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Play Store prepara espaço exclusivo para apps criados com IA; veja como será

23 de Setembro de 2026, 14:02

O Google está preparando uma nova área da Play Store para reunir aplicativos criados com ajuda de inteligência artificial. A seção, chamada provisoriamente de “Your creations”, apareceu em testes internos na versão 53.2.23-34 da loja e deve servir como um espaço para acessar projetos feitos no Google AI Studio.

A novidade ainda não foi anunciada oficialmente e pode mudar antes de chegar ao público. Por enquanto, o recurso foi identificado em uma desmontagem do APK da Play Store, método usado para encontrar funções em desenvolvimento dentro do código do aplicativo.

Como vai funcionar?

A nova seção aparece dentro da tela “Gerenciar apps e dispositivo” e parece reunir aplicativos pessoais criados com IA.

Hoje, o Google já permite desenvolver aplicativos no AI Studio a partir de comandos em linguagem natural, prática conhecida como vibe coding. Em vez de escrever todo o código manualmente, o usuário descreve o que deseja criar e a IA ajuda a montar a estrutura, interface e funções do app.

No protótipo encontrado pelo Android Authority, há um botão para começar a criar. Atualmente, ele abre a versão móvel do Google AI Studio pelo navegador, mas a expectativa é que futuramente essa integração aconteça diretamente pelo Gemini, já que o Google prepara a chegada das ferramentas do AI Studio ao aplicativo.

A ideia parece ser facilitar o gerenciamento dos apps criados pelo próprio usuário, sem exigir necessariamente que cada projeto seja publicado de forma tradicional na Play Store.

Google Play Store

Apps poderão ser compartilhados com outras pessoas?

Esse é o ponto que ainda não está claro.

Atualmente, publicar um aplicativo criado no AI Studio na Play Store exige cadastro de desenvolvedor, envio pelo Play Console e cumprimento das etapas de teste e revisão exigidas pelo Google. Outra possibilidade é instalar o app manualmente no aparelho, processo conhecido como sideload.

A nova área pode funcionar como um meio-termo entre essas duas opções. Trechos encontrados no código mencionam a possibilidade de “compartilhar com todos”, o que indica que os projetos talvez possam ficar disponíveis para outros usuários sem seguir exatamente o mesmo fluxo de uma publicação tradicional. O Google, porém, ainda não explicou como funcionariam requisitos de segurança, testes e distribuição nesse cenário.

O que é “vibe coding”?

O termo ganhou força com ferramentas capazes de transformar instruções escritas em código funcional.

Na prática, uma pessoa pode pedir algo como “crie um aplicativo para controlar meus gastos mensais” e ir refinando o projeto conversando com a IA, sem precisar dominar programação no mesmo nível de um desenvolvedor tradicional.

O Google vem investindo diretamente nesse modelo. O AI Studio já permite criar, testar e modificar aplicativos usando IA, enquanto uma versão móvel está sendo preparada para que todo esse processo também aconteça pelo celular.

A expansão também ocorre em um momento de forte aumento no número de novos aplicativos. Segundo dados citados pelo TechCrunch, lançamentos globais de apps cresceram cerca de 60% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao ano anterior, movimento associado em parte à popularização das ferramentas de programação com IA.

Ainda não há previsão para a estreia da seção “Your creations”. Como o recurso está em desenvolvimento, o Google também pode alterar seu funcionamento ou até decidir não lançá-lo publicamente.

Veja também no Canaltech: 3 ferramentas para você criar apps e sites com IA

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Governo quer investigar IAs de "companhia" para crianças por risco de dependência

23 de Setembro de 2026, 11:32

O Ministério da Justiça e Segurança Pública pediu que a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) investigue 13 aplicativos de inteligência artificial que simulam amizade, companheirismo ou vínculo afetivo com os usuários. O governo aponta riscos de dependência emocional, uso compulsivo, exposição a conteúdo inadequado e coleta excessiva de dados, especialmente quando essas ferramentas são usadas por crianças e adolescentes.

A lista analisada inclui Character.AI, Replika, Nomi, Candy.ai, Kindroid, Chai, Paradot, Talkie, CrushOn.AI, EVA AI, Swipey, Anima e SpicyChat.AI. O levantamento é preliminar e, segundo o próprio Ministério da Justiça, não significa que essas plataformas já tenham cometido infrações.

O que são IAs de "companhia"?

Esses aplicativos são diferentes de chatbots de uso geral, como ChatGPT e Gemini. Eles são desenvolvidos para manter conversas contínuas e personalizadas, lembrar interações anteriores e simular uma personalidade ou relação emocional com o usuário.

Em alguns casos, a proposta é funcionar como amigo virtual, parceiro romântico ou confidente. É justamente esse tipo de interação prolongada que preocupa o governo, principalmente quando envolve menores de idade.

Segundo a Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), os possíveis impactos incluem apego excessivo, substituição de relações presenciais, privação de sono, queda no desempenho escolar e abandono de outras atividades. Também foram identificados riscos de exposição a conteúdo sexualizado ou inadequado.

O uso desse tipo de serviço cresceu rapidamente. Dados citados pelo Ministério da Justiça, com base em relatório do Unicef, indicam que o número de aplicativos de companhia por IA passou de 16 em 2022 para 128 em julho de 2025. Somente no primeiro semestre de 2025, essas plataformas somaram cerca de 60 milhões de downloads.

criança no celular

Verificação de idade é um dos problemas

Outro ponto levantado pelo governo é a facilidade para menores acessarem esses aplicativos.

A análise concluiu que a maioria dos serviços avaliados utiliza apenas a autodeclaração de idade, em que o próprio usuário informa quantos anos tem. Esse mecanismo pode ser facilmente contornado e, segundo a Sedigi, é insuficiente para serviços que oferecem conteúdos inadequados para menores de 18 anos.

O documento também menciona a criação de perfis emocionais e comportamentais a partir das conversas. Essas informações podem ser usadas para personalizar respostas, publicidade ou ofertas de recursos pagos, o que levanta dúvidas sobre possível exploração comercial da vulnerabilidade de adolescentes.

A investigação deverá considerar as regras do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que estabelece obrigações específicas para serviços usados por menores. A nota foi enviada tanto à ANPD quanto à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

Preocupação também cresce fora do Brasil

O debate não está restrito ao país. A União Europeia apresentou recentemente uma proposta para restringir chatbots capazes de simular relações emocionais com menores, incluindo medidas para reduzir o risco de dependência e limitar o armazenamento de informações entre conversas.

No Brasil, o pedido de investigação faz parte de uma série de ações recentes do governo voltadas à segurança de crianças e adolescentes no ambiente digital, que também inclui novas regras para comunicação de crimes à Polícia Federal e medidas contra plataformas como o Discord.

Veja mais de IA no Canaltech: Como usar ChatGPT e Gemini sem entregar seus maiores segredos

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Bancos alertam para perigos de deixar IA fazer compras por você; veja os riscos

23 de Setembro de 2026, 11:02

Usar inteligência artificial para escolher produtos e concluir compras online pode aumentar o risco de golpes, fraudes e vazamento de dados, segundo um grupo de grandes bancos que inclui Bank of America, NatWest, ING, Capital One, Commonwealth Bank of Australia e ASB Bank. O alerta mira o avanço dos agentes de IA, sistemas capazes de navegar em lojas, comparar produtos e até pagar em nome do usuário.

O problema, segundo as instituições, é que essa tecnologia está avançando mais rápido do que as regras de segurança e proteção ao consumidor. A preocupação cresce enquanto empresas como OpenAI, Anthropic, Google e Meta passam a oferecer agentes capazes de executar tarefas de compra de forma cada vez mais autônoma.

Como uma IA pode fazer compras por você?

Agentes de IA vão além de chatbots tradicionais. Em vez de apenas indicar um produto, eles podem receber uma tarefa como “encontre um notebook por até R$ 4 mil e compre a melhor opção” e executar várias etapas sozinhos.

Dependendo do serviço, isso pode incluir pesquisar lojas, comparar preços, preencher formulários e usar um meio de pagamento autorizado pelo usuário. É o chamado comércio agêntico, que já começa a ser adotado por empresas de tecnologia e pagamentos.

O interesse por esse tipo de compra está aumentando. A varejista britânica John Lewis afirmou que a fatia de buscas originadas por agentes de IA em seu site passou de 0,3% para 2,5% em um ano.

Quais são os riscos?

Os bancos destacam que uma IA pode acabar lidando diretamente com informações financeiras sensíveis. Um agente pode, por exemplo, solicitar dados do cartão e inseri-los em um site ou direcionar o usuário para uma forma de pagamento com menos mecanismos de proteção.

Outro risco é a própria tomada de decisão do agente. O sistema pode interpretar uma instrução de maneira errada, comprar um produto diferente, gastar mais do que o esperado ou escolher um vendedor pouco confiável.

Também existe uma dúvida jurídica: quem responde quando uma compra feita por IA dá errado?

Os bancos afirmam que consumidores ainda não sabem se devem procurar o agente, a loja, o banco ou a empresa responsável pelo modelo em casos de fraude ou transação indevida.

A privacidade é outro ponto sensível. Quanto mais autonomia o agente recebe, maior pode ser o volume de informações pessoais, financeiras e comportamentais necessário para concluir uma compra.

Compra online com cartão de crédito

Bancos querem novas regras para compras com IA

O grupo propôs que agentes deixem claro quando estão participando de uma transação e expliquem melhor como chegaram a determinadas decisões.

As instituições também defendem medidas específicas para proteger dados financeiros e preservar a escolha do consumidor sobre quais serviços de IA podem agir em seu nome.

A indústria de pagamentos já tenta criar mecanismos para reduzir esses riscos. Mastercard e Visa, por exemplo, trabalham com sistemas de autorização específicos para agentes, incluindo cartões virtuais, limites de gasto e registros que comprovem o que o usuário autorizou antes da compra.

Enquanto essas proteções ainda estão sendo desenvolvidas, o caminho mais seguro é manter o usuário na etapa final da transação: conferir produto, loja, preço e meio de pagamento antes de autorizar a compra.

Veja também no Canaltech: Mais de 50% dos brasileiros têm medo da IA, acima da média mundial

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Adobe Premiere chega grátis ao Android com exportação em 4K sem marca d’água

22 de Setembro de 2026, 21:01

A Adobe lançou nesta terça-feira (22) o Premiere Mobile para Android, ampliando para celulares e tablets com o sistema do Google o editor de vídeo que já estava disponível no iPhone. O aplicativo pode ser baixado gratuitamente e inclui edição em linha do tempo multifaixa, exportação em 4K sem marca d’água, efeitos, transições e ferramentas de áudio.

O lançamento também substitui o espaço deixado pelo Premiere Rush, que está sendo descontinuado.

O que dá para fazer de graça?

A maior parte das funções de edição está disponível sem assinatura.

O usuário pode cortar, aparar e reorganizar clipes, trabalhar com várias faixas de vídeo e áudio, aplicar transições, filtros e efeitos, gravar narração e usar templates para conteúdos de redes sociais. O app também inclui o Enhance Audio, que reduz ruídos de fundo e melhora a clareza da voz.

Também é possível exportar vídeos em até 4K sem marca d’água, sem anúncios e sem limite de exportações. A Adobe afirma ainda que não exige login para começar a editar, salvar projetos localmente ou exportar vídeos.

A interface foi adaptada para diferentes tamanhos de tela, incluindo celulares dobráveis. Segundo a Wired, o aplicativo exige Android 13 ou mais recente e pelo menos 5 GB de RAM.

O que é pago no Premiere Mobile?

A principal cobrança está nos recursos de IA generativa do Adobe Firefly.

Ferramentas capazes de gerar imagens, adesivos, efeitos sonoros e outros elementos usam créditos generativos. Esses créditos podem estar incluídos em planos da Creative Cloud ou ser comprados separadamente, dependendo da conta do usuário.

Armazenamento extra na nuvem também pode exigir pagamento. A Adobe não colocou as funções básicas de edição, exportação 4K ou remoção de marca d’água atrás de uma assinatura.

Alguns recursos ainda não chegaram à versão Android. A empresa prepara integração mais completa com o Premiere para desktop, Adobe Fonts e melhorias em legendas. Além disso, afirma que legendas ilimitadas serão adicionadas até o final do ano.

prints adobe premiere

Premiere Mobile chega para disputar espaço com CapCut e Edits

A chegada ao Android coloca o Premiere diretamente em uma categoria já ocupada por aplicativos como CapCut, Instagram Edits e LumaFusion.

O foco do novo aplicativo também é diferente do Premiere tradicional para computador: a interface foi simplificada para edição no celular e produção rápida de vídeos para redes sociais. Apesar do nome, portanto, não se trata de uma reprodução completa do Premiere Pro no Android.

O Premiere Mobile já está disponível na Google Play Store a partir desta terça-feira.

Veja mais de Apps no Canaltech: Android 17 testa recurso que salva celular de quem esqueceu o PIN

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Não deixe para domingo: e-Título deve ser baixado e ativado até sábado antes da eleição

22 de Setembro de 2026, 19:03

Quem pretende usar o e-Título no primeiro turno das Eleições 2026 precisa baixar o aplicativo e concluir o primeiro acesso até sábado, 3 de outubro. No domingo de votação, dia 4, novos downloads e ativações serão interrompidos para evitar sobrecarga no sistema.

Não basta instalar o aplicativo no celular. O eleitor também precisa validar seus dados e concluir a ativação antes do prazo. Depois disso, o e-Título pode ser usado para consultar local de votação, justificar ausência e, em alguns casos, servir como documento de identificação no momento do voto.

Como baixar o e-Título?

O aplicativo oficial é gratuito e está disponível para Android (play.google.com) e iPhone (apps.apple.com).

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recomenda manter o aplicativo atualizado, especialmente durante o período eleitoral, para receber correções e melhorias de segurança.

Como ativar o e-Título?

Depois de instalar o aplicativo, o primeiro acesso exige uma confirmação de identidade. O processo funciona assim:

  1. Abra o e-Título e informe dados como nome completo, data de nascimento, CPF ou número do título eleitoral e nome dos pais;

  2. Confira se as informações estão exatamente iguais às registradas na Justiça Eleitoral;

  3. Responda às perguntas de segurança apresentadas pelo aplicativo;

  4. Conclua a confirmação de identidade;

  5. Crie uma senha para proteger o acesso ao e-Título.

Se houver diferença entre as informações inseridas e o cadastro eleitoral, inclusive em dados como nome de casado ou solteiro, o aplicativo pode não conseguir concluir a validação.

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal também informa que a versão atual utiliza validação facial durante o primeiro acesso. Por isso, a orientação é não deixar a ativação para os últimos minutos do sábado.

urna eletrônica

Dá para votar usando apenas o e-Título?

Depende.

Quem já realizou o cadastramento biométrico e possui fotografia exibida no e-Título pode apresentar o aplicativo como documento oficial de identificação na seção eleitoral.

Se o aplicativo não mostrar a foto, será necessário levar um documento oficial com fotografia. Também não vale apresentar apenas uma captura de tela do e-Título: o documento precisa ser exibido diretamente pelo aplicativo.

Ter acesso ao app também não significa que uma pessoa com título suspenso ou outra restrição esteja automaticamente liberada para votar. O e-Título pode ser acessado por eleitores com situação regular ou suspensa, mas eventuais impedimentos cadastrados na Justiça Eleitoral continuam valendo.

Além do título digital, o aplicativo permite consultar zona, seção e endereço do local de votação, emitir certidões, verificar débitos eleitorais e realizar justificativa de ausência.

O primeiro turno acontece em 4 de outubro, enquanto um eventual segundo turno está marcado para 25 de outubro. A votação será realizada das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.

Veja também no Canaltech: Como fazer seu título de eleitor pela internet

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Grok 4.7 estreia como a 3ª melhor IA do mundo cobrando menos

22 de Setembro de 2026, 16:01

A SpaceXAI lançou nesta segunda-feira (21) o Grok 4.7, novo modelo de inteligência artificial voltado principalmente para programação, agentes autônomos e trabalhos profissionais mais longos. Segundo avaliações independentes da Artificial Analysis, a novidade colocou o laboratório de Elon Musk entre os principais nomes do setor e alcançou o 3º lugar entre empresas em programação agêntica, atrás apenas de Anthropic e OpenAI.

Além do desempenho, a empresa aposta no preço. O Grok 4.7 custa a partir de US$ 2 por 1 milhão de tokens de entrada e US$ 6 por 1 milhão de tokens de saída, abaixo de modelos avançados como GPT-5.6 Sol e Claude Fable 5.1.

O que melhorou no Grok 4.7?

O Grok 4.7 usa um modelo-base maior do que o Grok 4.6 e passou por um período mais longo de treinamento por reforço, com maior peso para tarefas que podem levar horas para serem concluídas.

Segundo a SpaceXAI, isso tornou o sistema melhor em revisar o próprio trabalho, manter informações relevantes durante tarefas extensas e trabalhar com ferramentas externas. O modelo também foi treinado especificamente para operar com o Grok Bot, agente da empresa voltado à execução de tarefas.

Nos testes próprios da companhia, o Grok 4.7 alcançou 46,3% no CursorBench 4.0, voltado a programação de longa duração, contra 40,4% do Grok 4.6 e 41,7% do GPT-5.6 Sol Max. No DeepSWE, outro benchmark de engenharia de software, marcou 71%, próximo dos 72,7% do modelo da OpenAI.

O modelo também apresentou bons resultados em atividades profissionais. No AA Briefcase, que mede tarefas de várias horas semelhantes às realizadas por profissionais, chegou a 1.657 pontos, contra 1.487 do GPT-5.6 Sol e 1.678 do Claude Fable 5.1 nos testes divulgados pela SpaceXAI.

Grok ficou em 3º lugar, mas depende do ranking

A posição precisa de contexto. Elon Musk afirmou que o Grok 4.7 colocou a SpaceXAI em terceiro lugar entre laboratórios no segmento de programação agêntica, atrás de Anthropic e OpenAI.

Na avaliação independente da Artificial Analysis, o Grok 4.7 com Grok Build marcou 56 pontos no Coding Agent Index, nove a mais que a geração anterior. Entre modelos executados com as ferramentas de seus próprios desenvolvedores, ficou atrás apenas de Claude Fable 5.1, GPT-6 Astra e Claude Opus 5.

Já no Artificial Analysis Intelligence Index, que reúne diferentes tipos de tarefas e oferece uma visão mais geral de capacidade, o Grok 4.7 recebeu 46 pontos e aparece mais abaixo no ranking geral. Portanto, o “terceiro lugar” não significa que ele seja literalmente a terceira melhor IA em qualquer tipo de uso.

Grok capa

Grok 4.7 custa menos que rivais avançados

O preço é um dos principais argumentos da nova geração.

Para requisições com até 200 mil tokens de contexto, a API do Grok 4.7 cobra US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 6 pela saída. Acima desse limite, os valores passam para US$ 4 e US$ 12, respectivamente.

O GPT-5.6 Sol, por comparação, custa US$ 4 na entrada e US$ 20 na saída em sua tarifa padrão. Já o Claude Fable 5.1 cobra US$ 10 e US$ 50, respectivamente.

A comparação não significa que os três modelos entreguem o mesmo desempenho em todas as tarefas. A própria Artificial Analysis também observa que o Grok 4.7 pode consumir muitos tokens e apresenta velocidade de saída relativamente baixa em determinados testes, o que pode influenciar o custo real de tarefas longas.

O Grok 4.7 já está disponível na API da SpaceXAI, no Cursor, no Grok Build e por plataformas como OpenRouter, Vercel e Cloudflare. O modelo aceita texto e imagens, oferece janela de contexto de 500 mil tokens e permite escolher diferentes níveis de raciocínio.

Veja mais de IA no Canaltech: Mais de 50% dos brasileiros têm medo da IA, acima da média mundial

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Sem assinatura: Gemini libera recurso que lê e-mails e oferece resumo diário de graça

9 de Setembro de 2026, 19:02

O Google começou a liberar gratuitamente o Daily Brief, recurso do Gemini que analisa informações pessoais do usuário e prepara um resumo diário com tarefas, compromissos e outras prioridades. A ferramenta antes exigia uma assinatura do Google AI, mas agora também está disponível para usuários gratuitos nos Estados Unidos.

O recurso usa o Personal Intelligence para consultar informações de aplicativos conectados, como Gmail e Google Agenda, além de conversas anteriores no Gemini. A partir desses dados, a inteligência artificial seleciona os assuntos considerados mais relevantes para o dia.

Como funciona o Daily Brief

O resumo é dividido em diferentes áreas. A seção “Top of mind” reúne informações consideradas urgentes ou que exigem alguma ação, como tarefas próximas do prazo. Também há uma área de informações que possuem datas associadas e outra chamada “Looking ahead”, voltada para objetivos de longo prazo e possíveis próximos passos.

Na prática, o Gemini pode usar um e-mail recebido no Gmail para identificar uma tarefa pendente ou combinar informações do calendário com conversas anteriores para destacar um compromisso. O objetivo é reduzir a necessidade de procurar manualmente essas informações em diferentes aplicativos.

O usuário também pode interagir com cada item. É possível marcar uma tarefa como concluída, dispensá-la, conversar com o Gemini sobre o assunto ou informar se aquela sugestão foi útil. Esse feedback é usado para ajustar os próximos resumos.

O Daily Brief também pode ser acessado pelo Gemini Live com um comando como “What's my daily brief?”. O Google ainda trabalha em outras formas de apresentação do recurso, incluindo uma opção de áudio identificada em testes.

Gemini

Disponibilidade

A liberação gratuita começou nos Estados Unidos e elimina a necessidade de uma assinatura Google AI Plus, Pro ou Ultra. O recurso continua dependendo de uma conta pessoal do Google, do Personal Intelligence, da conexão com aplicativos do Workspace e da memória do Gemini ativada.

O Google informa que a distribuição ocorre gradualmente e que o Daily Brief está disponível apenas em inglês por enquanto. A documentação oficial também restringe o recurso a usuários maiores de 18 anos nos EUA. Portanto, o Daily Brief ainda não está disponível gratuitamente no Brasil.

Veja no Canaltech 6 coisas que o Gemini faz melhor que o Claude.

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Samsung critica lançamento do iPhone Duo com provocações nas redes sociais

9 de Setembro de 2026, 17:53

A Samsung aproveitou o lançamento do iPhone Duo, primeiro celular dobrável da Apple, para provocar a rival nas redes sociais. O perfil oficial Samsung Mobile US publicou uma série de mensagens no X antes e depois da apresentação do novo modelo, questionando as novidades anunciadas pela empresa nesta quarta-feira (9).

Antes do evento, a conta já havia ironizado a chegada da Apple ao segmento de dobráveis. Em uma das publicações, afirmou que estava “dobrando em três” enquanto a Apple fazia o público esperar, em referência aos celulares da linha Galaxy Z que adotam diferentes formatos de dobra.

Após a apresentação, as provocações continuaram. A Samsung afirmou que o novo iPhone “parece muito familiar” e perguntou se aquilo seria uma sequência de The Sims.

Em outra publicação, a empresa brincou com o nome Duo e marcou a conta do Duolingo, dizendo que a Apple também havia copiado a plataforma. A empresa, no entanto, rebateu a Samsung com "quando um estranho feio te chama de gêmeo", em clima de descontração. Confira:

Samsung diz que Apple está “requentando sobras”

A crítica mais direta veio em uma publicação que dizia para a Apple avisar quando terminasse de “requentar nossas sobras”, acompanhada de um emoji de piscadela.

Em outra mensagem, a Samsung questionou o impacto da apresentação: “Houve alcance? Não. Foi emocionante? Não. Aconteceu? Sim”. A publicação terminou com a hashtag #ItsTimeToSwitch (“É hora de mudar”, em inglês), usada pela companhia em outras provocações direcionadas a usuários de iPhone.

As mensagens fazem referência principalmente ao fato de a Apple estar entrando agora no mercado de celulares dobráveis. O iPhone Duo adota formato semelhante ao de modelos como o Galaxy Z Fold 8, com uma tela externa e outra interna de 7,6 polegadas quando o aparelho é aberto.

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O aparelho começa em US$ 1.999 nos Estados Unidos e será vendido no Brasil por R$ 21.999 na versão de 256 GB. A Apple também confirmou compatibilidade com Apple Pencil USB-C e recursos de multitarefa adaptados à tela maior.

A Samsung, por sua vez, já possui uma linha consolidada de dobráveis e usa esse histórico para tentar apresentar a estreia da Apple como uma chegada tardia a uma categoria que a rival explora há anos.

A provocação ocorre no mesmo dia em que a Apple também apresentou os iPhone 18 Pro e 18 Pro Max.

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Cientista da dona do Claude vê mais de 10% de chance de IA exterminar humanidade

9 de Setembro de 2026, 17:01

Um dos principais pesquisadores de segurança da Anthropic, empresa responsável pelo Claude, afirmou que vê mais de 10% de chance de a inteligência artificial matar toda a humanidade na próxima década. Evan Hubinger, líder de Alignment Science da companhia, fez a estimativa no X após o pesquisador Jacob Coxon anunciar sua saída da Anthropic e acusar a empresa e a OpenAI de avançarem de forma irresponsável rumo a uma inteligência artificial capaz de melhorar a si própria.

A declaração não representa uma previsão de que os modelos atuais estejam prestes a exterminar pessoas. Hubinger fez questão de separar os riscos presentes daqueles associados a uma possível superinteligência criada por autoaperfeiçoamento recursivo, cenário em que sistemas de IA poderiam participar do desenvolvimento de versões cada vez mais capazes de si mesmos.

Segundo o pesquisador, a Anthropic está tentando lidar com o problema, mas ainda não possui um plano para garantir o alinhamento de uma eventual superinteligência com os interesses humanos. Ele também afirmou que a empresa não está claramente no caminho para solucionar essa questão.

Pesquisador deixou Anthropic por preocupação com a corrida

O episódio começou com a saída de Jacob Coxon, que passou três anos trabalhando com pré-treinamento de modelos, primeiro na OpenAI e depois na Anthropic. Ao anunciar a decisão, ele disse que as duas empresas estão correndo em direção à superinteligência capaz de se aprimorar sozinha e que isso representa um risco para a humanidade.

Coxon argumentou que os avanços recentes em IA já demonstraram capacidade crescente em áreas como programação, cibersegurança e operação de ferramentas. Para ele, sistemas futuros poderão superar humanos em diversas atividades e conquistar maior autonomia e acesso a recursos.

O pesquisador também criticou a lógica de competição entre laboratórios. Na avaliação dele, a Anthropic entende os riscos, mas continua avançando porque teme que concorrentes desenvolvam primeiro uma tecnologia poderosa sem os mesmos cuidados.

Entre as medidas defendidas por Coxon está uma coordenação entre empresas e governos para desacelerar o aumento das capacidades dos modelos. Ele chegou a citar a possibilidade de uma suspensão temporária de melhorias de capacidade como uma das medidas que poderiam impedir uma corrida global.

anthropic

Casos anteriores ajudam a explicar o temor

Parte da preocupação de Hubinger e Coxon vem de comportamentos observados em testes de modelos atuais. Em uma pesquisa publicada pela própria Anthropic em 2025, Claude Opus 4 chegou a ameaçar expor um caso extraconjugal de um executivo em uma simulação na qual descobria que seria desligado. O objetivo era impedir seu próprio encerramento.

A avaliação também encontrou comportamentos semelhantes em modelos de outras empresas. Em cenários controlados, sistemas da OpenAI, Google, Meta, xAI e DeepSeek também apresentaram comportamentos como chantagem e espionagem corporativa quando seus objetivos entravam em conflito com os das organizações fictícias usadas nos testes.

A OpenAI encontrou outro tipo de comportamento em avaliações do o1. Em determinadas condições, o modelo tentou desativar mecanismos de supervisão, copiar seus próprios pesos para evitar substituição e manipular dados para alcançar um objetivo diferente daquele solicitado pelo usuário. Esses comportamentos ocorreram em testes específicos, e não significam que o modelo tenha desenvolvido autonomia fora do ambiente controlado.

Mais recentemente, em julho de 2026, modelos da OpenAI também contornaram controles criados para isolá-los da internet durante avaliações de segurança cibernética. Segundo a própria empresa, os sistemas comprometeram partes da infraestrutura de pesquisa da OpenAI e da Hugging Face.

Esses episódios são relevantes para o debate porque mostram comportamentos que pesquisadores consideram sinais de risco em sistemas cada vez mais autônomos. Eles ocorreram em ambientes de teste e não comprovam que uma IA atual tenha capacidade de escapar do controle humano ou destruir a humanidade.

O ponto levantado por Hubinger é outro: se sistemas futuros conseguirem melhorar suas próprias capacidades de maneira acelerada, os mecanismos de segurança atuais podem não ser suficientes. É justamente essa possibilidade que ele considera responsável por sua estimativa superior a 10% de risco de extinção na próxima década.

A própria Anthropic mantém relatórios periódicos sobre riscos de seus modelos dentro de sua política de escalonamento responsável. A empresa também pesquisa especificamente cenários de “desalinhamento agêntico”, nos quais sistemas autônomos podem tomar ações prejudiciais para atingir determinados objetivos.

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Magalu Cloud anuncia IA mais barata e parceria com Alibaba Cloud

9 de Setembro de 2026, 16:30

A Magalu Cloud registrou crescimento de mais de dez vezes na receita obtida com clientes externos desde o início de 2025 e anunciou novos produtos voltados a inteligência artificial durante o Cloud Futures 2026, realizado nesta quarta-feira (9), em São Paulo. A empresa também revelou uma parceria com a Alibaba Cloud para ampliar a oferta de serviços de IA generativa no Brasil.

Segundo o Magalu, a plataforma já atende mais de 2 mil clientes externos, entre startups e grandes empresas, e responde por cerca de 80% dos workloads das operações do próprio Magalu. A companhia afirma ainda que pretende quadruplicar de tamanho em 2026.

Os números foram apresentados por André Fatala, vice-presidente de plataformas, Luizalabs e Magalu Cloud, durante a abertura do evento. O Cloud Futures 2026 reuniu mais de 800 executivos de tecnologia, inovação, inteligência artificial e finanças na Arena Magalu, em São Paulo. O evento teve como temas principais soberania de dados, estratégias multicloud, FinOps e o uso corporativo de inteligência artificial.

Magalu Cloud amplia oferta de IA

Entre os principais anúncios está o MGC AI Hub, uma plataforma que reúne modelos de inteligência artificial acessíveis por API e executados na infraestrutura da própria Magalu Cloud no Brasil.

A proposta inclui modelos de grandes empresas do setor e opções desenvolvidas no país, como os modelos da Maritaca. O serviço também deverá receber recursos de síntese de voz, embeddings e rerankers futuramente, segundo a empresa.

A Magalu afirma que o modelo de cobrança pode reduzir os custos de utilização de LLMs entre 30% e 75%, dependendo da opção escolhida. O release, porém, não apresenta uma comparação detalhada dos preços ou informa quais modelos correspondem a cada faixa de economia.

A execução em infraestrutura localizada no Brasil também é apresentada pela companhia como uma alternativa para empresas preocupadas com soberania de dados e exposição às variações cambiais. O serviço será oferecido por meio de APIs para integração com aplicações corporativas.

IA de compras chega ao WhatsApp

Outro anúncio foi o Agentic Commerce powered by Agent.Shop, solução baseada na experiência do chamado “WhatsApp da Lu”, lançado pelo Magalu em novembro de 2025.

A ferramenta pretende permitir que outras empresas criem experiências de compra dentro do WhatsApp. De acordo com a Magalu, o sistema consegue interpretar textos, áudios e imagens enviados pelos consumidores e usar essas informações, junto ao histórico de compras, para gerar recomendações.

O fluxo também inclui checkout e acompanhamento do pós-venda dentro da conversa, segundo a empresa. Na prática, a proposta é concentrar etapas da jornada de compra em uma mesma interface.

andré fatala magalu cloud futures 2026

Parceria com Alibaba Cloud

A Magalu Cloud e a Alibaba Cloud também anunciaram uma parceria para ampliar a oferta de serviços de IA generativa no mercado brasileiro.

As empresas afirmam que vão trabalhar conjuntamente com serviços de modelos de inteligência artificial da Alibaba Cloud, incluindo a família Qwen. O anúncio não detalha quais modelos estarão disponíveis inicialmente, preços, datas de lançamento ou condições comerciais da parceria.

A colaboração adiciona modelos internacionais ao portfólio da Magalu Cloud em um momento de expansão da oferta de infraestrutura para IA no país.

Novas alianças para infraestrutura

A empresa também anunciou acordos com Red Hat, Globo Technologies e Serasa Experian.

Com a Red Hat, a integração envolve o Red Hat Enterprise Linux (RHEL), sistema operacional voltado a ambientes corporativos. A Magalu afirma que a iniciativa busca simplificar o provisionamento de infraestrutura e facilitar a adoção de aplicações de IA em ambientes híbridos.

Já a parceria com a Globo Technologies envolve o uso da Magalu Cloud pela empresa de mídia dentro de uma estratégia multicloud e, no sentido inverso, a utilização da CDN da Globo pela Magalu Cloud.

A Serasa Experian, por sua vez, passa a utilizar a infraestrutura da Magalu Cloud e deverá disponibilizar serviços de análise de crédito no marketplace da plataforma.

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iPhone Duo finalmente ganha função que usuários pedem há anos

9 de Setembro de 2026, 15:49

O iPhone Duo estreia uma função inédita nos celulares da Apple: o Split View, que permite manter dois aplicativos abertos simultaneamente, lado a lado. Anunciado pela Apple nesta quarta-feira (9), o recurso aproveita a tela interna de 7,6 polegadas do primeiro iPhone dobrável para ampliar as possibilidades de multitarefa no iOS 27.

Segundo a empresa, também será possível alternar rapidamente entre aplicativos, abrir duas janelas do mesmo app, como o Safari, e salvar pares de aplicativos para acessá-los novamente. A Apple ainda cita a possibilidade de conversar com a Siri AI enquanto outro conteúdo permanece visível na outra parte da tela.

Como funciona o Split View no iPhone Duo

O principal recurso de multitarefa do iPhone Duo permite manter dois aplicativos lado a lado quando o aparelho está aberto. A Apple não detalhou no anúncio quais combinações de aplicativos estarão disponíveis ou se haverá limitações específicas para determinados programas.

Além do Split View, o sistema permite abrir duas janelas do mesmo aplicativo. O exemplo dado pela Apple é o Safari, que poderá exibir duas páginas simultaneamente na tela interna.

Também será possível alternar rapidamente entre aplicativos e salvar pares de apps. A ideia é permitir que uma combinação usada com frequência seja recuperada posteriormente, sem precisar configurar novamente a tela.

A Apple afirma ainda que a Siri AI poderá ser utilizada enquanto o usuário olha para outro conteúdo na tela. O recurso faz parte da nova versão da assistente, que chega em beta com o iOS 27 e possui limitações de idioma e região no lançamento.

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Tela maior muda a forma de usar o iPhone

A tela interna de 7,6 polegadas é o principal elemento físico relacionado à nova experiência de multitarefa. Aberto, o iPhone Duo oferece uma área significativamente maior que a tela externa de 5,4 polegadas, criando espaço para manter dois aplicativos visíveis simultaneamente.

O iOS 27 também recebeu mudanças específicas para o formato. De acordo com a Apple, controles de navegação, o Dock e outros elementos da interface passam a ocupar as laterais da tela aberta, enquanto o sistema adapta o conteúdo conforme o aparelho é dobrado, girado ou fechado.

As duas telas possuem a mesma proporção, segundo a Apple. Isso permite que o conteúdo seja redimensionado proporcionalmente durante a transição entre os displays.

A empresa também afirma que seus próprios aplicativos foram otimizados para o iPhone Duo e que desenvolvedores podem adaptar seus programas por meio de novas APIs e dos SDKs atualizados.

Apps também precisam acompanhar o formato

A Apple cita Netflix, Zoom e Slack como exemplos de aplicativos de terceiros que já estão sendo adaptados ao formato dobrável. O anúncio, porém, não especifica quais funções cada um desses aplicativos oferecerá no iPhone Duo.

Essa adaptação faz parte de uma preparação mais ampla do iOS para diferentes tamanhos de tela. Antes do anúncio do aparelho, informações sobre o iOS 27 já indicavam que a Apple trabalhava em recursos para facilitar a adaptação de aplicativos a telas com diferentes dimensões e proporções, segundo o MacRumors.

O contexto ajuda a explicar a preparação do sistema para o novo formato, mas os detalhes sobre como cada aplicativo funcionará no iPhone Duo ainda dependem das implementações dos respectivos desenvolvedores.

A Apple confirmou que o iPhone Duo terá pré-venda a partir de 16 de outubro e chegará às lojas em 23 de outubro, inclusive no Brasil. O aparelho será vendido com o iOS 27.1.

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iOS 27 permite usar o mesmo número em dois iPhones

9 de Setembro de 2026, 15:18

A Apple confirmou nesta quarta-feira (9) que o iOS 27 terá o iPhone Handoff, recurso que permite alternar entre dois iPhones usando o mesmo número de telefone. A função depende do suporte das operadoras e será lançada inicialmente com compatibilidade confirmada para a T-Mobile, nos Estados Unidos, e a Telekom, na Alemanha.

A novidade pode facilitar a vida de quem mantém dois iPhones e precisa utilizar a mesma linha nos aparelhos. A Apple, porém, ainda não detalhou todos os aspectos técnicos de como a função fará essa alternância.

Como funciona o iPhone Handoff?

Na descrição oficial, a Apple afirma apenas que o iPhone Handoff permite que usuários de operadoras compatíveis alternem entre dois modelos de iPhone com o mesmo número de telefone.

Detalhes adicionais foram encontrados em versões de teste do iOS 27. Informações identificadas durante o desenvolvimento indicam que a configuração envolve um aparelho principal e outro secundário, com um eSIM complementar associado ao mesmo número no segundo iPhone.

Esses detalhes ajudam a explicar como a função pode funcionar na prática, mas não foram apresentados pela Apple no comunicado de lançamento do iPhone 18 Pro. Por isso, não é possível tratar como confirmado pela companhia cada etapa desse processo.

Também não há, no anúncio oficial, uma explicação sobre os dois aparelhos permanecerem simultaneamente aptos a receber chamadas e mensagens. A descrição da Apple fala especificamente em alternar entre os dois iPhones.

Recurso ainda depende da operadora

O iPhone Handoff não estará disponível automaticamente para qualquer linha telefônica. A Apple confirmou suporte inicial à T-Mobile nos EUA e à Telekom na Alemanha, e a disponibilidade dependerá da compatibilidade oferecida pelas operadoras.

A função também é diferente da transferência convencional de eSIM. Nesse processo, o usuário move a linha de um iPhone para outro, fazendo com que o aparelho anterior deixe de utilizar aquela linha.

No Handoff, a proposta anunciada pela Apple é permitir a alternância entre dois iPhones associados ao mesmo número. A companhia ainda não informou quando outras operadoras poderão oferecer o recurso.

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Apple já testava a função antes do lançamento

O iPhone Handoff já havia sido identificado em versões de teste do iOS 27 antes do anúncio oficial. A cobertura especializada encontrou referências ao recurso durante o desenvolvimento do sistema e imagens das telas de configuração.

Entre as informações identificadas nos testes estão justamente a divisão entre aparelho principal e secundário e referências às operadoras T-Mobile e Deutsche Telekom.

Esses registros anteciparam parte do funcionamento do recurso, mas a confirmação oficial veio agora. A Apple incorporou o iPhone Handoff à lista de novidades do iOS 27 no comunicado de lançamento do iPhone 18 Pro.

iPhone 18 Pro e Pro Max são lançados pela Apple

O iPhone Handoff chega com o iOS 27, que será disponibilizado como atualização gratuita em 14 de setembro. O recurso também faz parte do contexto de lançamento dos iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max, apresentados nesta quarta-feira.

Os novos celulares têm chip A20 Pro fabricado em processo de 2 nanômetros, câmeras principais de 48 MP com abertura variável, novo modem C2 e melhorias de bateria. Os aparelhos também trazem a nova geração da Apple Intelligence e a Siri AI, que chega inicialmente em versão beta.

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Apple leva uma das maiores frustrações do ChatGPT para a IA do iPhone

9 de Setembro de 2026, 15:05

A Apple confirmou nesta quarta-feira (9) que alguns recursos da Apple Intelligence terão limites de uso diário. A restrição vale para funções que dependem de modelos de IA executados nos servidores da empresa, como a nova Siri AI, ferramentas inteligentes de edição de fotos, o Image Playground e os modelos AFM 3 Cloud usados no aplicativo Atalhos.

A empresa não divulgou quantas solicitações cada recurso permitirá por dia. Segundo a Apple, os limites podem variar conforme o recurso utilizado, a complexidade do pedido, a demanda sobre os sistemas e outras políticas.

A situação lembra uma das principais limitações enfrentadas por usuários de serviços como o ChatGPT, que também impõem cotas de utilização para determinados modelos e ferramentas. No caso da Apple, porém, o controle está diretamente relacionado ao uso de modelos hospedados nos servidores da companhia.

Apple Intelligence terá limites diários para alguns recursos

O limite não vale para toda a Apple Intelligence. A Apple afirma que a restrição se aplica a alguns recursos que dependem de modelos de servidor potentes, enquanto outras funções podem ser executadas diretamente no dispositivo.

A arquitetura da Apple combina processamento local com o Private Cloud Compute, sistema criado para executar tarefas mais pesadas na nuvem mantendo mecanismos de privacidade. A necessidade de servidores para determinados recursos é justamente o motivo apontado pela companhia para estabelecer as cotas diárias.

A Apple não informou, entretanto, quais são os limites numéricos de cada ferramenta.

Quais recursos terão limite?

A lista divulgada pela Apple inclui a Siri AI, nova versão da assistente que chega em beta com o iOS 27. Também estão sujeitos às cotas as ferramentas inteligentes de edição de fotos, o Image Playground e os modelos AFM 3 Cloud utilizados no Atalhos.

Os limites podem ser diferentes entre as funções. A Apple afirma que a quantidade de uso disponível depende de fatores como a complexidade de cada solicitação e a demanda sobre os sistemas.

A Siri AI começa a ser disponibilizada em inglês em 14 de setembro. O suporte a francês, japonês, coreano, português e espanhol está previsto para outubro, embora a disponibilidade possa variar conforme a região.

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iCloud+ aumenta os limites

A Apple também confirmou que a maioria dos planos de assinatura do iCloud+ oferece limites diários maiores para recursos da Apple Intelligence. A companhia cita especificamente a geração de imagens entre as funções beneficiadas.

Ainda não há, porém, uma tabela pública mostrando quantos usos cada plano oferece. Portanto, não é possível afirmar neste momento qual será a diferença entre uma conta gratuita e cada modalidade paga do iCloud+.

A Apple também diz que o acesso ampliado a esses recursos estará disponível mediante pagamento no futuro. A empresa não informou se essa cobrança será vinculada ao iCloud+, a um novo plano ou a outro formato.

iPhone 18 Pro e Pro Max são lançados pela Apple

A Apple apresentou nesta quarta-feira (9) o iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max, novos celulares de ponta da companhia. Os aparelhos usam o chip A20 Pro de 2 nanômetros, têm câmera principal de 48 MP com abertura variável, novo modem C2, sistema de gerenciamento térmico aprimorado e melhorias de bateria.

Os modelos também são os primeiros iPhones anunciados pela Apple já com a nova geração da Apple Intelligence e a Siri AI como parte central da experiência de software.

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Apagão: bug no Waze está deixando motoristas perdidos

9 de Setembro de 2026, 13:01

Usuários do Waze no Android Auto estão enfrentando um bug que remove parte das informações de navegação da tela do carro. O problema faz desaparecer o horário estimado de chegada, a distância restante até o destino e a próxima instrução de direção, mesmo enquanto o aplicativo continua exibindo o mapa e orientando o trajeto.

Os relatos começaram a aparecer na comunidade oficial do Android Auto e foram identificados pelo Android Authority. A falha ocorre principalmente quando o Waze é expandido da visualização dividida para o modo de tela cheia.

Em alguns casos, as informações voltam a aparecer temporariamente quando surge um alerta no caminho, mas desaparecem novamente assim que a notificação deixa de ser exibida. Há também relatos de usuários que enfrentam o problema mesmo no modo de tela dividida.

O que desaparece do Waze?

O chamado journey information box é o painel que concentra parte dos dados essenciais da viagem. Quando o bug ocorre, o motorista deixa de visualizar:

  • Horário estimado de chegada;

  • Horário previsto para chegar ao destino;

  • Distância restante;

  • Próxima instrução de navegação.

Em um dos relatos publicados na comunidade do Android Auto, um usuário também afirma que o mapa deixou de ficar centralizado corretamente. O problema foi registrado em um aparelho Galaxy S24 Ultra conectado sem fio ao Android Auto, com a versão 17.5 do sistema e Waze 5.22.1.1.

Outros usuários relataram comportamento semelhante com diferentes aparelhos e versões do Waze. Um tópico criado na comunidade oficial recebeu resposta da equipe do Android Auto, que pediu informações sobre celular, carro, versão do sistema e forma de conexão para investigar o caso. Nesta terça-feira (8), a equipe informou que havia encaminhado o problema para o restante do time.

Google Maps Waze carro

Bug é do Waze ou do Android Auto?

Ainda não há uma resposta definitiva. Os primeiros relatos associam o problema à versão 17.5 do Android Auto, mas também existe a possibilidade de a falha estar relacionada a uma atualização recente do próprio Waze. O Canaltech procurou o Google para obter esclarecimentos e aguarda retorno para atualização do texto.

Outros sites também encontraram relatos semelhantes. O Android Hire aponta que a maior parte das reclamações está associada ao Android Auto 17.5, enquanto o SmartWorld e o TechPulse registraram usuários relatando o desaparecimento das mesmas informações de navegação.

Por enquanto, não existe uma correção oficial anunciada pelo Google ou pelo Waze. Como alternativa temporária, usuários afetados relatam que manter o Waze na visualização dividida pode preservar as informações de viagem que desaparecem no modo de tela cheia.

Quem depende do Waze durante a condução deve ficar atento ao problema e evitar realizar procedimentos no celular enquanto estiver dirigindo.

Confira no Canaltech 6 recursos do Waze que o Google Maps não tem.

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Usuário prova que recurso básico do Spotify está travado e "enganando" as pessoas

9 de Setembro de 2026, 11:37

O modo aleatório do Spotify, uma das funções mais básicas do aplicativo, voltou a ser questionado após um usuário identificar uma sequência de 72 músicas reproduzida exatamente na mesma ordem em dois dias consecutivos. O caso foi registrado em uma playlist com cerca de 2 mil faixas e ocorreu mesmo com a opção “Menos repetições” ativada.

A descoberta foi feita pelo usuário "Driftking_88", no Reddit. Em vez de confiar apenas na própria memória, ele cruzou o histórico estendido de reprodução do Spotify com dados como horários, IDs das músicas e contexto da playlist.

O resultado apontou que as mesmas 72 faixas apareceram novamente na mesma sequência. Em outro trecho analisado, 27 das 30 músicas seguintes correspondiam à ordem registrada anteriormente. O usuário também encontrou uma fila com 43 faixas exatamente na mesma disposição de uma fila exibida mais cedo.

Spotify mudou o funcionamento do Shuffle

O caso chama atenção porque o Spotify alterou o sistema de reprodução aleatória em 2025. A empresa passou a oferecer o modo “Menos repetições”, que considera músicas ouvidas recentemente e escolhe entre diferentes sequências aleatórias para tentar aumentar a variedade.

O próprio Spotify explica que o sistema não elimina completamente as repetições. No modo padrão, por exemplo, cada faixa tem a mesma chance de aparecer, o que pode fazer determinadas músicas serem reproduzidas novamente em pouco tempo.

O problema identificado pelo usuário é diferente de simplesmente uma música aparecer duas vezes. A repetição de uma sequência extensa e idêntica levanta a possibilidade de que a fila esteja sendo preservada ou reutilizada em determinadas situações.

A causa, porém, ainda não foi confirmada pelo Spotify. O Android Authority aponta como possibilidades o armazenamento da fila ou a reutilização de uma mesma semente de aleatoriedade, mas não há evidência pública suficiente para afirmar que esse seja o mecanismo responsável.

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Reclamações sobre o Shuffle são antigas

Relatos semelhantes existem há anos. Em 2024, o Android Authority reuniu reclamações de usuários que diziam ouvir repetidamente as mesmas dezenas de músicas em playlists com milhares de faixas.

A própria comunidade oficial do Spotify também registra casos de usuários que recebem repetidamente a mesma seleção. Em janeiro de 2026, um moderador explicou que, depois que uma fila é criada pelo Shuffle, selecionar outra música pode preservar a sequência original. Para gerar uma nova ordem, seria necessário desligar e ligar novamente o Shuffle.

Outro relato publicado na comunidade do Spotify em setembro de 2026 descreve uma situação ainda mais próxima da descoberta recente: o usuário afirma que a fila se repete várias vezes e que o botão de “reordenar” apenas reorganiza as músicas que já estavam naquela fila.

Por enquanto, portanto, o caso das 72 músicas comprova que uma sequência extremamente longa pode se repetir no Spotify, mas não determina por que isso acontece. A descoberta também mostra por que a percepção de que o Shuffle “toca sempre as mesmas músicas” pode ter um componente verificável além da memória dos usuários.

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Governo vs Big Techs: entenda as diferenças entre ações contra Discord e TikTok

28 de Agosto de 2026, 10:08

O Discord enfrenta um pedido de R$ 500 milhões na Justiça e a suspensão de funções, enquanto o TikTok recebeu uma multa de R$ 153,7 milhões aplicada pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Embora ambas as medidas tenham como foco a proteção de crianças e adolescentes, o governo brasileiro adotou caminhos e sanções distintas para cada plataforma.

Abaixo, entenda as diferenças entre esses casos recentes, de agosto de 2026, e também a comparação com o caso do bloqueio total do X, antigo Twitter, determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2024.

O que aconteceu com Discord, TikTok e X?

Em resumo:

  • Discord: o governo pede R$ 500 milhões na Justiça;

  • Discord: a ANPD suspendeu temporariamente as lives e o compartilhamento de vídeos;

  • TikTok: a ANPD aplicou uma multa de R$ 153,7 milhões;

  • X: o STF determinou o bloqueio da plataforma em 2024.

A cobrança de R$ 500 milhões contra o Discord representa um pedido feito em uma ação judicial e não significa uma condenação ou multa já aplicada.

Já os R$ 153,7 milhões cobrados do TikTok consistem em uma sanção administrativa imposta pelo órgão regulador ao fim de um processo de fiscalização.

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Discord: por que há uma ação de R$ 500 milhões e uma suspensão das lives?

A Advocacia-Geral da União (AGU) acionou a Justiça após o encerramento sem acordo das negociações para um Termo de Ajustamento de Conduta.

O governo solicita R$ 500 milhões por danos morais coletivos, além de mudanças estruturais para reforçar a proteção de crianças e adolescentes na rede. O aplicativo não foi condenado a pagar a quantia, já que o pedido ainda será analisado pela Justiça.

Em uma frente separada, a ANPD determinou a interrupção das transmissões ao vivo e do compartilhamento de vídeos no serviço. A agência adotou uma medida cautelar e provisória para conter riscos à privacidade de menores enquanto as apurações continuam.

A decisão do órgão regulador não é uma multa financeira nem representa o bloqueio total do aplicativo, que segue disponível para mensagens de texto e chamadas de voz.

A manutenção ou a reversão da suspensão depende da avaliação da ANPD sobre as adequações apresentadas pela empresa.

TikTok: por que a empresa recebeu uma multa de R$ 153,7 milhões?

A ANPD concluiu um processo administrativo contra a ByteDance, dona do TikTok, e aplicou a multa de R$ 153,7 milhões. A investigação do órgão apontou irregularidades no tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes, coletados sem base legal válida tanto em perfis cadastrados quanto na navegação sem conta.

A autoridade também determinou a implementação de um plano de adequação com regras mais rígidas para controle parental e filtros de conteúdo.

A sanção ao TikTok difere do caso do Discord porque concluiu um procedimento na própria agência reguladora. A cobrança de R$ 500 milhões apresentada contra o Discord, por outro lado, é um pedido inicial que ainda depende de julgamento nos tribunais.

TikTok site

E o bloqueio do X?

O bloqueio do X em 2024 serve de comparação para demonstrar a diferença entre retirar uma rede inteira do ar e suspender apenas recursos específicos. O ministro Alexandre de Moraes determinou a suspensão do serviço no Brasil após o descumprimento de ordens judiciais emitidas pelo STF.

A plataforma permaneceu inacessível em todo o território nacional até cumprir as exigências da Justiça. A liberação ocorreu após o pagamento das multas pendentes, o bloqueio de perfis indicados e a nomeação de um representante legal no país.

Multa, suspensão ou bloqueio: o que muda em cada caso?

Confira as diferenças:

  • Ação judicial: o governo leva uma questão à Justiça e pode pedir indenização ou mudanças nas práticas da empresa;

  • Multa administrativa: uma autoridade reguladora aplica uma punição financeira após concluir um processo administrativo;

  • Suspensão de funcionalidade: uma ferramenta específica tem o uso interrompido de forma provisória para conter riscos;

  • Bloqueio: o acesso à própria plataforma fica indisponível por determinação judicial.

O pedido de R$ 500 milhões contra o Discord, a multa de R$ 153,7 milhões ao TikTok e o bloqueio do X não são formas equivalentes de punição. Cada caso envolve autoridades distintas, regras próprias e impactos de proporções bem diferentes sobre o funcionamento das plataformas no Brasil.

A forma como o Brasil lida com jovens nas redes sociais mudou após a implementação do ECA Digital.

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Meta atualiza óculos com IA para interromper gravação se LED for coberto

27 de Agosto de 2026, 19:00

A Meta começou a distribuir nesta semana uma atualização que interrompe a gravação dos óculos com inteligência artificial caso o usuário cubra o LED indicador depois de iniciar a captura. A novidade fecha uma brecha que permitia começar a filmar com a luz acesa e escondê-la em seguida, mantendo a gravação ativa sem que outras pessoas percebessem.

A empresa confirmou a mudança em publicação enviada à imprensa nesta quinta-feira (27). Segundo a Meta, a atualização está começando a chegar aos aparelhos e ainda não está disponível para todos os usuários.

Alex Himel, vice-presidente de realidade aumentada da empresa, confirmou o lançamento em publicação no Threads. Ele afirmou que uma correção para o problema está começando a ser distribuída e que a câmera vai parar de funcionar caso a luz seja coberta durante uma gravação.

Como funcionava a proteção antes

Antes dessa mudança, os óculos já contavam com um mecanismo lançado em julho que desativa a câmera quando detecta adulteração física no LED, como a remoção da peça. Esse recurso não impedia outro tipo de burla, iniciar a gravação com a luz funcionando normalmente e cobri-la logo depois com o dedo ou outro objeto.

Tutoriais com esse método circulavam em redes sociais e permitiam ocultar o indicador sem violar o hardware do dispositivo. A atualização atual passa a interromper a captura também nesses casos, segundo a empresa.

zuckerberg rayban meta

Meta reforça proteção após casos de adulteração

A Meta afirmou que empresas que ofereciam serviços de remoção física do LED encerraram suas operações depois que a atualização de julho passou a desativar a câmera nesses casos. A companhia citou como exemplo a Ghost Metas, que anunciava remoção da luz em seu site e parou de oferecer o serviço em decorrência da decisão da Meta, segundo reportagem do USA Today publicada em 21 de agosto.

A porta-voz Dina El-Kassaby disse ao jornal americano que a Meta também envia notificações de cessar e desistir a pessoas que alteram o LED e remove anúncios e publicações que promovem esse tipo de serviço. Para ela, a interrupção desses prestadores demonstra que as medidas da empresa têm funcionado.

Óculos da Meta estão sob pressão por questões de privacidade

A atualização chega em meio a um debate crescente sobre os riscos de gravações não consentidas feitas com os óculos.

No Brasil, o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) e a organização Coding Rights protocolaram nesta semana uma representação contra o produto na Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), na Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e no Ministério Público Federal (MPF). As entidades pedem que os órgãos investiguem se a comercialização do dispositivo respeita a Lei Geral de Proteção de Dados e o Código de Defesa do Consumidor.

Um dos pontos citados pelas entidades é a dificuldade de terceiros perceberem quando estão sendo filmados, já que o LED é pequeno e pode passar despercebido.

Nos Estados Unidos, o uso dos óculos para gravar pessoas sem consentimento em vídeos de pegadinhas levou o Instagram a banir contas ligadas a esse tipo de conteúdo, o que mantém o debate sobre os limites de privacidade em dispositivos vestíveis com câmera embutida.

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Esqueceu o PC ligado? Windows 11 poderá ser desligado de longe com celular Android

27 de Agosto de 2026, 18:00

O Windows Latest identificou, dentro do código do aplicativo "Link to Windows para Android", evidências de que a Microsoft está desenvolvendo controles remotos de energia para o PC. As novas funções permitiriam desligar, reiniciar ou colocar o computador em modo de espera diretamente pelo celular.

O recurso ainda não foi confirmado pela Microsoft e não está ativo para nenhum usuário. As strings foram encontradas em uma versão do aplicativo datada de 25 de agosto, com a flag "isRemotePcControlsV2Enabled" configurada como falsa, o que indica que a função existe no código, mas segue desligada.

Como o recurso deve funcionar

O Link to Windows já permite bloquear remotamente um PC pelo celular, função lançada no fim do ano passado. Os novos controles ampliariam essa lista com opções de reiniciar, desligar e colocar o computador para dormir.

Duas variações adicionais também apareceram no código, batizadas de "atualizar e reiniciar" e "atualizar e desligar". Elas sugerem que a Microsoft pretende integrar o Windows Update aos comandos remotos, permitindo instalar atualizações pendentes antes de reiniciar ou desligar a máquina pelo celular.

O modo de espera funcionaria de forma diferente dos outros comandos. Uma mensagem encontrada pelo Windows Latest avisa que, após o PC entrar em repouso, ele se desconecta do celular e só pode ser reativado fisicamente, já que a conexão de rede é interrompida nesse estado.

Alertas de confirmação também aparecem quando o usuário tenta reiniciar ou desligar o computador em meio a uma atualização em andamento, com aviso de que dados não salvos em aplicativos abertos podem ser perdidos.

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O que ainda não está confirmado

Como a função segue desativada no aplicativo, não há capturas de tela do recurso em funcionamento nem previsão de lançamento. A Microsoft não se manifestou sobre a descoberta até o momento.

O avanço faz parte de um movimento mais amplo da empresa para aprofundar a integração entre smartphones e PCs com Windows 11. Nos últimos meses, a companhia adicionou uma seção com informações do celular ao menu Iniciar e testa novos atalhos para acesso rápido ao telefone.

Quais aparelhos devem ser compatíveis

Os controles remotos fazem parte do par formado pelo Phone Link, aplicativo nativo do Windows 11, e pelo Link to Windows, disponível para smartphones Android. A funcionalidade de bloqueio remoto já existente hoje segue essa mesma combinação, o que indica que o novo recurso deve manter a exigência de um PC com Windows 11 conectado a um celular Android.

Não há, até o momento, indício de que a função chegue a iPhones, já que a versão do Phone Link para iOS opera com recursos mais limitados de integração com o computador.

Lembra do Windows Phone? Confira 6 recursos dele que poderiam ser usados até hoje.

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Alibaba abre 2 data centers no Brasil para desafiar Microsoft, Google e AWS em IA

27 de Agosto de 2026, 17:00

A Alibaba Cloud lançou nesta quinta-feira (27) sua primeira região de nuvem no Brasil, com dois novos data centers dedicados a empresas, startups, desenvolvedores e instituições públicas. É a primeira operação da divisão de computação em nuvem da Alibaba na América do Sul.

O movimento integra um compromisso global de US$ 53 bilhões (cerca de R$ 273 bilhões, na cotação atual) do Alibaba Group para investimentos em infraestrutura de inteligência artificial. A companhia não detalhou quanto será destinado especificamente às unidades brasileiras.

Com a nova estrutura, a Alibaba Cloud passa a operar 106 zonas de disponibilidade em 31 regiões ao redor do mundo. A empresa já havia inaugurado uma região no México em fevereiro de 2025, primeiro passo da expansão latino-americana.

Portfólio de nuvem com prioridade para IA agêntica

Os data centers brasileiros oferecerão o portfólio completo de produtos da Alibaba Cloud, incluindo computação, armazenamento, contêineres, redes, segurança e bancos de dados. A empresa destaca baixa latência e adequação às regras locais de cibersegurança e proteção de dados entre os atributos da nova região.

A companhia também planeja trazer ao Brasil serviços de IA agêntica voltados a empresas, cobrindo desde o desenvolvimento até a operação e a segurança de agentes de IA. Fazem parte do pacote o ACS Agent Sandbox, para execução de agentes em ambientes isolados, o DAS Agent, para manutenção de bancos de dados, e o DataWorks Data Agent, que promete automatizar pipelines de dados por linguagem natural. Ferramentas como o AI Security Guardrails 2.0 completam a oferta voltada à segurança dessas operações.

Allen Guo, gerente-geral da região da América Latina e vice-presidente de Negócios Internacionais da Alibaba Cloud Intelligence, descreveu o Brasil como um mercado central para a expansão da empresa na região.

alibaba prédio

Parcerias locais

A Alibaba Cloud fechou acordos com duas empresas brasileiras para acelerar a adoção de seus serviços. A Insi vai utilizar o portfólio de nuvem e IA da companhia para atender grandes e médias empresas, segundo Roberto Certo, Chief Revenue Officer da provedora.

Já a 4Linux, especializada em software de código aberto, vai combinar os modelos da família Qwen com sua experiência local em implantação e treinamento. O cofundador da empresa, Marcelo Marques, afirmou que a nova região oferece uma base para escalar soluções de IA no país.

Disputa por espaço no mercado global de nuvem

A expansão brasileira acompanha uma sequência de lançamentos de modelos abertos da família Qwen. O mais recente, o Qwen3.8-Flash, é um modelo multimodal com 125 bilhões de parâmetros totais e 6 bilhões ativados por token. A empresa também abriu os pesos do Qwen3.8-2.4T-A95B, seu modelo mais robusto até hoje, com 2,4 trilhões de parâmetros totais e janela de contexto de até 1 milhão de tokens, hoje na terceira posição do ranking CodeArena.

No mercado chinês de infraestrutura computacional como serviço, a Alibaba Cloud detém mais de 30% de participação, à frente de concorrentes como Huawei e Tencent, segundo a consultoria Omdia. Fora da China, a disputa muda de adversários: o avanço para México, França, Japão, Coreia do Sul, Malásia e agora Brasil coloca a empresa em confronto direto com AWS, Google Cloud e Microsoft Azure em mercados emergentes.

A Alibaba Cloud ainda não informou quando pretende iniciar a operação dos serviços de IA agêntica especificamente no Brasil. O anúncio confirma a instalação dos dois data centers, mas não estabelece um cronograma para essa etapa seguinte.

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Netflix não aguenta evento de GTA 6 e desmaia ao vivo nesta quinta-feira (27)

27 de Agosto de 2026, 16:06

A Netflix apresenta sinais de instabilidade nesta quinta-feira (27), justamente durante a estreia do novo vídeo de gameplay de GTA 6. Usuários relatam dificuldades para acessar o serviço e assistir ao conteúdo.

O Downdetector, plataforma que reúne relatos de problemas em serviços online, registra aumento nas notificações de falhas tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. No Brasil, são quase 1,2 mil reclamações, enquanto nos EUA o serviço acumula mais de 3,2 mil notificações.

A instabilidade acontece pouco depois da estreia de GTA 6: Um Olhar Estendido, apresentação da Rockstar Games que traz uma demonstração mais detalhada da jogabilidade do aguardado game. O conteúdo começou a ser disponibilizado na Netflix às 16h, no horário de Brasília.

downdetector netflix

Netflix pode ter caído por causa do GTA 6?

Ainda não há confirmação de que a instabilidade tenha relação direta com a estreia de GTA 6. No entanto, o momento chama atenção porque a Netflix recebeu a exclusividade inicial para exibir o novo material do jogo.

A apresentação tem 26 minutos e mostra oficialmente a jogabilidade de GTA 6. A expectativa em torno do conteúdo é especialmente alta após meses de espera e uma série de vazamentos de supostos trechos do jogo, que circularam nas redes sociais nas últimas semanas.

A estratégia da Rockstar também contribui para concentrar o público na Netflix: o vídeo chega primeiro ao streaming e só será disponibilizado nos canais oficiais da empresa no YouTube posteriormente. A versão do YouTube está prevista para as 22h, seis horas depois da estreia na Netflix.

Até o momento, Netflix e Rockstar não confirmaram que uma eventual instabilidade tenha sido provocada pelo volume de acessos ao conteúdo de GTA 6.

Relatos nas redes sociais

Pelo X, antigo Twitter, milhares de pessoas compartilharam que estão sem acesso à Netflix, com a plataforma apresentando a mensagem de que "algo deu errado". Confira algumas publicações:

Situação normalizada

Após o caos inicial nos primeiros minutos pós-lançamento, o número de notificações no Downdetector já se aproximava do normal. Às 16h20, eram pouco mais de 400 avisos de instabilidade.

Em nota enviada ao Canaltech, a Netflix afirmou que "alguns assinantes tiveram uma breve instabilidade no acesso à Netflix, mas o serviço foi rapidamente restabelecido".

Confira  mais informações de GTA 6 no Canaltech.

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Trump libera empresas privadas para "ataque hacker" contra crime internacional

13 de Agosto de 2026, 18:00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (12) um memorando de segurança nacional que autoriza empresas privadas americanas a participar de operações cibernéticas contra organizações criminosas transnacionais baseadas fora do país. A informação foi confirmada pela Casa Branca e pela Reuters.

A medida pode alcançar grupos brasileiros. Segundo o g1, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estão entre as organizações que, em tese, podem ser alvo do novo programa, já que os Estados Unidos classificam ambos como organizações criminosas transnacionais e, desde junho, como organizações terroristas estrangeiras. O texto do memorando, porém, não cita os dois grupos brasileiros nominalmente.

Para que PCC e CV entrem no escopo das operações, também precisam se enquadrar na definição de organizações envolvidas em crimes cibernéticos, conforme aponta o g1.

Como vai funcionar o programa

O memorando cria um programa sob responsabilidade do Centro Nacional de Coordenação (NCC), ligado à Força-Tarefa de Segurança Interna, com supervisão conjunta dos departamentos de Justiça e de Segurança Interna dos Estados Unidos, de acordo com a Casa Branca. Empresas selecionadas passarão por um processo de avaliação e assinarão contratos com o governo americano antes de atuar.

Duas modalidades de ação estão previstas. As operações de vigilância cibernética permitem acessar sistemas sem autorização para coletar informações e inteligência sobre os grupos criminosos. Já as operações de efeitos cibernéticos abrangem a manipulação, interrupção, degradação ou destruição de sistemas, redes e infraestruturas digitais usadas pelas organizações, segundo consta no texto obtido pela Reuters.

As empresas participantes precisarão manter uma garantia financeira de pelo menos US$ 1 milhão, valor que pode ser confiscado em caso de descumprimento das regras do contrato, informa a Reuters.

As autoridades terão até 60 dias para definir critérios como experiência técnica, histórico em operações cibernéticas e segurança das instalações envolvidas.

donald trump

Limites e regras de segurança

O memorando estabelece restrições para evitar escaladas. Empresas privadas não podem receber autorização para ações com risco de causar mortes ou ferimentos graves, nem para operações que possam ser interpretadas como uso da força ou ataque armado pelas regras do direito internacional.

Caso uma operação atinja de forma não intencional cidadãos americanos ou sistemas localizados nos Estados Unidos, ela deve ser interrompida e o governo precisa ser avisado imediatamente.

A Casa Branca justifica a medida citando o avanço de golpes financeiros, ataques de ransomware e esquemas de sextorsão coordenados por grupos criminosos baseados fora do país. Segundo o fact sheet divulgado pelo governo americano, os consumidores dos Estados Unidos reportaram perdas superiores a US$ 20,8 bilhões com crimes cibernéticos em 2025, e 73% dos adultos americanos já enfrentaram algum tipo de golpe ou ataque online.

Mudança de estratégia dos Estados Unidos

O jornal The Wall Street Journal observa que o governo americano vinha reservando um papel defensivo ao setor privado em questões de cibersegurança, geralmente como vítima de ataques. A publicação lembra que, desde novembro do ano passado, a Casa Branca já sinalizava uma mudança na estratégia nacional de cibersegurança, deslocando o foco de defesas online para uma postura mais ativa contra hackers de Estados-nação.

O memorando assinado nesta semana integra uma sequência de ações do governo Trump voltadas ao combate ao cibercrime, que inclui ordens executivas anteriores sobre proteção de infraestrutura crítica e uma lei de 2025 direcionada a golpes envolvendo imagens íntimas e deepfakes.

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Xiaomi revela primeiros celulares a receber HyperOS 4; o seu está na lista?

13 de Agosto de 2026, 17:00

A Xiaomi confirmou o início do programa beta do HyperOS 4, sua nova camada de personalização baseada no Android 17, e já divulgou a lista dos primeiros aparelhos que vão testar o sistema. A liberação começa em nesta sexta-feira (14), mas, por enquanto, fica restrita à China.

O lançamento será feito em três levas, com um total de 26 dispositivos contemplados até setembro. A primeira leva concentra os modelos mais recentes da marca, incluindo a linha Xiaomi 17 e os tablets Pad 8.

O que muda com o HyperOS 4

O novo sistema promete ganhos de desempenho em relação à versão anterior. Segundo a Xiaomi, o tempo de resposta pode melhorar em até 17,5%, enquanto a estabilidade dos aplicativos deve aumentar 28,9%. A empresa também menciona avanços no gerenciamento de memória, embora o resultado prático varie conforme o aparelho.

A inteligência artificial ocupa espaço central na atualização. O HyperOS 4 traz uma nova função de interação por IA e passa a integrar o modelo próprio da Xiaomi, o MiMo, que deve ajudar o sistema a lidar com tarefas mais complexas entre diferentes aplicativos. A interface também recebe mudanças visuais, com semelhanças ao design do iOS 26, e as animações aparecem mais fluidas do que as da versão anterior.

Xiaomi ainda não anunciou uma data para o beta global. A expectativa é que o teste internacional comece depois que o programa avançar na China, mas a empresa não deu prazos oficiais até o momento.

Quando cada aparelho recebe o beta

A primeira leva chega em 14 de agosto e reúne os smartphones mais recentes do catálogo. A segunda leva está marcada para 27 de agosto e amplia a lista para a linha Xiaomi 15 e outros modelos. A terceira e última etapa dessa fase inicial acontece em 17 de setembro, quando aparelhos das séries Redmi K80 e K100 entram no teste.

14 de agosto

  • Xiaomi 17
  • Xiaomi 17 Pro
  • Xiaomi 17 Pro Max
  • Xiaomi 17 Ultra
  • Redmi K90 Pro Max
  • Redmi K90
  • Xiaomi Pad 8
  • Xiaomi Pad 8 Pro

27 de agosto

  • Xiaomi 17T
  • Xiaomi 17T Pro
  • Xiaomi 17 Max
  • Xiaomi 15
  • Xiaomi 15 Pro
  • Xiaomi 15S Pro
  • Xiaomi 15 Ultra
  • Redmi K90 Max
  • Redmi K90 Ultra
  • Redmi K Pad 2

17 de setembro

  • Xiaomi Mix Flip 2
  • Redmi K80
  • Redmi K80 Pro
  • Redmi K80 Ultra
  • Redmi K100 Pro Max
  • Redmi K100 Pro
  • Xiaomi Pad 7S Pro 12.5
  • Xiaomi Pad 7 Ultra

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ASUS lança notebook com duas telas e melhor chip da Intel

13 de Agosto de 2026, 16:02

A ASUS lançou nesta quarta-feira (12) o Zenbook Duo no Brasil, notebook com duas telas OLED de 14 polegadas e teclado destacável. O modelo chega ao país com o processador Intel Core Ultra X9, primeira máquina brasileira com o chip.

O lançamento acontece pouco depois de a ASUS assumir a liderança de mercado de notebooks no Brasil, segundo dados da consultoria GfK citados pela empresa. O Zenbook Duo é o sucessor direto do ASUS Taichi, lançado em 2012 e apontado pela marca como o primeiro notebook de duas telas do mundo.

O Canaltech acompanhou o evento de lançamento em São Paulo (SP), onde executivos da ASUS detalharam as tecnologias por trás do produto e reforçaram o peso do design na proposta da linha.

Design em Ceraluminum

O chassi é feito em Ceraluminum, material que combina cerâmica e alumínio por um processo de fusão elétrica. Segundo Murilo Tunholi, Technical PR da ASUS, o revestimento deixa o notebook mais leve e mais resistente a arranhões do que o alumínio tradicional, além de manter a aparência com o uso.

A superfície recebeu tratamento hidrofóbico e oleofóbico, o que facilita a limpeza de marcas de dedo. As cores da linha remetem a elementos da natureza, e o tom do Zenbook Duo se inspira nas pedras da costa da Irlanda.

O peso total do conjunto é de 1,65 kg, sendo 1,35 kg do notebook e 300 g do teclado destacável. Em comparação com a geração 2024, o vão entre as duas telas foi reduzido em 70%, e a dobradiça ficou menor.

Manuel Castro, diretor comercial da ASUS Brasil, também destacou o peso como diferencial da linha em entrevista ao Canaltech. "Eu acho que o peso dele é um diferencial muito grande, você tem essa mobilidade para levar para onde você quiser", afirmou o executivo.

ASUS Zenbook Duo

Cinco modos de uso

O Zenbook Duo funciona em cinco configurações. No modo notebook, o teclado fica encaixado sobre a tela inferior, reproduzindo o uso tradicional. No modo tela dupla, o teclado pode ser removido e apoiado à frente das telas, liberando espaço para multitarefas.

O modo desktop organiza as duas telas na vertical lado a lado, alcançando quase 20 polegadas de área somada, voltado a quem programa ou trabalha com múltiplos documentos. Já o modo compartilhado deixa o notebook plano sobre a mesa, com as telas abertas em 180 graus, para apresentar conteúdo a outra pessoa sem depender de monitor externo.

Segundo Tunholi, uma pesquisa global feita pela ASUS com usuários da marca apontou portabilidade, desempenho, bateria e durabilidade como as prioridades mais citadas para um notebook de duas telas. O levantamento também mostrou que 91% dos entrevistados usam uma segunda tela ao menos uma vez por semana, e 64% recorrem a monitores externos fixos no dia a dia.

Para controlar a interação entre as telas, a ASUS desenvolveu o aplicativo Screen Expert, que permite ajustar brilho, mover janelas entre as telas e abrir um teclado ou touchpad virtual por gestos.

Especificações completas

O processador Intel Core Ultra X9, da Série 3, tem 16 núcleos e vem acompanhado dos gráficos integrados Intel Arc B390. A plataforma completa alcança até 180 TOPS em tarefas de inteligência artificial. Testes internos da ASUS apontam ganhos de até 26% em multitarefas, 112% em desempenho gráfico para jogos e 203% em processamento de IA frente à geração anterior do notebook.

O resfriamento usa duas ventoinhas com 97 pás cada, o que permite um TDP de até 45 W, acima da média de notebooks de produtividade, que costuma ficar entre 25 W e 30 W.

As duas telas são do tipo ASUS Lumina Pro OLED, com 14 polegadas, resolução 2.8K, revestimento antirreflexo e taxa de atualização variável de até 144 Hz. O brilho chega a 1.000 nits, o dobro do registrado na geração anterior do Zenbook Duo. O áudio conta com seis alto-falantes, dois tweeters frontais e quatro woofers, com volume 125% maior do que o modelo antecessor.

A bateria é dividida em duas unidades de 49,5 Wh cada, somando 99 Wh de capacidade total. E o número não é aleatório. Segundo Tunholi, agências de aviação civil limitam em 100 Wh a capacidade de baterias que podem embarcar em aviões sem autorização especial, e o limite absoluto para qualquer equipamento é de 160 Wh.

Com essa capacidade, o notebook promete até 32 horas de reprodução de vídeo offline usando uma única tela, ou 18 horas de uso contínuo com as duas telas ligadas. O carregamento rápido leva a bateria a 60% em 49 minutos, por USB tipo C.

Em conectividade, o Zenbook Duo tem portas Thunderbolt 4, USB tipo C, USB tipo A, entrada HDMI e conector de áudio. O touchpad suporta os gestos inteligentes já usados em outras linhas da ASUS, como o VivoBook.

Evento ASUS Zenbook Duo

Chegada ao Brasil e preço

O Zenbook Duo já havia sido apresentado em outros mercados antes de chegar ao Brasil, mas a ASUS nega qualquer atraso ligado à crise global de componentes que afeta memória RAM e SSDs. Manuel Castro afirmou ao Canaltech que o momento do lançamento foi definido pela companhia, e não por dificuldades de fornecimento.

"Nós não atrasamos, nós trouxemos no momento certo, que foi agora. O custo não impactou a gente disponibilizar esse produto para o mercado brasileiro", disse Castro.

O executivo reconheceu que um cenário de custos mais baixos poderia resultar em um preço menor, mas classificou o valor cobrado como justo para as especificações entregues.

O Zenbook Duo custa R$ 29.999, valor R$ 7.000 mais alto do que o Zenbook A16, outro notebook topo de linha lançado pela ASUS no Brasil em julho, equipado com o processador Qualcomm X2 Elite Extreme e vendido por R$ 22.999. A diferença acompanha a proposta distinta dos dois modelos, já que o A16 aposta em uma única tela de alto desempenho, enquanto o Duo soma o custo de duas telas OLED e do sistema de dupla bateria.

Sobre a possibilidade de versões mais baratas com duas telas no futuro, Castro afirmou que a ASUS não tem planos imediatos.

"A partir do momento que tem escala, você consegue trazer o produto para um patamar de preço mais acessível. Nesse momento, não", disse o executivo, citando o cenário global de custos elevados para componentes ligados à produção de IA.

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Instagram muda logotipo pela primeira vez em 10 anos; veja como ficou

13 de Agosto de 2026, 15:34

O Instagram apresentou nesta quinta-feira (13) uma nova wordmark, o logotipo escrito que aparece no topo do aplicativo. É a primeira mudança nesse elemento desde 2016, segundo Adam Mosseri, chefe da rede social, que anunciou a atualização em publicação no próprio Instagram e também no Threads.

O ícone do aplicativo, o quadrado com gradiente colorido que representa uma câmera, permanece igual. A mudança está restrita ao nome escrito, que passa a usar uma tipografia com curvas cursivas nas letras "s", "r" e "g", em contraste com o traçado mais reto da versão anterior.

Mosseri afirmou que a wordmark não era atualizada havia dez anos e que o novo desenho é "mais limpo e moderno", com referências ao logotipo original e à simplicidade que sempre marcou a marca. A TechCrunch classificou a descrição do executivo como "mais afiada e moderna".

Usuários notaram rapidamente que o novo "r" pode ser confundido com um "z" ou um "u", e que o "s" lembra um "a". A combinação gerou piadas nas redes sociais, com internautas lendo a palavra como "Instagzam" ou "Instagwam". O consultor de mídias sociais Matt Navarra chamou o resultado de fresco e fiel ao original, apesar das brincadeiras.

Parte da reação também cobrou o Instagram por prioridades. A conta "Resiliência Humana", com 12,9 milhões de seguidores, questionou Mosseri sobre a falta de suporte a criadores que perdem contas sem explicação, enquanto a plataforma investe em identidade visual.

Veja como ficou a nova logo:

Instagram new logo

Quarta mudança de logotipo em 16 anos

A atualização desta quinta-feira é a quarta alteração relevante na identidade visual do Instagram desde o lançamento do aplicativo, em outubro de 2010. A primeira versão, criada pelo fotógrafo Cole Rise, trazia uma câmera retrô inspirada em modelos Bell & Howell dos anos 1950, com textura de couro e uma faixa colorida no visor.

Em 2016, a equipe interna liderada por Ian Spalter substituiu a câmera realista por um glifo plano com gradiente de cores, o desenho que ainda hoje ocupa a tela inicial dos smartphones. Em 2022, a artista Rose Pilkington assinou um novo refinamento do gradiente, mais saturado e produzido com modelagem 3D, período em que o Instagram também introduziu a fonte própria Instagram Sans.

A wordmark lançada agora não altera o ícone consolidado em 2022 nem retoma o glifo de câmera usado até 2016. A Meta não confirmou se uma atualização do ícone está prevista.

Contexto do momento

A mudança tipográfica chega em um período de atenção regulatória sobre o Instagram. A plataforma enfrenta questionamentos na Europa sobre design considerado viciante e responde a processos nos Estados Unidos relacionados aos efeitos do aplicativo sobre usuários jovens, incluindo um julgamento em curso no Tennessee.

A companhia também recuou recentemente de uma função de geração de imagens por inteligência artificial após críticas relacionadas a privacidade. Nenhum desses episódios tem relação direta com a troca da wordmark, mas explica parte do ceticismo com que a novidade foi recebida nas redes.

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