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Busca por CNH triplica e tempo para obter a habilitação cai em 30%, diz governo

11 de Setembro de 2026, 13:44

O tempo necessário para concluir o processo de obtenção da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) caiu 30% entre janeiro e agosto deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. Segundo dados divulgados pelo Ministério dos Transportes, o prazo passou de 210 para 147 dias — uma redução de 63 dias. É o menor prazo registrado na série desde 2009 e, segundo o governo, o conjunto de resultados é o melhor desde a instituição do Código de Trânsito Brasileiro, em 1997. O GLOBO ELEIÇÕES: Participe da comunidade e saiba tudo sobre as campanhas, debates e sabatinas A queda ocorreu ao mesmo tempo em que a procura pela primeira habilitação triplicou. Nos oito primeiros meses de 2026, foram registrados 7,3 milhões de requerimentos para abertura do processo, contra 2,3 milhões no mesmo período do ano passado, um crescimento de 216%. O número de primeiras habilitações emitidas, no entanto, avançou em ritmo menor: foram 2.003.112 neste ano, contra 1.710.473 em 2025, alta de 17,1%. Os dados fazem parte do balanço do programa CNH do Brasil, lançado em dezembro de 2025 com mudanças no processo de formação de condutores. Entre as medidas estão a oferta gratuita do curso teórico em formato digital, a redução da carga mínima de aulas práticas de 20 para duas horas e a possibilidade de contratação de instrutores autônomos credenciados pelos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans). A digitalização também ampliou o acesso ao conteúdo teórico. Entre janeiro e agosto, foram realizados 4,4 milhões de cursos teóricos, contra 1,98 milhão no mesmo período de 2025, crescimento de 121,4%. O Ministério dos Transportes atribui parte da redução no tempo do processo à simplificação das etapas e à possibilidade de o candidato organizar a própria formação. A distribuição dos prazos também mudou. No ano passado, cerca de 60% dos processos levavam mais de seis meses para serem concluídos. Em 2026, essa parcela caiu para 41%. O levantamento considera processos com duração de até 730 dias e exclui o período da pandemia, considerado excepcional. A redução do tempo de espera para conclusão do processo de obtenção da primeira CNH ocorreu em todas as 27 unidades da Federação. Regionalmente, a maior queda foi registrada no Sul, de 42,4%, seguido por Norte (-40,5%), Nordeste (-34,6%), Centro-Oeste (-29,3%) e Sudeste (-20,5%). Mais de R$ 9 bilhões em impacto econômico Além de acelerar o processo, as mudanças implementadas pelo governo são estimadas pelo Ministério dos Transportes em R$ 9,64 bilhões de impacto econômico para os cidadãos nos primeiros oito meses de 2026. O cálculo reúne economias diretas e estimativas relacionadas às diferentes etapas da habilitação e da renovação da carteira. Qual é o seu perfil ideológico? Teste do GLOBO revela sua posição político-ideológica Com qual candidato a presidente você mais se identifica? Responda às perguntas e descubra qual candidato tem a visão mais parecida com a sua A maior parcela, de R$ 4,57 bilhões, corresponde à economia estimada com a formação prática. Outros R$ 2,94 bilhões são atribuídos ao curso teórico gratuito. A renovação automática para bons condutores representa R$ 1,44 bilhão, enquanto os exames médico e psicológico respondem por uma economia estimada em R$ 414,6 milhões. Os deslocamentos evitados foram calculados em R$ 278,7 milhões. O Ministério afirma que 1,73 milhão de renovações automáticas foram realizadas para motoristas considerados bons condutores. Instrutores autônomos ainda são minoria A possibilidade de fazer aulas práticas com instrutores autônomos também foi incorporada ao novo modelo, mas as autoescolas continuam a ser as mais procuradas. Dos 4,18 milhões de cursos práticos realizados entre janeiro e agosto de 2026, 552.994 foram conduzidos por instrutores que atuam de forma autônoma, o equivalente a 13,2%. As autoescolas responderam por 86,8%. A participação dos profissionais autônomos foi maior no Norte, onde representou 30,7% dos cursos, e no Nordeste, com 27,4%. No Sudeste, a fatia foi de 5,4%, e no Sul, de 3,3%. O número total de cursos práticos cresceu 34,7% em relação aos primeiros oito meses de 2025, quando foram registrados 3,1 milhões. Crise no STF: Haddad defende tirar 'laranjas podres' do STF para fortalecer a instituição Eleições 2026: Caiado é diagnosticado com pneumonia e segue internado em São Paulo As mudanças também alteraram o cenário das autoescolas. Entre janeiro e agosto, 478 estabelecimentos encerraram as atividades, contra 266 no mesmo período de 2025. Ao mesmo tempo, o número de novas aberturas caiu de 402 para 166. Segundo o Ministério dos Transportes, os dados indicam uma reorganização do mercado, e não uma crise ou uma onda de falências. A pasta afirma que nenhuma das baixas analisadas ocorreu por decretação de falência e que 99,6% dos encerramentos foram voluntários. O que mudou para tirar a CNH Com as novas regras, o candidato deixou de ser obrigado a cumprir a formação tradicional integralmente em uma autoescola. O conteúdo teórico pode ser estudado gratuitamente e on-line pelo aplicativo CNH do Brasil, sem uma carga horária mínima obrigatória. Na formação prática, a exigência mínima caiu de 20 horas-aula para duas horas. O candidato pode escolher entre uma autoescola e um instrutor autônomo credenciado pelo Detran. Também passou a ser possível utilizar veículo próprio, desde que ele cumpra as exigências previstas na legislação de trânsito. As mudanças não eliminaram, porém, as etapas de avaliação. O candidato continua obrigado a realizar o registro biométrico, os exames médico e psicológico e as provas teórica e prática. O processo também deixou de ter o prazo de um ano para ser concluído. Em caso de reprovação na prova prática, o candidato tem direito a uma segunda tentativa gratuita. Segundo o Ministério dos Transportes, o objetivo do programa é ampliar progressivamente o acesso à habilitação. A pasta estima que cerca de 20 milhões de brasileiros dirigem atualmente sem CNH. Initial plugin text

Adolescente de 13 anos é libertada após passar três dias em cárcere privado e pedir ajuda no Rio

11 de Setembro de 2026, 13:43

Uma adolescente de 13 anos foi mantida em cárcere privado durante três dias em um apartamento na Praça Seca, na Zona Sudoeste do Rio, e relatou ter sofrido violência sexual durante o período. Um homem de 54 anos foi preso em flagrante pelos crimes de estupro e cárcere privado. Vídeo flagra assalto à mão armada no Méier, onde roubos e furtos lideram preocupação dos moradores; especialistas apontam soluções Combate ao crime: Méier e Madureira terão mais supercâmeras inteligentes em expansão da segurança no Rio Segundo a Polícia Civil, a adolescente conseguiu pedir socorro quando o suspeito, identificado como Luciano Batalha de Oliveira, dormiu. Ela avisou moradores do condomínio, que acionaram a polícia. Segundo o G1, a jovem foi encontrada muito nervosa e chorando. Ela foi levada para uma unidade de saúde, onde recebeu atendimento e foi medicada. Depois, foi encaminhada ao Instituto Médico-Legal (IML) para a realização de exames. Adolescente teria ido ao apartamento com amigo Ao G1, o delegado Geovan Omena informou que a adolescente contou aos investigadores que foi ao apartamento acompanhada de um amigo, também adolescente. Segundo o relato, o rapaz teria ido ao local para fazer um programa sexual com o homem. O amigo foi liberado, mas a adolescente permaneceu no imóvel. Segundo a Polícia Civil, ela ficou impedida de sair durante três dias e sofreu violência sexual nesse período. A polícia investiga agora as circunstâncias do encontro e a possibilidade de o suspeito ter envolvimento com outras vítimas. Polícia apura possível rede de exploração sexual A Polícia Civil vai pedir à Justiça a quebra do sigilo telefônico de Luciano Batalha de Oliveira. A intenção é analisar os arquivos e contatos do aparelho e verificar se há indícios de outros crimes ou de outras pessoas envolvidas. O delegado Geovan Omena afirmou que a investigação pode revelar uma possível rede de exploração sexual de crianças e adolescentes. — No momento em que os arquivos forem abertos, nós temos certeza de que vamos estar adiante de uma grande rede de exploração sexual de criança e adolescente — afirmou o delegado. Segundo a Polícia Civil, o homem tem pelo menos 12 registros criminais, por ocorrências como lesão corporal, ameaça, violência doméstica e desacato. Initial plugin text

Dos gibis ao Braille: bibliotecas do Centro Cultural São Paulo reúnem 140 mil em acervos históricos

11 de Setembro de 2026, 13:41

Na contramão de uma rotina cada vez mais digital, o circuito de leitura do Centro Cultural São Paulo (CCSP), equipamento mantido pela Prefeitura de São Paulo, se consolida como um refúgio de cultura, conhecimento e encontros no coração da cidade. Com acesso gratuito e somando mais de 140 mil obras em seus acervos, essa rota literária inclui a Gibiteca Henfil e as bibliotecas Louis Braille e Sérgio Milliet. Para quem acredita que as pessoas estão perdendo o hábito de ler, inclusive livros físicos, os números de pesquisas provam o contrário. O consumo de livros impressos e digitais avançou no Brasil e alcançou 18% da população com 18 anos ou mais, de acordo com o recente Panorama do Consumo de Livros (CBL/Nielsen BookData). Enquanto isso, são esperados mais de 700 mil visitantes-leitores na Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026. Isso só para citar alguns exemplos. Com isso, o circuito do CCSP reforça sua importância não só para o público adulto, como também para crianças e adolescentes. É um conjunto histórico que passou a ser estruturado após a fundação do próprio CCSP, inaugurado em 1982. A aventura pelas páginas dos livros pode começar por sua principal unidade, a Biblioteca Sérgio Milliet, que presta homenagem ao renomado escritor, crítico de arte, sociólogo, professor, tradutor e pintor paulistano (1898-1966), considerado um dos nomes importantes da primeira fase do Modernismo no Brasil. Com 112,5 mil exemplares, a Sérgio Milliet detém o segundo maior acervo em bibliotecas municipais, atrás apenas da Biblioteca Mário de Andrade. Trata-se de um arquivo multidisciplinar, com foco em Literatura, Ciências Sociais, Artes, Ciências Exatas, Jornalismo e Informática, entre outras áreas do conhecimento. – É um público muito variado. Há muitos estudantes, concurseiros e outros leitores. Há muitas pessoas que ainda retiram livros para empréstimo –, observa o bibliotecário Gabriel Leite Macedo. No maravilhoso mundo das HQs Consideradas portas de entrada para a leitura, as histórias em quadrinhos têm seu próprio espaço de pesquisa, preservação e difusão na Gibiteca Henfil, cujo nome presta tributo a outra personalidade brasileira, o cartunista e chargista Henfil (1944-1988). É um local de referência no tema – criado em 1991 na Biblioteca Infantojuvenil Viriato Corrêa e, em 1999, transferido para o CCSP –, que concentra um catálogo com mais de 24 mil títulos, incluindo gêneros como aventura, ação, ficção científica e mangás. Destaque especial para seu acervo histórico, com publicações do jornal O Pasquim e uma primeira edição da revista A Turma da Mônica, autografada pelo cartunista Mauricio de Sousa, o “pai” da turma. Até o final do ano, a Gibiteca sedia, ainda, a Estação Nerd, uma parceria da prefeitura com a Editora Devir, com uma programação gratuita aos sábados, a partir das 14 horas, com jogos de tabuleiro, aulas sobre quadrinhos, mangás e bate-papos. Acessibilidade e tecnologia A acessibilidade e a inclusão também são focos de atenção desse circuito de leitura, com a Biblioteca Louis Braille, dedicada ao importante educador francês do século 19, idealizador do sistema de escrita e leitura em Braille. Referência na produção e disponibilização de materiais acessíveis, o espaço é especializado no atendimento de pessoas cegas ou com baixa visão. Criada em 1947 como Biblioteca Braille por Dorina de Gouvêa Nowill, respeitada educadora e ativista brasileira, e há 18 anos rebatizada com o atual nome, a Biblioteca Louis Braille concentra milhares de obras em Braille e áudio, incluindo títulos didáticos, técnicos, literários, infantojuvenis e periódicos. Esses materiais também podem ser consultados no próprio local ou emprestados. Para garantir plena autonomia aos visitantes, o espaço dispõe de 15 equipamentos de tecnologia assistiva de ponta. O acervo tecnológico conta com quatro óculos inteligentes OrCam MyEye – capazes de escanear textos e reconhecer rostos –, duas lupas eletrônicas, dois computadores equipados com o leitor de tela NVDA (que narra o conteúdo visual para os usuários), scanner digitalizador, linhas Braille, impressora adaptada e quatro máquinas de datilografia tátil. A biblioteca acessível também oferece o Curso de Leitura e Escrita Braille, ministrado gratuitamente pela professora Maria Elisa Poli, com direito a certificado. Publicaç ficam disponíveis para consulta do público Divulgação Serviço: Local: Centro Cultural São Paulo (CCSP) – Rua Vergueiro, 1.000, Paraíso (ao lado da estação Vergueiro do Metrô – Linha 1- Azul). Gibiteca Henfil: De terça a sexta-feira, das 10h às 20h; sábados e domingos, das 10h às 18h. Biblioteca Louis Braille: De terça a sexta-feira, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 18h. Biblioteca Sérgio Milliet: De terça a sexta-feira, das 10h às 20h; sábados e domingos, das 10h às 18h. Entrada: Permitida até 30 minutos antes do fechamento de cada biblioteca. Acesso e empréstimos: Gratuitos (empréstimos mediante apresentação de documento com foto e comprovante de residência).

Vorcaro usava login de servidores do MPF para acessar processos sigilosos, aponta PF

11 de Setembro de 2026, 13:39

A análise das conversas entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, mostra o uso recorrente de dados de servidores do Ministério Público Federal (MPF) para acessar processos sigilosos contra desafetos do banqueiro. As informações constam de relatórios da Polícia Federal (PF) encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF), e fazem parte dos processos que tiveram o sigilo levantado nesta quinta-feira (10) após determinação do presidente Edson Fachin. Conforme o GLOBO mostrou, “a turma” de Vorcaro, grupo do qual faziam parte o “Sicário” e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, monitorava e intimidava pessoas que consideravam desafetos — a lista de ameaçados ia de chef de cozinha e barqueiro até gestor de fundo de investimento que denunciou irregularidades do Master. E uma das táticas de monitoramento era o acesso a dados sigilosos de processos judiciais e investigações policiais desses desafetos, o que muitas vezes era feito usando o login de Alina Franco Boueres de Araújo, uma servidora do MPF lotada na procuradoria da República do Maranhão, ou de Daniel Souza Iost, do MPF do Rio Grande do Sul. A PF apontou que é necessário aprofundar as investigações para averiguar se a servidora havia passado seus dados para os aliados de Vorcaro voluntariamente, ou se sua conta profissional havia sido invadida por hackers. O GLOBO procurou o MPF do Maranhão e do Rio Grande do Sul e aguarda posicionamento. Segundo os investigadores, “documentos compartilhados por Mourão foram gerados pela usuária Alina Boueres, sendo relevante observar que há recorrência na utilização de seu usuário para consulta de processos, inclusive sigilosos, no âmbito do Ministério Público Federal”. Com o login dela, foram acessados procedimentos em diversos estados e sobre diversas pessoas, incluindo investigações sobre o próprio Vorcaro, sobre os empresários Nelson Tanure e Maurício Quadrado, e sobre o gestor Vladimir Joelsas Timmerman, fundador da Esh Capital, que fez diversas denúncias públicas contra o banqueiro. O uso do login dessa servidora era recorrente, aponta a PF. Em julho de 2024, por exemplo, surgiram notícias sobre a demissão de dois funcionários da Caixa Econômica Federal após se posicionarem contra a aquisição de R$ 500 milhões em letras financeiras do Master. Vorcaro então acionou "a turma" para tentar remover notícias sobre o tema. O caso, entretanto, acabou virando alvo de uma representação no MPF do Distrito Federal no dia 16 de julho. Apenas dois dias depois, a íntegra desse procedimento foi enviado por Mourão a Vorcaro. "Mais uma vez, o documento encaminhado consiste em extrato processual gerado pela servidora Alina Boueres. Essa informação reforça a necessidade de averiguação, tendo em vista a possível circulação indevida de dados protegidos por sigilo. Assim, impõe-se esclarecer se a consulta foi realizada de forma regular, se o acesso foi ilegalmente obtido mediante invasão (“hackeado”) ou se houve franqueamento direto por parte da própria usuária”, ressalta a PF no relatório. Já o login de Daniel Iost foi usado em julho de 2024, segundo documentos obtidos pelos investigadores, quando Mourão consulta investigações contra Vorcaro. Neste caso, porém, a PF aponta que há indícios de que o servidor tentou ocultar o registro de seu acesso — foram consultados 15 documentos, dos quais 11 eram sigilosos. “Ao analisar o PDF, a equipe de investigação constatou que o servidor tentou ocultar sua identificação, aplicando um hachurado branco sobre o campo onde constavam seu nome e setor, de forma a simular a inexistência dessas informações. Contudo, os dados permaneceram no arquivo, sendo possível recuperá-los simplesmente selecionando, copiando e colando o trecho encoberto. Essa circunstância indica a intenção deliberada do servidor de ocultar sua identidade, possivelmente por ter ciência da irregularidade envolvida no compartilhamento de documento sigiloso”, afirmam os investigadores. A conta de Daniel Iost foi usada também para consultar procedimentos sigilosos a respeito da compra do Master pelo Banco BRB. “Verifica-se um padrão reiterado de obtenção e compartilhamento de documentos relacionados a Daniel Vorcaro, muitos deles de natureza reservada ou sensível, aos quais Mourão, em princípio, não teria acesso regular. A sucessão desses episódios indica possível utilização de meios indevidos para acesso a informações protegidas, com potencial comprometimento da legalidade, da integridade das investigações e do sigilo institucional, circunstâncias que reforçam a necessidade de apuração específica acerca da origem e da forma de obtenção desses documentos”, acrescentam os delegados.

‘Bíceps de IA’ e ‘cabelo de boneca’: Renan Filho e JHC trocam farpas em debate pelo governo de Alagoas

11 de Setembro de 2026, 13:37

O primeiro debate entre Renan Filho (MDB) e João Henrique Caldas, o JHC (PSDB), candidatos ao governo de Alagoas, foi marcado por uma sucessão de acusações, provocações e ataques pessoais, embora os dois tenham mantido a calma na maior parte do confronto. Realizado pela TV Gazeta na noite desta quinta-feira (10), o encontro colocou em lados opostos o ex-governador e ex-ministro dos Transportes do governo Lula e o ex-prefeito de Maceió, que disputam a sucessão estadual em 2026. 'Elo mais fraco': Ex-advogado de Bolsonaro cobra campanha de Flávio sobre apoio a produtora investigada por Dark Horse São Paulo: Haddad defende tirar 'laranjas podres' do STF para fortalecer a instituição A segurança pública foi um dos destaques do confronto. Renan apresentou a proposta de utilizar inteligência artificial no combate ao crime e voltou a criticar JHC por, segundo ele, não apresentar uma resposta concreta para a área. O ex-prefeito defendeu investimentos em inteligência e prometeu ampliar o efetivo das forças de segurança. Foi justamente ao falar sobre redes sociais e segurança que o debate ganhou um dos momentos mais inusitados. Renan chamou JHC de “avatar” e afirmou que o adversário seria um “produto falso”, além de criticar sua presença nas redes. Em outro momento, disse que a criminalidade não se combate com “dancinha de TikTok”. As falas retomaram uma provocação que vinha sendo feita por Renan durante a campanha sobre imagens de JHC que, segundo o emedebista, teriam o bíceps aumentado por inteligência artificial. JHC decidiu responder pelo mesmo caminho. Ao atacar a aparência de Renan, questionou se o cabelo do adversário seria resultado de implante ou inteligência artificial. — E se eu perguntasse: aquele cabelinho de boneca do Renanzinho Calheiros é IA, é implante? Na verdade, ele é careca. É implante, é IA, o que é? — provocou JHC. Goiás: Foco do grupo de Caiado na mulher do ex-governador abre racha entre candidatos aliados ao Senado Guia Eleições 2026: confira o que levar, horário, local e ordem de votação e como justificar o voto Renan devolveu a provocação: — Você pode até ser mais bonitinho do que eu, pode ter o cabelo mais lisinho do que eu, mas não é mais direito, mais sério nem mais trabalhador do que eu. A sua marca é a vaidade extrema: é o gel no cabelo e o bíceps por IA. Os dois chegaram a trocar os nomes pelos quais são conhecidos politicamente. Renan Filho chamou o adversário de “João Caldas”, referência ao nome de seu pai, o ex-deputado federal João Caldas. JHC, por sua vez, utilizou “Renanzinho Calheiros”, em referência ao pai do adversário, o senador Renan Calheiros. O confronto começou em torno da concessão dos serviços de água e esgotamento sanitário. JHC questionou Renan sobre a decisão tomada quando ele era governador e perguntou se o candidato se arrependia de ter “vendido a água dos alagoanos”. Renan rebateu afirmando que houve uma concessão dos serviços e acusou o adversário de fazer demagogia ao atacar uma decisão que envolveu uma outorga bilionária.. Na educação, JHC defendeu a manutenção do Cartão Escola 10, ampliação de programas de qualificação profissional e expansão das creches conhecidas como “Gigantinhos”. Também afirmou que pretende atrair um data center para Alagoas como forma de gerar empregos. Renan apresentou o Cartão Escola 1000 e insistiu na defesa de uma política que combine educação e preparação dos jovens para o mercado de trabalho. A saúde foi outro dos principais campos de batalha. JHC questionou Renan sobre a permanência, em um eventual governo, do atual secretário estadual da área e levantou acusações relacionadas a investigações. Renan respondeu que não teria compromisso com integrantes da atual equipe e afirmou que escolheria pessoalmente os secretários das principais pastas. Na sequência, o emedebista voltou o ataque para a administração de Maceió e acusou o grupo político de JHC de utilizar a estrutura da prefeitura para fazer articulação eleitoral. A nomeação de integrantes ligados a aliados políticos também entrou na discussão. JHC rebateu defendendo sua gestão na capital e citando a compra do antigo Hospital do Coração, transformado no Hospital da Cidade, além de defender a criação de uma macrorregião de saúde no Sertão. Em outro momento, JHC acusou Renan de permitir um suposto esquema de “fura-fila” na saúde. O emedebista negou a acusação e devolveu a crítica ao adversário, afirmando que a estrutura da prefeitura de Maceió estaria sendo usada politicamente. As contas públicas e o Banco Master também foram usados como munição. Renan questionou o endividamento da capital e cobrou de JHC explicações sobre cerca de R$ 97 milhões investidos pelo Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) no banco. JHC respondeu atribuindo responsabilidades a integrantes do grupo adversário e citando relações políticas com o empresário Daniel Vorcaro. O funcionalismo público produziu mais uma rodada de ataques. JHC citou concursos e nomeações realizados durante sua gestão e afirmou que certames promovidos pelo governo estadual foram “fraudados”. Renan rebateu dizendo que JHC praticamente não realizou concursos em Maceió e questionou sua relação com servidores. No encerramento, Renan apostou na própria experiência administrativa e na passagem pelo governo federal como argumento para a candidatura. JHC, por sua vez, destacou a trajetória como deputado estadual, deputado federal e prefeito de Maceió e apresentou a gestão da capital como vitrine para o projeto de chegar ao governo estadual. 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Vorcaro fez pagamentos, organizou viagens e tinha grupo de WhatsApp com servidores do BC que fiscalizavam Master, aponta PF

11 de Setembro de 2026, 13:33

Investigação da Polícia Federal sobre o caso Master mostra que o banqueiro Daniel Vorcaro construiu relações com servidores do Banco Central, órgão que regula e fiscaliza instituições financeiras, conseguindo deles auxílio com assuntos relacionados aos negócios do Master. Inquérito mostra que eles tinham um grupo de Whatsapp pra falar de assuntos do banco e que Vorcaro chegou a custear viagens internacionais. Conforme a PF, servidores do BC, especificamente Paulo Sergio Neves de Souza, então chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária, e Belline Santana, ex-chefe do departamento, agiam como "empregados" de Vorcaro. Para uma reunião com o presidente do BC, mensagens mostram que Paulo enviou espontaneamente tópicos que deveriam ser destacados pelo banqueiro. A PF chama a ação de uma “consultoria”. Os documentos vieram a público com a retirada do sigilo de parte das investigações do caso Master, após determinação do presidente da Corte, Edson Fachin, ao relator dos inquéritos, André Mendonça. Nas trocas de mensagens, Paulo Sérgio menciona ter um comprador para o Letsbank, instituição financeira ligada ao Master. Conforme a PF, ele atuou “como espécie de interlocutor dos interesses de Vorcaro nesse assunto”. O ex-servidor também presta o “serviço” de revisar documentos elaborados por Vorcaro. Em outro momento, ele passa orientações ao banqueiro antes de uma conversa com o diretor de fiscalização, Ailton Aquino, e alerta que deve ser perguntado sobre suas relações com a gestora Reag Investimentos e João Carlos Mansur, que fechou delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) posteriormente. A relação fica clara em outros momentos, como no dia em Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, diz que tem algum compromisso com Paulo Sérgio no dia e pergunta a Vorcaro se há alguma recomendação. O banqueiro responde: “Tratar ele bem. Tá sendo um anjo na vida”. Já em relação a Belline, segundo PF, havia uma atuação na mesma linha de “consultoria” prestada ao banqueiro. A PF identificou, ainda, a existência de um grupo de WhatsApp com os dois servidores e Vorcaro. O grupo foi criado em outubro do ano passado com o objetivo de facilitar a interlocução entre os envolvidos. Em nota, a defesa de Paulo Sérgio afirmou que em depoimento de quatro horas à PF, o servidor afastado esclareceu detalhadamente sua atuação no caso, "demonstrando que a interação do supervisionado com as equipes do Banco Central era cotidiana e natural, inserindo-se em contexto de supervisão". Segundo o advogado Odel Antun, foi a partir disso que "foi possível a identificação, apuração e formalização de indícios de irregularidades na instituição supervisionada". Vantagem indevida A PF aponta que, para pagar Belline, Vorcaro “esquentou” pagamentos, simulando uma prestação de serviços em que o ele era contratado para compor um grupo de desenvolvimento voltado à inserção de jovens no mercado financeiro. Depois de receber uma mensagem de Belline, manifestando acordo aos termos do contrato de prestação de serviços, Zettel encaminha a mensagem a Vorcaro, que comenta: ‘Que circo’. Zettel riu em resposta. Em outro episódio, Vorcaro pede a Zettel para realizar o pagamento a Belline por meio de um terceiro, ressaltando que o recurso não poderia sair o banco. "Mesmo que indiretamente, não pode [sair do banco] de jeito nenhum", escreveu. No caso de Paulo Sérgio, a PF identificou que em 2020 ele aparece como vendedor de um sítio de R$ 4,8 milhões Zettel. O próprio BC o questionou sobre a transação depois, e ele disse que só soube da relação com Vorcaro quando já havia vendido. Viagens Em uma ocasião, os policiais identificaram que Vorcaro "poderia estar ajudando o custeio de uma viagem à Disney para Paulo Sérgio e sua família". No caso em questão, ele enviou a Vorcaro o roteiro da ida ao parque americano. O banqueiro encaminhou a mensagem para Leonardo Palhares, advogado apontado pela PF como operador de Vorcaro, e pediu a organização de um guia turístico para o grupo de Paulo Sérgio. "Bom dia! Léo acabou de me mandar mensagem. Obrigado mais uma vez!!! Estamos embarcando daqui a pouco", escreveu Paulo no dia 5 de fevereiro de 2024. Em seguida, ele diz ao banqueiro que ele terá uma reunião com Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do BC, e repassa algumas dicas. "Vão perguntar de estratégia. Nos moldes da reunião com o Presi [presidente]. Me perguntaram porque o banco está comprando bancos sem viabilidade (Banif, Voiter, Will). Expliquei que no processo de compra os bancos são adquiridos, saneados e capitalizados", escreveu. Vorcaro disse apenas "ok, ótimo". Mensagens obtidas pela PF indicam, ainda, que ele organizou uma viagem de Belline e sua mulher para a França. Conforme a investigação, Vorcaro tratou "com prestadores de serviços no exterior sobre reservas de restaurantes, recepção e logística" para atender Belline.

Cruzeiro aguarda acordo entre Flamengo e River para fechar empréstimo de Viña de graça

11 de Setembro de 2026, 13:32

A diretoria do Cruzeiro aguarda um acordo financeiro entre Flamengo e River Plate para a cessão, por empréstimo, do lateral-esquerdo Viña. Ele será negociado até o fim de 2026. O clube mineiro vai arcar com os salários de jogador argentino, que seria transferido de graça. A negociação precisa ser fechada nesta sexta-feira, último dia de janela. Emprestado pelo Flamengo ao River Plate no início do ano, o lateral-esquerdo não atua desde o dia 15 de junho. Na oportunidade, disputou o jogo entre Uruguai e Arábia Saudita, pela primeira rodada da Copa do Mundo. Contratado pelo rubro-negro em 2024, o defensor sofreu uma grave lesão e nunca justificou o investimento. Tanto que, fora dos planos do então treinador Filipe Luís, foi emprestado ao River. O acordo é válido até o final desta temporada e tem uma obrigação de compra, no valor de cinco milhões de dólares (R$ 27 milhões), atrelada a Viña atuar em pelo menos 50% dos jogos do River em 2026.

No MinC, operação sobre 'Dark Horse' é vista como 'quebra-cabeça se fechando'

11 de Setembro de 2026, 13:28

A operação da Polícia Federal que apura o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, é vista no Ministério da Cultura como “um quebra-cabeça se fechando”. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

PF avalia que delação pode turbinar pedido de cooperação aos EUA sobre fundo que repassou dinheiro para Dark Horse

11 de Setembro de 2026, 13:26

Com pouco avanço desde a abertura do inquérito, em julho, a investigação que mira em suspeitas envolvendo a participação do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, no financiamento do filme "Dark Horse" deve ganhar um novo fôlego a partir da delação do operador do mercado financeiro Antonio Carlos Freixo Júnior, o "Mineiro". Uma das medidas que a Polícia Federal pretende adotar, por exemplo, é um pedido de cooperação internacional aos Estados Unidos para mapear o fluxo de dinheiro envolvendo o fundo Havengate e a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Como mostrou o GLOBO, o inquérito sob relatoria do ministro André Mendonça que mira em Flávio apura os supostos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Ao pedir a abertura da investigação, a corporação afirmou que o senador não foi um mero "terceiro", mas um "intelocutor direto" de Vorcaro na negociação sobre o financiamento do filme Dark Horse. Entre os pontos que a investigação visa esclarecer está justamente a "função desempenhada" pelo fundo Havengate no financiamento do filme, assim como "os beneficiários finais dos valores remetidos ao exterior". É nesse contexto que o pedido de cooperação é discutido. A possibilidade foi aventada desde o pedido de abertura da investigação, já que não há como a PF acessar os dados do fundo Havengate, sediado nos Estados Unidos. Interlocutores dizem que não é possível, por exemplo, que Mendonça emita uma ordem direta para a quebra de sigilo do fundo porque ele não está sob jurisdição brasileira. Assim, para que a PF possa obter as informações, precisa encaminhar um pedido que deve passar pelo gabinete do ministro do STF e pelo Ministério da Justiça antes de ser remetido aos EUA. Os investigadores avaliam, contudo, que para formalizar um pedido às autoridades americanas é preciso levantar mais indícios sobre a prática de crime nos repasses da Havengate. Isso porque uma medida de quebra de sigilo bancário deve ser aprovada por um juiz federal dos Estados Unidos. É aí que a delação de Mineiro pode ajudar. Uma solicitação formal de cooperação costuma ser feita pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), órgão vinculado ao Ministério da Justiça responsável por operacionalizar pedidos dessa natureza. O DRCI, então, faria a tramitação junto ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), com base no tratado de assistência jurídica mútua em matéria penal firmado entre os dois países. A cooperação entre Brasil e Estados Unidos costuma ser fluída, sobretudo em investigações envolvendo o crime organizado e lavagem de dinheiro. Como a apuração envolve a atuação do clã Bolsonaro em território dos EUA, ainda é uma incógnita saber se as autoridades americanas irão cooperar. As discussões iniciais sobre um eventual pedido de cooperação no caso Dark Horse giravam em torno das dificuldades de construção da solicitação. Os investigadores destacavam que, para montar um pedido robusto a ser encaminhado aos EUA, é necessário coletar um conjunto mais amplo de indícios de crimes para que só então se possa tentar convencer as autoridades dos EUA a fornecerem o detalhamento dos repasses. Nesse sentido, esses interlocutores destacavam que esse compartilhamento depende do entendimento e de parâmetros dos representantes do país norte-americano, que podem ser diferentes daqueles traçados pelos brasileiros. Em ocasiões recentes, investigadores enfrentaram dificuldades em tentativas de cooperação internacional, como na tentativa de intimação do blogueiro Paulo Figueiredo, aliado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, em caso em que ele é acusado de coação em processo. Desde julho, os investigadores começaram a fazer diligências no inquérito, requisitando informações das empresas envolvidas na montagem do filme para tentar mapear o caminho do dinheiro usado para custear o longa. Ao defender a abertura de inquérito sobre os repasses de Vorcaro ao filme Dark Horse, a Procuradoria-Geral da República apontou, por exemplo, que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro "orientou" a gestão recursos do longa nos Estados Unidos. O órgão ainda chamou de "aporte ilícito" o dinheiro enviado por Vorcaro ao projeto audiovisual. Segundo a PGR, Eduardo coordenou a administração do dinheiro nos Estados Unidos, país onde ele mora desde março de 2025. Desde então, ele vem fazendo uma campanha junto à Casa Branca para articular ações que possam pressionar o Supremo a tirar o ex-presidente Jair Bolsonaro da prisão domiciliar. Assim, investigadores querem verificar, por exemplo, se os recursos financiaram o acesso do clã Bolsonaro junto a integrantes do governo do presidente americano Donald Trump por meio de escritórios de advocacia e lobistas, que atuam em Washington. Até agora, aliados de Flávio Bolsonaro tem sustentado que não há ilegalidades nos repasses, sob o argumento de que trata-se de dinheiro privado. Também alegam que, ainda que se identifique repasses ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro, eles estariam relacionados a pagamentos pelo trabalho na produção do filme. É nesse cenário que a delação de "Mineiro" pode ajudar os investigadores a elaborarem o pedido de cooperação internacional. Dono da Entre Investimentos e Participações, o empresário apontou o caminho de repasses feitos ao fundo sediado no Texas. Ele confirmou à PGR ter realizado ao longo do ano passado sete transferências bancárias para o fundo Havengate que totalizam US$ 12,3 milhões (cerca de R$ 69 milhões no câmbio da época) a pedido de Vorcaro. Na delação, Mineiro diz como recebeu mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro do fim de 2024 ao início de 2025 para fazer os pagamentos ao fundo americano. Aos procuradores, ele disse que não sabia que o montante seria usado na produção do longa. O empresário também disse ter sido contatado por Paulo Calixto, que é responsável pelo fundo e atuou como advogado de Eduardo Bolsonaro. Pedido de compartilhamento pendente Interlocutores ressaltam que a investigação sobre o caso Dark Horse que tramita sob relatoria de Mendonça está em fase inicial. Até agora, a Polícia Federal não apresentou nenhum pedido de diligência a ser deferido pelo ministro do STF. Isso não significa, necessariamente, que o inquérito está parado, uma vez que a PF pode fazer uma série de diligências por conta própria. De outro lado, as mais robustas dependem de um aval da Justiça. Um pedido que está pendente de apreciação pelo gabinete, por exemplo, é de compartilhamento de informações da investigação da Polícia Civil de São Paulo. Este pedido, feito pela Polícia Federal, está com a Procuradoria-Geral da República para emissão de parecer. Em decisão nesta quinta-feira, o ministro Flávio Dino, do STF, determinou que o material produzido pela Polícia Civil seja remetido a seu gabinete. A avaliação entre investigadores é que será preciso entender para onde será enviado e, eventualmente, o compartilhamento das informações entre gabinetes. Recentemente, Mendonça compartilhou mensagens do senador Weverton Rocha, apreendidas durante a investigação sobre o Banco Master, com o inquérito sobre suposta obstrução à investigação de um assassinato ocorrido em 2022 no Maranhão. Já a outra frente de apuração sobre o caso Dark Horse, que está sob relatoria de Dino, teve desdobramentos nesta quinta-feira, com a abertura de uma operação que cumpriu 49 mandados de busca e apreensão. A investigação apura o suposto desvio de emendas parlamentares para a produtora do filme. O deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a empresária Karina Gama foram alvo das diligências. Frias destinou R$ 2 milhões em emendas em 2024 ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina. Os valores foram pagos em fevereiro e outubro de 2025.

TRE-RJ barra candidata a deputada por suspeita de vínculos com cúpula do Comando Vermelho

11 de Setembro de 2026, 13:09

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) barrou, por unanimidade, nesta sexta-feira, a candidatura de Mariana de Souza (PP) à Câmara dos Deputados. A impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) apontou suspeitas de vínculos da candidata com o alto escalão do Comando Vermelho (CV). Entre os indícios citados pelo MPE está a relação com o marido, Wilson Marques de Albuquerque, conhecido como “Zé Dirceu”, apontado pela Secretaria de Segurança Pública de Alagoas como número dois da facção no estado. Sabatina: Paes promete fim da influência política na segurança, chama Ruas de ‘filhinho de papai’ e critica ‘dedo podre’ de Bolsonaro no Rio O GLOBO ELEIÇÕES: Participe da comunidade e saiba tudo sobre as campanhas, debates e sabatinas Após a conclusão do julgamento, o presidente do TRE-RJ, Claudio Mello Tavares, afirmou que a decisão representa uma resposta da Justiça Eleitoral à atuação da criminalidade na política. — Mais uma vez, o tribunal está dando uma resposta contra a criminalidade — disse o presidente. Segundo o pedido de impugnação do MPE, Wilson foi condenado a 19 anos e quatro meses de prisão por tráfico de drogas e a 12 anos e sete meses por associação para o tráfico. Ele está foragido e tem mandados de prisão pendentes. A Procuradoria afirma que relatórios de inteligência apontam “vínculos profundos” de Mariana com o alto escalão do CV. Entre os argumentos apresentados no pedido de impugnação está a acusação de que a candidata teria ocultado o rosto do marido em publicações nas redes sociais para dificultar sua identificação e captura. Empresas e movimentações financeiras O MPE também aponta que Mariana é dona da empresa Império do Norte Ltda., registrada em endereço contíguo ao de uma empresa que, segundo a ação, teria sido aberta por Wilson com identidade falsa. Para a Procuradoria, há indícios de que as empresas possam ter sido utilizadas para lavagem de dinheiro. A impugnação cita ainda seis contas bancárias em nome da candidata e aponta movimentações que, segundo o MPE, indicariam fracionamento de valores. Outro argumento apresentado pela Procuradoria está relacionado à votação de Mariana nas eleições de 2024. Segundo o MPE, 1.451 votos recebidos pela candidata — 81,3% do total — ficaram concentrados em bairros da Zona Norte apontados pela Procuradoria como áreas dominadas pelo CV, incluindo regiões do Complexo da Penha. Para a Procuradoria, a concentração dos votos seria compatível com a existência de um “curral eleitoral” sustentado por coerção territorial. O MPE cita ainda R$ 14 mil em doações feitas por dez pessoas que residem ou teriam residido nessas áreas. Entre os doadores, segundo a ação, há pessoas com registros criminais ou sem renda formal compatível com os valores doados. A própria Procuradoria ressalva, porém, que esses dados, isoladamente, não comprovam que as doações sejam ilícitas. Áudio de líder do CV A impugnação também menciona um áudio obtido pelas autoridades de Alagoas no qual Nem Catenga, apontado pelas autoridades como líder do CV no estado, afirma que a organização precisa de “um representante” e de “uma voz ativa” na política. A gravação foi divulgada em junho, mas é de 2024. O áudio tinha como destinatário Patrick de Almeida Silva, o PTK, influenciador que pretendia disputar uma vaga de vereador. Ele foi preso em junho pela Polícia Civil de Alagoas quando se apresentava como pré-candidato a deputado. Initial plugin text

Após Moraes apontar seletividade de Mendonça, Zanin pede a Fachin acesso a íntegra de mensagens de Vorcaro apreendidas pela PF

11 de Setembro de 2026, 13:08

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, acesso à íntegra do conteúdo do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que contém as mensagens do ex-dono do Banco Master que devem ser analisadas durante julgamento na próxima terça-feira. Os dados foram extraídos de um iPhone 17 Pro apreendido na primeira fase da Operação Compliance Zero e que, segundo o documento, encontra-se à disposição do gabinete do ministro André Mendonça. O pedido consta de ofício encaminhado a Fachin nesta sexta-feira, logo após o presidente do STF também ser acionado pelo ministro Alexandre de Moraes. No centro do julgamento da próxima semana, Moraes defendeu que o Plenário não só discuta as mensagens que lhe foram enviadas por Vorcaro, mas também os relatórios de inteligência da Polícia Federal que atribuem a André Mendonça suposta "parcialidade" na condução do caso Master. No mesmo documento, Moraes ainda acusa Mendonça de ter feito uma seleção do material que teve o sigilo retirado na noite de quinta-feira e afirma que 180 documentos relacionados às investigações que tiveram o sigilo derrubado permaneceram sem publicidade. Ao presidente da Corte, Zanin sustentou que, em sua avaliação, os dados do celular de Vorcaro tem de ser públicos porque já estão abrangidos pela derrubada do sigilo das informações e procedimentos que estão relacionados, de alguma forma, à petição que será analisada na próxima terça-feira, no plenário do STF. Este procedimento foi aberto por Mendonça justamente a partir das mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro. Segundo Zanin, a obtenção da íntegra do celular de Vorcaro visa permitir a "apreciação completa e necessária" do parecer emitido pela Procuradoria-Geral da República sobre o relatório que identificou Moraes como interlocutor de Vorcaro. O chefe do Ministério Púlico Federal, Paulo Gonet, defendeu a anulação do documento, sob o argumento de que Mendonça não poderia ter determinado, sozinho, a elaboração do mesmo.

Paes promete acabar com RioCard, reduzir passagem de ônibus e cortar verba do estado para o carnaval

11 de Setembro de 2026, 13:06

O candidato Eduardo Paes (PSD) prometeu acabar com o sistema RioCard e diminuir o preço da passagem de ônibus caso seja eleito governador do estado durante a sabatina O GLOBO, EXTRA, Valor e CBN. Ele garantiu ainda acabar com os repasses estaduais de verbas para o carnaval da cidade do Rio, que segundo ele não é a uma atribuição do Executivo estadual. — Vamos fazer com a Supervia o mesmo que fiz com o BRT, vamos acabar com o RioCard no estado do Rio de Janeiro e vamos licitar a bilhetagem eletrônica, como eu fiz na cidade. Vamos reduzir a passagem dos ônibus intermunicipais — garantiu, dizendo ainda que as medidas independem de uma eventual indicação política para o posto: — Se não tiver competência e capacidade para fazer o que eu estabelecer, eu demito. Outro ponto levantado na sabatina foi o preço da passagem do Metrô do Rio de Janeiro, que é uma das mais altas do país. O ex-prefeito aproveitou para reforçar sua proposta de construir a Linha 3 do Metrô, que ligaria a cidade do Rio de Janeiro com Niterói. — Ela tem que baixar, mas tem coisas que você precisa estar sentado na cadeira para ter todos os elementos. Vou fazer com a SupreVia o mesmo que fiz com o BRT, mas não para a noite. Não tem BRT e nem trem na concessionária da esquina. Isso leva tempo — pontuou, dizendo ainda que suas prioridades para o modal serão a construção da Linha 3 e a expansão do sistema até a Baixada: —Será da Pavuna até Belford Roxo, pegando São João de Meriti, com um impacto urbanístico muito grande sem a linha de trem e melhorando a qualidade de vida. Paes também afirmou que, se eleito governador, não irá fazer repasses das verbas estaduais para a escolas de samba da cidade do Rio de Janeiro. — Fiquei anos indignado com o Cláudio Castro porque ele tentava disputar comigo quem dava mais dinheiro para o carnaval. Não é papel do governador, é do prefeito da cidade. Não é papel do governador fazer show da Madonna e da Lady Gaga, e eu que fiz como prefeito. Acho um acerto, que tem que continuar. Esse é um papel da prefeitura, não ficar disputando quem dá mais. E isso não quer dizer que eu não vá continuar gostando de carnaval — brincou.

Governador da Califórnia sanciona pacote de medidas histórico para proteger menores em redes sociais

11 de Setembro de 2026, 13:02

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, sancionou nesta quinta-feira uma série de restrições ao uso de tecnologias de redes sociais e às interações com chatbots de inteligência artificial considerados prejudiciais. As medidas de proteção on-line estão entre as mais rigorosas dos Estados Unidos para usuários jovens. Troca: Crianças usam mais o WhatsApp na Austrália após proibição de acesso a redes sociais X: Rede social de Elon Musk é investigada na Irlanda por falha em verificação de idade de menores Ao todo, Newsom, do Partido Democrata, sancionou 13 novas leis, que têm como objetivo ampliar a proteção da privacidade de menores na internet e incluem restrições a recursos considerados viciantes nas redes sociais para usuários com menos de 16 anos. As leis entrarão em vigor em 1º de janeiro de 2027. As medidas proíbem as plataformas de redes sociais de expor crianças a recursos considerados “psicologicamente exploradores”, como rolagem infinita, recomendações algorítmicas e reprodução automática de conteúdo, desenvolvidos para estimular o uso compulsivo. Outra lei prevê sanções criminais para qualquer conteúdo alterado digitalmente ou gerado por inteligência artificial que retrate um menor envolvido em atos sexuais. Ele também sancionou uma nova lei que obriga as empresas de inteligência artificial a informar aos usuários jovens sempre que eles estiverem interagindo com um chatbot, e não com uma pessoa, além de restringir conteúdos perigosos relacionados a temas como automutilação. Uma das leis exige a adoção de controles parentais para programas desse tipo, enquanto outra proíbe brinquedos que contenham chatbots de IA. O estado ainda estabelecerá multas e outras penalidades financeiras em ações civis que acusem plataformas de redes sociais de prejudicar crianças. Segundo Newsom, é difícil demais esperar que os pais, sozinhos, consigam proteger os filhos dos poderosos algoritmos. — Hoje é um bom dia para nossas crianças — disse Newsom durante a cerimônia de sanção. —É um bom dia para o estado da Califórnia. —Queremos que nossas crianças — e todas as crianças da Califórnia — cresçam em um mundo onde a tecnologia contribua para o seu bem-estar, em vez de explorar suas vulnerabilidades — acrescentou Newsom. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, sancionou leis que impõem restrições ao uso de tecnologias de redes sociais com potencial de causar dependência e às interações com chatbots de inteligência artificial considerados prejudiciais, estabelecendo algumas das medidas de proteção on-line mais rigorosas dos Estados Unidos para usuários jovens Eric Ryan Anderson/The New York Times Segundo o governador a abordagem adotada pela Califórnia é mais direcionada do que a proibição australiana das redes sociais para menores de 16 anos. Isso porque busca enfrentar a tecnologia por trás do uso viciante, em vez de se concentrar apenas na idade: — Trata-se de enfrentar de fato o problema: a rolagem, os algoritmos. Trata-se de lidar com a questão central relacionada à engenharia dessas plataformas. Se você resolver esse problema, então a questão da idade deixa de ser o ponto essencial. Initial plugin text “A legislação aprovada hoje deixa claro que a Califórnia não ficará de braços cruzados enquanto uma tecnologia sem regulamentação coloca nossas crianças em risco”, afirmou Newsom em comunicado. “Inovação vem acompanhada de responsabilidade, e proteger nossas crianças é prioridade.” Reguladores de todo o mundo correm para criar regras de proteção on-line para menores, em meio a um consenso crescente de que as redes sociais e a inteligência artificial representam riscos cada vez maiores para os usuários mais jovens. As novas leis da Califórnia dão continuidade à aprovação, neste ano, de mais de duas dezenas de projetos de lei sobre segurança infantil nas redes sociais e na inteligência artificial pelas assembleias legislativas estaduais. França, Reino Unido, Indonésia e Grécia também apresentaram leis que restringem o uso de redes sociais por menores de 16 anos. Na Austrália: Meta afirma ter fechado 750 mil contas de menores de 16 anos A ofensiva regulatória ocorre após uma série de processos judiciais contra empresas de redes sociais neste ano, nos quais milhares de adolescentes, escolas e estados americanos acusaram Meta, Snap, TikTok e YouTube de prender jovens usuários a produtos viciantes, comparados aos cigarros. A criança não sai do celular? Novo sistema operacional do iPhone terá ‘botão do castigo’ No mês passado, a Meta fechou um acordo com 47 estados americanos, o Distrito de Columbia e territórios dos EUA, no valor de até US$ 17,1 bilhões, e concordou em implementar mudanças importantes para usuários jovens em suas plataformas. Parte do acordo está condicionada a que outras empresas de redes sociais firmem acordos semelhantes com os estados. — Chegamos a um ponto de virada — agora é uma avalanche — disse em entrevista Josh Lowenthal, deputado democrata da Assembleia da Califórnia que apresentou o projeto de lei sobre redes sociais. As empresas de tecnologia argumentam que já implementaram diversas medidas de proteção para usuários jovens. Elas também devem contestar as novas leis da Califórnia na Justiça, alegando que as medidas violam os direitos à liberdade de expressão.

Grupo de Moraes deflagra ofensiva para salvar ministro de investigação no STF

11 de Setembro de 2026, 12:59

O grupo de aliados do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes deflagrou na última quinta-feira uma ofensiva sobre o presidente do STF, Edson Fachin, e seus auxiliares, para tentar salvar o colega de uma investigação sobre a natureza de sua relação com o dono do Master, Daniel Vorcaro. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Caiado é diagnosticado com pneumonia e segue internado em São Paulo

11 de Setembro de 2026, 12:58

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) foi diagnosticado com um quadro de pneumonia após exames de tomografia de tórax. O presidenciável foi internado no Hospital Vila Nova Star ontem, em São Paulo, e segue sob cuidados de saúde. Inicialmente, o indicativo de saúde era que o ex-governador de Goiás tinha uma faringite aguda. De acordo com uma nota assinada pela cardiologista Ludihmila Abrahão Hajjar, Caiado está "clinicamente estável, respirando espontaneamente, e apresentando boa evolução clínica". Não há no documento informações sobre alta. Contratada pelo jornal O GLOBO e pela Globo, a mais recente pesquisa presidencial Quaest mostrou Caiado com 3% de intenção de voto no primeiro turno, empatado com Renan Santos (Missão). Na dianteira apareceu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 36% das intenções de voto na simulação de primeiro turno. Flávio Bolsonaro (PL), 29%, aparece na sequência. O levantamento aponta ainda Augusto Cury (Avante) em terceiro com 8%. A Quaest entrou em campo novamente nesta quinta-feira, 10, para medir as intenções de voto à Presidência. Até domingo, 13, 2.004 brasileiros serão entrevistados presencialmente e o resultado será divulgado na segunda-feira, 14.

Haddad defende tirar 'laranjas podres' do STF para fortalecer a instituição

11 de Setembro de 2026, 12:48

O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), declarou nesta sexta-feira (11) que acredita no “fortalecimento das instituições”, como o Supremo Tribunal Federal (STF), a partir de métodos de transparência e retirando as “laranjas podres” que criem problemas internamente. A fala ocorreu em entrevista a uma rádio de Aparecida, no interior do estado, que também teve comentários sobre a derrubada do sigilo dos inquéritos do Banco Master. — Às vezes, você pensa que tem uma saída fácil para a política. “Ah, vou mudar de partido, vou trocar de roupa”. Na verdade, temos que corrigir as instituições brasileiras. Se o Supremo está errado, tira do Supremo quem está criando problema. Se a Polícia Federal tem alguma coisa errada, tira da Polícia Federal o policial que está fazendo errado. Isso vale para qualquer agremiação — afirmou Haddad. O presidente do STF, ministro Edson Fachin, marcou uma sessão plenária, na próxima terça-feira (15), para a Corte decidir se autoriza a abertura de inquérito contra Alexandre de Moraes, diante da revelação de conversas em que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pede intervenção no Ministério Público e na Polícia Federal e questiona qual seria o melhor momento de deixar o país para não ser preso. Parte da esquerda também questiona a conduta do ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, e suspeita de tentativa de interferência eleitoral com "vazamentos seletivos", a menos de 30 dias do primeiro turno, por pessoas com acesso às investigações. O presidente Lula (PT), inclusive, foi a público pedir o levantamento do sigilo de todos os processos, ato determinado por Fachin a Mendonça na noite de quinta-feira (10). — Eu acredito muito em transparência. Quando a luz do sol bate, ela resolve muitas doenças, inclusive a da corrupção — alegou o petista, um dos políticos mais próximos do presidente Lula, candidato à reeleição este ano. — É dar transparência e liberdade para investigar. Temos muita coisa para fazer, mas eu confio muito nas instituições e acredito no fortalecimento delas, tirando as laranjas podres de dentro. O assunto havia sido introduzido pela pergunta de um ouvinte a respeito da possibilidade de Haddad deixar o PT para ter mais sucesso nas urnas, considerando que vem de três derrotas consecutivas e aparece novamente em desvantagem nas pesquisas para Tarcísio de Freitas (Republicanos), seu principal adversário em São Paulo. O candidato lembrou que tem mais de 41 anos de militância no partido, tempo maior do que o de seu casamento. — Todo grupo, qualquer que seja, tem problemas. Hoje mesmo levantaram o sigilo do caso do Master no Supremo Tribunal Federal. O que descobrimos hoje? Que o Flávio Bolsonaro está investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Você vai perguntar para a pessoa se ela vai sair do partido dele? Ele já está sendo investigado por três crimes, por causa do dinheiro do Vorcaro — rebateu. Mais cedo, o petista encontrou o arcebispo de Aparecida, Dom Mário Antônio da Silva, que assumiu o cargo em maio. O município do Vale do Paraíba é conhecido por abrigar o Santuário Nacional de Aparecida, para onde milhões de fiéis se dirigem todos os anos. Haddad prometeu fortalecer o turismo religioso e reforçar o aparato de segurança nas peregrinações, ponto este levantado pelos moradores.

Recrutador de influenciadores para Vorcaro disse monitorar redes de Flávio Bolsonaro, mostra mensagem obtida pela PF

11 de Setembro de 2026, 12:43

Um homem que atuou no recrutamento de influenciadores para uma estratégia de comunicação ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que também fazia um trabalho de monitoramento das redes sociais do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração aparece em uma mensagem obtida pela Polícia Federal no inquérito que investiga o chamado “Projeto DV”, que, segundo os investigadores, foi montado para melhorar a imagem do dono do Banco Master e disseminar críticas à atuação do Banco Central. A referência a Flávio foi feita por André Salvador em uma abordagem ao assessor de Rony Gabriel, influenciador que posteriormente foi convidado a participar do projeto. Segundo a PF, Salvador era representante da empresa de marketing UNLTD Brasil. Na mensagem, enviada em dezembro de 2025, Salvador afirmou que havia encontrado Rony durante o acompanhamento das redes do senador. “Estamos fazendo o monitoramento das redes do Flávio Bolsonaro, encontrei o perfil do Rony nessas publicações feitas", escreveu Salvador, segundo relatório da PF. Ao prestar depoimento, Rony confirmou a abordagem e explicou aos investigadores que costumava interagir com as publicações do hoje candidato à Presidência. — Eu tenho um engajamento muito grande e acabo comentando lá nas redes do Flávio — afirmou. Os documentos não esclarecem quem contratou Salvador para fazer o monitoramento das redes de Flávio, qual era o objetivo do trabalho ou se havia alguma relação profissional entre ele e a equipe do senador. Também não há, no material analisado, indicação de que Flávio tenha participado ou tivesse conhecimento do Projeto DV. A campanha de Flávio foi procurada para esclarecer se o senador ou sua equipe contrataram o monitoramento citado por Salvador, se mantiveram alguma relação profissional com ele ou com a UNLTD Brasil e se tiveram conhecimento do Projeto DV. Até a publicação desta reportagem, não houve resposta. Na conversa citada pela PF, Salvador separou o monitoramento das redes de Flávio do trabalho que pretendia apresentar a Rony. Na sequência, Salvador disse que fazia um trabalho de “gerenciamento de reputação e gestão de crise para um executivo grande” e que vinha contratando perfis para participar de uma disputa política. “Estamos fazendo um trabalho de gerenciamento de reputação e gestão de crise para um executivo grande e temos contratado perfis que se posicionam para nos ajudar nessa disputa política que estamos travando contra o sistema", afirmou. Salvador acrescentou que se tratava de um “caso de repercussão nacional” e mencionou “gente grande, esquerda, sistema e centrão envolvidos”. Em seguida, pediu uma conversa por telefone. Segundo o depoimento de Rony, naquele primeiro momento ainda não estava claro para ele do que se tratava. Salvador afirmou que mais informações só poderiam ser fornecidas após a assinatura de um acordo de confidencialidade. O documento enviado ao assessor do influenciador foi firmado com a UNLTD Network Brasil e identificava a estratégia como “Projeto DV”. O acordo determinava sigilo sobre informações relacionadas ao projeto, incluindo “estratégias de comunicação, narrativa, reputação, posicionamento e influência”, além de análises, planos e informações jurídicas, institucionais e financeiras. Rony contou à PF que chamou sua atenção o valor previsto para o descumprimento do acordo de confidencialidade: R$ 800 mil. Questionado sobre quanto receberia para participar do projeto, afirmou que recusou a proposta antes de chegar à negociação de um valor específico, mas que Salvador havia indicado que a remuneração poderia chegar à casa dos milhões. — Ele deixou claro que se tratava de valores milionários, mas eu não cheguei na parte de saber valor, negociar valor, negociar contrato. Eu fiz a recusa antes — disse. Conteúdos contra atuação do BC Após a assinatura do termo de confidencialidade, Rony participou de uma reunião em que, segundo seu depoimento, recebeu como referência conteúdos de outros influenciadores que questionavam a atuação do Banco Central no caso Master e mencionavam movimentos do Tribunal de Contas da União (TCU). Rony recusou a proposta. À PF, afirmou que depois identificou nas redes conteúdos semelhantes aos apresentados durante a reunião. O Projeto DV é alvo de um inquérito próprio da PF, aberto a partir das investigações do caso Master. A apuração investiga se a estratégia de comunicação foi usada para questionar a liquidação do banco e tentar influenciar processos relacionados ao caso.

Ex-advogado de Bolsonaro cobra campanha de Flávio sobre apoio a produtora investigada por Dark Horse: 'Elo mais fraco'

11 de Setembro de 2026, 12:42

Advogado e ex-secretário de Comunicação da gestão Bolsonaro, Fabio Wajngarten cobrou apoio da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Karina Gama, dona da produtora do filme "Dark Horse" e alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira. Em um post no X, o aliado do ex-presidente disse que ironizou o discurso adotado pelo presidenciável sobre "tesouraço" dos gastos públicos, visto como estratégico para obter apoio do mercado financeiro, "enquanto uma mãe solteira acorda com a PF em casa pela enésima vez". O GLOBO ELEIÇÕES: Participe da comunidade e saiba tudo sobre as campanhas, debates e sabatina Leia mais: Paes promete ‘tirar o crime’ de dentro do governo, acabar com influência política nas polícias e repaginar Secretaria de Segurança No post, Wajngarten também disse que "a corda sempre estoura no elo mais fraco" e que "ninguém liga para a Karina, sequer para ouvi-la ou oferecer ajuda". "A menina recebendo ameaças, sendo constrangida e chantageada para reconstruir a verdade", escreveu. Na publicação, o ex-secretário também afirma que "entrou em campo para reconstruir a verdade". Initial plugin text Até o ano passado, Wajngarten fazia parte do núcleo próximo do ex-presidente, mas foi afastado após criticar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) em uma troca de mensagens vazada com o ex-ajudante de ordens Mauro Cid. Já Karina é a dona da empresa Go Up Entertainment, apontada como responsável pela produção de Dark Horse. A empresária também preside a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), que recebeu cerca de R$ 2 milhões em emendas parlamentares do deputado Mario Frias (PL-SP), que também é roteirista e produtor-executivo do filme biográfico do ex-presidente. A suspeita da PF é que os valores tenham sido usados para o financiamento da produção para o cinema. A corporação apura os crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios. O caso também levou à abertura de um inquérito para apuração do envolvimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no esquema, após mensagens reveladas pelo portal "Intercept Brasil" mostrarem que o presidenciável pediu ao banqueiro Daniel Vorcaro R$ 131 milhões para a produção da obra. Desse total, cerca de R$ 60 milhões foram pagos, de acordo com as planilhas apreendidas pela PF. A investigação foi determinada pelo ministro André Mendonça em julho e voltou à tona agora após o STF tornar pública a documentação do caso ontem.

Análise: Com ausência em cerimônia em Nova York, Trump personifica EUA que arriscam deixar 11 de Setembro para trás

11 de Setembro de 2026, 12:33

Dos cinco presidentes e ex-presidentes vivos dos EUA, nenhum estava mais perto do World Trade Center do que Donald Trump, quando os aviões sequestrados por terroristas da Al-Qaeda foram lançados contra as Torres Gêmeas de Nova York, em 2001. Nenhum esteve mais longe do "marco zero" da tragédia nesta sexta-feira, quando o maior atentado em solo americano na História completou 25 anos. 25 anos depois: Resposta dos EUA aos ataques do 11 de Setembro acelerou erosão da hegemonia americana Mudança cultural: Ataques do 11 de Setembro expuseram risco de uso de saltos à segurança das mulheres O GLOBO no Mundo: Receba as notícias internacionais direto no seu celular Bill Clinton, George W. Bush, Barack Obama e Joe Biden foram a Nova York para marcar a data, participando da homenagem oficial. Trump, único nova-iorquino de nascimento entre eles, enviou o vice-presidente J.D. Vance em seu lugar, participando de outra cerimônia, realizada no Pentágono — que, ao contrário daquela prevista para o marco zero, em que todos aguardam em silêncio, poderá discursar. Nova York marca o 25º aniversário dos atentados de 11 de setembro sem Trump Quer morar fora? Ferramenta do GLOBO reúne informações sobre oportunidades e características de 36 países O contraste entre as imagens ficou nítido: quatro presidentes dos dois partidos, cujos mandatos foram moldados em maior ou menor grau pela guerra ao terror, lado a lado onde as Torres Gêmeas caíram, e, à parte, o presidente em exercício prestando homenagem em outro alvo dos ataques, afastando-se de seus antecessores e governando em um momento em que o medo de um atentado externo recuou para o segundo plano da vida americana. Com o distanciamento de um quarto de século, a Presidência de Trump deixou para trás os tempos em que o terrorismo ditava a agenda política. Assim como a lembrança de Pearl Harbor persistiu muito depois do fim da Segunda Guerra Mundial, a memória do 11 de Setembro segue potente muito depois da morte de Osama bin Laden. Mas o país e sua política seguiram adiante. Initial plugin text A matriz de ameaças apresentada ao Salão Oval, rotina instituída depois do 11 de Setembro, hoje tem outra cara. O terrorismo doméstico se tornou a preocupação mais urgente — do ataque da turba ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021 ao assassinato do ativista conservador Charlie Kirk no ano passado, passando por diversos atentados antissemitas contra sinagogas. Trump deslocou a definição e o alcance da guerra ao terror. Classificou cartéis latino-americanos ligados ao narcotráfico como ameaças terroristas, enquanto bombardeia embarcações no Caribe e no Pacífico. Apontou o extremismo de esquerda como ameaça terrorista, ignorando o de direita. E entrou em guerra com o Irã, um dos maiores patrocinadores estatais do terrorismo — embora apresente a ofensiva mais como esforço para impedir que Teerã desenvolva uma arma nuclear do que para desmontar sua rede de milícias aliadas. Galerias Relacionadas — Você não ouve o presidente Trump falar muito de terrorismo, a menos que esteja vinculando o tema a questões de fronteira ou ao crime transnacional — disse Nick Rasmussen, que ocupou cargos importantes de contraterrorismo nos governos Bush, Obama, Trump 1 e Biden. — Não é como se eles estivessem focados no aspecto de ameaça da questão do terrorismo. Acho que estão mais focados em enquadrar como problema de terrorismo aquilo que os mobiliza politicamente. Rasmussen, que dirigiu o Centro Nacional de Antiterrorismo do governo federal até o primeiro ano do primeiro mandato de Trump e hoje está no McCain Institute, em Washington, afirmou que cortes e reorganizações custaram ao governo muita expertise e muitos recursos, declarando preocupação com o "esvaziamento" das instituições. 25 anos: os atentados de 11 de setembro Guga Chacra: 25 anos depois dos ataques, uma jornada pelas águas de Nova York Daniel Byman, diretor do programa sobre terrorismo do Center for Strategic and International Studies, disse que o tema deixou de ser o princípio organizador que foi sob presidentes anteriores. — Aquela atenção cotidiana ao contraterrorismo, que pautava a agenda do presidente e dos altos quadros, simplesmente não existe mais — afirmou. Em certa medida, isso reflete o êxito de anos de esforço bipartidário, no pós-11 de Setembro, para evitar outro episódio de vítimas em massa daquela magnitude — vitória impensável em 12 de setembro, quando um novo grande atentado era dado como certo. Foi o que permitiu, compreensivelmente, que os presidentes se voltassem a outras prioridades. Mas sobra sempre a dúvida sobre se a liderança política do país corre o risco de se acomodar. George W. Bush é informado sobre atentado ao World Trade Center Momentos cruciais: Abalos dos ataques do 11 de Setembro foram sentidos em escala global — Quando me perguntam se estamos mais seguros hoje, minha resposta é não — disse Bruce Hoffman, pesquisador de Georgetown que estuda terrorismo há cinco décadas. — Há 25 anos, tínhamos um único grupo terrorista no radar, a Al-Qaeda. Hoje temos a Al-Qaeda, o Estado Islâmico e suas ramificações. Temos a rede de terror iraniana, os terroristas domésticos. O pesquisador acrescentou ainda que cada ampliação da definição de terrorismo pelo governo americano significa "fatiar os recursos" ainda mais, demonstrando preocupação com um possível retorno da mentalidade americana dos anos 1990, pré-ataque. Os cidadãos americanos hoje têm mais medo uns dos outros do que de terroristas estrangeiros. Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta semana apontou que apenas 20% consideram o terrorismo externo a maior ameaça ao cidadão comum, contra 33% que citaram o terrorismo doméstico e 42% que apontaram a violência aleatória, como os tiroteios em massa. Questionados sobre quais ameaças de motivação ideológica são maiores, 61% responderam extremistas domésticos, contra 34% que indicaram os de fora. Temperatura de 982°C e toneladas de escombros: 25 anos após 11 de Setembro, 40% das vítimas não foram identificadas A maioria das tramas jihadistas nos Estados Unidos é, na verdade, obra de indivíduos que podem se inspirar em grupos estrangeiros, mas não têm ligação direta com eles. De 129 atentados e planos de atentado no país ao longo de 20 anos, apenas 23 envolveram contato conhecido com uma organização terrorista internacional, segundo um estudo publicado no ano passado pelo Center for Strategic and International Studies. Em vez disso, o governo Trump concentrou esforços no que chama de abordagem "América em primeiro lugar". A estratégia antiterrorismo divulgada em maio elenca três grandes ameaças: "narcoterroristas e gangues transnacionais", "terroristas islâmicos remanescentes" e "extremistas violentos de esquerda, incluindo anarquistas e antifascistas". "Enfrentamos novas categorias e combinações de atores violentos que tornam insuficientes ou obsoletas as formas consagradas de fazer antiterrorismo", diz o documento. "Enfrentamos uma multiplicidade de ameaças letais vindas de grupos terroristas e atores não estatais, com frequência apoiados em segredo por governos que querem nos enfraquecer." 'EUA sob ataque': Repórter narra bastidores do ataque do 11 de Setembro e relembra reação de Bush 25 anos depois O texto tem tom abertamente partidário e ataca Biden repetidas vezes, afirmando que "ameaças reais foram ignoradas ou minimizadas" enquanto seu governo promovia uma "hegemonia cultural globalista de esquerda". Stephen Miller, vice-chefe de gabinete e assessor de segurança interna de Trump, tem buscado concentrar o foco no extremismo de esquerda. Depois do assassinato de Kirk no ano passado, declarou que "o Partido Democrata não é um partido político. É uma organização extremista doméstica". Tudo isso representa uma trajetória e tanto para Trump, que era ele próprio um democrata registrado no ensolarado dia de setembro de 2001, quando terroristas lançaram aviões contra o World Trade Center e o Pentágono, e derrubaram uma quarta aeronave no interior da Pensilvânia, depois que os passageiros reagiram. Trump estava a poucos quilômetros do World Trade Center naquele momento e, no mesmo dia, deu entrevista dizendo que conseguiu ver uma explosão de sua janela. Afirmou que um de seus edifícios era o segundo maior de Nova York antes da queda das torres, acrescentando que "agora é o mais alto" — o que, de fato, não era verdade. Outros relatos seus sobre o período também tiveram os fatos contestados. Ele afirma repetidamente ter ido ao local dos ataques com uma grande equipe de operários da construção para ajudar, alegação questionada com a mesma frequência. Em discurso na terça-feira, chegou a dizer que dois bombeiros o carregaram no colo para retirá-lo de um prédio instável nas proximidades — afirmação sem qualquer evidência. E difundiu a narrativa, já desmentida, de que "milhares e milhares" de muçulmanos em Nova Jersey comemoraram enquanto as torres desabavam.

Moraes escala mais a crise no STF e diz que Mendonça foi seletivo

11 de Setembro de 2026, 12:30

O ministro Alexandre de Moraes escalou mais a crise no Supremo nesta manhã ao pedir um julgamento conjunto com o de André Mendonça, por considerar que houve seletividade nos arquivos liberados de sigilo. O julgamento está marcado para terça-feira. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Fifa diz que estádio da final da Copa do Mundo de 2030 será decidido 'em seu devido tempo'

11 de Setembro de 2026, 12:30

A sede da final da Copa do Mundo de 2030 será decidida "em seu devido tempo", reafirmou nesta sexta-feira à AFP a Fifa, em reação a declarações do presidente da Federação Marroquina, Fouzi Lekjaa, que garantiu que a decisão ocorreria em seu país. Os coorganizadores desta edição de 2030, Portugal, Espanha e Marrocos, disputam o direito de sediar a final: Madri aposta no renomado estádio Santiago Bernabéu, reduto do Real Madrid, enquanto Rabat joga a cartada da construção de um estádio de cerca de 115 mil lugares em Benslimane, na região de Casablanca. Neste contexto, o influente presidente da Real Federação Marroquina de Futebol (FRMF), Fouzi Lekjaa, assegurou na quarta-feira que este evento planetário aconteceria em seu país. — A província de Benslimane sediará a final da Copa do Mundo. Quer alguns gostem ou não — disse o senhor Lekjaa durante uma reunião pública organizada nesta mesma região, segundo um vídeo divulgado pela imprensa local, incluindo o semanário Tel Quel. Procurada pela AFP, a Fifa assegurou, contudo, nesta sexta-feira que nenhuma decisão foi tomada até o momento. — Tal como indicado em 5 de agosto de 2026, a Fifa tomará uma decisão a seu devido tempo — afirmou um porta-voz da entidade máxima do futebol mundial. Enquanto as divergências se acumulam entre os reinos vizinhos, as declarações do presidente da FRMF suscitaram fortes reações na Espanha. Questionado sobre o tema nesta sexta-feira em entrevista coletiva, o treinador do Real Madrid, José Mourinho, posicionou-se a favor do estádio Santiago Bernabéu. — Gostaria que a final fosse em Lisboa, mas já fico contente de que um país como o nosso tenha ao menos uma partida da Copa — declarou inicialmente o técnico português. Para Mourinho, "se você pode jogar em um estádio mítico, histórico, onde jogaram alguns dos melhores futebolistas da história, o estádio do clube mais importante da história do futebol, acho que deveria ser aqui", completou.

Flávio defende decisão de Mendonça de investigá-lo no caso Dark Horse: ‘Tira o sigilo de tudo’

11 de Setembro de 2026, 12:29

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu nesta sexta-feira a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a abertura de uma investigação contra ele por suspeitas relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio afirmou que o ministro “está certo” ao permitir a apuração, pediu a retirada integral do sigilo do caso e disse que a divulgação dos documentos servirá para confirmar a versão que vem apresentando desde que o financiamento da produção passou a ser investigado. — Mas o ministro André Mendonça está certo, gente. Ele está sendo juiz. E, assim, eu queria muito que todos no Supremo fossem iguais ao André Mendonça, que não pesassem para lado nenhum. Investiga tudo, todo mundo, com transparência. Mostra para a imprensa, mostra para o povo, vamos ver quem é que está certo — afirmou Flávio durante agenda em Manaus. O candidato também pediu diretamente a Mendonça que torne públicos todos os elementos da apuração. — Eu peço ao ministro André Mendonça: abra o sigilo, tira o sigilo de tudo, mostra tudo para o povo, porque merece saber e diferenciar quem está certo, que é o meu caso, de quem está errado, que é o caso do governo. Flávio sustentou que a abertura das informações será positiva para sua defesa e voltou a afirmar que a relação com Vorcaro se restringiu à busca de recursos privados para o filme. Em outro momento, afirmou estar “muito feliz” com o avanço da apuração porque, segundo ele, os investigadores acabarão por confirmar sua versão. — Tem muito para ser investigado, que se investigue tudo, e eu estou muito feliz que só vão se confirmar as coisas que eu sempre falei, que o filme recebeu um patrocínio privado, não tem absolutamente nenhuma contrapartida e, com isso, a população vai ter o direito de saber quem está certo e quem está errado. A manifestação ocorre após a retirada do sigilo de documentos do caso Master revelar que Flávio foi formalmente incluído entre os investigados em um inquérito aberto por Mendonça a pedido da Polícia Federal e com aval da Procuradoria-Geral da República. O procedimento apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção relacionadas ao financiamento de “Dark Horse”. Em representação anexada aos autos, a PF afirmou que Flávio não aparece “apenas como terceiro mencionado” nas comunicações analisadas, mas como “interlocutor direto” de Daniel Vorcaro nas tratativas sobre o financiamento da produção. Segundo os investigadores, há registros de cobranças de pagamentos, reuniões presenciais e acompanhamento do andamento das gravações. A PGR, ao concordar com o aprofundamento da investigação, também apontou a necessidade de apurar se houve alguma contrapartida do senador ao banqueiro. O órgão pediu que fossem analisadas propostas legislativas apresentadas por Flávio para verificar se existiria uma “lógica de causa e efeito” entre sua atuação parlamentar e o negócio envolvendo o filme. Flávio rejeitou essa hipótese e argumentou que, como senador de oposição, não teria condições de oferecer benefícios a Vorcaro. — Eu sou um senador de oposição. O que é que eu, como senador, podia dar em contrapartida? Nada. Eu sou oposição. Imagina, eu vou pedir para o Lula alguma coisa, aí ele vai fazer o contrário que eu estou pedindo. Então não existe contrapartida. O senador também tentou minimizar a novidade das revelações feitas após a quebra do sigilo. Segundo ele, a decisão que autorizou a investigação já havia sido tomada em julho e estaria sendo “requentada” agora por razões eleitorais. Embora a abertura de uma apuração sobre o financiamento de “Dark Horse” já fosse conhecida, só agora veio a público que Flávio figura formalmente como investigado no procedimento.

Garotinho vai a julgamento no TRE-RJ nesta sexta e já mira recurso ao TSE

11 de Setembro de 2026, 12:29

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) começa a julgar nesta sexta-feira o pedido de registro da candidatura do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) ao governo do estado. O candidato não compareceu à sessão plenária e, em casa, fez uma transmissão ao vivo no Instagram na qual afirmou que, caso tenha o registro negado pela Corte, irá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O GLOBO ELEIÇÕES: Participe da comunidade e saiba tudo sobre as campanhas, debates e sabatinas Análise da Sabatina de Anthony Garotinho: 'Ao longo de 25 anos, um político que encolhe, mas sobrevive' Promessa: Paes promete ocupar Salgueiro, em São Gonçalo, se ganhar a eleição, para combater a violência na região dominada pelo traficante Rabicó O TRE-RJ julga se Garotinho reúne as condições para disputar a eleição diante de uma condenação definitiva por improbidade administrativa que determinou a suspensão de seus direitos políticos por oito anos. O Ministério Público Eleitoral sustenta que a punição ainda está em vigor e, por isso, o ex-governador não preencheria uma condição básica exigida para ser candidato: estar no pleno exercício dos direitos políticos. A condenação decorre de um processo movido pelo Ministério Público do Estado do Rio sobre irregularidades em contratos da Secretaria estadual de Saúde com organizações não governamentais para a execução do projeto “Saúde em Movimento”. Garotinho foi condenado, entre outras sanções, à suspensão dos direitos políticos por oito anos. Depois dos recursos apresentados pela defesa, o processo transitou em julgado — quando não cabem mais recursos — em 11 de julho de 2025. Com o fim dos recursos, o juízo responsável pelo processo determinou, em agosto de 2026, que o TRE-RJ e o TSE fossem comunicados sobre o trânsito em julgado e a suspensão dos direitos políticos pelo período de oito anos. É com base nessa decisão que o Ministério Público Eleitoral pede que o registro da candidatura de Garotinho seja negado. A Procuradoria ressalta que a discussão não é sobre a causa de inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa para condenações por improbidade administrativa. O que está em análise é uma condição de elegibilidade: se, diante da decisão que determinou a suspensão dos direitos políticos, Garotinho pode ter o registro de candidatura deferido. Em 27 de julho, o TRE-RJ havia proibido Garotinho de receber recursos dos fundos eleitoral e partidário e de fazer propaganda em rádio e TV. Os juízes consideraram que o candidato estaria com os direitos políticos suspensos em razão de uma condenação por improbidade administrativa relacionada a fatos de 2005 e 2006.No dia seguinte, porém, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, suspendeu a decisão do tribunal fluminense e autorizou Garotinho a fazer campanha. Durante a live nesta sexta-feira, o ex-governador afirmou que pretende recorrer caso seja derrotado no julgamento desta sexta-feira. — Mesmo sabendo que o argumento que eles já usaram uma vez é ilegal. O que eles temem? Por que eles não querem que eu seja candidato? É por isso aqui, essa pasta. Aqui está o nome de deputados, senadores, prefeitos, presidentes de câmaras, gente do Ministério Público, gente da Justiça envolvida com o crime organizado — disse Garotinho. Como revelou o jornalista Bernardo Mello Franco, em conversas com aliados, o ex-governador não esconde que está pessimista em relação ao julgamento. Segundo o jornalista, Garotinho acredita que o TRE-RJ vai indeferir seu pedido de registro. Initial plugin text

Relatório da PF aponta suspeita de que Vorcaro tentou influenciar voto de Toffoli, diz revista

11 de Setembro de 2026, 12:27

Um relatório da Polícia Federal (PF) aponta a suspeita de que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, atuou para tentar influenciar o voto do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), em um julgamento de interesse da instituição financeira. A informação, revelada pela revista piauí, faz parte de um documento entregue pelo chefe da PF, Andrei Rodrigues, ao presidente da Corte, Edson Fachin, e que permanecia sob sigilo até então. Investigação: PF diz que Flávio não foi 'apenas terceiro', mas 'interlocutor direto' de Vorcaro no financiamento do filme Dark Horse Crise no STF: Moraes pede a Fachin julgamento conjunto com relatório sobre Mendonça Em nota, o gabinete de Toffoli afirmou que o julgamento “foi objeto de pauta virtual, tendo o voto do ministro sido apresentado acompanhando o eminente relator, ao que foi destacado para a presencial, quando o voto foi repetido no mesmo sentido do voto no Plenário Virtual. Não houve, portanto, qualquer mudança de posicionamento.” O julgamento envolveu um pedido de indenização bilionária de uma empresa do setor sucroalcooleiro que cobrava da União reparação por um prejuízo causado na década de 1980. Embora o Master não figurasse como parte no processo, o desfecho era estratégico para o banco, que possuía uma carteira de mais de R$ 10 bilhões em precatórios de usinas registrados em seu balanço, segundo a revista piauí. Toffoli tinha histórico de votos favoráveis às usinas em processos envolvendo precatórios. Dias antes do julgamento de interesse do Master, porém, o ministro analisou outra ação envolvendo uma empresa do setor sucroalcooleiro e votou de forma diferente do que vinha fazendo em casos semelhantes. Na ocasião, decidiu a favor da União, e não das usinas, como havia feito em decisões anteriores. O voto desfavorável de Toffoli provocou reação entre interlocutores do banqueiro. Ex-ministro das Comunicações no governo Bolsonaro, Fábio Faria, que atuava como articulador do Master em Brasília, enviou uma mensagem a Vorcaro: “Matou a gente”. Na mesma ocasião, Vorcaro trocou mensagens com o diretor jurídico do banco. O advogado ressaltou a importância do processo envolvendo a empresa do setor sucroalcooleiro. “Serve de paradigma para nossos casos”, escreveu ao banqueiro. Em seguida, sugeriu que era necessário “se movimentar” diante da situação. Vorcaro então demonstrou estar ciente do posicionamento do ministro do STF na ação. “Toffoli virou o voto”, escreveu. Em outra mensagem, acrescentou: “Tô tratando aqui”. O julgamento acabou sendo adiado após um pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques. Quando o caso foi retomado no STF, em 1º de outubro de 2024, Toffoli votou favoravelmente aos interesses da empresa do setor sucroalcooleiro. Vorcaro foi informado sobre o desfecho do caso no mesmo dia do julgamento. "Ganhamos", escreveu um interlocutor. O banqueiro respondeu com um emoji de joinha. De acordo com a revista piauí, o relatório da PF afirma que o caso “demanda aprofundamento analítico, não sendo no presente momento suficientes para conclusões definitivas”. O documento também pontua que as trocas de mensagens sobre o processo da empresa do setor sucroalcooleiro são de “especial relevância, por ocorrerem em momento imediatamente anterior à data designada para julgamento, e por estarem inseridas em diálogo no qual se discute a necessidade de ‘se movimentar’ e de ‘acompanhar’ o caso”. O GLOBO não conseguiu contato com Faria. Em fevereiro deste ano, o Metrópoles publicou reportagem sobre as conversas entre Faria e Vorcaro. Os diálogos seriam sobre o voto de Toffoli no julgamento que envolvia a empresa do setor sucroalcooleiro. Na ocasião, o ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro negou ter tratado da ação judicial. Faria afirmou, em nota enviada ao Metrópoles, que conheceu o banqueiro após deixar o cargo de ministro. Ele acrescentou que "nunca tratou com nenhum ministro do Supremo Tribunal Federal sobre processos judiciais, e nunca foi responsável pelo relacionamento institucional de Daniel Vorcaro ou do Banco Master". Procurada pelo GLOBO, a defesa de Vorcaro ainda não se manifestou. O espaço segue aberto. Investimento em resort O relatório da PF também aponta a suspeita de que Toffoli possa ser o beneficiário final de recursos repassados por Vorcaro a uma holding offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal no Caribe. Segundo a piauí, cerca de R$ 35 milhões passaram pelo fundo Arleen, criado com aportes do Banco Master, antes de serem transferidos para o exterior. O Arleen era sócio do resort Tayayá, em Ribeirão Claro, no interior do Paraná. O empreendimento pertence à família de Toffoli por meio da empresa Maridt Participações. Enquanto esteve ligado ao fundo, Vorcaro tratava os aportes ao Tayayá como prioridade. Mensagens obtidas pela PF mostram o banqueiro cobrando seu cunhado, Fabiano Zettel, sobre pagamentos ao empreendimento. Vorcaro também chegou a escrever diretamente a Toffoli para justificar atrasos. Em novembro de 2025, Vorcaro passou a negociar a saída do Arleen. O fundo foi vendido a um empresário amigo de Toffoli em uma operação orientada diretamente pelo banqueiro. A orientação de Vorcaro era para que a transação fosse feita “sem nome” do comprador, segundo as mensagens obtidas pela PF. Meses depois, o Arleen alterou seu regulamento para permitir investimentos no exterior e transferiu a totalidade de seus ativos para uma holding nas Ilhas Virgens Britânicas. “Foram identificados diversos elementos de informação que, analisados de forma conjunta, apontam no sentido de que o ministro José Antonio Dias Toffoli possa ter figurado como beneficiário final ou proprietário de fato do FIP Arleen, bem como de seus ativos”, diz trecho do relatório obtido pela revista.

Trabalhadores dos Correios entram em greve nacional por tempo indeterminado

11 de Setembro de 2026, 12:22

Trabalhadores dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado. A paralisação foi aprovada em assembleias dos sindicatos estaduais na noite desta quinta-feira após as negociações salariais com a estatal terminarem sem acordo. Deflação: IPCA cai 0,32% em agosto, com recuos na conta de luz e nos alimentos, diz IBGE Combustíveis: Petrobras não elevará preço da gasolina nas refinarias. Na bomba, queda pode ser de 2% Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), a greve começou às 22h após 35 sindicatos aprovarem a greve. No Acre, a votação acontece na tarde desta sexta-feira. De acordo com a Findect, depois de "sucessivas rodadas de negociação", incluindo tentativas de mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), os Correios mantiveram a posição na negociação salarial, mas os trabalhadores decidiram rejeitar as propostas. Outro impasse envolve o plano de saúde dos funcionários da estatal. Ainda segundo a federação, a direção dos Correios quer deixar de manter o plano, o que, na avaliação dos trabalhadores, pode transferir para os trabalhadores o custeio da cobertura e prejudicar a assistência médica. O país que queremos: especialistas discutem o destino do Bolsa Família "A Findect seguirá acompanhando o movimento, ao lado dos sindicatos filiados, e reafirma sua disposição para negociar uma saída que atenda às reivindicações dos trabalhadores", diz comunicado da entidade sindical. Estatal em crise Os Correios passam por uma grave crise financeira. A estatal encerrou o primeiro semestre de 2026 com prejuízo de R$ 5,6 bilhões. No ano passado, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos para reestruturar a operação. Como contrapartida ao aval do Tesouro Nacional para a operação, a estatal deveria colocar em prática um plano de reestruturação que envolvia o fechamento de agências, a retirada de gratificação de R$ 500 para funcionários que exercem atendimento ao público e a adoção de um sistema para mapear os recursos necessários para realizar as entregas. iPhone Duo: testamos o novo iPhone dobrável da Apple; veja tela, câmera, preço e como funciona As medidas, porém, foram interrompidas em julho devido à ameaça de greve dos funcionários. Como mostrou O GLOBO, neste início de setembro os Correios avançaram na negociação de um novo empréstimo de R$ 7 bilhões e enviaram a proposta para análise do Ministério da Fazenda sobre a capacidade de pagamento da empresa na semana passada. O governo federal deve ser avalista e dar a garantia para o financiamento.

Petróleo opera em baixa após possível reunião entre países do Golfo

11 de Setembro de 2026, 12:22

O petróleo opera em baixa na sessão desta sexta-feira e, perto do meio-dia, o barril recuava 4%, cotado aos US$ 104,92. O movimento acontece após seis países da região do Golfo Pérsico avaliarem uma reunião com autoridades iranianas para discutir o fluxo no Estreito de Ormuz. Nesta semana, a escalada das tensões entre forças apoiadas pela Arábia Saudita e os houthis, grupo baseado no vizinho Iêmen e apoiado pelo Irã, contribuiu com o avanço do óleo aos US$ 109 durante a madrugada. Petrobras não elevará preço da gasolina. Na bomba, queda pode ser de 2% Testamos o iPhone dobrável da Apple: veja tela, câmera, preço e como funciona Os ataques embutiram incertezas também sobre o fluxo no estreito de Bab el-Mandeb, no lado Oeste da Arábia Saudita, que poderia também ser prejudicado. É por lá que grande parte do petróleo tem sido escoado, diante das tensões em Ormuz, do lado leste da península Arábica. O recuo do petróleo contribuiu com a queda nos rendimentos das Treasuries, os títulos do Tesouro Americano. As desconfianças com a condução da política fiscal e de gastos pelos EUA tem elevado os rendimentos a patamares expressivos. Ontem, o título com vencimento em dez anos atingiu 4,89%, maior rendimento desde 2023. Também nos Estados Unidos, a inflação ao consumidor americano de agosto (CPI, na sigla em inglês) veio em linha com as estimativas, subindo 0,4%, e, em 12 meses, avanço de 3,4%. — Este claramente não é o relatório de inflação que os mercados temiam, mas também não é o relatório que resolve de uma vez por todas a questão da inflação nos EUA — disse à Bloomberg Florian Ielpo, da gestora Lombard Odier. Os investidores aumentaram as apostas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) aumentará os juros na próxima semana, em meio a dados de inflação elevados. Nesta sexta-feira, a plataforma FedWatch, do CME Group, apontava 87% de chances de uma alta da taxa na semana que vem, para o patamar entre 3,75% e 4% (alta de 0,25 ponto percentual). O juro americano funciona como um ímã do capital global: se mais alto, investidores tendem a aumentar a parcela de seus investimentos em títulos americanos, drenando aplicações existentes em outros países. Como efeito, o dólar encarece e as Bolsas globais tendem a ter prejuízos, com a saída do investidor internacional. Ao meio-dia, o dólar operava estável no Brasil (zero), aos R$ 5,10, enquanto a Bolsa realizava lucros e desvalorizava 0,51%, aos 187.296 pontos. Os juros futuros, no entanto, operavam em baixa. (com Bloomberg News) Initial plugin text

CEO do Maracanã fala sobre possíveis impactos que jogo da NFL pode causar ao gramado do estádio

11 de Setembro de 2026, 12:22

O Maracanã receberá, no próximo dia 27, uma partida da National Football League (NFL), liga de futebol americano, entre Dallas Cowboys e Baltimore Ravens. A maior preocupação de Fred Nantes, CEO do estádio, contudo, será os possíveis impactos que a partida poderá causar ao gramado. — Não sabemos quais danos podem ocorrer. É a primeira vez da NFL. Estamos trabalhando para minimizar os danos e, se necessário, fazer trocas parciais. Podemos garantir que o campo estará em condições para o jogo do Fluminense, dez dias depois — disse Fred Nantes, em entrevista coletiva nesta sexta-feira Fred Nantes, CEO do Consórcio que administra o Maracanã, em coletiva Lucas Ribeiro O jogo entre Cowboys e Ravens será disputado no dia seguinte, válido pela terceira semana da temporada regular da NFL. A partida faz parte da expansão do calendário internacional da liga, que prevê jogos em diferentes países ao longo da temporada de 2026. Ainda há ingressos para a partida, disponíveis por meio do site ticketmaster.com.br.

Moraes diz que Mendonça tirou sigilo de ações do caso Master que 'entendeu conveniente' e 'excluiu' documentos

11 de Setembro de 2026, 12:21

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afirmou nesta sexta-feira que o ministro do STF André Mendonça retirou o sigilo judicial das ações que "entendeu conveniente" e "excluiu" 180 documentos, que, segundo ele, deveriam ter sido publicizados. A declaração de Moraes representa mais um capítulo no embate que ele trava com Mendonça, relator dos casos Master e do INSS. Moraes apontou que houve uma "escolha seletiva" por parte do colega e pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que libere todos os autos e que o plenário analise de forma conjunta na sessão extraordinária marcada para a próxima terça-feira, dia 15, as suspeitas levantadas contra ele e os questionamentos sobre a atuação de Mendonça nos inquéritos. Moraes acusa Mendonça de abuso de autoridade e de direcionar politicamente as investigações. "Além disso, ao cumprir parcialmente a decisão de Vossa Excelência, o Ministro André Mendonça, diretamente interessado no julgamento de ambas as PETs 16.704 e 16.662, selecionou subjetivamente o levantamento do sigilo, tornando público somente o que entendeu conveniente", escreveu Moraes, insinuando que o colega só publicizou os arquivos que lhe interessavam. "A seletividade, entretanto, foi ainda maior, pois nesses 15 (quinze) procedimentos contidos ou relacionados à PET 15.556 o sigilo levantado foi parcial, excluindo 180 (cento e oitenta) documentos e, consequentemente, dificultando a análise probatória", completou Moraes. Atendendo a um pedido do presidente da Corte, André Mendonça liberou o sigilo de 14 ações no Supremo relacionadas ao Banco Master, mas manteve o segredo dos inquéritos sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, e e o sobre a relação do PT da Bahia com o Master. Sessão de terça O pedido reforça a pressão sobre o formato da sessão de terça-feira. Como O GLOBO mostrou, uma ala do Supremo já vinha defendendo nos bastidores que os dois capítulos da crise fossem analisados conjuntamente e alertou Fachin para a possibilidade de um pedido de vista caso o julgamento se limite ao relatório que contém mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes. A sessão de terça-feira foi inicialmente convocada por Fachin para analisar a Petição 16.662, que trata do relatório da PF sobre as mensagens. Já os questionamentos sobre a atuação de Mendonça estão reunidos na Petição 16.704 e ainda não foram incluídos no calendário do plenário.

Filha de Fachin se manifesta sobre crise no STF e cita confiança na 'condução firme'

11 de Setembro de 2026, 12:21

Melina Fachin, filha de Edson Fachin, se manifestou sobre a crise no STF. O fez por meio de uma nota elaborada pelos professores da Faculdade de Direito da UFPR, onde leciona, e compartilhada em suas redes sociais. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

'Criei grupo para facilitar nossa interlocução', diz ex-chefe do BC que recebia R$ 760 mil por mês de Vorcaro

11 de Setembro de 2026, 12:16

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro simulou contratos de prestação de serviços fraudulentos para justificar o pagamento de propinas a Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central, segundo relatório da Polícia Federal (PF), obtido pelo GLOBO. Santana teria criado um grupo de WhatsApp com Vorcaro para prestar uma espécie de consultoria especializada ao banqueiro. A ligação de ambos começou em 2023 e durou até o fim de 2025, quando a relação de ambos foi tornada pública. Na noite de quinta-feira (10), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo dessa e de outras investigações relacionadas ao Banco Master, após solicitação do presidente da corte, Edson Fachin. Nas conversas extraídas do celular de Vorcaro pela PF, o servidor afastado e o empresário trocam diversas mensagens. Inicialmente, os diálogos eram mais simples e rápidos. "Bom dia. Preciso falar com você", disse o ex-diretor ao então dono do Master. Na sequência, os investigadores observaram registros de ligações por telefone. Porém, com o passar do tempo, as relações foram se tornando maiores e as conversas foram aumentando, ao ponto de Belline criar o grupo com o "chefe". A atuação do servidor, ainda segundo os investigadores, era de aconselhamento, revisão de documentos e de resoluções de questões que seriam de sua alçada. Em abril de 2024, Santana agendou uma reunião presencial com Vorcaro para tratar de “visão prospectiva e estratégica”. A escolha do local ficou a cargo do banqueiro, podendo ser na sede do BC em Brasília ou no Banco Master, na mesma localidade. Em mensagem enviada em 15 de abril de 2025, Santana pergunta a Vorcaro se ele conseguiu "enviar a minuta". Como resposta, o banqueiro diz que "sim" e que "estamos mexendo números". Na sequência, o servidor responde: "Ok, estou por aqui". Às 16h daquele dia, Daniel Vorcaro envia um documento a Santana, intitulado "Ofício Banco Master ao diretor de Organização do BC". Para a Polícia Federal, a relação de ambos foi aumentando, ao ponto de, em outubro de 2025, na ocasião em que Vorcaro tentava negociar o Banco Master para escapar de uma liquidação que ocorreria no mês seguinte, Santana informar que criara um grupo para "facilitar nossa interlocução". "Muitas vezes, a comunicação é aprofundada com chamadas de voz entre os participantes. Porém, as mensagens de texto associadas, via de regra, indicam a atuação conjunta na defesa de interesses do Banco Master", diz o relatório da PF sobre a atuação de ambos. Pagamentos milionários A forma como Belline Santana recebia seus "vencimentos" do Banco Master também ocorria por meio de ilegalidades, segundo a PF. Em outubro de 2024, o servidor recebeu R$ 760 mil após simular a prestação de serviços para uma entidade de fachada. "Para “esquentar” os pagamentos, simulam uma prestação de serviços, em que Belline é contratado pela Varajo Consultores para compor o grupo de desenvolvimento, voltado a desenvolver “estudo técnico, econômico e social focado na inserção de jovens no mercado financeiro”, diz o relatório da Polícia Federal. Outros pagamentos, de R$ 1 milhão, R$ 750 mil, entre outros, também constam como executados nas planilhas apreendidas pelos investigadores. Além de receber propina em dinheiro, o ex-servidor do Banco Central também era agraciado com outras formas de remuneração, como o custeio de viagens ao exterior. Em setembro do ano passado, ele e a mulher embarcaram para Paris, com tudo pago pelo Master, incluindo jantares em restaurantes caros. Quando o escândalo do Master tornou-se público e Belline foi implicado juntamente com Daniel Vorcaro, o ex-servidor foi chamado para prestar esclarecimentos no BC. No início deste ano, ele esteve na Procuradoria-Feral do Banco Central e tentou se explicar. Afirmou que os valores recebidos a partir de 2023 foram oriundos da elaboração de projetos sociais, mas que não sabia que os montares vieram de um banco, no caso o Master. Em março deste ano, no mesmo processo que determinou a prisão de Vorcaro, a Justiça estabeleceu diversas medidas cautelares contra Belline Santana. Veja abaixo: - Proibição de acesso às dependências do Banco Central; - Proibição de manter contato com as pessoas investigadas na Operação Compliance Zero; - Proibição de se ausentar da comarca onde reside; - Suspensão do exercício de função pública exercida junto ao Banco Central; - Monitoração eletrônica. Procurado por meio de seus advogados, Belline não respondeu.

Moraes pede a Fachin julgamento conjunto com Mendonça e fala em ‘escolha seletiva’ em divulgação de documentos do caso Master

11 de Setembro de 2026, 12:14

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta sexta-feira ao presidente da Corte, Edson Fachin, que o plenário analise de forma conjunta, na sessão extraordinária marcada para terça-feira, as suspeitas levantadas contra ele e os questionamentos sobre a atuação do ministro André Mendonça nas investigações relacionadas ao Banco Master e ao caso das fraudes no INSS. Investigação: Recrutador de influenciadores para Vorcaro disse monitorar redes de Flávio Bolsonaro, mostra mensagem obtida pela PF Relatório: PF diz que Flávio não foi 'apenas terceiro', mas 'interlocutor direto' de Vorcaro no financiamento do filme Dark Horse No documento enviado a Fachin, Moraes ainda acusa Mendonça de ter feito uma seleção do material que teve o sigilo retirado na noite de quinta-feira e afirma que 180 documentos relacionados às investigações que tiveram o sigilo derrubado permaneceram sem publicidade. "O julgamento fracionado das PETs 16.704 e 16.662, cuja relação de conexão e continência foi reconhecida em decisão de Vossa Excelência, somado à escolha seletiva do levantamento somente de parte dos procedimentos e o direcionamento subjetivo de um dos interessados de quais documentos de cada PET deverão ser entregues aos Ministros julgadores, com a supressão de 180 (cento e oitenta) documentos, obstaculiza gravemente a análise probatória", escreveu Moraes. O GLOBO ELEIÇÕES: Participe da comunidade e saiba tudo sobre as campanhas, debates e sabatinas Moraes sustenta que o próprio Fachin já reconheceu a existência de conexão entre os procedimentos. Ele cita decisão do presidente do STF segundo a qual a tramitação separada dos casos poderia provocar “risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual”, porque as medidas têm bases fáticas e probatórias que se sobrepõem. O pedido reforça a pressão sobre o formato da sessão de terça-feira. Como O GLOBO mostrou, uma ala do Supremo já vinha defendendo nos bastidores que os dois capítulos da crise fossem analisados conjuntamente e alertou Fachin para a possibilidade de um pedido de vista caso o julgamento se limite ao relatório que contém mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e referências a Moraes. A sessão de terça-feira foi inicialmente convocada por Fachin para analisar a Petição 16.662, que reúne o relatório produzido pela Polícia Federal, por determinação de Mendonça, com mensagens de Vorcaro a Moraes. Já os questionamentos sobre a atuação de Mendonça estão reunidos na Petição 16.704 e ainda não haviam sido incluídos no calendário do plenário. Na avaliação de Moraes, há uma contradição entre esse entendimento e a decisão de colocar em pauta, até agora, apenas um dos casos. O ministro afirma que a análise separada prejudicaria o exame do conjunto dos fatos pelos integrantes da Corte. No ofício, Moraes também retoma as acusações que apresentou contra Mendonça no curso da crise. Segundo ele, há indícios de que o ministro teria usurpado a direção das investigações, conduzido irregularmente tratativas de eventual colaboração premiada e direcionado alvos para investigação por razões pessoais e políticas. Moraes cita, nesse ponto, ele próprio e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). As acusações são contestadas por Mendonça. Entenda o caso A crise no STF está centrada em um embate entre Moraes e Mendonça. No início da semana passada, Mendonça tirou o sigilo de um relatório que havia determinado à PF para identificar os interlocutores de Vorcaro em determinadas mensagens. A análise constatou que o banqueiro havia conversado com Moraes e pedido orientações às vésperas de ser preso. Em reação, dois dias depois, Moraes enviou um despacho a Fachin defendendo uma investigação sobre a conduta de Mendonça. O ministro afirmou em decisão ter conhecimento de relatórios de inteligência da Polícia Federal que apontavam possíveis irregularidades na conduta de Mendonça na condução das investigações sobre as fraudes no Master e no INSS. Com base nesses relatórios, que não têm assinatura nem brasão oficial da PF, Moraes pediu uma investigação sobre Mendonça e apontou indícios de crime de responsabilidade, abuso de poder e improbidade administrativa. Os relatórios trazem a suspeita de que Mendonça pode ter interferido indevidamente na Polícia Federal e direcionado delações premiadas, o que, de acordo com os textos, pode ter ocorrido por interesses políticos. Moraes não determinou a elaboração dos relatórios, mas afirmou na decisão que ordenou o envio "em virtude da notícia da existência" deles, sem revelar como soube. A decisão diz que a PF deve mandar os documentos que "contenham citação a nomes dos membros dessa Suprema Corte". Fachin determinou que Mendonça e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestassem no caso. O prazo da PGR vai até segunda-feira, enquanto Mendonça tem até o dia 21 para responder. No início desta semana, novos capítulos da crise vieram à tona. Mendonça determinou na terça-feira o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Mendonça afirmou ter sido alvo de um “monitoramento sistemático” e ilegal realizado pela área de inteligência da Polícia Federal por mais de um mês. O magistrado listou seis relatórios produzidos entre os dias 3 e 31 de agosto com análises sobre sua atuação e sobre sua relação com o advogado-geral da União, Jorge Messias. "Em segundo lugar, importa registrar que este relator foi submetido a monitoramento sistemático por parte da inteligência da Polícia Federal (...) Houve a produção de ao menos seis relatórios de inteligência, os quais teriam sido recebidos por referida autoridade entre os dias 3 e 31 de agosto de 2026. Ou seja, ao menos há mais de 30 dias este relator tem sido monitorado pela Polícia Federal. Trata-se de monitoramento ilícito de Ministro da Suprema Corte do país, o que por si só revela a gravidade da situação", escreveu Mendonça. A Segunda Turma do Supremo Tribunal (STF) chegou a formar maioria na terça-feira para manter a decisão de Mendonça que determinou o afastamento de Andrei. O ministro Gilmar Mendes, no entanto, pediu vista e interrompeu a análise no plenário virtual. No dia seguinte, o ministro Flávio Dino deu uma decisão em outro processo, a partir de um recurso de Andrei, e reintegrou o delegado ao posto de chefe da PF. Fachin, então, adotou uma série de medidas na quarta-feira na tentativa de conter a crise. Ele assumiu a relatoria do inquérito das fake news e removeu Moraes; marcou o julgamento do relatório que cita Moraes na terça-feira; e suspendeu as decisões contraditórias de Dino e Mendonça sobre Andrei, mantendo o diretor-geral da PF no cargo.

Advogado de Richarlison vai a Londres destravar saída do Tottenham. Vasco tenta última cartada; entenda

11 de Setembro de 2026, 12:09

Vasco e Richarlison contam as horas do último dia da janela de transferências aberta para fechar uma operação que depende do Tottenham, mas também do atacante decidir o caminho que vai seguir. Pela manhã o advogado do jogador foi para Londres para destravar a saída do clube inglês. A primeira opção é a rescisão, já que a oferta do Vasco foi considerada baixa pelo Tottenham. A diretoria carioca tenta uma última cartada para viabilizar o negócio. O blog conta os bastidores: Ciente de que Richarlison prefere ficar livre para buscar um novo rumo janeiro, o Vasco se equilibra entre sugerir que o Tottenham aceite a oferta e evite a briga na Justiça e que o jogador tope ser vendido. O contrato longo entre Vasco e Richarlison teria previsão de parcelamento na compra, e os valores poderiam ser assumidos por um novo clube em caso de proposta no fim da temporada - e desejo de saída do próprio atleta. O Vasco também cogita luvas maiores na operação e parte de uma futura venda para o jogador. A questão é que todo esse imbróglio precisa ser resolvido na próxima hora, uma vez que os documentos precisam ser trocados e Richarlison precisa estar livre hoje para ser registrado no Vasco. Caso a operação de compra não avance, o atacante ainda pode ficar livre nos próximos dias, mas uma nova transferência só aconteceria em janeiro. E o Vasco não manteria de pé o sonho de tê-lo em 2026.

Atuação de Flávio, custos de Eduardo nos EUA e fundo americano: as perguntas que a PF lista no caso Dark Horse

11 de Setembro de 2026, 12:07

Uma representação da Polícia Federal elencou cinco perguntas que os investigadores buscam esclarecer no inquérito aberto sobre o financiamento do filme Dark Horse. O documento foi enviado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que decidiu abrir uma investigação para apurar os crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. O início da apuração teve o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). A decisão foi tomada em julho e veio a público agora com a queda do sigilo de parte das investigações sobre o Master. O inquérito que trata diretamente de Flávio segue sob segredo, mas o despacho determinado a apuração aparece no inquérito principal do caso Master. A PF busca elucidar: O "papel efetivamente exercido" pelo senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-SP), ex-deputado Eduardo (PL-SP) Bolsonaro, deputado Mário Frias (PL-SP) e outras cinco pessoas envolvidas nos repasses do banqueiro Daniel Vorcaro para o longa; A “origem dos recursos" destinados ao financiamento do filme. Os investigadores querem saber da onde o dono do Master tirou o dinheiro para investir no filme em um momento em que o banco já passava por sérias dificuldades financeiras; A “razão da utilização" da Entre Investimentos como "intermediária dos pagamentos" do filme. A empresa foi utilizada para encaminhar os valores do Brasil aos Estados Unidos. O dono da companhia, Freixo Junior, fechou recentemente delação premiada com a PGR e deve indicar o caminho do dinheiro. A "função desempenhada" pelo fundo Heavengate, sediado no Texas e controlado por um advogado que já atuou por Eduardo Bolsonaro. Os investigadores apontaram que o fundo foi criado para tocar um empreendimento imobiliário chamado Havengate, estava inerte desde 2020 e foi reativado para receber recursos do filme. "Os beneficiários finais dos valores remetidos ao exterior"; a PF tem uma hipótese de que os repasses de Vorcaro podem ter sido usados para custear a estadia de Eduardo nos Estados Unidos e a sua articulação junto à Casa Branca para conseguir sanções contra o poder judiciário brasileiro. Menção a Flávio Na mesma representação, a PF afirmou que o senador não foi um mero "terceiro", mas um "interlocutor direto" de Daniel Vorcaro na negociação sobre o financiamento do filme Dark Horse. "Tais elementos indicam que o Senador Flávio Nantes Bolsonaro não aparece apenas como terceiro mencionado em comunicações de outras pessoas, mas como interlocutor direto de Daniel Vorcaro em tratativas relacionadas ao financiamento da produção, inclusive com cobranças de pagamentos, reuniões presenciais e acompanhamento do andamento das gravações", diz o texto anexado nos autos do caso Master, cujo sigilo foi retirado na noite desta quinta-feira.

Hadassa Viagens amplia atuação e lança nova experiência ao público

11 de Setembro de 2026, 12:00

O turismo internacional ganha um novo espaço na televisão brasileira. A Hadassa Viagens estreia neste domingo, 13 de setembro, das 15h às 15h30, o Show de Prêmios Hadassa, programa de televisão que reúne viagens, entretenimento, experiências turísticas e grandes premiações para espectadores de diferentes regiões do país. Apresentado pelo empresário Jean Patrick Garcia Baleche, CEO do Grupo Hadassa Viagens, o programa marca uma nova etapa da empresa, que amplia sua presença para além da operação turística e passa a investir também em conteúdo televisivo como ferramenta de relacionamento e aproximação com o público. A estreia ocorre após a empresa divulgar, em 6 de setembro, os cinco primeiros contemplados da BackTrip, iniciativa de cupons premiados ligada ao ecossistema da companhia. Os ganhadores são de São Paulo, Maceió, Goiás, Campinas e São José do Rio Preto e receberam viagens para Europa, Israel e Chile, além de um cruzeiro e uma Eurotrip por três países. A partir de 13 de setembro, novas premiações serão realizadas dentro da programação prevista para o projeto, que deve permanecer em atividade por até um ano. Além das viagens nacionais e internacionais, a iniciativa prevê outros prêmios, incluindo veículos elétricos, produtos de tecnologia e brindes. Turismo e entretenimento na televisão O Show de Prêmios Hadassa foi desenvolvido com a proposta de transformar o universo das viagens em entretenimento para a televisão. Durante as edições, o público poderá conhecer destinos, acompanhar experiências de viajantes, descobrir novidades do mercado turístico e participar das ações promovidas pela empresa. Destinos do Oriente Médio, Europa, Estados Unidos e América do Sul estarão entre os destaques da programação, aproximando os espectadores de diferentes culturas e possibilidades de viagem. A estratégia também reforça o movimento de expansão da Hadassa Viagens. Com 18 anos de atuação no segmento, a empresa informa já ter embarcado mais de 1,35 milhão de passageiros para destinos nos cinco continentes e reunir mais de 750 mil clientes em seu ecossistema. A chegada à televisão representa, portanto, uma nova frente de comunicação para uma companhia que construiu sua trajetória especialmente no turismo internacional. Para Jean Patrick Garcia Baleche, a televisão permite estabelecer uma relação ainda mais próxima com o consumidor e apresentar o turismo de uma maneira acessível e dinâmica. "Queremos levar para dentro da casa dos brasileiros um pouco da experiência de conhecer o mundo. O programa reúne entretenimento, destinos, oportunidades e premiações, criando uma conexão diferente entre o público e o turismo", afirma o empresário. Cupons ampliam experiência dos clientes Uma das iniciativas apresentadas pela empresa é a BackTrip, modalidade de cupons que oferece benefícios aos clientes e participação nas premiações promovidas pela companhia. Segundo a Hadassa Viagens, a cada dez unidades adquiridas, o cliente pode obter descontos entre R$ 300 e R$ 750 para utilizar na compra de viagens oferecidas pela operadora, além da possibilidade de ser contemplado nas campanhas de premiação. A proposta busca integrar benefício comercial, experiência de viagem e entretenimento. Os primeiros contemplados demonstram também o alcance geográfico da iniciativa, com participantes de diferentes cidades e estados brasileiros. A expectativa da companhia é ampliar essa participação nacional conforme o programa avance e novas edições sejam transmitidas. Nova fase da Hadassa Viagens A estreia do programa de televisão integra uma estratégia de diversificação da presença institucional da Hadassa. A empresa pretende utilizar o espaço televisivo não apenas para apresentar seus produtos, mas também para divulgar destinos e mostrar diferentes experiências relacionadas ao turismo internacional. O formato permite trabalhar informação e entretenimento em uma mesma atração, apresentando possibilidades de roteiros e experiências para brasileiros interessados em viajar pelo mundo. A televisão também amplia o alcance de uma estratégia que até então estava concentrada principalmente no relacionamento direto com clientes e na operação de viagens. Com o novo programa, a empresa passa a ocupar um espaço nacional de comunicação, levando sua experiência no setor turístico para uma audiência mais ampla. Experiência para quem deseja conhecer o mundo O Show de Prêmios Hadassa nasce com a proposta de aproximar os brasileiros de destinos internacionais e mostrar que uma viagem começa muito antes do embarque. Conhecer culturas, descobrir lugares, planejar roteiros e acompanhar experiências também fazem parte desse processo. A combinação de turismo, entretenimento, participação do público e premiações será a base das edições da atração. Para a Hadassa Viagens, o lançamento representa ainda a oportunidade de estabelecer uma nova conexão com consumidores de diferentes regiões do Brasil e apresentar o turismo internacional de maneira mais próxima da rotina das famílias. Com estreia marcada para domingo, 13 de setembro, das 15h às 15h30 na TV, o programa inaugura uma nova etapa da trajetória da empresa e reforça a aposta do Grupo Hadassa na integração entre turismo, comunicação e entretenimento.

Ala do STF critica quebra parcial de sigilo por Mendonça e aumenta pressão para adiar julgamento sobre Moraes

11 de Setembro de 2026, 11:57

Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) passou a criticar a retirada parcial do sigilo das investigações do caso Master pelo ministro André Mendonça. A avaliação é que ele manteve sigilo informações sobre algumas das autoridades, provocando um desequilíbrio, e cobram que o julgamento marcado para a próxima terça-feira não se limite às suspeitas envolvendo a relação de Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro. Esses ministros citam, como exemplo do que segue sob sigilo, relatório produzido pela Polícia Federal com mensagens e detalhes da relação Vorcaro com o ministro Dias Toffoli. As informações foram reveladas pela revista Piauí nesta quinta-feira. As novas revelações envolvendo o ministro Dias Toffoli passaram a ser citadas nos bastidores como exemplo da existência de outras frentes relacionadas ao caso Master que não chegaram, até agora, ao plenário da mesma forma que o caso de Moraes. O incômodo aumenta a pressão sobre o formato da sessão extraordinária convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, para terça-feira, dia 15. Como O GLOBO mostrou, ministros já alertaram Fachin sobre a possibilidade de um pedido de vista interromper o julgamento e uma ala da Corte defende que os questionamentos envolvendo Moraes, além de um relatório que aponta suspeitas de irregularidades na condução de Mendonça, sejam analisados conjuntamente. Para esse grupo, as novas informações reforçam o argumento de que o Supremo não deveria dar uma resposta definitiva apenas ao capítulo relacionado a Moraes enquanto permanecem pendentes outras questões surgidas a partir das investigações do Master. A avaliação é que o plenário precisa considerar o contexto mais amplo da crise, inclusive os questionamentos sobre a própria condução das apurações por Mendonça. A sessão extraordinária foi convocada por Fachin depois de uma escalada da crise interna no Supremo. O processo que será analisado reúne o relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas a Vorcaro e referências a Moraes. Na quinta-feira, a Presidência disponibilizou aos gabinetes dos ministros a íntegra da Petição 16.662, incluída no calendário do plenário para o dia 15. Os questionamentos relacionados a Mendonça, porém, seguem outro calendário. Relatórios de inteligência da PF usados por Moraes para apontar uma suposta "parcialidade" e eventual crime de responsabilidade do ministro ainda não têm data para chegar ao plenário. Fachin indicou que deverá decidir o destino dessa frente depois de receber as informações solicitadas a Mendonça. Essa diferença de calendário é justamente um dos pontos questionados por uma ala do tribunal. Ministros defendem que, se as suspeitas relacionadas à atuação de Moraes serão submetidas ao plenário, os questionamentos sobre a atuação de Mendonça também deveriam ser considerados antes de uma conclusão definitiva da Corte. Na quinta-feira, Fachin ouviu ministros individualmente sobre o rito e a condução da sessão extraordinária. Passaram pelo gabinete da Presidência Moraes, Mendonça, Dias Toffoli, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Cristiano Zanin. Fachin também conversou com Cármen Lúcia no gabinete da ministra e recebeu o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Segundo interlocutores, Fachin adotou uma postura de escuta nesses encontros e evitou antecipar sua posição. Ministros apresentaram avaliações sobre o formato do julgamento e os possíveis caminhos para o plenário, mas o presidente da Corte não indicou como pretende reagir às ponderações.

Vorcaro movimentou US$ 89,6 milhões nas Bahamas em dois anos, aponta relatório do Coaf

11 de Setembro de 2026, 11:57

O banqueiro Daniel Vorcaro movimentou US$ 89,6 milhões, o equivalente a R$ 455 milhões, em transações financeiras nas Bahamas em dois anos, aponta um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). As Bahamas são consideradas um paraíso fiscal por facilitar a abertura de empresas sem identificação do real beneficiário e ter regras menos rígidas para o combate à lavagem de dinheiro. As movimentações ocorreram entre 11 de janeiro de 2024 e 29 de dezembro de 2025. Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro do ano passado e foi solto no fim daquele mês. Ele voltou a ser detido em março de 2026. As transações incluem valores recebidos e transferidos e, segundo o documento, estão relacionadas a viagens e contratação de artistas, entre outras despesas. O Coaf é um órgão vinculado ao Banco Central e é responsável por informar órgãos como Polícia Federal e Ministério Público Federal sobre transações consideradas suspeitas de acordo com a lei. Os avisos em si representam indícios e precisam ser investigados posteriormente para que fique configurado ou não algum crime. As informações foram incorporadas ao inquérito sobre as fraudes bilionárias do Banco Master no final de junho, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). O documento compila dados dos últimos dois anos encaminhados por autoridades estrangeiras com foco em Vorcaro e a Mosaic Financial, uma corretora de valores mobiliários registrada nas Bahamas que seria supostamente usada para fazer repassar valores para offshores ligadas ao ex-banqueiro O relatório lista movimentações que foram marcadas como suspeitas por diferentes razões: possível corrupção; origem suspeita dos fundos; transações sem propósito econômico aparente; e operações envolvendo jurisdição estrangeira de alto risco. US$ 41 milhões As primeiras transferências bancárias suspeitas listadas no documento somam US$ 41.073.712,00 e ocorreram entre julho e dezembro de 2025. Segundo o relatório, as operações envolvem Vorcaro, a Mosaic Financial e a Signature Luxury Services. O Coaf indica que os repasses eram referentes a pagamentos de hospedagem em viagens e à contratação de “artistas renomados da indústria do entretenimento”. As movimentações foram consideradas suspeitas dada a possível origem dos fundos, "que poderiam ser provenientes de uma alegação de crime financeiro envolvendo Vorcaro". US$ 48,6 milhões Já um banco de Nova York relatou ter identificado transferências eletrônicas suspeitas de US$ 48,6 milhões envolvendo Vorcaro, entre janeiro de 2024 e dezembro de 2025. Segundo o relatório, o banqueiro fez 15 repasses totalizando US$ 22,6 milhões; e foi beneficiário de quatro transferências totalizando US$ 26 milhões, enviadas pela Royal Capital PSC, um fundo árabe. O documento destaca que detalhes das transferências de "grandes quantias arredondadas. Segundo o Coaf, as operações foram sinalizadas como suspeitas por uma série de razões, inclusive pelo fato de o dono do Master ter sido preso logo após receber US$ 26 milhões enviados. por uma empresa de serviços financeiros com sede nos Emirados Árabes Unidos. Ainda de acordo com o relatório, muitas das transferências também foram enviadas durante o período em que Vorcaro já era investigado e assim o banco estrangeiro entendeu que havia possibilidade de que as movimentações de fundo ocorreram em uma tentativa de evitar a apreensão de bens pelas autoridades. Além disso, o relatório apresenta valores que não passaram por contas de Vorcaro, mas estavam relacionados a serviços prestados a ele. Outra leva de operações suspeitas listada pelo Coaf foram as transferências que a Signature Luxury Services LLC fez entre fevereiro e março de 2025, totalizando US$ 3,3 milhões por serviços de hospitalidade, equipe e concierge para o cliente Vorcaro. A atividade foi considerada suspeita "porque grandes transferências de uma empresa de gestão de private equity com sede no Brasil foram recebidas, cujo propósito/relação final da atividade não pôde ser comprovado, e que posteriormente financiaram diversas transferências internacionais e nacionais para várias contrapartes, mencionando Vorcaro". O Coaf também aponta transferências de US$ 10 milhões envolvendo a Mosaic e a Signature Luxury Services entre novembro de 2024 e janeiro de 2025 relacionadas ao "cliente Vorcaro". Primeiro, a Mosaic fez o pagamento de US$ 2,1 milhões para o serviço de concierge de luxo. Depois, a Signature Luxury Services fez nove repasses, totalizando US$ 8,7 milhões referentes a eventos de hospitalidade, contratos de barcos/fretamento, logística, artistas e apresentações para Vorcaro.

Empresa de Vorcaro que contratou mulher de Moraes por R$ 50 milhões foi condenada por fraude na CVM

11 de Setembro de 2026, 11:55

A empresa de Daniel Vorcaro que firmou um segundo contrato de R$ 50 milhões com o escritório da mulher de Alexandre de Moraes, a Viking Participações, em maio de 2025, foi condenada pela Comissão de Valores Mobiliários por fraude na emissão de cotas de um fundo imobiliário que vendeu títulos a fundos de pensão de vários estados. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Dino pede destaque e leva discussão sobre alteração na Lei da Ficha Limpa para discussão presencial no plenário

11 de Setembro de 2026, 11:51

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta sexta-feira um destaque no julgamento virtual que analisa as mudanças propostas na Lei da Ficha Limpa, medida que leva o caso a ser discutido de forma presencial no plenário da Corte. O resultado da análise do caso tem potencial para afetar as candidaturas dos ex-governadores José Roberto Arruda (PSD-DF), do Distrito Federal, Anthony Garotinho (Republicanos-RJ), do Rio de Janeiro, além do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos-MG). O GLOBO ELEIÇÕES: Participe da comunidade e saiba tudo sobre as campanhas, debates e sabatina Leia mais: Paes promete ‘tirar o crime’ de dentro do governo, acabar com influência política nas polícias e repaginar Secretaria de Segurança Em tramitação na ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 7881, o processo analisa a validade da Lei Complementar 219 de 2025, que modifica a contagem do prazo de 8 anos para inelegibilidade de políticos condenados judicialmente. Atualmente, esse cálculo é feito a partir do início do cumprimento da pena, mas, pela mudança proposta, ele passaria a valer a partir da data da condenação. Caso receba o aval do Supremo, a alteração tende a beneficiar políticos como Arruda, Garotinho e Cunha, que vivem impasses jurídicos em suas candidaturas neste ano em função de condenações prévias que determinaram a suspensão de seus direitos políticos. Em maio, ao encaminhar o caso para análise pelo plenário virtual, a relatora do caso, ministra Cármen Lúcia, argumentou que a mudança representaria um "retrocesso" e uma afronta aos princípios da moralidade pública. A magistrada também apontou que existiam vícios de inconstitucionalidade no rito legislativo, argumentando que as mudanças feitas pelo Senado Federal não foram encaminhadas para a Câmara dos Deputados. O ministro Luiz Fux seguiu a posição da relatora, mas Gilmar Mendes divergiu ao apresentar seu voto nesta sexta-feira. O ministro defendeu a alteração do cálculo da inelegibilidade determinada pela lei complementar e sugeriu um período de transição de 18 meses para substituição da regra antiga pela norma atualizada. A análise do caso, no entanto, foi paralisada em seguida pelo destaque apresentado por Dino e deverá ser retomada presencialmente. Initial plugin text

AfD denuncia Merz após chanceler alemão associar política de ‘remigração’ do partido de extrema direita a ‘limpeza étnica’

11 de Setembro de 2026, 11:50

O partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) apresentou uma queixa criminal por difamação contra o chanceler Friedrich Merz dois dias após ele afirmar, em discurso no Parlamento, que a política de “remigração” defendida pela legenda equivale a uma “limpeza étnica” baseada na origem e na cor da pele. O grupo parlamentar anunciou a medida nesta sexta-feira e sustenta que as declarações são “penalmente relevantes”. Contexto: Chanceler alemão acusa AfD de defender ‘limpeza étnica’ na Alemanha e cancela ligação com Trump O GLOBO no Mundo: Receba as notícias internacionais direto no seu celular A fala de Merz foi feita durante um tenso debate no Bundestag, o Parlamento alemão, na quarta-feira, depois de duras críticas ao governo feitas pela copresidente da AfD, Alice Weidel. Ao responder à parlamentar, o chanceler argumentou que milhões de pessoas de origem migrante trabalham em profissões especializadas na Alemanha e afirmou que a implementação da política defendida pela sigla prejudicaria a economia do país. — O termo “remigração” nada mais é do que um sinônimo de limpeza étnica com base na origem e na cor da pele — afirmou Merz, sob aplausos de parlamentares. — O que define vocês é o desprezo por nossas instituições democráticas e a constante desqualificação pessoal dos representantes do nosso Estado. Essa é a marca da política de vocês. Uma das principais propostas da AfD é a chamada “remigração”, termo associado à expulsão em larga escala de estrangeiros. Embora a plataforma oficial da legenda se concentre na deportação de migrantes que não obtenham asilo ou cometam crimes, o serviço de inteligência doméstico afirma que diversos representantes do partido defendem expulsões muito mais abrangentes. Entenda: Extrema direita conquista ampla vantagem em eleição regional na Alemanha, mas deve ter que negociar para governar Na Saxônia-Anhalt, estado do leste da Alemanha onde conquistou uma ampla vitória nas eleições de domingo, a sigla discutiu a criação de uma “força-tarefa de deportação” financiada pelo estado, além de mudanças no funcionalismo público e no sistema educacional para eliminar o que classifica como “doutrinação de esquerda”. Após as declarações do chanceler no Bundestag, no entanto, a AfD decidiu recorrer à Justiça e questionar a proteção parlamentar concedida a Merz. — A insinuação de que o grupo parlamentar da AfD, que se mantém firmemente dentro dos princípios da Constituição alemã, está comprometido com uma limpeza étnica, ou seja, em última instância, com expulsões e assassinatos, é tão clara que o Judiciário precisa agir neste caso — disse Stephan Brandner, diretor administrativo e assessor jurídico do grupo parlamentar da AfD. ‘Ofensas difamatórias’ Em vídeo publicado na noite de quinta-feira no X, Brandner também anunciou a decisão de apresentar a denúncia criminal e classificou as declarações feitas por Merz no Parlamento como “inadmissíveis”. O deputado chamou os comentários do chanceler de “disparates” e disse ser “inaceitável que o chefe do Poder Executivo de nosso país espalhe semelhantes mentiras e calúnias”. Análise: Vitória da extrema direita em eleição regional na Alemanha envia sinal a capitais europeias Brandner argumentou ainda que as palavras do chanceler “ultrapassaram os limites” e, por isso, não estariam protegidas pelas regras de imunidade parlamentar. O dirigente da AfD considera que a acusação feita por Merz constitui uma ofensa difamatória e, portanto, se enquadraria em uma das exceções previstas pela legislação alemã para declarações feitas dentro do Parlamento. Segundo o Artigo 46 da Lei Fundamental, a Constituição alemã, integrantes do Bundestag não podem, em geral, ser responsabilizados judicialmente por declarações feitas no exercício de suas funções no Parlamento. A legislação, no entanto, estabelece uma exceção para “ofensas difamatórias”, argumento no qual a AfD baseia sua iniciativa contra Merz. As autoridades podem investigar um parlamentar nesses casos, mas o Bundestag precisa votar pela suspensão de sua imunidade, por exemplo, se acusações formais forem apresentadas. A Alemanha, assim como outros países, concede esse tipo de proteção aos integrantes do Legislativo pelas declarações feitas no plenário. Reação: Chanceler alemão diz estar ‘profundamente chocado’ com vitória do AfD, de extrema direita, em eleição regional Fora do Parlamento, as leis alemãs relacionadas à liberdade de expressão têm sido alvo de controvérsia nos últimos anos. Críticos da legislação, entre eles integrantes da própria AfD, afirmam que as normas são excessivamente rígidas e limitam a liberdade de expressão. Nos últimos anos, casos de pessoas investigadas criminalmente por insultar, ridicularizar ou criticar duramente dirigentes políticos tiveram grande repercussão no país. Vitória histórica A AfD obteve quase 44% dos votos na Saxônia-Anhalt, seu melhor resultado no estado e o desempenho mais forte de um partido de extrema direita em uma eleição estadual alemã desde a a Segunda Guerra Mundial. A legenda ficou a três cadeiras da maioria absoluta, enquanto a União Democrata Cristã (CDU), de Merz, que governa a região desde 2002, obteve 17% dos votos e viu seu apoio cair pela metade. O chanceler reconheceu que sua própria impopularidade contribuiu para o resultado de seu partido, mas minimizou a vitória da sigla adversária. — Cinquenta e seis por cento dos eleitores da Saxônia-Anhalt não votaram em vocês. Em nenhum lugar da Alemanha vocês conseguirão maioria. Vocês são e continuarão sendo uma força destrutiva — disse. Entenda: Extrema direita da Alemanha mira em dissidência conservadora e sigla populista de esquerda para formar governo regional Após os resultados, o presidente americano, Donald Trump, parabenizou a AfD pela vitória. Em publicação nas redes sociais na terça-feira, Trump celebrou o que chamou de “grande noite” do partido e atribuiu seu avanço às “regras de imigração absolutamente horríveis” da Alemanha. “MGGA!!!”, acrescentou, em uma adaptação para a Alemanha de seu slogan MAGA, sigla em inglês para “Tornar a América Grande Novamente”. Em resposta, o governo alemão anunciou o adiamento de uma ligação telefônica que estava prevista para ocorrer entre Merz e Trump na quarta-feira. A ligação estava na agenda de Merz por ocasião do 25º aniversário dos atentados do 11 de Setembro. Questionado sobre o motivo da decisão, o porta-voz do governo, Stefan Kornelius, se recusou a dar detalhes, mas afirmou que não se tratava de um “conflito de agenda” e que “uma nova data não foi definida”. — [O chanceler] sempre se opôs, em termos gerais, a interferir ou comentar sobre a situação política interna, particularmente no que diz respeito a eleições — disse Kornelius à imprensa. O principal candidato da AfD no estado, Ulrich Siegmund, busca agora apoio entre integrantes de outras legendas para ser eleito chefe do governo estadual. Merz o acusou de “fraude eleitoral” por romper uma promessa de campanha de não tentar governar caso não conquistasse maioria absoluta. A AfD é classificada como extremista de direita pelo serviço de inteligência doméstico alemão em partes de sua estrutura, e a vitória reacendeu discussões sobre como os demais partidos — e mesmo como os demais países na Europa — devem lidar com seu avanço. (Com Bloomberg e AFP)

CEO do Maracanã reconhece estado ruim do gramado do estádio: 'Não está na qualidade que gostaríamos'

11 de Setembro de 2026, 11:47

Fred Nantes, CEO do Consórcio que administra o Maracanã, reconheceu que o gramado do estádio poderia estar em melhores condições. Em entrevista coletiva, nesta sexta-feira, o ex-executivo da Conmebol apresentou um projeto de manutenção da grama no local onde Flamengo e Fluminense mandam seus jogos até o fim desta temporada. — Reconhecemos que o gramado não está na qualidade que gostaríamos. É importante fazer uma análise bastante criteriosa quando criticamos as condições do gramado do Maracanã, sempre baseada em dados técnicos — disse Fred Nantes. — Não há negligência do Maracanã em relação ao gramado. Mas existem, sim, algumas situações que não estão sob nosso controle — continuou. O gramado do Maracanã vem recebendo críticas dos jogadores nos últimos dias. Após a vitória do Fluminense sobre o Vasco no Brasileirão, o lateral-direito Guga disse não ter lembrado de atuar em condições tão ruins no futebol brasileiro. — A gente estava conversando no vestiário. Não me recordo de ter jogado em um campo tão ruim aqui no Brasil como está o Maracanã hoje. É desesperador. Pela grandeza do estádio, não podemos ter um gramado nesse estado — declarou Guga. O tricolor não é o primeiro a reclamar sobre o gramado. Na verdade, as críticas vêm sendo recorrentes após a Copa do Mundo por parte de jogadores de Flamengo e Fluminense, que encabeçam a administração do Maracanã. No final de agosto, o zagueiro rubro-negro Léo Pereira mostrou insatisfação após o jogo contra o Cruzeiro, pela Libertadores. Logo depois, Severiano Braga foi demitido do cargo de diretor do consórcio. O atacante Samuel Lino foi substituído no jogo entre Flamengo e Mirassol esbravejando com o treinador Leonardo Jardim por conta das más condições do gramado.

CEO move ação para recuperar R$ 1,8 milhão gastos em presentes para ex-namorada em Cingapura, e Justiça nega

11 de Setembro de 2026, 11:47

O empresário Chander Agarwal, diretor-executivo de uma empresa de logística em Cingapura, perdeu uma ação na Justiça em que tentava recuperar da ex-namorada Felicia Lee 468 mil dólares cingapurianos (cerca de R$ 1,8 milhão). A quantia correspondia a presentes e outras despesas pagas por ele durante o relacionamento. A Suprema Corte de Singapura concluiu que os valores foram entregues voluntariamente e não poderiam ser cobrados como empréstimos. Gigante de buscas: Google terá de abrir a rivais sua ferramenta de anúncios, mas não terá de vender unidade, decide Justiça americana Avaliação dos especialistas: Acordo da Meta com indenização bilionária mexe no 'coração do negócio', mas alcance pode ser limitado Agarwal conheceu Lee durante um voo em 2019, quando ela trabalhava como comissária de bordo. Os dois começaram um relacionamento em setembro de 2022, e o namoro terminou em dezembro de 2023. O rompimento ocorreu depois que Agarwal passou a suspeitar que ela mantinha um relacionamento com outra pessoa, segundo a BBC. Agarwal entrou com a ação em março de 2024. Ele alegou que Lee havia “solicitado vários empréstimos sem juros” durante o relacionamento. Entre os valores incluídos na cobrança estava 206 mil dólares cingapurianos em despesas no cartão de crédito, 129 mil em viagens internacionais, 17 mil para contratar um especialista em feng shui para o apartamento de Lee e 20 mil para pagar o seguro de vida dela. A soma fazia parte dos 468 mil dólares singapurianos que ele tentou recuperar judicialmente. Ex-namorada disse que eram presentes Lee contestou a cobrança e afirmou que os valores eram "presentes feitos por amor e afeto". Para ela, portanto, Agarwal não poderia exigir posteriormente a devolução das quantias gastas durante o relacionamento. O juiz sênior Lee Seiu Kin concordou com essa interpretação. Um dos principais pontos da decisão foi a falta de documentos que comprovassem que os valores haviam sido emprestados. Agarwal não apresentou registros que mostrassem, por exemplo, que Lee reconhecia ter recebido empréstimos que deveriam ser devolvidos. O magistrado também observou que Agarwal já tinha o hábito de presentear Lee com itens caros antes mesmo do início do relacionamento. Durante o namoro, ele continuou com esse comportamento e chegou a tranquilizá-la de que não esperava que ela devolvesse os valores. — As provas diante de mim mostram claramente que o autor, apaixonado pela ré, a cobriu de presentes caros durante o relacionamento — alegou o magistrado. Segundo Lee Seiu Kin, a situação mudou depois que o relacionamento terminou de maneira ruim. — Infelizmente, quando o relacionamento terminou em maus termos, [Agarwal] ficou amargurado e estava determinado a cobrar um preço dela. O juiz também destacou a diferença financeira entre o casal. Segundo ele, Agarwal era "claramente um homem de amplos recursos, que tem gostos caros". Em relação a Lee, afirmou "que [ela] não estava nesse patamar". O magistrado também analisou as mensagens trocadas entre os dois. Segundo ele, em várias conversas Lee demonstrava admiração quando Agarwal oferecia presentes caros. Em algumas ocasiões, porém, ela teria demonstrado espontaneamente resistência em aceitar os itens. Ao encerrar a sentença, Lee Seiu Kin citou uma frase do dramaturgo inglês William Congreve, retirada da sátira trágica The Mourning Bride: "O céu não tem fúria semelhante à do amor transformado em ódio, nem o inferno, à de uma mulher desprezada". Em seguida, o magistrado acrescentou: — Este caso mostra que essa emoção não é exclusividade de um gênero. Outro processo envolvendo rejeição amorosa Singapura também registrou outro caso judicial envolvendo uma relação que terminou em rejeição. No início de 2023, K Kawshigan abriu duas ações contra Nora Tan depois de ela rejeitar suas investidas amorosas. Os processos somavam mais de 3 milhões de dólares singapurianos. Kawshigan alegou que a rejeição havia causado trauma emocional e prejuízos à sua reputação, mas os tribunais de Singapura rejeitaram as duas ações. Posteriormente, Nora Tan entrou com uma ação contra Kawshigan para cobrar despesas que, segundo ela, havia tido para se defender do suposto assédio praticado por ele.

De Bon Jovi a Coldplay: relembre edições do Rock in Rio marcadas por shows sob temporal

11 de Setembro de 2026, 11:47

Desde a sua primeira edição, a mística do Rock in Rio preconiza que o festival "raiz" tem que ser sob a chuva. As imgens do lamaçal em 1985 permaneceram na memória coletiva da mesma forma que o coro de "Love of my life" no show do Queen ou o rosto ensaguentado de Bruce Dickinson, após o vocalista do Iron Maiden bater o braço da guitarra acidentalmente na testa. No primeiro fim de semana do Rock in Rio 2026 o sol até deu as caras, mas a chuva e o frio foram os protagonistas na Cidade do Rock. Os fãs de Sepultura, Bad Omens e Bring Me the Horizon entraram no clima mais "roots" do festival, com rodas de pogo com várias capas de chuva se esbarrando. Além disso, apresentações como a de Black Eyed Peas e Calvin Harris já podem entrar para a história das mais molhadas do festival. E tudo indica que o segundo final de semana seguirá da mesma forma. Antes mesmo de começar o festival, o público do Stray Kids já botou o figurino de plástico para aguardar a abertura dos portões, mais de doze horas antes do show desta sexta-feira (11). Fãs na chuva durante o show do Sepultura no Palco Mundo no último sábado (5) Guito Moreto Preparação: O que pode e não pode levar para a Cidade do Rock? O SEU ROCK IN RIO: MONTE O SEU LINE-UP IDEAL EM JOGO INTERATIVO Relembre abaixo os shows sob chuva que entraram para a história do festival: O lamaçal de 1985 Público na chuva em 1985 Jorge Marinho/17-1-1985 Realizada entre 11 e 20 de janeiro de 1985, a primeira edição do Rock in Rio teve as chuvas de verão como coadjuvante de apresentações de astros como Queen, AC/DC e Ozzy Osbourne. A primeira Cidade do Rock, montada em Jacarepaguá, viou seus 250 mil metros quadrados transformados em um imenso lamaçal. O público tentou se proteger como pode, com parte dos fãs se jogando na lama, em clima de Woodstock carioca. Alguns dos shows históricos da edição, como os da banda Queen ou do cantor Prince, escaparam das chuvas mais fortes. A mesmo sorte não tiveram artistas brasileiros como Alceu Valença e Elba Ramalho. A cantora paraibana teve que se apresentar debaixo de muita chuva e chegou até a apelar a São Pedro para estancar a tempestade, o que não aconteceu. "Energia de Elba Ramalho foi bem mais forte que a chuva", elogiou a crítico do GLOBO à época. Guns N' Roses em 2011 Axl Rose canta com capa de chuva em 2011 Marcelo Theobald Na quarto Rock in Rio, marcando sua retomada após dez anos da edição de 2001, o Guns N' Roses, que fazia sua volta após as apresentações de 1991, no Maracanã, encerrou o Rock in Rio 2011 no dia 2 de outubro sob intensa chuva, que começou a cair após o show do System of a Down. O público que não arredou pé viu Axl Rose subir ao palco por volta das 2h40 da manhã, usando capa de chuva amarela, óculos escuros e chapéu por cima da bandana para se proteger. O figurino lhe rendeu muitas comparações com o desenho do Pica-pau descendo as cataratas e rende memes até hoje. AlunaGeorge em 2015 AlunaGeorge e o palco molhado no Rock in Rio 2015 Pablo Jacob Substituindo de última hora a cantora e DJ sueca Robyn, o duo britânico AlunaGeorge, formado pelo produtor George Reid e a cantora Aluna Francis, teve sua tarefa ainda mais dificultada pelo temporal que despencou sobre a Cidade do Rock no dia 27 de setembro de 2015. Além da chuva, o vento frio atrapalhou a performance da atração no Palco Mundo, em um dia que ainda teria A-ha e Katy Perry. Bon Jovi em 2019 Bon Jovi no Palco Mundo no Rock in Rio 2019 Marcelo Theobald O primeiro final de semana do Rock in Rio de 2019 ocorreu sob uma chuva persistente, que marcou as apresentações de algumas das maiores atrações daquela edição. No sábado, dia 28 de setembro, os Foo Fighters, que voltou como headliner da última sexta-feira (4), levantou o público na chuva com hits como "Times like these", "Everlong" e"The pretender". No dia seguinte, o Bon Jovi, que voltava ao festival após apresentações em 2013 e 2017, mostrou que figurinha repetida também completa álbum, enfileirando sucessos como "This house is not for sale", "You give love a bad name" e "It's my life", com Jon Bon Jovi agradecendo aos fãs por esperarem o show mesmo na chuva. Coldplay e Post Malone em 2022 O mar de pulseiras coloridas e capas de chuva no coldplay em 2022 Alexandre Cassiano Em 2022, a chuva voltou a dar as caras, incialmente no show de Post Malone, no Palco Mundo, no dia 3 de setembro, no primeiro final de semana do Rock in Rio. O rapper retribuiu a persistência do público, enfileirando hits, usando uma camisa do Flamengo e segurando uma bandeira do Brasil. O artista chegou a levar um tombo ao se empolgar enquanto cantava o sucesso "Better now". Poucos dias depois, a chuva voltou a aparecer em uma das apresentações mais concorridas do Rock in Rio 2022. Na penúltima noite do festival, em 10 de setembro, a chuva caiu forte na apresentação do Coldplay. Chris Martin comandou o show debaixo d'água e sob vento frio, com as milhares de pulseiras luminosas distribuídas para o público criando um espetáculo à parte, com um mar de capas de chuva e luzes sincronizadas com as músicas na plateia.

CEO do Maracanã diz que investigação do MP sobre ingressos é 'midiática' e promete resposta no prazo

11 de Setembro de 2026, 11:46

O CEO do Maracanã, Fred Nantes, comentou a investigação do Ministério Público que apura superlotação do estádio em jogos de Flamengo e Fluminense desde o ano passado. Nesta sexta-feira, o colunista Diogo Dantas trouxe detalhes do que foi avaliado pelas autoridades, com vendas acima da capacidade e setores com excesso de torcedores, especialmente norte e cativas. - Sobre a investigação do Ministério Público, vamos responder, como já fizemos outras vezes, a todas as informações solicitadas, dentro do prazo e pelos canais oficiais, como sempre fizemos. Temos uma ótima colaboração com o Ministério Público e trabalhamos muito bem com eles, prestando todos os esclarecimentos e fornecendo as informações que forem solicitadas. Vejo isso muito mais como uma questão midiática do que qualquer outra coisa- afirmou Fred Nantes. O executivo também falou sobre a possibilidade de o Vasco ser liberado para jogar no Maracanã. Segundo ele, não houve pedido para a semifinal da Copa do Brasil contra o Palmeiras ainda. Apenas o veto para a fase anterior, contra o Vitória, em função do gramado. - As negativas que tivemos até o momento foram por questões técnicas. Vocês acabaram de ver as condições do gramado, e realmente não era possível incluir nenhum jogo na programação. Falar sobre um possível jogo do Vasco aqui é futurologia, porque ainda nem recebemos um pedido do clube. Quando recebermos, será avaliado, como foram avaliados os outros pedidos - completou.

Chuva causa alagamentos, deslizamentos e suspensão de aulas em cidades de SP

11 de Setembro de 2026, 11:46

As chuvas que atingiram São Paulo entre a tarde de quinta-feira e a madrugada desta sexta provocaram alagamentos, deslizamentos de terra, quedas de árvores e destelhamentos em diferentes regiões do estado. Em Presidente Venceslau, uma casa precisou ser interditada e os moradores foram levados para um abrigo municipal. Em Salto de Pirapora, duas pessoas ficaram desalojadas. Em Valinhos, um homem que tentou atravessar um ponto de alagamento precisou ser resgatado pela Defesa Civil e pelo Corpo de Bombeiros. As chuvas também provocaram deslizamentos em São Miguel Arcanjo, Itapecerica da Serra, Matão e Ribeira. Em São Miguel Arcanjo, um imóvel foi parcialmente interditado. Em Ribeira, três trechos de estradas rurais permanecem interditados. Em Itapecerica da Serra, houve ainda o desabamento de um muro e um ponto de alagamento na Rodovia Régis Bittencourt. Evento extremo: Ciclone em formação leva tempestades para Sul e Sudeste, com risco de tornado no Paraná A força dos ventos provocou quedas de árvores em Ribeirão Bonito, Santa Bárbara d’Oeste, Areiópolis, Turmalina, Teodoro Sampaio, Cruzeiro e Águas da Prata. Em Turmalina, a cobertura de um campo de futebol foi destelhada. Em Mairinque, uma residência também teve o telhado danificado. Em Itapetininga, o rompimento do aterro sobre uma tubulação de água levou à interdição de parte de uma estrada vicinal que liga os bairros rurais do Retiro ao Aracaçu. Em São Pedro, um trecho da Rodovia Geraldo de Barros (SP-304) ficou assoreado e precisou ser limpo pela concessionária. Volume de água: Em apenas 10 dias, SP tem chuva 50% maior que o esperado para todo mês de setembro Em Pinhalzinho, dois postes de energia elétrica caíram durante a chuva e os ventos. A concessionária desligou a rede para garantir a segurança da área e iniciou os reparos. Em Cesário Lange, houve transbordamento de um açude e destelhamento parcial de uma residência. Ao todo, a Defesa Civil estadual registrou ocorrências de alagamento em Campinas, Mococa, Guariba, Itararé, Mogi Guaçu, Valinhos, Caraguatatuba, Salto de Pirapora e Piedade. Em Itararé, o transbordamento do Córrego Lavapés atingiu temporariamente algumas residências, mas o nível da água começou a baixar. Também houve chuva de granizo em Flórida Paulista e Presidente Epitácio, sem ocorrências que exigissem atendimento da Defesa Civil municipal. Até o momento, não há registro de pessoas feridas nas ocorrências acompanhadas pela Defesa Civil estadual. Aulas suspensas Os impactos e a previsão de novos temporais levaram à suspensão de aulas em municípios paulistas. Em Cotia, as aulas da rede municipal foram suspensas como medida preventiva após alerta da Defesa Civil. A cidade registrou 71 mm de chuva nas últimas 24 horas. Em Guariba, as aulas também foram suspensas nesta sexta-feira em razão dos impactos provocados pela chuva e dos alagamentos registrados no município. O governo de São Paulo determinou ainda a suspensão das aulas da rede estadual no período da tarde e da noite em regiões de Presidente Prudente, Marília, Itapeva, Registro e parte de Sorocaba. A medida também vale para Etecs e Fatecs dessas áreas, diante da previsão de temporais. Mais de 100 mm em 24 horas Os maiores acumulados de chuva registrados no estado nas 24 horas até as 6h55 desta sexta-feira passaram de 100 milímetros. Segundo dados do CEMADEN e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Sumaré teve 101 mm no Rio Quilombo e 99 mm na Vila Miranda. Itararé registrou até 91 mm, enquanto Campinas teve 88 mm, Atibaia, 80 mm, Valinhos, 79 mm, Monte Mor, 77 mm, e Itapecerica da Serra, 76 mm. Também foram registrados 74 mm em Piedade e Itapetininga, 73 mm em Bragança Paulista e 71 mm em Amparo, Diadema, Jundiaí e Cotia. Na capital, o maior volume informado foi de 65 mm na Vila Prudente. Em Interlagos, foram registrados 63 mm. Também houve volumes superiores a 60 mm em diferentes municípios da Região Metropolitana, como Santo André, Mauá, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Ferraz de Vasconcelos, Taboão da Serra e Embu das Artes. Previsão para esta sexta A sexta-feira começou chuvosa em todo o estado, com chuva moderada a forte e ocorrência de raios em diversas áreas. Ao longo da manhã, as instabilidades devem se deslocar para o oceano, permitindo a volta do sol em parte do estado e a elevação rápida das temperaturas. A partir da tarde, porém, a aproximação de uma frente fria deve aumentar novamente a instabilidade. A previsão é de pancadas de chuva, com atenção redobrada para o fim da tarde e principalmente a noite. Desde a meia-noite desta sexta-feira, a Defesa Civil estadual já enviou 38 alertas à população, sendo 37 por SMS e um pelo sistema Cell Broadcast. O alerta mais severo foi enviado para a região de Araras. Os avisos por SMS foram distribuídos para diferentes regiões do estado diante da previsão de chuva generalizada. Na quinta-feira, foram enviados 84 alertas, sendo 70 por SMS e 14 pelo sistema Cell Broadcast. Em situações de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193. Para receber gratuitamente os alertas da Defesa Civil por SMS, basta enviar uma mensagem de texto com o CEP de interesse para o número 40199.

Paes diz que relação com Cabral é diferente de ligação de Castro com Ruas: 'Não era um empregado dele'

11 de Setembro de 2026, 11:35

O candidato ao Governo do estado Eduardo Paes (PSD) afastou a comparação de sua relação com o ex-governador Sérgio Cabral com a ligação entre o também ex-governador Cláudio Castro e o seu principal adversário nesta eleição, Douglas Ruas. Segundo ele, a relação no passado com o ex-aliado político era uma parceria para governar o estado, mas não uma gestão de continuidade, como acontece agora. A declaração foi dada durante entrevista na série de sabatinas O GLOBO, EXTRA, Valor e CBN, nesta sexta-feira. O GLOBO ELEIÇÕES: Participe da comunidade e saiba tudo sobre as campanhas, debates e sabatinas Tudo da Sabatina com Paes: Ex-prefeito do Rio chama Ruas de ‘filhinho de papai’ e critica ‘dedo podre’ de Bolsonaro no Rio — Já fui prefeito quatro vezes. Fui candidato a partir de uma história na vida pública. Já tinha sido candidato a governador em 2006 e fiz uma aliança apoiando o Cabral no 2o turno. Fui secretario dele por um ano. Fui candidato a prefeito, venci as eleições com apoio dele, mas não era uma candidatura ungida. O que se vê agora é um projeto politico que começa na eleição do Witzel, a quem Douglas Ruas ja serviu. Tem um projeto de Witzel, Cláuio Castro e o plano deles era o Rodrigo Bacellar. Eu não era um empregado dele (Sérgio Cabral) como prefeito do Rio. E passei alguns anos respondendo por essa relação. Tinha uma relação de independência, uma aliança para governar o Rio, mas as praticas são muito distintas — garantiu Paes O candidato foi questionado ainda sobre as alianças que fez durante duas gestões na prefeitura, como os ex-secretários Chiquinho Brazão, condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco, e Lucinha, investigada por ligação com milícias. Segundo ele, as escolhas aconteceram antes de surgirem denúncias contra os antigos aliados e que afastou os dois dos cargos assim que surgiram os fatos. — Nenhum desses personagens coloquei como candidato a prefeito ou governador, nunca tiveram protagonismo. Chiquinho Brazão foi indicação do partido, não havia nada que desabonasse a conduta dele naquele momento. O próprio caso da Marielle, e o envolvimento do irmão dele havia sido descartado em determinado momento. A primeira coisa que fiz quando surgiu a suspeita: exonerar o sujeito. O caso da deputada Lucinha o meu partido fez nesta eleição um filtro. Não está condenada, esta respondendo, tomara que prove a inocência dela, mas impedimos a candidatura dela a deputada nesta eleição — garantiu. Eduatdo Paes aproveitou para reforçar o discurso de vincular Ruas ao grupo político do ex-governador Cláudio Castro (PL), a quem serviu como secretário de Cidades, e alfinetar as escolhas da família Bolsonaro no Rio, dado que o clã apoiou Wilson Witzel em 2018 e Castro em 2022. Ele citou ainda o endosso do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro a seu rival. — No mínimo, Bolsonaro tem um dedo podre para o Rio de Janeiro — disse. — Eles enganaram os eleitores em 2018 com o Witzel, dizendo que era candidato do Bolsonaro, com aquela cara meio de sicário, de matador de aluguel. O Douglas Ruas me lembra o Witzel. Ainda instado a falar da relação entre o jogo local e o nacional, afirmou que o presidente da Alerj precisa ter o bolsonarismo como "muleta" na eleição. — O Douglas Ruas precisa de uma muleta e está usando o Bolsonaro. Meu candidato a presidente do Brasil chama-se Lula, mas não é Lula quem vai governar o estado do Rio — alegou, ao ser questionado se estava escondendo o petista da campanha. Initial plugin text

Anthropic diz que grupo no Iêmen usou Claude para desenvolver três tipos de armas teleguiadas

11 de Setembro de 2026, 11:26

Uma célula no Iêmen usou o Claude, inteligência artificial (IA) da Anthropic, para tentar desenvolver armas teleguiadas, informou a empresa americana nesta quinta-feira, enquanto os rebeldes Houthis lançam uma grande ofensiva no país. O GLOBO no Mundo: receba as notícias internacionais direto no seu celular Quer morar fora? Ferramenta do GLOBO reúne informações sobre custo e qualidade de vida, salários, vistos, oportunidades e características de 36 países A Anthropic não revelou a identidade da célula. O grupo é provavelmente ligado aos Houthis, insurgentes apoiados pelo Irã que controlam grande parte do norte do Iêmen, incluindo a capital, Sanaa. "Identificamos uma célula maliciosa baseada no norte do Iêmen que estava conduzindo três programas de desenvolvimento de armas", afirmou a Anthropic em um relatório que detalha como interrompeu operações ilegais originárias de diversos países. Os projetos incluíam um foguete guiado com uma calculadora de voo semelhante a um smartphone e sistema de orientação automática, um míssil balístico com alcance superior a 2.000 km e um projétil equipado com um “planador hipersônico”, segundo o relatório. Initial plugin text A célula utilizou o Claude para substituir uma equipe de engenheiros especializados no desenvolvimento de softwares de orientação, navegação e controle de armas. Escalada no Iêmen: confronto entre Houthis e tropas do governo deixa mais de 300 mortos Segundo a empresa, o grupo chegou a realizar um teste de lançamento de um foguete guiado, mas a tentativa fracassou. — Não temos evidências que indiquem que eles tenham conseguido implantar um dispositivo operacional — enfatizou a Anthropic.

Participação de jovens no empréstimo vai de 1,8% para 13,3%

11 de Setembro de 2026, 11:26

Os brasileiros de 26 a 45 anos ainda concentram a maior parte das contratações de empréstimo pessoal. No entanto, foi entre os jovens de 18 a 25 anos que o Índice Juros Baixos de Empréstimo (IJBE) registrou a maior mudança de participação entre janeiro de 2025 e março de 2026. Em janeiro de 2025, os jovens de 18 a 25 anos representavam 1,8% dos contratos de empréstimo pessoal realizados pela plataforma da Juros Baixos. Em março de 2026, essa participação chegou a 13,3%, a maior alta entre as faixas etárias analisadas. Nos demais grupos, as mudanças foram mais moderadas. Os brasileiros de 55 a 65 anos permaneceram próximos de 10% dos contratos, enquanto os consumidores com mais de 65 anos oscilaram entre 2% e 3%. Apesar da menor participação, esse último grupo solicitou empréstimos de maior valor, e essa diferença entre as faixas etárias evidencia a mudança na participação dos consumidores mais jovens ao longo do período. Valor médio pedido cai 26% no período O avanço dos jovens ocorreu em um mercado em que o valor médio solicitado também mudou. Ao longo da série analisada pelo IJBE, o valor médio pedido caiu 26%, indicando uma maior participação de solicitações para necessidades financeiras de menor valor. Ao mesmo tempo, algumas modalidades de crédito apresentaram aumento no ticket médio. No empréstimo com celular em garantia, a alta foi de 24%. Já no empréstimo sem garantia, chegou a 43%, segundo o IJBE Q1/2026. Consumidor amplia a comparação antes de contratar Os dados também mostram que a comparação passou a fazer parte da jornada de contratação. Em média, são realizadas 2,56 simulações para cada empréstimo pessoal contratado na plataforma. O comportamento aparece entre diferentes faixas etárias e indica que o consumidor tende a pesquisar alternativas antes de escolher uma oferta para dar continuidade. Na avaliação da empresa, esse comportamento reflete uma mudança na forma como o consumidor busca crédito. A digitalização da jornada, a oferta de diferentes modalidades de empréstimo e as necessidades do orçamento cotidiano também ajudam a explicar esse movimento. "A geração que cresceu com o smartphone na mão também espera uma experiência digital quando precisa de empréstimo. Processos mais simples, opções adequadas ao valor buscado e a possibilidade de comparar ofertas de um jeito prático passam a ter um peso cada vez maior nessa jornada", afirma Arthur Bonzi, cofundador e COO da Juros Baixos. Sobre o IJBE O IJBE (Índice Juros Baixos de Empréstimo) é o indicador trimestral da Juros Baixos sobre o comportamento do mercado de crédito no Brasil. Construído com dados de mais de 10 milhões de pedidos processados pela plataforma, ele acompanha o volume de solicitações, perfil de contratação, aprovação, valores solicitados, distribuição geográfica e principais motivações dos consumidores. Os relatórios são publicados trimestralmente e têm acesso público e gratuito. Para mais informações entre em contato com a empresa: redacao@jurosbaixos.com.br

PF diz que Flávio não foi 'apenas terceiro', mas 'interlocutor direto' de Vorcaro no financiamento do filme Dark Horse

11 de Setembro de 2026, 11:24

A Polícia Federal afirmou que o senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, não foi um mero "terceiro", mas um "interlocutor direto" do banqueiro Daniel Vorcaro na negociação sobre o financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. O presidenciável nega irregularidades e diz que todos os recursos do filme foram privados. "Tais elementos indicam que o Senador Flávio Nantes Bolsonaro não aparece apenas como terceiro mencionado em comunicações de outras pessoas, mas como interlocutor direto de Daniel Vorcaro em tratativas relacionadas ao financiamento da produção, inclusive com cobranças de pagamentos, reuniões presenciais e acompanhamento do andamento das gravações", diz uma representação da PF anexada aos autos do caso Master, cujo sigilo foi retirado na noite desta quinta-feira. O pedido da PF e um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) levaram o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça a abrir um inquérito específico para investigar Flávio. O procedimento trata da suspeita dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no financiamento do filme. Em declarações anteriores, Flávio nega que houve qualquer irregularidade e diz que apenas pediu dinheiro a Vorcaro para financiar o "projeto privado" do longa em homenagem ao pai. Uma das provas citadas pela PF seria a conversa de Flávio com Vorcaro ocorrida um dia antes do banqueiro ser preso pela primeira vez na Operação Compliance Zero, que investiga fraudes praticadas pelo Banco Master. “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”, escreveu o senador ao dono do banco, em 16 de novembro de 2025. No dia seguinte, Vorcaro seria preso ao tentar embarcar em um jato particular com destino a Dubai. Ao concordar com a PF, a PGR pede que os investigadores listem as propostas legislativas do senador do PL para verificar se não há uma "lógica de causa e efeito" nas tratativas sobre o filme. Os investigadores querem saber se houve alguma contrapartida da parte de Flávio ao banqueiro - o que ele nega. "O apanhado de achados mostra que, efetivamente, as investigações estão no seu momento inicial, carecendo de aprofundamento, igualmente e sobretudo, no que toca à prática de ato típico da função parlamentar que possa ser atribuída, numa lógica de causa e efeito, ao negócio cinematográfico mencionado", diz o pedido da PGR.

Mário Frias e a prestação de contas da campanha

11 de Setembro de 2026, 11:23

A operação da Polícia Federal autorizada nesta quinta-feira por Flávio Dino colocou novamente Mário Frias no centro das suspeitas envolvendo dinheiro público e Dark Horse, a cinebiografia de Jair Bolsonaro. A PF apura, entre outros pontos, um possível desvio de R$ 750 mil para a produtora do filme. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Nepal estima em R$ 24,4 bilhões custo da reconstrução após enchentes que deixaram mais de 1.400 mortos

11 de Setembro de 2026, 11:09

Os esforços de reconstrução após as devastadoras enchentes provocadas pelo colapso de uma geleira no Himalaia devem custar aproximadamente US$ 4,78 bilhões (cerca de R$ 24,4 bilhões), informou nesta sexta-feira (11) o Ministério das Relações Exteriores do Nepal. O GLOBO no Mundo: receba as notícias internacionais direto no seu celular Quer morar fora? Ferramenta do GLOBO reúne informações sobre custo e qualidade de vida, salários, vistos, oportunidades e características de 36 países Uma avalanche de água, lama e detritos, semelhante a um tsunami, atingiu a fronteira entre Tibete, território controlado pela China, e Nepal em 26 de agosto. O desastre deixou mais de 1.400 mortos e cerca de 5 mil desaparecidos. — O total estimado para a reconstrução é de aproximadamente US$ 4,78 bilhões — disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Nepal, Lok Bahadur Chhetri, a jornalistas. Desastre no Nepal: imagens aéreas mostram destruição provocada por ‘avalanche’ de lama Do total, cerca de US$ 57,7 milhões (cerca de R$ 295 milhões) serão necessários nos próximos seis meses para os esforços de recuperação e reconstrução. Chhetri afirmou que os outros US$ 4,71 bilhões (cerca de R$ 24 bilhões) serão destinados às ações de longo prazo. Initial plugin text As autoridades nepalesas afirmam que o país precisa de apoio internacional contínuo para se adaptar a um ambiente montanhoso em rápida transformação. O Nepal, país predominantemente rural com cerca de 30 milhões de habitantes, contribui com uma fração mínima das emissões globais de gases de efeito estufa em comparação com as nações industrializadas. Galerias Relacionadas O primeiro-ministro Balendra Shah afirmou anteriormente que o Nepal deve relatar "com firmeza" à comunidade internacional os desastres sofridos pelo país em decorrência da mudança climática.

Internet já supera TV aberta no Brasil, e adtechs nacionais disputam a verba

11 de Setembro de 2026, 11:08

O mercado publicitário brasileiro cruzou uma linha histórica em 2026. Pela primeira vez, a internet recebeu mais verba do que a TV aberta: R$ 2,14 bilhões contra R$ 1,75 bilhão no primeiro trimestre, ou 38,3% do total contra 31,3%, segundo o Cenp, o Fórum de Autorregulação do Mercado Publicitário. A virada vinha sendo construída há anos: em 2023, a TV aberta ainda tinha 46,3% do bolo e o digital, 33,9%, e se consolidou com um crescimento de 24,3% do meio digital em um ano. Olhando o mercado inteiro, e não só o que passa por agências, o volume é maior: a publicidade digital movimentou R$ 42,7 bilhões em 2025, alta de 12,7% e o segundo maior crescimento da série histórica, de acordo com o Digital Adspend 2026, do IAB Brasil com a Kantar Ibope Media. A maior parte desse dinheiro vai para grandes plataformas, como Google e Meta. Mas dentro do digital existe uma fatia que as grandes plataformas não capturam, e que vem sendo disputada por empresas brasileiras de tecnologia publicitária, as chamadas adtechs. Atenção, não impressão Os anúncios em display, categoria que inclui banners, peças gráficas e formatos interativos, concentraram 58% da verba digital no primeiro trimestre, com R$ 1,24 bilhão, segundo o Cenp. É nesse território que marcas premium têm buscado alternativas aos formatos padronizados das plataformas: peças de alto impacto, vendidas com métricas de visibilidade e interação, não apenas de volume. A AdHow, adtech brasileira fundada em 2021 por Pedro Vinicius e Rafael Fonseca, é um exemplo desse movimento. A empresa vende formatos de rich media e os chamados Engage Ads, peças que ocupam a tela do usuário de forma imersiva, para anunciantes como PlayStation, Amazon e Burger King, e opera tanto em venda direta quanto em ambientes programáticos. "O anunciante não quer mais comprar volume. Ele quer saber se a pessoa viu, interagiu e lembrou da marca. É nessa pergunta que uma adtech independente consegue competir com plataforma", diz Pedro. O modelo tem se sustentado sem capital de risco. A AdHow, financiada apenas com receita própria, foi avaliada em R$ 26 milhões em 2023, em laudo da Pareos Consultoria, e trabalha com a meta de chegar a R$ 100 milhões até 2027, um contraste com o roteiro tradicional das startups brasileiras, dependente de rodadas de investimento, em um momento em que o capital de risco na América Latina segue escasso. Fontes: Cenp, dados do 1º trimestre de 2026 (divulgados em 1º/jul/2026): internet R$ 2,14 bi (38,3%), TV aberta R$ 1,75 bi (31,3%), display 58% do digital IAB Brasil / Kantar Ibope Media, Digital Adspend 2026 (ano-base 2025): R$ 42,7 bi, +12,7% IAB México / AVE / CiM, Estudo Valor Total Media 2025 (dados 2024): US$ 7,7 bi; participação digital ~60% (declaração do diretor do IAB México na Advertising Week Latam)

TH Jóias será transferido para presídio federal; ex-deputado é réu por ligação com o Comando Vermelho no Rio

11 de Setembro de 2026, 11:07

O ex-deputado estadual Thiago Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Jóias, será transferido para uma penitenciária federal. A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), que recebeu, nesta quinta-feira, a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-parlamentar e outros quatro acusados de integrar uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho. Com a decisão, os cinco se tornaram réus por crimes como corrupção, tráfico de drogas e armas e contrabando. Presença virtual de deputados 'lota' Alerj, apesar de plenário quase vazio e sessões de apenas meia hora Édson Davi: PF diz não haver crianças brasileiras entre as resgatadas em operação nos EUA, mas pede inclusão de menino carioca em lista da Interpol Além de TH Jóias, são réus Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio; Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o Dudu; o ex-secretário estadual Alessandro Pitombeira Carracena; e o delegado da Polícia Federal Gustavo Stteel. O grupo foi alvo da Operação Zargun, que investigou um esquema de corrupção e comércio ilegal de armas e drogas. Segundo a denúncia do MPF, a organização mantinha integrantes em cargos públicos e atuava dentro da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e de secretarias estaduais para obter informações policiais e facilitar negócios ilegais. Entre as acusações estão a negociação de munições de uso restrito, a intermediação da venda de drogas e o vazamento de informações de operações policiais. De acordo com um relatório da Polícia Federal, a rede montada em torno de TH Joias fez com que seu mandato fosse transformado numa extensão do CV que reunia no mesmo esquema políticos, assessores, empresários, operadores financeiros, policiais e chefes do tráfico. A investigação revelou conexões que iam da Alerj ao Paraguai, passando por comunidades dominadas pelo crime e chegando a gabinetes oficiais. Ainda conforme a investigação, era por meio de seus assessores e operadores que o ex-deputado facilitava a compra e a venda de drogas, munição e equipamentos de segurança, como bloqueadores de drones. Dessa forma, o grupo agia diretamente no abastecimento de chefes do tráfico que dominam comunidades cariocas. De acordo com o MPF, grupo importava clandestinamente bloqueadores de sinal de drones, equipamentos de uso proibido para pessoas físicas e empresas. Os aparelhos seriam utilizados para dificultar o monitoramento das forças de segurança durante operações em comunidades. TH Jóias atuava como líder, diz acusação Conforme a acusação, TH Joias liderava a atuação do grupo dentro da Alerj. Assessores do então deputado teriam negociado munições de uso restrito, inclusive material recolhido em apreensões policiais, além de intermediar a venda de drogas e acomodar indicações da facção em seu gabinete. Carracena, que ocupou cargos nas secretarias estaduais da Casa Civil e de Defesa do Consumidor, é acusado de integrar a organização e de vazar informações policiais em troca de vantagens indevidas. Já o delegado Gustavo Stteel é acusado de repassar informações privilegiadas e tentar intervir em favor de integrantes do grupo. Segundo o MPF, entre as contrapartidas estaria a obtenção de cargos públicos para sua companheira. TH Jóias responde por organização criminosa majorada, tráfico de drogas, contrabando de equipamentos, corrupção ativa e comércio ilegal de armas de fogo e munições. Os demais acusados também respondem, em diferentes combinações, por crimes relacionados a organização criminosa, tráfico internacional e comércio ilegal de armas, tráfico de drogas, contrabando e corrupção. Initial plugin text

Márcio Local leva o samba soul brasileiro ao mundo e emplaca música no Globoplay

11 de Setembro de 2026, 11:02

Nascido e criado em Realengo, no Rio de Janeiro, o cantor e compositor Márcio Local construiu uma trajetória musical que atravessa fronteiras, unindo samba, soul e outras referências da música negra brasileira. Sua carreira o levou de palcos nacionais a apresentações em cidades como Washington, Londres, Paris e Abu Dhabi, com reconhecimento internacional e presença em produções de alcance global. A formação musical do artista é marcada pela influência de nomes como Jorge Ben Jor, Tim Maia, Banda Black Rio, Carlos Dafé e Trio Mocotó. Esse repertório moldou um trabalho que dialoga com samba, soul, funk e rap, resultando em uma sonoridade que conquista públicos dentro e fora do Brasil. O álbum "Samba Sem Nenhum Problema" marcou um ponto de virada na projeção internacional de Márcio Local. O disco despertou o interesse de figuras da indústria musical, como Armando Pittigliani e o produtor Mario Caldato Jr., o que abriu caminho para o lançamento de seu trabalho nos Estados Unidos pelo selo Luaka Bop, fundado por David Byrne. A partir dessa visibilidade, o músico expandiu sua presença para palcos internacionais de peso. O Kennedy Center, em Washington, e o GlobalFest, em Nova York, receberam suas apresentações. O artista também passou pelo WOMAD Festival e levou sua música a Londres, Paris e Abu Dhabi. Em 2009, o álbum "Adventures in Samba Soul" foi destacado pela imprensa americana. A obra de Márcio Local também encontrou espaço em produções de grande alcance. A faixa "Soul do Samba" integrou a trilha sonora do game "FIFA Soccer 2010", levando seu trabalho a jogadores no mundo inteiro. Mais recentemente, uma de suas composições passou a fazer parte da produção "O Último Animal", disponível no Globoplay. Com uma carreira consolidada entre Brasil e o cenário internacional, Márcio Local mantém como pilar de seu trabalho a fusão entre ritmos brasileiros e referências contemporâneas da música negra, uma assinatura que segue conquistando espaço em novas plataformas e representando a riqueza da música brasileira lá fora. Instagram: @marciolocal.artista

Campanha de Lula faz força-tarefa após queda de sigilo do Master e deve incluir novos ataques a Flávio no horário eleitoral

11 de Setembro de 2026, 11:00

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) montou uma força-tarefa para analisar os documentos do caso Banco Master que tiveram o sigilo retirado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e deve incluir novos ataques a Flávio Bolsonaro (PL) no horário eleitoral deste sábado. O senador nega irregularidades. Um dos vídeos em preparação vai destacar que o candidato do PL é investigado por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro no inquérito sobre o financiamento do filme "Dark Horse", que conta sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Integrantes do núcleo de comunicação passaram a madrugada lendo as peças do inquérito que teve sigilo levantado pelo ministro André Mendonça. O objetivo é selecionar principais trechos de desgaste ao presidenciável do PL de para produção de publicações para redes sociais e peças para propaganda eleitoral gratuita. O foco será buscar vincular ao máximo o senador ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o que a campanha chama de de "Fláviorcaro". Uma das peças já produzidas afirma: "Justiça confirma: Flávio Bolsonaro é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro no Banco Master". Flávio é investigado em um inquérito aberto em julho para apurar possíveis irregularidades no financiamento do filme. A apuração trata de suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo recursos ligados a Daniel Vorcaro. A existência da investigação não significa que os crimes tenham sido comprovados. O senador nega irregularidades e afirma que o filme recebeu apenas recursos privados. Na noite desta quinta-feira o STF retirou o sigilo de parte das investigações relacionadas ao Banco Master, mas manteve em segredo apurações sobre o filme "Dark Horse" e a relação entre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o ex-sócio do Master Augusto Ferreira Lima. A quebra de sigilo dessas investigações virou um dos principais motes da campanha à reeleição diante da crise do STF e é a estratégia de entorno do petista para o que o que aliados classificam de "vazamentos seletivos" que vêm trazendo desgastes à imagem do presidente em meio ao processo eleitoral. A estratégia de cobrar o fim desses sigilos foi discutida por Lula e integrantes da coordenação de campanha e do Palácio do Planalto, além de interlocutores dele no Supremo nos últimos dias. Lula e aliados passaram a procurar procurado nos últimos dias o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, para articular a quebra do sigilo. Na quinta-feira, Lula defendeu o fim do sigilo sobre inquéritos que estão na Corte e disse que tratou do tema com Fachin e outros ministros. — Já que é para fazer vazamento seletivo, eu ontem conversei com o ministro Fachin e outros ministros: tem que fazer abertura do sigilo de todo mundo. Colocar todo mundo nu diante da sociedade brasileira para ver se a Suprema Corte recupera a sua credibilidade — afirmou o presidente, em entrevista ao SBT. Na quarta-feira, em mensagem em uma rede social, Lula classificou o escândalo do Master como o “maior crime financeiro da história do Brasil” e disse que a crise provocada pelo episódio exige medidas imediatas e mais transparência por parte do Poder Judiciário. "Se faz necessário mais transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral", afirmou ele. "Por isso, é urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade", escreveu.

Que profissão seguir? Criado por dois jovens, evento gratuito na Barra reúne universidades e especialistas em diferentes áreas

11 de Setembro de 2026, 11:00

Entre segunda (14) e quarta-feira que vem, das 9h às 17h, a Cidade das Artes recebe o Planos Pro Futuro, evento promovido pelo Ministério da Cultura. O objetivo é orientar os participantes na escolha de uma profissão e das diferentes possibilidades de formação e inserção no mercado de trabalho. O ingresso é gratuito e retirada pela plataforma Sympla. Lama do Tocantins e cinzas da Amazônia: Novo mural art no Catete reúne elementos naturais Vandalismo: Oito adolescentes são apreendidos após furtos em shopping na Barra A expectativa é reunir mais de 15 mil jovens. No caso dos estudantes da rede pública, haverá oferta de transporte e alimentação, por meio de uma parceria com a Secretaria de Educação. O Planos Pro Futuro busca ampliar o repertório dos estudantes sobre os caminhos que podem seguir, passando por ensino superior, formação técnica e profissionalizante, empreendedorismo e outras formas de trabalho. A proposta também busca incentivar a permanência escolar e aproximar os jovens de referências, experiências e oportunidades que o ajudem a traçar seu futuro. Serão realizados cerca de 200 painéis em nove palcos, reunindo profissionais de mercado, especialistas e acadêmicos para abordar aspectos relacionados a diferentes carreiras e setores. Eles falarão de temas como saúde e esporte, economia criativa e entretenimento, negócios e empreendedorismo, direito e governo, tecnologia e inovação, agronegócio e meio ambiente e educação e sociedade. As carreiras ligadas à cultura terão ênfase na programação. Parceira de conteúdo do evento, a TV Globo contribuirá com palestrantes. Universidades do Rio estarão presentes para apresentar seus cursos, possibilidades de bolsas e diferentes opções de formação. As experiências vão incluir ainda atividades práticas, oficinas e conversas com mentores e profissionais. Institutos e projetos sociais também participarão do Planos Pro Futuro, apresentando oportunidades concretas de formação, desenvolvimento e inclusão. Apresentações de música e dança acontecerão ao longo dos três dias. A agenda dará espaço especialmente a grupos de periferias e de projetos sociais, para valorizar diferentes expressões, trajetórias e talentos. O Planos Pro Futuro foi idealizado por Dani Flomin e Fernando Goldemberg, dois jovens de 24 anos, a partir de sua própria experiência: a dificuldade de decidir que carreira seguir. — Quando eu estava na escola, esse sempre foi um grande desafio. São muitas possibilidades, e nem sempre o jovem tem acesso às informações e referências que podem ajudá-lo nesse momento. Criamos o Planos Pro Futuro justamente para inspirar outros jovens a enxergarem novas perspectivas, sonharem com o futuro e encontrarem caminhos — explica Flomin. Goldemberg diz que o evento é só o primeiro passo: — A primeira edição do Planos Pro Futuro marca o início de uma plataforma que pretende ampliar, nos próximos anos, a conexão entre jovens, empresas, universidades e instituições em torno das escolhas profissionais e das transformações do mundo do trabalho. Initial plugin text

Preço do cigarro dispara e conta de luz recua: veja o que mais subiu e o que mais caiu no IPCA de agosto

11 de Setembro de 2026, 10:58

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial de inflação, recuou 0,32% em agosto, informou nesta sexta-feira o IBGE. Foi a maior deflação desde 2022. Recuo: Petrobras não elevará preço da gasolina nas refinarias. Na bomba, queda pode ser de 2% Mercado: Dólar opera em baixa após dado de inflação americana Em agosto passado, o que mais puxou para baixo foram a conta de luz, que teve um desconto determinado pelo governo, e os alimentos. Por outro lado, o cigarro, cujo imposto aumentou a partir de 1o de agosto, foi o item que teve a maior alta. Veja abaixo o que mais caiu e o que mais subiu em agosto de 2026: Maiores quedas em agosto Isoladamente, item por item, as maiores contribuições negativas na variação agregada do IPCA de agosto foram: Energia elétrica residencial, -7,63%, com impacto de-0,33 ponto percentual (p.p.) Passagem aérea, -13,17%, com impacto de -0,11 p.p. Batata-inglesa, -19,89%, com impacto de -0,05 p.p. Tomate, -10,94%, com impacto de -0,03 p.p. Gasolina, -0,59%, com impacto de -0,03 p.p. Cebola, -11,07%, com impacto de -0,02 p.p. Etanol, -3,95%, com impacto de -0,02 p.p. Cenoura, -11,22%, com impacto de -0,01 p.p. Transporte por aplicativo, -4,57%, com impacto de -0,01 p.p. Ovo de galinha, -4,15%, com impacto de -0,01 p.p. Café moído, -1,86, com impacto de -0,01 p.p. Maiores altas em agosto Na outra ponta, as maiores contribuições positivas na variação agregada do IPCA de agosto foram: Cigarro, 19,59%, com impacto de 0,11 p.p. Conserto de automóvel, 1,35%, com 0,02 p.p. Carnes, 0,61%, com impacto de 0,02 p.p. Empregado doméstico, 0,56%, com impacto de 0,02 p.p. Cursos regulares, 0,52%, com impacto de 0,02 p.p. Plano de saúde, 0,42%, com impacto de 0,02 p.p. Leite longa vida, 1,78%, com impacto de 0,01 p.p. Frutas, 0,84%, com impacto de 0,01 p.p. Condomínio, 0,65%, com impacto de 0,01 p.p. Lanche, 0,62%, com impacto de 0,01 p.p. Por causa de imposto, cigarro teve a maior alta desde o Plano Real O aumento de quase 20% no cigarro foi a maior variação mensal no preço do produto já registrada em toda a série do IPCA desde que o Plano Real entrou em vigor, em julho de 1994, segundo o IBGE. O salto no preço decorreu de um aumento no IPI, tributo federal cobrado sobre produtos industrializados, definido em abril, que entrou em vigor em 1º de agosto. O Ministério da Fazenda determinou a alta no imposto como forma de compensar a desoneração do biodiesel e do querosene de aviação (QAV), medidas adotadas num dos pacotes para mitigar os efeitos da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã sobre os preços dos combustíveis. No caso da conta de luz, fez a diferença um desconto aplicado por determinação da Aneel, agência reguladora do setor elétrico, referente aos custos de geração da eletricidade da Usine Hidrelétrica de Itaipu.

Governo do Rio retem, por irregularidades, pagamento a um consórcio que administra o Poupa Tempo

11 de Setembro de 2026, 10:56

Uma auditoria realizada pelo governo Ricardo Couto identificou irregularidades no contrato firmado com o Consórcio Central da Cidadania, que administra as unidades de Bangu, Duque de Caxias e São João de Meriti do Programa Poupa Tempo, aquele que reúne diversos serviços públicos em um só lugar. Até agosto passado, Mauro Farias - aquele ex-secretário de Transformação Digital em cuja cobertura de R$ 3,5 milhões morou o ex-governador Cláudio Castro - era sócio do consórcio. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Waví: brasilidade como potência no marketing de influência

11 de Setembro de 2026, 10:53

Em um mercado de influência cada vez mais disputado e diante do avanço da inteligência artificial e da padronização dos conteúdos, a Waví nasce com uma proposta clara: transformar autenticidade, brasilidade e regionalidade em estratégia de negócios. Comandada por Bruno Lima, Ludmila OG, Marly Abdalla e Talita Rock, a agência de marketing de influência busca aproximar marcas e criadores a partir de um olhar que considera não apenas números e alcance, mas também origem, cultura, comportamento e representatividade. A história da Waví começou anos atrás, a partir da parceria entre Bruno Lima e Thaynara OG. O trabalho desenvolvido com a influenciadora maranhense ajudou a consolidar uma visão de mercado baseada em responsabilidade, identificação e respeito às origens. Para Bruno, a trajetória mostrou que um criador não precisa abandonar sua identidade para alcançar grandes marcas. "Os influenciadores, quando faziam sucesso, diziam que tinham que vir para São Paulo, e a Thaynara mostrou uma curva diferente. Ela não precisa sair de onde está para fazer sucesso, ganhar dinheiro ou dar certo para as marcas. E mais: ela não precisa neutralizar o sotaque, mudar o jeito de se vestir para também ser sucesso", afirma Bruno. A experiência também levou a Waví a ampliar sua atuação. O que começou como uma parceria individual passou a ser pensado como uma empresa capaz de representar talentos de diferentes regiões e, ao mesmo tempo, ajudar marcas a entenderem a diversidade do mercado brasileiro. Da comunicação à construção de carreiras A trajetória de Ludmila OG também ajuda a explicar o olhar estratégico que sustenta a Waví. Formada em Publicidade e Propaganda pela Mackenzie, ela descobriu o universo da comunicação ao acompanhar de perto a transformação da carreira da irmã, Thaynara OG, até receber, durante a pandemia, o convite de Bruno para ajudá-lo na gestão de talentos. O que começou como uma operação com um talento e três pessoas cresceu para uma estrutura com 25 talentos e 15 profissionais, dando origem à Waví. A experiência fez Ludmila ampliar sua visão sobre o papel do marketing de influência e sobre a própria gestão de carreira dos creators. "Construir a Waví me fez compreender que o marketing de influência poderia ser muito maior do que a lógica de venda pela venda. Comecei a enxergar o creator como parte do ciclo de vida de um produto, uma marca e uma estratégia de comunicação", afirma Ludmila. À frente da criação e do conteúdo da agência, ela passou a atuar também no desenvolvimento estratégico das carreiras dos talentos, ao lado dos sócios Bruno e Marly. "Meu olhar passou a estar voltado para como transformar relevância em longevidade: como aproveitar o hype, mas também construir uma trajetória madura, sustentável e profissional para o creator." Mulheres à frente de diferentes áreas da empresa A estrutura da Waví também tem como característica a atuação de mulheres em posições estratégicas. Ludmila OG está à frente da criação e do conteúdo; Marly Abdalla responde pelas áreas administrativa, financeira e jurídica; e Talita Rock chega como sócia para liderar a frente de marketing e contribuir com sua experiência no mercado de influência. Formada em marketing, Talita construiu uma trajetória que passa pelo entretenimento e pelo marketing de influência. Antes de ingressar na Waví, atuou na produção executiva de grandes shows e passou por empresas como Mynd, Grupo Spark e Suba, onde ocupou posições de liderança. "O Bruno me convidou para embarcar nesse empreendedorismo com eles da Waví, nesse hub de brasilidade, em que juntos conversamos muito sobre como podíamos nos destacar nesse mercado", conta Talita. Para ela, a experiência acumulada ao longo dos anos se conecta diretamente com a proposta da agência. "A forma como eles gerenciam os artistas é muito do que acredito: atenção, o trabalho 360º, o olhar para a publicidade, mas também para a estratégia. Temos muitas conquistas pela frente. O nosso trabalho realmente é bem diferente porque temos que entender que o Brasil fala diversas línguas, diversos sotaques e, com esse timão, conseguimos levar para as marcas a maneira correta de falar em cada região", afirma. Na área administrativa e financeira, Marly Abdalla encontrou no marketing de influência um novo caminho profissional depois de experiências no Direito e no turismo. "Hoje, meu trabalho é 100% focado em gestão e administração de profissionais do marketing de influência, pelo qual sou extremamente encantada com as possibilidades que o trabalho nos dá. Sou especialmente apaixonada pela dinâmica que existe, por não termos uma rotina e a cada dia me ver com um novo desafio", reforça Marly, que está à frente da administração e das finanças, contribuindo para estruturar o crescimento da empresa. Autenticidade como ativo em tempos de inteligência artificial Em um cenário no qual a inteligência artificial amplia a produção de conteúdos e torna cada vez mais fácil reproduzir formatos, a Waví acredita que a singularidade humana se transforma em um dos principais ativos de um criador. "Em tempos de IA, o maior diferencial para ter sucesso hoje é a autenticidade. Isso é o que vai fazer esse criador ser especial e único. Em momentos em que tudo tem que ser igual, quanto mais valor agregado você tiver, mais único você vai ser", diz Bruno. Essa visão também orienta a formação do casting da agência. Mais do que números de seguidores ou taxas de engajamento, a Waví busca pessoas que tenham identidade própria, representatividade e responsabilidade sobre aquilo que comunicam. "O que mais me chama atenção para fazer parte do casting são as pessoas originais, que de fato carregam uma representatividade de onde elas são, que tenham um sotaque, uma beleza, uma fala, uma inteligência, mas que consigam transmitir de fato algo único", afirma Bruno. Nova fase e expansão nacional A chegada de Talita Rock à Waví faz parte desse movimento, que pretende unir a experiência dos grandes centros econômicos à expertise construída pela agência em mercados ainda pouco explorados. A meta é consolidar a Waví como uma referência nacional em marketing de influência, com atuação tanto na gestão de carreiras quanto no desenvolvimento de estratégias para marcas que desejam trabalhar o melhor da brasilidade.

STF estuda esquema reforçado de segurança para sessão sobre crise nos moldes de julgamentos da trama golpista

11 de Setembro de 2026, 10:52

O Supremo Tribunal Federal (STF) avalia adotar um esquema reforçado de segurança para a sessão extraordinária marcada para a próxima terça-feira, dia 15, quando os ministros vão analisar os desdobramentos da crise que envolve integrantes da própria Corte. A previsão, até o momento, é que a sessão seja aberta, mas com um modelo de controle de acesso semelhante ao adotado pelo tribunal nos julgamentos relacionados aos ataques de 8 de Janeiro de 2023.  O GLOBO apurou que o Supremo já trabalha com a perspectiva de uma sessão que exigirá atenção especial diante da repercussão e da sensibilidade do julgamento. Por ora, não há decisão de fechar o plenário ao público. A tendência é manter a sessão aberta, com medidas para controlar a circulação e o acesso às dependências da Corte. Nos julgamentos dos réus pelos atos de 8 de Janeiro, o Supremo adotou medidas especiais de segurança e controle de acesso ao plenário, inclusive com credenciamento prévio. A referência a esse modelo indica que a Corte se prepara para uma sessão fora da rotina, embora os detalhes do esquema para terça-feira ainda estejam em definição.  A sessão foi convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, em meio às medidas adotadas para tentar conter a escalada da crise interna. O plenário deverá analisar o relatório da Polícia Federal que reúne mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e que contém referências ao ministro Alexandre de Moraes. Fachin decidiu levar o tema ao colegiado após uma sequência de questionamentos sobre a forma como o material foi obtido e conduzido. A convocação faz parte de um conjunto de decisões tomadas por Fachin nos últimos dias para centralizar na Presidência do Supremo a administração da crise. O presidente também suspendeu o andamento de procedimentos relacionados a integrantes da Corte e revogou a designação de Moraes para a condução do inquérito das fake news, preservando os atos praticados até então. A preparação de um esquema especial de segurança ocorre num momento em que o tribunal tenta reduzir a temperatura da crise. Nesta quinta-feira, Fachin cancelou uma sessão extraordinária que seria realizada pelo plenário. Também foi adiado o pronunciamento que Moraes faria pela manhã. Nos bastidores, uma ala do STF recebeu com alívio o adiamento da fala, sob a avaliação de que uma manifestação do ministro neste momento poderia ampliar a tensão interna.

Deflação de agosto no IPCA vai além do efeito de Itaipu

11 de Setembro de 2026, 10:50

A deflação de agosto, de 0,32%, teve como principal fator o bônus de Itaipu, que reduziu os preços da energia elétrica em todo o país. Mas o resultado não pode ser explicado apenas por esse efeito. Isso porque quatro dos nove grupos de bens e serviços monitorados pelo IBGE registraram deflação no mês: Habitação, Transportes, Alimentação e bebidas e Comunicação. No acumulado de 12 meses, o índice ficou em 4,22%, dentro de intervalo da meta. Inflação dos alimentos foi de 54,2% no governo Bolsonaro. No governo Lula, de 13,6%. Mas o consumidor não sente alívio Em Habitação, a queda foi de 1,87%, a menor para um mês de agosto desde o Plano Real, puxada principalmente pela energia elétrica residencial, que recuou 7,63%. Mas houve também quedas importantes em outros grupos. Em Transportes, a deflação de 0,86% foi influenciada principalmente pela queda de 13,17% nas passagens aéreas e de 0,91% nos combustíveis, com recuos no etanol, no óleo diesel e na gasolina. Em Alimentação e bebidas, os preços caíram 0,34%, puxados pela Alimentação no domicílio, com deflação de 0,61%. Entre os alimentos, as maiores quedas foram de 19,89% na batata-inglesa, 11,22% na cenoura, 11,07% na cebola, 10,94% no tomate, 4,15% no ovo de galinha e 1,86% no café moído. A alimentação fora do domicílio também desacelerou, de 0,55% para 0,36%. — Não foi só o bônus de Itaipu. Nós tivemos deflação em outros grupos, a média dos núcleos desacelerou e a difusão, quando a gente olha a série com ajuste sazonal, também melhorou. Embora a gente tenha riscos inflacionários importantes no radar, como o El Niño ou essa escalada do preço dos títulos, por ora, no curtíssimo prazo, o cenário inflacionário aqui no Brasil é bom — explica André Galhardo, economista da Análise Econômica. Ele salienta que a média dos núcleos de inflação, os núcleos em que o Banco Central tira da conta alguns dos preços mais voláteis, como alimentos e bebidas e combustíveis, por exemplo, subiu 0,23% em agosto, ante 0,26% em julho. — Outra coisa importante: o índice de difusão, que mede a quantidade de produtos que aumentou no mês, subiu na passagem de julho para agosto, de 49,6% para 54,4%. Mas, no ajuste sazonal nessa série, há uma queda de 58,7% para 57,2%, porque, em alguns momentos, tem maior ou menor difusão dependendo da sazonalidade do ano mesmo. Olhando esses dados dessazonalizados, o número também é bom. O Banco Central se reúne na próxima semana, e já é esperada uma redução de 0,25 ponto percentual. Mas, com o resultado da inflação de agosto, salienta André Valério, economista sênior do Inter, o resultado deve permitir que o Copom prossiga com o ciclo de ajustes na Selic. — Para a reunião da próxima semana, não há dúvidas de que o Copom cortará 25 pontos-base novamente, mas esperamos que o Copom mantenha o ritmo pelo restante das reuniões do ano, com a Selic alcançando 13,25% em dezembro.

O Dia em que o Mundo Parou: As cicatrizes do 11/09 25 Anos Depois

11 de Setembro de 2026, 10:50

Há 25 anos atrás, um ataque terrorista chocou o mundo e mudou historicamente os Estados Unidos. Em 9 de setembro de 2001, sequestradores atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center em Nova York, com dois aviões comerciais, matando quase três mil pessoas e ferindo cerca de seis mil. As duas torres, que tinham 110 andares, desabaram em meio a poeira. Um terceiro avião foi lançado na fachada oeste do Pentágono e o quarto caiu em um campo na Pensilvânia. Os ataques foram planejados pelo grupo extremista islâmico, AI-Qaeda, liderados por Osama Bin Laden. Veja fotos do ataque: Veja fotos do ataque:

Influenciador que correu 5km no Rock in Rio rebate haters e dá sugestão para o evento

11 de Setembro de 2026, 10:50

No primeiro final de semana do Rock in Rio, o influenciador Yuri Corrêa decidiu fazer um vídeo correndo ao redor da roda-gigante do evento. Publicado na terça-feira (8), o conteúdo viralizou, alcaçando mais de 100 mil visualizações em menos de 24h, segundo o criador. As reações foram diversas, mas destacaram-se as críticas, que várias vezes incluíam xingamentos. O argumento é de que o rapaz estaria apenas querendo chamar atenção. Após a repercussão, o influenciador voltou a publicar sobre o tema, rebatendo reações negativas. Mais chuva: Vai chover no Rock in Rio? Veja a previsão do tempo para esta sexta-feira (11) Stray Kids: Mesmo com chuva, fãs fazem fila na porta do Rock in Rio mais de doze horas antes do show Na publicação, ele leu e respondeu, com bom-humor, a comentários como "só faltava a melancia na cabeça", e "tem que ser muito babaca mesmo". Aproveitando a oportunidade, o influenciador apresentou mais de seu trabalho. Fotógrafo e "corredor amador", Yuri faz vídeos sobre esportes, viagens e tem até uma série em que faz corrida por diferentes lugares do país. Initial plugin text Apesar da enxurrada de críticas, o influenciador também recebeu elogios, e decidiu fazer uma sugestão para o Rock in Rio. Em vídeo publicado nesta quinta-feira (10), Yuri especulou como seria uma corrida oficial do festival. "Já pensou que irado que seria? Correndo por todos os bastidores, conhecendo a estrutura do Rock in Rio e terminando no Palco Mundo", disse o influenciador, que ainda imaginou uma medalha com a logo do festival e percursos de 5km, 10km e 21km.

Mario Frias: armas apreendidas pela PF são estimadas em R$ 60 mil e não foram registradas na Justiça Eleitoral

11 de Setembro de 2026, 10:46

As sete armas apreendidas pela Polícia Federal (PF) durante as buscas realizadas em endereços ligados ao deputado federal Mario Frias (PL-SP) não foram declaradas por ele no registro de sua candidatura na Justiça Eleitoral. O arsenal, com valor estimado em R$ 60 mil, foi encontrado por investigadores durante uma operação realizada ontem para apuração de detalhes do financiamento do filme "Dark Horse", que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. As suspeitas sobre a destinação da verba usada para custear a produção também levaram à abertura de um inquérito pela PF contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O GLOBO ELEIÇÕES: Participe da comunidade e saiba tudo sobre as campanhas, debates e sabatina Leia mais: Paes promete ‘tirar o crime’ de dentro do governo, acabar com influência política nas polícias e repaginar Secretaria de Segurança Como mostrou a colunista do GLOBO Bela Megale, as armas apreendidas estavam registradas em nome de Frias, mas foram encontradas em outro endereço, diferente do declarado, e em situação irregular. Os armamentos também não foram incluídos na declaração de patrimônio feita pelo deputado no registro de sua candidatura para a reeleição na Câmara neste ano. Ao todo, ele declarou à Justiça Eleitoral R$ 1,3 milhão, dos quais cerca de R$ 818 mil correspondem a créditos decorrentes de distratos de compromissos de compra e venda, além de R$ 400 mil gerados por investimentos e R$ 60 mil em saldos bancários. O deputado também informou que é dono de um carro do modelo Jeep Renagade, no valor de R$ 75 mil. Entre os bens informados, no entanto, não estavam armas como a carabina (armamento longo) de calibre 9 mm, encontrada por investigadores com o registro no nome de Frias. Mais valiosa do arsenal do deputado, ela continha uma inscrição com a frase "Grand Power Made in Slovakia", além de estar equipada com lanterna e mira holográfica. O valor estimado do modelo no mercado é de R$ 20 mil a R$ 30 mil. Sob posse do deputado, também constava uma espingarda de cano duplo cortado no estilo "coach gun" (espingarda de mensageiro), historicamente usada na defesa de carruagens no Velho Oeste americano. O custo dela seria de cerca de R$ 3 a 5 mil. Os outros armamentos encontrados foram um revólver com empunhadura emborrachada, provavelmente de calibre .38, com custo estimado entre R$ 4 mil e R$ 6 mil, e quatro pistolas 9 mm, duas pretas, uma bege e uma bicolor, cujos preços variam entre R$ 4 mil e R$ 13 mil. O modelo das pistolas é comumente usado pelos policiais militares do país e passou a ser de uso restrito no governo Lula. Antes, no entanto, a posse e o porte chegaram a ser flexibilizados durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, da qual Frias foi secretário da Cultura. Durante o tempo de Frias no governo, surgiram relatos de que ele andava com uma arma na cintura, gesto visto por servidores como uma forma de intimidação, de acordo com uma matéria publicada pela Folha de S. Paulo na época. Em suas páginas em redes sociais, ele também aparecia empunhando armamentos. Em 2021, o então secretário chegou a publicar uma foto segurando fuzil ao lado de Eduardo Bolsonaro. Na postagem, anunciava a liberação de R$ 1,9 i via Lei Rouanet para restauração de patrimônio histórico, orquestras, museus e formação de artistas iniciantes, fazendo uma associação improvável de tópicos como arte, cultura e armas. Eduardo Bolsonaro e Mário Frias posam com fuzil em publicação sobre captaçao de recursos via Lei Rouanet Reprodução Após a operação da PF desta quinta-feira, da qual foi alvo, o deputado gravou um vídeo nas redes sociais para negar o comentimento de irregularidades na destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares relacionadas a projetos que acabaram vinculados à produção de "Dark Horse". — Se há alguma nota que a Controladoria-Geral da União quer ver, isso se resolve com documento, não com operação em ano de eleição. Cortina de fumaça — afirmou. Initial plugin text

Flamengo e Fluminense serão punidos por superlotação do Maracanã? Saiba o que o MP deve propor

11 de Setembro de 2026, 10:40

A Lei Geral do Esporte prevê, em seu artigo 147, que os clubes que venderem ingressos acima da capacidade dos estádios fiquem proibidos de atuar em sua cidade por até seis meses. Mas, neste momento, o Ministério Público do Rio de Janeiro - que investiga Flamengo e Fluminense por essa prática no Maracanã - espera o posicionamento do rubro-negro, do tricolor e do consórcio Fla-Flu Serviços S.A para propor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Assim, evitaria a judicialização do caso e o prejuízo às equipes no restante da temporada. O GLOBO apurou que o inquérito instaurado pelo Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (Gaedest/MPRJ) no fim de agosto já foi enviado à Promotoria de Justiça de Urbanismo com as suspeitas de irregularidades praticadas pela Fla-Flu Serviços S.A., empresa que administra o Maracanã. As diretorias dos clubes, a Ferj e as empresas responsáveis pela comercialização e logística de ingressos (FutebolCard e Cognitive Ruptix Solution) foram oficiadas, mas ainda não forneceram explicação. Norte e cativas na mira A investigação apontou que em pelo menos 15 jogos (11 do rubro-negro e cinco do tricolor — um deles é um Fla-Flu que decidiu o Estadual deste ano) foram colocados à venda ou efetivamente vendidos bilhetes acima da capacidade permitida em determinados setores — provocando, em algumas dessas partidas, a superlotação do estádio, de acordo com laudos dos Bombeiros e da Polícia Militar. O inquérito identificou inclusive que o sistema de catracas do estádio não bloqueia torcedores se a capacidade for excedida. O Flamengo vendeu mais entradas do que os laudos permitem em determinados setores nas 11 partidas investigadas — e, em seis delas, a presença de público excedeu o limite do Maracanã, que hoje é de 73.609 pessoas. Houve jogos em que o número de presentes no setor norte chegou a 23.400, 2.100 a mais que os 21.300 previstos no laudo de segurança da Polícia Militar. O MPRJ constatou ainda que o sistema da Fla-Flu Serviços recebe em tempo real a quantidade de torcedores que passam pelas catracas no estádio e tem condições de estabelecer um limite, mas isso não tem sido feito. No caso do Fluminense, foi constatada apenas a oferta de bilhetes além da carga estabelecida, o que por si só já infringe a legislação. As cinco partidas investigadas não tiveram público acima do permitido, nem em setor determinado, nem no Maracanã como um todo, mas foram disponibilizados mais ingressos do que o previsto. Nelas, o setor oeste inferior ficou fechado, o que contraria a regra: o clube não pode deixar de abrir um setor e superlotar outro. O setor oeste superior, criado no local das cadeiras cativas, teria cerca de mil entradas a mais por jogo do Flamengo e acendeu um alerta das autoridades por suspeita de falsidade ideológica e documental. São permitidas 5.019 pessoas no local, mas os laudos apontam a presença de mais de seis mil em algumas partidas. Posicionamentos O GLOBO pediu aos clubes, à Ferj e ao consórcio que administra o Maracanã um posicionamento sobre a investigação. O tricolor negou a acusação por meio de nota: “O Fluminense F. C. não comercializa ingressos acima da carga em nenhum setor do Maracanã”. O rubro-negro e o consórcio não responderam. A federação limitou-se a afirmar que “prestará as informações solicitadas ao Ministério Público dentro do prazo estipulado”. As respostas deveriam ser encaminhadas ao MPRJ em até 15 dias para a continuidade da análise dos dados. O prazo se encerra semana que vem. Uma das justificativas dadas nos bastidores é que muitos torcedores acabam faltando, mesmo com a venda acima da capacidade permitida. CONFIRA AS PARTIDAS INVESTIGADAS: 🔴⚫ Jogos do Flamengo Flamengo x Ceará — 3/12/2025 Flamengo x Fluminense — março/2026 Flamengo x Independiente Medellín — 16/4/2026 Flamengo x Bahia — 19/4/2026 Flamengo x Vitória — 22/4/2026 Flamengo x Vasco — 3/5/2026 Flamengo x Estudiantes — 20/5/2026 Flamengo x Palmeiras — 23/5/2026 Flamengo x Coritiba — 30/5/2026 Flamengo x São Paulo — 26/7/2026 Flamengo x Vitória — 9/8/2026 🟢⚪ Jogos do Fluminense Fluminense x Flamengo — 8/3/2026 Fluminense x Bolívar — 19/5/2026 Fluminense x Deportivo La Guaira — 27/5/2026 Fluminense x Vasco — 5/8/2026 — Fluminense x Rivadavia — 11/8/2026

Flávio teria se encontrado com Vorcaro antes de enviar áudios cobrando dinheiro para 'Dark Horse', revela PF

11 de Setembro de 2026, 10:39

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria se encontrado presencialmente com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em 20 agosto de 2025, pouco mais de duas semanas antes de enviar os primeiros áudios ao banqueiro cobrando o dinheiro de patrocínio combinado para a produção do filme “Dark Horse”. A informação consta no relatório da Polícia Federal (PF) tornado público por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido do presidente da Corte, Edson Fachin. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Investigação de Flávio Bolsonaro em caso Dark Horse permanece sob sigilo

11 de Setembro de 2026, 10:38

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito para investigar a atuação do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, no financiamento do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A apuração segue sob sigilo, por existirem ações ainda em andamento da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República. O GLOBO ELEIÇÕES: Participe da comunidade e saiba tudo sobre as campanhas, debates e sabatinas Conversas com Fachin: Ministros do STF alertam para pedido de vista, e aliados de Moraes querem julgamento conjunto com Mendonça Malu Gaspar: A desconfiança dos ministros do Supremo às vésperas da decisão sobre investigar Alexandre de Moraes A decisão de Mendonça segue a linha do que havia sido determinado pelo presidente da Corte, Edson Fachin, ao enviar a ele o despacho sobre a queda do sigilo do caso Master. Fachin determinou a publicidade, mas fez a ressalva de que poderiam permanecer em segredo os casos em que essa seja uma essa seja uma condição 'imprescindível' para a apuração. A investigação sobre Flávio apura os supostos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. A apuração sobre o filme era conhecida, mas o foco na participação de Flávio veio à tona com a queda do sigilo do caso Master. O presidenciável nega irregularidades e diz que todos os recursos do filme foram privados. A decisão foi tomada em julho e veio à tona agora após o STF tornar pública a documentação do caso. O despacho de Mendonça está disponível porque foi incluído no inquérito principal do caso Master. Mensagens reveladas pelo portal 'Intercept Brasil' mostram que Flávio pediu ao banqueiro Daniel Vorcaro R$ 131 milhões para a produção da obra, dos quais R$ 60 milhões foram pagos, de acordo com planilhas apreendidas pela PF. A investigação sobre Flávio foi pedida pela Polícia Federal (PF) e teve o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR) “A Polícia Federal requer a instauração de PET sigilosa em apartado, vinculada ao INQ 5026, para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese, pelo Senador da República Flávio Nantes Bolsonaro, no contexto de financiamento para a produção de obra cinematográfica denominada Dark Horse junto ao Banco Master do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro (...) Autorizo, nos termos do artigo 21, inciso XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a instauração de procedimento investigatório vinculado ao INQ 5026 para apuração da hipótese criminal delineada pela autoridade policial”, escreveu Mendonça. Flávio vem negando qualquer participação em possíveis irregularidades envolvendo o filme, tom que voltou a adotar na quinta-feira, em agenda de campanha em Roraima. — Não há um centavo de dinheiro público. Pode revirar do avesso — disse Flávio. A prestação de contas completa do filme nunca foi apresentadas. A produtora responsável apresentou à Justiça os gastos, mas ainda são desconhecidos os detalhes do financiamento, feito por meio do fundo Heavengate, sediado nos Estados Unidos. Nos documentos que embasaram a operação de quinta-feira consta um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que mostra que o ex-marqueteiro de Flávio, Marcello Lopes, enviou R$ 1 milhão para a Go Up, produtora do filme. O envio dos recursos, de acordo com a PF, ocorreu entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025, segundo a comunicação das movimentações financeiras da empresa, à qual os investigadores tiveram acesso. Entenda o caso Dark Horse Há no STF apurações distintas sobre o financiamento ao filme. Sob a relatoria de Mendonça está o desdobramento do caso Master, que começou após a revelação de conversas em que Flávio cobra repasses de Vorcaro. Essa linha de investigação mira o financiamento e analisa se o dinheiro de Vorcaro, envolvido em fraudes milionárias com o Master, foi encaminhado para a produtora do filme, via um fundo sediado nos Estados Unidos. Há ainda a suspeita de que as verbas tenham bancado gastos no exterior do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos. Nesta semana, Mendonça homologou a delação premiada do operador do mercado financeiro Antonio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro. O empresário é dono da Entre Investimentos e Participações, usada para repasses de dinheiro entre o banqueiro Daniel Vorcaro e a produção de “Dark Horse”. Como mostrou a colunista Malu Gaspar, do GLOBO, 'Mineiro' confirmou à PGR ter realizado ao longo do ano passado sete transferências bancárias para o fundo Havengate que totalizam US$ 12,3 milhões (cerca de R$ 69 milhões no câmbio da época) a pedido de Vorcaro. Há ainda um outro braço da investigação sobre o 'Dark Horse' envolvendo o suposto repasse irregular de emendas parlamentares. Na quinta-feira, o ministro Flávio Dino, do STF, determinou uma operação que mirou o deputado Mário Frias (PL-SP) e a empresária Karina Gama, da produtora Go Up, responsável pelo filme. Frias destinou R$ 2 milhões em emendas em 2024 ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina. Os valores foram pagos em fevereiro e outubro de 2025. A suspeita da Polícia Federal é que as emendas, após passar por um circuito de empresas, tenham sido usadas na produção do filme. A PF afirma que este inquérito aponta a existência de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar as verbas recebidas para empresas subcontratadas de forma irregular, "sem comprovação efetiva dos serviços prestados". O suposto esquema teria ficado em vigor até julho deste ano. A Polícia Federal apura os supostos crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios. "Levantamentos financeiros identificaram, ainda, movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado", escreveu a PF em nota. Initial plugin text

Quase 70% das dicas de dieta no TikTok e no Instagram são enganosas, mostra novo estudo

11 de Setembro de 2026, 10:25

Gosta de ver dicas e truques para emagrecer no TikTok e no Instagram? O que aprendeu até agora nas redes sociais, com pessoas que não são profissionais da saúde, pode estar baseado em afirmações enganosas, como mostra um novo estudo. Tabagismo na infância: Primeiro cigarro de menino indonésio que fumava 40 unidades por dia aos 2 anos foi oferecido pelo pai Viralizou: Influenciadora que comia grandes quantidades de comida em vídeos morre aos 24 anos após complicações de saúde na China Pesquisadores analisaram 300 vídeos com hashtags populares e descobriram que ao menos 68% de todo o conteúdo estudado apresentava mentiras ou informações fraudulentas. Os erros observados nesse tipo de conteúdo enganoso provinha de influenciadores falando sobre nutrição sem qualquer tipo de credencial acadêmica. As hashtags analisadas foram #healthylifestyle (estilo de vida saudável, traduzido do inglês), #nutrition (nutrição) e #cleaneating (alimentação limpa) entre 25 e 27 de maio de 2025, no TikTok e no Instagram. Ao menos 36% dos vídeos promoveram um padrão alimentar específico e 67% enfatizaram a alimentação "limpa" ou "saudável" como mensagem central. Suplementos ou os chamados superalimentos apareceram em cerca de 75% dos vídeos, e aproximadamente metade transformou a alimentação saudável em uma espécie de tendência de estilo de vida. O Instagram mostrou um padrão de preferência por conteúdos focando na objetificação do corpo, pois o tema apareceu em 78% dos vídeos analisados da rede, em comparação com 48% no TikTok. O Instagram também deu mais zoom em partes específicas do corpo e foi muito mais propenso a mostrar pessoas com corpos magros e musculosos, 70,7% das vezes contra 47,3% no TikTok. Além disso, a rede social também apresentava uma maior tendência a mostrar vídeos sobre treinamento de força como forma de mudar o físico. Enquanto o TikTok tendeu para exercícios aeróbicos e enquadrou a saúde em termos de bem-estar mais geral. A partir disso, a equipe buscou nos vídeos sinais de ortorexia nervosa, uma condição caracterizada por uma obsessão doentia por consumir apenas alimentos considerados “puros” ou “limpos”, regras alimentares rígidas e angústia quando essas regras são quebradas. Por outro lado, os conteúdos compartilhados por profissionais qualificados mostraram credibilidade. Segundo o estudo, 45,5% do conteúdo publicado por pessoas com credenciais era preciso, em comparação com apenas 4,7% do conteúdo de influenciadores não qualificados. Os resultados foram publicados na revista científica Journal of Technology in Behavioral Science. Redes impactam nas decisões sobre saúde Outro estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) afirma que mais de 1 em cada 5 usuários ainda relata tomar decisões relacionadas à saúde com base no que vê nas redes sociais. Quase 80% dos usuários acreditam que as informações de saúde nas redes sociais são falsas ou enganosas. Apesar dessa desconfiança generalizada, os dados apontam que a tendência é mais acentuada entre adultos com mais de 65 anos e latinos. A interação com a saúde não se limitou ao consumo de conteúdo — cerca de 85% dos usuários disseram ter publicado ou compartilhado informações pessoais e gerais sobre saúde nas redes sociais. Embora alguns criadores de conteúdo sejam realmente qualificados, outros simplesmente soam convincentes o suficiente para se passarem por especialistas. Com o conteúdo gerado por inteligência artificial inundando os feeds, evitar esses conselhos está se tornando cada vez mais difícil. Diferentemente dos canais de saúde tradicionais, essas plataformas geralmente carecem de uma revisão editorial rigorosa, o que facilita a disseminação de informações incorretas.

BIC lança promoção com prêmios instantâneos e R$ 100 mil

11 de Setembro de 2026, 10:25

A BIC lança a promoção "ACENDA A SUA CHAMA COM BIC", primeira ação promocional nacional da marca voltada à categoria de isqueiros e acendedores no Brasil. A iniciativa acontece de 14 de setembro a 14 de dezembro e combina prêmios instantâneos, sorteios semanais e uma premiação final de R$ 100 mil. A promoção tem como foco ocasiões em que os produtos da categoria estão presentes, como churrascos e encontros entre amigos e familiares. A proposta é associar a participação na ação a momentos de convivência e lazer que fazem parte da rotina dos consumidores. A mecânica conta com diferentes formas de participação. Para concorrer aos prêmios instantâneos, é necessário comprar um isqueiro ou acendedor BIC, acessar o site da promoção e cadastrar uma selfie com o produto. Nessa modalidade, não é necessário apresentar a nota fiscal. Já para participar do sorteio semanal de uma churrasqueira exclusiva BIC, o consumidor deve cadastrar a nota fiscal da compra no site. O mesmo cadastro garante a participação no sorteio final de R$ 100 mil em certificado de ouro. Entre as premiações estão: Mil prêmios instantâneos, divididos entre bonés personalizados BIC, kits de utensílios para churrasco e cartões de R$ 750; Uma churrasqueira exclusiva BIC, sorteada semanalmente; R$ 100 mil em certificado de ouro no sorteio final. Um dos prêmios instantâneos foi desenvolvido a partir de uma interação nas redes sociais. O artista João Victor Monteiro publicou um boné inspirado nos produtos da BIC, com espaços destinados a acomodar itens como isqueiro e caneta. A publicação repercutiu entre os usuários e chamou a atenção da marca. A partir da manifestação da comunidade, o boné foi adaptado e incorporado à promoção como um dos prêmios disponíveis aos participantes. A iniciativa também contempla os estabelecimentos que comercializam isqueiros e acendedores BIC. Para os lojistas, a promoção prevê prêmios semanais de R$ 2 mil e uma premiação final de R$ 25 mil. As condições de participação, certificado de autorização e o regulamento específico para os pontos de venda estarão disponíveis em acendasuachamabic.com.br/lojista. "Esta é a primeira vez que a BIC realiza uma promoção nacional voltada à categoria de isqueiros e acendedores. A iniciativa foi pensada a partir dos momentos em que esses produtos estão presentes, especialmente em ocasiões de convivência, como churrascos e encontros entre amigos e familiares. A ideia é aproximar a promoção dessas situações de forma leve e conectada ao cotidiano dos consumidores", afirma Rodrigo Iasi, diretor de marketing da BIC Brasil. A promoção "ACENDA A SUA CHAMA COM BIC" estará disponível entre 14 de setembro e 14 de dezembro, com participação pelo site acendasuachamabic.com.br. As condições de participação, regulamentos e certificados de autorização estarão disponíveis no site.

O que Vorcaro sabia oficialmente e o que foi vazado para ele

11 de Setembro de 2026, 10:25

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro sabia que estava sendo investigado antes de ser preso pela primeira vez porque ele já tinha sido intimado pela Polícia Federal. Isso é o que explicam investigadores sobre a suspeita de vazamento. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Vai chover no Rock in Rio? Veja a previsão do tempo para esta sexta-feira (11)

11 de Setembro de 2026, 10:23

O último final de semana do Rock in Rio começa com mais tempo chuvoso. Seguindo a tendência das últimas semanas, a manhã desta sexta-feira (11) começou com chuva moderada a forte em diversas regiões da cidade, inclusive na Cidade do Rock, na Barra da Tijuca, onde fãs do Stray Kids, grupo sul-coreano que fecha o Palco Mundo, já estão acampados. Mas a previsão indica que, durante boa parte dos shows, o tempo deve estar mais firme, mas não dá para dispensar a capa de chuva. Atração de sábado: Demi Lovato aprende a fazer brigadeiro e relembra meme com o doce; veja vídeo Stray Kids no Rock in Rio: saiba quem é quem no grupo de K-pop que conquistou o mundo — Apesar das chuvas estão acontecendo nesta manhã, a previsão para durante o evento, à noite, já é de melhoria — diz a meteorologista Andrea Ramos. Segundo a especialista, ao longo do dia as temperaturas se elevam e a chuva diminui, devendo cessar durante a tarde. A partir da noite, porém, o tempo volta a esfriar, com muitas nuvens e maior umidade. As temperaturas devem ficar entre 19ºC e 21ºC, e as chuvas podem voltar a ocorrer em diferentes pontos da cidade. Ela alerta para cuidados com o piso molhado. De acordo com o Climatempo, o cenário é o mesmo. A chuva deve parar a partir das 12h, quando o sol aparece entre as nuvens. À noite, o tempo deve ficar firme, mas as pancadas de chuva voltam a partir da madrugada de sábado (12), quando começam os shows principais de hoje. Segundo o site, as temperaturas devem chegar aos 32ºC, com mínima de 21ºC. O acumulado de chuvas deve chegar aos 7,9 mm hoje, e aos 25 mm amanhã. No Sistema Alerta Rio, a previsão é menos animadora. A plataforma da Prefeitura do Rio indica que o sol sai à tarde, mas já indica pancadas de chuva isoladas a partir da noite, aumentando de intensidade na madrugada. Na região da Barra da Tijuca, onde fica a Cidade do Rock, a temperatura deve ficar entre 20ºC e 32ºC.

Aliados de Flávio veem desgaste com investigação sobre 'Dark Horse', e falta de aviso de candidato causa ruído no PL

11 de Setembro de 2026, 10:22

Integrantes da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliam que a revelação de que o candidato é formalmente investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas relacionadas ao financiamento de “Dark Horse” pode provocar desgaste eleitoral, mas, por enquanto, não pretendem alterar a estratégia adotada para tratar do caso. A orientação é afirmar que os recursos destinados à cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro são de origem privada e que não houve irregularidade na participação do senador na busca por investidores para a produção. Os detalhes da investigação, no entanto, provocaram irritação na cúpula do PL e em parte da campanha. Integrantes do núcleo político sabiam que o financiamento de “Dark Horse” era investigado, mas desconheciam que Flávio figurava formalmente como investigado em um procedimento no STF. Aliados afirmaram à reportagem que pretendem cobrar do candidato a falta de um aviso sobre uma informação considerada relevante para a condução da campanha. Pessoas mais próximas ao senador confirmam que ele já sabia da investigação. Apesar do ruído interno, a avaliação no entorno do presidenciável é que a novidade não altera substancialmente o tamanho do problema eleitoral. Além de reforçar a tese da origem privada dos recursos, aliados querem aumentar a pressão pela retirada do sigilo do inquérito das fake news, que permaneceu durante anos sob a condução do ministro Alexandre de Moraes. A aposta é que a abertura dos procedimentos dê munição ao discurso de Flávio sobre supostos excessos do STF contra o bolsonarismo e ajude a reagir politicamente ao avanço do caso “Dark Horse”. A campanha avalia que a participação de Flávio na busca por recursos para o filme e sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro nesse processo já haviam sido reveladas. Por isso, aliados consideram que a confirmação de sua condição de investigado aumenta o peso jurídico do episódio, mas não necessariamente seu impacto político. O entorno do candidato também pretende diferenciar as duas frentes de investigação envolvendo “Dark Horse”. Flávio não foi alvo da operação autorizada pelo ministro Flávio Dino nesta semana, que cumpriu 49 mandados de busca e apreensão numa apuração sobre o possível desvio de emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas ao filme. Entre os alvos estavam o deputado federal Mário Frias e pessoas ligadas à produtora Go Up. Na quinta-feira, durante agenda em Roraima, Flávio acusou Dino de “interferência política” e afirmou que não havia “um centavo de dinheiro público” no financiamento do filme. A fala antecipa a linha que deverá ser mantida pela campanha diante do avanço das investigações. Já o procedimento em que o próprio candidato é investigado está sob a relatoria de André Mendonça e tem origem no caso Master. A Polícia Federal pediu a abertura de uma petição sigilosa para apurar a possível prática de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos por Flávio no contexto do financiamento de “Dark Horse”. A Procuradoria-Geral da República concordou com a medida, e Mendonça autorizou a instauração da apuração em julho. Reservadamente, a equipe jurídica do senador busca minimizar a revelação e sustenta que se trata de uma “notícia velha”, sob o argumento de que a investigação sobre “Dark Horse” já havia sido divulgada em julho. O que não era público até agora, porém, era que Flávio figurava pessoalmente como investigado. O desconhecimento dessa informação por dirigentes do próprio PL é um dos motivos para o incômodo interno. A pressão pela abertura do inquérito das fake news é vista no entorno de Flávio como uma forma de ampliar o debate sobre a atuação do Supremo para além de “Dark Horse”. Com as recentes mudanças na condução de procedimentos antes concentrados no gabinete de Moraes, integrantes da campanha defendem que o conteúdo das apurações seja tornado público e usado para questionar decisões adotadas contra Jair Bolsonaro e seus aliados. Ao mesmo tempo, o candidato pretende preservar Mendonça. Nos últimos dias, Flávio saiu em defesa do ministro em meio à crise provocada por sua decisão de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e criticou a possibilidade de o Senado avançar sobre um eventual processo de impeachment do magistrado. A descoberta de que foi Mendonça quem autorizou a investigação contra ele não deve, segundo aliados, mudar essa posição.

Senado recebe quatro pedidos para levar Alcolumbre ao Conselho de Ética, inativo desde 2024

11 de Setembro de 2026, 10:21

O Senado recebeu quatro petições diferentes nesta quinta-feira com o mesmo alvo: Davi Alcolumbre. As representações pedem a abertura de procedimento disciplinar ou sindicância preliminar contra o presidente da Casa no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Babbo Osteria e Francese Brasserie oferecem menu com tomates de origem; veja mais

11 de Setembro de 2026, 10:13

Tem início a temporada dos tomates de origem em duas casas do chef Elia Schramm: a Babbo Osteria, que recebe a quarta edição do projeto, e a Francese Brasserie, que tem recebe o evento de forma inédita. O evento ocorre em parceria com o pesquisador Antônio Abboud, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Em 2023, ele fornece ao Babbo variedades raras de tomate cultivadas em estufas da universidade. Elas são fruto de um trabalho de resgate genético que soma mais de 20 anos e reúne hoje mais de mil variedades da espécie. Nesta temporada será usada meia tonelada de tomates nas duas casas. Ano passado, foram 400 kg só no Babbo, e, em 2024, 300 kg.  Babbo Osteria: os pratos do menu tomates de origem Divulgação / Foto de Rodrigo Azevedo No Babbo, o ingrediente estará em antipasti, primo, secondo e dolci. Há receitas como o pomodoro, fragole & stracciatella (R$ 90), salada de tomates de origem, sorbet de morango, stracciatella e vinagrete de balsâmico. Já o tortelli gamberi & pomodoro (R$ 165) vem com massa fresca recheada com ricota e espinafre, camarões grelhados e tomates de origem, e o milanese d'orgine (R$ 145), filé mignon à milanesa com salada de tomates de origem, rúcula e aioli de páprica, acompanhado de risoto cacio & pepe. A panna cotta pomodoro (R$ 50) é um cremoso de chocolate branco e iogurte com tomates de origem macerados em açúcar demerara, limão e balsâmico.  No Francese, as sugestões são; tarte fine de timates & burratina (R$ 95), massa folhada assada com tomates de origem, cebola confit, burratina e basílico; e o thon à la Grecque (R$ 115), lombo de atum selado, salada grega de tomates de origem, pepino, azeitonas pretas, coalhada e azeite de manjericão. Outras dicas são o poulpe et tomates (R$ 175), polvo grelhado com tomates de origem, molho romesco e batata provençal; e a sobremesa fraises, yaourt et tomates (R$ 50), morangos e tomates de origem macerados com Luxardo e mel de acácia, sorbet de iogurte grego e pistaches.  Os tomates também estão presentes nos drinques, como o bloody de origem (R$ 55), com suco artesanal feito a partir das variedades cultivadas pelo projeto, vodca Haku, vermute seco, molho inglês da casa e limão-siciliano. A assinatura é da mixologista Paula Diniz.   O Babbo Osteria fica na Rua Barão da Torre 632, Ipanema. O Francese Brasserie, na Rua Barão da Torre 472.

PGR diz que Eduardo Bolsonaro 'orientou' gestão de recursos do Dark Horse nos EUA e chama de 'aporte ilícito' repasses de Vorcaro ao filme

11 de Setembro de 2026, 10:11

A Procuradoria-Geral da República afirmou que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) "orientou" a gestão recursos do filme "Dark Horse" nos Estados Unidos e chamou de "aporte ilícito" o dinheiro enviado por Daniel Vorcaro ao projeto audiovisual. As declarações do PGR, Paulo Gonet, constam nos autos do caso Master, cujo sigilo de Justiça foi retirado na noite desta quinta-feira. "A representação conclui que as coincidências entre os valores previstos no contrato de financiamento e as remessas internacionais identificadas na análise financeira, somadas às comunicações extraídas do aparelho celular d e DANIEL VORCARO, constituem indícios relevantes de que as pessoas jurídicas referidas foram utilizadas para operacionalizar aportes ilícitos destinados ao filme", diz a manifestação, datada de julho de 2026. A manifestação da PGR chegou a destacar mensagens enviadas pelo ex-deputado federal sobre os recursos para o filme: "O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para o EUA é tranquilo. Se a empresa brasileira a enviar aos EUA não tiver aquele grande orçamento que mencionamos como exemplo, será problemático, vai ser necessário fazer as remessas aos poucos e isto tardaria cerca de 6 meses, calculamos", escreveu a Thiago Miranda, que seria a ponte entre Eduardo e Vorcaro. "Meu receio é que você seja solicito, bom coração, mas tenha essa dificuldade. Solução: enviar o máximo possível ainda neste sistema atual, como o remetente atual e etc. Será que conseguimos? Nos dá amanhã um feedback desta sua reunião de hoje a noite, por favor?", completou. Segundo a PGR, Eduardo Bolsonaro coordenou a administração do dinheiro nos Estados Unidos, país onde ele mora desde março de 2025. Desde então, ele vem fazendo uma campanha junto à Casa Branca para articular ações que possam pressionar o Supremo a tirar o ex-presidente Jair Bolsonaro da prisão domiciliar. "A autoridade policial levanta a hipótese de que EDUARDO BOLSONARO orientou a gestão dos recursos em solo estrangeiro", diz a PGR, referindo-se a uma mensagem de captura de tela atribuída a Eduardo na qual ele aparece tratando sobre o envio de dinheiro nos Estados Unidos. Em concordância com o pedido da PF, Gonet defendeu a abertura de um inquérito específico para investigar o financiamento do Dark Horse e o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidente da República, e do seu irmão Eduardo Bolsonaro. O pedido foi atendido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, que abriu o processo para apurar os crimes de "lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção". Tanto o presidenciável como o ex-deputado negam as irregularidades. No pedido, a PGR também pede que seja feita uma lista de propostas legislativas "apresentadas" ou "endossadas" por Flávio Bolsonaro. A ideia de Gonet era avaliar se o parlamentar atuou de alguma forma a favor do Master no Congresso Nacional. Nas palavras do PGR, se houve uma "lógica de causa e efeito no negócio cinematográfico". "O apanhado de achados mostra que, efetivamente, as investigações estão no seu momento inicial, carecendo de aprofundamento, igualmente e sobretudo, no que toca à prática de ato típico da função parlamentar que possa ser atribuída, numa lógica de causa e efeito, ao negócio cinematográfico mencionado", diz o texto. A manifestação ainda destacou que Flávio chegou a conversar com Vorcaro um dia antes de ele ser preso pela primeira vez, em 17 de novembro de 2025. “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”, disse o banqueiro. Esse diálogo foi revelado pelo portal Intercept e confirmado pelo GLOBO, em junho.

Ciclone em formação leva tempestades para Sul e Sudeste, com risco de tornado no Paraná

11 de Setembro de 2026, 10:04

Um ciclone extratropical deve se formar nesta sexta-feira na costa norte do Rio Grande do Sul, levando tempestades e risco do surgimento de tornado no Sul e no Sudeste do Brasil, sobretudo no Paraná. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), são esperados nos locais mais atingidos chuva superior a 60 milímetros por hora, ventos acima de 100 km/h e queda de granizo. De Curitiba até a fronteira, o território paranaense está sob alerta vermelho agora, que denota "grande perigo", segundo o instituto. "Há grande risco de danos em edificações, corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário", diz comunicado. O ciclone, que deve se formar hoje e continuar atuando amanhã, se deslocando em direção ao oceano, vai intensificar o tempo ruim que já se instalou na região Sul. O dia mais complicado, porém, será mesmo o de hoje. "A sexta-feira (11) deve concentrar os maiores níveis de instabilidade e risco de tempo severo, com possibilidade de fortes correntes de ar descendentes no interior das nuvens de tempestade, denominadas 'microexplosões', que podem atingir a superfície com intensidade e provocar ventos intensos", diz o Inmet. "Também há possibilidade de ocorrência de tornados, sobretudo entre o centro-sul e o oeste do Paraná e de Santa Catarina e no noroeste do Rio Grande do Sul. É para essas áreas que há aviso vermelho de "grande perigo" para tempestade. Outras áreas da região Sul, o Mato Grosso do Sul, São Paulo, e sul Minas Gerais e Rio de Janeiro estão sob alerta laranja que denota "perigo". Segundo a agência de meteorologia MetSul, o ciclone extratropical está se formando dentro do continente. "Uma área de baixa pressão se deslocará do Paraguai e do Nordeste da Argentina para a Região Sul do Brasil, dando início a processo de formação de um ciclone e reforçando a instabilidade, o que vai levar a uma série de tempestades com a formação de uma linha de instabilidade", disse em comunicado. Apesar de estarem relacionados, os fenômenos de ciclone e tornado são diferentes. Enquanto o ciclone é um evento de grande escala, com centenas de quilômetros, os tornados são de escala menor, tipicamente com menos de 1 km de diâmetro. O tamanho não torna um tornado menos perigoso, pelo contrário. Por ter uma movimentação mais concentrada e violenta, ventos podem superar 300 km/h em seu interior. O ciclone, no caso de agora, é cenário de contexto que favorece o surgimento de tempestades e tornados. Ele ganha o nome "extratropical" por se formar em latitude maior que a dos trópicos. Essencialmente, o ciclone é a grande área de baixa pressão com movimento espiral e frentes de instabilidade associadas a ele.

Entenda como Richarlison tentará deixar o Tottenham caso proposta do Vasco não seja aceita

11 de Setembro de 2026, 10:04

Caso o Tottenham não aceite a proposta de compra do Vasco, o atacante Richarlison já tem em andamento uma tentativa de deixar o clube inglês livre. Desde sábado, apurou o blog, o estafe do jogador notificou os Spurs com base no artigo 14 do Regulamento sobre o Estatuto e a Transferência de Jogadores da FIFA. Nele, especificamente no parágrafo segundo, está prevista a rescisão mediante "Conduta Abusiva", que seriam ações intencionais de assédio, isolamento e pressão de uma das partes. O embasamento de Richarlison é o afastamento do clube dos jogos da Premier League. O Tottenham até agora não concordou em fazer o distrato de maneira amigável. O caso está sobre a mesa. Com a oferta de compra do Vasco abaixo do valor pretendido, 10 milhões de euros por 50%, Richarlison tem a ação na Fifa como uma alternativa para vir ao Brasil livre. A justificativa Seu contrato na Inglaterra vai até o meio de 2027 e ainda há uma cláusula para renovar por mais um ano a cargo do Tottenham. Para justificar a rescisão por justa causa sem ter que pagar multa ao Tottenham, a defesa de Richarlison se apoia no isolamento imposto pelo técnico Roberto De Zerbi e pela diretoria. O Tottenham contesta o pedido e tem como argumento o fato de que a não inscrição e o afastamento do atacante foram decorrentes da recusa do próprio Richarlison de ser vendido ao Everton. O Artigo 15 do mesmo regulamento da Fifa permite a rescisão por "justa causa esportiva" quando um jogador atua em menos de 10% dos jogos oficiais da equipe na temporada, mas não será usado.

Nivaldo da Batata: polícia de SC investiga morte de vereador atingido por uma tonelada do tubérculo

11 de Setembro de 2026, 10:03

A Polícia Civil de Santa Catarina investiga as circunstâncias do acidente que matou o vereador da cidade de Treze de Maio, em Santa Catarina, Nivaldo Magagnin (MDB), conhecido como Nivaldo da Batata. O político veio a óbito na manhã desta quarta-feira (9), após ser atingido por uma carga de uma tonelada do tubérculo que carrega no nome, no bairro Santa Cruz. A suspeita é que um cabo de aço, que sustentava a carga, tenha rompido. 'Medida mais drástica' e 'sacode': mensagens mostram como 'A Turma' de Vorcaro intimidava adversários, aponta PF Esquerda, centro ou direita? Faça o teste e descubra qual é a sua posição ideológica Nivaldo da Batata trabalhava no local quando ocorreu o acidente. Além de vereador, era também era dono da empresa de comércio e beneficiamento de batatas. Ele faleceu um dia após o aniversário de 63 anos. A Polícia Civil disse ao g1 que o caso é investigado como acidente de trabalho. A causa da morte será esclarecida após o resultado do exame cadavérico e da perícia realizada no equipamento onde ocorreu o rompimento. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Urussanga, que atendeu a ocorrência registrada às 8h20 da quarta-feira, o vereador foi atingido por uma saca do tipo "Bag", utilizada para grandes cargas, que estava suspensa a cerca de 2 metros de altura. O cabo de aço que sustentava a estrutura teria se rompido e a carga caiu em cima de Nivaldo. A suspeita é que o impacto dos alimentos tenha esmagado o homem contra o chão. Natural de Pedras Grandes, cidade vizinha de Treze de Maio, Nivaldo usou o apelido nas urnas na eleição de 2024, quando foi eleito com 437 votos. Era casado e tinha uma filha, que também foi vereadora em Treze de Maio. A prefeitura de Treze de Maio publicou nota no Instagram lamentando o falecimento do vereador e decretou três dias de luto no município. “Neste momento de tristeza, a Administração Municipal se solidariza com familiares, amigos, colegas e toda a comunidade, desejando força e conforto a todos”, disse o órgão em nota. Initial plugin text *Estagiária sob supervisão de Cibelle Brito Initial plugin text

Paes promete fim da influência política na segurança, chama Ruas de ‘filhinho de papai’ e critica ‘dedo podre’ de Bolsonaro no Rio

11 de Setembro de 2026, 10:00

Candidato ao governo do Rio pelo PSD, Eduardo Paes prometeu nesta sexta-feira “tirar o crime de dentro do Palácio Guanabara” e elencou formas de encarar o problema da segurança pública. Último entrevistado da série de sabatinas O GLOBO, EXTRA, Valor e CBN, o ex-prefeito também fez uma série de críticas a adversários políticos. 'Não era um empregado dele': Paes diz que relação com Cabral é diferente de ligação de Castro com Ruas Mobilidade e lazer: Paes promete acabar com RioCard, reduzir passagem de ônibus e cortar verba do estado para o carnaval O GLOBO ELEIÇÕES: Participe da comunidade e saiba tudo sobre as campanhas, debates e sabatinas Paes afirmou que, se eleito, vai acabar com a influência de políticos nas polícias e repaginar a Secretaria de Segurança, que voltaria a unificar os comandos da Civil e da Militar. Ele também não descarta, caso eleito, incluir a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) sob o guarda-chuva da pasta. Ainda na seara da segurança, o político do PSD questionou o “lugar-comum” de que o principal problema seria a falta de serviços sociais. — O Rio tem um problema de segurança pública. Quando foi pacificada a Vila Kennedy, o lugar-comum era de que tinha que entrar com serviços sociais, de que o estado tem que entrar. A Vila Kennedy tem escolas, os serviços públicos estão lá. Não é tão chique quanto o Leblon, mas tem serviços públicos. Críticas a Ruas e à esquerda que apoia Paes: Veja cinco pontos da sabatina de William Siri ao GLOBO, Extra, Valor e CBN Análise da sabatina de Douglas Ruas: 'Esconder aliados, um clássico da política do Rio' Ele se colocou a favor da redução da maioridade penal, tema que voltou à tona no debate nacional: — Totalmente a favor. Se pode votar para presidente, pode escolher quem vai governar o estado, quem vai ser o prefeito da sua cidade, parto da premissa de que já tem capacidade de tomar suas próprias decisões Perguntado sobre a classificação das organizações criminosas como "narcoterroristas", o ex-prefeito classificou os movimentos de Donald Trump como "baboseiras". — Essas baboseiras de Trump não enchem a barriga de ninguém, não resolvem o transporte, não melhoram o Ideb — disse. — Eu quero ser governador do estado. Quero assumir para mim, não empurro com a barriga problema que é da minha responsabilidade. Se der certo, palmas para o Eduardo Paes. Se não der, (serei) mais um incompetente. Paes também respondeu à estratégia de seu principal adversário, Douglas Ruas (PL), que busca associá-lo ao ex-governador Sérgio Cabral, de quem era aliado no passado. Segundo o candidato do PSD, ele nunca foi “empregado” de Cabral, tampouco "filhinho de papai", rótulo que vem tentando emplacar contra o candidato do PL por causa da relação com o pai, Capitão Nelson (PL), prefeito de São Gonçalo. Também aproveitou para reforçar o discurso de vincular Ruas ao grupo político do ex-governador Cláudio Castro (PL), a quem serviu como secretário de Cidades, e alfinetar as escolhas da família Bolsonaro no Rio, dado que o clã apoiou Wilson Witzel em 2018 e Castro em 2022. — No mínimo, Bolsonaro tem um dedo podre para o Rio de Janeiro — disse. — Eles enganaram os eleitores em 2018 com o Witzel, dizendo que era candidato do Bolsonaro, com aquela cara meio de sicário, de matador de aluguel. Ainda instado a falar da relação entre o jogo local e o nacional, afirmou que Ruas precisa ter o bolsonarismo como "muleta" na eleição. — O Douglas Ruas precisa de uma muleta e está usando o Bolsonaro. Meu candidato a presidente do Brasil chama-se Lula, mas não é Lula quem vai governar o estado do Rio — alegou, questionado se estava escondendo o petista da campanha. Na área de transporte, Paes traçou como metas dar início às obras da linha 3 do metrô, "fazer com a SuperVia o mesmo que fiz com o BRT", acabar com o Riocard e licitar a bilhetagem eletrônica, além de reduzir a passagem dos ônibus intermunicipais. Sabatinas A série foi aberta nesta terça-feira com o deputado estadual Douglas Ruas (PL). Já William Siri (PSOL) foi sabatinado na quarta-feira, e Anthony Garotinho na quinta. Cada sabatina tem uma hora e meia de duração. As entrevistas, realizadas no estúdio da redação do GLOBO, são conduzidas pelos apresentadores da CBN Rio Bianca Santos e Leandro Resende, pelo editor de Política dos jornais O GLOBO e Extra, Thiago Prado, pelo colunista Bernardo Mello Franco e por Francisco Góes, chefe da sucursal do Valor no Rio. O eleitor fluminense também poderá acompanhar as entrevistas por meio de reportagens nos veículos e cortes de vídeos nas redes sociais. O GLOBO segue com uma intensiva cobertura das eleições de 2026 dentro e fora de seus estúdios. Em agosto, a rádio CBN de São Paulo foi palco das sabatinas com os candidatos ao governo paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT). Ainda estão programadas sabatinas com os candidatos ao governo de Minas Gerais e debates entre os postulantes ao Senado no Rio e em São Paulo. Initial plugin text

Intransponível na altitude, Ayrton Lucas supera críticas no Flamengo e emplaca longa sequência na temporada

11 de Setembro de 2026, 10:00

Ayrton Lucas não precisou participar de gols nem fazer jogadas de efeito para ser o melhor jogador do Flamengo na vitória por 2 a 0 sobre o Independiente del Valle, ontem, pelas quartas de final da Libertadores. Instransponível na defesa, o lateral-esquerdo deu mais um sinal de que vem dando a volta por cima após receber as mais variadas críticas, e faz jus à atual sequência que emplaca na temporada. O jogador de 29 anos chegou a nove jogos seguidos como titular, brecha surgida a partir de um problema físico de Alex Sandro — o veterano não atua desde o final de julho por conta de uma tendinite na panturrilha direita. Com o titular ausente por mais tempo que o esperado, o reserva poderia preocupar pela necessidade de jogar constantemente. e até fazer o treinador Leonardo Jardim improvisar alguém no setor, mas pegou os "limões" e está fazendo uma boa "limonada". Na altitude de Quito, Ayrton Lucas pareceu não sentir o ambiente e se mostrou decisivo tirando quase todas as bolas que chegaram ao seu lado. Em outros tempos criticado pela deficiência de não saber marcar jogadores às suas costas, sobretudo na segunda trave, ele respondeu com nova atuação sólida. Isto não vem de hoje, já que também atuou bem contra Remo, Mirassol, Botafogo e Cruzeiro, incluindo jogos por Libertadores e Brasileiro. O Flamengo está há quatro jogos sem sofrer gols e isso passa pela segurança oferecida no lado esquerdo. — O time foi guerreiro. A gente sabia que precisava ter atenção até o final, então o time está de parabéns pelo resultado positivo — disse Ayrton na zona mista em Quito, mesmo sendo interrompido pelo goleiro Rossi, que o definiu como "melhor do jogo". — Sempre difícil jogar aqui, pela altitude, mas não podia ter essa desculpa. Procuramos dar o nosso melhor. Ayrton Lucas durante goleada do Flamengo sobre a Chapecoense Adriano Fontes/Flamengo Atuando no Flamengo desde 2022, o lateral certamente tem uma trajetória de mais baixos do que altos. Inclusive, em julho, após a goleada rubro-negra sobre a Chapecoense, ele chamou atenção por ser sincero ao avaliar sua atuação como "terrível". Pouco tempo depois, está em um dos melhores momentos com a camisa do clube, e conta com a confiança do treinador Leonardo Jardim e da diretoria, que não cogitaram contratar um novo lateral-esquerdo nesta janela. Caso Alex Sandro não seja liberado para voltar contra o Corinthians, neste domingo, pelo Brasileirão, Ayrton Lucas pode fazer seu 10º jogo consecutivo como titular. O Flamengo conseguiu a liderança do campeonato na última rodada, e busca bom resultado no Maracanã. Já o jogo de volta contra o Del Valle será na próxima quinta-feira.

Paes promete ocupar Salgueiro, em São Gonçalo, se ganhar a eleição

11 de Setembro de 2026, 09:58

O candidato ao governo do estado Eduardo Paes (PSD) afirmou em um vídeo publicado em suas redes sociais que, se eleito, a primeira comunidade ocupada em sua gestão será o Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. Na gravação, ele cita ainda que o território hoje é dominado pelo traficante Rabicó, que ele diz ter influência em 100% dos bairros do município. A cidade hoje tem como prefeito o Capitão Nelson, pai de Douglas Ruas, seu principal adversário na disputa ao Governo do estado. — Se eleito governador, a primeira comunidade a ser ocupada pelo meu governo vai ser aqui, o Complexo do Salgueiro. É uma área de difícil acesso, tem área de manguezal, é uma fortaleza do crime onde os chefões usam para se esconder. E é também uma das principais bases logísticas do Comando Vermelho, o Salgueiro está exprimido entre a Baía de Guanabara e a BR-101, facilita essas rotas marítimas e terrestres para o tráfico de armas e de drogas para a região — explicou. Paes citou ainda a comunidade Jardim Catarina, que segundo ele também será ocupada, e garantiu que o trabalho de segurança nas áreas será permanente, para impedir que os criminosos retomem o controle do local dias após a ação da política. — Colado ao Salgueiro está o Jardim Catarina, mais especificamente a Ipuca, região utilizada como fuga, que também será ocupada. Não estamos falando do que eles estão acostumados a fazer, operação de um dia com entrevista e manchete. Estou falando de ocupação. A gente vai devolver o território ao povo e acabar com o terror e a covardia que a bandidagem impõe aqui todos os dias — prometeu O ex-prefeito do Rio de Janeiro citou ainda o traficante Rabicó, que segundo ele controla a comunidade do Salgueiro, mas tem influência em 100% dos bairros de São Gonçalo. — Hoje uma pessoa que você talvez nem conheça manda em São Gonçalo e não é o prefeito e nem seu filho. É o Antônio Hilário Ferreira, o tal do Rabicó. É o chefe do tráfico aqui no Complexo do Salgueiro, quartel general do Comando Vermelho aqui em São Gonçalo. Hoje é ele quem manda de verdade na cidade, exercendo influência em 100% dos bairros — afirmou

Dark Horse: plano de negócios previa superar bilheteria recorde de 'Minha mãe é uma peça 3' em mais de 3 vezes

11 de Setembro de 2026, 09:55

O plano de negócios de “Dark Horse”, o polêmico filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, previa um recorde histórico de bilheteria, aponta relatório da Polícia Federal tornado público por decisão do ministro André Mendonça, a pedido do presidente da Corte, Edson Fachin. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Pará ganha destaque nas viagens de ônibus para o Rio na reta final do Rock in Rio

11 de Setembro de 2026, 09:54

Um levantamento atualizado nesta quarta-feira (9) pela Buszap, plataforma de venda de passagens rodoviárias via WhatsApp, revelou um salto de 224% no número de passageiros de ônibus rumo ao Rio de Janeiro na reta final que antecede as datas do Rock in Rio 2026, em comparação com o mesmo período do festival em 2024. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Lula manifesta apoio a Andrei Rodrigues após crise no STF: ‘Tem a minha total confiança’

11 de Setembro de 2026, 09:39

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, tem sua "total confiança" e é um "companheiro". A declaração foi dada nesta quinta-feira, durante sabatina promovida pelo canal SBT Brasil, dias depois do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspender decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino que, respectivamente, afastaram e reconduziram Andrei ao cargo. Dark Horse: Fundo Havengate que recebeu dinheiro de Vorcaro estava inerte desde a criação em 2020 'Medida mais drástica' e 'sacode': mensagens mostram como 'A Turma' de Vorcaro intimidava adversários, aponta PF — Por isso, quero dizer em alto e bom som: o Andrei tem a minha total confiança. É um companheiro, um perito como poucos delegados na história deste país. E, se por acaso cometeu algum erro, que seja julgado, assim como o Lula e você seriam — afirmou o petista em entrevista às jornalistas Basília Rodrigues e Marina Demori. Esta é a primeira vez que o presidente cita nominalmente o chefe da corporação desde que André Mendonça o acusou de participar da elaboração de relatórios que teriam monitorado a atuação do ministro. O GLOBO ELEIÇÕES: Participe da comunidade e saiba tudo sobre as campanhas, debates e sabatinas. A relação entre Lula e Andrei antecede a chegada do delegado à direção-geral da PF. Ele foi responsável pela segurança do petista durante a campanha presidencial de 2022 e integrou a equipe de proteção de Dilma Rousseff na disputa de 2010. Andrei foi indicado para comandar a corporação em dezembro de 2022 pelo então futuro ministro da Justiça, Flávio Dino, hoje integrante do STF. Initial plugin text

Dark Horse: Fundo de advogado de Eduardo Bolsonaro ficou inerte por quase 4 anos antes do 1º repasse

11 de Setembro de 2026, 09:36

Na mira da Polícia Federal, o fundo Havengate permaneceu “operacionalmente inerte” por quatro anos, até receber, em fevereiro de 2025, a primeira remessa de U$ 2 milhões que seria destinada para o financiamento de “Dark Horse”, o polêmico filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. A constatação está num relatório da Polícia Federal tornado público após o levantamento do sigilo das investigações do caso Master por decisão do ministro André Mendonça, a pedido do presidente da Corte, Edson Fachin. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Mbappé fala sobre memes de ditador e critica comparação: 'Não acho que eu tenha feito isso na minha vida'

11 de Setembro de 2026, 09:36

Kylian Mbappé comentou o apelido de ditador que recebeu de seus companheiros da seleção francesa durante a Copa do Mundo de 2026. A brincadeira faz referência a Mobutu Sese Seko, ex-ditador que governou o então Zaire, atual República Democrática do Congo, por mais de três décadas. O atacante reconheceu o tom de humor da situação, mas ponderou sobre o peso da comparação. — Tem uma parte que é engraçada porque a gente sente que, por parte de algumas pessoas, é uma brincadeira inofensiva. Tem uma parte um pouco menos engraçada porque sabemos os estragos que esse tipo de pessoa causou na história. Então, ser comparado a pessoas que assassinam pessoas ou que deixaram milhões e milhões de pessoas infelizes, não acho que eu tenha feito isso na minha vida — disse Mbappé em entrevista ao L'Équipe. O apelido começou dentro do próprio grupo da seleção francesa e ganhou força nas redes sociais durante o Mundial. O jogador do Real Madrid foi chamado de “Mobutu” por Ousmane Dembélé em um vídeo gravado dentro do avião, durante a comemoração da classificação da França para as oitavas de final. Na ocasião, Mbappé havia sido protagonista da vitória por 3 a 0 sobre a Suécia, com dois gols. A partir daí, memes relacionando o atacante ao antigo líder congolês se multiplicaram nas redes sociais. Um torcedor chegou a levar uma bandeira com uma montagem de Mbappé caracterizado como “ditador”. Para o atacante, o problema está justamente na mistura entre a brincadeira e o significado histórico do personagem usado como referência. Mobutu governou o Zaire em um regime autoritário e se tornou uma das figuras mais controversas da história política africana. — Então há uma mistura de coisas, a gente pensa: “Eu sei que é de forma leve e por isso não vai tão longe”. Mas isso às vezes mostra que há uma falta de consciência, às vezes política e humana, às vezes nas pessoas — completou Mbappé.

Mais de 70 anos? Personal trainer explica por que 20 minutos de caminhada já fazem diferença para a saúde e disposição

11 de Setembro de 2026, 09:34

O passar do tempo impõe desafios físicos que muitas vezes levam a uma redução drástica das atividades do dia a dia. Na terceira idade, existe uma tendência de priorizar o descanso ou as tarefas domésticas em detrimento do movimento corporal, uma decisão que, segundo especialistas, representa um erro na busca por qualidade de vida. O treinador espanhol Rafael Hidalgo tem uma posição clara sobre esse fenômeno: “Se uma pessoa com mais de 70 anos caminha 20 minutos por dia, já obtém benefícios”. Sua abordagem busca acabar com a ideia de que a atividade física na velhice exige sacrifícios extremos ou mudanças radicais na rotina diária. Bebê indonésio conhecido por consumir até 40 cigarros por dia tinha crises de raiva e batia a cabeça ao ser impedido de fumar Barriga de aluguel que recusou aborto recorre à Suprema Corte dos EUA para obter guarda de bebê com cardiopatia Durante anos, um mito difundido na sociedade sugeriu que cumprir a meta de 10 mil passos por dia era obrigatório para manter o corpo em forma e prevenir o sedentarismo, a obesidade e o diabetes. Esse número, que surgiu na década de 1960, gerou frustração em muitas pessoas que não conseguiam atingir essa meta. No entanto, diversos estudos científicos mais recentes mudaram essa perspectiva ao indicar que um idoso não precisa dar uma quantidade específica de passos para obter ganhos de saúde. A ciência sugere que um período de 20 a 30 minutos já é suficiente para que sejam observadas melhorias significativas no funcionamento do organismo. Em entrevista à revista Semana, Hidalgo explica que o início da prática não exige longos períodos de atividade. “Para começar, não é necessário dedicar muito tempo. Com 20 a 30 minutos já se obtêm benefícios cardiovasculares, melhora da mobilidade e do bem-estar geral. A partir daí, é possível evoluir para 40 a 60 minutos, sempre adaptando a intensidade”, afirma o profissional. Seu método está centrado na sustentabilidade do esforço. O treinador enfatiza que a chave do sucesso está na regularidade, e não na intensidade do exercício. “É melhor caminhar pouco, mas de forma constante, do que fazer muito em um dia e nada no restante da semana”, afirma Hidalgo ao detalhar sua estratégia de movimento para pessoas idosas. Outro aspecto fundamental mencionado pelo especialista é a técnica da caminhada. Em vez de levar o corpo ao limite, Hidalgo sugere que pequenas pausas ajudam a controlar a fadiga e a manter uma técnica adequada ao longo do percurso. O principal objetivo é acumular minutos de qualidade, e não suportar uma sessão exaustiva que possa resultar em lesões. Essa visão busca transformar a atividade física em um hábito prazeroso, capaz de se integrar naturalmente ao cotidiano sem que a pessoa sinta uma pressão excessiva por desempenho. Antes de iniciar qualquer rotina, Hidalgo estabelece duas condições inegociáveis. A primeira é a hidratação constante durante a atividade física, um fator frequentemente negligenciado, mas essencial para o rendimento e a segurança do idoso. A segunda, e talvez a mais importante, é consultar um médico. É necessário que um profissional de saúde avalie o estado geral do paciente e confirme se suas condições físicas permitem realizar essa caminhada diária de 20 a 30 minutos, evitando riscos desnecessários associados a doenças preexistentes. Estresse no trabalho pode estar associado à disfunção erétil, aponta estudo A visão científica coincide em grande parte com essa abordagem moderada. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que pessoas com mais de 65 anos combinem diferentes formas de atividade física. Segundo o organismo, o ideal é incluir exercícios de equilíbrio, atividades de fortalecimento muscular de intensidade moderada três vezes por semana e alcançar um total de 150 minutos de atividade aeróbica semanal. Essa combinação de exercícios oferece benefícios significativos para a saúde a longo prazo. Entre os benefícios comprovados dessa rotina, destaca-se a redução de até 23% no risco de quedas, um problema que afeta a autonomia e a integridade física das pessoas à medida que envelhecem. A combinação de exercícios aeróbicos com treinamento de força melhora a mobilidade, o humor e a qualidade do sono. A prática regular de atividade física também contribui para reduzir a mortalidade cardiovascular e por todas as causas, além de diminuir a incidência de hipertensão, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer. Da mesma forma, favorece a saúde cognitiva, reduz sintomas de ansiedade e depressão e melhora indicadores relacionados à gordura corporal. A recomendação de Hidalgo quanto à frequência ideal de exercícios fica entre quatro e seis dias por semana. Esse ritmo permite manter a regularidade sem esgotar as reservas de energia. Ao abandonar a obsessão por metas inalcançáveis, o idoso encontra um espaço de bem-estar pessoal em que a saúde cardiovascular e a força muscular são trabalhadas de forma consciente. A proposta é clara: não se trata de competir contra o tempo, mas de adaptar o movimento às possibilidades reais de cada indivíduo para envelhecer com mais qualidade e menos complicações. A ciência respalda essa transição para exercícios mais curtos, porém constantes. A soma de minutos de atividade de qualidade, distribuídos de maneira equilibrada ao longo da semana, produz efeitos acumulativos no organismo que superam os resultados de sessões isoladas de alta intensidade. No fim das contas, o bem-estar integral da pessoa idosa depende da capacidade de manter o corpo em movimento em condições que respeitem seu ritmo biológico e sua segurança física. Esse paradigma, que coloca a saúde acima do desempenho esportivo tradicional, transforma a percepção sobre o envelhecimento ativo.

Contrato de mulher de Moraes com Vorcaro previa 'consultoria estratégica' na PF e não cita possível impedimento no STF

11 de Setembro de 2026, 09:28

O contrato firmado entre o escritório de Viviane Barci, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, e o banqueiro Daniel Vorcaro previa "consultoria estratégica" e um núcleo específico para tratar de procedimentos e inquéritos nas Polícias Federal e Civis. O documento tinha cinco páginas e foi anexado nos autos do caso Master, que está sob relatoria do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. O contrato não cita em nenhum momento que poderia haver um impedimento no julgamento de ações no Supremo, onde Moraes atua. Além da "consultoria estratégica e jurídica" junto à Polícia Judiciária e procedimentos perante o Banco Central, Receita Federal e Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), o arquivo estipula o acompanhamento de "processos judiciais em todas as instâncias do Poder Judiciário" e a implantação de um "programa de integridade (compliance)". O termo "Supremo Tribunal Federal" não é mencionado no arquivo. Segundo investigações da PF, o contrato foi acessado por um perfil de Alexandre de Moraes. Ele recebeu mensagens de Vorcaro na época em que o banqueiro estava prestes a ser preso pela primeira vez, em novembro de 2025. O escritório de Viviane explicou, em nota, que o setor de compliance pediu informações ao ministro para avaliar se havia eventuais impedimentos na ação, levando em conta a "condição de marido da sócia" da banca. "Diante da inexistência de previsão de atuação no STF ou de qualquer impedimento legal, uma vez que o Ministro Alexandre de Moraes jamais julgou qualquer causa envolvendo o Banco Master, o contrato foi assinado e os serviços advocatícios devidamente prestados”, diz a nota do escritório. Mensagens reveladas em um relatório da PF mostram que o banqueiro pedia ajuda a Moraes para "desarmar" e "bloquear" ações contra o Master e o consultou sobre a possibilidade de deixar o país. Para a execução do serviço ao Master, o escritório de Viviane "organizaria" cinco núcleos específicos para atuar junto ao "Judiciário, Polícia Judiciária, órgãos do Executivo e Legislativo". Neste último, o trabalho consistiria em "acompanhar projetos de lei de interesse" do Banco Master. Outra cláusula prevê "ampla atividade jurídica", o que se daria no ajuizamento de petições e recursos em processos envolvendo o Master. O documento fala em "ajuizamento das medidas judiciais cabíveis e necessárias, seja mediante o exercício da ampla defesa e contraditório, com a interposição dos recursos previstos em lei, e demais atividades processuais típicas de assessoria jurídica prestada no contencioso administrativo e judicial." Valores O contrato assinado entre o administrador do escritório e o Banco Master estipulava o pagamento em 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões, conforme foi revelado pela colunista Malu Gaspar, do GLOBO. Se houvesse atraso nos pagamentos de mais de quinze dias, estipulava-se uma multa de 10% sobre valor da fatura e juros moratórios calculados de 1% por mês. As duas partes ainda acordavam a manter "completo sigilo" sobre quaisquer "informações, documentos e materiais e dados cujo conhecimento e/ou acesso decorram do objeto do presente contrato". O contrato data de 16 de janeiro de 2024. O serviço foi interrompido com a liquidação do banco, em novembro de 2025. A publicação dos documentos do caso Master foi determinada por Mendonça após um pedido do presidente do STF, Edson Fachin, em meio à crise entre o ministro relator e Moraes.

Mesmo com chuva, fãs de Stray Kids já fazem fila na porta do Rock in Rio, mais de doze horas antes do show

11 de Setembro de 2026, 09:26

Os fãs de Stray Kids, principal atração do Rock in Rio nesta sexta-feira (11) não são feitos de açúcar. Mesmo debaixo de chuva, o público do grupo de K-pop começou a se amontoar no portão da Cidade do Rock, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, ainda na noite de ontem, segundo reportagem do RJTV, da TV Globo. Equipados com capas de chuva, cadeiras, tendas e guarda-chuvas, adolescentes e jovens de todo o Brasil chegaram cedo para garantir o lugar na tão sonhada grade do Palco Mundo. Stray Kids no Rock in Rio: saiba quem é quem no grupo de K-pop que conquistou o mundo Atração de sábado: Demi Lovato aprende a fazer brigadeiro e relembra meme com o doce; veja vídeo Segundo relatos nas redes sociais, por voltas 6h já havia mais de 300 pessoas esperando a abertura dos portões. Entre as reações, alguns criticaram o comportamento dos fãs: "como assim já tem gente na fila? vocês são doentes", disse um usuário do X. Outros, compreenderam a excitação pelo show dos coreanos. "Não julgo porque em 2014 acampei na fila para pegar grade e passei a madrugada lá", disse outra usuária da rede. O conjunto coreano Stray Kids, atração do Rock in Rio Divulgação Marcado para a 0h05, já na madrugada de sábado (12), o show do Stray Kids marca a segunda vez do grupo no país, depois da estreia em abril de 2025. A programação desta sexta, o primeiro dia dedicado ao gênero coreano na história do Rock in Rio, tem ainda a rapper Hwasa e a banda Nexz. Para completar o Palco Mundo, o brasileiro Alok, única atração não sul-coreana de hoje no espaço principal.

Marido de Marco Pigossi critica tecnologia em post enigmático: 'Quando a IA assumir o controle, estarei na fazenda'

11 de Setembro de 2026, 09:24

Esta semana, a humanidade acordou mais preocupada com a declaração de um pesquisador da empresa americana Anthropic, que disse haver uma chance superior a 10% de que a inteligência artificial (IA) "possa matar todos os humanos" na próxima década. Marido do ator brasileiro Marco Pigossi, o dramaturgo e cineasta Marco Calvani se mostrou preocupado com a notícia. Demi Lovato: Atração do Rock in Rio, cantora aprende a fazer brigadeiro e relembra meme com o doce; veja vídeo 'Book charms': Livros-chaveiro que funcionam como acessórios viram aposta de editoras na Bienal de SP Nesta quinta-feira (10), ele compartilhou um vídeo sobre o assunto em seus stories e aproveitou para fazer um post enigmático que soa como um desabafo e uma crítica à tecnologia. Postando uma foto sua com expressão fechada, ele escreveu: "Quando a IA assumir o controle, estarei na fazenda". Initial plugin text Nos comentários, diversos fãs concordaram com a preocupação, enquanto outros aproveitaram para encher o cineasta de elogios. "A IA não pode fazer uma cópia de você", disse um fã. "Você é de tirar o fôlego", disse outro. O próprio marido, Marco Pigossi, deixou um emoji de coraçãozinho para o amado. Calvani se casou com o ator brasileiro Marco Pigossi em agosto de 2024 ano na Toscana, na Itália. No ano passado, o casal já havia oficializado a união no civil. A aproximação ocorreu durante o desenvolvimento do filme "Maré alta", estrelado por Pigossi. Em entrevista à Variety, o brasileiro contou que havia uma história de amor por trás da história de amor do projeto. "Nós estávamos nos apaixonando enquanto ele terminava o roteiro", explicou.

Plano Nacional de Atenção à DPOC aguarda votação no Senado

11 de Setembro de 2026, 09:23

Está pronto para votação na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal o Projeto de Lei 949/2024, de autoria da deputada Flávia Morais (PDT-GO). O projeto institui o Plano Nacional de Atenção à Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), uma condição respiratória progressiva, incurável e fortemente associada ao tabagismo, que hoje acomete cerca de 14 milhões de brasileiros e representa a 5ª maior causa de morte no país. Após aprovação na Câmara dos Deputados, a proposta agora tramita no Senado com o objetivo urgente de coordenar uma resposta pública e estabelecer uma política nacional focada na prevenção, diagnóstico precoce, tratamento adequado e melhoria da qualidade de vida dos pacientes assistidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, a DPOC é a 8ª causa de anos de vida perdidos por incapacidade no país, pressionando o sistema de saúde com hospitalizações frequentes geradas por crises agudas. Impacto estrutural e econômico para o SUS A implementação do Plano Nacional previsto pelo PL 949/2024 traz diretrizes claras para transformar o cenário da saúde pública no Brasil, divididas em quatro pilares fundamentais: Atendimento eficaz e integrado: Garante uma linha de cuidado coordenada, resultando em ganho direto na qualidade de vida dos pacientes. Redução de custos a longo prazo: Ao focar na prevenção de complicações e na estabilização da doença, o plano evita crises agudas e reduz internações hospitalares. Conscientização e diagnóstico precoce: Campanhas públicas alertarão a população sobre sintomas como tosse crônica, cansaço e falta de ar, favorecendo a identificação precoce da doença. Capacitação profissional: O projeto estabelece a qualificação especializada de equipes de saúde para um manejo técnico e humanizado. Para os defensores da proposta, a aprovação do PL 949/2024 no Senado é o elo que falta para acelerar o diagnóstico e melhorar o nível de cuidado para os cerca de 14 milhões de brasileiros que sofrem com a doença.

Partido Novo apresenta a Fachin pedido de suspeição de Gonet no caso Master

11 de Setembro de 2026, 09:19

O partido Novo apresentou nesta quinta-feira ao presidente do STF, Edson Fachin, uma arguição de suspeição do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para impedir sua atuação nas investigações relacionadas ao Banco Master na Corte. O chefe da PGR foi citado no relatório feito pela PF a partir de mensagens encontradas em um celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Ônibus tomba na BR-393 e deixa 28 feridos em Barra do Piraí

11 de Setembro de 2026, 09:19

Um ônibus de passageiros tombou na madrugada desta sexta-feira (11) na Rodovia Lúcio Meira (BR-393), na altura do distrito de Dorândia, em Barra do Piraí, no Sul Fluminense, deixando 28 pessoas feridas. O acidente aconteceu por volta de 1h15, no km 267 da rodovia. Presença virtual de deputados 'lota' Alerj, apesar de plenário quase vazio e sessões de apenas meia hora Édson Davi: PF diz não haver crianças brasileiras entre as resgatadas em operação nos EUA, mas pede inclusão de menino carioca em lista da Interpol Segundo o Corpo de Bombeiros, o motorista do coletivo passou mal antes do tombamento, ficou preso às ferragens e precisou ser retirado pelos militares. As equipes de resgate foram acionadas pouco depois da 1h. A operação mobilizou cerca de 30 profissionais e quase dez viaturas, em uma ação conjunta do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Após os primeiros socorros no local, os feridos foram encaminhados para o Hospital São João Batista, em Volta Redonda, e para a Santa Casa de Misericórdia de Barra do Piraí. A reportagem ainda não conseguiu retorno do hospital sobre o estado de saúde das vítimas. Trend dos anos 80: Imagens icônicas da época mostram como era o Rio e seus personagens na década viralizada nas redes De acordo com a PRF, o ônibus tombou fora da pista e a ocorrência foi encerrada sem retenção no trânsito. O caso foi registrado na 88ª Delegacia de Polícia (Barra do Piraí), que ficará responsável pela investigação das circunstâncias do acidente. Admitiu crime: Justiça mantém prisão de filha suspeita de matar a mãe a facadas no Recreio dos Bandeirantes Interditado há 18 anos: Prefeitura faz operação para desocupar Palacete Imperial, prédio histórico no Centro Initial plugin text

A expectativa de Garotinho para o julgamento que pode barrá-lo nesta sexta

11 de Setembro de 2026, 09:18

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) julga nesta sexta-feira o registro da candidatura de Anthony Garotinho ao governo do Rio. Em conversas com aliados, o ex-governador não esconde que está pessimista. Acredita que o TRE vai indeferir seu pedido de registro. Em 27 de julho, o tribunal proibiu o candidato do Republicanos de receber recursos dos fundos eleitoral e partidário e de fazer propaganda em rádio e TV. Os juízes consideraram que ele estaria com os direitos políticos suspensos devido a uma condenação por improbidade administrativa que remete a fatos de 2005 e 2006. No dia seguinte, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu a decisão do TRE e autorizou Garotinho a fazer campanha. Se for derrotado nesta sexta, o ex-governador buscará o mesmo caminho para permanecer na disputa pelo Palá: vai recorrer ao TSE.

Bebê indonésio conhecido por consumir até 40 cigarros por dia aos 2 anos tinha crises de raiva e batia a cabeça ao ser impedido de fumar

11 de Setembro de 2026, 09:16

Aos pouco mais de um ano de idade, Ardi Rizal já apresentava sinais intensos de dependência de nicotina. Quando a família tentava tirar os cigarros dele, o menino tinha acessos de raiva e chegava a bater a cabeça. O caso ganhou repercussão internacional em 2010, depois que um vídeo publicado no YouTube mostrou Ardi caminhando de fraldas enquanto fumava. Ele chegava a consumir até 40 cigarros por dia. A Saúde nas Eleições: 'O SUS não pode continuar remunerando por procedimento, mas pela qualidade do trabalho', diz Ludhmila Hajjar 'Eles mexiam lá em Barretos e viam meu intestino aqui em RO em uma tela', diz aposentado submetido à 1ª telecirurgia robótica do SUS Ardi vivia na aldeia de Teluk Kemang, no sul de Sumatra, na Indonésia. Sua mãe, Diana, trabalhava vendendo peixes. Ainda muito pequeno, ele começou a recolher cigarros em uma praça da região depois de observar outras pessoas fumando. Em uma entrevista ao The Sydney Morning Herald, em 2017, foi relatado que o primeiro cigarro havia sido dado a ele pelo próprio pai. Tentativas para interromper o vício A dependência se tornou tão grave que provocou a intervenção do Ministério do Empoderamento da Mulher e da Proteção Infantil da Indonésia. A repercussão das imagens também gerou críticas contra a mãe, acusada de permitir que o filho fumasse e de contribuir para o início de seu problema de obesidade. A família tentou interromper o consumo de cigarros, mas as reações da criança dificultavam o processo. Quando ficava sem fumar, Ardi apresentava acessos de raiva e chegava a bater a cabeça. Diante da dificuldade de controlar a dependência, os pais procuraram ajuda profissional. Três anos depois do início da repercussão do caso, Ardi começou um processo de reabilitação com o psicólogo infantil Seto Mulyadi. Cigarro deu lugar à comida A interrupção do consumo de tabaco provocou em Ardi um quadro intenso de ansiedade, que passou a ser compensado pelo aumento da alimentação. Aos dois anos, ele já apresentava problemas relacionados ao peso. A situação se agravou nos anos seguintes. Aos cinco anos, Ardi pesava 24 quilos, aproximadamente seis quilos acima do peso médio indicado para uma criança com sua idade e altura. A quantidade de comida também era elevada. Em uma única refeição, ele podia comer três coxas de frango, duas tigelas de sopa de almôndegas e uma lata de leite condensado. Esse padrão permaneceu até a entrada na escola. Depois, Ardi passou a comer menos porque era provocado pelos colegas pela quantidade de alimentos que levava na lancheira. Como Ardi estava aos 14 anos Em 2022, aos 14 anos, Ardi frequentava a escola primária. Naquele período, seguia uma dieta rigorosa baseada em peixes e verduras para buscar um peso considerado adequado. Antes disso, em 2019, ele esteve no Brasil e apareceu em um programa da TV Record. Depois de superar o vício, Ardi passou a conceder entrevistas para relatar a própria experiência. Nessas ocasiões, fala sobre a dificuldade de abandonar vícios e incentiva hábitos de vida saudáveis. A história de Ardi também aparece em um contexto mais amplo sobre os impactos da dependência do tabaco. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo provoca mais de oito milhões de mortes por ano. Cerca de 1,2 milhão dessas mortes correspondem a pessoas expostas à fumaça de terceiros.

Dark Horse: Fundo Havengate que recebeu dinheiro de Vorcaro estava inerte desde a criação em 2020

11 de Setembro de 2026, 09:15

O Havengate era um fundo vazio até o primeiro depósito de recursos para o filme Dark Horse. Criado em 2020, originalmente para captar recursos destinados ao empreendimento imobiliário, o fundo permaneceu juridicamente ativo, mas operacionalmente inerte por quase quatro anos, sem qualquer atividade pública registrada,  até receber, em 13 de fevereiro de 2025, a primeira remessa de US$ 2 milhões proveniente da Entre Investimentos, usada por Daniel Vorcaro para envio de recursos financiamento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

'Liga a TV agora, é muito grave': como vivi o 11 de Setembro na Redação do GLOBO

11 de Setembro de 2026, 09:13

Todos, ou quase todos, se lembram bem onde estavam e o que faziam no dia em que 19 terroristas converteram quatro aviões em armas letais e provocaram a morte de quase três mil pessoas, a maioria civis, nos Estados Unidos. O dia em que o horror e o medo tomaram conta do mundo. O dia que transformou definitivamente o mundo como conhecíamos. O dia 11 de setembro de 2001, que também mudou radicalmente minha vida. Um mês após chegar à editoria Mundo — isso mesmo, apenas um mês após aceitar trocar a área de cultura pela internacional, a convite da então editora Claudia Sarmento —, o mundo literalmente desmoronou. A partir dali, foram horas, dias, semanas, meses que pareceram séculos praticamente morando na Redação. Uma maratona que me fez perder uns quatro quilos em pouco tempo. Um período tão intenso que não me lembro direito, confesso, da convivência com minhas filhas, na época com 12 e 10 anos. A Redação do GLOBO no início dos anos 2000 e Mànya Millen na mesma época, quando era editora assistente de Mundo e participou da cobertura do 11 de Setembro Agência O Globo Até aquele dia, eu sequer lembrava de ligar o celular Me lembro perfeitamente, porém, da manhã luminosa daquela terça-feira que, como outras manhãs, eu desfrutava na tranquilidade doméstica. Eram tempos em que a internet estava longe de ser o que é hoje, as redes sociais ainda estavam longe de roubar cotidianamente nosso precioso tempo vago, e os celulares, ah, os celulares... estavam beeeem longe de ser uma extensão natural das nossas mãos. Não costumava ligá-lo imediatamente ao acordar, às vezes sequer lembrava da sua existência. Até o 11 de Setembro. Pessoas fogem pelas ruas de Nova York durante colapso das torres do World Trade Center Doug Kanter/AFP “Você tá vendo isso?” , “Já viu o que tá acontecendo?” , “Liga a TV agora”, “É muito grave”, acho que foram as frases que ouvi da Claudia assim que me toquei que o telefone estava tocando, e provavelmente não pela primeira vez. Ao ligar a TV, entendi o caos que se instalaria a partir dali no cotidiano de quem trabalha com notícia, e principalmente de quem trabalha com notícias sobre o mundo. O meu novo cotidiano. Capa da edição extra do GLOBO em 11 de setembro de 2001 Reprodução Força-tarefa e edição extra Meio estupefata, vi na tela da TV a informação de que o segundo avião acabara de bater na Torre Sul do World Trade Center, um dos cartões-postais de Nova York, e o primeiro se chocara com a Torre Norte 17 minutos antes, às 8h46. Quando aconteceu o colapso de ambas, em torno das 10h, eu já estava na Redação, acompanhando a cena assustadora ao lado dos companheiros não só de Mundo, como de todas as outras editorias que se juntaram a nós numa grande força-tarefa que se manteria durante meses. Naquele dia 11, depois de muito tempo, O GLOBO voltou a publicar uma edição extra, que foi mandada para as bancas no início da noite. Me lembro da correria e do imenso esforço coletivo para levar ao leitor o máximo de informações que tínhamos em mãos naquele momento, poucas horas após os atentados — além das Torres Gêmeas em Nova York, um terceiro avião atingiu o Pentágono, e um quarto caiu na Pensilvânia depois que passageiros lutaram com os terroristas a bordo, evitando a colisão com outro alvo. 'O dia da infâmia' A edição extra, de 12 páginas, que se esgotou em pouco tempo, já trazia o perfil do saudita Osama Bin Laden, principal suspeito dos EUA pelos atentados. No dia seguinte, um caderno especial de 24 páginas, sob a manchete “O dia da infâmia”, detalhava mais os ataques, o pânico e o caos em solo americano; estampava infográficos e as fotos tristemente impressionantes das torres em chamas e depois em queda, das pessoas cobertas pela espessa poeira branca, andando desorientadas pelas ruas de Nova York; ampliava a repercussão dos atentados no exterior e no Brasil; apontava os impactos na economia global; mostrava as buscas por sobreviventes, as falhas de segurança, e os próximos passos dos EUA do presidente George W. Bush. O efeito dominó no mundo todo. No aeroporto Santos Dumont, pessoas leem a edição extra do GLOBO sobre os atentados nos EUA Alaor Filho Homem diante dos escombros das Torres Gêmeas, em Nova York DOUG KANTER/AFP Falso alarme sobre Bin Laden Poucos dias depois dos atentados, lembro que um boato sobre a captura de Bin Laden me fez voltar à Redação de madrugada. Eu chegara havia pouco tempo em casa, e assim que apaguei a luz para dormir tocou o telefone. Morando mais próximo do jornal, lá fui, extremamente sonada, tentar entender se era verdade ou apenas “barriga” (que hoje a gente chama de fake news) das redes americanas. Bin Laden só seria de fato executado pelas forças especiais dos EUA em maio de 2011, já na gestão de Barack Obama. Uma consulta aos arquivos do GLOBO me lembra — porque nem toda memória permanece — que os cadernos especiais seguiram diariamente até 24 de setembro. O intervalo, porém, seria breve: eles voltaram em 8 de outubro, anunciando o já esperado ataque americano ao Afeganistão, berço da Al-Qaeda, organização terrorista chefiada por Bin Laden. A Guerra ao Terror começara de verdade, e se estenderia a outros fronts, como o Iraque, em 2003, levando os EUA, e por tabela o mundo, a uma nova era de desconfiança, temor, corrida armamentista, atropelamento de direitos e liberdades civis. 'Mulá Mimi', com carinho Em pouco tempo, Al-Qaeda, Talibã, Aliança do Norte, burcas, mujahidin, jihad, sharia e Cabul viraram palavras corriqueiras em nosso vocabulário. Sem esquecer mulá, título dado a clérigos ou líderes muçulmanos como Mulá Omar, fundador do radical Talibã. Aliás, "Mulá Mimi" foi o carinhoso e sugestivo apelido que ganhei da equipe de Mundo na época, só porque não atendia aos apelos para aumentar o tamanho das matérias nas páginas... Vinte e cinco anos depois, lembro com menos detalhes do que eu gostaria daquele período alimentado por muita adrenalina, cansaço, apreensão, companheirismo e necessário entusiasmo — mas por pouca comida, claro, ou não teria perdido peso. Um período que foi, até 2004, quando mudei de editoria, fundamental para expandir horizontes, entender processos e, principalmente, aprender com os melhores entre os melhores profissionais (que se tornaram grandes amigos) a enxergar o mundo de outra forma. Valeu a pena. E minhas filhas, acreditem, sobreviveram lindamente ao meu 11 de Setembro esticado. Pentágono dos EUA foi outro alvo dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 Luke Frazza/AFP Conheça O GLOBO por dentro O GLOBO por dentro é um projeto criado para aproximar os leitores de quem faz a notícia. A iniciativa reúne vídeos e reportagens em que repórteres e editores mostram como grandes coberturas foram construídas, apresentam ferramentas desenvolvidas pelo jornal e revelam etapas do trabalho jornalístico que normalmente ficam nos bastidores. O projeto também fortalece o diálogo com o público por meio de vídeos em que jornalistas respondem às cartas enviadas pelos leitores e de recomendações de livros, filmes, séries e programas culturais produzidas pelas equipes do GLOBO. O GLOBO por dentro: Leia outras reportagens sobre os bastidores da Redação

Vídeo mostra incêndio em balsa que deixou mortos e dezenas de desaparecidos

10 de Setembro de 2026, 01:40

Pelo menos cinco pessoas morreram e 86 continuam desaparecidas após um incêndio a bordo de uma balsa perto de uma área turística popular na província de Palawan, no oeste das Filipinas, informou a guarda costeira nesta quinta-feira. O incêndio começou na balsa M/V June Aster na noite de quarta-feira, a cerca de 2,2 km da costa, informou a agência, acrescentando que os cinco mortos foram retirados da água. ONU: Meninas são mais afetadas quando impactos climáticos interrompem a educação Leia também: Drones ucranianos atingem região crucial para a produção de gás na Rússia, a quase 3 mil km de distância Um vídeo compartilhado pela guarda costeira no Facebook mostrou a embarcação completamente em chamas. Centenas de pessoas, desesperadas por notícias sobre o incidente, deixaram comentários na página do Facebook do prefeito de Coron City procurando por parentes, amigos e até mesmo um cachorro. "Com base nos dados que temos dos resgatados (42) e dos que morreram (cinco), ainda há 87 pessoas desaparecidas", disse inicialmente a capitã da guarda costeira, Noemi Cayabyab, a uma rádio local. Initial plugin text Horas depois, a Guarda Costeira informou aos repórteres que uma pessoa havia sido resgatada, mas sua identidade ainda não havia sido confirmada. Cayabyab esclareceu na entrevista que a lista de passageiros e tripulantes do navio indicava 134 pessoas. "Para que fique claro, esses dados são dinâmicos e podem mudar conforme as operações de busca e resgate continuam", observou Cayabyab. Initial plugin text Não houve relatos imediatos de estrangeiros a bordo, e os dados da plataforma de rastreamento MarineTraffic mostraram que o June Aster partiu de Manila.
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