Antes da crise de memória RAM atual, muitos usuários de PC já estavam migrando para a tecnologia DDR5, que já tinha quatro anos de disponibilidade. Agora, DDR2, uma tecnologia de mais de 20 anos de idade, é o novo alvo da crise, tendo encarecido cerca de 60% no segundo trimestre de 2026 por conta da demanda dos data centers de IA.
Segundo um levantamento do TrendForce, os preços de contrato de memória RAM DDR2 cresceram entre 55 e 60% entre abril e junho. Embora a situação já pareça ruim, ela ainda deve piorar, já que a estimativa para o terceiro trimestre é de alta na casa dos 40%.
Fábricas estão fazendo "downgrade" em produção de RAM
Esse aumento repentino acontece por conta do "downgrade" que as fabricantes estão tendo que fazer para garantir suprimento, já que a tecnologia mais recente foi toda abocanhada pelos data centers. O TrendForce afirma ainda que algumas empresas estão substituindo o design DDR4 por DDR3, outras estão trocando componentes de DDR3 por DDR2.
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Poucas memórias DDR2 tinham esse "design gamer" (Imagem: TechPowerUp/Reprodução)
As grandes fabricantes de chips DRAM, como Micron, Samsung e SK hynix, estão realocando todas as suas capacidades para a produção de wafers para memórias HBM, que é uma exigência das GPUs da NVIDIA para data centers de IA, que, por sua vez, é a líder no abastecimento desse segmento.
Além disso, existe também um foco em DDR5, já que esses supercomputadores fazem uso dessa tecnologia. Por isso sobra pouco (na verdade quase nada) para o consumidor. Recorrer a memórias mais antigas é uma saída que a indústria encontrou para continuar ofertando algo para o consumidor.
O problema mesmo seria retornar aos processadores e placas-mãe que faziam uso de memória DDR2. São tecnologias de 20 anos atrás e processadores extremamente simples para os padrões de hoje, como o Intel Core 2 Duo e o AMD Athlon 64 X2, na melhor das hipóteses. Essas CPUs são consideravelmente mais fracas que chips de smartphones de anos atrás.
Antes desse aumento das memórias DDR2 vir à tona, indícios de que a memória DDR3 voltou a crescer surgiram, mais uma consequência do atual estado da indústria.
Star Fox é uma das grandes franquias da Nintendo e teve muita força nos anos 1990. Naquela década, a franquia recebeu dois jogos, sendo Star Fox 64, o segundo, considerado por muitos o melhor já lançado. Com o passar dos anos, a série foi crescendo, ganhando novos títulos, poucos se destacaram e, no fim, foram oito games. Agora, em 2026, Star Fox retorna, marcando o 9º título da franquia.
Por isso, com tantos jogos, existe uma ordem certa para jogar cada Star Fox. Bom, não necessariamente, já que a franquia não tem bem uma história que se desenvolve jogo após jogo. Por exemplo, Star Fox 64 já teve um remaster e já foi reimaginado com Star Fox Zero.
Agora, o título de Nintendo 64 volta a ser o foco com o game para Switch 2.
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Quantos Star Fox foram lançados?
Ao longo de mais de três décadas de história, Star Fox se estabeleceu como um dos pilares de ficção científica da Nintendo, contando com oito jogos principais.
A jornada começou no Super Nintendo em 1993 com o Star Fox original, título que revolucionou a indústria ao utilizar o chip Super FX para renderizar gráficos em 3D. Embora uma sequência direta chamada Star Fox 2 tenha sido desenvolvida na mesma época para o console, ela acabou cancelada e só recebeu um lançamento oficial muito tempo depois, em 2017, disponível para o catálogo de clássicos para Switch e Switch 2.
A consolidação definitiva da série veio no Nintendo 64 com o aclamado Star Fox 64, lançado em 1997, que expandiu o universo com dublagem marcante, introduzindo também o acessório de vibração Rumble Pak. Avançando para a geração do GameCube, a franquia recebeu duas propostas bastante diferentes: Star Fox Adventures em 2002, que misturou a exploração a pé com elementos de ação e aventura no estilo Zelda, e Star Fox: Assault em 2005, que buscou retomar a ação frenética dos combates aéreos e terrestres combinados.
Nos portáteis, a franquia marcou presença no Nintendo DS com Star Fox Command em 2006, introduzindo elementos de estratégia em turnos e múltiplos finais para a história. Em 2011, o 3DS recebeu uma remasterização de Star Fox 64.
A última grande investida antes do novo título ocorreu no Wii U com o lançamento de Star Fox Zero em 2016, uma reimaginação que tentou aproveitar as duas telas do console para reinventar a clássica jogabilidade de tiro sobre trilhos.
Qual é a ordem certa de jogar Star Fox?
Encontrar o caminho ideal pelo Sistema Lylat é mais simples do que parece. Star Fox não possui uma única linha do tempo contínua; em vez disso, a franquia é dividida em reboots e universos paralelos que recontam a mesma história. Para se preparar para o novo jogo, você pode optar por duas ordens principais:
Ordem cronológica principal (Linha do Tempo Cânone)
Esta é a rota para acompanhar o desenvolvimento da história e dos personagens na linha do tempo que se tornou a principal da franquia. Ela ignora os jogos do Super Nintendo, já que o título de Nintendo 64 funciona como um recomeço para a história.
Star Fox 64 (Nintendo 64/Nintendo 3DS): o ponto de partida definitivo que estabelece a formação da equipe e o combate inicial contra Andross.
Star Fox Adventures (GameCube): se passa anos depois e introduz novos personagens e foca na exploração a pé no planeta Sauria.
Star Fox: Assault (GameCube): retoma a ação espacial clássica e une a equipe para enfrentar a ameaça biomecânica dos Aparoids.
Star Fox Command (Nintendo DS): o fechamento da linha do tempo principal, apresentando elementos de estratégia e múltiplos finais possíveis.
Ordem de lançamento
Se você prefere ver como a franquia evoluiu tecnologicamente e experimentar todas as mecânicas diferentes de gameplay, o "ideal" (Star Fox 2 é melhor depois do primeiro Star Fox mesmo) é jogar na ordem em que os games chegaram ao mercado:
Star Fox (1993 - Super Nintendo)
Star Fox 2 (2017 - Super NES Classic Edition, desenvolvido nos anos 90, mas lançado oficialmente depois)
Star Fox 64 (1997 - Nintendo 64)
Star Fox Adventures (2002 - GameCube)
Star Fox: Assault (2005 - GameCube)
Star Fox Command (2006 - Nintendo DS)
Star Fox Zero (2016 - Wii U)
Star Fox de Nintendo Switch 2 promete ser o recomeço definitivo para a série, depois de tanto ser reimaginado pela Nintendo. O game tem lançamento agendado para 25 de junho.
Desde que a AMD anunciou que está levando o FSR 4.1 para as Radeon mais antigas, a comunidade de PC gamer do lado vermelho da força ficou mais esperançosa. Apesar de o suporte oficial começar em julho, a tecnologia foi vazada pela Valve e retirada da internet logo em seguida, mas a demora foi o suficiente para uma pessoa baixá-la e já colocá-la em ação em uma placa RX 7000 e até RX 6000.
No subreddit, o responsável por baixar o FSR 4.1.1 INT8 diz que o "amdxcffxc64.dll" é certificado e, por isso, pode funcionar em jogos com suporte a qualquer versão do FSRatravés do Optiscaler. Ele chegou a testar a tecnologia em uma Radeon RX 7800 XT, GPU RDNA 3 que receberá o suporte oficial por parte da AMD em julho. Nenhum detalhe sobre desempenho e qualidade de imagem nessa combinação foi feito pelo redditor até agora.
Além dessa placas de vídeo, uma Radeon RX 6900 XT também foi testada. Ela conseguiu rodar games com o FSR 4.1 através do Optscaler, mas disse que percebeu artefatos na imagem. Isso, provavelmente, se dá pela falta de suporte a nível de hardware pelas GPUs RDNA 2. Por isso, a AMD está trabalhando pesado para trazer o suporte as Radeon RX 6000, algo que está previsto para acontecer somente no começo de 2027.
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O responsável por testar o DLL do FSR 4.1 também disse que funciona em GPUs RDNA 3.5, que são gráficos integrados presente em APUs mobile com CPUs Zen 5, como os Strix Point e Strix Halo.
FSR 4.1 pode ser a saída para a GPU RDNA 3 do Steam Machine
Com o vazamento dos arquivos, é questão de tempo para que a comunidade use o FSR 4.1 em GPUs Radeon RX 7000 e RX 6000 em diferentes jogos. O suporte ao FSR 4.1 pelas GPUs Radeon RX 7000 é algo muito importante para a Valve, já que seu novo Steam Machine será equipado com uma GPU RDNA 3. Com a considerável superioridade em relação ao FSR 3, a GPU do mini PC da Valve terá ainda mais fôlego, entregando mais desempenho e qualidade visual nos jogos, com possível margem para encarar até resoluções maiores além do 1080p.
Janeiro de 2025 foi a última vez que os PC gamers se empolgaram com anúncios e consequente lançamentos de novos processadores e GPUs. De lá para cá, só vimos relançamento de tecnologia mais antigas por conta da crise de hardware. Se depender da AMD, as novas placas de vídeo baseadas em RDNA 5 devem chegar somente no segundo semestre de 2027, é o que indica uma OEM ao canal Moore's Law is Dead.
Essa fabricante parceira da AMD diz que foram informados agora que o primeiro envio de GPUs RDNA 5 acontecerá na metade de 2027. Essa fonte menciona ainda que ficaria "chocado" se as placas de vídeo de nova geração da AMD chegassem antes do final de 2027. Além disso, ele revela algo interessante sobre a NVIDIA em sua fala:
"Sinceramente, eu acho isso empolgante por conta de como a NVIDIA tem nos tratado com o suprimento de GPU ultimamente. Nós precisamos disso".
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A fala desse OEM, considerando que seja verdade, nos indica algo preocupante e que já vem sendo discutido há meses: a falta de interesse da NVIDIA em placas de vídeo GeForce RTX por conta da mina de ouro chamada de IA. Vários rumores apontam para isso, sendo esse também um motivo pelo qual as GeForce RTX 60 devem demorar a chegar, além da escassez de memória, algo que a NVIDIA já disse estar imune, então não existe desculpa, certo?
GPUs RDNA 5 já apareceram em vários rumores
Olhando para a AMD, já vimos outras informações não oficiais acerca das GPUs RDNA 5. Algumas delas falam sobre a maior mudança a nível de arquitetura das Radeon RX, que terão 3x mais núcleos. Uma Unidade Computacional (CU) passará a ter 128 Stream Processors, que são os núcleos na arquitetura gráfica da AMD. Esse número é o dobro em relação ao que é praticado nas GPUs RDNA 4 e, por isso, a placa de vídeo "Radeon RX 10000" topo de linha pode ter 12.288 núcleos. Por isso, o lineup de próxima geração pode ficar assim:
RDNA 5 high-end: 96 CUs/12.288 núcleos
RDNA 5 intermediária: 40 CUs/5.120 núcleos
RDNA 5 mainstream: 24 CUs/3.072 núcleos
RDNA 5 de entrada: 12 CUs/1.536 núcleos
Existem ainda especulações até mesmo sobre uma mudança na forma como a AMD deve chamar a nova geração de placas Radeon. Em vez do RX praticado desde a introdução da atual arquitetura RDNA, elas passariam a chamar "PTX".
O FSR 4é a melhor implementação da tecnologia da AMD até o momento. Exclusiva de placas de vídeo Radeon RX 9000 (RDNA 4), a suite de recursos para games está a caminho das gerações anteriores. Em entrevista ao TechPowerUp, executivos da AMD falam sobre o desafio que está sendo levar o FidelityFX Super Resolution 4 para placas baseadas em RDNA 2, já que elas não contam com nenhuma tecnologia voltada para IA.
O FSR 4, assim como o DLSS desde sua primeira versão, faz uso de aprendizado de máquinapara melhorar a qualidade de imagem e o desempenho dos jogos. Ou seja, isso acontece através de IA. Por isso, os núcleos das Radeon RX 9000 são os mais indicados para essa tarefa, embora as RX 7000 também tenham suporte, mas de forma mais limitada. Já as RX 6000 não possuem nada a seu favor nesse sentido.
Radeon RX 6000 não contam com aceleradores de IA
Sem aceleradores de IA, as GPUs baseadas em RDNA 2 dependendo exclusivamente de seus Stream Processors. Isso significa que os núcleos principais, que já fazem quase todo o trabalho de renderização de um jogo, serão ainda responsável por processar o upscaling e gerador de quadros melhorados do FSR 4. Isso exigirá uma grande quantidade de poder computacional e otimizações precisam ser feitas, por isso o suporte chega somente em 2027.
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A Radeon RX 6800 XT é uma GPU ainda muito capaz e ficaria ainda melhor com o FSR 4 (Imagem: Jones Oliveira/Canaltech)
Esse não será o caso das placas de vídeo Radeon RX 7000, que já possuem aceleradores de IA, embora com suporte a INT8 e não FP8 como as RX 9000. Por isso, o suporte ao FSR pelas GPUs RDNA 3 já começa em julho, já que o trabalho é menor.
Para alcançar a otimização ideal, a AMD adota um sistema de desenvolvimento em várias etapas. O algoritmo adaptado passa por um treinamento inicial em clusters de aceleradores Instinct MI e é refinado em placas de nível profissional Radeon Pro através da plataforma ROCm. Antes de liberar o software, a empresa realiza testes em inúmeras configurações diferentes de PCs para garantir máxima estabilidade e desempenho fluido.
Quando a crise de memória RAM chegou no fim do ano passado, o problema afetava somente PCs de mesa, já que os preços desse componente em si haviam subido. Acontece que chips para notebooks também foram afetados e isso está encarecendo os aparelhos em geral, já que o valor maior das memórias precisa ser repassado de alguma forma. Analistas do mercado indicam que o aumento nos preços está entre 15 a 30% e deve priorar.
O fenômeno, apelidado de "RAMageddon" lá fora, transformou o que era um problema de quem montava o próprio PC em uma crise global. Como muitos sabem, a causa central está na inteligência artificial: grandes empresas de tecnologia estão devorando a produção de DRAM para abastecer data centers de IA. Com isso, fabricantes como Samsung, SK Hynix e Micron redirecionaram suas linhas para memórias HBM de alta margem.
Notebooks devem ficar mais caros no decorrer do ano
Como 1 GB de HBM consome até quatro vezes mais silício que a DRAM comum, a oferta para computadores desabou. Um kit básico de 32 GB DDR5 saltou de US$ 80 no ano passado para US$ 439 em junho de 2026.
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Notebooks mais simples como o Lenovo Ideapad já beiram R$ 3.000 (Imagem: Lenovo/Reprodução)
Esse encarecimento afeta diretamente o consumidor. A HP revelou que a RAM foi para 35% do custo total de componentes de um PC. Diante disso, marcas como Dell, Lenovo, Acer e ASUS repassaram o aumento, elevando o preço de notebooks intermediários de US$ 900 para mais de US$ 1.200. Como reflexo, modelos com apenas 8 GB de RAM, que pareciam extintos, ganharam fôlego extra no mercado para conter custos e estão sendo vendidos com força.
Diferentes projeções indicam uma escalada de até 130% nos preços combinados de DRAM e SSDs até o fim do ano, provocando uma queda de 10,4% nas vendas globais de PCs. Analistas alertam que o alívio na produção só virá no final de 2027, embora empresas como a AMD acreditam que vai além, quando novas fábricas iniciarem operações em massa.
Apesar de falarmos somente em memória RAM e SSDs quando se trata da crise, vale lembrar que processadores e placas-mãe também estão sendo afetados.
A crise de hardware é tamanha, que fabricar novos componentes está sendo um desafio. Por isso, diferentes empresas estão trazendo componentes de anos atrás de volta, como a NVIDIA com a RTX 3060 e 3050, e agora a AMD com APUs Ryzen 3000 baseadas em Zen+ para notebooks, e até mesmo um modelo que ainda usa a arquitetura Zen 2 para PC de mesa.
A página da AMD adicionou as "novas" CPUs Ryzen 5 3501U e Ryzen 3 3100U, duas APUs mobile baseadas em Zen+, que por sua vez nada mais é que um refresh da primeira geração da atual arquitetura da AMD. O primeiro deles é um modelo de 4 núcleos e 8 threads, operando até 3,7 GHz e 6 MB de cache. Já o segundo é um dual core com boost de 3,2 GHz e total de 5 MB de cache.
Ambos operam com TDP base de 15W, chegando a 35W, dependendo da demanda, e contam com gráficos integrados Vega 8. Por se tratar de uma arquitetura antiga, essas CPUs são feitas com o processo de 12 nm, muito acima do 4 nm dos processadores mobile mais modernos da AMD hoje.
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Ryzen 3 3100U
Ryzen 5 3501U
Ryzen 7 4700LE
Arquitetura
Zen+
Zen+
Zen 2
Núcleos/Threads
2/4
4/8
8/16
Clock Base
1.9 GHz
2.1 GHz
3.6 GHz
Clock Boost
3.2 GHz
3.7 GHz
4.2 GHz
Cache L2
1 MB
2 MB
4 MB
Cache L3
4 MB
4 MB
8 MB
TDP Padrão / Base
15W
15W
65W
"Novo" CPU para desktop usa arquitetura dos Ryzen 3000
Já para desktop, mas exclusivo para PCs de parceiras da AMD (OEM), o Time Vermelho está trazendo o Ryzen 7 4700LE, baseado na arquitetura Zen 2, que fez sua estreia nos Ryzen 3000, feito em 7 nm. Como qualquer Ryzen 7, ele conta com 8 núcleos e 16 threads, chegando a 4,2 GHz, oferecendo 8 MB de cache L3, suporte a PCIe 3.0 e memória RAM DDR4-3200. Diferente dos modelos para notebook, ele não oferece gráficos integrados.
Essa é uma decisão um tanto questionável, principalmente em relação aos processadores para notebooks. Eles só fariam sentido se os preços fossem muito baixos, mas isso é algo que ainda não sabemos. Curiosamente, existem notebooks com Ryzen "mais modernos", mas com especificações muito semelhantes a esses citados aqui.
O Ryzen 3 7320U, por exemplo, pode ser encontrado em notebooks que custam cerca de R$ 3.000. Mas, apesar de parecer algo moderno, ele nada mais é do que uma CPU baseada em Zen 2, mesma arquitetura dos Ryzen 3000, com 4 núcleos e 8 threads. Isso acontece por que os Ryzen 7000 oferecem diferentes gerações Zen, algo anunciado anos atrás e não foi nada bem aceito.
Os Copilot+ PCs completam exatamente dois anos de mercado neste mês de junho. Desde o lançamento, inúmeros notebooks chegaram às lojas trazendo como principal requisito uma NPU (Unidade de Processamento Neural) integrada. Esse cenário, contudo, está prestes a mudar: a Microsoft começou a expandir a compatibilidade dos recursos de IA local do Windows 11 para placas de vídeo dedicadas NVIDIA GeForce RTX série 30 (ou superiores) que possuam pelo menos 6 GB de VRAM.
Essa mudança é extremamente significativa. Ela sinaliza que a exigência de uma NPU com desempenho mínimo de 40 TOPS para carimbar um notebook como "Copilot+ PC" pode estar com os dias contados. Afinal, em termos de poder bruto, uma GPU como a RTX 3050 é consideravelmente mais forte do que os núcleos de IA integrados nos processadores AMD Ryzen AI ou Intel Core Ultra. Com essa abertura, a exclusividade e a vantagem comercial desse selo de IA começam a encolher a partir de agora.
Até então, a Microsoft restringia os recursos locais do sistema operacional atrás do hardware das NPUs. Com a nova atualização, as GPUs entram em cena por meio de APIs de Modelos de Linguagem. Embora a novidade tenha surgido em documentações experimentais voltadas para desenvolvedores, o impacto final será direto no usuário.
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Ainda existem recursos de IA do Windows 11 presos em NPUs
A partir dessa integração, os aplicativos do Windows poderão acionar o Windows Update para baixar o modelo de linguagem leve Phi Silica. Com ele rodando direto na GPU do usuário, será possível usar nativamente recursos de texto baseados em IA local, garantindo total privacidade dos dados.
Placas de vídeo RTX, por mais simples que sejam, são muito mais potentes que NPUs (Imagem: MSI/Reprodução)
Por outro lado, recursos visuais e operacionais mais complexos do ecossistema, como o Windows Recall, o recurso Click to Do e as ferramentas de text-to-image (geração de imagem) do MS Paint, continuam, pelo menos por enquanto, restritos aos chips NPU.
Representada pela Positivo no Brasil, a VAIO está lançando o novo VAIO Pro BK, um notebook feito para atender empresas que demandam alto desempenho, segurança e, principalmente, preparo para cargas de trabalho baseadas em Inteligência Artificial. Ele conta com design premium e CPUs Intel Core Ultra.
O grande diferencial do modelo é a capacidade de executar aplicações de IA localmente. Ao reduzir a dependência de processamento em nuvem, a marca reforça a confidencialidade e o controle de dados sensíveis, algo essencial para grandes empresas. "O Novo VAIO Pro BK reflete a evolução da linha corporativa ao incorporar IA diretamente no dispositivo, sem renunciar à robustez e segurança, características históricas da VAIO", afirma Daniela Colin, diretora da Positivo Tecnologia.
O notebook é equipado com processadores Intel Core Ultra, equipados com NPU, núcleos voltados para processamento de IA localmente. Focado no ambiente corporativo, ele integra Webcam IR Full HD (1080p) com Windows Hello, leitor biométrico e trava de segurança Kensington. Para videochamadas, conta com o Windows Studio Effects, que aprimora imagem e iluminação automaticamente.
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VAIO Pro BK já está à venda na loja oficial
Com tela de 14” Full HD+ IPS (abertura de 180º) e teclado ABNT ergonômico, o modelo traz a tecla dedicada Copilot para acesso rápido ao assistente de IA. O conjunto oferece alta flexibilidade: memória RAM DDR5 expansível até 64 GB e suporte a SSD de até 4TB. A autonomia de bateria atinge até 10 horas. A conectividade inclui Wi-Fi 6E, Bluetooth 5.3, porta USB-C Full, HDMI 2.1 e entrada RJ-45.
Vaio promete design premium a um custo acessível (Imagem: Vaio/Reprodução)
O VAIO Pro BK já está à venda com preços a partir de R$ 5.999,00, disponível para pequenas, médias e grandes empresas via canais de vendas da marca. Se você quiser algo mais poderoso da marca Positivo, o Master Copilot+ com CPU Intel Panther Lake é a solução.
O ano de 2025 foi marcado por problemas nos processadores Ryzen com a tecnologia 3D V-Cache, especialmente da série 9000X3D. Porém os Ryzen 7000X3D também estão nesse grupo, e um dono de um Ryzen 9 7950X3D danificado do nada teve a garantia negada pela AMD. Graças à intervenção de um canal grande do YouTube, o Time Vermelho voltou atrás e enviou uma reposição para seu cliente.
Para efeito de contextualização, vamos entender a história desse Ryzen 97950X3D defeituoso. Um redditor chamado u/VINCENT199411 publicou fotos de seu processador com um "calombo", ou inchaço, nos pads de contato. Diante de inúmeros casos envolvendo placa-mãe no último ano, ele logo acionou a Gigabyte, já que seu modelo era um AORUS Master X679E.
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Testes da Gigabyte comprovam que o problema era na CPU
Após inspecionar a placa, realizar testes e instalar outra BIOS, a fabricante percebeu que não havia nada de errado com a placa, exceto por um leve dano nos pinos de contato do socket, algo que não inutilizou a placa e eles mesmos fizeram o reparo. Eles chegaram a colocar outro Ryzen 9 7950X3D e tudo funcionou normalmente.
Foi aí que o usuário entrou em contato com a AMD, que negou o RMA após avaliar as fotos enviadas, alegando que não cobre danos físicos. O Hardware Unboxed então interveio depois de ver a situação. Na rede social X, eles falaram: "se a AMD não resolver isso antes do fim da semana, será mais um desastre de marketing". Poucos dias depois, o Hardware Unboxed publicou que a AMD respondeu dizendo que estava resolvendo a questão e o cliente receberia uma peça de reposição.
Good news, AMD has just told me this issue is being resolved. The customer is getting a replacement part. https://t.co/Ie5FfJPg2W
Esse problema ganhou força no ano passado com a combinação Ryzen 7 9800X3D, já que é o mais popular com a tecnologia de cache empilhado, e placas-mãe das séries 600 e 800 e começou com a ASRock.
A crise na indústria de hardware é tamanha, que componentes antigos estão voltando à ativa. Diversos rumores apontam para o retorno da RTX 3060 e isso já está acontecendo. O Videocardz percebeu uma movimentação na página da Manli e notou duas novas placas de vídeo: RTX 3060 12 GB e RTX 3050 6 GB. Não existem preços divulgados, nem sabemos se outras fabricantes já estão seguindo esse caminho.
A maior diferente da RTX 3060 de 12 GB são os 4 GB a mais de memória, largura de banda maior, chegando a 360 GB/s e interface de 192-bit, diferente de 240 GB/s e 128-bit da versão de 8 GB. Os 12 GB dão uma segurança extra para games AAA modernos que têm exigido cada vez mais armazenamento, com texturas de alta resolução. Os modelos disponíveis em nosso mercado custam o equivalente a uma RTX 5060 atualmente
Já a RTX 3050 conta com 6 GB, 2.304 CUDA cores, boost de 1.470 MHz. Essa placa de vídeo ainda é vendida no Brasil e hoje é a melhor opção custo-benefício, ideal para um PC gamer de entrada. É possível achá-la por cerca de R$ 1.300 e existem lojas que a vendem ainda mais barata.
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Mercado pode ficar sem novidades?
O retorno dessas placas de vídeo é uma alternativa da NVIDIA para abastecer o mercado, já que elas usam memória GDDR6, que não é alvo da indústria de data center com foco em IA e armazenamento em nuvem. Como a produção de GDDR7, usada nas RTX 50, está em jogo por conta do foco em memórias HBM pelas fabricantes, o suprimento da atual geração anda em corda bamba, correndo o risco de diminuir a cada mês, o que levaria a mais aumento nos preços.
A RTX 3060 ainda é do tempo da finada EVGA (Imagem: Felipe Vida/Canaltech)
Pelo lado da rival AMD, não existe nada sobre o retorno de placas de vídeo antigas até o momento. Vale lembrar que as Radeon RX 9000 usam GDDR6 e é possível encontrar as RX 9060 e 9070 com bom estoque e preços até interessantes, considerando o momento atual. Mas o que o Time Vermelho está trazendo de volta, na outra ponta, são CPUs antigas, como o Ryzen 7 5800X3D, e além de modelos que só mudam o nome, como o Ryzen 7 7700X3D, que é um 7800X3D com menos clock.
Qualquer empresa de tecnologia enfrenta hoje a escassez de memória RAM e SSD por conta da atual crise. O Xbox é um deles. Essa falta de componentes fez os preços dispararem como nunca antes, e a divisão de games da Microsoft espera pagar mais de 500% nesses chips em relação há dois anos atrás para manter o Xbox Series no mercado, segundo a CEO Asha Sharma.
Em uma publicação no blog oficial, a líder do Time Verde dos consoles traz um panorama geral de sua gestão nos primeiros 100 dias. Entre vários assuntos abordados, o desafio em garantir componentes para o ecossistema Xbox é um deles. Asha conta que, assim que assumiu como CEO em fevereiro no lugar de Phil Spencer, o preço de armazenamento já era mais do que o dobro em comparação com a nossa primavera passada, terceiro trimestre de 2025.
Ela afirma que "desde então, esses custos dobraram novamente". Até a temporada de festas de fim de ano, período importante para o mercado americano em termos de promoções, a executiva espera um "outro aumento significativo", que pode passar de 5x em relação há dois anos atrás. Ela afirma ainda que "os custos com memória seguiram uma trajetória bastante semelhante".
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Asha culpa decisões da gestão anterior do Xbox
Alfinetando a gestão passada, a CEO do Xbox diz que eles sentiram mais esse impacto em relação aos concorrentes por conta de decisões feitas no passado:
"Embora todo o setor esteja enfrentando uma crise de componentes, acreditamos que fomos afetados de forma mais acentuada do que muitos de nossos concorrentes devido às escolhas que fizemos na última meia década".
A gestão de Asha Sharma está mirando em uma reestruturação do Xbox (Imagem: Xbox/Reprodução)
Por causa dessa situação toda, eles não estão tendo condições de "fabricar tantos consoles quanto os jogadores desejam comprar". Assim, o Xbox trabalha agora pra ter um "novo modelo de negócios e de parcerias de hardware", tudo isso para tornar viável a próxima geração, chamada de Xbox Helix.
Todas essas decisões levaram o Xbox ao prejuízo. Asha afirma que o atual ano fiscal terminará com margem de lucro de 3%, menos do que no ano passado (número não revelado). Com tantos investimentos, principalmente os feitos na Activision Blizzard King, a receita anual diminuiu quase US$ 500 milhões. Por isso, a executiva é enfática: "daqui para frente, isso não pode continuar".
Não sei você, mas eu nunca estou por dentro dos jogos gratuitos do Steam. Quando falamos em games "0800", é mais fácil lembrarmos da Epic Games e suas ofertas semanais. Existem algumas soluções para isso, como bot de Discord, ficar de olho em páginas e canais que só focam nisso, ou ainda acompanhar essas ofertas em um app para Android. Chamado de Steamletter, o aplicativo notifica o usuário assim que um jogo da plataforma da Valve fica gratuito.
O inventor da ferramenta útil para qualquer PC gamer teve a ideia depois de perder Borderlands 2 de graça. O Steamletter não precisa que você entre com sua conta do Steam, já que ele rastreia qualquer jogo gratuito, não somente aqueles nos quais você tem interesse. Até o momento, ele passa de 10 mil downloads com 4,9 estrelas e já enviou mais de 600 mil notificações aos usuários.
A descrição do aplicativo diz:
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"O SteamLetter te notifica instantaneamente quando um jogo da Steam fica gratuito. Sem necessidade de conta, e-mail ou informações pessoais. Basta instalar o aplicativo e você receberá notificações automaticamente sempre que um novo jogo gratuito aparecer na Steam. É simples e privado. Assim, você nunca mais perderá nenhuma oferta gratuita da Steam!"
Por enquanto, não existe qualquer previsão de uma versão do Steamletter para iPhone, nem uma versão para navegador.
Saber sobre jogos gratuitos no Steam não é tão simples
Diferente da Epic Games, o Steam não anuncia jogos pagos que ficaram gratuitos por tempo limitado. Temos disponível o menu Explorar no canto superior esquerdo, e a opção Gratuitos para jogar na loja. Nessa seção, no entanto, você só encontrará jogos que não custam nada desde seu lançamento. Ou seja, nada de jogos que estão gratuitos por tempo limitado.
Na página de Descontos e Eventos, é até possível encontrar diversas promoções, mas nenhuma delas é de jogo que ficou de graça. Ou seja, quando se trata da plataforma da Valve, a maior de PC, é preciso garimpar por jogos gratuitos, e soluções como o Steamletter ajudam bastante.
O Steam tem passado por muitas mudanças, recebendo recursos interessantes, como esse calendário para acompanharmos os lançamentos. Quem sabe uma seção que nos mostre jogos gratuitos por tempo limitado não venha logo.
A Apple deu uma virada de chave considerável em 2020 ao lançar a sua primeira geração de chips da série M, equipando diversos de seus produtos. Essa tecnologia substituiu os processadores da Intel, que foi parceira de longa data da Maçã. Agora, com o anúncio do macOS 27 Golden Gate na WWDC 2026, a Apple encerrou silenciosamente o suporte aos PCs equipados com CPUs do Time Azul, tornando o novo sistema operacional exclusivo para dispositivos com a arquitetura Apple Silicon.
Isso significa que nenhum modelo de Mac lançado antes de 2020, incluindo máquinas potentes como o Mac Pro e o iMac Pro com chips Intel, receberá o macOS 27. Embora os donos dessas máquinas antigas ainda possam utilizá-las com o macOS 26 (e versões anteriores) com atualizações básicas de segurança por algum tempo, eles não terão acesso aos novos recursos de desempenho e à integração com a Siri AI fornecidos pelo ecossistema focado em Arm da Apple.
Dispositivios que suportam o macOS 27
A lista oficial de dispositivos compatíveis com o macOS 27 Golden Gate inclui:
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MacBook Air (M1 ou posterior)
MacBook Pro de 13, 14 e 16 polegadas (M1 ou posterior)
MacBook Neo
iMac (M1 ou posterior)
Mac mini (M1 ou posterior)
Mac Studio (2022 ou posterior)
O macOS 27 Golden Gate foi desenvolvido exclusivamente para a arquitetura Apple Silicon, exigindo chips da linha M1 ou posteriores, com a única exceção sendo o novo MacBook Neo que opera com o chip A18 Pro de arquitetura Arm. Essa transição completa permite que a equipe de engenharia da empresa abandone de vez a antiga arquitetura x86 e concentre todos os seus esforços em otimizações profundas de hardware e software para seus próprios componentes, garantindo saltos significativos em eficiência energética e estabilidade geral do sistema.
O ano de 2026 não será palco para novas gerações de placas de vídeo. As GPUs AMD Radeon RX 9000 e as NVIDIA GeForce RTX 50, que chegaram no início de 2025, são as mais recentes e não existe qualquer expectativa de novidades tão cedo. Segundo o Tweakers, que conversou com parceiras da AMD na Computex, a nova geração baseada em RDNA 5 deve chegar em algum momento entre 2027 e 2028.
Uma das fontes do site menciona o próximo ano, de forma geral e sem uma janela específica, para a chegada das novas Radeon. Já um outro diz que as GPUs RDNA 5 podem chegar entre o segundo e terceiro trimestres de 2027. Uma terceira fonte não foi tão otimista assim, porque ela acredita que a novidade deve ser lançada entre o fim de 2027 e o começo de 2028.
Rumores anteriores já "revelaram" detalhes das GPUs RDNA 5
Até 2025, diversos rumores diferentes apontavam para especificações e capacidade de desempenho das Radeon baseadas em RDNA 5. Um desses rumores dizia que a GPU topo de linha teria 96 unidades computacionais. Para efeito de comparação, essa é a mesma quantidade de núcleos da Radeon RX 7900 XTX, placa high-end da série RDNA 3. A RX 9070 XT, atual GPU topo de linha da geração RDNA 4, tem 64 CUs. Essa configuração pode ter interface de 512-bit, assim como a RTX 5090.
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Por enquanto, a Radeon RX 9070 XT segue como a GPU mais forte da AMD (Imagem: TechPowerUp/Reprodução)
Uma das informações não-oficiais mais recentes apontavam, inclusive, para uma mudança na nomenclatura das GPUs integradas para notebooks usando memória LPDDR5X. O Time Vermelho abandonaria o RX para adotar "PTX", mas não fica claro se essa sigla seria usada também em placas de vídeo para PC de mesa.
De qualquer forma, apesar de não existir uma perspectiva de lançamento de uma nova geração, a AMD trouxe ao mercado a Radeon RX 9070 GRE com 12 GB de VRAM dias atrás. A GPU, que antes era exclusiva do mercado chinês, chega ao resto do mundo com preço sugerido de US$ 549, se posicionando entre a RX 9060 XT 16 GB e a RX 9070 e é voltada para jogos em 1440p.
Segundo a AMD, a Radeon RX 9070 GRE briga contra a GeForce RTX 5060 Ti e leva vantagem de 22% em FPS médio, tanto em rasterização quanto em Ray Tracing, cenário em que a NVIDIA costuma ter vantagem.
O erro mais comum ao montar um PC gamer ainda é gastar demais no processador e economizar na placa de vídeo, ou fazer o exato contrário e criar um gargalo severo que impede os componentes de entregarem seu potencial máximo. O mercado de hardware oferece uma ampla variedade em CPUs Ryzen e Intel, atendendo às diferentes exigências dos usuários.
O público entusiasta não deve comprar uma CPU se baseando somente na quantidade de núcleos, nas frequências elevadas ou em pontuações de benchmarks sintéticos que não refletem a experiência real. O ponto principal para o sucesso na hora de montar um PC gamer está no equilíbrio entre todos os componentes, garantindo que nenhum atue como um limitador de desempenho ou gere desperdício de dinheiro.
Estado do mercado: AMD e Intel em maio de 2026
A AMD domina o segmento gamer com seus processadores equipados com a tecnologia3D V-Cache, que se destacam pelo excelente desempenho em cenários de altas taxas de FPS e jogos sensíveis ao cache. O Ryzen 7 9800X3D continua sendo o rei dos games. O Time Vermelho também disponibiliza o Ryzen 7 9850X3D como uma opção mais recente, mas benchmarks mostram que ele entrega um ganho de apenas 4% em cenários específicos e desempenho idêntico em outros, fazendo com que o modelo anterior ainda apresente melhor custo-benefício.
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Do lado da Intel, as linhas Core Ultra 200 e200 Plus apostam na arquitetura híbrida de P-cores e E-cores com foco em eficiência energética e maior desempenho por watt, além de trazerem suporte a memórias DDR5-6400 e NPU integrada. Os modelos Plus contam ainda com o recurso Binary Optimization Tool para ganhos em jogos selecionados, uma vantagem específica e não como uma garantia universal de ganho de performance.
Ryzen: onde a AMD tende a levar vantagem
Os processadores Ryzen são a a escolha ideal para os usuários que priorizam o desempenho bruto em jogos elongevidade do sistema. O atual socket AM5 já conta com três gerações diferentes (Ryzen 7000, 8000 e 9000), suportando os chipsets das séries 600 e 800 — e recentemente a AMD renovou seu compromisso com a plataforma, garantindo suporte até pelo menos 2029. Vale lembrar que a troca de CPU e placa-mãe pode exigir uma atualização prévia de BIOS por parte do usuário.
Esse é o melhor processador para jogos hoje (Imagem: Jones Oliveira/Canaltech)
O grande diferencial técnico da AMD está no funcionamento do 3D V-Cache, tecnologia que empilha memória cache verticalmente e faz uma diferença brutal em jogos que sobrecarregam o processador. Porém essa vantagem não deve ser encarada como uma regra absoluta para qualquer máquina. Ao jogar em resoluções mais altas, como 1440p com qualidades gráficas no alto ou em 4K nativo, o gargalo do sistema é transferido quase inteiramente para a placa de vídeo. Nessas condições de alta resolução, investir a diferença de preço em uma placa de vídeo superior trará muito mais retorno prático em quadros por segundo do que simplesmente substituir um processador Ryzen 5 padrão por um Ryzen X3D.
Intel: onde a marca ainda faz sentido
A linha de processadores da Intel se consolida como escolha do usuário que não limita o uso do PC apenas aos jogos. Aqueles que dividem o tempo entre gameplays e atividades paralelas exigentes, como a transmissão ao vivo via streaming, edição profissional de vídeos em alta resolução, renderização tridimensional ou rotinas pesadas de produção de conteúdo se beneficiam dos múltiplos núcleos dos Intel Core.
A arquitetura híbrida da empresa opera distribuindo de forma inteligente as cargas de trabalho. Enquanto os núcleos de desempenho assumem as tarefas pesadas e imediatas em primeiro plano, como a renderização do próprio jogo, os núcleos de eficiência gerenciam os processos secundários de fundo, garantindo que softwares de transmissão e gravação operem sem causar engasgos na experiência principal do jogador.
Esses são os dois melhores processadores da Intel atualmente (Imagem: Tom's Hardware/Reprodução)
Armadilha do gargalo: CPU certa depende da GPU
Não faz sentido adquirir um processador topo de linha de última geração para combiná-lo com uma placa de vídeo de entrada se o objetivo principal do usuário é jogar títulos modernos em 1440p com qualidade gráfica alta. Nesse cenário de resolução mais alta, o chip gráfico trabalhará constantemente em seu limite máximo de processamento, enquanto o processador caríssimo ficará ocioso, sem conseguir reverter seu poder de processamento em benefícios ao jogador. Da mesma forma, comprar uma placa de vídeo extremamente potente e de alto custo trará retornos decepcionantes se ela acabar limitada por um processador fraco ou antigo, impedindo o sistema de alcançar taxas altas de FPS em jogos competitivos.
Para ilustrar o equilíbrio ideal, vamos usar placas de vídeo intermediárias como a GeForce RTX RTX 5070 Ti, ou a rival Radeon RX 9070 XT. Essas placas exigem processadores que acompanhem seu ritmo de renderização. CPUs muito fortes como um Core Ultra 9 285K ou Ryzen 9 9950X3D são muito para elas, mas também não dá para considerar um Core Ultra 5 ou Ryzen de gerações passadas, por exemplo.
3 sugestões de kit para montar o seu PC gamer
Entrada equilibrada
Nesse nível, recomendamos os processadores Ryzen 5 9600 (ou Ryzen 5 7600), ou Intel Core Ultra 5 245K, trabalhando em conjunto com as placas GeForce RTX 5060 ou Radeon RX 9060 XT. O foco dessa montagem é entregar uma excelente experiência na resolução 1080p com qualidade gráfica no alto, atendendo perfeitamente aos entusiastas de jogos de estilo eSports. É possível encarar até mesmo jogos em 1440p com os devidos ajustes.
Intermediário ideal
Para a faixa intermediária de desempenho, os processadores Ryzen 7 9700X (Ryzen 9 9900X), ou um Intel Core Ultra 7 265K já suprem. Essas CPUs devem ser combinadas com GPUs como a GeForce RTX 5070 ou a Radeon RX 9070, ou mesmo suas versões Ti e XT, respectivamente. Essa é uma configuração que roda tudo em 1440p tranquilamente, conseguindo encarar até 4K com uso de upscaling e geradores de quadros.
A RTX 5070 ou a RX 9070 são o sweet spot para jogos em 1440p (Imagem: MSI/ Reprodução)
Gamer avançado sem exagero
A configuração de alto desempenho sem desperdícios emprega os poderosos processadores AMD Ryzen 7 9800X3D, ou um Intel Core Ultra 7 270K Plus, trabalhando ao lado de uma RTX 5080 ou ainda uma RTX 5090. Aqui, é possível encarar 4K com Path Tracing (usando DLSS, claro) em literalmente qualquer nível de jogo.
O que checar antes de comprar
Antes de fechar a compra, faça um checklist de compatibilidade dos componentes. Verifique se o socket do processador corresponde ao da placa-mãe, se o chipset atende suas demandas de expansão e se a BIOS instalada de fábrica suporta o processador escolhido. Além de verificar compatibilidade de memória RAM e se a fonte dá conta de todo o sistema.
Quando escolher Ryzen e quando escolher Intel?
Para o usuário com foco em jogos, principalmente interessado em manter taxas de quadros muito elevadas e estabilidade nos tempos de renderização de frames, a linha Ryzen equipada com a tecnologia X3D é a escolha mais segura, eficiente e duradoura disponível no mercado de hardware.
Por outro lado, para o perfil de consumidor que precisa dividir o PC entre games e trabalho pesado, os processadores da Intel se tornam opções mais atraentes e justificáveis.
Vivemos uma era de remakes de jogos. Franquias de longa data têm refeito alguns de seus títulos icônicos como Metal Gear Solid 3, Resident Evil 2, entre tantos outros. A Nintendo também está surfando nessa onda e está trazendo Star Fox de volta, mais especificamente uma releitura do título lançado para Nintendo 64 em 1997.
A convite da Nintendo, fui até a Cidade do México experimentar o novo game que chega no dia 25 de junho para Switch 2 e já adianto que é uma explosão de nostalgia, principalmente se você viveu a época do jogo de quase três décadas.
Visuais e desempenho não desapontam
Podemos até chamar o novo Star Fox de remake, mas eu prefiro reboot, já que o novo jogo está adaptando alguns quesitos em relação ao original. Um deles, que é nítido até nos trailers já divulgados, é a parte gráfica. Em relação ao último título, lançado há 10 anos, a diferença é brutal, principalmente porque Star Fox Zero é de Wii U e o Switch 2 é uma máquina muito mais forte.
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A tecnolgia deixou o elenco com ainda mais personalidade (Imagem: Nintendo/Reprodução)
Ver o elenco em gráficos modernos (e bem feitos, vale ressaltar) é muito interessante. Gostei do caminho artístico que escolheram, que vai mais para o realismo em vez de tentar algo mais cartunesco, que até poderia combinar com o jogo.
Eu pude jogar o inicio da campanha single-player e também o multiplayer, e posso afirmar que o desempenho é muito bom, mantendo alta taxa de quadros. Pelo que senti, eram 60 FPS constantes. Claro, não estou falando de um jogo complexo, algo que a franquia inteira nunca foi, mas com a evolução gráfica, trazendo belos efeitos visuais, cenários belíssimos, é algo de se admirar. Não dá para negar que o DLSS pode estar em ação no jogo, algo que não tem como saber (ainda).
Respeitando o legado
Star Fox começa com uma história muito mais detalhada em relação ao jogo de N64, com direito a cutscenes muito bem feitas. Pelo que deu para ver, essas cenas são basicamente briefing das missões, como já existia, mas de forma muito mais elaborada. Pude jogar as duas primeiras missões (além de um tutorial prévio) e elas são praticamente idênticas ao game antigo.
A forma como as missões são apresentadas se baseiam em Star Fox 64, mas com mais detalhes agora (Imagem: Nintendo/Reprodução)
Eu joguei muito Star Fox 64 na época do lançamento e as lembranças desse início são muito vivas até hoje. Mas, para me preparar melhor, rejoguei o clássico. Após jogar o novo título, foi muito interessante ver tudo novamente, mas com gráficos e jogabilidade muito mais refinados. O progresso das fases e os inimigos foram refeitos quase quadro a quadro.
Juntando a tropa no multiplayer
Além do início da campanha, joguei ainda o multiplayer de duas formas diferentes. A primeira delas foi dividindo os Joy-Con com outra pessoa. Uma fica responsável por controlar a aeronave, e a outra por mirar e atirar, mas usando o controle no modo mouse. É uma experiência diferente e interessante, mas confesso que fiquei um pouco dividido em relação a isso.
Já o segundo modo foi o multiplayer local através do Game Share. Juntamos quatro pessoas e jogamos um único modo, que era basicamente capturar o objeto e levar para a base quantas vezes fosse possível até o término do tempo. É divertido e a função Game Share salva, já que somente um jogador precisa ter o jogo.
A função Game Share proporciona um multiplayer bem divertido (Imagem: Nintendo/Reprodução)
Totalmente localizado em PT-BR
Como a Nintendo já divulgou, Star Fox foi totalmente localizado para o português do Brasil. Então todo aquele falatório entre Fox, Falco, Slippy e Peppy é cheio de personalidade, com uma dublagem de qualidade e bem feita. Não consigo destacar algo em relação a isso aqui no texto (já que o teste foi rápido), mas você ouvirá frases que costumamos falar, vindas de vozes que são até familiares.
Apesar de ser uma grande vitória para o público brasileiro, a dublagem elimina o clássico e icônico "Do a barrel roll", frase que nos ensina a fazer o giro com a nave para fugir dos ataques inimigos. Essa fala, que foi eternizada por Peppy, marcou a minha geração, então não ouvi-la agora (lembrando que você pode jogar em inglês se quiser) é um pouco triste.
Vale pela nostalgia ou o jogo é bom mesmo?
Eu testei uma porção muito pequena de Star Fox para bater o martelo e este artigo não é uma review. Olhando para a nostalgia, o novo game vai ter um grande apelo aos jogadores mais velhos por refazer o jogo de N64 com gráficos belíssimos e controles que funcionam.
"Eu nunca joguei Star Fox, vou me divertir?", você pode estar se perguntando. Falando sinceramente, essa é uma franquia de jogos muito simples, de curta duração e de ação estilo arcade. Star Fox pode ser divertido em geral, mas para alguém que não conhece a franquia, pode ser esquecido facilmente. Para mim, é um jogo feito para acertar em cheio os fãs de longa data da franquia.
Star Fox tem lançamento agendado para o dia 25 de junho no Nintendo Switch 2.
*O jornalista viajou para a Cidade do México (México) a convite da Nintendo.
O Dreamcast marcou o final dos anos 1990 com jogos com gráficos muito acima da média para aquela época, entre outras características. Ele marcou o início da 6ª geração de consoles, conhecida também por ter oPlayStation 2,XboxeGameCube, chegando entre dois a três anos antes de todo mundo. O problema é que ele já veio em um momento em que a SEGA não andava mais tão bem das pernas.
Depois de três anos lançando títulos marcantes como Sonic Adventure, Shenmue, SoulCalibur, Phantasy Star Online, Skyes of Arcadia, entre vários outros, a SEGA anunciou o fim da produção do console em 2001. A partir daí, a dona do Sonic passou a atuar como estúdio de jogos com suas franquias, além de publicar games de outros desenvolvedores.
Como a SEGA saiu de rival temida para empresa acuada
Houve um tempo em que a assinatura sonora da SEGA ecoava no TVs de todo o mundo. Durante a era de ouro do Mega Drive, a empresa tinha uma postura agressiva, jovem, provocadora e profundamente sintonizada com o espírito dos anos 1990, diferente da rival tradicional Nintendo.
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Com campanhas de marketing memoráveis que zombavam abertamente da concorrência, a SEGA desafiou diretamente o domínio da Nintendo, conquistando grandes fatias de mercado nos EUA e Europa.
Após atingir esse posicionamento, a marca começou a ruir por dentro. Colapso estrutural de uma liderança que se perdeu em meio a apostas tecnológicas, produtos mal sincronizados com a evolução da época e decisões internas contraditórias. A SEGA falhou em perceber as mudanças dessa indústria, que se transformava em um ambiente muito mais caro, mais competitivo e dependente de alianças com estúdios externos.
A seguir, o Canaltech mostra quais foram os erros estratégicos da SEGA e prova que o Dreamcast, apontado como o vilão por muitos, pouco teve a ver com o destino fatídico da empresa.
1. Fragmentar o público com Sega CD, 32X e excesso de hardware
Ao invés de planejar uma transição clara, nítida e segura da arquitetura de 16 bits para a nova geração, a liderança optou por estender artificialmente a vida útil do Mega Drive por meio de periféricos caros e de utilidade questionável. O lançamento do Sega CD inaugurou essa tendência, exigindo investimentos pesados para entregar uma biblioteca inundada por jogos em vídeo de interatividade limitada. A situação piorou com 32X, comercializado como uma ponte acessível para a era dos 32 bits, prometendo estender o poder do console antigo por uma fração do preço de um sistema inédito.
Pouquíssimos meses após o lançamento do 32X, a própria SEGA lançou o Saturnno mercado, atropelando o acessório recém-lançado e deixando os compradores do periférico com a sensação de terem apostado em um produto morto já no lançamento. Esse tanto de plataformas dividiu a atenção dos desenvolvedores e diluiu os recursos de marketing da empresa. A ausência de foco minou a credibilidade da marca, gerando uma profunda frustração em consumidores que simplesmente não sabiam qual era o videogame certo para investir.
2. Falta de alinhamento entre SEGA do Japão e SEGA da América
O braço norte-americano, comandado pelo executivo Tom Kalinske, entendia muito bem o comportamento do mercado ocidental, sendo o principal arquiteto por trás do sucesso do Mega Drive. No entanto, o triunfo da divisão americana gerou atritos profundos e crises de ciúmes corporativos na sede japonesa, que insistia em reter o controle criativo e estratégico final sobre os rumos globais da corporação.
Enquanto adversários como a Nintendo, a recém-chegada Sony com o primeiro PlayStation e, posteriormente, a Microsoft traçavam planos para crescer, a SEGA desperdiçava energia preciosa mediando disputas de ego e de visão de negócios entre suas sedes de Tóquio e da Califórnia. Falas posteriores de Tom Kalinske expuseram um cenário de reuniões tensas e decisões cruciais sabotadas por ordens diretas do Japão, ilustrando uma organização que ruiu não apenas por falhas técnicas ou pressões de mercado, mas pela incapacidade de estabelecer uma liderança global coesa e colaborativa.
3. Lançamento apressado e caro do Sega Saturn
A culminação desse divórcio estratégico entre as divisões ocidental e oriental aconteceu de forma dramática no lançamento ocidental do Sega Saturn. No Japão, ele foi bem recebido, principalmente com versões de jogos de arcade, mesmo aqueles em 2D. O mercado norte-americano, contudo, exigia uma abordagem diferente, focada no 3D que era novidade. Em uma tentativa desesperada de antecipar o avanço iminente da Sony com o PlayStation, a sede ordenou o lançamento do Saturn de surpresa durante a primeira extinta E3 em 1995, pegando toda a indústria de surpresa.
A decisão foi comercialmente desastrosa. O lançamento repentino irritou profundamente grandes cadeias de varejo que ficaram sem estoque, frustrou desenvolvedores que viram seus cronogramas de produção destruídos e confundiu o público geral. Para piorar a situação, o Saturn chegou às lojas ostentando o salgado preço de US$ 399. Momentos depois, no mesmo evento, a Sony desferiu o golpe de misericórdia ao subir ao palco e anunciar o PlayStation por apenas US$ 299. Sendo esse um dos momentos mais icônicos da indústria de games (vídeo acima).
4. Saturn difícil de vender para estúdios e sem Sonic principal
O fracasso inicial de posicionamento do Saturn gerou repercussões pesadas em seu catálogo de jogos. O console possuía uma arquitetura interna complexa, composta por dois processadores centrais trabalhando em paralelo, o que transformava a programação e a otimização de ambientes tridimensionais em um pesadelo técnico para estúdios externos.
A escassez de lançamentos de grande impacto foi agravada por um erro imperdoável: a ausência de um jogo principal e inédito do Sonic (que está completando 35 anos em 2026) para o Saturn. O ouriço azul representava a própria identidade visual da SEGA. Assistir à consolidação da era dos gráficos 3D sem a presença de uma nova aventura do mascote principal representou um baque considerável na moral dos fãs.
Projetos internos ambiciosos foram cancelados devido a desavenças corporativas e limitações técnicas, deixando a SEGA sem sua arma mais poderosa em um período em que a Nintendo brilhava com Super Mario 64 e a Sony começava a ganhar espaço.
5. Apostar tudo no Dreamcast quando a marca já estava desgastada
O Dreamcast surgiu como um sopro de genialidade em meio a esse caos. Ele era uma máquina elegante e recheada de inovações verdadeiras, mas seu destino foi selado pelas cicatrizes de um contexto histórico difícil de mudar. A SEGA, que estreou a 6ª geração, já estava desgastada, o que gerou um forte ceticismo em redes de varejo que haviam sofrido prejuízos com o Saturn e o 32X. Além disso, os estúdios já olhavam com bons olhos para o PlayStation.
O golpe definitivo veio com a revelação e a chegada do PlayStation 2. O console da Sony trazia o apelo irresistível de funcionar como um reprodutor de filmes em DVD barato, além do nome que já havia construído. O Dreamcast simplesmente não possuía margem financeira para resistir àquela pressão esmagadora. O belo console de 128 bits acabou sufocado não por falha de caráter ou escassez de grandes experiências virtuais, mas pela completa ausência de tempo, de capital de giro e de confiança de mercado para se sustentar.
Conclusão
A retirada da SEGA do mercado de console marcou o fim de uma era de ouro e deixou um sentimento permanentemente agridoce na comunidade de jogadores em todo o mundo. Porém ao assumir de vez a função de publisher global, a SEGA garantiu a sua sobrevivência, renovando franquias antigas e trazendo outras novas que o público ama, vindas de outros estúdios, como Yakuza, Alien, entre vários outros.
No fim, a SEGA não abandonou os consoles por causa de um único videogame. Ela saiu porque queimou confiança demais antes que seu último grande sonho tivesse chance de vencer, e quem perde com isso sempre são os jogadores. Assim, ela deixou espaço livre para as rivais de longa data Nintendo e Sony, além do Xbox.
O Brasil, em geral, é um país quente, salvo exceções com algumas regiões. Por isso, é bem provável que seu PC enfrente altas temperaturas, já que junta o calor externo com o calor gerado pelo próprio hardware. Por isso, é muito importante investir em refrigeração, desde fans de gabinete até coolers para CPUs, além de placas de vídeo mais robustas com duas ou três fans.
Essa é a parte externa que todos veem, mas existe algo escondido que pode ajudar a amenizar as altas temperaturas da máquina: os condutores de calor. Entre o chip e o dissipador de calor, sempre existe um composto. Ele pode ser uma pasta térmica ou um thermal pad, um adesivo térmico. Mas qual é melhor e resolve o problema de aquecimento?
O que pasta térmica e thermal pad têm em comum?
Apesar das diferenças físicas óbvias, a pasta térmica e o thermal pad compartilham a mesma categoria de produto, sendo classificados como materiais de interface térmica, conhecidos pela sigla TIMs. O papel desses compostos não é resfriar o processador por conta própria, mas sim melhorar o contato térmico entre duas superfícies metálicas que parecem lisas, mas apresentam imperfeições microscópicas. A pasta térmica ocupa esses pequenos espaços de ar vazios entre o processador e a base do cooler, permitindo que a transferência de calor ocorra com máxima eficiência.
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Existe uma grande variedade de pasta térmica, cuidado com sua escolha (Imagem: Tiny Techs Tweaks/Reprodução)
Essa dinâmica deixa evidente que nenhum material de interface térmica consegue compensar sozinho um cooler fraco, um gabinete mal ventilado, o acúmulo de poeira ou uma temperatura ambiente muito alta. A escolha entre pasta e pad é importante, mas faz parte de um conjunto integrado que envolve o airflow do case, a qualidade do cooler, entre outros aspectos.
Pasta térmica: por que ela é a escolha padrão para CPUs
O funcionamento da pasta térmica baseia-se em sua capacidade de adaptação. Ela é aplicada em uma camada extremamente fina entre o IHS do processador (a parte externa que vemos) e o bloco do cooler, criando uma interface com baixa espessura e excelente capacidade de preencher micro imperfeições.
Na prática, a pasta térmica se destaca por ser barata, fácil de encontrar, compatível com praticamente todos os coolers e adequada para a maioria dos PCs gamer. Quanto à aplicação, recomenda-se usar uma pequena quantidade, aproximadamente do tamanho de um grão de arroz ou de uma ervilha, já que o excesso reduz a eficiência ou vaza para a placa-mãe.
Uma bolinha no meio é que basta para a pasta térmica (Imagem: Noctua/Reprodução)
Thermal pad: quando ele faz sentido no PC
Para entender o papel do thermal pad, é necessário diferenciar as soluções comuns daquelas mais avançadas. O thermal pad tradicional funciona como uma almofada térmica flexível, sendo normalmente usado para preencher espaços maiores entre chips e dissipadores. Ele aparece com frequência em módulos de memória de placas de vídeo, VRMs da placa-mãe, SSDs M.2 e notebooks, locais onde os componentes nem sempre mantêm contato direto ou uniforme com a estrutura rígida do dissipador.
A resistência térmica total depende da espessura da camada e da condutividade do material. Por isso, embora os pads sejam ideais para cobrir distâncias maiores, eles não conseguem formar uma camada tão fina quanto a pasta térmica. Essa é a explicação central para mostrar por que um thermal pad comum pode piorar drasticamente a temperatura se usado no lugar da pasta térmica em uma CPU de desktop.
Thermal pads são comumente usados nas memórias de placas de vídeo (Imagem: Cooler Master/Reprodução)
Nem todo thermal pad é igual
Esta distinção evita respostas rasas, já que o termo thermal pad engloba tecnologias diferentes que não devem ser tratadas como iguais. O mercado atual oferece desde os tradicionais pads de silicone para VRAM e VRM até películas avançadas de grafite ou grafeno, materiais de alta performance.
A fabricante Thermal Grizzly descreve o KryoSheet como um pad de grafeno alternativo às pastas térmicas de alto desempenho, destacando sua altíssima durabilidade, mas alertando que sua estrutura conduz eletricidade e exige cuidado na instalação. Por outro lado, a Honeywell posiciona o PTM7950 como um material de mudança de fase disponível em formato pad e pasta, projetado para reduzir a resistência térmica em interfaces exigentes ao se liquefazer durante a operação do hardware.
Thermal Pads para CPU são diferentes, então cuidado caso queira arriscar (Imagem: Grizzly KryoSheet/Reprodução)
Comparativo direto: pasta térmica vs thermal pad
A análise comparativa indica que a pasta térmica convencional vence em cenários de CPUs e GPUs devido à espessura mínima da camada. Os thermal pads de silicone se saem melhor no resfriamento de memórias de vídeo e circuitos integrados por preencherem vãos milimétricos. Já as soluções avançadas de mudança de fase ou grafeno competem diretamente com pastas high-end pelo mercado entusiasta por não sofrerem ressecamento.
Pasta térmica x Thermal pad
Critério
Melhor escolha na maioria dos casos
Motivo
CPU desktop
Pasta térmica
Forma camada fina e funciona bem com pressão direta do cooler
GPU, VRAM e VRM
Thermal pad ou putty térmica
Ajuda a preencher espaços maiores entre chip e dissipador
SSD M.2
Thermal pad
É o uso mais comum entre SSD e dissipador
Manutenção simples
Ambos
Depende do componente
Melhor custo-benefício
Pasta térmica
Boa pasta entrega resultado suficiente para quase todo PC gamer
Cidades muito quentes
Depende do sistema
O TIM ajuda, mas airflow e cooler pesam mais
É preciso reforçar que o thermal pad não é automaticamente melhor por causa do calor de uma cidade quente. Em ambientes com temperatura alta, o ar inicial já é mais quente e reduz a margem do cooler. A solução real para o superaquecimento nessas regiões passa por um gabinete bem ventilado, limpeza frequente, troca correta da pasta vencida, instalação de um cooler adequado e controle otimizado das ventoinhas.
Erros comuns que aumentam a temperatura
Muitos problemas de superaquecimento acontecem menos por causa da escolha do material e mais por falhas na aplicação. Entre os erros mais comuns estão o uso de pasta térmica em excesso, o reaproveitamento de misturas antigas após remover o cooler, a instalação de um thermal pad espesso demais sobre a CPU, o empilhamento de múltiplos pads finos, a compra de produtos sem procedência ou ignorar se o composto é eletricamente condutivo.
Existe um alerta importante sobre produtos desconhecidos e baratos. Existem relatos, por exemplo, sobre a pasta térmica SGT-4, que liberava vapores ácidos, causava corrosão em cobre e danificava coolers de alto custo. Esse caso exemplifica por que a procedência importa, recomendando-se sempre adquirir marcas confiáveis e evitar misturas milagrosas.
Sempre limpe os vestígios de pasta térmica antes de trocá-la (Imagem: Victoria Thibes/Reprodução)
E para quem mora em cidade muito quente?
Em cidades quentes, uma boa pasta térmica ajuda a recuperar o desempenho térmico original do chip, especialmente se a aplicação antiga estiver ressecada ou mal feita. Porém, o ganho físico tem limites claros. Se o gabinete for fechado e sem fluxo de ar adequado, se o cooler for fraco para o processador ou se o consumo elétrico estiver desregulado, trocar o tipo de material de interface não resolverá o superaquecimento.
Transformando essa dúvida em um checklist de verificação prática, o usuário deve avaliar o comportamento térmico em idle e sob carga completa, inspecionar o acúmulo de poeira, conferir a firmeza do contato do cooler, checar a rotação máxima das ventoinhas, otimizar o fluxo de ar, analisar a temperatura ambiente, reajustar a curva das ventoinhas na BIOS e verificar o limite de consumo elétrico do processador.
Veredito: qual escolher?
Para a imensa maioria dos PCs gamer, escolha uma boa pasta térmica. Utilize thermal pads comuns de silicone em SSDs M.2, VRM, memórias de vídeo e situações que demandem preencher folgas físicas maiores. Considere os pads avançados de grafite ou grafeno apenas se souber exatamente o comportamento do produto e se houver compatibilidade com o projeto.
Literalmente qualquer SSD M.2 usa thermal pad para dissipar o calor (Imagem: XDA Developers/Rerprodução)
Conclusão
Retomando a pergunta inicial, a resposta é direta: a pasta térmica é a recomendação mais segura e eficiente para CPUs de desktop, enquanto os thermal pads são excelentes em usos específicos e não devem substituir a pasta de forma genérica. Para quem vive em locais quentes, o caminho confiável combina aplicação correta, marcas de boa procedência, gabinete ventilado e cooler adequado ao consumo do processador.
Se o computador continuar superaquecendo mesmo após a substituição correta do condutor térmico, o problema real estará no próprio cooler, na obstrução do fluxo de ar, na poeira, na curva de ventoinhas desregulada ou no consumo excessivo do processador, desmistificando a ideia de que o material térmico sozinho resolveria todas as falhas de refrigeração.
Perguntas frequentes
Posso usar thermal pad no lugar da pasta térmica na CPU?
Pode, mas não é o ideal na maioria dos desktops. Thermal pads comuns tendem a ser mais espessos e podem prejudicar o contato mecânico direto entre a CPU e o bloco do cooler.
Thermal pad resfria mais que pasta térmica?
Não necessariamente. Em processadores de desktop, uma boa pasta térmica geralmente é mais adequada e eficiente. Os pads funcionam melhor quando existem folgas físicas maiores a serem preenchidas.
Thermal pad é melhor para PC em cidade quente?
Não por si só. Em locais muito quentes, o airflow do gabinete, o cooler, a limpeza e a temperatura ambiente influenciam muito mais. A pasta correta ajuda, mas não faz milagres isoladamente.
Onde thermal pad é mais indicado?
O uso é ideal em SSDs M.2, VRAM de placas de vídeo, VRM e situações onde o dissipador não encosta diretamente no chip de silício.
De quanto em quanto tempo trocar a pasta térmica?
Depende do produto e do uso, mas existe um consenso de que na maioria dos casos, a reaplicação não precisa ser feita mais de uma vez a cada dois anos, exceto se o cooler for removido ou se as temperaturas começarem a subir de forma incomum.
Depois de rumores, a AMD oficializou os processadores Ryzen AI Max Pro 400, chamados de "Gorgon Halo". O lineup inicial conta com três CPUs, começando com 8 núcleos e chegando ao dobro. Todos eles são baseados em Zen 5 e contam com gráficos RDNA 3.5. Os notebooks equipados com essas modelos chegarão oferecendo 192 GB de memória unificada.
Estamos falando de um refresh da geração anterior, os Ryzen AI Max 300 "Strix Halo". Por isso, os incrementos são um tanto tímidos. Como dito antes, são três processadores: Ryzen Max Pro 485, Ryzen Max Pro 490 e o topo de linha Ryzen Max+ Pro 495, que já tinha aparecido em testes. A quantidade de cache, núcleos de CPU e iGPU, além de desempenho em IA são os mesmos comparando os dois lineups, com exceções.
Especificações dos Ryzen AI Max 400
Começando pelo destaque, o Ryzen Max+ Pro 495 oferece 16 núcleos e 32 threads até 5,2 GHz, também com 80 MB de cache, assim como o Max+ Pro 395. Um de seus diferenciais é o desempenho em IA chegando a 55 TOPS, cerca de 10% mais, e os gráficos integrados Radeon 8065S, que apesar de ter um nome diferente, também conta com 40 unidades computacionais baseadas em RDNA 3.5.
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AMD Ryzen AI Max Pro 400 (AMD/Reprodução)AMD Ryzen AI Max Pro 400 (AMD/Reprodução)AMD Ryzen AI Max Pro 400 (AMD/Reprodução)AMD Ryzen AI Max Pro 400 (AMD/Reprodução)
Já os Ryzen AI Max Pro 490 e 485 oferecem 8 núcleos e 16 threads, e 12 núcleos 2 24 threads, respectivamente. Ambos chegam a 5.0 GHz e 50 TOPS, e a iGPU Radeon 8050S com 32 CUs. O modelo mais forte oferece 76 MB de cache, já o outro conta com 40 MB. Todos eles suportam 192 GB de memória RAM unificada, sendo possível alocar até 160 GB para memória de vídeo, algo que beneficia os games.
Essa gigantesca quantidade de memória RAM também garante uma grande vantagem em LLMs de parâmetros de 300B+. Além disso, a AMD garante que é possível rodar "mútiplos agentes autonomos". Considerando o processador topo de linha, será possível ter 55 TOPS só com a NPU baseada em XDNA 2 ao rodar IA localmente, fora o desempenho extra da CPU e iGPU.
Modelo
Cores/ Threads
Max Boost
Cache Total
NPU (TOPS)
Gráficos
TDP
Ryzen AI Max+ PRO 495
16/32
5.2 GHz
80 MB
Até 55
Radeon 8065S (40 CUs)
45-120W
Ryzen AI Max PRO 490
12/24
5.0 GHz
76 MB
Até 50
Radeon 8050S (32 CUs)
45-120W
Ryzen AI Max PRO 485
8/16
5.0 GHz
40 MB
Até 50
Radeon 8050S (32 CUs)
45-120W
Ryzen AI Max+ PRO 395
16/32
5.1 GHz
80 MB
Até 50
Radeon 8060S (40 CUs)
45-120W
Ryzen AI Max PRO 390
12/24
5.0 GHz
76 MB
Até 50
Radeon 8050S (32 CUs)
45-120W
Ryzen AI Max PRO 380
8 / 16
5.0 GHz
40 MB
Até 50
Radeon 8050S (32 CUs)
45-120W
O TDP base dos Ryzen AI Max Pro 400 é de 55W, sendo possível configurá-los entre 45 e 120W, dependendo da fabricante de notebook, assim como já acontece com a geração anterior. Ou seja, em geral, a maior mudança acontece com o Ryzen AI Max+ Pro 495, apesar de que os outros SKUs também suportam os 192 GB de RAM. Os primeiros notebooks vindos da ASUS, HP e Lenovo chegam no terceiro trimestre.
Donos de GPUs GeForce, a NVIDIA está convocando todos os usuários a atualizarem seus drivers de vídeo imediatamente. A empresa identificou um total de 15 vulnerabilidades nos sistemas Windows e Linux, sendo que nove delas foram classificadas como de "alta gravidade".
As falhas de segurança abrem brechas perigosas para hackers, com pontuações de risco de base que chegam a até 8.8 em uma escala que vai até 10. Caso não sejam corrigidas, as vulnerabilidades dão margem para que invasores executem códigos maliciosos remotamente, tenham acesso completo ao kernel do sistema, corrompam dados confidenciais e obtenham privilégios de administrador nos PCs afetados.
Na prática, as falhas deixam o PC vulnerável a roubo de informações confidenciais e à instalação indesejada de malwares e ransomwares. Além disso, ataques que causam o travamento completo ou o congelamento da máquina, também podem ser feitos.
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Quem corre o risco?
O alerta abrange uma gigantesca base de usuários, sejam profissionais ou gamers. De acordo com a NVIDIA, todas as versões de drivers anteriores à versão 596.36 (no Windows) estão potencialmente vulneráveis. Para usuários de placas mais antigas, como a série GTX 10 (Pascal) ou modelos inferiores, o risco está em qualquer versão de driver anterior à 482.53.
O driver mais recente, que traz a proteção aos usuários, também é o que garante otimizações para Forza Horizon 6 (Imagem: Captura de tela/Gabriel Cavalheiro, Canaltech)
A correção para essas vulnerabilidades já está disponível e a atualização manual ou automática deve ser realizada o quanto antes. Usuários de Windows devem atualizar para a versão de driver 596.49 (a mais recente). Já usuários de Linux devem atualizar para a versão 590.48.01.
A forma mais simples para quem joga ou trabalha no Windows é abrir o aplicativo oficial da marca (NVIDIA App) e clicar na aba "Drivers" para buscar e instalar o pacote mais recente. Como alternativa segura, os arquivos também podem ser baixados diretamente do site oficial do Time Verde. Como segurança extra, vale manter os sistemas operacionais atualizados. No caso do Windows, deixar o Defender ativado.
Quando o Ryzen 7 5800X3D surgiu, pareceu um produto único que não existiria igual, entregando alto desempenho em games por conta da tecnologia 3D V-Cache. Anos depois, a AMD já lançou vários processadores X3D e parece que mais um vem aí. Segundo o leaker chi11eddog, o Time Vermelho está preparando o Ryzen 7 7700X3D com clock máximo baixo.
Em uma publicação no X, o responsável pelo rumor afirma que essa CPU manterá os mesmos 120W, 104 MB de cache (96 MB L3) e 8 núcleos e 16 threads do Ryzen 7 7800X3D, mas terá frequência máxima 500 MHz menor, chegando a 4,5 GHz de boost e isso pode ser um problema. Essa diferença no clock entre os dois processadores pode ser o fator definitivo em relação à capacidade de empurrar GPUs mais fortes.
Lá fora, o Ryzen 7 7800X3D custa cerca de US$ 350 e o suposto Ryzen 7 7700X3D só faria sentido se chegasse próximo de US$ 300 por conta dessa perda nas frequências e para fazer sentido dentro do lineup. A série de CPUs baseadas em Zen 4 tem ainda um SKU X3D mais simples: o Ryzen 5 7600X3D com a mesma quantidade de cache, e boost que chega a 4,7 GHz. Em cenários onde não existem tanta necessidade por mais núcleos, esse modelo que custa cerca de US$ 225 pode ser mais interessante.
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Desde 2022, a AMD lançou 13 processadores equipados com a tecnologia 3D V-Cache em três gerações de Ryzen diferentes. Esse lineup vai do simples Ryzen 5 5500X3D até o recém-lançado Ryzen 9 9950X3D2:
Diferente dos PCs de mesa, notebooks costumam oferecer 8 GB de VRAM mesmo em GPUs mais fortes, como a GeForce RTX 5070. Recentemente, esse chip gráfico ganhou um upgrade para 12 GB e fabricantes como a Lenovo já estão trazendo essa variante para o mercado. O novo Legion 5 15IAX11 chega com a GPU Blackwell com mais memória, além de CPUs Intel Core 200HX de alto desempenho.
O Lenovo Legion 5i de 2026 já pode ser encontrado em alguns mercados, como o europeu, asiático e australiano. Por enquanto, a marca o lista como "em breve" para a América do Norte, e como costuma acontecer por aqui, deve levar mais um tempo para chegar ao mercado brasileiro.
Especificações do Lenovo Legion 5i de 11ª geração
O maior destaque desse novo notebook é o conjunto de hardware. Além da RTX 5070 12 GB, é possível escolher entre um Core Ultra 7 251HX ou o Ultra 9 290HX Plus, o atual processador topo de linha da Intel para notebooks. Além disso, é possível ter até 32 GB de memória DDR5-5600. Existem variações mais baratas que adicionam uma RTX 5060 e o processador Core Ultra 7 245HX.
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A Lenovo garante um bom sistema de refrigeração para garantir baixas temperaturas ao hardware de alto desempenho (Imagem: Lenovo/Reprodução)
Em relação ao notebook em si, o Lenovo Legion 5i de 11ª geração conta com uma tela de 15,3 polegadas, com um painel OLED com brilho máximo de 500 nits, e que sobre para 1.100 nits com HDR. A resolução é é de 2560 x 1600 (WQHD+) e a taxa de atualização de imagem é 165 Hz. Todo esse conjunto é alimentado por uma bateria de 80 Wh.
Na Europa, o preço fica em torno de € 2.000, ou £ 1.636 no Reino Unido. Convertendo para o dólar americano, o novo notebook da Lenovo pode chegar próximo de US$ 2.200. Esse valor pode ser facilmente transformado entre R$ 15.000 a R$ 20.000 no Brasil. Diversos notebooks com a RTX 5070 têm preços que se encaixam nessa faixa.
Ainda não existem reviews de notebooks com a RTX 5070 de 12 GB, mas o modelo com 8 GB é capaz de entregar cerca de 60 FPS em games pesados, como Death Stranding 2, Horizon Forbidden West, Cyberpunk 2077 sem Path Tracing e Crimson Desert rodando em 1440p e no máximo, sem DLSS. Mas em jogos como Ghost of Tsushima, Dying Light: The Beast e STALKER 2, a média mal passa de 40 FPS, e não é por limitação de memória.
Não é de hoje que a discussão acerca de placas de vídeo com 8 GB de VRAM acontece, questionando a viabilidade dessa quantidade de memória em jogos mais pesados. Por isso, 12 GB é um fôlego extra bem-vindo.
O iminente retorno da Valve ao mercado de consoles de mesa com o Steam Machine está reacendendo uma velha disputa na comunidade jogadores de PC. No Reddit, entusiastas debatem intensamente o propósito do aparelho. Enquanto alguns defendem o ecossistema e a praticidade da Valve, outros argumentam que o hardware sofre com o desdém dos próprios usuários da plataforma, que priorizam o desempenho de PCs customizados tradicionais.
A discussão ganhou força novamente na comunidade r/steammachine, em uma publicação que está perto de 300 comentários. Defensores do console apontam um "complexo de superioridade" em parte dos PC gamers, que rejeitariam o hardware da Valve por já possuírem máquinas potentes. Para esse grupo, o objetivo da Valve é atrair o consumidor de massa para uma experiência simplificada de ligar e jogar na sala, nos moldes dos consoles, mas com as vantagens do Steam, como a ausência de assinaturas pagas para jogar online e preços mais baixos em jogos.
Possível preço alto do Steam Machine pode afastar seu público-alvo
Por outro lado, os céticos levantam outras questões. Há forte especulação de que o dispositivo chegue ao mercado custando perto de US$ 1.000, entregando uma performance que quem critica rotula como inferior a hardwares básicos de meados de 2023. Para os usuários em geral, o preço elevado seria proibitivo, atraindo prioritariamente os "fanboys" dispostos a pagar caro para evitar o trabalho de conectar um cabo HDMI do PC até a TV.
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Além do preço, a compatibilidade de jogos no sistema Linux continua sendo um calcanhar de Aquiles. Apesar do sucesso do Proton no Steam Deck, títulos competitivos populares que utilizam sistemas anti-cheat, como Fortnite, Apex Legends e Valorant, ainda enfrentam severas limitações para rodar no ecossistema da Valve.
No fim, o Steam Machine expõe uma divisão clara: de um lado, quem julga o aparelho sob a ótica de custo-benefício de um PC gamer clássico; de outro, quem busca a conveniência de levar sua biblioteca Steam à sala de estar sem complicações.
A Dell, em parceria com a NVIDIA, anunciou nesta semana o lançamento do Dell Deskside Agentic AI. Integrada à linha Dell AI Factory, a nova solução permite que as empresas criem, testem e executem fluxos de trabalho de IA agêntica localmente, do desktop ao data center, sem depender exclusivamente da computação em nuvem.
De acordo com a Dell, a abordagem local visa conter a explosão de custos com o uso de tokens na nuvem, oferecendo uma redução de gastos de até 87% em comparação com APIs de nuvem pública. A migração para a infraestrutura local também promete igualar ou superar os custos das APIs de nuvem em apenas três meses de uso.
Para garantir a proteção de propriedade intelectual e de dados, o ecossistema traz o suporte ao NVIDIA OpenShell em toda a Dell AI Factory. O framework cria um ambiente isolado e seguro para gerenciar os agentes de IA desde as estações de trabalho de mesa até os servidores Dell PowerEdge XE.
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Portfolio da Dell voltado para IA
“O token mais eficiente é aquele produzido mais próximo dos dados, e a maior parte dos dados empresariais não está na nuvem", afirmou Jeff Clarke, COO da Dell Technologies, destacando o modelo como uma tendência de implantação para a próxima década.
Grande parte do processamento de IA do mundo é feito em nuvem através de data centers (Imagem: Dell/Reprodução)
O portfólio de hardware do Dell Deskside Agentic AI se divide em três principais categorias, escaladas de acordo com a necessidade de processamento e orçamento das empresas:
Dell Pro Max com GB10: sistema compacto voltado para prototipagem individual e modelos de 30 a 200 bilhões de parâmetros.
Dell Pro Precision 9: torres equipadas com processadores Intel Xeon 600 e até cinco GPUs NVIDIA RTX PRO Blackwell, suportando modelos de até 500 bilhões de parâmetros.
Dell Pro Max com GB300: plataforma de ponta que utiliza o superchip NVIDIA GB300 e sistema de resfriamento MaxCool, focada em inferência de IA de ponta (até 1 trilhão de parâmetros).
Toda a nova linha de produtos, o que inclui o hardware do Dell Deskside Agentic AI, o ecossistema NVIDIA OpenShell e a arquitetura de referência Dell-NVIDIA AI-Q 2.0, já está disponível comercialmente para o mercado global.
Existe uma grande expectativa pelos processadores Nova Lake só por conta dos rumores que foram ventilados até agora, já que a Intel ainda não entrou em detalhes. E falando nas informações não-oficiais, SiliconFly traz algumas novidades sobre performance, como o aumento no IPC sobre a atual geração Arrow Lake, além do incremento em performance com múltiplos núcleos, entre outras características. Segundo o leaker, as CPUs já começaram a ser enviadas.
Embora o perfil claramente seja de um fã do Time Azul, vamos avaliar as informações técnicas que ele ventilou. Primeiramente, os processadores Intel Nova Lake já estão sendo enviados, embora não existam mais detalhes a esse respeito.
Desempenho das CPUs Nova Lake
Olhando para o quesito técnico, o perfil afirma que o incremento em performance single-thread é de cerca de 20% sobre os atuais Core Ultra 200. Isso deve acontecer com otimizações a nível de hardware, como a maior quantidade de cache com o bLLC, e virtualmente com suporte ao AVX10.2 e APX, podendo chegar até a 30%.
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Interesting news!!! NVL ES starts shipping! And the ST perf of 52C is around 1.2X at least due to +IPC, bLLC, AVX10.2 & APX (1.3X being optimistic). MT perf is expected to be around 1.8X to 2.0X.
Já em relação ao desempenho com múltiplos núcleos, o leaker afirma que o salto esperado é entre 80 e 100%. Desde os primeiros rumores envolvendo os processadores Nova Lake, é dito que a contagem de núcleos vai aumentar e o SKU topo de linha deve chegar a incríveis 52 núcleos, mais do que o dobro do Core Ultra 9 285K, atual high-end da Intel.
Apesar de o responsável pelo rumor afirmar várias vezes que a AMD com Zen 6 "está literalmente ferrada", vale ressaltar que rumores apontam para um aumento na contagem de núcleos por parte do Time Vermelho também. Pela primeira vez, a AMD pode aumentar a quantidade de núcleos por CCD, saindo do máximo de 16 núcleos (e 32 threads) presente nos Ryzen 9.
O que esse rumor não menciona, mas que já foi alvo de outras informações não oficiais, é a possibilidade de um altíssimo consumo de energia, podendo passar até mesmo de 700W, mais do que o pico máximo de uma GeForce RTX 5090 tradicional, que é em torno de 600W. Isso, provavelmente, pode ser aplicado ao processador topo de linha com 52 núcleos.
GPUs com 8 GB de VRAM tem sido motivo de preocupação para os PC gamers, principalmente quando o chip é potente, como é o caso da RTX 5070 mobile. De olho na demanda e tentando driblar a atual crise de DRAM, a NVIDIA está lançando a RTX 5070 com 12 GB de memória de vídeo, que além da quantidade maior, oferece ainda mais velocidade. Tudo isso custando significativamente mais.
A notícia veio em um parágrafo no GeForce News mais recente, onde é apresentado o novo driver de vídeo com suporte ao Conan Exiles Enhanced. No pronunciamento, a NVIDIA diz que parceiros poderão configurar as memórias até 24 Gbps, diferente dos 16 Gbps da versão de 8 GB. O Time Verde reforça que ambas as configurações coexistirão no mercado.
Especificações gerais da RTX 5070 12 GB não mudam
Essa quantidade de memória de vídeo é possível com módulos de 3 GB GDDR7, sendo possível manter a mesma contagem total em relação à quantidade de 8 GB, que também usa quatro módulos, mas de 2 GB nesse caso. A NVIDIA não divulgou se houve mudanças nas especificações, mas parceiras já revelaram que nada mudou nesse aspecto.
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NVIDIA officially announced the 12GB version of their RTX 5070 Laptop GPU, and we're happy to share that we have a new Graphics Module for Framework Laptop 16 with it. This is our 3rd Graphics Module, and we're living up to the promise of graphics upgradeability in a laptop! pic.twitter.com/4vsMyXLeSr
Uma delas, a Framework, já anunciou novidades. No caso dessa empresa, não é bem um novo notebook, mas sim um módulo gráfico para ser instalado em um notebook que já conta com a RTX 5070 8 GB. Ele custa 72% mais para ter 50% mais memória. Um notebook com a RTX 5070 padrão custa US$ 699, já o módulo com 12 GB chega por US$ 1.199.
Desempenho em games permanece o mesmo
Mesmo com o anúncio oficial sendo feito ontem (28), os primeiros benchmarks sintéticos com as GPU Blackwell intermediária com mais memória de vídeo já surgiram. Testes feitos nos benchmarks do 3DMark mostram que o modelo de 12 GB entrega o mesmo desempenho da GPU de 8 GB, com diferença máxima sendo de 2%.
i couldnt find the exact source of this review. it appears to be from 笔吧评测室. the gaming notebook is 机械革命 耀世18pro (merchrevo). in short, as expected, there is no real difference once the vram is "sufficient".
Isso significa que a diferença em jogos vai depender da resolução, já que 4 GB a mais pode garantir uma jogatina mais estável em 1440p, ou até mesmo em 4K nos títulos menos exigentes e com DLSS 4.5. Um teste em IA, chamado de 27B UD IQ2, mostra que a RTX 5070 12 GB esmaga a versão com 8 GB, deixando claro onde a novidade deve brilhar de verdade.
A gamescom latam 2026 já começou e a Logitech G decidiu não economizar em sua participação. Com um estande de 100 m², a gigante suíça trouxe um verdadeiro laboratório de testes para os entusiastas da marca. O foco dessa edição é a estreia nacional da nova linha de teclados G5, com os modelos G512 X 98 e G512 X 75 e a possibilidade de misturar switches diferentes, que foram anunciados globalmente nesta semana.
O diferencial desses novos teclados está no sistema Dual Swap, que permite ter switches analógicos e mecânicos no mesmo corpo, oferecendo ao jogador a chance de adaptar o hardware ao seu estilo de jogo. Além disso, a inclusão de sensores TMR, capazes de identificar diferentes níveis de pressão, e a taxa de atualização True 8K, que garante uma resposta de apenas 0,125 ms, posicionam esses modelos no topo do segmento.
No mesmo espaço, a Logitech G também disponibilizará o mouse G PRO X2 Superstrike, periférico que se tornou objeto de desejo nos últimos meses e que agora poderá ser testado à vontade pelo público em dinâmicas que colocam à prova a precisão e o reflexo. O Canaltech está testando esse mouse e nossa review sai em breve, fique ligado.
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Experiência imersiva e o ecossistema Logitech G na feira
Para além dessas novidades, a Logitech estruturou seu estande para ser um ponto de encontro da comunidade, com espaços focados em velocidade, precisão, som e mais, tudo usando os periféricos gamer da marca.
Segundo Leandro Rocha, gerente de produtos da marca no Brasil, o objetivo é mostrar como os periféricos evoluem junto com o jogador, criando uma conexão real entre a tecnologia de ponta e o desempenho prático dentro dos games.
"A gamescom é um momento importante para estarmos próximos da comunidade gamer e mostrarmos, na prática, como nossos produtos evoluem junto com o jogador. Mais do que apresentar novidades, queremos criar experiências que conectem tecnologia e performance de forma real", disse.
Estande da Logitech na gamescom terá ainda setup de corrida disponíveis para testes (Imagem: Logitech/Reprodução)
Durante os quatro dias do evento, quem passar por lá também poderá encontrar os embaixadores do G Squad, participar de ativações interativas que distribuirão brindes e aproveitar ofertas exclusivas preparadas para a feira.
A transição que começou em 2020 com o chip M1 acaba de completar seu ciclo final. A Apple confirmou que o macOS 27será a primeira versão do sistema operacional a não oferecer suporte para máquinas equipadas com processadores Intel, já que a prioridade agora passa a ser para máquinas com os próprios chips da Maçã.
Com essa decisão, o macOS 26 se torna a última parada oficial para quem ainda utiliza os Macs com processadores Intel Core. Manter o suporte a duas arquiteturas tão diferentes exige um esforço bem acima da média em termos de otimização e engenharia de software. Ao cortar o cordão umbilical de décadas com a Intel, a Apple pode finalmente focar 100% na integração entre hardware e software.
Dispositivos suportados pelo macOS 27
A partir desta atualização, apenas dispositivos com a arquitetura Apple Silicon (Série M) permanecem no ecossistema atualizado:
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MacBook Air com chip M1 (2020) e posteriores
MacBook Pro com chip M1 (2020) e posteriores
iMac de 24 polegadas (M1) e posteriores
Mac mini com chip M1 e posteriores
Mac Studio: todos os modelos (M1 Max/Ultra em diante)
Mac Pro com chip M2 Ultra e posteriores
Chegou a vez do foco total nos produtos modernos da Apple (Imagem: Apple/Reprodução)
O principal motivo para o encerramento do suporte seria a evolução da Neural Engine. As novas funcionalidades do macOS 27 são profundamente dependentes do processamento de inteligência artificial nativo, algo que as CPUs Intel antigas simplesmente não conseguem entregar com a mesma eficiência térmica e de performance.
Se você ainda segura aquele MacBook Pro de 2019 com Core i9, sua máquina continuará funcional, mas sem acesso às novidades de sistema e segurança que virão a partir do final de 2026.
Resident Evil Requiem é o mais recente sucesso da Capcom, e algo tão grande assim não pode morrer só na história principal. O diretor do game, Koshi Nakanishi, já tinha prometido DLC com expansão e mini games, e agora ele afirma que pode estar perto de chegar. Em entrevista, Nakinishi deixa claro que RE9 receberá um modo com foco em ação, que estará disponível para quem concluiu a campanha.
Ao Den-fami Nico Gamer, o diretor de Resident Evil Requiem disse que o novo modo é single-player e é "baseado em batalhas do jogo principal". "Para aqueles que já terminaram a história principal e estão pensando: 'ainda não me diverti o suficiente', acho que vocês vão adorar isso e ficar de boca aberta, então afiem o machado e aguardem", adiciona.
Novo modo de Resident Evil Requiem pode chegar já em maio
Assim como em Resident Evil Village, que precisa ser completado para o modo Mercenários ser destravado, os jogadores precisam terminar a campanha de RE9 para ter acesso ao mini game, qualquer que seja. Existem especulações de que se trata do icônico modo e é até algo óbvio, mas a Capcom pode surpreender e trazer algo diferente.
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"Afiem o machado": será que o novo modo será focado só no Leon (Imagem: Capcom/Reprodução)
Como a entrevista de Koshi Nakanishi foi no Japão, ele deixa uma dica baseado em um período de feriado prolongado por lá. Depois de afirmar que o game precisa ser terminado, ele diz que a "Golden Week", que acontece entre abril e maio, ou seja, agora, seria uma boa chance para os jogadores japoneses que ainda não conseguiram terminar o game adiantar esse pré-requisito.
Em março, ao revelar que o game receberia conteúdos extras, incluindo uma expansão, Nakanishi disse que a primeira novidade chegaria por volta de maio, o que acaba batendo com o fim de período de feriado japonês. Já em relação à expansão da história, ele disse nessa entrevista que está em estágio de desenvolvimento e não pôde revelar nada no momento. Já a produção dos modos extras está próxima de ser concluída.
A Intel revelou recentemente novos processadores com foco em eficiência para notebooks. Chamados de Core Series 3 (Wildcat Lake), a série visa o lugar que o MacBook Neo tem ocupado. Um teste feito no PassMark com o Core 5 320 mostra que a CPU do Time Azul é 27% mais rápido em multi-thread, mesmo tendo a mesma quantidade de núcleos do chip do notebook da Apple, e empata em single-thread.
Tanto o Core 5 320, quanto o A18 Pro oferecem seis núcleos. Mesmo assim, o processador da Intel conseguiu ter a vantagem de 27% nesse quesito, alcançando 15.258 pontos.
Em contrapartida, não existe o mesmo nível de vantagem em desempenho com um núcleo é proporcional, já que as pontuações são 4.066 para o chip da Apple e 4.047 para CPU x86.
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Intel busca seu espaço no segmento de notebooks de entrada
Assim como quase o lineup inteiro (com exceção do Core 3 304), o Core 5 320 tem dois núcleos de performance e quatro núcleos eficientes. Os núcleos focados em desempenho chegam a 4,6 GHz, 200 MHz a menos do que os Core 7, frequência que daria um fôlego a mais na disputa com um único núcleo e talvez até colocaria a Intel na frente.
Pontuação de diferentes CPUs no PassMark (Imagem: PassMark/via Wccftech)
O comparativo coloca a CPU Wildcat Lake também contra um Core Ultra 5 236V e AMD Ryzen AI 5 340. Ambos superam a nova CPU em multi-thread por terem mais núcleos (8 e 6/12, simultaneamente), mas supera os dois em single-thread, embora por uma margem pequena.
Apesar de já ter lançado os processadores Wildcat Lake, ainda não existem notebooks equipados com essas CPUs no mercado. O máximo que vimos foi um modelo referência com a marca da própria Intel, que provavelmente não estará à venda, sendo exibido em um evento do Time Azul na Índia recentemente.
A série Core 3 é vista como uma solução da Intel para brigar por um espaço no segmento de notebooks de entrada com chips eficientes. O MacBook Neo, lançado em março, é a aposta da Apple e ele tem chamado bastante a atenção pelo custo-benefício, tendo tanta demanda que nem a própria Maçã esperava, chegando a correr o risco de ficar sem chips para o notebook.
O mercado de notebooks premium tem várias soluções incríveis para quem tem bolso para isso. Já no segmento gamer, existem opções de entrada até modelos mais caros do que os premium. E que tal juntar os dois mundos? Essa é a proposta do Samsung Galaxy Book4 Ultra, um modelo ultrafino com tela grande de 16 polegadas, hardware de ponta com direito a GPU dedicada para games.
Esse não é o modelo mais recente da marca, mas ainda tem boa disponibilidade no mercado brasileiro. Por conta disso, ele não conta com o processador e GPU mais modernos disponíveis hoje, mas são fortes o suficiente para não fazerem feio frente ao que é novidade. Estamos falando de uma linha high-end da Samsung, algo que interfere no preço, e a pergunta que fica é: vale a pena?
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Touchpad problemático
Especificações técnicas
O Galaxy Book4 Ultra foi lançado em 2024 com hardware de ponta para aquela época. Mas, como já foi dito aqui, estamos falando de chips de muito desempenho, algo que acaba compensando a idade e não faz tão feio diante do que existe de mais moderno nesse segmento:
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Processador:Intel Core Ultra 9 185H (16 núcleos e 22 threads)
Memória RAM: 32 GB de memória RAM LPDDR5X
Armazenamento: SSD de 1TB PCIe NVMe M.2
Placa de vídeo: GeForce RTX 4070 8 GB, TGP 80W
Tela: Amoled 2X, resolução 2880 x 1800, 120 Hz, suporte a toque, 120% de cores DCI-P3
Portas e Conectividade: 1x HDMI 2.1, 1x USB-A, 2x USB-C Thunderbolt 4, 1x entrada para MicroSD, combo fone e microfone, Wi-Fi 6E, Bluetooth 5.3
Alto-falantes: 4x AKG com Dolby Atmos (2x woofers 5W e dois tweeters 2W)
Câmera: 2.0 MP FullHD
Sistema operacional: Windows 11 Home
Design e Dimensões (L x P x A): 355,4 x 250,4 x 16,5 mm
Peso: 1,86 kg
Construção e design
O Galaxy Book4 Ultra é um notebook minimalista e elegante. Seu design me agradou bastante por realmente ser "clean". Não existem linhas agressivas ou detalhes que saltam do seu corpo de alumínio na cor grafite. Medindo 16,5 mm de espessura e pesando 1,86 kg, não dá nem para dizer que esse também é um notebook gamer e ainda com uma tela grande. Esse tipo de design pode até levantar uma preocupação: como ficam as temperaturas? Já adianto que o resultado é positivo.
Se você é daqueles que precisa estar constantemente indo e vindo a trabalho, até mesmo viajando, esse notebook não vai ser um problema na sua mochila por ser fino e relativamente leve para seu tamanho. Já em relação à duração da bateria, aí é outra conversa que teremos mais para frente. Fechando essa seção, a tampa abre relativamente fácil com o vão para puxá-la.
Tela e som
Aqui é o segundo destaque desse notebook, depois do hardware. A tela Amoled Dinâmico 2X é incrível, reproduzindo cores vivas que saltam aos olhos e pretos profundos, ideal para quem trabalha com imagem, edição de foto e vídeo, além de games.
Pessoalmente, a qualidade de imagem impressiona muito mais (Imagem: Raphael Giannotti/Canaltech)
A resolução 3K (2880 x 1800) ajuda a elevar a experiência adicionando muita nitidez à imagem. Por também ser um notebook gamer, a tela conta com taxa de atualização de 120 Hz, que ajuda não só nos jogos, como também na usabilidade geral, gerando conforto com movimentos mais suaves. Além de tudo isso, ela é sensível ao toque e tem camada antirreflexiva.
Esse notebook possui quatro alto-falantes AKG, com suporte a Dolby Atmos, distribuídos em cada canto. Por isso, o Galaxy Book4 Ultra entrega um nível de som alto e até definido. Não dá para esperar muito da parte sonora de um notebook, mas esse modelo é decente nessa questão. Para jogar, não substitui um bom headset gamer.
A tela do Galaxy Book4 Ultra é excelente para games (Imagem: Raphael Giannotti/Canaltech)
Teclado e touchpad
O conforto proporcionado pelo design do Galaxy Book4 Ultra se estende ao teclado e touchpad. O teclado é completo, com direito a teclado numérico e padrão ABNT, algo que, infelizmente, não é tão comum nesse segmento de notebooks. Este é um ponto positivo para a Samsung, já que não é necessário ficar dependendo do layout americano para usar acentos e outros caracteres.
Já o touchpad é confortável e cobre um grande espaço do corpo. Na verdade, é o maior touchpad que já vi, independentemente do nível do notebook. Isso significa que o teclado é bastante recuado em direção à tela para que você tenha muito espaço para deslizar o dedo. Eu, um usuário assíduo de mouse, prefiro assim. No entanto, vi algumas falhas ao deslizar o dedo, como cliques onde eu claramente não pressionei. Difícil dizer se é um defeito do modelo de teste que recebi ou um problema crônico.
Teclado do Samsung Galaxy Book4 Ultra (Raphael Giannotti/Canaltech)Touchpad do Samsung Galaxy Book4 Ultra (Raphael Giannotti/Canaltech)
Portas e conectividade
Com um HDMI, duas portas USB-C com suporte a Thunderbolt 4, além de um USB-A (padrão), dá para dizer que esse é um grande progresso, já que muitos notebooks premium oferecem menos do que isso (como o Dell XPS linkado no início desse texto). Assim, dá para usar mouse, teclado e fone tudo com fio, embora o ideal seja dispositivos com conexão Bluetooth ou dongles 2,4 GHz.
Bateria e temperatura
E aqui entramos num ponto delicado do Galaxy Book4 Ultra, já que ele é um notebook premium com foco em desempenho, e também autonomia de bateria. No teste do Procyon, que simula diferentes trabalhos até esgotar a bateria, o modelo entregou somente 5 horas de autonomia. Segundo a Samsung, ele entrega até 21 horas de reprodução de vídeo offline, cenário bem diferente do real, como costuma ser com qualquer notebook. Isso não significa que usando normalmente para trabalhar (dependendo do trabalho, claro), você terá a mesma autonomia. Nesse caso, em uso real, ela sobe para algo entre 8 e 9 horas, ou seja, um expediente inteiro.
Isso tem a ver (entre outras coisas) com a eficiência do Core Ultra 9 185H. Para efeito de comparação, seu sucessor (Core Ultra 9 285H) que testei em um notebook da MSI, conseguiu entregar 3x mais tempo de duração da bateria. Existe uma diferença de 23W na potência das baterias dos dois modelos, ou seja, o Galaxy Book4 Ultra conta com 76W. Isso significa que o gargalo maior acontece no chip, embora a bateria poderia ser maior também.
Já em relação às temperaturas, ele vai supreendemente bem principalmente quando CPU e GPU estão em uso contínuo, como em games. Não vi nenhum dos dois chips passarem de 80 graus, o que é um ótimo resultado. Claro, é válido lembrar que a RTX 4070 é bastante capada, por isso consome menos e gera menos aquecimento consequentemente.
Desempenho
Produtividade e IA
Em diferentes tarefas, como produtividade e IA, o hardware do Galaxy Book4 Ultra entrega desempenho similar aos outros notebooks que já testamos, mas com configurações mais modernas. O problema, como já deu para perceber, é que a maior parte desses modelos, além de serem mais modernos e eficientes, são mais baratos.
Games
Estamos falando de um notebook gamer, apesar de não parecer, e é aí que entra a RTX 4070 em ação. A GPU vem com TGP de 80W, que não é nem perto do máximo (140W) por conta do design da Samsung, algo que influencia diretamente na capacidade de refrigeração e limita o potencial do chip. Por isso, essa RTX 4070 do Galaxy Book4 Ultra perde para uma RTX 5050 mobile em todo seu potencial. E o chip mais novo ainda tem a vantagem do DLSS 4.5 a seu favor.
Concorrentes
O Galaxy Book4 Ultra pode ser encontrado por mais de R$ 21.000 e está cada vez mais difícile de encontrá-lo, pelo menos na configuração máxima. Ele tem boa avaliação entre usuários que compraram nesso Mercado Livre, porque ele realmente é bom, mas existem soluções melhores e mais baratas hoje em dia.
O Dell XPS 13 2025, apesar de ter uma tela de 13 polegadas, é uma dessas opções. Custando R$ 16.798,00 na loja oficial da Dell, ele conta com tela OLED de alta resolução, CPU Intel Core Ultra 7 258V com desempenho superior ao Core Ultra 9 185H, além de 32 GB de memória e SSD de 1 TB NVMe.
Outra opção interessante é o ASUS Zenbook S14 OLED com o mesmo hardware do Dell XPS, mas com tela levemente maior (14"), também com painel OLED e um design bastante enxuto, pesando 1,2 kg e 1,1 cm de espessura. Ele está saindo por R$ R$ 11.299 à vista.
Eu gosto de pensar que não existe produto ruim, existe produto com o preço errado, e esse é caso do Galaxy Book4 Ultra. Mesmo lançado há dois anos, com hardware daquela época, o preço nunca baixou e como é um produto que ainda está no mercado (embora com disponibilidade cada vez menor), corre o risco de encarecer por conta da crise que a indústria atravessa agora, como vi acontecer com outros notebooks.
Temos alto nível de desempenho nesse modelo, principalmente em CPU, com desempenho decente em GPU, além de muita velocidade com SSD NVMe e uma grande quantidade de memória RAM. Porém modelos mais recentes e baratos entregam isso e até mais. O cenário ideal para esse notebook seria um desconto agressivo, derrubando o preço para algo próximo de, pelo menos, R$ 12.000, então ele passaria a ser mais atraente.
Montar um PC ou trocar de celular no Brasil nunca foi um passeio no parque. É um exercício de paciência que exige planejamento, meses economizando cada centavo e aquela espera que parece eterna por uma promoção que realmente valha a pena. Justo agora, quando o seu planejamento financeiro parecia estar no trilho certo para 2026, a indústria de hardware resolveu soltar uma bomba que promete sacudir o mercado: alguns componentes devem simplesmente sumir das prateleiras a partir do segundo semestre.
Com a gigantesca demanda por data centers de IA e nuvem, que explodiu de vez em 2025, componentes cruciais como memória RAM (DRAM) e armazenamento, principalmente SSD (NAND), sofreram o baque da escassez, já que quase toda a produção está indo para tudo o que tenha a ver com inteligência artificial.
Vamos destrinchar onde esse "apocalipse" dos semicondutores vai bater com mais força para que você possa reorganizar suas prioridades de compra e proteger o seu dinheiro antes que os preços multipliquem ainda mais ou os estoques simplesmente sequem no varejo.
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Epicentro da crise: armazenamento e memória RAM
Os alvos principais desse apocalipse eletrônico são os SSDs NVMe e SATA, além de cartões microSD de alta capacidade e pendrives de alto desempenho, juntos da memória RAM. O motivo por trás disso é a necessidade por memória NAND Flash e DRAM pelas Big Techs. As gigantes da tecnologia estão sugando todo o suprimento do mercado global para armazenar seus modelos de linguagem e bases de dados de IA.
Apesar de memória RAM ter encarecido mais, SSDs não estão imunes e já sofrem com a crise (Imagem: Raphael Giannotti/Canaltech)
A recomendação para quem está no meio de um projeto é clara: se você está montando um PC do zero, planejando um upgrade de armazenamento para o seu console, a sua janela de oportunidade é agora. Nós presenciamos os preços de peças como memória RAM e SSDs subirem de uma forma como nunca vimos antes. A indústria avisa, e esse aviso foi dado antes da situação chegar aonde chegou.
Efeito dominó: smartphones
O efeito dominó também atinge em cheio o mercado de dispositivos móveis, afetando principalmente os celulares intermediários-premium e os modelos topos de linha. Esses aparelhos exigem chips de armazenamento do tipo UFS, que são extremamente rápidos e densos, geralmente em versões de 256 GB ou 512 GB. Fabricantes de peso como Apple, Samsung e Xiaomi estão agora em uma disputa direta pelo mesmo silício que os grandes data centers utilizam.
Como os fornecedores de chips estão exigindo pagamentos adiantados de anos para garantir a entrega das peças, apenas as empresas com bilhões em caixa conseguirão manter o ritmo de produção. Naturalmente, esse custo extra de operação e a escassez de componentes serão repassados integralmente para o preço final do aparelho que chega às suas mãos. Portanto, se o seu celular atual já apresenta sinais de cansaço ou está "pedindo arrego", o conselho de ouro é não esperar pelos grandes lançamentos do final de 2026. O ideal é aproveitar as promoções de modelos da geração atual enquanto eles ainda seguem tabelas de preços anteriores a esse pico de demanda.
Sim, smartphones precisam de memórias igual um PC (Imagem: Renato Moura Jr./Canaltech)
Vítimas ocultas: smart TVs e consoles
É preciso manter o sinal de alerta ligado também para as chamadas vítimas ocultas, como as Smart TVs modernas e as possíveis revisões de consoles que costumam surgir no meio do ciclo de vida das plataformas. Muita gente esquece que uma televisão inteligente hoje em dia é muito mais do que apenas um painel de imagem; ela possui uma placa-mãe complexa com memória embutida para gerenciar sistemas operacionais cada vez mais pesados e diversos aplicativos de streaming que exigem cache constante.
A escassez de chips afeta a linha de montagem desses produtos como um todo, embora o impacto aqui costume ser um pouco mais lento do que no mercado de PC de fato. Você sentirá a crise primeiro através da diminuição da variedade de modelos em estoque e, logo em seguida, no ajuste das etiquetas de preço. Essa é uma categoria de compra que ainda pode esperar um pouco mais, mas que requer um monitoramento semanal rigoroso para garantir que você não perca o momento certo antes que a oferta desapareça.
Nada está imune a essa crise (Imagem: Sony/Reprodução)
Onde NÃO gastar dinheiro à toa
Por outro lado, é fundamental saber onde não gastar o seu suado dinheiro de forma impulsiva. O centro da crise relatada recentemente pela indústria e pelo CEO da Phison está focado especificamente no ecossistema de armazenamento e memória RAM. Isso significa que componentes vitais como processadores e periféricos, incluindo mouses, teclados e monitores, não estão no foco imediato desse furacão.
Embora as placas de vídeo tenham sua própria dinâmica de preços e também sofram influência indireta da IA, não existe motivo para pânico imediato na compra de um novo monitor de alta taxa de atualização ou de um teclado mecânico por conta dessa crise. A recomendação sensata é adquirir esses periféricos apenas se você realmente precisar deles agora. Caso contrário, o melhor caminho é segurar esse orçamento para garantir a compra do SSD ou da memória RAM, que são os itens que correm o maior risco de inflação galopante nos próximos meses.
Conclusão
O resumo da ópera é que o alerta de dificuldades e escassez emitido por grandes players do mercado é real e bastante preocupante, mas a onda de choque completa ainda leva alguns meses para bater com força total no varejo brasileiro. Isso significa que você, como consumidor bem-informado, ainda possui uma pequena janela de respiro para agir com estratégia e aquilo que deseja sem entrar em desespero total.
A ação recomendada nesse momento é pautada pelo equilíbrio: não estoure o limite do seu cartão de crédito apenas por medo, mas também não ignore os sinais do mercado. O momento exige inteligência estratégica, o que significa usar comparadores de preço hoje mesmo, criar alertas digitais para aquele produto específico que você já estava namorando e simplesmente antecipar as compras que talvez estivessem agendadas para a Black Friday ou o Natal.
Quando falamos de montar um PC, sempre mencionamos a atual crise que a indústria de hardware vive. Porém, vamos deixar isso de lado um pouco e focar em como comprar uma placa de vídeo da melhor forma. Afinal, decidir entre um modelo novo ou usado é algo que sempre existiu. O dilema não é se a nova é melhor ou se a usada é uma cilada, mas sim o cálculo preciso de quanto desempenho por real você está ganhando e quanto risco seu bolso está disposto a aceitar.
Antes de mergulharmos nos números, precisamos deixar claro que não vamos apontar o dedo para uma placa específica e dizer para você comprá-la. Em vez disso, vamos mostrar a você como montar sua própria régua de decisão baseada em três pilares: preço praticado, os quadros por segundo entregues e o desconto de risco.
Entender isso é crucial, já que uma placa de entrada atual pode até empatar em média de frames com uma intermediária de duas gerações atrás, mas a conta muda drasticamente quando colocamos na balança o suporte a novas tecnologias de upscaling, a eficiência energética, entre outras questões.
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O método em 5 passos
Para navegar nesse mercado sem ser passado para trás, você precisa de um método que funcione tanto no marketplace da rede social quanto na prateleira das grandes lojas. O primeiro passo é definir o seu alvo de uso. Não adianta olhar para uma placa usada potente se o seu foco é apenas o competitivo em 1080p, onde o processador muitas vezes dita o ritmo. Você precisa saber sua resolução alvo, se pretende usar ray tracing de forma ativa e o quanto depende de tecnologias como DLSS ou FSR.
Definido o alvo, o segundo passo é montar sua tabela de candidatos, listando opções novas e as usadas em diferentes condições. O terceiro passo é entender que o preço é apenas a superfície, a segunda camada é o custo por desempenho, e a terceira é o desconto de risco, que é o valor que você subtrai mentalmente do preço da usada para compensar a ausência de garantia.
O quarto passo exige que você aceite que a equivalência nunca é universal: uma placa pode ser equivalente a outra em rasterização pura, mas perder feio em cenários de IA ou ray tracing. Por fim, o quinto passo é a validação física no caso de uma placa usada.
Aprenda a criar equivalências de desempenho
Você deve buscar fontes de testes confiáveis e observar a média de desempenho em um conjunto diversificado de jogos, nunca em um único título isolado. Um exemplo clássico de 2026 é o caso da Intel Arc B580, que em diversos reviews técnicos foi comparada diretamente com a RTX 4060. Enquanto em alguns títulos a Arc brilha por ter mais dos que o básico 8 GB de VRAM, em outros ela sofre com drivers ou arquitetura, mostrando que a mesma placa pode ser excelente em um recorte e irregular em outro.
Nas GeForce, geralmente, uma RTX xx90 equivale a uma xx80 de nova geração, e uma xx80 a uma xx70, e assim vai (Imagem: Gigabyte/Reprodução)
Lembre-se que esses valores são referências que flutuam e devem ser atualizados no dia da sua pesquisa, observando sempre se o desconto do mercado de usados justifica a perda dos 12 ou 24 meses de garantia oficial.
Como comparar preço do jeito certo
No Brasil, o preço de hardware é um organismo vivo que respira conforme o estoque e a cotação do dólar. Para comparar do jeito certo, você deve ignorar o preço de lançamento sugerido e focar no preço de hoje praticado nos grandes varejistas. Um caso real em 2026 é a RTX 5060: se você encontrar uma listagem de usada que custa apenas 10% a menos que uma nova em promoção, o negócio é ruim. Nossa abordagem principal aqui é o custo por FPS, uma conta básica onde você divide o preço pela média de quadros.
Essa conta ainda é mais expressiva quando a placa tem pouca VRAM, já que assim o FPS médio pode até ser alto, mas o desempenho despenca em jogos modernos com texturas no máximo, gerando travamentos. Portanto, uma placa de entrada nova pode ser um excelente negócio se o preço estiver muito bom, mas uma usada de tier superior só vale a pena se o desconto compensar as perdas de uma tecnologia moderna.
O “preço do risco”: garantia, procedência e mineração
Comprar uma GPU usada de uma loja ou empresa certificada no Brasil traz uma proteção jurídica e regras de consumo que diminuem o desconto de risco necessário. Já na compra de pessoa física, a exigência deve ser máxima. Nunca feche negócio sem evidências claras: peça a nota fiscal original, fotos detalhadas de todos os ângulos (incluindo os parafusos para checar se já foi aberta) e, principalmente, um vídeo da placa rodando um teste de estresse como o 3DMark ou FurMark por pelo menos 15 minutos.
Fique esperto com uma RTX 3060 usada, já que ela foi uma das mais usadas em mineração em 2021/2022 (Imagem: Felipe Vida/Canaltech)
Observe as temperaturas e o ruído das ventoinhas. Sobre a mineração, anos depois do auge, o estigma diminuiu, mas o desgaste físico é real: sinais de oxidação nas aletas de alumínio ou "suor" nos thermal pads são alertas vermelhos. Mineração não significa que a placa vai morrer amanhã, mas significa que ela trabalhou sob carga pesada e constante e o preço deve refletir esse desgaste. Detectar esses sintomas e negociar o valor é o que separa um bom negócio de um prejuízo.
Nova vs. usada: quando cada uma faz sentido
Existem cenários onde cada escolha brilha. No cenário de mínimo risco, a placa nova é a vencedora absoluta quando a diferença de preço para a usada é pequena (abaixo de 20%) ou quando o comprador não possui conhecimento técnico para realizar testes de bancada. Se você depende do PC para trabalho e não pode ficar uma semana sem a máquina caso dê um B.O., a garantia é essencial.
Por outro lado, o cenário de máximo custo-benefício favorece a usada quando ela entrega um salto claro de categoria. Por exemplo, em 2026, comparativos mostram que a RTX 5060 Ti nova entrega um desempenho excelente, mas se você encontrar uma RTX 4070 SUPER usada com boa procedência por um valor similar, o ganho em desempenho é considerável.
Na dúvida, uma placa de vídeo para a sua necessidade não tem erro (Imagem: Reprodução/Overclock3d)
Conclusão
O melhor hardware é aquele que cabe no seu planejamento financeiro e entrega a experiência que você busca. Se você não tem tempo ou paciência para medir o risco e validar componentes de terceiros, pague o prêmio pela segurança e compre novo para dormir tranquilo. Se você gosta do processo, sabe identificar sinais de desgaste e busca o máximo de performance por cada real investido, o mercado de usados é o seu lugar, desde que você use a régua de desconto correta.
Antes de clicar no botão "comprar", passe pelo checklist: defina seu alvo de resolução, monte a lista de candidatas, valide a equivalência média, calcule o custo por FPS e, se for usada, teste até o limite. Com esse método, o seu próximo upgrade será baseado em dados, não em sorte.
FAQ — Perguntas frequentes antes de comprar uma placa de vídeo
Como saber se a placa de vídeo foi usada para mineração?
Não existe um sensor que aponte isso, mas sinais físicos como descoloração do PCB perto da GPU, thermal pads vazando óleo excessivo ou oxidação nas partes metálicas indicam uso em ambientes de carga constante e alta umidade. Peça sempre um teste de estresse e se a placa apresentar artefatos ou desligar, descarte-a imediatamente.
Produto usado tem garantia no Brasil?
Se comprado de pessoa física, não há garantia legal após a entrega, a menos que a garantia de fábrica ainda esteja vigente e seja transferível (verifique a política das fabricantes). Se comprado de lojas de usados (CNPJ), o Código de Defesa do Consumidor garante 90 dias para bens duráveis.
Placas com 8 GB de VRAM ainda valem a pena em 2026?
Para 1080p em configurações competitivas ou qualidade média/alta, sim. Porém, para quem visa 1440p ou quer longevidade em títulos AAA, os 8 GB já mostram sinais de cansaço, causando quedas bruscas de performance (stuttering) quando as texturas excedem o limite da memória. Se puder, busque opções com 12 GB ou mais.
Onde encontro as equivalências de desempenho atualizadas?
Recomendamos sempre acompanhar os reviews de sites especializados em benchmarks técnicos que utilizam baterias de pelo menos 15 a 20 jogos diferentes com diversas GPUs para gerar as médias de frames por nível de placa.
O Macbook Neo é a solução de entrada da Apple e tem chamado a atenção por oferecer ótimo desempenho e consumo mínimo, se posicionando como um bom custo-benefício. Em termos de chip, a Intel chegou com a geração Wildcat Lake, um lineup que oferece, no máximo, seis núcleos, baixo consumoe jáfoi visto equipando um notebook de alumínio compacto, assim como o produto da Maçã.
Em um evento da Intel na Índia, Vaidyanathan Subramaniam do NotebookCheck publicou nas redes sociais fotos e configuração do notebook, que parece ser um modelo referência, já que conta com a logo do Time Azul. Ou seja, não espere por um modelo como esse no mercado (a não ser que a Intel esteja "fabricando" notebooks agora).
Notebooks com Intel Wildcat Lake podem ter modo que dispensa uso de fan
Segundo Vaidyanathan, esse modelo tinha modos de operação em 17W (PL1) e 35W (PL2), além de um modo de 11W sem uso da fan. Ao que tudo indica, um dos processadores Wildcat Lake topo de linha equipa esse notebook, já que é descrito a configuração máxima do lineup: dois núcleos de performance e quatro núcleos eficientes, além de NPU de 17 TOPS e dois núcleos gráficos Xe.
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First look at an Intel Wild Cat Lake laptop in the wild. 2 Cougar Cove P + 4 Darkmont E cores 17 W PL1 and 35 W PL2 / 22 W PL1 Max / 11 W fanless 17 TOPS NPU 2 Xe cores Thin and light design Looks like a perfect laptop for the beach, innit 🌊🏖️ pic.twitter.com/MCsCVbpM4A
Apesar do grande foco em eficiência energética, mesmo o modo de 11W, que dispensa a ativação da ventoinha, não chega perto da eficiência entregue pelo chip A18 Pro, do MacBook Neo, que opera abaixo de 10W, chegando no máximo de 5W em carga normal do dia. Por isso a Apple nem chegou a instalar uma fan nesse modelo, justamente por conta do consumo baixíssimo, já que estamos falando de um chip de celular.
Em relação aos Intel Wildcat Lake em geral, a Intel promete bateria para um dia inteiro, entregando até 2,1x mais desempenho em produtividade com o SKU mais forte, o Core 7 360, em relação a um Core 7 150U, baseado em Raptor Lake. Já em performance com IA, o ganho é de 2,7x. Além disso, a eficiência energética promete ser o maior destaque, entregando entre 52 e 64% menos consumo em tarefas como streaming de vídeo e chamadas de vídeo.
Os processadores Intel Wildcat Lake também foram lançados no Brasil durante um evento recente, e o Canaltech esteve lá.
Em março, vimos o surgimento do TurboQuant, um novo algoritmo de IA do Google que prometia compressão de dados em um nível, que poderia reduzir o uso de memória RAM em até 6x. A indústria viu a novidade como uma saída para a crise, mas segundo o CFO daSK hynix, otimizações de software têm o poder de aumentar a demanda, e não diminui-la.
Kim Woo-hyun, executivo de uma das maiores fabricantes de DRAM do mundo, disse que "a otimização de software e hardware, que está ocorrendo ativamente em todo o setor de IA, é outro fator que impulsiona o crescimento da demanda por memória". E ele adiciona:
"Embora as tecnologias de eficiência de memória possam parecer reduzir o uso de memória por dispositivo individual, na realidade elas estão evoluindo em uma direção que maximiza a quantidade de contexto que pode ser processada por unidade de memória. Espera-se que isso melhore a rentabilidade dos serviços de IA, criando um ciclo virtuoso que expande o mercado geral de serviços de IA e, por sua vez, impulsiona também a demanda por memória".
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Mercado tinha certa esperança com o TurboQuant
Ou seja, soluções como o Google TurboQuant que, na teoria se parecem com uma saída, na prática tem capacidade de piorar a situação da crise de hardware, com foco em memória RAM. Isso significa que na perspectiva da indústria, agora que a mesma quantidade de RAM produz mais do que antes, é melhor adicionar ainda mais memória para produzir como nunca antes.
Já que menos DRAM consegue fazer mais, por que não usar ainda mais para ter resultados melhores? (Imagem: Samsung/Reprodução)
Assim que o algoritmo do Google foi revelado, o mercado teve um surto que durou pouco nos preços das memórias. Nos EUA, por exemplo, módulos Corsair Vengeance DDR5 caíram de US$ 439,99 para menos de US$ 379,99. E a situação em geral começava a melhorar por conta própria, já que ainda antes, em fevereiro, as memórias DDR5 ficaram mais baratas em diferentes territórios. Na Alemanha, módulos que custavam mais de cerca de € 480 baixaram para menos de € 450, chegando em alguns casos a € 429.
Conversamos com um especialista do mercado de data centers para entendermos se o mercado voltará ao normal algum dia, e a estimativa não é nada animadora.
Que os jogos de PC têm chegado cada vez mais com problemas de otimização, isso não é novidade. Mas a indústria reconhecer esse fato, isso é novo. Robert Hallock, executivo da Intel, disse ao PC Games Hardware que até 30% da performance perdida não é culpa do hardware, mas sim da otimização do jogo, principalmente em se tratando de processadores.
A Intel tem adotado arquiteturas híbridas em seus processadores desde a 12ª geração, juntando núcleos de performance e núcleos eficientes (mas o Time Azul pode desistir dos núcleos híbridos) em um encapsulamento. Hallock diz que já viu algumas reviews mostrando que o desempenho em games é melhor com os núcleos eficientes desligados, mas afirma que “eles são virtualmente idênticos em performance, cerca de 1% de diferença”.
PC gamers subestimam importância da otimização do software
O Time Azul sempre apresentou os núcleos de performance como aqueles definitivos para tarefas pesadas, como jogos. Esses núcleos sempre são em menor quantidade se comparado com os núcleos voltados para tarefas mais leves. De qualquer forma, Hallock diz que os entusiastas ainda subestimam a importância de um programa otimizado:
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“Acredito sinceramente, e isso pode me meter em problemas, mas acredito sinceramente que o mercado geral de jogos para PC e, especialmente, os entusiastas, como os verdadeiros fanáticos por PC, estão subestimando significativamente a importância do software para a experiência no PC”.
AMD tem dominado em games com sua arquitetura unificada e grande quantidade de cache (Imagem: Jones Oliveira/Canaltech)
Ele acredita que é possível ter mais performance com hardware mais forte, “mas sempre haverá 10, 20, 30% de desempenho a menos devido ao fato de que o jogo simplesmente não foi otimizado para o seu processador”. Apesar de haver outros componentes envolvidos na execução de um jogo, são os processadores as maiores vítimas, prejudicando o desempenho.
O fato é que a AMD tem roubado a cora de melhor processador para games geração após geração, mas isso pode mudar com a nova estratégia da Intel envolvendo uma grande quantidade de memória cache também.
O fim de uma era no hardware de alto desempenho aconteceu da forma mais discreta possível, quase como uma nota de rodapé. A Apple confirmou que não produzirá novos modelos do Mac Pro e retirou a máquina de seu site oficial, encerrando uma linhagem que surgiu em 2006. Diferente de outros marcos da empresa, não houve keynote emocionante, vídeos em câmera lenta ou homenagens em redes sociais.
O computador que antes foi o símbolo máximo do poder computacional da Maçã saiu de cena em silêncio, deixando para trás duas décadas de experimentações, erros ousados e acertos memoráveis. Com o fim de uma linha tão importante como essa, vamos revisar como foi sua trajetória.
Era 1: A torre de alumínio sinônimo de “Mac profissional”
Em 2006, a Apple precisava de um sucessor à altura para o Power Mac G5 na transição para os processadores Intel, e assim surgiu o Mac Pro clássico. O visual era imponente: uma torre robusta de alumínio escovado com alças integradas e um painel frontal perfurado que passa um ar de seriedade e ousadia ao mesmo tempo. Diferente da filosofia que a empresa adotaria anos depois, essa primeira era foi marcada por uma facilidade de expansão sem precedentes dentro do ecossistema Apple.
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O primeir design, apesar de antigo, ainda consegue ser mais elegante que o último (Imagem: Apple/Reprodução)
O case permitia upgrades simples de memória RAM, múltiplos HDDs em baias deslizantes e a troca de placas de vídeo PCIe sem grandes complicações. Essa máquina consolidou o Mac Pro como o ápice do setup para editores de vídeo, fotógrafos e engenheiros, criando uma reputação de longevidade e presença física que definiram o que o mercado esperava de um workstation profissional.
Era 2: Cilindro de 2013 tentou reinventar tudo
Após anos sem atualizações visuais, a Apple decidiu que era hora de chocar o mundo em 2013 com o apelido nada legal de "trash can", ou lata de lixo mesmo. O novo Mac Pro era um cilindro preto compacto, futurista e muito silencioso, construído em torno de um núcleo térmico triangular unificado. A proposta era ousada: abandonar a expansão interna em favor de conexões externas de alta velocidade via Thunderbolt 2.
Embora fosse uma peça de design incrível, a fase cilíndrica tornou-se a mais divisiva da história da linha. A falta de flexibilidade e os problemas térmicos com as GPUs duplas mostraram que a promessa de futuro da Apple envelheceu rápido demais. Os profissionais sentiram-se abandonados por um design que priorizava a estética sobre a utilidade, tornando essa era um lembrete de que, no mundo profissional, desempenho é mais importante do que aparência.
Era 3: “Ralador de queijo” em 2019
Reconhecendo o erro estratégico da geração anterior, a Apple recuou e, em 2019, entregou exatamente o que o público profissional pedia. O retorno ao formato de torre trouxe de volta a modularidade e uma grade frontal (bastante) agressiva para maximizar o fluxo de ar, o que rapidamente rendeu o apelido de "ralador de queijo". Era um workstation capaz de abrigar placas PCIe gigantescas, módulos de expansão específicos e até 1,5 TB de memória RAM.
Entretanto, essa reconciliação veio acompanhada de controvérsias sobre o preço impeditivo, simbolizado por acessórios como as rodas de US$ 400. Foi o momento em que a Apple provou que ainda sabia fazer um hardware modular de ponta, mesmo que ele fosse acessível apenas para uma fração mínima de usuários.
Era 4: Mac Pro com chip Apple com fim determinado
A fase final da linhagem chegou em 2023 com o chip M2 Ultra. Externamente, ele era idêntico ao modelo de 2019, mas internamente a filosofia havia mudado drasticamente. Com a transição para os chips da Apple, o conceito de integração total da arquitetura ARM colidiu com a necessidade de expansão. Embora mantivesse os slots PCIe, a impossibilidade de trocar a GPU ou expandir a memória, já que tudo estava soldado no chip, tirou o sentido prático da máquina para muitos entusiastas.
O Mac Pro de 2023 nasceu encurralado pelo próprio Mac Studio da empresa, que entregava a mesma performance em um formato muito menor e mais barato. Essa mudança de estratégia foi o que começou a jogar as últimas pás de areia sobre o caixão da icônica linha de máquinas entusiastas da Apple.
O que cada era dizia sobre a Apple
Olhando para a trajetória completa, percebemos que cada fase do Mac Pro foi um reflexo direto da estratégia da Apple naquele momento. Na primeira era, a empresa queria reconquistar a confiança dos profissionais através da potência bruta e da padronização de mercado com a Intel. Em seguida, houve uma tentativa quase arrogante de reinventar o que era um workstation, acreditando que o design minimalista poderia substituir a necessidade de hardware interno.
Já na terceira fase, a Apple admitiu publicamente que o usuário profissional valorizava a expansão de verdade acima de tudo, fazendo um retorno às origens. Por fim, a escolha pela integração total em vez da modularidade deixou claro que a eficiência energética e o controle absoluto sobre o ecossistema de chips eram agora a prioridade máxima da empresa, mesmo que isso custasse a existência do Mac Pro.
Evolução do finado Mac Pro (Imagem: Gemini/Canaltech)
Fim silencioso do Mac Pro
O capítulo final agora é oficial com a descontinuação definitiva do produto. Ao remover o Mac Pro do site e confirmar que não há planos para novos modelos com M3 Ultra ou sucessores, a Apple encerra uma história de 20 anos. Na prática, o Mac Studio assume o posto de desktop profissional de referência da marca.
Ele representa o que a Apple é hoje: compacta, potente, mas completamente fechada a modificações por parte do usuário. O espaço que antes era ocupado por torres metálicas imensas agora é preenchido por pequenos blocos de alumínio que fazem mais com menos energia, tendência seguida também por notebooks premium com Windows.
Conclusão
O adeus ao Mac Pro não é apenas o fim de um computador caro da Apple, mas a conclusão de uma forma de ver computadores. Por muitos anos, ele materializou a ambição de oferecer poder bruto sem concessões e a liberdade de expansão que permitia a uma máquina evoluir com o passar dos anos.
Hoje, a Apple segue um caminho diferente, onde a otimização de software e hardware é tão profunda que a modularidade se tornou um obstáculo em vez de uma vantagem. O Mac Pro deixará saudades para usuários da Maçã que gostavam de abrir o gabinete e ver o coração da máquina, mas seu legado como ícone do design e da engenharia permanecerá guardado na história do hardware.
Em uma conversa no X, o conhecido leaker Jaykihn afirma que a família de CPUs Serpent Lake é uma ramificação de Titan Lake, que por sua vez, é o sucessor de Razer Lake. Tudo isso acontece somente depois de Nova Lake, a próxima geração já confirmada e prometida para ainda 2026 pela Intel. Possivelmente chamada de Core Ultra 400, essa arquitetura será usada em desktop e notebooks também.
Intel deve abandonar arquitetura híbrida em breve
Esse rumor cita ainda nomes de núcleos de performance e eficientes das futuras gerações. Griffin Cove e Golden Eagle equiparão os Razer Lake, já Copper Shark será uma arquitetura unificada a partir de Titan Lake, e isso é algo que já vem sendo discutido já há um tempo pelos leakers. Isso significa que a Intel pode adotar uma abordagem similar ao que a AMD faz com os Ryzen.
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Todos os nomes citados aqui ainda devem demorar entre 2 e 3 anos para chegarem (Imagem: Reprodução)
Tudo isso ainda é muito vago, já que estamos falando de tecnologias que estão a anos de distância. Não dá para negar que a indústria de tecnologia sempre está trabalhando em algumas gerações a frente do que temos disponível hoje, mas nomes assim ainda não significam muita coisa, mesmo sendo de leakers que já se mostraram críveis.
Por enquanto, a Intel oferece os Core Ultra 200 para PC de mesa, com novos SKUs como parte do refresh da arquitetura Arrow Lake. Em notebooks, a geração Panther Lake é o que o Time Azul tem de mais moderno, principalmente por que foi fabricado na nova e aguardada litografia 18A, que ainda será usada em futuras gerações.
O mercado de hardware, mais especificamente de memória RAM, teve um surto repentino semanas atrás por conta do novo algoritmo de IA do Google, que até causou queda nos preços desse componente e fez ações de fabricantes caírem. Mas, lá no cerne da questão, o contrário acontece, já que a Samsung aumentou os preços de chips DRAM em mais 30% no segundo trimestre do atual ano fiscal.
Segundo um representante da indústria, em entrevista ao portal sul-coreano ETNews, não há "sinais de melhorias ou declínio nos preços acerca da demanda de IA no momento". Esse novo aumento atinge, principalmente, memórias HBM usadas em GPUs aceleradoras de inteligência artificial, além de memória RAM para PCs, servidores e dispositivos móveis.
Aumento nos últimos meses já ultrapassa 100%
"Ainda há muitos clientes procurando garantir o fornecimento de DRAM com antecedência. Por isso, continuamos fornecendo o produto a preços ainda mais elevados em relação ao primeiro trimestre", adiciona a fonte do ETNews. A Samsung já havia aumentado o preço de chips DRAM em 100% no trimestre anterior, e mesmo assim, a demanda não cessa.
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Fabricantes trabalham para entregar o máximo de DRAM possível sem expandir suas capacidades (Imagem: Samsung/Reprodução)
Outra fonte do portal afirma que "a demanda por DRAM e HBM de alto desempenho permanece inalterada, à medida que as grandes empresas de tecnologia expandem sua infraestrutura, incluindo servidores de IA".
Além disso, existe ainda a disputa na indústria em relação a quem consegue suprir mais a atual demanda. Essa pessoa não identificada afirma que "a concorrência e a demanda por contratos de longo prazo para garantir um fornecimento estável de DRAM também estão se intensificando". Isso significa que Samsung, SK hynix e Micron seguem trabalhando ferrenhamente para honrar todos os contratos.
A situação pode piorar ainda mais no próximo trimestre fiscal, já que a capacidade de produção dessas gigantes do ramo não aumentou. Os esforços estão concentrados na entrega da atual demanda e a expansão com novas fábricas é algo que ainda irá demorar anos para acontecer.
A Valve implementou diversas mudanças ao Steam nos últimos meses e parece que o ritmo não deve diminuir tão cedo. Descobertas de um dataminer revelam que a plataforma deve ter um sistema que consegue estimar quantos FPS seu PC entregará em determinado jogo, baseado nas informações colhidas de outras máquinas com configurações semelhantes.
Chamado de "Estimador de framerate", o recurso deve "selecionar um aplicativo e uma configuração de PC para gerar um gráfico de taxa de quadros estimada, baseada na taxa de outros usuários do Steam".
Ao que tudo indica, essa função ajudará o usuário a decidir se compra determinado jogo baseado nessa estimativa de desempenho voltada para a configuração do seu PC.
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Steam já estaria coletando dados dos usuários
Nos comentários da publicação no X, um usuário diz que a plataforma da Valve perguntou se ele gostaria de compartilhar dados referentes à taxa de quadros no jogo. O suposto print publicado diz o seguinte:
"Podemos coletar dados de framerate de forma anônima enquanto você está jogando e logado em sua conta do Steam? Esse dado nos ajuda a aprender sobre compatibilidade dos jogos e melhorar o Steam".
Steam will soon tell you how much FPS you may get according to your PC specs by taking other Steam users with similar hardware.
Não tem como saber a taxa de quadros exata nos jogos de PC por conta da quase infinita combinação de hardware e configurações gráficas de um game. Não está claro como a Valve planeja chegar em um número em sua estimativa diante dessas variáveis, mas não dá para negar que o recurso pode poupar o bolso de muitos jogadores que se frustram após comprar um game que não conseguem rodar.
Os requisitos de sistema de um jogo na própria plataforma é uma maneira de deixar o jogador ciente do que ele precisa, mas muitos são vagos. Os estúdios estão começando a disponibilizar requisitos mais completos, com diferentes níveis de preset gráfico e resolução, mirando em uma taxa de FPS específica, mas ainda não é a tendência geral.
Enquanto o novo recurso não chega, recomendamos sempre dar uma olhada em canais confiáveis que testam jogos com diferentes configurações de PC para saber se sua máquina está apta para o game que você tem interesse.
Durante a CES 2026, a AMD revelou o novo rei dos games, o Ryzen 7 9850X3D. Porém já sabíamos da existência de um novo SKU ainda mais potente através de rumores e vazamentos de parceiras do Time Vermelho. Agora, confirmando todas essas informações não-oficiais, a AMD lança o Ryzen 9 9950X3D2 Dual Edition com nada menos que 192 MB de cache L3.
O anúncio foi feito em um vídeo institucional da AMD, apresentado por Jack Huynh, vice-presidente sênior e gerente geral de computação e placas de vídeo, onde ele deixa claro que o Ryzen 9 9950X3D2 Dual Edition é voltado para quem quer a melhor experiência em jogos, além de muito desempenho em trabalho pesado como criação de conteúdo.
Desempenho do Ryzen 9 9950X3D2 Dual Edition
Em termos de performance, a AMD só apresentou um slide mostrando que o novo processador consegue ser entre 5 e 13% superior ao modelo base, o Ryzen 9 9950X3D, em renderização, criação de conteúdo, simulação e IA, além de compilação. Apesar de ter especificações superiores ao rei dos games, não foi dito o que ele é capaz nessa área.
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Desempenho do Ryzen 9 9950X3D2 vs. 9950X3D (Imagem: AMD/Reprodução)
E falando nessa comparação, o Ryzen 9 9950X3D2 Dual Edition tem algumas especificações do seu irmão mais fraco, como 16 núcleos e 32 threads baseados em Zen 5, clock base em 4,3 GHz, 1.280 KB de cache L1 e 16 MB de cache L2. Seu maior diferencial fica para os 192 MB de cache L3, 64 MB a mais, além 200W de TDP, 30W a mais. O único downgrade acontece no boost que cai em 100 MHz, chegando a 5,6 GHz.
A grande quantidade de cache 3D se dá pela implementação de um die de memória cache por CCD. O Ryzen 9 9950 faz uso de dois CCDs com 8 núcleos cada. Com o novo processador, cada complexo de núcleo recebe um conjunto de cache, sendo possível expandir a capacidade dessa forma. E isso é algo inédito na indústria de hardware até o momento.
Com essa adição, o lineup Ryzen 9000 tem um novo modelo high-end. A quantidade extra de memória cache aumenta o desempenho em diferentes tarefas, segundo benchmarks da AMD, mas ainda não sabemos o impacto de quase 200 MB de cache L3 em games. Considerando o 9950X3D contra o 9800X3D, existe um impacto técnico, com pequenas vantagens dos dois lados, dependendo do jogo, mesmo com 32 MB de cache L3 de diferença entre eles.
Quando os primeiros rumores sobre os processadores Core Ultra 200 Plus começaram a surgir no ano passado, falava-se em um lineup maior do que a Intel trouxe dias atrás com somente dois SKUs. Um terceiro, e estamos falando do Core Ultra 9 290K Plus, ainda não foi lançado e nem será, já que o Time Azul cancelou seu lançamento.
O motivo, segundo a Intel em resposta ao site alemão PC Games Hardware, é que os Core Ultra 7 270K Plus e Ultra 5 250K Plus entregaram o que a empresa esperava. Assim, o lineup não precisa mais do SKU topo de linha, deixando o U9 285K como o processador mais forte.
"A Intel tem o prazer de oferecer um valor excepcional com nossos processadores da série Intel Core Ultra 200S Plus. O Intel Core Ultra 7 270K Plus e o Intel Core Ultra 5 250K Plus foram concebidos para oferecer um desempenho excepcional em jogos e um valor incrível em comparação com a concorrência. Nosso objetivo era maximizar o desempenho das versões para desktop mais amplamente disponíveis. Por isso, a Intel não lançará a versão U9 290K Plus", disse o Time Azul.
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U9 290K Plus seria basicamente um U7 270K Plus
Ou seja, a declaração da Intel nos leva a entender que a busca por um Core Ultra 9 não é tão alta a ponto de uma variante ser lançada no mercado. Sabemos que as séries Core Ultra 5 e Ultra 7 (antigos i5 e i7) sempre tiveram uma maior demanda, mas há quem precise ou prefira o máximo de desempenho.
Esses foram os únicos Core Ultra 200 Plus lançados (Imagem: Intel/Reprodução)
Um outro ponto chama a atenção nessa história. O Core Ultra 7 270K Plus, em relação ao modelo base U7 265K, recebeu quatro núcleos eficientes a mais, chegando na mesma configuração do U9 285K e também do que seria o U9 290K. Por isso, benchmarks mostram o U7 270K Plus encostando no processador topo de linha, tornando mais questionável a necessidade de um novo SKU topo de linha sem mudanças nas especificações.
Diferente do segmento de desktop, o lineup mobile do refresh de Arrow Lake tem um novo modelo topo de linha, o Core Ultra 9 290HX Plus, mesmo tendo as mesmas especificações do U9 285HX, com diferença de dos clocks base menores, e somente 100 MHz a mais no boost dos núcleos eficientes.
Forza Horizon 6, game que se passará no Japão e terá o mapa mais denso já criado pela Playground Games até agora, chega em menos de dois meses. Em sua versão de PC, o título terá suporte a diferentes tecnologias, incluindo ray tracing já no lançamento, algo que FH5 recebeu posteriormente. Com os requisitos de sistema divulgados agora, sabemos se o jogo será exigente ou não e que tipo de máquina os efeitos de ponta vão pedir.
Tudo isso deve ter um peso e vamos saber agora se seu PC conseguirá rodar Forza Horizon 6.
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Requisitos mínimos para rodar Forza Horizon 6
No nível mais baixo, mirando em uma experiência em Full HD, preset gráfico no mais baixo e taxa de 60 FPS, não é preciso muito. A Playground Games pede processadores de seis núcleos de várias gerações passadas, além de placas de vídeo superadas até mesmo por gráficos integrados de última geração.
Requisitos recomendados para rodar Forza Horizon 6
Já no nível que, geralmente, é o mais popular, os desenvolvedores também pegaram leve. Para rodar Forza Horizon 6 em 1440p, com os gráficos no alto e mirando mais de 60 FPS, é necessário processadores e placas de vídeo mainstream de gerações passadas, o que não deve ser um problema para quem tem algo mais moderno e de entrada.
Requisitos recomendados para rodar Forza Horizon 6
Aqui, a exigência dá um salto significativo. Com foco em 4K e mais de 60 FPS, além do maior preset gráfico do jogo, é preciso processadores das séries Core i7 e Ryzen 7, além de GPUs bem mais fortes, que são equivalentes ao que existe de intermediário hoje, como uma RTX 5070 ou RX 9070. A exigência por memória sobe de 16 para 24 GB e SSD NVME é o recomendado.
Requisitos 'extremos' para rodar Forza Horizon 6
Processador
Intel Core i7-12700K ou AMD Ryzen 7 7700X
Placa de vídeo
NVIDIA GeForce RTX 4070 Ti ou AMD Radeon RX 7900 XT
Memória
24 GB de RAM
Armazenamento
SSD NVME
Sistema operacional
Windows 10/11 22H2
Observação
Game rodando em 4K, no máximo e 60 FPS+
Requisitos 'RT extremo' para rodar Forza Horizon 6
Já quem quer aproveitar Forza Horizon 6 com tudo o que ele tem para oferecer, é preciso ainda mais memória RAM e placas de vídeo de última geração. Em termos de CPU, a exigência permanece a mesma no nível anterior. Esse requisito para jogar com o game em 4K, mas com upscaling, com ray tracing e gráficos no máximo. Ou seja, tudo indica que para rodar o game nativamente "no talo", é preciso, pelo menos, uma RTX 5080 ou até uma 5090.
Requisitos 'RT extremo' para rodar Forza Horizon 6
Processador
Intel Core i7-12700K ou AMD Ryzen 7 7700X
Placa de vídeo
NVIDIA GeForce RTX 5070 Ti ou AMD Radeon RX 9070 XT
Memória
32 GB de RAM
Armazenamento
SSD NVME
Sistema operacional
Windows 10/11 22H2
Observação
Game rodando em 4K com upscaling, no máximo com RT e 60 FPS+
Forza Horizon 6 chegará no dia 19 de maio, com acesso antecipado de quatro dias para quem adquirir a edição premium.
O game estreia com suporte ao NVIDIA DLSS 4, AMD FSR 3 e 4, Intel XeSS 2.1, taxa de quadros desbloqueada, suporte a monitores ultrawide, amplo suporte a controles e volantes, e preparado para o Steam Deck e Xbox ROG Ally.
A Dell está elevando o patamar de produtividade para profissionais que precisam de alto desempenho com o lançamento dos novos notebooks/workstations Pro Precision 5 14S e 16S. Esses notebooks chegam ao mercado com a promessa de serem as opções mais finas e leves já produzidas pela marcaem suas respectivas categorias, desafiando a antiga ideia de que poder de processamento bruto exige obrigatoriamente um chassi robusto e pesado.
O design refinado não é apenas uma escolha estética, mas uma resposta direta à crescente demanda por mobilidade sem perda de desempenho em setores como engenharia, arquitetura, criação de conteúdo visual, entre outros
Especificações dos notebooks Dell Pro Precision 5
O Dell Pro Precision 5 14S se destaca por seu peso, cerca de 1,5 kg e mantendo uma espessura reduzida. No interior desse corpo compacto, a Dell conseguiu integrar componentes de última geração que garantem fluidez em tarefas pesadas, como renderização de vídeos e cálculos estruturais.
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Tem carcaça de notebook premium, mas vai além disso (Imagem: PC Mag/Joseph Maldonado)
Já a versão de 16 polegadas foca no equilíbrio entre uma área de visualização ampliada com sua tela maior e a portabilidade necessária para o dia a dia corporativo. Esse é seu principal destaque, já que as especificações dos dois modelos são bem parecidas.
É possível ter tanto um Intel Core Ultra 300, como um AMD Ryzen AI 400, gerações recém-lançadas de ambos os lados. Independentemente da escolha, o usuário terá excelentes gráficos integrados e NPUs que entregam mais de 50 TOPS de desempenho em IA. Além disso, ambas as máquinas podem ter até 64 GB de memória LPCAMM2 a 8533MT/s.
Os workstations mobile da Dell contam com tecnologias de resfriamento avançadas que permitem que os sistemas operem em alta performance sem ruídos excessivos ou superaquecimento. Em termos de conectividade, os notebooks Dell Pro Precision 5 14S e 16S oferecem HDMI, USB-A, USB-C, porta Ethernet e saída para fone de 3,5 mm.
Os notebooks workstations da Dell chegam em maio. Preços e disponibilidade no Brasil ainda não foram detalhados.
A Valve vem implementando diferentes recursos ao Steam em um ritmo acima do normal nos últimos meses. Muitos deles não são divulgados ou ainda precisam que o usuário opte por usar a versão beta do launcher. Esse é o caso de uma opção que mostra as especificações de seu PC ao publicar uma análise de jogo.
Não é incomum vermos análises de jogos com foco em problemas de performance, com alguns usuários alegando terem um PC high-end, mas isso é algo difícil de sabermos de fato. Com essa nova função, vemos realmente saber qual é a máquina do PC gamer que está publicando uma review de jogo na plataforma da Valve.
Passo a passo para ter acesso ao recurso
Antes de tudo, é preciso participar do cliente beta do Steam. Os passos são bem simples:
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Abra as configurações no menu "Steam" no canto superior esquerdo do launcher;
Acesse a opção "Interface"
Em "Participação no beta do cliente Steam" basta escolher a opção "Steam Beta Update".
Menu para ativar o Steam beta (Imagem: Raphael Giannotti/Canaltech)
Assim, você receberá as novidades que a Valve lança para sua plataforma antecipadamente. Esses recursos demoram um tempo para chegar aos outros usuários que não fazem uso do cliente beta.
Agora, para adicionar as especificações de seu PC em uma review, faça o seguinte:
Escolha um jogo para escrever uma análise;
Observe nas opções ao lado direito do campo onde você escreve, aquela que diz "Anexar especificações do computador à análise" e marque a opção;
O Steam perguntará qual PC você deseja anexar. Caso não exista nenhum (se estiver fazendo pela primeira vez), basta adicionar um novo computador;
Ao fazer isso, você terá que dar um nome á máquina e basta escolhê-la e publicar a analise.
Em destaque, a opção para habilitar as especificações do PC na review (Imagem: Raphael Giannotti/Canaltech)
Pronto. Sua review aparecerá com as especificações logo abaixo de seu texto. Essa função mostra qual versão do Windows você usa, além de processador (com nome e quantidade de núcleos), quantidade de memória RAMe placa de vídeo seguido da quantidade de memória de vídeo.
E é assim que as especificações de seu PC serão mostradas (Imagem: Reprodução)
Esse recurso é interessante para vermos se um jogo tem muitas reclamações sobre problemas de desempenho e quais as máquinas das pessoas que estavam tendo esses problemas. Caso as informações batam, esse é um indicativo de que você deve evitar esse game até que ele receba correções, por exemplo. Claro, isso só será possível de constatar, caso o usuário queria mostrar as especificações de seu PC fazendo todos os passos listados aqui.
O sonho de todo PC gamer entusiasta é alcançar aquele nível de fluidez onde os engasgos simplesmente desaparecem. Por um bom tempo, o processador AMD Ryzen 7 7800X3D foi o melhor para isso, tornando-se o componente mais cobiçado entre os PC gamers. Com a chegada de seu sucessor e toda uma nova geração, e as promoções mais frequentes, será mesmo que ele ainda é uma boa opção?
Ele já foi considerado o rei dos games, mas seu sucessor já senta na cadeira do rei dos games. O objetivo desse guia é ajudar você a decidir se o 7800X3D ainda vale a pena com base na sua realidade de uso, considerando resolução, GPU e, principalmente, o custo total do upgrade.
O que torna um X3D especial
Para entender o valor desse processador, é preciso olhar além das frequências de clock e quantidade de núcleos. O grande segredo da linha X3D da AMD é a tecnologia 3D V-Cache, que basicamente empilha uma grande quantidade de memória cache L3 sobre os núcleos de processamento. Na prática, isso permite que a CPU acesse dados do jogo de forma muito mais rápida do que se tivesse que buscá-los na memória RAM.
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A tecnologia 3D V-Cache torna as CPUs da AMD as melhores para games (Imagem: AMD/Reprodução)
O ganho mais sentido pelo jogador não é necessariamente um salto absurdo no FPS médio em todos os títulos, mas sim uma estabilidade como poucos processadores conseguem fazer. É a consistência dos frames, com menos quedas bruscas e a eliminação do irritante stuttering, que define a experiência das CPUs X3D da AMD.
Quando o Ryzen 7 7800X3D ainda é excelente
Existem cenários onde este processador ainda justifica cada centavo. Se você é um jogador que não abre mão de altas taxas de atualização em 1080p, especialmente em títulos competitivos, o 7800X3D brilha. Ele se destaca onde o sistema é "CPU-bound", ou seja, onde o processador atinge seu limite antes da placa de vídeo.
O Ryzen 7 7800X3D é um bom upgrade sobre o 5800X3D (Imagem: AMD/Reprodução)
Além do cenário competitivo, jogos de simulação pesada, estratégia em tempo real ou títulos de mundo aberto com grande densidade de NPCs e inteligência artificial encontram no cache extra o fôlego necessário para manter a fluidez mesmo em cenas complexas.
Quando você quase não vai sentir diferença
Por outro lado, o investimento pode ser um desperdício se o seu perfil for focado em GPU. Quem joga em 1440p ou 4K com as configurações no máximo e com ray tracing ativado raramente verá benefícios reais ao trocar uma CPU moderna intermediário pelo 7800X3D. Nesses casos, a carga de trabalho recai quase inteiramente sobre a placa de vídeo.
Da mesma forma, parear esse processador com uma GPU de entrada ou intermediária, como modelos de 8 GB que já começam a mostrar sinais de cansaço em títulos AAA modernos, é criar um desequilíbrio: o processador estará pronto para entregar 300 quadros, mas a placa de vídeo não chegará nem ao 100 FPS.
O Ryzen 7 7800X3D vale a pena para jogar o quê?
A decisão de compra deve passar pelo seu catálogo de jogos. No topo da lista de prioridade estão os jogos competitivos como Valorant, CS2, Call of Duty, Battlefield, que se beneficiam de FPS estável e em altas taxas. Logo abaixo, temos os simuladores como Microsoft Flight Simulator e Assetto Corsa, além de jogos de estratégia como Total War, onde o processador é exigido ao máximo.
Shooter multiplayer estão entre os games que mais se beneficiam de CPUs com 3D V-Cache (Imagem: AMD/Reprodução)
Para quem foca em experiências single-player cinematográficas e pesadas visualmente, o benefício ainda existe, mas é menos perceptível. Afinal, não faz sentido jogar um AAA em 200 FPS. Por fim, se o seu foco são jogos indie ou títulos mais antigos, o 7800X3D é um exagero completo, já que qualquer CPU de entrada atual dará conta do recado com sobras.
Custo de plataforma: quando a conta do upgrade não compensa
Um ponto crítico que muitos esquecem é que o 7800X3D exige a plataforma AM5. Isso significa que, se você está saindo de uma geração anterior da AMD ou de plataformas Intel que usam DDR4, precisará obrigatoriamente de uma nova placa-mãe e memórias DDR5. O mercado de memórias, inclusive, passa por um momento delicado com preços que chegaram a subir tanto, que fica difícil a recomendação.
Por isso, é fundamental calcular o custo total do conjunto. Muitas vezes, o valor gasto na migração completa para o AM5 poderia ser melhor aproveitado em um upgrade de placa de vídeo ou em um SSD NVMe de alta performance, mantendo uma base de processamento mais equilibrada e barata, caso você já tenha um ótimo processador de gerações passadas.
Alternativas por perfil
Para quem busca alto desempenho competitivo e já possui uma base compatível, o 7800X3D continua sendo uma escolha sólida, a menos que o novo Ryzen 7 9800X3D esteja com um preço muito próximo, justificando o salto geracional. Para o jogador de 4K que sente dificuldade em manter pelo menos 60 FPS, o caminho mais inteligente quase sempre será investir em uma GPU mais robusta antes de mexer na CPU.
O Ryzen 9 9900X tem mais núcleos, custa o mesmo e tem desempenho similar em games em relação ao 7800X3D (Imagem: Raphael Giannotti/Canaltech)
Já o usuário com orçamento restrito que ainda utiliza a plataforma AM4 pode encontrar uma sobrevida no Ryzen 7 5700X (já que o X3D saiu de linha), economizando mais de R$ 1.000 que podem ser investidos em mais memória RAM, armazenamento ou até placa de vídeo.
Por fim, se além de jogar você trabalha com edição de vídeo ou renderização pesada, CPUs com mais núcleos e foco em produtividade bruta, como os da série Ryzen 9 ou os Core i9 da Intel, entregarão um retorno melhor para o seu dia a dia profissional. No momento dessa publicação, o Ryzen 9 9900X está no mesmo preço do Ryzen 7 7800X3D e entrega desempenho similar em games, mas conta com mais núcleos.
Conclusão
O Ryzen 7 7800X3D ainda pode ser considerado um dos melhores processadores para jogos já feitos, mas sua compra hoje exige racionalidade. Ele é a escolha perfeita para o entusiasta de performance e para o jogador competitivo que entende onde estão os gargalos do seu sistema.
No entanto, se o custo da plataforma DDR5 for impeditivo ou se a sua resolução de jogo for muito alta, existem caminhos melhores para o seu bolso. Antes de decidir, avalie sua placa de vídeo e os títulos que mais ocupam suas horas de lazer.
O MacBook Neo, notebook com chip de iPhone da Apple, já começou a ser testado mundo afora e, mesmo sendo um produto de entrada dentro do lineup da Maçã, ele garante desempenho decente o suficiente para fazer frente a um notebook gamer com Windows. Com apenas 8 GB, o pequeno consegue rodar quase 60 aplicações simultaneamente, feito impressionante.
Um teste do canal Hardware Canucks, feito por alguém que é usuário de Windows, mostra as vantagens e desvantagens do MacBook Neo. Um deles é a dificuldade com aplicações pesadas como os da Adobe, na hora de editar imagens com o Photoshop e Lightroom, além de vídeo com o DaVinci Resolve, que foi mais leve para o notebook com chip de iPhone.
MacBook Neo se saiu melhor que notebook gamer?
Mas o que impressiona mesmo é o fato de o MacBook Neo conseguir gerenciar quase 60 apps rodando ao mesmo tempo em apenas 8 GB, mérito do gerenciamento de memória RAM do macOS. Algo similar foi feito em um Lenovo Legion 7, notebook gamer com 32 GB de RAM. Pelo vídeo, parece que o notebook Windows não deu conta, mas o canal esclareceu nos comentários posteriormente:
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"O notebook Legion não desligou completamente; na verdade, ele entrou em hibernação (dá para ver rapidamente o texto antes da tela ficar preta). Isso não foi intencional, pois a hibernação estava configurada para ser ativada após 3 horas e a bateria ainda estava com 18%. Não percebi isso durante a filmagem ou a edição, então obrigado por apontar isso. Definitivamente não estou tentando enganar ninguém. Parece que acidentalmente capturei uma dessas peculiaridades aleatórias da hibernação do Legion 7 na câmera".
Já o The Verge forçou o Chrome com 60 abas, além de diferentes aplicações abertas, e percebeu somente uma perda de fluidez, mas o MacBook Neo continuou funcionando normalmente. Para efeito de comparação, abri cerca de 30 programas em desktop com Windows 11 e os 32 GB aqui ficaram em 70% de uso, um claro indicativo de que o dobro de aplicações seria demais para essa quantidade de RAM.
Em geral, o MacBook Neo é elogiado pela sua fluidez (deixando de lado a extravagante quantidade de dezenas de aplicações abertas); tem boa câmera e microfone para videochamadas; tela com boa qualidade de imagem; e boa construção. No Brasil, ele custa a partir de R$ 7.299.
A situação não é nada boa para quem quer montar um PC do zero, ou fazer um upgrade, por causa dos preços da memória RAM e SSD. Além desses componentes amplamente afetados pela crise atual, CPUs também estão entrando para o grupo. Depois da Intel, a AMD deve ir além da rival, aumentando os preços dos seus processadores em 15%.
Informações do portal de notícia Nikki Asia dizem ainda que os novos valores começam a valer entre março e abril, ou seja, já nos próximos dias.
Como estamos falando da divisão de PCs da AMD, isso significa que os processadores Ryzen serão afetados. Além do consumidor que compra sua CPU na loja, OEMs também começarão a enfrentar dificuldades para conseguir esse componente.
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Principais componentes de PC já sofrem com escassez
A escassez de CPU tem aumentado pelo mundo. Apesar de ainda não sentirmos os efeitos aqui no Brasil, é questão de tempo, assim como foi com memória RAM e SSD. Assim como a rival Intel, a AMD também tem tido grande demanda por processadores para data center. Por isso, os esforços em produção têm sido cada vez mais voltada para esse segmento, deixando cada vez mais de lado a divisão para o consumidor.
CPUs mais procurados, como os Ryzen 5, devem ficar mais caros nos próximos meses (Imagem: AMD/Reprodução)
A situação é ainda mais crítica quando consideramos que placas de vídeo já estão sendo afetadas também. De novo: o mercado global já registra um certo nível de escassez dessa peça também. Além disso, placas de vídeo fazem uso de DRAM, o componente mais afetado nessa atual crise. Isso significa que a produção diminuiu em um ponto, que novas gerações de GPUs vão demorar bastante para chegar.
Além disso tudo, fabricantes de PCs e notebooks já começaram a se movimentar para um encarecimento nos preços de seus produtos. A ASUS é uma da elas e ela já oficializou o reajuste, que pode chegar até 30%. Embora esse aumento aconteça inicialmente em Taiwan, é questão de tempo para que todo o mundo sinta o baque.
A situação sem precedentes deve continuar até o fim dessa década, é o que prevê analistas e executivos do setor. Há quem diga que a crise ainda vai piorar no decorrer de 2026, e já podemos ver uma situação pior em relação ao final do ano passado, começo da atual crise.
Muitos acreditavam que a Intel ainda teria uma GPU Battlemage high-end com 32 GB de memória para games. Um anúncio feito nesta quarta-feira (25) deixa claro que se trata de novas GPUs voltadas para o mercado profissional: as Intel Arc Pro B70 e B65.
Baseadas em Battlemage, as placas chegam com a missão de elevar o patamar de desempenho em workstations, especialmente em tarefas que demandam grande volume de memória e processamento de IA.
Ambas as GPUs contam com 32 GB de memória ECC GDDR6, essencial para quem trabalha com IA, além de ser ideal também para profissionais que lidam com outros tipos de tarefa. As placas já estão disponíveis no mercado global, mas preços ainda não foram divulgados.
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Intel Arc Pro B70
A Arc Pro B70 assume o posto de topo de linha da série GPUs profissionais da Intel. Equipada com o chip BMG-G31 completo, a placa conta com 32 núcleos Xe2, o que representa o dobro do que era oferecido na B50, e 40% em relação a B60, o modelo high-end anterior.
Especificações completas da Arc Pro B70 (Imagem: Intel/Reprodução)
O grande destaque, no entanto, é a memória. A B70 vem equipada com impressionantes 32 GB de memória ECC GDDR6 em uma interface de 256 bits. Esse salto em VRAM é crucial para profissionais que trabalham com renderização complexa e, principalmente, treinamento e inferência de modelos de linguagem (LLMs) localmente.
Intel Arc Pro B65
Já a Arc Pro B65 surge como uma opção curiosa. Ela mantém os 20 núcleos Xe2 (mesma contagem da Arc Pro B60), mas recebe o mesmo tratamento de sua irmã maior no quesito memória: 32 GB de VRAM com suporte a ECC.
Especificações completas da Arc Pro B65 (Imagem: Intel/Reprodução)
Na prática, a B65 funciona como uma versão turbinada da B60, sendo ideal para quem não precisa necessariamente de mais poder de processamento bruto, mas exige uma capacidade de memória maior para carregar muitos dados ou rodar agentes de IA de forma eficiente.
Lineup Intel Arc Pro Battlemage
GPU
Arc Pro B70
Arc Pro B65
Arc Pro B60
Arc Pro B50
Núcleos
32 núcleos Xe
20 núcleos Xe
20 núcleos Xe
16 núcleos Xe
VRAM
32 GB ECC GDDR6
32 GB ECC GDDR6
24 GB GDDR6
16 GB GDDR6
Performance em TOPS
367 TOPS
197 TOPS
197 TOPS
170 TOPS
TDP
160-290W
200W
120-200W
70W
A Intel reforça que essas placas não são voltadas para o público gamer (onde a série Battlemage já conta com as B580 e B570), mas sim para o ecossistema Intel Pro. O foco absoluto está na inferência de IA. A inclusão de memória ECC (Error Correction Code) reforça a confiabilidade exigida por profissionais que não podem permitir erros de bits durante cálculos prolongados.
Com esse anúncio, a Intel tenta se consolidar em um nicho onde a NVIDIA domina com suas placas RTX de nível profissional e a AMD tenta avançar com a linha Radeon Pro. O diferencial da Intel aqui parece ser a agressividade na em VRAM.
A CES 2026 foi palco para o anúncio do Ryzen 7 9850X3D, CPU que já foi lançado e detém a coroa de melhor processador para games. Antes disso, rumores já apontavam para esse processador e também para um outro, o Ryzen 9 9950X3D2, este que nunca chegou a ser revelado oficialmente. Dias atrás, a ASRock, em seu site oficial, disse que suas placas-mãe AM5 suportam esse modelo, indicando sua existência antecipadamente.
Sim, antecipadamente, considerando que a AMD ainda fará um anúncio oficial dessa CPU. A publicação da ASRock, feita no dia 16 de março, não está mais no ar, mas o Videocardz conseguiu acessar a tempo para tirar um print e nos mostrar que se tratava de um anúncio de suporte com a BIOS 4.03.
Segundo o site, nenhuma outra fabricante relevante tem esse tipo de informação em seus portais.
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Especificações do Ryzen 9 9950X3D2
A publicação da fabricante de placa-mãe não menciona as configurações do Ryzen 9 9950X3D2, mas temos uma ideia do que esperar baseado em rumores. As informações não-oficiais dizem que ele é basicamente um Ryzen 9 9950X3D (16 núcleos e 32 threads), mas com 64 MB de cache L3 a mais, chegando a 192 MB. Essa mudança deve fazer com que o consumo suba para 200W, 30W a mais que o SKU base.
Publicação deletada da ASRock sobre o Ryzen 9 9950X3D (Imagem: Videocardz)
Essa quantidade maior de cache deve acontecer por conta de dois dies de memória 3D V-Cache da AMD, uma em cada CCD. Isso seria inédito, já que o Time Vermelho nunca implementou sua tecnologia de cache empilhado dessa forma antes. Por isso, considerando que esse processador realmente seja real, ele se posicionará no topo do lineup Ryzen 9000.
Ainda em janeiro, durante a CES, alguns parceiros da AMD deram com a língua nos dentes antes da hora. A Alienware, por exemplo, chegou a dizer que o Ryzen 9 9950X3D2 estará no novo PC de mesa Area-51. O anúncio foi feito na rede social chinesa Weibo e logo chamou a atenção dos usuários.
Além da marca gamer da Dell, A Gigabyte chegou a mencionar um "Ryzen 9000X3D de nova geração" com "mais núcleos, mais clocks e potencial maior" em seus materiais. Por último, a CPU da AMD chegou a ser mencionada por uma integradora de PCs do Reino Unido, mas em configurações voltadas para workstations.
A atual geração de placas de vídeo, tanto da AMD quanto da NVIDIA, foi lançada ainda em 2025. Já estamos encerrando o primeiro trimestre de 2026 e nada de novas GPUs, e o ano deve continuar assim. Relatos de fontes do The Information reforçam o que já vinha sendo dito desde o fim do ano passado: a NVIDIA não terá novas placas para os próximos meses e as GeForce RTX 60 chegam somente em meados de 2028.
Existia uma certa expectativa pelo lançamento das GeForce RTX 50 SUPER entre o final de 2025 e começo deste ano. Quando a crise de memória estourou depois de outubro, os rumores começaram a mudar para o adiamento dessa série, até que as últimas informações não-oficiais passaram a falar sobre o cancelamento ou adiamento por tempo indeterminado na produção dessas placas.
O rumor da vez reforça esse aspecto, e o motivo seria a escassez de memória na indústria, para a surpresa de ninguém a essa altura. Isso por si só já nos indica algo preocupante, principalmente considerando que a AMD chegou à atual geração com menos GPUs. E falando no Time Vermelho, não existe qualquer rumor apontando um aumento do lineup de Radeon RX 9000.
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RTX 60 deve chegar 3 anos após RTX 50
Donos de GPUs GeForce RTX de gerações passadas, principalmente aqueles que têm uma RTX 40, e planejavam pular as RTX 50, a situação não é nada animadora para a próxima geração, considerando esses rumores. É esperado que a produção em massa das RTX 60 comece somente em algum momento de 2028, com possível lançamento para o mesmo ano.
Pelo jeito, a RTX 5090 deve continuar como a melhor do mundo para games por muito tempo ainda (Imagem: NVIDIA/Divulgação)
Isso significa que a nova geração de placas de vídeo da NVIDIA, possivelmente baseada na arquitetura Rubin, chegará cerca de três anos depois da atual geração Blackwell. Esse grande espaço entre lançamento de diferentes séries nunca aconteceu na história moderna das GPUs, tudo graças a falta de DRAM no mercado, que está indo quase toda para data centers.
Se você acompanha a evolução do hardware nos últimos anos, certamente notou que a corrida dos núcleos acelerou de forma impressionante. Mas você já parou para pensar como as fabricantes conseguiram empilhar tanta performance sem tornar os preços astronômicos ou os chips impossíveis de fabricar? A resposta está em uma mudança radical de filosofia que abandonou o design tradicional de peça única.
O segredo dessa revolução tem um nome e tem sido amplamente adota pela indústria: o Core Chiplet Die. Foi essa mudança na engenharia do silício que permitiu à indústria virar a mesa no mercado de CPUs, saindo da estagnação para saltos gigantescos de desempenho.
Neste artigo, vamos abrir o processador para entender o que é essa tecnologia, como ele superou as limitações do passado monolítico e por que essa estratégia modular, semelhante a um brinquedo de montar, é o presente e o futuro da computação de alto desempenho.
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Desafios do design monolítico
Para entender a revolução dos chiplets, primeiro precisamos olhar para o design monolítico. Tradicionalmente, processadores eram fabricados como uma única peça inteira de silício. Uma forma prática de entender isso é a seguinte: imagine isso como um grande condomínio onde todos os apartamentos, a portaria e as áreas comuns são construídos sob o mesmo teto, em uma única estrutura. Essas são representações das diferentes partes da CPU.
Tradicionalmente, as CPUs usaram o design monolítico até poucos anos atrás (Imagem: Intel/Reprodução)
No design tradicional (monolítico), todos os componentes do processador (núcleos, controladora de memória e gráficos integrados) são fabricados em um único bloco de silício. O problema é que, se uma pequena parte crítica desse "super chip" falhar na linha de produção, a peça inteira muitas vezes precisa ser descartada. Isso torna a fabricação de chips com muitos núcleos extremamente cara e ineficiente.
A solução é o Core Chiplet Die. De forma generalista, esse termo refere-se a qualquer "die" (um pedaço individual de silício) especializado em uma função específica dentro do processador. Em vez de um bloco gigante, temos vários chiplets menores que, juntos, formam o cérebro do computador.
Chiplet Die vs. Core Complex Die: não confunda as siglas
Aqui é onde muitos entusiastas se perdem. É comum vermos a sigla CCD (Core Complex Die) ser usada para os dois conceitos que, embora parecidos, possuem hierarquias diferentes. O Core Chiplet Die é o termo amplo e generalista e define a unidade modular de silício. Podemos ter chiplets de entrada e saída (I/O), chiplets de memória ou chiplets de núcleos.
Essa imagem mostra os CCDs separados do restante dos chiplets em um AMD Ryzen (Imagem: AMD/Reprodução)
Já o Core Complex Die é mais específico, popularizado pela AMD na arquitetura Ryzen. Ele se refere especificamente ao chiplet que carrega os núcleos de processamento e a memória cache L3. A regra para não errar mais é simples: todo Core Complex Die é um Core Chiplet Die, mas nem todo Core Chiplet Die é um Complex Die.
Um chiplet focado apenas em conectividade (como o I/O Die), por exemplo, é um Core Chiplet Die, mas nunca será um Core Complex Die, pois não possui os núcleos de processamento.
Vantagens do Core Chiplet Die
A adoção do design baseado em chiplets não foi apenas por estética de engenharia, mas por pura necessidade logística e econômica. Como tudo, existem as vantagens e as desvantagens.
Começando pelos benefícios, temos o rendimento de fabricação. É muito mais fácil fabricar dez chips pequenos sem defeitos do que um chip grande. Se um Core Chiplet Die sai com defeito, você descarta apenas aquele pequeno pedaço de silício, e não o processador inteiro. Isso reduz drasticamente o desperdício.
Embora complexo, o design modular permite maior controle sobre a CPU (Imagem: Intel/Reprodução)
A escalabilidade é outra grande vantagem. Quer um processador de 8 núcleos? Use um chiplet de núcleos. Quer um de 16? Basta "colar" dois (como a AMD tem feito desde a primeira geração de Ryzen). Isso permite que as empresas criem uma linha vasta de produtos usando as mesmas peças fundamentais, como um Lego.
Desvantagens do Core Chiplet Die
Latência de comunicação é um desafio no design modular. Em um chip monolítico, a comunicação é instantânea. No design de chiplets, os dados precisam ir de um Core Chiplet Die para outro através de um barramento (como o Infinity Fabric da AMD). Esse caminho físico maior gera latência, o que pode impactar o desempenho em tarefas sensíveis, como jogos.
Transportar dados entre diferentes dies consome mais energia do que movê-los dentro de um único bloco de silício. Isso exige um gerenciamento energético muito mais refinado para manter a eficiência.
Um exemplo de como o Infinity Fabric conecta os diferentes chiplets (Imagem: Reprodução)
Fechando as desvantagens, existe a complexidade do interconector. A "cola" que une esses chiplets precisa ser extremamente sofisticada. Criar um barramento que consiga interligar vários Core Chiplet Dies sem criar um gargalo é um dos maiores desafios de engenharia da atualidade.
Conclusão
A implementação da arquitetura de chiplets foi fundamental para a ascensão meteórica da AMD, permitindo que a empresa oferecesse processadores com contagens de núcleos mais altos a preços competitivos. Mais do que uma solução técnica para a família Ryzen, essa abordagem modular provou ser o caminho para o futuro.
Hoje, ela não é apenas um diferencial, mas uma tendência que está moldando todo o design de semicondutores de alta performance, influenciando como a indústria pensa a próxima geração de computação. Algo, inclusive, seguido pela rival Intel também.
Há gerações, os gamers esperam aquele grande salto gráfico nos jogos, que beiram o fotorrealismo e que seja jogável. A indústria avançou bastante nos últimos anos, mas ainda tem um longo percurso pela frente nesse aspecto. A NVIDIA quer encurtar o tempo e trabalho que isso levaria com o DLSS 5, nova versão de sua suíte de recursos de IA para games do Time Verde.
Os primeiros resultados apresentados pelo Time Verde causaram uma reação, em geral, bem negativa por parte dos PC gamers. Isso acontece porque os visuais, principalmente de personagens, em vez de beirar o fotorrealismo, beira os filtros de IA que redes sociais e aplicativos para smartphones disponibilizam.
Dito isso, vamos entender o que é o DLSS 5, o que ele faz diferente das versões anteriores do recurso, o que ele melhora e o motivo pelo qual muita gente está torcendo o nariz com os resultados apresentados até agora.
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Afinal, o que é o DLSS 5?
Se as versões anteriores do DLSS (Deep Learning Super Sampling) eram focadas em "consertar" uma imagem de baixa resolução ou criar quadros extras para dar fluidez, o DLSS 5 muda completamente de objetivo. Ele é o que a NVIDIA chama de seu "momento GPT para os gráficos".
Em vez de apenas reconstruir pixels, o DLSS 5 utiliza um modelo de IA treinado para ter uma compreensão semântica da cena. Isso significa que a GPU não vê apenas um amontoado de polígonos e texturas, ela entende o que é pele humana, é cabelo, é tecido e como a luz deveria se comportar em cada uma dessas superfícies.
Usando pinturas artísticas para exemplificar: o DLSS tradicional é um restaurador de obras de arte. Já o DLSS 5 é um diretor de fotografia digital que reinterpreta a pintura para que ela pareça uma fotografia real.
O que muda em relação ao DLSS 4.5
Para quem acompanhou a CES 2026, o DLSS 4.5 parecia ser o ápice da performance. Com o Multi Frame Generation exclusivo da série GeForce RTX 50, o foco era em fluidez e velocidade. Ele opera dentro da lógica de reconstrução: pegar o que o motor do jogo renderizou e torná-lo mais rápido e nítido. Além, claro, de usar IA para reconstruir a imagem de forma que impresiona.
Já o DLSS 5 não está preocupado apenas com quantos quadros por segundo você tem, mas com a natureza visual de cada um desses quadros. Ele adiciona uma camada de geração visual neural que não existia antes. Enquanto o 4.5 tenta fazer o jogo "rodar melhor", equilibrando qualidade de imagem com desempenho, a mais recente versão tenta fazer o jogo praticamente parecer outra coisa. Até mesmo, aparentemente, ignorando a renderização bruta original para aplicar uma estética mais próxima do fotorrealismo.
DLSS is one of the few AI-powered technologies that doesn’t get branded as AI slop by gamers. It’s very powerful and the majority of RTX owners enable it and benefit from the upscaling it provides. MFG is still up for debate though 😉 https://t.co/5x1j9jf9QB
A comparação com o Time Vermelho é inevitável. O AMD FSR 3 é uma ótima ferramenta que democratizou desempenho extra para GPUs mais antigas, usando interpolação de quadros e fluxo óptico para aumentar o FPS em uma vasta variedade de GPUs via DirectX 12 e Vulkan.
Já o FSR 4, versão mais recente do recurso do Time Vermelho, evoluiu bastante implementando machine learning e aproximando do DLSS 4. Por isso, a tecnologia é exclusiva das Radeon RX 9000 por terem núcleos focados no processamento de IA, entregando mais qualidade de imagem e mais performance comparado com a versão anterior.
No entanto, o FSR e o DLSS 5 agora habitam mundos diferentes. Considerando o FSR 3, existe um foco em performance e compatibilidade, mas que deixa a desejar em visual. Já o FSR 4, por mais que traga melhorias, briga diretamente com o DLSS 4.
O DLSS 5, por sua vez, tem foco em estética fotorrealista através de inteligência artificial, algo possível em hardware exclusivo (que ainda não foi divulgado). É uma proposta bastante agressiva que tenta refazer nosso conceito de imagem final em um jogo. Até o momento, a AMD não tem nada parecido para oferecer e parece focar no FSR Redstone para não ficar tão atrás do DLSS 4.5.
O que o DLSS 5 melhora na prática
Se você olhar para um trailer com o DLSS 5 ativado, os ganhos são imediatamente visíveis onde o olho humano é mais crítico:
Iluminação e materiais: a luz não apenas reflete, ela interage com a textura exata de um tecido ou a porosidade de uma pedra.
Pele e cabelo: graças ao treinamento semântico, a "pele de plástico" dos NPCs dá lugar a algo com dispersão de luz subsuperficial muito mais natural, que acaba dando o tom realista para os personagens.
Interação de superfícies: esqueça objetos que parecem "flutuar" no cenário; a IA ajusta as microssombras de contato de forma muito mais precisa que o ray tracing, que tem dificuldade com essa questão (diferente do path tracing).
O objetivo é transformar a experiência de algo renderizado por uma placa de vídeo em algo que pareça capturado por uma lente no mundo real.
Então por que tanta gente achou estranho?
Aqui é onde o entusiamos da NVIDIA com a novidade encontra a resistência de uma comunidade. As primeiras demonstrações em diferentes jogos, com destaque para o bem-sucedido Resident Evil Requiem, acenderam um sinal de alerta. Não seria exagero dizer que foi unânime o sentimento de que a protagonista do game da Capcom parecia ter passado por um filtro de Instagram ou aplicativos genéricos para smartphone.
As críticas se concentram em dois pontos principais. O primeiro deles é o famigerado "AI Slop", uma sensação de que a imagem é "lisa" demais, com aquele aspecto artificial comum em geradores de imagem por IA, que remove imperfeições que dão personalidade à qualquer imagem, deixando tudo muito perfeito e sabemos que a vida real não é assim.
Depois, a resistência da comunidade está na possibilidade de a IA decidir como a pele ou a luz devem parecer para serem reais, fazendo com que o trabalho original dos artistas do estúdio seja diluído em prol de um padrão visual genérico ditado pela NVIDIA. Por isso, os gamers se preocupam com conteúdos cada vez mais generalistas e parecidos entre títulos de diferentes estúdios.
O que é Uncanny Valley e por que ele combina tanto com essa discussão
Uncanny Valley (ou Vale da Estranheza) é um fenômeno que ocorre quando algo artificial se parece quase perfeitamente com um humano, mas falha em detalhes mínimos. Isso acontece nos jogos mais recentes tentando ser reais, mas ainda mais nos filmes.
O DLSS 5, ao tentar empurrar os gráficos para o fotorrealismo absoluto, acaba atravessando essa fronteira. Quando um rosto parece real demais, mas se move ou reflete a luz com uma microdistorção gerada pela IA, o nosso cérebro não interpreta como um gráfico bonito, mas sim como algo estranho ou que gera certo incômodo.
A NVIDIA consegue controlar esse efeito?
O Time Verde se defende afirmando que o DLSS 5 não é um filtro cego. A tecnologia é baseada nos dados 3D reais (buffers de profundidade, vetores de movimento) do motor do jogo. Além disso, a empresa prometeu ferramentas robustas para os desenvolvedores, permitindo que os estúdios calibrem a intensidade, contraste, saturação e gamma da IA.
Ou seja, teoricamente, um desenvolvedor pode impedir que a IA "embeleze" demais um personagem que deveria parecer sujo ou cansado. O problema, então, pode não ser a tecnologia, mas sim a mão de quem a calibra. Será mesmo?
Porém, como nota o Hardware Unboxed, a NVIDIA usa um "modelo unificado" de IA no DLSS 5. Ou seja, é o "mesmo modelo para cada jogo. Não é treinado por jogo, por rosto ou por tipo de objeto". Isso levanta ainda mais o questionamento sobre diferentes jogos com visuais parecidos usando o DLSS 5.
"The AI model powering DLSS 5 is a single unified model. Same model for every game. It's not trained per-title, per-face, or per-object type."
Why are Nvidia claiming developers have full control over the artistic intent of DLSS 5 output when it uses a unified model that isn't… https://t.co/cFErvB93jX
Estamos diante de uma mudança de filosofia nos games para PC. O DLSS 5 indica que a era da renderização puramente tradicional (rasterização e até o ray tracing/path tracing como conhecemos) está se tornando apenas o esqueleto da imagem. A carne, pele e seus detalhes, o que realmente vemos, será cada vez mais uma interpretação neural. Ou seja, feita pela IA.
No futuro, sua GPU pode não precisar calcular cada raio de luz, ela só precisará entender a lógica da cena e deixar que a IA imagine a imagem mais realista possível em cima dela. Como os entusiastas da tecnologia dizem: a IA não está vindo, ela já está aqui e funcionando, teremos que aprender a lidar com ela.
Comparativo: A Evolução da Inteligência na sua Tela
Tecnologia
Função Principal
Hardware Base
O que muda para o jogador
FSR 3
Geração de Frames, Upscaling
Universal
Mais FPS em qualquer placa, foco em fluidez.
DLSS 4.5
Multi Frame Gen (6X), Ray Reconstruction, Upscaling
RTX 50 Series
Performance extrema, permite rodar 4K nativo em altas taxas.
DLSS 5
Renderização Neural Semântica
RTX 50 Series
Salto visual focado em realismo de materiais e pele; imagem "reinterpretada".
Conclusão
O DLSS 5 é, sem dúvida, a tecnologia mais ambiciosa da NVIDIA até hoje, mas ela traz um questionamento filosófico, paradoxal e até mesmo moral: queremos jogos que se pareçam reais ou jogos que respeitem a visão de seus criadores?
O incômodo inicial é natural. Afinal, a IA parou de apenas ajudar o hardware para começar a decidir a estética final. Se a NVIDIA conseguir refinar o controle sobre o Uncanny Valley, poderemos estar diante do maior salto visual desde a chegada do ray tracing. Se não, corremos o risco de transformar todos os jogos em uma grande e homogênea galeria de filtros de IA.
Memória RAM e SSD encareceram absurdos nos últimos meses por conta da demanda da IA. Outros componentes ainda não foram severamente afetados, mas a Intel deve mudar isso com aumento de 10% em seus processadores. Fontes do ETNews dizem que o Time Azul já informou seus maiores parceiros sobre o aumento.
O encarecimento dos processadores da Intel deve começar a valer a partir do fim de março. Por mais que IA necessite de CPUs da linha Xeon, esse novo rumor afirma que "a maior parte dos produtos principais" estão sujeitos ao aumento de preços. Ou seja, a linha Core que o consumidor tem acesso também pode ficar mais cara.
CPUs Intel Core devem ficar mais caros
A demanda da IA por CPU tem aumentado cada vez mais e os modelos x86, que a AMD e Intel oferecem, tem sido alvos, mais especificamente as linhas Xeon e EPYC voltados para servidores. No caso do Time Azul, parece existir uma necessidade de atenção maior na produção desses produtos, deixando um pouco de lado os processadores voltados para os consumidores.
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CPUs populares como o Core i5-14400F podem ficar mais caros, enquanto ainda houver estoque (Imagem: Intel/Divulgação)
Toda essa crise agrava a situação de fabricantes OEM menores, já que está mais caro montar um notebook ou PC desktop por conta do boom nos preços de memória RAM e SSD. Adicionando agora o encarecimento de CPUs, a existência de empresas pequenas pode estar ameaçada, já que seria difícil absorver os preços mais altos sem repassar ao mercado.
Sobre isso, uma fonte do ETNews disse que "a maior preocupação das fabricantes é o aumento acentuado do custo dos componentes. Ele diz que "existe receio de que, caso os preços das CPUs da Intel também subam, os lucros operacionais diminuam significativamente, dificultando a sobrevivência da empresa".
O DLSS 5 foi o centro das atenções no universo de jogos para PC nesta semana. Vimos diversas reações de diferentes lados, mas é sempre mais interessante ver o que os desenvolvedores estão falando. Mike York, um animador que trabalhou em verdadeiros colossos, disse que a geometria dos jogos com a tecnologia está recebendo, digamos, uma pintura por cima e isso não é bom.
York trabalhou em nada menos que God of War Ragnarok, Red Dead Redemption 2, Spider-Man 2, entre vários outros jogos conhecidos, e por último, Death Stranding 2, segundo seu currículo. Estamos falando de alguém que realmente entende o que o DLSS 5 fará aos jogos.
Reagindo à cobertura do GTC pelo Digital Foundry, o desenvolvedor faz algumas afirmações.
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Curiosamente, o animador observa que os olhos da Grace, de Resident Evil Requiem, modificada pela tecnologia da NVIDIA, aponta para duas direções diferentes. Além disso, ele nota ainda a orelha com um outro formato, uma clara alteração da geometria, além de detalhes menores.
Sua principal observação é sobre como o DLSS 5 age sobre a geometria de um jogo:
"A geometria não mudou no PC. Então, você está jogando e a geometria não está sendo alterada; ele (Digital Foundry) está certo, mas precisa ter cuidado com a forma como se expressa. A geometria não está sendo alterada, mas o que está acontecendo é que ela está sendo, de certa forma, repintada. Cada quadro está sendo repintado. Na verdade, a geometria real já não está mais sendo exibida.”
NVIDIA segue com o mesmo discurso
A NVIDIA tem defendido que os desenvolvedores têm controle sobre diferentes aspectos da ferramenta. Questionado pelo IGN sobre as afirmações de Mike York, o Time Verde respondeu:
"O funcionamento do DLSS 5 respeita a intenção artística. Além disso, ao oferecer aos desenvolvedores controles detalhados, como intensidade e gradação de cores, os artistas podem usar esses controles para ajustar o contraste global, a saturação e o gama, e determinar onde e como os aprimoramentos são aplicados para manter a estética única do jogo. Os desenvolvedores também podem mascarar objetos ou áreas específicas para que sejam excluídos do aprimoramento".
Embora o desenvolvedor tenha se manifestado um tanto cético quando ao DLSS 5, existem aqueles que o defendem. Já entre os jogadores, não seria exagero dizer que a receptividade é esmagadoramente negativa.
Teremos que esperar até o fim do ano, período prometido para o lançamento da ferramenta, para ver como ela se comporta de fato em sua versão final.
Quando falamos em imersão em jogos, podemos considerar diversos aspectos: um headset de qualidade, mouse e teclado responsivos, um PC com poder de fogo para renderizar tudo em alta qualidade gráfica. E para mostrar tudo ao jogador, o monitor é parte essencial e determinante para elevar ainda mais a imersão. Modelos ultrawide de 34 polegadas são uma ótima opção nesse sentido.
Esse formato, que utiliza a proporção 21:9, promete uma experiência que os monitores convencionais simplesmente não conseguem entregar, criando a sensação de que o jogador está dentro do jogo. Porém o que parece ser um salto óbvio em qualidade visual carrega consigo exigências técnicas e limitações que podem frustrar quem não se planeja.
Este guia detalha os pontos fundamentais para você decidir se esse é o momento de investir em um monitor ultrawide de 34 polegadas ou se existem caminhos melhores para o seu perfil.
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O peso extra na sua placa de vídeo
Um ponto crucial que costuma ser negligenciado na hora da compra é o esforço adicional que a sua placa de vídeo terá de fazer para alimentar essa tela. Um monitor de 34 polegadas nessa categoria opera geralmente na resolução de 3440x1440. Na prática, isso representa cerca de 34% a mais de pixels para serem processados em comparação ao padrão QHD em 16:9 (1440p).
Para monitores com resolução 3440x1440, GPUs da série xx70 da AMD e NVIDIA são o mínimo recomendado (Imagem: The Verge)
Isso significa que, se o seu computador já atua no limite para rodar jogos atuais em 1440p, a transição para o ultrawide causará uma queda perceptível na taxa de quadros por segundo por conta da resolução maior.
É fundamental entender que não se trata apenas de uma tela fisicamente maior, mas de uma carga de renderização significativamente maior que exige um hardware mais potente para manter uma boa fluidez sem sacrificar qualidade gráfica.
Perfis que mais ganham com o formato ultrawide
Existem cenários específicos onde os monitores ultrawide brilham mais. Títulos que focam na atmosfera e no visual, como os AAA, ganham uma sensação de presença única graças ao campo de visão expandido que revela detalhes antes ocultos nas laterais.
Além disso, entusiastas de simulação de corrida ou de voo encontram no ultrawide a solução ideal para eliminar as bordas de um setup de múltiplos monitores, mantendo a visão periférica limpa.
Fora das partidas, o benefício se estende naturalmente para a produtividade. O espaço extra permite trabalhar com duas ou mais janelas grandes abertas simultaneamente com total conforto, o que agiliza o fluxo de trabalho diário de quem edita vídeos ou lida com muitas informações ao mesmo tempo.
Quem deve evitar os monitores de 34 polegadas
Por outro lado, o ultrawide não é a escolha ideal para todos os tipos de jogadores. Aqueles focados estritamente em jogos competitivos costumam preferir telas menores e de alta velocidade para manter todos os elementos visuais importantes dentro do foco central, evitando o esforço físico de movimentar os olhos por uma área tão vasta para checar o mapa ou a munição.
Outro grupo que deve ter cautela é de usuários de consoles como o PlayStation 5 ou o Xbox Series. Como os consoles não possuem suporte nativo para a proporção 21:9, a experiência resulta em barras pretas laterais permanentes ou em uma imagem esticada de forma artificial que prejudica a fidelidade visual.
Da mesma forma, se a sua placa de vídeo for de entrada, o sacrifício necessário na qualidade gráfica para manter o desempenho mínimo pode anular o prazer de ter uma tela maior.
O desafio da compatibilidade em diferentes jogos
A compatibilidade com os games é uma questão que exige atenção. Embora a maioria dos lançamentos recentes suporte o formato 21:9 nativamente, ainda é comum encontrar problemas em cutscenes que voltam para o padrão convencional ou em menus que apresentam elementos mal posicionados.
Alguns jogos podem ficar assim, quebrando totalmente a imersão (Imagem: XDA)
Alguns jogos competitivos chegam a limitar o campo de visão propositalmente para manter o equilíbrio entre os jogadores, o que anula a vantagem visual pretendida pelo monitor ultrawide. E se você é um apreciador de jogos mais antigos, muito provavelmente terá esse tipo de problema. Existem mods que até corrigem, mas não são soluções livres de defeitos.
Antes de investir em um novo monitor ultrawide, é aconselhável pesquisar como os seus games favoritos lidam com essa proporção para evitar a decepção de jogar com áreas pretas na tela ou interfaces esticadas.
Tecnologias de painel
A escolha da tecnologia do painel define diretamente a qualidade da sua experiência visual. Os painéis do tipo VA costumam ser mais acessíveis e oferecem contrastes excelentes com pretos que podem se mostrar um pouco acinzentado, e podem apresentar o efeito de rastro em cenas escuras durante movimentos rápidos, o que incomoda em jogos de tiro.
Já os painéis IPS entregam cores mais vibrantes e tempos de resposta mais consistentes, embora sofram com um contraste inferior e o brilho característico em cenas muito escuras.
Saber equilibrar esses aspectos técnicos com o tipo de jogo que você mais consome é essencial para garantir que o investimento traga a satisfação esperada.
Se dinheiro não for um problema, os monitores de 34" ultrawide com painel OLED são as melhores opções (Imagem: Neowin)
Existe ainda o painel OLED, que equipa os monitores mais caros. Essa tecnologia apresenta preto profundo, alto contraste, brilho mais alto e tempo de resposta baixíssimo. Por ser o melhor, é o mais caro.
Vale destacar ainda que muitos monitores ultrawide oferecem telas curvas, aumentando ainda mais a imersão. Vale ficar de olho nesse aspecto, que também acaba encarecendo mais o monitor.
O que realmente importa antes de fechar o pedido
Existem requisitos técnicos que devem ser verificados para que o monitor ultrawide não se torne um problema ergonômico ou visual. A taxa de atualização deve ser alta o suficiente para garantir a fluidez, e o suporte a tecnologias de sincronia vertical como FreeSync ou G-Sync é indispensável para evitar rasgos na imagem.
A curvatura da tela também desempenha um papel vital em um monitor de 34 polegadas, pois garante que as extremidades estejam na mesma distância focal que o centro, reduzindo o cansaço visual. Além disso, é preciso medir o espaço físico disponível na mesa e a distância de visualização, já que uma tela desse porte exige bastante espaço não só nas laterais, mas também na profundidade. Ficar muito próximo dele pode exigir constante movimentação do pescoço e isso pode não ser saudável.
Caminhos alternativos para quem ainda tem dúvidas
Se após analisar os pontos anteriores, deve concluir que o ultrawide pode não ser o caminho agora; mas existem alternativas sólidas no mercado. O monitor de 27 polegadas com resolução 1440p surge como o equilíbrio universal, sendo mais fácil de empurrar com placas de vídeo mainstream modernas, como a GeFore RTX 5060 e Radeon RX 9060 XT, e mantendo uma excelente densidade de pixels.
Inventindo um pouco mais, é possível pegar um monitor de 27" com resolução 4K (16:9) e ter excelente densidade de pixels (Imagem: Raphael Giannotti/Canaltech)
Para quem vive no mundo dos reflexos rápidos de jogos competitivos, as telas de 24 polegadas com altíssima taxa de atualização continuam sendo a escolha mais técnica e eficiente. Já para quem busca produtividade acima de tudo, o uso de dois monitores independentes, ou mesmo um bem grande, oferece boa flexibilidade de organização.
Conclusão
Por fim, o monitor ultrawide de 34 polegadas é uma ótima ferramenta para quem busca imersão e trabalha no mesmo computador onde se diverte. Ele transforma a experiência de jogos cinematográficos, mas impõe exigências claras de hardware e limitações de suporte em consoles e cenários competitivos.
A decisão deve ser baseada na análise do seu setup atual e, principalmente, no tipo de jogo que ocupa a maior parte do seu tempo. Se o seu foco é se perder em mundos virtuais e você possui uma placa de vídeo robusta, o upgrade vale cada centavo.
Vivemos uma crise de hardware atualmente, com alguns componentes, principalmente memória RAM e SSD, sofrendo com aumentos nos preços que têm impedido a compra dessas peças. Mas, caso você esteja pensando em dar um upgrade no PC e sair dos gráficos integrados de uma Ryzen 5 5600G ou Ryzen 7 8700G, por exemplo, saiba que ainda é possível investir em uma placa de vídeo de entrada boa e barata e ter grande aumento de performance.
Os gráficos integrados, também conhecidos como iGPU, evoluíram bastante nos últimos anos, a ponto de encostarem em placas de vídeo de entrada para desktops. Mesmo com toda a evolução, essa tecnologia ainda é limitada, tornado as GPUs dedicadas mais interessantes. Até mesmo os modelos mais simples atuais, como a popular Radeon RX 7600, são consideravelmente mais fortes que a melhor iGPU e ideal para sessões de gameplay em 1080p.
Para quem a RX 7600 faz sentido (e para quem não faz)
Antes de abrir a carteira, é preciso entender o seu perfil. A Radeon RX 7600 é uma placa de 1080p e ponto final. Se o seu objetivo é jogar nessa resolução, com desempenho acima de 60 FPS (mas não muito), e aceita o preset médio em jogos mais pesados, ela é a escolha certa.
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Essa GPU é ideal para quem foca em games competitivos com altíssimas taxas de quadros ou quer encarar um game AAA, como Resident Evil Requiem, de forma digna.
Apesar de ser uma GPU simples, a RX 7600 também tem modelos grandes, então sempre verifique o espaço de seu gabinete (Imagem: Gigabyte/Reprodução)
Por outro lado, se você mira nos 1440p, quer ray tracing ligado em tudo ou espera que a placa rode lançamentos de 2026 no no máximo, a RX 7600 vai te frustrar. Ela não foi feita para longevidade extrema sem concessões, já que é uma solução de custo-benefício para agora.
Salto prático do vídeo integrado para uma GPU dedicada
Quem joga em iGPU sabe que ela tem limitações. Mesmo as melhores iGPUs de desktop dos Ryzen e Intel Core modernos sofrem com a falta de largura de banda e memória dedicada. Ou seja, existe muita limitação nessa tecnologia, que implica ainda em ter mais memória RAM e não só isso, já que o ideal é que a RAM seja mais rápida também, tudo para extrair o máximo de desempenho. Ao instalar uma Radeon RX 7600, isso deixa de ser um problema.
Aquele stutter chato na hora de virar a câmera ou em explosões pesadas tendem a sumir. Você sai de uma experiência onde o jogo tenta rodar para uma onde o jogo realmente está rodando. Presets que antes eram impossíveis, como texturas no alto e filtros de sombras, tornam-se possíveis. Assim, é possível ter uma experiência fluída e sem as dores de cabeça de uma iGPU, considerando também as limitações da RX 7600, claro.
Na melhor das hipóteses, uma iGPU chega perto de uma RTX 4050 ou RX 6600 e a RX 7600 é superior (Imagem: Digital Foundry)
Qual é o cenário ideal para ter uma RX 7600?
O "sweet spot" da Radeon RX 7600 em 2026 é o 1080p com ajustes adequados. Em jogos competitivos, você terá sobra para monitores de 144 Hz ou 180 Hz. Em títulos single-player AAA mais recentes, o cenário ideal é uma mistura de configurações médias e altas.
Com a RX 7600, esqueça o ultra nos títulos mais modernos e pesados. Além disso, a diferença visual entre o alto e o ultra em 1080p é, muitas vezes, imperceptível durante a gameplay, mas o custo em performance é enorme. É bem melhor ter um frame time suave, entregando uma experiência estável, do que altas taxas de quadros que oscilam freneticamente.
Mesmo com seus gráficos incríveis, Red Dead Redemption 2 é relativamente leve para a RX 7600 em 1080p (Imagem: Reprodução)
Existe outro cenário em que essa placa de vídeo pode brilhar: em jogos AAA antigos. Ela consegue rodar Red Dead Redemption 2 e The Witcher 3 (sem ray tracing) no máximo acima de 60 FPS em 1080p. Games otimizados não devem dar muito trabalho para essa GPU também, como títulos da Sony, mais notadamente God of War Ragnarok, Days Gone, Ghost of Tsushima, entre outros.
Onde a RX 7600 começa a sofrer: o fantasma dos 8 GB
O debate sobre os 8 GB de VRAM ganhou muita força em 2025 e ainda está vivo em 2026. Em jogos modernos com texturas muito pesadas, a RX 7600, e até outras GPUs mais fortes com essa quantidade de memória de vídeo, pode começar a mostrar sinais de cansaço.
Os sintomas são fáceis de reconhecer: texturas que demoram a carregar (o famoso pop-in), quedas bruscas de FPS em áreas novas do mapa ou travadas que duram alguns segundos. Isso não é um defeito da placa, mas um limite físico.
O ray tracing também é um ponto fraco: seu uso exige mais VRAM, além do fato de que essa GPU não tem poder de fogo o suficiente para encará-lo.
Como configurar a RX 7600 para jogar melhor
Para extrair o melhor da sua Radeon RX 7600 em 2026, vamos para 3 dicas práticas:
Ajuste os presets: comece no médio e vá subindo o que não custa muito (texturas, se a VRAM permitir). Reduza sombras, reflexos e iluminação volumétrica, que são os maiores inimigos de FPS altos.
Upscaling: use o FSR (FidelityFX Super Resolution) no modo Qualidade. Em 1080p, descer para o modo Desempenho pode deixar a imagem muito borrada. O FSR 3 com Frame Generation pode ser um salva-vidas em jogos compatíveis também.
Trave os FPS: se o jogo oscila entre 50 e 80 FPS, trave em 60 FPS. A sensação de fluidez constante é muito superior a uma montanha-russa de quadros.
É sempre bom o PC gamer saber o que pesa nos jogos (Imagem: Raphael Giannotti/Canaltech)
Como não "matar" a placa com gargalos externos
Não adianta colocar uma GPU dedicada se o resto do PC está pedindo socorro. Algo que pode sabotar uma Radeon RX 7600 é um processador antigo e fraco, gerando um gargalo. No entando, essa GPU não é tão exigente e qualquer CPU dos últimos anos deve dar conta de empurrá-la sem muitas dificuldades.
Além disso, sempre foque no uso da memória RAM em dual-channel, ou seja, com dois pentes. Sim, estamos vivendo o pior momento quando se trata desse componente, mas somente um deles na placa-mãe limita a performance do PC como um todo. Para fechar, um SSD NVMe elimina qualquer gargalo quando se trata de carregamento.
Compre de maneira consciente
Ao buscar sua Radeon RX 7600, olhe além do preço se for comprá-la usada. Verifique a procedência, cuidado com anúncios milagrosos de produtos recondicionados em marketplaces duvidosos; muitas vezes são placas que mineraram ou foram reparadas de forma precária.
Guarde sempre a nota fiscal e teste a placa exaustivamente nos primeiros dias (usando benchmarks como TimeSpy ou o próprio jogo mais pesado que você tiver).
Não é recomendável perder tempo na hora de comprar sua RX 7600, já que ela pode ficar mais cara por conta da crise a qualquer momento (Imagem: Reprodução)
Conclusão
A Radeon RX 7600 ainda é uma excelente placa de vídeo para quem está saindo dos gráficos integrados em 2026. Ela não faz milagres e exige que o usuário seja inteligente nas configurações, mas o salto de performance em relação a qualquer vídeo integrado é bem grande.
Se você quer jogar tudo o que há de novo em 1080p, tem um orçamento limitado e sabe alinhar suas expectativas, ela continua sendo uma compra segura para sair da limitação das iGPUs.
Compilação de shaders é um dos maiores inimigos dos PC gamers. Isso é um dos motivos da causa de travadas severas enquanto novos efeitos, por exemplo, são carregados, além de tempo de carregamento longo. Donos de GPUs da Intel, seja placa de vídeo ou gráficos integrados, agora poderão ter uma experiência mais fluida nesse sentido graças à mudanças a nível de driver com a chegada do "Precompiled Shader Distribution".
A tecnologia, que se parece com o Advanced Shader Delivery (ASD) da Microsoft, por enquanto limitado ao ROG Xbox Ally, baixa os shaders de um jogo antecipadamente. Assim, você não precisa esperar que um os shaders sejam compilados antes de o game iniciar (lembra do terror que foi em The Last of Us para PC?), deixando a experiência mais fluida.
Games suportados
Se o seu hardware oferece suporte, assim que o driver detecta o game compatível, ele já inicia a compilação de shader antes mesmo de precisar abri-lo. E falando nos jogos, esses são os compatíveis por enquanto:
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Black Myth: Wukong
Borderlands 4
Call of Duty: Black Ops 6
Call of Duty: Black Ops 7
Cyberpunk 2077
God of War Ragnarök
Gotham Knights
Hogwarts Legacy
NBA 2K26
Starfield
S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart of Chornobyl
The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered
The Outer Worlds 2
Benchmarks com o Precompiled Shader Distribution
Segundo benchmarks da própria Intel, placas de vídeo da série Arc B, como a B580, entregarão carregamentos 2x mais rápidos em relação à falta de compilação dos shaders. Já donos de notebooks com CPUs Intel Core equipados com a iGPU Arc 140V poderão usufruir de carregamentos mais do que 3x mais rápidos. God of War Ragnarok, por exemplo, tem seus shaders carregados 24x mais rápidos com a tecnologia.
Compilação de shaders com a Arc B580 (Intel)Compilação de shaders com a iGPU Arc B390 (Intel)Compilação de shaders com a iGPU Arc 140V (Intel)
É possível que a AMD e NVIDIA implementem o ASD da Microsoft em seus drivers, entregando o mesmo benefício que a Intel está mostrando aqui. Esse caminho colocaria os PCs no mesmo nível dos consoles quando se trata de carregamento de shaders e essa dor de cabeça pode, enfim, virar coisa do passado daqui um tempo para os PC gamers.
Com a atual crise de hardware envolvendo diferentes componentes, seu e-commerce favorito pode ter o aviso de "esgotado" naquele produto que você estava ansioso para comprar. O que entendemos disso é que o estoque acabou ou a produção parou. Mas, em muitos casos, a realidade é outra: o produto já cruzou o oceano, passou pela alfândega e está devidamente acomodado em um galpão climatizado em solo brasileiro. Ele simplesmente não está à venda.
Esse fenômeno é conhecido como "represamento de estoque" (ou Inventory Withholding em inglês). Em períodos de alta volatilidade do dólar ou incerteza inflacionária, o estoque parado deixa de ser um custo e passa a ser visto como um investimento estratégico. Colocar o produto no mercado hoje pode significar "queimar" o lucro que seria muito maior daqui a alguns dias.
O Canaltech conversou com Tonimar Dal Aba, especialista em gerenciamento de data center e soluções de TI, para entender como os servidores de IA e armazenamento em nuvem estão afetando toda uma cadeia do mercado de consumo, tornando bastante difícil a vida de quem quer montar um PC no momento.
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Como funciona a engrenagem
A jornada de um componente é linear: do fabricante (geralmente na Ásia) para o distribuidor (o importador de grande escala) e, finalmente, para o lojista. O grande gargalo costuma estar no distribuidor. Se ele importou um lote de GPUs com o dólar a R$ 5,15, mas a previsão indica que a próxima tabela chegará com o dólar a R$ 5,50, o incentivo para segurar o estoque é enorme.
Memória RAM foi o primeiro componente a sofrer com a atual crise de hardware (Imagem: Kingston/Divulgação)
Vender agora garante uma margem padrão, mas segurar e vender na nova tabela pode triplicar essa margem. Em entrevista ao Canaltech, Tonimar explica que "o que estamos vendo é uma reorganização. Então, se o consumidor para de comprar, a imaginação que temos é que o fornecedor vai querer desovar esses produtos para não queimar. Mas ele tem ali as suas prioridades".
Ele menciona que esse é o caso de "alguns fabricantes que já se anteciparam a isso e estão priorizando atender outros mercados que eles visam ser mais importantes nesse momento" Essa "escassez artificial" cria um cenário onde o lojista quer comprar para atender o cliente, mas o distribuidor afirma que o sistema está zerado, aguardando o momento ideal para a atualização de preços.
O fator "Risco Brasil" e o custo de reposição
Muitas vezes, o aumento de preço em um produto que já está no Brasil não é apenas ganância, mas uma estratégia de sobrevivência financeira conhecida como Custo de Reposição. Dal Aba exemplifica de forma clara: "hoje, o lojista tem a possibilidade de vender algo a R$ 1.000, mas, lá no futuro, por algum motivo, ele vai comprar novamente o mesmo produto, que não vai mais custar R$ 1.000".
Se o vendedor comercializa seu estoque atual pelo preço antigo e o custo de importar um novo lote sobe drasticamente, ele não terá capital suficiente para repor a mercadoria. Essa paralisia força uma "escassez" preventiva para proteger o fluxo de caixa contra a desvalorização da moeda.
As estimativas para placas de vídeo é de encarecimento a qualquer momento (Imagem: MSI/Divulgação)
"Então é bem importante deixar isso claro e entender que grande parte da cadeia de tecnologia opera em dólar e mesmo que o produto já esteja no Brasil, ele foi pago por um determinado valor, mas a reposição dele na próxima remessa vai ser por um dólar afetado pela flutuação".
O vilão global: a prioridade da IA
Embora a manipulação local exista em algum nível, o pano de fundo global é uma pressão real vinda da inteligência artificial. As linhas de produção da TSMC, por exemplo, que antes eram disputadas por GPUs gamer e CPUs, agora estão voltadas para chips de IA que custam dezenas de milhares de dólares, oferecendo uma margem de lucro grande e atendendo a uma demanda voraz atualmente, tudo o que qualquer empresa precisa.
"A IA é um fator real de pressão, mas não é uma narrativa... O mercado também se antecipa à expectativa", afirma Dal Aba. Ele complementa dizendo que o setor está passando por uma fase de ajuste, onde "a limitação produtiva e o redirecionamento estratégico", fazem com que os preços "se ajustem naturalmente com o tempo".
A previsão para quem espera uma queda brusca de preços, no entanto, é cautelosa. Segundo o especialista, não devemos esperar um retorno à realidade de preços antes do boom da IA. "Não vamos voltar num cenário pré-IA. O que teremos é a estabilização dos valores mesmo, e não uma regressão de valores", adiciona.
Data centers estão abocanhando grande parte dos chips de peças de PC hoje (Imagem: İsmail Enes Ayhan/Unsplash)
Aprendizado da indústria
Apesar da pressão atual, há uma luz no fim do túnel. A indústria de hardware já passou por bolhas anteriores (como a da mineração de criptomoedas e evoluções de outras tecnologias no passado) e parece mais preparada para lidar com esses ciclos:
"O setor aprendeu com ciclos anteriores de desenvolvimento. Então, temos esse momento de pressão demandado por IA, mas ele vai se normalizar em breve, com todo esse aprendizado e tudo mais que está acontecendo", explica o especialista.
Enquanto o mercado se autorregula, cabe ao consumidor entender que a falta de um componente nem sempre significa que ele não existe; às vezes, ele está apenas esperando o momento de ser mais lucrativo para quem o detém.