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Google anuncia evolução do reCAPTCHA preparado para combater IA

27 de Abril de 2026, 21:36

O Google anunciou uma mudança significativa em uma das ferramentas de segurança mais utilizadas da internet, o reCAPTCHA, conhecido popularmente pelo teste “eu não sou um robô”. A reformulação marca uma resposta direta ao avanço dos agentes de inteligência artificial (IA), que já conseguem simular comportamentos humanos com facilidade.

A alteração foi apresentada durante o evento Google Cloud Next, junto com o lançamento do Gemini Enterprise Agent Platform, conjunto de serviços voltado para empresas que desejam adotar modelos baseados em agentes de IA, descritas como “empresas agênticas”.

Exemplo de QR Code no novo sistema
Novo sistema será dotado de QR Codes sempre que necessário – Imagem: Divulgação/Google

Teste de robô do Google vai mudar

  • O reCAPTCHA, criado originalmente para impedir acessos automatizados, passa agora a se chamar Google Cloud Fraud Defense;
  • A nova proposta amplia o escopo da ferramenta, que deixa de focar apenas na distinção entre humanos e bots tradicionais para incluir também agentes de IA, considerados a nova fronteira tecnológica;
  • Esses agentes são capazes de executar tarefas de forma autônoma em nome dos usuários, como acessar sites, comparar preços, realizar reservas e efetuar pagamentos;
  • Ao mesmo tempo, esse tipo de tecnologia pode ser explorado para acessos indevidos a serviços, colocando em risco o funcionamento de plataformas digitais.

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Segundo o Google, a nova solução busca preparar a internet para esse cenário, descrito como “web agêntica”. Para isso, a ferramenta passa a monitorar a atividade desses agentes nos sites, identificando, classificando e analisando o tráfego gerado por eles. Além disso, será possível conectar identidades humanas às dos agentes, com o objetivo de avaliar riscos associados aos acessos.

O sistema também utilizará sinais de risco, tipos de automação e a identidade dos agentes para bloquear entradas consideradas suspeitas. Em casos em que um agente tente se passar por uma pessoa, será exigida uma comprovação de identidade humana por meio do escaneamento de um QR Code com o celular.

Apesar das mudanças, o Google afirma que o reCaptcha continuará existindo. No entanto, com a expansão dos agentes de IA, a empresa indica que métodos, como o uso de QR Codes, podem substituir gradualmente a tradicional verificação baseada na frase “eu não sou um robô”.

Logo do Google na fachada de um prédio
Big tech quer preparar a internet para a era da “web agêntica” – Imagem: ZikG/Shutterstock

De acordo com a empresa, a atualização estabelece uma nova camada de proteção diante de um cenário em que o tráfego inválido gerado por bots tende a evoluir para fraudes massivas de identidade conduzidas por agentes de IA.

Ainda que a mudança seja praticamente invisível para a maioria dos usuários, o novo sistema atuará em diferentes etapas da navegação, desde o cadastro e login em sites até processos de pagamento. O objetivo é acompanhar toda a jornada desses agentes, que se tornam cada vez mais autônomos ao circular por plataformas digitais.

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Pompeia: arqueólogos usam IA para recriar rosto de vítima soterrada por vulcão

27 de Abril de 2026, 20:21

O Parque Arqueológico de Pompeia revelou uma reconstrução digital inédita que dá rosto a uma das vítimas da catastrófica erupção do ano 79 d.C. A imagem, gerada por meio de ferramentas de inteligência artificial, mostra um homem adulto tentando se proteger da chuva de pedras vulcânicas, segurando um grande almofariz (uma espécie de tigela pesada) de terracota sobre a cabeça.

Tecnologia a serviço da história

O projeto é um protótipo experimental desenvolvido em colaboração com o Laboratório de Herança Cultural Digital da Universidade de Pádua. Para chegar ao resultado, os pesquisadores combinaram softwares de IA com técnicas avançadas de fotoritocagem, baseando-se estritamente em dados arqueológicos coletados em escavações recentes, conforme detalhado pelo perfil do Parque Arqueológico de Pompeia no Instagram.

Gabriel Zuchtriegel, diretor do parque, afirmou à Reuters que o uso ético da IA pode renovar os estudos clássicos, ilustrando o mundo antigo de forma mais imersiva e acessível ao público geral.

O “homem do almofariz”

Os restos mortais que serviram de base para a imagem foram encontrados na necrópole de Porta Stabia, nos arredores das muralhas da cidade. A análise dos arqueólogos indica que:

  • Proteção improvisada: o homem usou um almofariz de terracota como um “capacete” para se defender dos lapilli (pequenas pedras vulcânicas).
  • Itens de sobrevivência: ele carregava uma lucerna (lâmpada de cerâmica) para enxergar em meio à escuridão das cinzas e dez moedas de bronze.
  • Últimos momentos: ele morreu nas primeiras horas do segundo dia da erupção, enquanto tentava fugir em direção ao mar.

Essa postura de defesa com objetos domésticos coincide com os relatos históricos de Plínio, o Jovem, que descreveu sobreviventes amarrando travesseiros à cabeça para se protegerem da queda de detritos, cita o perfil no Instagram.

Arqueologia e turismo

Soterrada sob metros de cinzas e preservada por séculos, Pompeia é hoje um dos sítios arqueológicos mais importantes do mundo. De acordo com estatísticas citadas pela Reuters, o local recebeu 4,3 milhões de visitantes em 2024, consolidando-se como um dos principais destinos turísticos da Itália.

O uso da IA marca uma nova era para o sítio, permitindo que as descobertas científicas não fiquem restritas a relatórios técnicos, mas ganhem uma face humana que conecta o presente ao passado romano de forma visualmente impactante.

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Hollywood: startup apoiada pela Amazon usa IA para reduzir custos e tempo de produção

25 de Abril de 2026, 06:00

A indústria de Hollywood vive hoje um dilema: o medo da substituição de profissionais por inteligência artificial confronta-se com a pressão extrema por cortes de custos. Nesse cenário, surge a Innovative Dreams, uma startup de serviços de produção que utiliza um modelo híbrido para transformar a forma como filmes e séries são realizados.

Apoiada pela Amazon Web Services (AWS) e pela startup de IA generativa Luma, a empresa utiliza uma combinação de câmeras físicas, paredes de LED gigantes e ferramentas avançadas de IA para acelerar todas as etapas, da pré-produção à pós-produção.

Otimização sem excluir o fator humano

Diferente de modelos que buscam substituir atores por prompts, a Innovative Dreams foca na “captura de performance”. Segundo o CEO Jon Erwin, em entrevista à CNBC, a tecnologia permite fundir a atuação real com ativos digitais, como figurinos e cenários complexos, sem perder a escolha das lentes ou a essência do trabalho do diretor e do ator.

O fluxo de trabalho utiliza uma gama variada de ferramentas, incluindo:

  • Luma: para geração e integração de ativos digitais.
  • Nano Banana (Google): auxílio na composição visual.
  • SeeDream (ByteDance): ferramentas de suporte à imagem.
  • AWS: infraestrutura de nuvem necessária para processar o enorme volume de dados da IA em tempo real.

Resultados práticos: de meses para semanas

A eficácia do método foi testada na série “The Old Stories: Moses”, estrelada por Ben Kingsley. Utilizando o palco virtual da startup, a produção conseguiu filmar em 40 locais diferentes em apenas uma semana. Em um modelo tradicional, esse processo levaria entre cinco e seis semanas e exigiria um orçamento massivo para deslocamentos globais.

Essa agilidade é o que atraiu a Amazon. Samira Bakhtiar, diretora geral da AWS, afirmou à CNBC que a colaboração visa permitir que cineastas trabalhem de formas antes impossíveis, acelerando ciclos de produção em escala com custos reduzidos.

IA como solução para a crise em Los Angeles

A ascensão dessas ferramentas ocorre em um momento de fragilidade para o setor. Desde 2022, o condado de Los Angeles perdeu mais de 40 mil empregos na área de entretenimento, e a atividade de produção atingiu os níveis mais baixos desde 1995.

Embora advogados do setor e sindicatos expressem preocupação com a extinção de funções de entrada e cargos técnicos (como figurinistas e designers de set), Jon Erwin defende que a tecnologia é a única saída para manter as produções em solo americano. Para o executivo, a IA é um método para corrigir um sistema que se tornou insustentável financeiramente, permitindo que novos projetos sejam executados e tragam empregos de volta para a Califórnia.

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Custos bilionários colocam pressão sobre modelo de negócios da IA

7 de Abril de 2026, 17:09

O avanço acelerado da inteligência artificial (IA) está redefinindo não apenas a tecnologia, mas também a lógica financeira das empresas do setor. Em um cenário marcado por investimentos massivos, gastar grandes quantias passou a ser parte essencial da estratégia para crescer — ainda que isso signifique operar no vermelho por anos.

De acordo com documentos financeiros obtidos pelo The Wall Street Journal, as empresas OpenAI e Anthropic projetam gastar juntas quase US$ 65 bilhões (R$ 335,4 bilhões) em 2026 apenas com custos de treinamento e operação de seus modelos de IA. O valor supera a receita gerada por ambas no mesmo período.

A tendência é de forte crescimento. Esses custos combinados devem chegar a US$ 127 bilhões (R$ 655,5 bilhões) no próximo ano e atingir quase US$ 250 bilhões (R$ 1,2 trilhão) até 2029, segundo projeções apresentadas pelas próprias companhias a investidores privados.

No caso da OpenAI, a expectativa é que os gastos com treinamento e inferência — processo pelo qual os modelos respondem às consultas dos usuários — continuem superando a receita até 2029. Já a Anthropic prevê ultrapassar esse ponto já no próximo ano. Ainda assim, outros custos devem manter a empresa controladora do chatbot Claude no prejuízo antes dos impostos também até o fim da década.

Apesar das projeções, o cenário pode mudar. Há a possibilidade de crescimento de receitas em ritmo mais acelerado do que o estimado atualmente. Ainda assim, o histórico recente do setor aponta para uma escalada contínua dos custos.

Smartphone em cima de várias notas de dólar; na tela do aparelho, está o logo da OpenAI
OpenAI e Anthropic investem pesado, mesmo que isso signifique prejuízo no começo – Imagem: izzuanroslan/Shutterstock

Concorrência com gigantes pressiona modelo

  • Além dos altos gastos, OpenAI e Anthropic enfrentam concorrência direta de gigantes da tecnologia que também investem pesadamente em IA, mas contam com negócios principais altamente lucrativos para financiar essas iniciativas;
  • Empresas, como Alphabet (dona do Google) e Meta, devem gerar juntas cerca de US$ 334 bilhões (R$ 1,7 trilhão) em fluxo de caixa operacional neste ano, segundo estimativas da FactSet — uma vantagem significativa frente às startups focadas exclusivamente em IA;
  • Nesse contexto, surge a dúvida sobre o apetite dos investidores. Tanto OpenAI quanto Anthropic estariam planejando realizar ofertas públicas iniciais (IPOs, na sigla em inglês) ainda em 2026, mesmo diante de prejuízos elevados;
  • Casos anteriores mostram que isso não é inédito. A Amazon, por exemplo, operou com prejuízo por anos após seu IPO em 1997, segundo dados da S&P Global Market Intelligence, e acabou se tornando um investimento bem-sucedido no longo prazo;
  • Ainda assim, há diferenças importantes. Na época de sua abertura de capital, a Amazon valia cerca de US$ 430 milhões (R$ 2,2 bilhões) — menos de 0,01% do valor do índice S&P 500. Já OpenAI e Anthropic somam hoje mais de US$ 1,2 trilhão (R$ 6,1 trilhões) em valor de mercado, de acordo com a PitchBook, o equivalente a mais de 2% do índice;
  • Esse contraste indica que a capacidade de controlar custos será um fator decisivo para atrair e manter investidores.

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Estratégias para crescer e atrair clientes

Para ampliar receitas, a Anthropic aposta no mercado corporativo. A empresa planeja investir US$ 200 milhões (R$ 1 bilhão) em uma nova joint venture com grandes companhias de private equity, voltada à venda de ferramentas de IA para empresas de seus portfólios.

A iniciativa também deve atuar como braço de consultoria, orientando clientes sobre como integrar as soluções da startup em suas operações — uma estratégia para acelerar a adoção da tecnologia no ambiente empresarial.

Outro movimento relevante envolve infraestrutura. A Broadcom firmou contrato para fornecer à Anthropic, a partir de 2027, capacidade computacional equivalente a 3,5 gigawatts, utilizando chips TPU desenvolvidos pelo Google.

IA se expande — e enfrenta resistência

Enquanto empresas investem pesado, o impacto da IA já se espalha por diferentes setores. Um exemplo é o sucesso dos óculos inteligentes Ray-Ban, da Meta, que venderam 7,2 milhões de unidades no ano passado, segundo a IDC. A Meta vê o produto como uma porta de entrada para suas soluções de IA, enquanto sua parceira EssilorLuxottica também colhe benefícios comerciais.

Por outro lado, o avanço da infraestrutura necessária para sustentar a IA começa a enfrentar resistência. No Estado do Maine (EUA), uma proposta legislativa pode transformar a região na primeira a impor uma moratória à construção de novos data centers. Movimentos semelhantes já surgem em mais de dez estados estadunidenses, além de dezenas de municípios.

A reação indica que, além dos desafios financeiros, o crescimento da IA também levanta questões sociais e regulatórias — ampliando a complexidade de um setor que já lida com custos cada vez mais elevados.

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Intel se une a projeto de chips de IA de Elon Musk

7 de Abril de 2026, 16:02

A Intel anunciou, nesta terça-feira (7), que participará do projeto Terafab, complexo de fabricação de chips de inteligência artificial (IA) idealizado por Elon Musk em parceria com a SpaceX e a Tesla. A iniciativa tem como objetivo desenvolver processadores capazes de sustentar as ambições do bilionário em áreas, como robótica e infraestrutura de data centers.

Após o anúncio, as ações da Intel subiram mais de 2%, segundo a Reuters. A empresa também divulgou uma imagem em que seu CEO, Lip-Bu Tan, aparece apertando as mãos de Musk, informando que recebeu o empresário em seu campus no último fim de semana.

A entrada da Intel no projeto ocorre meses depois de Musk apresentar planos para que a Tesla construa uma gigantesca fábrica de chips de IA, voltada a acelerar o desenvolvimento de tecnologias autônomas. Na ocasião, ele já havia sugerido a possibilidade de colaboração com a fabricante de semicondutores.

Segundo a Intel, suas capacidades industriais devem acelerar o objetivo do Terafab de produzir um terawatt por ano em capacidade computacional, com foco em avanços futuros em IA e robótica.

Em publicação no X, Lip-Bu Tan afirmou: “Elon tem um histórico comprovado de reinventar indústrias inteiras. Isso é exatamente o que é necessário na fabricação de semicondutores hoje. O Terafab representa uma mudança significativa na forma como lógica de silício, memória e empacotamento serão construídos no futuro.”

Elon has a proven track record of reimagining entire industries. This is exactly what is needed in semiconductor manufacturing today. Terafab represents a step change in how silicon logic, memory and packaging will get built in the future. Intel is proud to be a partner and work… https://t.co/PmzsTLNmad

— Lip-Bu Tan (@LipBuTan1) April 7, 2026

No mês passado, Musk afirmou que sua empresa de foguetes, a SpaceX — que recentemente se fundiu com a empresa de redes sociais e inteligência artificial xAI —, junto com a Tesla, pretende construir duas fábricas avançadas de chips em um grande complexo em Austin, Texas (EUA).

Uma dessas unidades será voltada para veículos e robôs humanoides, enquanto a outra será projetada para data centers de IA no espaço.

Paralelamente, a SpaceX entrou com pedido confidencial para realizar uma oferta pública inicial (IPO) nos Estados Unidos, o que pode resultar em uma das maiores aberturas de capital da história. A expectativa é de que o lançamento no mercado ocorra ainda este ano.

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Reestruturação da Intel ganha fôlego

  • Para a Intel, que vinha ficando atrás de concorrentes na corrida pela IA, a parceria tende a reforçar a confiança dos investidores à medida que seus esforços de reestruturação avançam;
  • A empresa vem registrando melhora financeira, impulsionada pelo aumento da demanda por seus processadores;
  • “A Intel precisa mostrar que pode atender os maiores clientes em seus projetos mais importantes, e isso parece ser o caso com a parceria com a Tesla”, afirmou o analista Gil Luria, da D.A. Davidson, à Reuters, classificando o movimento como um “passo importante” na reestruturação da companhia;
  • Sob a liderança de Lip-Bu Tan há mais de um ano, a Intel vem adotando medidas agressivas para recuperar sua saúde financeira, incluindo cortes de empregos e venda de ativos;
  • A empresa também recebeu bilhões de dólares em investimentos da Nvidia e do governo dos Estados Unidos, que atualmente é seu maior acionista.

Um dos pilares da estratégia de recuperação é o negócio de fabricação de chips sob contrato, conhecido como Intel Foundry, que ainda registra prejuízos significativos. Em 2025, a divisão teve um prejuízo operacional de US$ 10,3 bilhões (R$ 53,3 bilhões), enquanto sua receita cresceu apenas 3%.

Apesar disso, a Intel tem apostado na tecnologia de fabricação 18A. No mês passado, a companhia indicou que essa tecnologia poderá ser oferecida a clientes externos, após ter sido utilizada majoritariamente para fins internos no ano anterior.

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Seu Direito Digital: Europa esbarra em dificuldades para regular IA

26 de Março de 2026, 22:11

Quinta-feira é dia da coluna Seu Direito Digital no Olhar Digital News. O consultor de privacidade e segurança Leandro Alvarenga repercute os principais assuntos jurídicos no setor de tecnologia e tira as dúvidas dos nossos leitores.

Europa esbarra em dificuldades para regular IA 

O adiamento de prazos da Lei de Inteligência Artificial da União Europeia evidencia os desafios práticos de implementar regras para uma tecnologia em rápida evolução. O adiamento sinaliza dificuldades para regular a tecnologia? 

Meta firma acordo para combater exploração de menores na internet 

Um acordo firmado entre o Ministério Público e a Meta estabelece novas obrigações para combater a exploração de crianças e adolescentes nas redes sociais. A medida prevê monitoramento ativo de perfis, criação de mecanismos de denúncia e restrições ao uso de ferramentas de monetização, além de sanções em caso de descumprimento, reforçando a responsabilização das plataformas na proteção de usuários mais vulneráveis. O que muda na prática com esse acordo? 

Homem é preso quatro vezes por engano após falhas no reconhecimento facial 

O caso de um morador de São Paulo detido repetidamente por erro do Smart Sampa, sistema de reconhecimento facial, levanta questionamentos sobre a confiabilidade e os riscos dessa tecnologia. Após ser identificado de forma equivocada como foragido, ele foi conduzido à delegacia em diferentes ocasiões. Esse caso revela problemas estruturais do sistema de reconhecimento facial? 

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Anthropic: juíza barra medida do Pentágono contra empresa

26 de Março de 2026, 21:20

Uma juíza federal dos Estados Unidos determinou o bloqueio temporário de uma medida do Pentágono que classificava a empresa de inteligência artificial (IA) Anthropic como um “risco à cadeia de suprimentos para a segurança nacional”.

A decisão foi proferida pela juíza distrital Rita Lin, que apontou indícios de que a medida teria caráter punitivo. Segundo ela, “o registro sustenta uma inferência de que a Anthropic está sendo punida por criticar a posição de contratação do governo na imprensa”.

Na avaliação da magistrada, a ação do governo pode configurar retaliação ilegal com base na Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos. “Punir a Anthropic por trazer escrutínio público à posição de contratação do governo é um caso clássico de retaliação ilegal da Primeira Emenda”, escreveu.

A decisão judicial ocorre após audiências realizadas no início desta semana e estabelece que a ordem de bloqueio temporário entre em vigor dentro de sete dias.

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claude pentágono
Deliberação começou na terça-feira (24) (Imagem: RixAiArt/Shutterstock)

Anthropic vs Pentágono: linha do tempo

11 de julho de 2024: a Anthropic firmou uma parceria com a Palantir para integrar o Claude à plataforma de IA Palantir AIP. O objetivo era permitir que agências de inteligência e defesa dos EUA usassem a IA para analisar grandes volumes de dados complexos de forma segura.

14 de julho de 2025: o Pentágono concedeu à Anthropic um contrato de prototipagem no valor de US$ 200 milhões (R$ 1 bilhão). O objetivo era desenvolver capacidades de IA de fronteira para a segurança nacional. Outras empresas, como OpenAI e xAI, também receberam contratos de valores similares na mesma época.

Janeiro de 2026: o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, emitiu um memorando exigindo que todos os contratos de IA do Departamento de Defesa incluíssem uma cláusula de “qualquer uso lícito” em até 180 dias. A medida entrou em conflito direto com as políticas de segurança da Anthropic, que proíbem o uso do Claude para vigilância doméstica em massa ou armas totalmente autônomas.

24 de fevereiro de 2026: Hegseth reuniu-se com o CEO da Anthropic, Dario Amodei, exigindo formalmente a assinatura de um documento que garantisse ao exército acesso total e irrestrito aos modelos Claude, sem as “travas” de segurança da empresa.

27 de fevereiro de 2026: fim do prazo estipulado pelo Pentágono. A Anthropic recusou-se oficialmente a remover as salvaguardas. Em resposta, o presidente Donald Trump ordenou que todas as agências federais interrompessem o uso dos produtos da Anthropic. No mesmo dia, Hegseth declarou a empresa um “risco à cadeia de suprimentos”, proibindo qualquer contratante militar de fazer negócios com ela.

28 de fevereiro de 2026: a OpenAI, através de Sam Altman, aproveitou o vácuo deixado pela Anthropic e anunciou um novo acordo para implantar seus modelos na rede classificada do Departamento de Defesa, comprometendo-se com os termos de “uso lícito” exigidos pelo governo.
Enquanto os Estados Unidos baniam a Anthropic, o Pentágono iniciava a Operação Epic Fury, uma ofensiva aérea contra o Irã, usando as ferramentas de IA da empresa.

24 de março de 2026: Anthropic e governo foram aos tribunais pela primeira vez. Houve uma audiência em um tribunal federal da Califórnia, que deliberou sobre a validade da medida tomada pelo Pentágono.

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ChatGPT vai ajudar usuários a pesquisar e comparar produtos sem sair da plataforma

24 de Março de 2026, 15:49

O ChatGPT está recebendo mais funcionalidades voltadas à descoberta e comparação de produtos, em um movimento que amplia o uso da IA no comércio digital. A proposta é transformar a experiência de compra online, reduzindo a necessidade de pesquisar e comparar itens em vários sites.

A novidade permite que usuários pesquisem produtos de forma conversacional, descrevendo o que procuram e refinando resultados ao longo do diálogo. O ChatGPT também passa a exibir opções de forma visual, com comparação lado a lado, incluindo informações como preço, avaliações e características técnicas.

A atualização faz parte da expansão do chamado Protocolo de Comércio Agentic (ACP), uma estrutura que conecta lojistas à plataforma para fornecer dados atualizados de produtos. Com isso, o sistema consegue apresentar resultados mais relevantes e alinhados ao perfil do usuário, considerando fatores como orçamento, preferências e restrições.

Além disso, a experiência agora permite o envio de imagens como referência para encontrar itens semelhantes, o que amplia as possibilidades de busca. A proposta é centralizar em um único ambiente etapas que antes exigiam múltiplas abas e consultas a diferentes fontes.

Segundo a empresa, a mudança também traz ganhos para o varejo. Ao exibir produtos para usuários já próximos da decisão de compra, a plataforma tende a atrair consumidores com maior intenção de conversão. Grandes redes, como Target, Sephora, Best Buy e Home Depot, já participam do ecossistema, assim como lojistas integrados via Shopify.

OpenAI está melhorando experiência de pesquisa de produtos dentro do ChatGPT (Imagem: OpenAI/Divulgação)

No caso da Shopify, os catálogos de produtos já estão conectados automaticamente ao ChatGPT, sem necessidade de configuração adicional por parte dos vendedores. A expectativa é que o protocolo evolua para incluir recursos mais avançados, como personalização, disponibilidade local e estimativas de entrega.

A estratégia também prevê integração com experiências próprias dos varejistas. Em vez de centralizar o pagamento, a plataforma permite que as marcas utilizem seus próprios sistemas de checkout. Um dos exemplos é o Walmart, que lançou uma experiência integrada que leva o usuário da descoberta no ChatGPT para um ambiente personalizado da própria empresa.

As novas funcionalidades estão sendo liberadas gradualmente ao longo desta semana para todos os usuários da plataforma, incluindo planos gratuitos e pagos.

celular com app Gemini
Gemini também está ampliando experiência de compras (Imagem: Mehaniq/Shutterstock)

Gap e Google fecham parceria para compras com IA

Enquanto o ChatGPT avança na etapa de descoberta de produtos, outras empresas seguem caminhos diferentes na integração entre inteligência artificial e comércio eletrônico. Um exemplo é a parceria entre a varejista de moda Gap e o Google.

O acordo prevê a integração direta com o Gemini, sistema de IA do Google, permitindo que consumidores finalizem compras dentro da própria plataforma, sem necessidade de redirecionamento para o site da marca. A iniciativa marca a entrada da Gap como uma das primeiras grandes empresas do setor de moda a adotar esse modelo.

Segundo o site CNBC, nesse formato, os produtos são exibidos com base em dados fornecidos previamente pela própria varejista, garantindo maior controle sobre informações, experiência do usuário e coleta de dados. O pagamento é processado via Google Pay, enquanto a logística permanece sob responsabilidade da Gap.

A empresa também planeja incorporar recursos adicionais, como uma ferramenta de recomendação de tamanho baseada em inteligência artificial, para melhorar a experiência de compra online.

O modelo ainda está em fase de testes.

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OpenAI planeja lançar superaplicativo com o ChatGPT

20 de Março de 2026, 07:41

A OpenAI está desenvolvendo um “superaplicativo” para desktop que vai unir três de suas principais ferramentas em uma única plataforma. A iniciativa pretende juntar o ChatGPT, o Codex (focado em programação) e o navegador Atlas em um só lugar.

A decisão faz parte de uma estratégia maior da empresa para simplificar seu portfólio de produtos, que hoje está espalhado em diferentes abas e aplicativos. As informações foram reveladas pelo The Wall Street Journal, que citou um memorando interno de Fidji Simo, CEO de Aplicações da OpenAI.

De acordo com a executiva, ter múltiplas plataformas separadas está prejudicando o desempenho da empresa como um todo. A fragmentação atual “tem nos atrasado e dificultado atingir o padrão de qualidade que queremos”, escreveu.

Simo chegou a falar com os funcionários na semana passada sobre a necessidade de evitar “distrações com missões secundárias”. A liderança da OpenAI tem analisado quais projetos devem ser despriorizados para focar no que realmente importa.

Após a publicação do WSJ, ela escreveu no X que “as empresas passam por fases de exploração e fases de reorientação” e que é “muito importante redobrar os esforços e evitar distrações”.

Companies go through phases of exploration and phases of refocus; both are critical. But when new bets start to work, like we're seeing now with Codex, it's very important to double down on them and avoid distractions. Really glad we're seizing this moment. https://t.co/FH85IvW6CN

— Fidji Simo (@fidjissimo) March 19, 2026

Superaplicativo da OpenAI é uma tentativa de reorganização interna

A pressão por essa reorganização aumentou depois que a OpenAI passou a enfrentar mais concorrência, especialmente da Anthropic. O Claude Code, ferramenta de programação da rival, ganhou popularidade e tem pressionado a posição do ChatGPT no mercado.

Além disso, o ano passado foi marcado por anúncios grandiosos da desenvolvedora, como o aplicativo de vídeo Sora e a compra da empresa de hardware de IA de Jony Ive. Agora, o foco parece ter mudado para consolidação e eficiência operacional.

Segundo o WSJ, o superaplicativo vale apenas para as versões desktop. A versão para dispositivos móveis do ChatGPT seguirá funcionando.

Procurada pelo jornal, a OpenAI não confirmou os planos oficialmente. O cronograma de lançamento da novidade também não está claro.

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ByteDance suspende Seedance 2.0 após briga com Hollywood

16 de Março de 2026, 13:58

A ByteDance, empresa-mãe do TikTok, pausou o lançamento mundial do seu mais novo modelo de geração de vídeos com inteligência artificial, o Seedance 2.0, depois de enfrentar uma série de disputas de direitos autorais com grandes estúdios de Hollywood e plataformas de streaming. A informação foi publicada pelo site The Information no último sábado, com base em duas fontes com conhecimento direto do assunto. A ByteDance não respondeu aos pedidos de comentário do site ou da agência de notícias Reuters.

A empresa havia planejado disponibilizar o modelo para clientes ao redor do mundo em meados de março, mas os planos foram suspensos diante das ameaças legais. Segundo a reportagem, a equipe jurídica da companhia está trabalhando para identificar e resolver possíveis problemas legais, enquanto engenheiros adicionam salvaguardas para evitar que o sistema gere conteúdo que possa violar propriedade intelectual.

Disney envia carta à ByteDance

Um dos casos mais emblemáticos envolve a Disney, que encaminhou uma carta de cease-and-desist à ByteDance no mês passado. A acusação é de que o Seedance 2.0 teria sido treinado com personagens da empresa sem autorização — incluindo franquias como Star Wars e Marvel — tratando-os como se fossem imagens de domínio público.

Disney tem queda na TV a cabo, mas lucros crescem em parques e streaming
Disney entrou em contato com a dona do TikTok para solicitar que o gerador de vídeo com IA da empresa pare de usar seus personagens sem autorização (Imagem: Bankrx / Shutterstock)

A polêmica ganhou força depois que vídeos gerados pelo modelo viralizaram na China, entre eles uma cena fictícia com os atores Tom Cruise e Brad Pitt em uma briga. A Disney afirmou que a ByteDance pré-configurou o Seedance com uma biblioteca pirata de personagens protegidos por direitos autorais.

Leia mais:

O que é o Seedance 2.0

Lançado oficialmente em fevereiro, o Seedance 2.0 foi apresentado pela ByteDance como uma ferramenta voltada para uso profissional nas áreas de cinema, e-commerce e publicidade. O sistema é capaz de processar texto, imagens, áudio e vídeo simultaneamente, com o objetivo de reduzir custos de produção de conteúdo.

O modelo ganhou projeção internacional ao ser comparado ao DeepSeek, empresa chinesa de IA cujos sistemas rivalizam com os da Anthropic e da OpenAI. Personalidades do setor de tecnologia, incluindo Elon Musk, chegaram a elogiar a capacidade do Seedance de gerar narrativas cinematográficas a partir de poucos comandos.

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Czar de IA de Trump alerta para risco da guerra no Irã ao setor

16 de Março de 2026, 11:28

David Sacks, responsável por inteligência artificial (IA) e criptomoedas na Casa Branca, afirmou que a continuidade da guerra no Irã pode trazer consequências graves, inclusive para o setor de tecnologia. A avaliação foi feita durante participação no podcast All In, em que ele defendeu a busca por uma forma de encerrar o conflito.

Na conversa, Sacks disse que “devemos tentar encontrar uma saída” para a situação. Segundo ele, um dos riscos é que o Irã passe a atacar infraestruturas de petróleo e gás em todo o Oriente Médio, o que poderia ampliar ainda mais as tensões na região.

david sacks
David Sacks ao lado de Robert F. Kennedy Jr. na Casa Branca (Imagem: DT phots1 / Shutterstock.com)

O executivo também mencionou outra possível consequência do conflito. Para ele, o país poderia começar a atingir plantas de dessalinização, responsáveis por fornecer água para grande parte da região, o que poderia provocar uma crise humanitária ainda maior.

Apesar dessa preocupação, Sacks tem um histórico conhecido de posições anti-intervencionistas e chegou a afirmar, durante um discurso na Convenção Nacional Republicana (RNC), que os Estados Unidos teriam “provocado” a Rússia a invadir a Ucrânia.

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Conflito também preocupa mercados e setor de tecnologia

Mesmo ocupando um cargo no governo de Donald Trump, Sacks continua envolvido com o setor privado. Segundo ele próprio, existe também um interesse econômico na redução das tensões, já que encerrar o conflito seria “o que os mercados gostariam de ver”.

A guerra também pode afetar diretamente a indústria de inteligência artificial, área que Sacks supervisiona dentro da Casa Branca. Ataques de drones atribuídos ao Irã levaram a QatarEnergy a interromper a produção de gás natural liquefeito e hélio.

De acordo com a Bloomberg, a empresa responde por um terço do fornecimento mundial de hélio, elemento considerado essencial para a fabricação de eletrônicos e semicondutores.

O economista Andreas Steno Larsen afirmou ao Yahoo! Finance que a situação pode ter efeitos mais amplos no setor tecnológico. Segundo ele, “isso pode potencialmente se transformar em um gargalo para toda a história da IA”.

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Anthropic x Pentágono: disputa reacende debate sobre uso da IA em atividades militares

13 de Março de 2026, 17:01

A disputa entre a Anthropic e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos reacendeu um debate antigo no setor de tecnologia: até que ponto empresas do Vale do Silício devem permitir que suas ferramentas sejam utilizadas em aplicações militares?

Nos últimos dias, o conflito entre a desenvolvedora e o governo americano se intensificou após a Anthropic processar o Pentágono, alegando que sua inclusão em uma lista de “risco à segurança nacional” viola direitos garantidos pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA. A ação judicial ocorre depois de meses de impasse entre as duas partes sobre as condições de uso do Claude.

No centro da disputa está a recusa da Anthropic em autorizar determinados usos de seus modelos de IA, especialmente em sistemas de vigilância em massa e em armamentos totalmente autônomos capazes de tomar decisões letais.

Segundo a empresa, aceitar a exigência do governo de permitir “qualquer uso legal” de sua tecnologia comprometeria princípios de segurança adotados desde sua fundação e poderia abrir espaço para abusos.

A posição da Anthropic colocou em evidência um tema que acompanha o avanço da inteligência artificial: quais limites éticos devem existir quando tecnologias comerciais passam a integrar operações militares?

Para Margaret Mitchell, pesquisadora de IA e cientista-chefe de ética da Hugging Face, a disputa atual não é entre empresas que apoiam ou rejeitam o uso militar da tecnologia. Na avaliação dela, quem busca encontrar “mocinhos e vilões” nesse debate dificilmente encontrará uma separação tão evidente.

Montagem com fotos de Sam Altman, Pete Hegseth e Dario Amodei
Da esquerda para a direita: CEO da OpenAI, Sam Altman; Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth; e CEO da Anthropic, Dario Amodei (Imagem: FotoField e Joshua Sukoff – Shutterstock / Reprodução – TechCrunch)

Mudança de postura no Vale do Silício sobre IA militar

A tensão ocorre em um momento em que as grandes empresas de tecnologia têm se aproximado cada vez mais do setor de defesa. Esse movimento ganhou força durante o governo de Donald Trump, que tem incentivado o uso de inteligência artificial em órgãos federais e ampliado investimentos em capacidades militares.

A possibilidade de contratos lucrativos e de longo prazo com o governo também contribuiu para esse alinhamento. Além disso, o avanço tecnológico da China e o aumento global dos gastos militares passaram a influenciar decisões estratégicas de empresas do setor.

Essa realidade contrasta com a postura adotada há menos de uma década por parte da indústria. Um exemplo é o do Projeto Maven, do Google:

  • Em 2018, milhares de funcionários do Google protestaram contra a participação da empresa no Projeto Maven, um programa do Departamento de Defesa voltado à análise de imagens captadas por drones militares;
  • Na época, mais de 3 mil trabalhadores da companhia assinaram uma carta aberta afirmando que o Google não deveria se envolver em projetos ligados à guerra;
  • Após a mobilização interna, a empresa decidiu não renovar o contrato e publicou diretrizes que proibiam o desenvolvimento de tecnologias capazes de causar danos diretos a pessoas.

Com o passar dos anos, porém, essa postura foi sendo flexibilizada. O Google posteriormente removeu de suas políticas parte da linguagem que restringia o desenvolvimento de tecnologias militares e passou a firmar novos acordos que permitem o uso de suas ferramentas pelas forças armadas.

Recentemente, a empresa anunciou que disponibilizará o Gemini para apoiar o desenvolvimento de agentes de IA em projetos militares.

Outras empresas seguiram um caminho semelhante. A OpenAI, que anteriormente proibia o acesso de forças armadas aos seus modelos, flexibilizou sua política a partir de 2024. A empresa, juntamente com Google, Anthropic e xAI, assinou um contrato de até US$ 200 milhões com o Departamento de Defesa para integrar tecnologias de IA a sistemas militares.

No mesmo dia em que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, classificou a Anthropic como um risco para a cadeia de suprimentos do governo, a OpenAI firmou um novo acordo permitindo que sua tecnologia seja usada em projetos militares confidenciais.

Enquanto isso, companhias focadas diretamente em tecnologia de defesa, como Palantir e Anduril, transformaram a colaboração com o Pentágono em parte central de seus negócios.

Maioria das grandes empresas de tecnologia na corrida de IA já tem contratos com o Pentágono (Imagem: Keith J Finks/Shutterstock)

A posição da Anthropic

Mesmo com o confronto jurídico com o governo, a Anthropic não se posiciona como uma empresa contrária à colaboração com o setor militar.

O cofundador e CEO da companhia, Dario Amodei, afirmou recentemente que a empresa compartilha muitos objetivos com o Departamento de Defesa. Segundo ele, a Anthropic apoia o uso da inteligência artificial para defesa nacional, desde que certas linhas não sejam ultrapassadas.

Leia mais:

Apesar das restrições defendidas pela empresa, documentos judiciais indicam que o governo dos Estados Unidos já utiliza o modelo Claude em diversas atividades militares. Entre elas estariam análise de ameaças, processamento de documentos confidenciais e operações relacionadas ao campo de batalha.

O Olhar Digital fez uma linha do tempo do conflito entre a Anthropic e o Pentágono. Você pode acessá-la neste link.

(O texto usou informações do jornal The Guardian.)

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O plano da dona do TikTok para driblar os EUA e usar chips de IA potentes da Nvidia

13 de Março de 2026, 08:03

A ByteDance, empresa dona do TikTok, estabeleceu uma rota logística e jurídica para contornar o bloqueio tecnológico dos Estados Unidos e usar GPUs Nvidia Blackwell (B200), considerados os “motores” mais potentes da inteligência artificial (IA) atual. É o que o Wall Street Journal revelou na quinta-feira (12).

A manobra é basicamente montar data centers fora da China. Isso porque o fornecimento direto dos processadores ao território chinês é proibido por Washington sob justificativa de segurança nacional.

O plano foca na instalação de aproximadamente 36 mil chips em data centers localizados na Malásia, operados em parceria com a Aolani Cloud. Como a Aolani é uma parceira certificada da Nvidia no Sudeste Asiático, ela possui acesso prioritário ao hardware. 

Na prática, a empresa vai servir como ponte para a ByteDance competir com empresas como OpenAI e Google no desenvolvimento de modelos de linguagem.

Parceria da ByteDance garante hardware topo de linha da Nvidia para data centers

A complexa operação logística para viabilizar esse projeto envolve a compra de servidores da Aivres, empresa especializada em montar os sistemas que abrigam a tecnologia da Nvidia. 

Estima-se que o investimento total apenas para a infraestrutura na Malásia ultrapasse os US$ 2,5 bilhões (aproximadamente R$ 13 bilhões).

Esses sistemas funcionam como grandes “cérebros eletrônicos” capazes de processar volumes massivos de dados em frações de segundo.

Logo da ByteDance em um smartphone em cima do teclado de um notebook
(Imagem: rafapress/Shutterstock)

O apetite por expansão não se limita ao território malaio. A ByteDance já negocia infraestruturas similares na Indonésia, onde planeja instalar mais de 7 mil chips B200, além de avaliar mercados na Coreia do Sul, Austrália e Europa

Paralelamente, a ByteDance reforça sua presença técnica no Ocidente com a abertura de mais de 100 vagas para especialistas em IA em seus escritórios de San Jose e Seattle, nos Estados Unidos. 

Essa movimentação garante que a empresa chinesa mantenha talentos próximos ao polo de inovação americano, enquanto o hardware opera em jurisdições mais flexíveis.

Essa infraestrutura externa sustenta o ecossistema de produtos da empresa, que hoje já gera cerca de 25% de sua receita fora da China. 

Atualmente, a ByteDance detém cinco dos 50 aplicativos de IA voltados ao consumidor mais populares do mundo. Entre eles, estão: o chatbot Dola, o assistente escolar Gauth e o modelo de vídeo Seedance, que gera cenas realistas a partir de textos. 

Sem o acesso aos chips da Nvidia, a capacidade de resposta e a evolução dessas ferramentas seriam severamente limitadas pela falta de potência de processamento.

A viabilidade jurídica da operação repousa numa brecha nas regras de exportação de Washington: as normas impedem a venda dos chips para a China, mas não proíbem que empresas chinesas utilizem o poder de processamento desses chips em “nuvens” localizadas em países terceiros. 

Um porta-voz da Nvidia confirmou ao WSJ que as diretrizes permitem que infraestruturas de processamento remoto sejam construídas e operadas por parceiros fora das nações controladas, desde que os equipamentos não cruzem as fronteiras restritas.

Para assegurar a conformidade, a Aolani Cloud enfatiza que seus clientes, como a ByteDance, não detêm a propriedade física dos chips, mas apenas alugam o poder de processamento por meio de contratos de serviço. 

Essa estrutura permite que a companhia avance em sua meta de “alcançar o cume mais alto” da IA, conforme definido pelo CEO Liang Rubo, apesar das tensões geopolíticas entre Pequim e Washington.

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Google completa compra da Wiz e fortalece segurança na nuvem

11 de Março de 2026, 15:27

O Google anunciou, nesta quarta-feira (11), a conclusão da aquisição da Wiz, plataforma de segurança em nuvem e inteligência artificial (IA) sediada em Nova York (EUA). Com a operação finalizada, a empresa passará a integrar a divisão Google Cloud, mantendo sua marca e a finalidade de proteger clientes em diferentes ambientes de computação em nuvem.

A aquisição foi realizada por US$ 32 bilhões (R$ 166,5 bilhões, na cotação atual) em março do ano passado. Em novembro, o governo dos EUA aprovou a compra. Em fevereiro, foi a vez da União Europeia (UE) confirmar a transação. Trata-se do maior negócio já realizado pela companhia.

Segundo o Google, a compra representa um investimento para reforçar a segurança em nuvem e permitir que organizações desenvolvam soluções com rapidez e segurança em qualquer plataforma de nuvem ou de IA.

Wiz agora é do Google

  • A empresa destacou que, na atual era da IA, empresas e governos estão migrando dados e sistemas críticos para a nuvem e adotando práticas de desenvolvimento de software mais ágeis e contínuas;
  • Nesse cenário, organizações passam a operar em ambientes multicloud e a utilizar cada vez mais recursos de IA. Ao mesmo tempo, de acordo com a companhia, atacantes também estão explorando a IA para realizar ações com maior velocidade e sofisticação;
  • Ainda conforme a big tech, a Wiz oferece plataforma de segurança considerada de fácil utilização, com forte especialização em ambientes de nuvem e em código. O sistema se conecta às principais plataformas de nuvem e ajuda empresas a prevenir e responder a incidentes de cibersegurança;
  • De acordo com o Google, essas capacidades complementam o Google Cloud em infraestrutura de nuvem e seu conhecimento em inteligência artificial, incluindo ferramentas de inteligência de ameaças e operações de segurança baseadas em IA.

Com a integração das duas empresas, a expectativa é criar uma plataforma unificada de segurança capaz de acelerar a detecção, prevenção e resposta a ameaças.

Logos do Google e da Wiz lado a lado
Aquisição da Wiz foi anunciada em março do ano passado (Imagem: Poetra.RH/Shutterstock)

Leia mais:

A proposta também inclui identificar ameaças emergentes criadas com modelos de IA, proteger sistemas de inteligência artificial contra ataques e utilizar modelos de IA para auxiliar profissionais de segurança na busca por riscos de forma mais eficiente.

A plataforma conjunta deverá oferecer um conjunto consistente de ferramentas, processos e políticas de segurança em todos os principais ambientes de nuvem e em diferentes camadas da infraestrutura tecnológica — do código à nuvem e ao ambiente de execução.

Segundo o Google, a combinação das tecnologias também deve ampliar a adoção de soluções de segurança multicloud, aumentando a capacidade das empresas de utilizar múltiplas plataformas de nuvem e estimulando a inovação em computação em nuvem e aplicações de inteligência artificial.

A empresa afirma que organizações e órgãos governamentais poderão melhorar significativamente a forma como a segurança é projetada, operada e automatizada, ampliando a escala das equipes de cibersegurança e reduzindo custos relacionados à implementação e gestão de controles de proteção.

A companhia também destacou que a nova plataforma pode ajudar pequenas empresas, que muitas vezes não dispõem de recursos ou conhecimento especializado para se proteger, a enfrentar ameaças cibernéticas cada vez mais sofisticadas e destrutivas.

Disponibilidade

Os produtos da Wiz continuarão funcionando e disponíveis em diversas plataformas de nuvem, incluindo Amazon Web Services (AWS), Google Cloud Platform, Microsoft Azure e Oracle Cloud. As soluções também serão oferecidas por meio de diferentes parceiros de segurança.

Além disso, o Google informou que seguirá oferecendo aos clientes uma variedade de opções por meio das soluções de parceiros disponíveis no marketplace do Google Cloud.

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Google Fotos permite desativar IA na busca após reclamações; veja como mudar

10 de Março de 2026, 15:44

O Google anunciou uma atualização importante para quem prefere a simplicidade à inteligência artificial. Após uma série de reclamações sobre lentidão e resultados imprecisos, o Google Fotos agora oferece um botão visível para desativar a função Perguntar ao Fotos (“Ask Photos”) e retornar à busca clássica.

Segundo informações do TechCrunch, a medida é uma resposta direta aos usuários que se sentiram frustrados com a integração forçada do modelo Gemini no aplicativo.

Como funciona a nova mudança no app

Até então, o recurso de IA (que permite fazer buscas complexas usando linguagem natural) era o padrão para muitos usuários. Embora fosse possível desativá-lo, a opção ficava escondida nas configurações, dificultando o acesso. Com a atualização, um novo botão de alternância será exibido diretamente na tela de pesquisa.

O impacto para o usuário é imediato:

  • Velocidade: a busca clássica costuma ser mais rápida para termos simples (como “cachorro” ou “praia”).
  • Precisão: muitos usuários relataram que a IA falhava em encontrar fotos específicas que a busca antiga localizava com facilidade.
  • Controle: o usuário escolhe se quer uma experiência assistida por IA ou se prefere o método tradicional de indexação.

O que diz o Google sobre o recuo

A decisão foi confirmada por Shimrit Ben-Yair, chefe do Google Fotos, em uma publicação na rede social X nesta segunda-feira (09). Segundo a executiva, o Google “ouviu o feedback de que os usuários querem mais controle sobre o tipo de resultados que veem”.

We’ve heard your feedback that you want more control over the type of results you see when searching in Google Photos. To address this, we’re starting to roll out a new experience that puts you in the driver’s seat, letting you choose between fast classic search and intelligent… pic.twitter.com/XjPIkHn6sq

— shimrit ben-yair (@shimritby) March 9, 2026

A empresa admitiu que a ferramenta, lançada originalmente nos EUA em 2024, enfrentou desafios de latência (atraso na resposta) e que alguns ajustes de qualidade foram feitos com base nas críticas recebidas. Apesar da mudança, o Google reforçou que continuará investindo em IA, mas agora permitindo que o usuário decida quando utilizá-la.

O recurso está sendo liberado gradualmente. A empresa não informou se a mudança afetará a forma como os dados são processados pelo Gemini, mas garantiu que a busca clássica continuará recebendo melhorias.

Como desativar a IA e voltar à busca clássica no Google Fotos

A grande mudança é que você não precisará mais “caçar” essa opção dentro de menus complexos. Siga estas etapas:

  1. Abra o Google Fotos: certifique-se de que o aplicativo esteja atualizado na Play Store (Android) ou App Store (iOS).
  2. Vá em “Pesquisar”: toque no ícone de lupa na barra inferior.
  3. Localize o novo botão: no topo da tela de busca, próximo à barra de digitação, procure por um botão de alternância ou um ícone que indique a troca de modo.
  4. Escolha o modo “Clássico”: ao desativar o Perguntar ao Google Fotos (“Ask Photos”), o aplicativo deixará de usar linguagem natural complexa e voltará a exibir os resultados baseados em palavras-chave e datas, como era antigamente.
  5. Alternância rápida: se em algum momento você quiser testar a IA para uma busca específica (ex: “fotos minhas com chapéu na praia em 2022”), basta acionar o botão novamente.

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ChatGPT agora explica matemática e ciência com visuais interativos

10 de Março de 2026, 14:51

O ChatGPT agora conta com recursos visuais e interativos para facilitar o aprendizado de matemática e ciência. A novidade, anunciada pela OpenAI, permite que os usuários manipulem variáveis dentro de equações e visualizem instantaneamente como essas mudanças afetam gráficos e resultados. Disponível globalmente para todos os usuários, a ferramenta busca transformar o estudo abstrato em uma experiência experimental e prática.

Como funciona o aprendizado visual no ChatGPT

O novo recurso vai além de apenas entregar a resposta de um problema. Ao perguntar sobre um conceito – como o Teorema de Pitágoras ou a Lei de Ohm –, o chatbot apresenta um módulo visual interativo. Nele, é possível ajustar os valores das fórmulas e ver a reação imediata nos elementos visuais.

Segundo a OpenAI, o objetivo é fortalecer a compreensão conceitual em vez da simples memorização. O recurso é baseado no “Modo de Estudo” lançado no ano passado, que já guiava os alunos passo a passo na resolução de questões, evitando que a IA fizesse todo o trabalho sozinha.

Quais temas estão disponíveis e quem pode usar?

Nesta fase inicial, o ChatGPT suporta mais de 70 conceitos fundamentais, focados principalmente em estudantes de ensino médio e superior. Entre os tópicos incluídos estão:

  • Matemática: Geometria (área e volume), equações lineares e juros compostos;
  • Física: Leis de Coulomb, energia cinética e termodinâmica (PV=nRT);
  • Ciência Geral: decaimento exponencial e relações de frequência.

A funcionalidade já está liberada para todos os usuários logados, independentemente de possuírem uma assinatura paga ou usarem a versão gratuita. A OpenAI planeja expandir a interatividade para outras disciplinas e temas no futuro, à medida que coleta dados sobre como a IA molda o aprendizado.

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X investiga chatbot Grok por publicações com conteúdo ofensivo e racista

8 de Março de 2026, 17:37

A rede social X está investigando o funcionamento do seu chatbot de inteligência artificial, o Grok, após relatos de que a ferramenta estaria gerando publicações com conteúdos racistas e ofensivos. As informações foram divulgadas pela Sky News neste domingo (8).

De acordo com o repórter Rob Harris, da Sky News, as equipes de segurança do X trabalham com urgência para entender como o chatbot, desenvolvido pela empresa xAI, gerou mensagens de ódio em resposta a comandos feitos por usuários.

Histórico de Restrições

Esta não é a primeira vez que as ferramentas da xAI, empresa de Elon Musk, passam por vistorias. Governos e órgãos reguladores em diversos países têm pressionado a plataforma para criar barreiras contra conteúdos ilegais ou sexualmente explícitos gerados pela inteligência artificial.

grok
Imagem: JRdes/Shutterstock

Leia mais:

Em resposta a essas pressões, a xAI já havia anunciado algumas mudanças em janeiro:

  • Edição de imagens: A empresa restringiu as opções de edição de fotos para os usuários do Grok.
  • Bloqueio por localização: Usuários em determinadas regiões foram impedidos de gerar imagens de pessoas com roupas reveladoras.
  • Segurança local: Essas restrições foram aplicadas em locais onde esse tipo de conteúdo é considerado ilegal, embora a empresa não tenha listado quais seriam esses países.

Próximos Passos

Até o momento, nem o X nem a xAI responderam oficialmente aos pedidos de comentário sobre a nova investigação. A Reuters informou que ainda não foi possível verificar de forma independente o vídeo citado na reportagem da Sky News.

As investigações atuais fazem parte de um movimento global de autoridades que buscam exigir salvaguardas e punições para conter a disseminação de materiais impróprios gerados por IA.

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Filmes já são feitos com IA – e você nem percebe

8 de Março de 2026, 09:59

Você já assistiu a um filme ou série que usou inteligência artificial? Talvez sim e nem saiba. 

O Eternauta, da Netflix, é um exemplo de produção que usou a tecnologia nos efeitos especiais. A cena em questão mostrou um prédio desabando em Buenos Aires, na Argentina. Segundo Ted Sarandos, copresidente-executivo do streaming, a IA permitiu que o ‘take’ fosse concluído 10 vezes mais rápido do que seria nos padrões tradicionais.

Já no Oscar do ano passado, duas situações foram emblemáticas. O Brutalista e Emilia Pérez, que competiram em diversas categorias da premiação, usaram a tecnologia para ajustar a voz dos protagonista, levantando debates sobre a própria performance dos atores.

Nesses casos, a IA serviu como apoio. Mas imagine uma cena, trilha sonora ou edição feita artificialmente. Vamos além: imagine um filme inteiro gerado por IA. Qual o resultado? De quem é a autoria? E como ficam os profissionais que, antes, seriam responsáveis por essas tarefas?

Essas foram questões debatidas no World AI Film Festival, que realizou sua primeira edição no Brasil nos dias 27 e 28 de fevereiro. O evento aconteceu na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo, com debates sobre o uso da tecnologia na indústria audiovisual, impactos no mercado de trabalho e na criatividade. 

O festival em si não é novo. O WAIFF nasceu na Riviera Francesa, criado por líderes da indústria audiovisual, e já reuniu mais de 1.500 trabalhos de 87 países diferentes. A ideia de realizar uma edição brasileira foi do produtor e publicitário Carlos ‘Cebola’ Guedes, que já teve passagens pela Piccolo Filmes e O2, e atualmente é sócio da Ultravioleta Filmes.

Ao Olhar Digital, Cebola contou que a vontade de trazer o evento para o Brasil surgiu quando a filha, estudante de animação na FAAP, estava desanimada com o curso por conta da inserção da tecnologia no mercado de trabalho. Ele resolveu pesquisar e encontrou muitos cursos de IA, mas poucos espaços de debate sobre o que estava acontecendo.

No Brasil, não achou nenhum. Então, resolveu negociar com os franceses e trazer o WAIFF para a capital paulista, onde nasceu e mora até hoje. A intenção é justamente criar um espaço de debate para que profissionais do setor, acadêmicos e jovens discutam os rumos da IA e como isso vai afetá-los.

Todo mundo está feliz e vivendo bem sem inteligência artificial. Ninguém pediu, mas ela surgiu e não vai embora. A gente tem que aprender a lidar com ela. Esse é o meu objetivo principal com esse evento.

Carlos ‘Cebola’ Guedes
WAIFF seguirá para França, Coreia do Sul, Japão, Argentina e Canadá (Imagem: WAIFF/Reprodução)

As palestras promoveram debates nessa linha. Em uma delas, “AI: de ameaça a oportunidades”, o cineasta Cássio Braga defendeu que a tecnologia cria um cenário mais democrático na produção audiovisual. Isso porque as ferramentas são mais acessíveis e permitem que pessoas com menos conhecimento técnico ou recursos financeiros coloquem a mão na massa – seja o resultado bom ou ruim.

Guedes também destacou essa vantagem: um criador que, antes, tinha uma boa ideia, mas não tinha os recursos para tirá-la do papel, agora consegue.

No geral, a inteligência artificial foi tratada como algo inevitável. Na mesa “IA e as grandes produções de cinema”, a cineasta Tata Amaral afirmou que a “IA é uma realidade que não conseguimos brigar” – e, por isso, devemos aprender a usá-la. 

Amaral, no entanto, acredita no uso da tecnologia como um instrumento. Ela fez uma analogia: um cinzel (ferramenta com lâmina afiada, feita para cortar ou entalhar materiais duros) pode ser usado para esculpir ou para matar uma pessoa. A tecnologia funciona da mesma forma – está nas mãos do criador. Ela própria usará IA em seu próximo projeto, um filme sobre a bailarina Maria Baderna, para criar animações e cenários históricos.

No mesmo debate, Fabiano Gullane, produtor e sócio-diretor da Gullane Filmes, defendeu a IA como “elemento facilitador”. Para ele, a tecnologia já está presente em processos internos, como organização de planilhas, tradução e gestão de contratos, mas o setor ainda deve ter cuidado ao terceirizar atividades criativas.

“Não estamos abertos à negociação. Propriedade intelectual é do artista. Não podemos terceirizar a autoria para a IA”, afirmou.

Palestra “IA e as grandes produções do cinema” contou com a presença de Tata Amaral (esquerda) e Fabiano Gullane (direita), com mediação de Humberto Neiva (ao centro) [Imagem: Vitória Gomez/Olhar Digital]

Os riscos da IA na indústria audiovisual

Seja na fala dos convidados ou nas perguntas feitas pelo público, um tema foi recorrente: as preocupações com os riscos da inteligência artificial – principalmente no mercado de trabalho.

Não houve uma resposta conclusiva. 

Cássio Braga acredita que tarefas técnicas e repetitivas estão mais expostas à automação, mas criadores com visões únicas e autorais tendem a sair fortalecidos. 

Já Gullane citou a substituição de talentos humanos como um de seus receios em relação à inserção da IA no audiovisual. Ele fez uma lista, que também incluiu:

  • Plágio de roteiros por IA;
  • Autoria incerta;
  • Vazamento de ideias, dados de pessoas e exposição de materiais confidenciais;
  • Clonagem de obras;
  • Alteração no trabalho (como voz e performance) de intérpretes;

Cebola reforçou: ainda não sabemos quais empregos vão sumir e aparecer.

No geral, o consenso foi de que o futuro do mercado de trabalho é incerto diante da ascensão da IA. 

Midnight Serenate
Trecho do filme Midnight Serenate, que participou da mostra competitiva do WAIFF Brasil (Imagem: WAIFF/Reprodução)

Os filmes feitos por IA

O festival também promoveu uma mostra competitiva com produções geradas por IA, desde longas e curta-metragens até peças publicitárias. As obras evidenciaram as possibilidades da tecnologia, mas também suas limitações.

Enquanto algumas mostravam imagens realistas, parecidas com atores e cenários reais, com movimentos de câmera e roteiros elaborados, outras ainda tinham traços mais simplórios, trechos pixelados, falta de sincronia e movimentos robóticos. 

Após os dois dias de evento, as obras integraram a competição em 11 categorias, incluindo Longa-Metragem, Série Vertical, Animação, Ação, Drama, Diretor Jovem e Diretora Mulher.

O grande vencedor, na categoria de Melhor Filme, foi Warped Memories, de Pedro Bayeux, que também levou Melhor Documentário. Agora, a produção compete na versão francesa do WAIFF, em Cannes.

WAIFF seguirá para mais capitais ao redor do mundo

Cebola avaliou a primeira edição do WAIFF Brasil como um sucesso, com elogios por parte do público. Marco Landi, ex-presidente da Apple e um dos fundadores do evento, foi um dos que destacou a importância de trazer o debate a solo brasileiro.

Mas Guedes quer ir além. Para ele, faltou integração com o público mais jovem, que ainda sofre com as angústias do mercado de trabalho. Além disso, São Paulo foi só o começo: ele quer levar o festival para mais cidades, como Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife.

Não quer deixar ele morrer. Quer ver se crio uma comunidade com criadores para discutir o assunto. Quero ver se consigo fazer algo para engajar os jovens.

Carlos ‘Cebola’ Guedes

Depois de São Paulo, o WAIFF vai para Seul, na Coreia do Sul, e Kyoto, no Japão. No encerramento da edição brasileira, a organização também anunciou uma versão na Argentina, em setembro, e uma em Vancouver, no Canadá.

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Tchau, Nvidia? Meta planeja ter seu próprios chips de IA

5 de Março de 2026, 10:00

Mesmo após firmar acordos com fabricantes de semicondutores, a Meta não desistiu de ter seus próprios chips de inteligência artificial. Susan Li, diretora financeira da big tech, afirmou que a empresa tem planos para desenvolver processadores próprios, capazes de treinar as tecnologias da companhia.

A fala aconteceu durante uma conferência promovida pelo banco Morgan Stanley, repercutida pela Bloomberg. Nela, Li defendeu que algumas tarefas executadas pela Meta são altamente especializadas, o que torna o desenvolvimento de silício próprio uma alternativa estratégica.

Algumas de nossas cargas de trabalho são realmente muito personalizadas para nós. As cargas de trabalho de classificação e recomendação foram por onde começamos, e é aí que implementamos silício personalizado em maior escala. Mas esperamos e temos esperança de que expandiremos isso com o tempo, inclusive, eventualmente, para o treinamento de modelos de IA.

Susan Li, diretora financeira da Meta
Logo da Meta exibido em um smartphone na horizontal
Meta planeja equilibrar compra de chips terceirizados com desenvolvimento de chips próprios (Imagem: PJ McDonnell/Shutterstock)

Chips próprios da Meta x chips terceirizados

Segundo Susan Li, a estratégia da big tech inclui tanto a aquisição de hardware de terceiros quanto a criação dos chips personalizados. Eles serão utilizados em tarefas diferentes. O chip próprio será destinado justamente às demandas mais específicas da Meta.

Em paralelo, a companhia segue fechando parcerias para compra de processadores e infraestrutura de empresas terceirizadas:

  • Meta + Nvidia: o contrato envolve a compra de milhões de chips de IA e a expansão da infraestrutura de data centers. O acordo, de longo prazo e com várias gerações de hardware, prevê a adoção de novos processadores e GPUs para sustentar a estratégia de IA da companhia, incluindo operações de treinamento e inferência em larga escala. Leia mais aqui;
  • Meta + AMD: o acordo é voltado para a expansão de infraestrutura de inteligência artificial. Pelo contrato, a empresa de Mark Zuckerberg comprará até 6 gigawatts em chips da fabricante ao longo dos próximos cinco anos – um volume que pode superar US$ 100 bilhões em receita para a AMD. Leia mais aqui.

A Meta não é a única. A abordagem – de mesclar a compra de chips terceirizados e fabricação própria – virou tendência entre as grandes empresas de tecnologia como forma de atender a demandas personalizadas e diminuir a dependência de fabricantes. Amazon e Microsoft têm planos parecidos.

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Anthropic volta a conversar com Pentágono sobre uso do Claude na guerra

5 de Março de 2026, 08:53

A Anthropic e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos retomaram as negociações nesta quinta-feira (05) para definir o uso de inteligência artificial (IA) em sistemas militares, revelou o Financial Times nesta quinta-feira (05). O diálogo ocorre após o colapso das conversas na semana passada, quando o governo americano ameaçou designar a startup como um “risco à cadeia de suprimentos”, medida que proibiria agências federais de utilizarem suas ferramentas.

A divergência central envolve as salvaguardas de segurança da empresa, que resiste ao uso de sua tecnologia para vigilância em massa ou operação de armas autônomas. Enquanto a concorrente OpenAI já firmou acordos para o uso de modelos em redes confidenciais (sistemas protegidos por sigilo de segurança nacional), a Anthropic busca garantias contratuais de que sua tecnologia não executará análises indiscriminadas de grandes volumes de dados.

Pressão de investidores e risco de exclusão aceleram retomada de diálogo entre Anthropic e Pentágono

O retorno às negociações foi motivado por uma pressão de grandes investidores, como Amazon e Nvidia. Por meio de um conselho de tecnologia, essas empresas enviaram uma carta ao governo na qual manifestaram preocupação com a possível punição à Anthropic, o que poderia prejudicar todo o mercado de tecnologia dos Estados Unidos.

Agora, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, conversa diretamente com Emil Michael, um alto funcionário do Pentágono responsável por pesquisas e engenharia. O objetivo é criar um contrato que permita aos militares usar a tecnologia, mas garanta que os limites éticos da startup não sejam desrespeitados.

OpenAI e Anthropic
Enquanto a OpenAI opera em redes secretas, a Anthropic exige garantias contra o uso de sua IA na análise indiscriminada de dados em massa (Imagem: Ascannio/Shutterstock)

A Anthropic está numa fase de crescimento e espera faturar US$ 20 bilhões (R$ 105 bilhões) por ano, o que torna o governo um cliente estratégico. Se fosse expulsa desse mercado, a empresa perderia espaço para concorrentes que possuem menos travas de segurança em seus sistemas de IA.

O impasse ocorreu porque o governo americano queria retirar uma cláusula que impedia a IA de analisar grandes volumes de dados coletados de forma massiva. Oficiais do Pentágono criticam a startup há meses, afirmando que a preocupação exagerada com a segurança da IA atrapalha o desenvolvimento de ferramentas de defesa do país.

O desfecho dessa negociação vai definir como as empresas do Vale do Silício e os militares trabalharão juntos no futuro. Um novo acordo permitiria que o exército voltasse a usar o sistema Claude (a IA da Anthropic) e mostraria se o governo aceita as regras de controle ético propostas pelos desenvolvedores.

(Essa matéria também usou informações de Reuters.)

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Data centers da Microsoft chegam à margem do Círculo Polar Ártico

5 de Março de 2026, 05:10

Com o avanço da tecnologia e das inteligências artificiais, os data centers têm se tornado cada vez mais presentes nos planos de grandes empresas. Dessa vez, a Microsoft, em parceria com a empresa britânica Nscale e a norueguesa Aker, instalará um data center na cidade de Narvik, na Noruega, a menos de 250 km do Círculo Polar Ártico. O investimento será de quase US$ 6,2 bilhões.

Para quem tem pressa:

  • A Microsoft, em conjunto com as empresas europeias Nscale e Aker, anunciou a instalação de data centers a 250 km do Círculo Polar Ártico;
  • De acordo com o CEO da Aker, Øyvind Eriksen, a ideia é minimizar os impactos ambientais com a utilização de energia renovável da região fria.

Atração econômica e climática

Imagem: Wirestock Creators/Shutterstock

Atualmente, um dos maiores gastos na manutenção dos data centers é no seu resfriamento. Em 2023, o Google divulgou em estudo que utilizou quase 23 bilhões de litros de água para controlar a temperatura dos seus data centers. Com isso, o posicionamento dos grandes servidores no Círculo Polar Ártico tem como ideia diminuir os gastos dessa manutenção.

Além disso, a região apresenta uma grande capacidade energética renovável, o que seria mais um atrativo para as empresas. Em nota divulgada à imprensa, o presidente e CEO da Aker, Øyvind Eriksen, comentou que a ideia é se utilizar da energia renovável da região.

A inteligência artificial e os centros de dados estão se tornando fundamentais para os negócios globais, e o norte da Noruega está numa posição única para se beneficiar. A região oferece energia hidrelétrica abundante e acessível, além de energia limpa, juntamente com as condições necessárias para atrair investimentos e fomentar a inovação.

— Øyvind Eriksen, CEO da Aker

Levar os data centers para ambientes inóspitos e frios pode ser uma solução para as questões citadas acima, porém, exigirá um desenvolvimento estrutural para manter os servidores em funcionamento.

Mesmo que a intenção seja o resfriamento facilitado, os servidores terão de suportar as baixas temperaturas do ambiente. Já no quesito estrutural, a manutenção feita deverá superar a estrutura instável do Círculo Polar Ártico, que pode facilmente ser derretida ou se movimentar.

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O avanço dos data centers no Ártico pode ser prejudicial o meio ambiente?

Geleiras e derretimento do gelo no Oceano Ártico em imagem de satélite do sistema Copernicus Sentinel (Imagem: Trismegist san/Shutterstock)

Ainda não existe confirmação sobre os impactos ecológicos dos data centers na região, porém, o calor emitido pelos servidores e as condições de temperatura no Ártico devem ser considerados.

O Círculo Polar Ártico tem sofrido um aumento de temperaturas cada vez mais acelerado. De acordo com o Centro Internacional de Dados de Neve e Gelo (NSIDC), desde a década de 1980, o Ártico tem aquecido de duas a quatro vezes mais rápido que o resto do planeta.

Em entrevista ao G1, Julienne Stroeve, cientista de pesquisa sênior no NSIDC, afirmou que “o aquecimento do Ártico contribui para o aquecimento global acelerado e todos os fenômenos climáticos associados a isso”. Essa análise se torna ainda mais alarmante ao considerar um estudo feito pela Copernicus o qual destacou que, em 2024, o aquecimento global atingiu seu “limite seguro” de 1,5°C acima da temperatura pré-industrial.

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Data center de IA: big techs aceitam acordo de Trump para aliviar contas de luz

4 de Março de 2026, 22:54

Empresas gigantes do setor de tecnologia e inteligência artificial (IA), as chamadas big techs, selaram compromisso com a Casa Branca para mitigar o impacto do consumo de energia de seus data centers sobre as contas de eletricidade dos cidadãos estadunidenses.

O acordo, denominado “Ratepayer Protection Pledge” (Compromisso de Proteção ao Consumidor), visa impedir o aumento dos custos de energia para os residentes à medida que a demanda por data centers, que consomem muita energia, cresce exponencialmente.

Entre as empresas que aderiram à iniciativa estão nomes de peso, como Amazon, Google, Meta, Microsoft, OpenAI, Oracle e xAI. A participação de algumas delas, notadamente Amazon, Google e Meta, coincidiu com a divulgação de comunicados de imprensa elogiando suas próprias políticas e esforços para reduzir os efeitos negativos da construção de data centers.

Representação de um data center
Demanda energética em centros de dados é uma preocupação mundial (Imagem: vectorfusionart/Shutterstock)

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Detalhes da proposta do governo às big techs

  • As cláusulas centrais deste compromisso federal estabelecem que as empresas de tecnologia se comprometem a “construir, trazer ou comprar os novos recursos de geração e eletricidade necessários para satisfazer suas novas demandas de energia, pagando o custo total desses recursos”;
  • Isso significa que as companhias devem garantir que a infraestrutura que usam para operar seus data centers não gere custos adicionais para os consumidores residenciais;
  • Além disso, a promessa estipula que essas empresas se responsabilizarão por quaisquer reformas ou melhorias na infraestrutura de energia que se fizerem necessárias devido às suas operações;
  • Elas também deverão operar sob estruturas de tarifa de energia distintas, nas quais os pagamentos serão efetuados independentemente do volume de eletricidade consumido por seus negócios.

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Apple Music terá selo para identificar músicas feitas por IA

4 de Março de 2026, 20:36

Saber se uma música foi criada por um humano ou por inteligência artificial está prestes a ficar mais simples. A partir desta quarta-feira (4), o Apple Music começou a implementar “etiquetas de transparência” para identificar conteúdos gerados ou assistidos por IA, ajudando o usuário a distinguir produções sintéticas no catálogo.

Como funciona o novo recurso de IA do Apple Music

A novidade foca nos metadados, as informações “invisíveis” que acompanham cada arquivo, como nome do artista e gênero. Segundo o site Music Business Worldwide, a Apple enviou um comunicado a parceiros da indústria explicando que as gravadoras e distribuidores agora podem marcar campos específicos durante o upload.

Essas etiquetas permitem identificar o uso de IA em quatro frentes distintas:

  • Arte de capa: se a imagem do álbum foi gerada por ferramentas como Midjourney ou DALL-E.
  • Faixa (áudio): se a melodia ou os instrumentos foram criados sinteticamente.
  • Composição: se a letra da música contou com auxílio de IA (como o ChatGPT).
  • Videoclipe: se o conteúdo visual utiliza tecnologias generativas.

O objetivo é trazer clareza para o ecossistema de streaming, atendendo a uma demanda crescente dos ouvintes por autenticidade.

Quem pode usar a transparência de IA

No momento, a funcionalidade está disponível para gravadoras, distribuidores e parceiros do Apple Music que utilizam as ferramentas de envio da plataforma, segundo o Techcrunch.

A Apple segue uma tendência de mercado também adotada pelo Spotify, que aposta na sinalização manual feita pelos selos musicais. Outras plataformas, como a Deezer, tentam criar ferramentas de detecção automática via software, embora a precisão absoluta ainda seja um desafio tecnológico.

Como ativar as etiquetas de transparência

Para o usuário final, não é necessário ativar nenhuma configuração no aplicativo. As informações de IA começarão a aparecer gradualmente conforme os novos lançamentos forem processados pelas gravadoras com os novos metadados.

Como a mudança ocorre no processamento dos arquivos nos servidores da Apple, você não precisa atualizar o aplicativo na App Store ou Play Store para começar a visualizar essas marcações no futuro. No entanto, vale ressaltar que o sistema depende da honestidade das distribuidoras, já que a marcação, por enquanto, é opcional e manual por parte de quem faz o upload da música.

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NotebookLM agora cria vídeos animados com IA; veja como usar

4 de Março de 2026, 19:45

Consumir grandes volumes de informação e documentos extensos costuma ser uma tarefa cansativa. Para ajudar você a organizar esse caos e ser mais produtivo, o Google anunciou uma atualização significativa para o NotebookLM. Agora, além de resumos em texto e áudio, a ferramenta é capaz de gerar vídeos animados e narrados, os chamados “Cinematic Video Overviews”.

A ideia é transformar a leitura passiva em um processo de aprendizado mais engajador, permitindo que o usuário “assista” aos pontos principais de sua própria pesquisa.

Como funciona o novo recurso do NotebookLM

O Google utiliza uma combinação dos seus modelos de IA mais avançados, incluindo o Gemini 3, o Nano Banana Pro e o Veo 3 (especialista em vídeos de alta fidelidade).

De acordo com o anúncio oficial e informações do The Verge, o Gemini agora atua como um verdadeiro “diretor criativo”. Ele toma centenas de decisões estruturais e estilísticas para garantir que o vídeo conte uma história coerente baseada nas suas fontes. A IA não apenas gera as imagens, mas refina o próprio trabalho para manter a consistência visual e narrativa, criando animações fluidas que ajudam na retenção do conteúdo.

Quem pode usar a novidade

Diferente da versão anterior, que era limitada ao navegador, o novo recurso já nasce multiplataforma. Confira os requisitos:

  • Disponibilidade: disponível na Web e em dispositivos móveis (Android e iOS).
  • Idioma: no momento, disponível apenas em inglês.
  • Público: usuários maiores de 18 anos.
  • Assinatura: exclusivo para assinantes do plano Google AI Ultra.
  • Limite: é possível gerar até 20 vídeos cinematográficos por dia.

Embora o botão “Resumo em vídeo” apareça para os usuários do NotebookLM, os vídeos gerados são no formato de slides narrados. Assim, por enquanto, o recurso de “Cinematic Video Overviews” é uma exclusividade do plano Google AI Ultra.

Como ativar e gerar os vídeos

O recurso é liberado via servidor, ou seja, basta estar com o app atualizado ou acessar o site oficial para visualizar a opção.

  1. Acesse o NotebookLM (web ou app) e selecione seu caderno de notas.
  2. Faça o upload dos documentos que deseja “transformar” em filme.
  3. Selecione a opção de “Resumo em vídeo”.
  4. Aguarde o processamento da IA e o vídeo estará pronto para visualização ou download, otimizado para o seu aprendizado.

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Google apresenta Gemini 3.1 Flash-Lite, modelo de IA mais rápido da marca

4 de Março de 2026, 15:28

Ontem (03), a gigante de tecnologia Google anunciou em seu blog o novo modelo de inteligência artificial da marca: o Gemini 3.1 Flash-Lite, divulgado como o mais rápido e eficiente dentre a família Gemini 3.

Segundo a própria empresa, a novidade é superior ao modelo Gemini Flash 2.5, é até 25% mais rápida, e apresenta níveis significativos de “processamentos dinâmicos para se adequar à complexidade da tarefa“. O anúncio também foi divulgado em um tuíte na página oficial da empresa no X.

Developers can now preview Gemini 3.1 Flash-Lite, our fastest and most cost-efficient Gemini 3 series model yet.

With a 45% increase in output speed, it outperforms 2.5 Flash and features dynamic thinking levels to match task complexity.

Rolling out in preview today in… pic.twitter.com/BdJHRFx9SI

— Google (@Google) March 3, 2026

Entendendo as novidades do Gemini 3.1 Flash-Lite

Imagem: Gemini / Reprodução

No X, o Google informou aos seguidores que é possível acessar previamente o Gemini 3.1 Flash-Lite e testá-lo via Google AI Studio ou pelo Vertex AI.

Enquanto o Google AI Studio concentra-se como uma ferramenta web destinada a desenvolvedores e pesquisadores de IA, a Vertex auxilia usuários a customizar modelos de IA com seus próprios dados e recursos de segurança.

A empresa declara o seguinte:

O 3.1 Flash-Lite consegue lidar com tarefas em grande escala, como tradução de alto volume e moderação de conteúdo, onde o custo é uma prioridade. E também consegue lidar com cargas de trabalho mais complexas que exigem raciocínio mais aprofundado, como geração de interfaces de usuário e painéis, criação de simulações ou execução de instruções.

— Google em seu anúncio de lançamento via blog
Interações logas com chatbots podem aumentar os riscos de delírios (Imagem: Summit Art Creations/Shutterstock)
Huma interagindo com inteligência artificial (Imagem: Summit Art Creations/Shutterstock)

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Outro fator compartilhado pela equipe de desenvolvedores é o valor médio para utilização do produto: os usuários só pagam US$ 0,25 a cada 1 milhão de tokens de entrada. Ou seja, na soma de todos os prompts enviados, você paga 25 centavos de dólar a cada 1 milhão de tokens. Já para os tokens de saída, gerados pelas respostas, o valor sobe para US$ 1,50.

Esses valores do novo Gemini 3.1 Flash‑Lite são mais baratos que os modelos anteriores (como o Gemini 2.5) porque foi otimizado para usar menos recursos computacionais sem perder qualidade, cobrando menos por cada milhão de tokens processados: você paga apenas US$ 0,25 pelos tokens que envia e US$ 1,50 pelos tokens que o modelo gera, enquanto ainda mantém respostas rápidas e precisas, tornando-o ideal para aplicações que precisam de alta frequência de interações em tempo real.

O chatbot ainda dá aos usuários “o controle e a flexibilidade para selecionar o quanto o modelo ‘pensa’ para uma tarefa, o que é essencial para gerenciar cargas de trabalho de alta frequência.”

O Gemini 3.1 Flash‑Lite demonstra o esforço do Google em oferecer modelos de IA eficientes, porém, mais baratos, ao reduzir os custos por token processado e acelerar o tempo de resposta.

Com recursos de processamento dinâmico, ele permite que desenvolvedores ajustem o nível de raciocínio do modelo conforme a complexidade da tarefa, tornando-o adequado tanto para aplicações simples quanto para fluxos de trabalho de alta frequência.

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OpenAI negocia com a Otan após fechar contrato milionário com o Pentágono

4 de Março de 2026, 07:52

A OpenAI está negociando um contrato para fornecer sua tecnologia de inteligência artificial (IA) às redes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). É o que fontes disseram ao Wall Street Journal (WSJ).

A informação veio a público poucos dias após a empresa de Sam Altman fechar um acordo de US$ 200 milhões (pouco mais de R$ 1 milhão) com o Pentágono para integrar seus grandes modelos de linguagem às operações de inteligência dos Estados Unidos.

Embora o CEO tenha afirmado inicialmente que o projeto envolveria redes confidenciais da aliança militar, uma porta-voz da empresa esclareceu depois ao WSJ que o foco são as redes não confidenciais da Otan.

Para explicar a diferença entre esses dois tipos de redes no contexto militar e de inteligência, imagine uma escala de “segredo”:

  • Redes confidenciais (classified networks): São redes altamente restritas e protegidas. Elas são usadas para processar e armazenar informações que o governo considera sensíveis ou secretas para a segurança nacional. No caso da OpenAI, o acordo com o Pentágono envolve esse tipo de trabalho sigiloso;
  • Redes não confidenciais (unclassified networks): São redes usadas para informações que não exigem o mesmo nível de proteção de segurança nacional. Elas lidam com dados do dia a dia, comunicações administrativas e informações que, embora não sejam públicas, não são consideradas “segredos de Estado” que colocariam o país em risco se vazassem.

OpenAI ocupa ‘vácuo’ deixado pela Anthropic e acelera integração militar

O interesse da Otan na tecnologia da OpenAI surge no momento em que a startup assume um papel central na estratégia de defesa do governo Donald Trump. A aliança, composta por 32 países, representa um novo mercado para a implementação de sistemas que podem acelerar o processamento de informações de inteligência. O acordo é visto como uma forma de garantir que a tecnologia americana tenha “um lugar na mesa” nas decisões sobre o futuro das operações militares.

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A Anthropic recusou termos do Pentágono que exigiam flexibilidade para o uso de IA em vigilância doméstica e monitoramento de cidadãos (Imagem: Ahyan Stock Studios/Shutterstock)

A ascensão da OpenAI no setor militar veio após o colapso das negociações entre o Departamento de Defesa dos EUA e a Anthropic. A empresa de Dario Amodei recusou termos que exigiam flexibilidade para o uso de IA em vigilância doméstica e monitoramento de cidadãos. Como consequência da resistência ética em pontos de segurança e dados pessoais, a empresa companhia foi designada como um risco à cadeia de suprimentos pelo governo federal.

Para viabilizar juridicamente esses contratos, a OpenAI removeu de sua política de uso a proibição explícita para fins militares e bélicos. Essa mudança facilitou a integração do modelo GPT-4 em infraestruturas de segurança nacional e análise de dados de vigilância. O Pentágono planeja utilizar essas ferramentas para o processamento massivo de informações e o desenvolvimento de sistemas autônomos.

Inclusive, este foi o tema da coluna Fala AI, do programa Olhar Digital News de terça-feira (03). Assista abaixo:

A decisão de colaborar com o setor de defesa gerou reações negativas entre funcionários e pesquisadores da OpenAI (entre usuários também, diga-se). Críticos questionam a conformidade do pacto com os princípios originais da empresa, temendo o uso da tecnologia para vigilância em massa ou armas sem supervisão humana. Altman defendeu a posição afirmando que a eficiência de uma força militar traz benefícios à humanidade, apesar de discordar de ações específicas.

Após o fechamento do contrato com o Pentágono, a OpenAI atualizou seus termos para declarar que seus sistemas não serão usados para vigilância doméstica de cidadãos americanos.

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Como migrar do ChatGPT para o Claude e levar seus dados

4 de Março de 2026, 06:30

A recente polêmica envolvendo a OpenAI e o uso de inteligência artificial pelo Departamento de Defesa dos EUA provocou uma debandada de usuários para o Claude. O chatbot da Anthropic saltou para o topo dos apps mais baixados após a empresa se recusar a permitir o uso de seus modelos para vigilância em massa. Se você também quer fazer a troca sem perder suas personalizações, o processo de migração é simples e protege suas informações.

Por que os usuários estão trocando o ChatGPT pelo Claude?

A mudança no cenário das IAs ganhou força após o governo dos EUA designar a Anthropic como uma “ameaça à cadeia de suprimentos”, enquanto a OpenAI fechou acordos militares. De acordo com o Techcrunch, isso gerou um debate ético sobre privacidade, levando a um recorde de inscrições no Claude, que viu sua base de usuários pagos dobrar este ano.

Para quem decide migrar, o maior desafio é não perder o “treinamento” que a IA recebeu ao longo de meses de uso. Felizmente, é possível exportar suas memórias e levá-las para a nova casa.

Como exportar seus dados e memórias do ChatGPT

Antes de dar adeus à OpenAI, você deve garantir que suas preferências e instruções personalizadas não sejam apagadas.

  1. Acesse as Configurações: No ChatGPT, clique no seu perfil e vá em “Configurações“.
  2. Gerencie a Memória: Entre em “Personalização” e selecione “Memória”. Clique em “Gerenciar” para revisar o que a IA sabe sobre você.
  3. Copie as informações: Copie o texto das memórias mais relevantes para um documento externo.
  4. Exporte o histórico completo: Em “Controle de Dados“, selecione “Exportar Dados”. O sistema enviará um arquivo JSON ou texto para o seu e-mail com todas as suas conversas antigas.

Passo a passo para importar dados e configurar o Claude

Com os dados em mãos, o próximo passo é “ensinar” o Claude a ser o seu novo assistente pessoal.

  1. Ative a função Memória: no Claude, vá em “Configurações” > “Capacidades” e certifique-se de que a opção Memória está ativada.
  2. Faça a importação: depois, toque no botão “Iniciar importação”. Você deverá copiar o prompt preparado pela IA (deixe em inglês mesmo) e colar em uma nova conversa.
  1. Cole a resposta da conversa com o chatbot na janela de importação do passo anterior. Por fim, selecione “Adicionar à memória”.
  2. Verifique a gravação: pergunte ao Claude o que ele sabe sobre você para confirmar se os dados foram salvos corretamente.

Como excluir permanentemente sua conta no ChatGPT

Para encerrar o vínculo com a OpenAI e garantir que seus dados não continuem nos servidores, não basta apenas cancelar a assinatura Plus.

  1. Limpe a memória: vá em Configurações > Personalização > Memória e apague todos os registros.
  2. Comando final: no chat, digite “Exclua toda a minha memória e dados personalizados”.
  3. Delete a conta: vá até a aba de gerenciamento de conta e selecione a opção de exclusão permanente.

Lembre-se: este processo é irreversível e removerá todos os seus acessos aos modelos GPT.

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Estudantes da USP vencem prêmio internacional de IA com chatbot para WhatsApp

4 de Março de 2026, 05:30

Recentemente, três alunos de Ciência da Computação no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP São Carlos criaram um chatbot para o combate de fake news online. O chamado “Tá Certo isso AIanalisa e verifica a veracidade das informações recebidas via mensagens pelo WhatsApp, independentemente do formato (texto, vídeo, áudio ou imagem).

O software foi desenvolvido por Cauê Paiva Lira, Luiz Felipe Costa e Pedro Henrique Silva, equipe vencedora do Programa AI4Good da Brazil Conference. Esse evento é uma conferência internacional que reúne brasileiros nos EUA — incluindo especialistas, líderes, estudantes e empreendedores — para debater e criar estratégias que enfrentem desafios tecnológicos, políticos e socioeconômicos do país.

O evento ocorrerá presencialmente na Universidade Harvard e no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos dias 27, 28 e 29 de março.

Para quem tem pressa:

  • Estudantes da USP São Carlos criaram um chatbot que analisa e verifica a veracidade das informações recebidas via WhatsApp, independentemente do formato (texto, vídeo, áudio ou imagem);
  • O software “Tá Certo Isso AI?” foi o vencedor do Programa AI4Good;
  • As informações analisadas pela ferramenta são checadas em meios de comunicação consolidados, sites e portais institucionais e fontes especializadas na checagem de fatos. A ideia é que o bot não faça apenas uma apuração primária, mas que auxilie no processo de combate à desinformação.

Funcionamento do chatbot e curadoria de informações

O softwate “Tá Certo isso AI?” é público e pode ser acessado por qualquer pessoa de diferentes formas.

Na primeira forma, você pode adicionar o telefone 35 8424-8271 nos contatos da sua agenda do celular e salvá-lo. Em seguida, basta abrir uma conversa com este número no WhatsApp.

A segunda maneira é por meio do site oficial do projeto, clicando aqui. Ainda é possível adicionar a ferramenta a grupos de WhatsApp onde, após a adição, é possível marcar o bot com @ na informação que deseja confirmação.

Na análise, o chatbot busca a veracidade das informações em meios de comunicação consolidados, sites e portais institucionais, e fontes especializadas na checagem de fatos. Em entrevista ao Jornal da USP, um dos desenvolvedores do projeto, Luiz Felipe Diniz Costa, afirmou que a ideia é que o bot não faça apenas uma apuração primária.

“O bot não aceita qualquer fonte. Ele faz a checagem apenas em bases que já passaram por esse filtro de confiabilidade, o que reduz o risco de erro e aumenta a qualidade das respostas”, afirmou Luiz Felipe Costa, um dos idealizadores do projeto.

Leia mais:

Idealização do projeto

Seu celular não é só distração nem diversão e pode alimentar um problema todos os dias
Jovem interage com diversas plataformas tecnológicas em seu celular – (Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

O “Tá Certo Isso AI?” começou com a participação dos estudantes no Hackathon 2025, uma maratona de programação onde os alunos tiveram apenas 10 horas para esboçar a ferramenta e saíram vencedores. O tema era justamente “Soluções para mitigar o impacto das fake news na sociedade”.

A partir daí, Cauê afirmou que soube que o edital do AI4Good estava aberto e viu uma oportunidade para continuar o desenvolvimento do projeto. “Foram cerca de 170 grupos inscritos e apenas oito foram selecionados para participar do processo de monitoria e aceleração”, comentou um dos desenvolvedores.

Após a aprovação no processo, foram aproximadamente seis semanas para aprimorar o “Tá Certo isso AI?” e colocá-lo em vigor.

Desenvolvimentos futuros

Microsoft alerta para falha em modelos de IA que ameaça privacidade dos usuários
Usuário utilizando chatbot (Imagem: TippaPatt / Shutterstock)

Para continuar o desenvolvimento da ferramenta, Luiz Costa analisou a proporção que o chatbot tem tomado e vê como uma oportunidade para investimentos no projeto:

Acreditamos que a visibilidade proporcionada pela Brazil Conference pode abrir caminho não apenas para colaborações com órgãos governamentais e veículos de comunicação, já que o enfrentamento à desinformação é um interesse comum a essas esferas, mas também para impulsionar nossas trajetórias profissionais, por meio do desenvolvimento de projetos com impacto social.

— Luiz Costa, um dos idealizadores do “Tá Certo isso AI?”

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A inteligência artificial que vai dublar séries e vídeos com a voz original dos atores

10 de Fevereiro de 2026, 18:27

O YouTube anunciou uma inovação que promete derrubar as fronteiras linguísticas na plataforma por meio da dublagem por inteligência artificial. Essa nova ferramenta permite que criadores alcancem audiências globais preservando a identidade sonora original dos vídeos. Com o uso de redes neurais, o sistema ajusta a entonação e a sincronia labial de maneira automatizada.

Como funciona a dublagem por inteligência artificial na prática?

Segundo um comunicado publicado pelo Google, a tecnologia utiliza modelos generativos para replicar o timbre do locutor em outros idiomas. Essa abordagem garante que a personalidade do criador não seja perdida durante a conversão do áudio, mantendo o engajamento com o público.

O processamento ocorre diretamente nos servidores da plataforma, permitindo que o vídeo seja assistido em diferentes línguas quase instantaneamente. O resultado é uma experiência fluida, onde o espectador mal percebe que o conteúdo original não foi gravado naquele idioma específico.

🎙️ Mapeamento de Timbre

A IA analisa a frequência da voz original para criar uma assinatura vocal idêntica em outra língua.

🔄 Tradução Adaptativa

O texto é traduzido respeitando contextos culturais e gírias para manter a naturalidade da fala.

👄 Sincronia Labial (Lip-sync)

A imagem do locutor é re-renderizada sutilmente para que o movimento da boca combine com o som.

Quais são as principais vantagens desta inovação para os criadores?

A expansão de alcance é o ponto mais forte, permitindo que um canal brasileiro seja assistido por falantes de inglês ou francês sem esforço extra. Isso democratiza o acesso ao conhecimento e potencializa o crescimento de visualizações em escala global, gerando novas oportunidades de negócio.

Além do alcance, a economia de recursos é significativa, pois elimina a necessidade de contratar estúdios externos para cada idioma desejado. A ferramenta integrada simplifica o fluxo de trabalho e acelera a distribuição de novos episódios para diferentes nichos de mercado.

  • Acesso imediato a mercados internacionais de alto poder aquisitivo.
  • Fidelização do público através da manutenção da voz real do criador.
  • Redução drástica nos custos operacionais de tradução e pós-produção.
  • Melhoria na experiência do usuário que prefere áudio em vez de legendas.
A inteligência artificial que vai dublar séries e vídeos com a voz original dos atores
Criadores ampliam audiência internacional economizando custos e mantendo identidade vocal – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Como a dublagem por inteligência artificial mantém a qualidade sonora?

A manutenção da fidelidade sonora é alcançada através de algoritmos que isolam as frequências da voz original para recriar os mesmos padrões no novo idioma. Isso evita aquele efeito de voz robotizada que era comum em ferramentas de tradução mais antigas, trazendo mais humanidade ao vídeo.

Outro fator crucial é a análise emocional, que identifica picos de empolgação ou seriedade para replicar essas nuances na dublagem final. Abaixo, apresentamos uma comparação técnica entre os métodos de tradução disponíveis no mercado atual para facilitar sua visualização.

Característica Legenda Padrão Nova Dublagem IA
Identidade Vocal Nenhuma Alta Fidelidade
Imersão Visual Baixa (Distração) Total (Natural)
Sincronia Labial Não se aplica Automatizada

O sistema de tradução afeta a monetização dos vídeos?

Atualmente, a integração dessa tecnologia visa aumentar o engajamento geral, o que reflete diretamente no faturamento publicitário dos canais. Ao atrair públicos de países com moedas mais fortes, o criador pode ver um salto significativo no seu faturamento por mil visualizações.

A plataforma garante que as regras de direitos autorais e as políticas de uso aceitável continuam valendo para os conteúdos dublados. Dessa forma, a segurança jurídica do produtor de conteúdo é preservada durante toda a transição tecnológica para os novos formatos digitais.

Qual o impacto futuro desta tecnologia no mercado audiovisual?

O futuro aponta para uma quebra total das legendas como conhecemos, priorizando o áudio dublado para uma imersão completa e natural. Especialistas acreditam que essa ferramenta será o padrão ouro para documentários e cursos online em poucos anos, facilitando a educação global.

A evolução contínua dos algoritmos deve trazer melhorias ainda mais profundas na expressão facial e nos micro-movimentos dos lábios dos atores. O YouTube reafirma seu compromisso de liderar essa transformação digital no consumo de mídias globais e acessíveis para todos.

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