lua? Confira nossa cobertura especial sobre a Artemis 2.

O post Artemis 2 deixa gravidade da Lua e segue de volta para casa apareceu primeiro em Olhar Digital.

NASA propõe nova estratégia para estações espaciais comerciais

25 de Março de 2026, 19:02

A NASA estuda uma nova forma de apoiar a criação de estações espaciais comerciais para substituir a Estação Espacial Internacional (ISS). A mudança foi apresentada durante o evento Ignition, na terça-feira (24), quando a agência também revelou iniciativas para uma base lunar e uma missão de propulsão nuclear rumo a Marte em 2028.

Atualmente, a NASA financia empresas privadas no programa Destinos Comerciais em Órbita Terrestre Baixa (CLD, na sigla em inglês). Essas empresas recebem recursos iniciais para desenvolver suas estações e aguardam a segunda fase do programa, quando a agência poderia oferecer financiamento adicional antes de contratar serviços dessas futuras instalações.

Em resumo:

  • NASA propõe nova estratégia para estações espaciais comerciais;
  • Programa atual ainda não garante viabilidade econômica;
  • Agência considera comprar módulo central acoplado à ISS;
  • Módulo permitiria expansão gradual de estações comerciais privadas;
  • A meta é substituir a ISS até 2030 de forma segura.
Estação Espacial Orbital Reef. (Crédito da: Sierra Space/Blue Origin)
Estação Espacial Orbital Reef, projeto da Blue Origin. Créditos: Sierra Space/Blue Origin

Desafios financeiros das estações espaciais comerciais

O objetivo do CLD era que a NASA fosse apenas mais um cliente, junto com outras agências e empresas. Mas o mercado ainda não se consolidou como esperado. Faltam estudos independentes que comprovem a viabilidade econômica de uma estação comercial sustentada apenas por apoio parcial da NASA.

“Há interesse de investidores, mas não existem dados independentes que confirmem a sustentabilidade econômica dessas estações”, disse Dana Weigel, gerente do programa da ISS. Segundo o site Spacenews, ela afirmou que o mercado não amadureceu no ritmo previsto: pesquisas indicam que ainda faltam cerca de 10 anos para atingir um cenário mais estável.

Outra preocupação é a capacidade das empresas em lidar com operações complexas de uma estação espacial. Amit Kshatriya, administrador associado da NASA, destacou que a indústria ainda não tem experiência nem recursos suficientes para gerenciar a logística exigida. Além disso, o orçamento da agência não permite apoiar duas estações simultaneamente.

“O caminho original é cheio de riscos”, afirmou Weigel. Por isso, a NASA estuda duas alternativas: continuar o programa CLD como está ou assumir um papel mais ativo no desenvolvimento de uma estação comercial.

Na segunda opção, a agência compraria um módulo central que seria acoplado à ISS. Ele forneceria serviços básicos como energia, propulsão, suporte à vida e portas de acoplamento para módulos comerciais adicionais. Mais tarde, todo o conjunto poderia se separar da ISS, formando uma estação independente, possivelmente levando alguns módulos da estação atual.

Segundo Weigel, um módulo central adquirido pela NASA funcionaria como base para expansão de módulos comerciais. Isso permitiria que a indústria amadurecesse e a demanda crescesse após a separação da ISS.

Conceito apresentado pela NASA em evento realizado na terça-feira (24) propõe que a agência adquira um módulo acoplado à ISS que poderia servir como núcleo de uma estação comercial. Créditos: NASA/Tradução Gemini

Leia mais:

NASA pretende acelerar com nova alternativa

O projeto não é totalmente novo. Há dez anos, a NASA já ofereceu uma porta de acoplamento da ISS para módulos comerciais. Em 2020, a Axiom Space recebeu essa porta e planeja usá-la em seu módulo central para sua própria estação. Weigel enfatizou, porém, que o novo módulo central não será exclusivo de nenhum fornecedor, buscando atrair interesse amplo da indústria.

A agência pretende avançar rapidamente com essa alternativa. Dependendo do retorno da indústria a uma solicitação de informações, a NASA pode lançar uma minuta de pedido de propostas para o módulo central em poucos meses.

Ilustração artística da estação espacial que a empresa Axiom Space planeja instalar na órbita da Terra. Crédito: Axiom Space

Além disso, a NASA quer estimular a demanda comercial com mais missões privadas de astronautas à ISS. Atualmente há uma por ano, mas a ideia é subir para duas, permitindo que empresas vendam o assento reservado ao comandante da missão, incluindo a venda para a própria agência.

Mesmo com as mudanças, a NASA não pretende prolongar a vida da ISS indefinidamente. Os planos atuais preveem desativar a estação em 2030, embora um projeto de lei no Senado possa estender esse prazo até 2032. “Nossa missão é avançar para estações comerciais até 2030”, afirmou Weigel. “Não mudamos o objetivo, apenas a forma de chegar lá.”

O administrador da agência, Jared Isaacman, reforçou: “Ninguém defende manter a ISS para sempre. Queremos fazer a transição de forma correta, avaliando todas as opções agora.”

Com essa estratégia, a NASA busca garantir que a sucessão da ISS aconteça de forma segura, sustentável e economicamente viável, abrindo caminho para a expansão de estações espaciais de propriedade e operação comercial no futuro próximo.

O post NASA propõe nova estratégia para estações espaciais comerciais apareceu primeiro em Olhar Digital.

Satélite deve cair na Terra esta noite, segundo a NASA

10 de Março de 2026, 14:54

Um satélite da NASA deve cair na Terra nesta terça-feira (10), após quase 14 anos em órbita. A espaçonave é a Van Allen Probe A, que pesa cerca de 600 kg. Ela foi lançada em agosto de 2012 ao lado de sua “irmã gêmea”, Van Allen Probe B, em uma missão científica voltada ao estudo dos cinturões de radiação que cercam o planeta.

Essas regiões, conhecidas como cinturões de Van Allen, concentram partículas energéticas presas pelo campo magnético da Terra. Elas são influenciadas pela atividade do Sol e podem afetar satélites, astronautas e sistemas tecnológicos usados no dia a dia, como comunicações, navegação e redes elétricas.

Em resumo:

  • Satélite Van Allen Probe A deve cair na Terra esta noite;
  • Missão estudou cinturões de radiação ao redor do planeta;
  • As duas sondas (A e B) superaram a duração prevista da missão;
  • Reentrada na atmosfera destruirá quase toda a espaçonave;
  • Risco de destroços atingirem pessoas é extremamente baixo.
Representação artística das sondas Van Allen nos cinturões de radiação da Terra. Crédito: NASA/Goddard

Sobre a missão Van Allen Probe

As duas sondas foram desativadas em 2019, após cumprirem seus objetivos científicos. Mas, mesmo inoperantes, continuaram orbitando o planeta. Segundo a Força Espacial dos Estados Unidos, a reentrada na atmosfera terrestre da Van Allen Probe A está prevista para ocorrer por volta das 20h45 de segunda-feira (9), no horário de Brasília, com margem de erro de até 24 horas.

Durante a descida, a maior parte da espaçonave deve se desintegrar ao atravessar a atmosfera. O atrito com o ar provoca temperaturas extremamente altas, capazes de destruir grande parte da estrutura do satélite. Ainda assim, alguns fragmentos podem sobreviver à reentrada.

Crédito: NASA / Goddard Space Flight Center Scientific Visualization Studio

Leia mais:

NASA garante: risco de alguém ser atingido por satélite é mínimo

Felizmente, o risco para a população é considerado muito baixo. De acordo com a NASA, a chance de alguém ser atingido por destroços é de aproximadamente 1 em 4.200. Esse cálculo leva em conta que cerca de 70% da superfície da Terra é coberta por oceanos. Por isso, a maior probabilidade é que eventuais fragmentos caiam no mar ou em regiões remotas e pouco habitadas.

A missão das sondas Van Allen deveria durar apenas dois anos, mas os equipamentos continuaram funcionando por muito mais tempo. A sonda B operou até julho de 2019, enquanto a sonda A seguiu ativa até outubro daquele ano.

Mesmo após o fim das operações, os dados coletados continuam sendo analisados por cientistas. As informações ajudam pesquisadores a compreender melhor o clima espacial e seus efeitos sobre satélites e tecnologias usadas na Terra.

O post Satélite deve cair na Terra esta noite, segundo a NASA apareceu primeiro em Olhar Digital.

❌