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Redes sociais podem ganhar novas obrigações após decisão do STF

17 de Junho de 2026, 08:09

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (17) uma análise que pode alterar a forma como grandes empresas digitais respondem por conteúdos publicados na internet. Entre os recursos analisados estão questionamentos apresentados por Facebook e Google.

Na prática, explica o G1, a decisão poderá influenciar a maneira como plataformas digitais lidam com conteúdos publicados por usuários e servir de referência para futuras decisões da Justiça em todo o país.

Tela de smartphone com ícones de Google, Apple, Meta e Amazon alinhados na parte superior
O julgamento pode redefinir como plataformas digitais respondem por conteúdos publicados por usuários. Imagem: Koshiro K/Shutterstock – Imagem: Koshiro K/Shutterstock

O que está em jogo para as Big Techs no julgamento

No centro do julgamento está o entendimento do STF sobre o artigo 19 do Marco Civil da Internet, que estabelece em quais situações as companhias podem responder por danos relacionados a publicações feitas por usuários.

No ano passado, a Corte concluiu que a regra não oferecia proteção suficiente aos direitos fundamentais e definiu que sua interpretação deveria ser ampliada. Com isso, os provedores passaram a ficar sujeitos à responsabilização civil em um número maior de situações.

É justamente nesse ponto que entra a próxima etapa da análise. O ministro Dias Toffoli, relator do caso, deve apresentar a tese que reunirá as regras gerais a serem seguidas pelas empresas.

O julgamento é acompanhado de perto pelas grandes plataformas porque a decisão poderá redefinir a forma como elas respondem a disputas envolvendo conteúdos publicados por terceiros.

Ilustração de mão batendo martelo cuja cabeça é um smarpthone; ao fundo, a fachada de uma corte da Justiça
O julgamento é acompanhado de perto pelas big techs por seu potencial impacto no setor digital. Imagem: N Universe/Shutterstock – Imagem: N Universe/Shutterstock

Prazo de adaptação e dever de cuidado

Na última semana, o STF formou maioria para estabelecer um prazo de 60 dias para que as empresas implementem as medidas determinadas pela Corte.

Entre as exigências está o chamado dever de cuidado, um conjunto de ações voltadas à redução de riscos e ao combate de conteúdos ilícitos.

As medidas incluem:

  • Ações para reduzir violações de direitos fundamentais;
  • Canais específicos para pedidos de retirada de conteúdo;
  • Mecanismos de combate a práticas ilícitas.

O voto de Toffoli também mantém obrigações relacionadas a casos considerados mais graves, como crimes antidemocráticos, terrorismo, incitação ao racismo e induzimento ao suicídio. Além disso, prevê punições em situações de falha sistêmica dos serviços.

marco civil da internet
O artigo 19 do Marco Civil da Internet voltou ao centro de uma das discussões mais importantes sobre tecnologia no Brasil. Imagem: Tashatuvango / iStock

Divergências e possíveis impactos

Mas nem todos os ministros concordam sobre quando as novas regras devem começar a valer.

Toffoli defendeu um critério ligado à conclusão da análise. Já o ministro Flávio Dino argumentou que a aplicação deveria ocorrer de forma imediata.

Quanto mais protelar, mais a tecnologia será outra e o julgamento cairá em espécie de desuso.

Flávio Dino, Ministro do Supremo Tribunal Federal, durante julgamento.

Há ainda uma discussão importante sobre os chamados provedores neutros, ou seja, serviços que exercem pouca ou nenhuma interferência na circulação de conteúdos.

O debate busca definir se essas plataformas continuariam dependendo de decisão judicial específica para eventual responsabilização. Durante as discussões, a Wikipedia foi citada como exemplo de serviço que não impulsiona conteúdos.

Leia mais:

Quando o julgamento for concluído, a decisão deverá ser seguida por juízes e tribunais de todo o Brasil. As determinações permanecerão válidas até que o Congresso Nacional aprove uma legislação específica para tratar dos deveres dos provedores digitais e da proteção dos usuários na internet.

Independentemente do resultado final, a decisão deve ter efeitos duradouros sobre a atuação das plataformas digitais no Brasil e sobre a forma como disputas envolvendo conteúdo online serão analisadas pela Justiça.

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Apple Wallet cumpre finalmente promessa e lança a funcionalidade mais pedida pelos utilizadores

25 de Abril de 2026, 23:47

A Apple está transformando o iPhone em uma carteira universal definitiva com a chegada de novos recursos baseados em inteligência artificial. Com o uso da Apple Wallet Inteligência Artificial, usuários poderão digitalizar cartões físicos de academia ou bibliotecas apenas com a câmera. Essa funcionalidade promete eliminar de vez a necessidade de carregar plásticos extras no dia a dia.

Como a Apple Wallet Inteligência Artificial vai digitalizar cartões físicos?

De acordo com um vazamento de código reportado pelo MacObserver, a nova funcionalidade utilizará modelos avançados de visão computacional para identificar e extrair dados de cartões não-bancários. O sistema será capaz de reconhecer códigos de barras, números de identificação e logotipos para gerar um passe digital compatível com o ecossistema iOS.

O processo foi desenhado para ser intuitivo, removendo a fricção de ter que baixar aplicativos específicos para cada estabelecimento que o usuário frequenta. Ao capturar a imagem, o sistema organiza as informações de forma estruturada, permitindo que o cartão seja usado via NFC ou exibição de QR Code diretamente na tela do dispositivo.

📸 Captura Instantânea: O usuário tira uma foto do cartão físico usando o app Wallet.

🧠 Processamento Neural: A IA processa as informações e cria um layout digitalizado.

💳 Carteira Pronta: O novo cartão aparece na Apple Wallet pronto para uso imediato.

Quais são os benefícios dessa nova tecnologia para o usuário?

A principal vantagem reside na centralização de documentos e passes em um único ambiente seguro, reduzindo drasticamente o volume físico transportado pelo usuário. Além de facilitar a organização, a digitalização permite que cartões de fidelidade e de serviços locais, que antes não tinham suporte oficial, passem a fazer parte da rotina digital.

Outro ponto relevante é a acessibilidade aprimorada, já que os cartões digitais podem ser sincronizados com o Apple Watch e outros dispositivos do usuário através do iCloud. Isso garante que, mesmo sem a carteira física ou o cartão em mãos, o acesso a clubes, bibliotecas e academias permaneça garantido e ágil.

  • Redução do uso de plásticos descartáveis e cartões físicos.
  • Notificações baseadas em localização para sugerir o uso do cartão correto.
  • Segurança biométrica (FaceID ou TouchID) para acessar os dados.
  • Facilidade na organização de passes de eventos e clubes de pontos.
Apple Wallet cumpre finalmente promessa e lança a funcionalidade mais pedida pelos utilizadores
A centralização de passes digitais elimina a necessidade de carregar plásticos extras – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Como a Apple Wallet Inteligência Artificial se compara ao sistema antigo?

Anteriormente, para que um cartão pudesse ser adicionado à carteira do iPhone, o estabelecimento precisava desenvolver um arquivo específico ou ter integração direta via API da Apple. Isso limitava a tecnologia apenas a grandes redes de supermercados, companhias aéreas e bancos com alta capacidade tecnológica.

Com a introdução da Apple Wallet Inteligência Artificial, a barreira de entrada é eliminada, pois o controle da digitalização passa para as mãos do consumidor final. O usuário não depende mais da infraestrutura digital da empresa emissora do cartão, bastando que o objeto físico contenha informações visuais claras para a conversão.

Recurso Sistema Anterior Nova Apple Wallet
Adição de Cartão Dependia da empresa emissora Feita pelo usuário via câmera
Compatibilidade Apenas parceiros oficiais Universal (qualquer cartão)
Automação Manual e burocrática Processamento via IA

O que dizem os códigos vazados sobre a segurança dos dados?

A segurança é um pilar fundamental da Apple, e o processamento dessa inteligência artificial deve ocorrer integralmente dentro do dispositivo (on-device). Isso significa que as fotos tiradas e os dados extraídos não são enviados para os servidores da empresa, garantindo a privacidade total das informações contidas nos cartões digitalizados.

Adicionalmente, os cartões criados via IA serão protegidos pelas mesmas camadas de segurança dos cartões de crédito tradicionais no iOS. O acesso a eles exigirá autenticação via FaceID ou TouchID, impedindo que pessoas não autorizadas utilizem seus passes caso o celular seja perdido ou roubado.

Quando essa funcionalidade estará disponível para o público geral?

Embora os códigos já tenham sido identificados em versões preliminares de desenvolvimento, a expectativa é que o recurso seja anunciado oficialmente durante a WWDC deste ano. A funcionalidade deve chegar aos usuários finais com o lançamento do iOS 18, previsto para o segundo semestre, acompanhando os novos modelos de iPhone.

Analistas do setor acreditam que a Apple liberará versões beta públicas logo após o anúncio, permitindo que entusiastas testem a digitalização de cartões antecipadamente. Até lá, a empresa deve refinar os algoritmos de reconhecimento para garantir que o sistema funcione com a maior variedade possível de cartões físicos ao redor do mundo.

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Microsoft: 90% dos adolescentes no Brasil já tomaram “ações defensivas” na internet

10 de Fevereiro de 2026, 18:16

A Microsoft divulgou, nesta terça-feira (10), a décima edição de sua Pesquisa Global de Segurança Online, que analisa como pessoas de diferentes idades utilizam e veem a tecnologia online. A nova edição foi realizada com quase 15 mil adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos, e adultos, distribuídos em 15 países (incluindo o Brasil).

Uma das principais descobertas foi que a exposição dos adolescentes ao risco aumentou novamente: com discurso de ódio (35%), golpes (29%) e cyberbullying (23%) entre os danos mais comumente sofridos.

Contudo, esses jovens demonstraram ser bastante resilientes: 72% conversaram com alguém após enfrentarem um risco e o comportamento de comunicação aumentou pelo segundo ano consecutivo.

Além disso, é destaque que 91% das pessoas entrevistadas pela Microsoft dizem se preocupar com os danos causados pela inteligência artificial (IA).

Quais dados a Microsoft colheu dos adolescentes no Brasil?

Confira os principais números colhidos no Brasil:

  • 63% dos entrevistados vivenciaram pelo menos um risco online significativo no último ano;
  • As três principais categorias de risco vivenciadas no Brasil são discurso de ódio (36%), violência gráfica e sangrenta do mundo real (28%) e golpes e fraudes online (27%);
  • Adolescentes estão mais preocupados com cyberbullying (36%), enquanto a maioria das demais gerações se preocupa mais com fraudes e golpes online;
  • 81% dos adolescentes que vivenciaram um risco conversaram com alguém ou o denunciaram;
  • 90% dos adolescentes no Brasil tomaram ações defensivas, como bloquear a ameaça, fechar a conta, etc.

“Ano após ano, a pesquisa contou uma história sobre a evolução dos riscos de segurança online e o impacto real delas. Em 2026, o chamado à ação é mais urgente do que nunca – a menos que a indústria possa oferecer experiências seguras e adequadas a cada faixa etária, os jovens correm o risco de perder o acesso à tecnologia”, diz Courtney Gregoire, vice-presidente e diretora de Segurança Digital da Microsoft.

Criança deitada usando um smartphone
Foram ouvidos jovens de vários países (inclusive do Brasil) (Imagem: Arsenii Palivoda/Shutterstock)

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Outras frentes

A Microsoft também fez parceria com a Cyberlite para entender como adolescentes de 13 a 17 anos estão interagindo com companheiros de IA.

“Por meio de oficinas de co-design com estudantes na Índia e em Singapura, estamos capturando as próprias perspectivas dos jovens sobre os benefícios, riscos e dimensões emocionais do uso da IA — insights que irão informar diretamente recursos educacionais para adolescentes, pais e educadores”, prossegue Gregoire.

“As primeiras descobertas do primeiro workshop em dezembro de 2025 mostram que os jovens valorizam a IA como um espaço sem julgamentos, ao mesmo tempo em que reconhecem as desvantagens: riscos para privacidade, excesso de dependência e erosão do pensamento crítico são maiores para eles do que conselhos ruins”, afirma.

Para ter acesso à pesquisa completa, clique aqui. Já neste link, você vê os dados específicos do Brasil (em inglês).

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