UFRGS promove debate sobre Jornalismo e violência contra a mulher
A UFRGS abriu espaço, nesta quarta-feira, 18, para um debate necessário e urgente: o papel do jornalismo diante da violência contra as mulheres. Na Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico), mais de cem estudantes participaram do primeiro encontro do ciclo Comunicação + Diversa, que ao longo do ano propõe ampliar vozes e perspectivas. Com o tema “Jornalismo e Violência Contra Mulheres”, a atividade reuniu diferentes olhares sobre como a mídia pode – e deve – atuar no enfrentamento às violências de gênero. O encontro foi realizado em parceria com a Secretaria de Comunicação da UFRGS e o Sindicato de Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SindJoRS).
O evento teve início com uma fala da coordenadora substituta do curso de Jornalismo Gisele Dotto Reginato, ressaltando a relevância no Jornalismo pensar e discutir o tema. “É muito importante entender que essa pauta atravessa todas as disciplinas“. Ainda durante a abertura, a representante da Secretaria de Comunicação Social (Secom) , diretora do Centro de Teledifusão Educativa (CTE), Liz de Bortoli, comentou que entende como a cobertura jornalística é essencial, mas almeja pelo momento utópico em que não seja mais necessário relatar casos de violência contra a mulher.

Com mediação da professora do Departamento de Comunicação Débora Gadret, estavam presentes para discussão Márcia Veiga, docente no Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM/PUCRS) e na Escola de Comunicação, Artes e Design (Fameco/PUCRS), e Marcela Donini, jornalista e coordenadora de conteúdo.
As falas das convidadas foram concentradas em debater a responsabilidade do Jornalismo ao comunicar casos de feminicídio, e apresentaram aos estudantes um manual de condutas que devem e não devem ser praticadas por jornalistas enquanto decidem a forma de relatar o acontecimento. Ainda assim, Marcela Donini destaca: “Quando falamos da violência contra mulher, estamos falando muito além do feminicídio“ e lembra, o feminicídio é a última etapa da agressão.
Em sua fala, a presidenta do SindJoRS Laura Lagranha destacou que o Sindicato de Jornalista está, atualmente, promovendo uma iniciativa para alterar a linguagem utilizada em reportagens sobre o feminicídio. O objetivo é conscientizar que a vítima não deve ser colocada como manchete ou como culpada, mas sim o agressor. No evento, ocorreu também o lançamento da edição especial Universo das Mulheres do Versão de Jornalistas. O conteúdo pode ser conferido neste link
Comunicação+Diversa
O ciclo de encontros faz parte do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, um compromisso conjunto dos três poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo) para integrar ações de prevenção, proteção e responsabilização no combate à violência letal contra mulheres e meninas.
Além de promover o debate público sobre um tema urgente, o encontrobuscou refletir sobre o papel do Jornalismo na construção de narrativas responsáveis e comprometidas com os direitos das mulheres. Ao reunir pesquisadoras e profissionais da área, a iniciativa contribuiu para fortalecer o diálogo entre universidade, profissionais da comunicação e sociedade, estimulando práticas jornalísticas mais éticas, críticas e sensíveis às desigualdades de gênero.
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