O fornecimento de energia na região da Casa do Estudante Universitário (CEU) e o funcionamento do Restaurante Universitário 01 (RU 01), no Campus Centro da UFRGS, foram totalmente restabelecidos na noite desta quinta-feira, dia 11 de junho. Em nota, o Gabinete da Reitoria reconhece que a normalização dos serviços ocorreu após uma força-tarefa que reuniu servidores da Universidade e trabalhadores terceirizados para a substituição de um equipamento danificado, o que possibilitou a retomada das atividades e do atendimento aos estudantes nesta sexta-feira, dia 12.
Confira a nota do Gabinete da Reitoria
SERVIÇOS NORMALIZADOS NO CAMPUS CENTRO E RU 01
Informamos que o fornecimento de energia na região da Casa do Estudante Universitário (CEU) e as atividades do Restaurante Universitário 01 (RU 01 – Centro) estão totalmente restabelecidos.
Queremos dedicar este comunicado para reconhecer publicamente o esforço incansável das equipes de manutenção. Servidores da UFRGS e trabalhadores terceirizados atuaram em uma força-tarefa ininterrupta, trabalhando intensamente das 7h às 23h, sem pausas, para realizar a substituição complexa do equipamento danificado.
A dedicação desses profissionais foi fundamental para garantir o retorno seguro e rápido das nossas atividades, minimizando os impactos na rotina dos estudantes. Agradecemos imensamente a cada trabalhador que não mediu esforços ao longo de todo o dia de ontem, e também à comunidade acadêmica pela compreensão durante o período.
A UFRGS concedeu, nesta quinta-feira, dia 11 de junho, o título de Doutor Honoris Causa ao professor Diego Fernández Arroyo, um dos principais nomes mundiais na área do Direito Internacional. A cerimônia foi realizada na Sala dos Conselhos, em solenidade presidida pelo vice-reitor Pedro Costa. A mesa oficial de outorga contou ainda com as presenças da diretora da Faculdade de Direito, Ana Paula Motta Costa, da professora Claudia Lima Marques, oradora da homenagem, e do pesquisador hispano-argentino e mais novo doutor honoris causa da Universidade. O evento também contou com as participações do cônsul-geral da Argentina em Porto Alegre, Gabriel Servetto, do chefe do Escritório de Representações do Ministério das Relações Exteriores no RS, Marcelo Baumach, e demais convidados, incluindo familiares do homenageado.
Natural da Argentina e também cidadão espanhol, Diego Fernández Arroyo é professor da Escola de Direito da Sciences Po, em Paris, onde atua desde 2010. Suas áreas de atuação em Direito Internacional Público e Privado são: comércio internacional, arbitragem internacional, direito da integração e direito comparado. Ao longo de sua trajetória acadêmica, publicou mais de 200 artigos e editou 28 livros, tornando-se nome de referência no Direito Internacional contemporâneo. Uma de suas contribuições mais relevantes em seus anos de atuação na área é na internacionalização do pensamento jurídico latino-americano e na consolidação de redes acadêmicas internacionais que aproximaram pesquisadores das Américas e da Europa.
A relação de Fernández Arroyo com a UFRGS se estende por cerca de três décadas, por meio de colaboração constante com a Faculdade de Direito, na participação em cursos, conferências, projetos acadêmicos e iniciativas de cooperação internacional. Essa relação contribuiu para a inserção e a ampliação da presença da Universidade na pesquisa nessa área do conhecimento. Ainda na UFRGS, também foi um dos fundadores do curso de especialização Novo Direito Internacional e dos Cadernos do Programa de Pós-Graduação em Direito.
Discurso-aula
Em seu discurso após receber o título pela UFRGS, o pesquisador Diego Fernández Arroyo proferiu uma fala aprofundada sobre a situação atual da área do Direito Internacional, além de encerrar indicando perspectivas. Ele também destacou a profunda ligação com o Rio Grande do Sul, com a Faculdade de Direito e com a comunidade acadêmica brasileira. Ele recordou sua trajetória desde a Argentina até a Europa. Para o jurista, a homenagem recebida transcende o reconhecimento pessoal e o conecta a uma instituição marcada pela excelência acadêmica, pela abertura internacional e pelo compromisso social: “Essa familiaridade não é apenas geográfica ou cultural, ela é também intelectual”, enfatizou.
Na parte central da fala, Arroyo defendeu a tese da “resiliência do Direito Internacional”, contrapondo-se às visões que apontam para um enfraquecimento da área em um cenário de guerras, crises e nacionalismos. Segundo ele, apesar das dificuldades, “é tentador ceder ao catastrofismo”, mas o sistema internacional continua funcionando de forma cotidiana e silenciosa, sustentando o comércio, a cooperação entre países, a arbitragem internacional e os processos de integração regional.
O professor argumentou que o mundo caminha para uma ordem mais multipolar, com maior protagonismo do Sul Global, e afirmou que o Direito Internacional não está em declínio, mas em transformação: “Isso não é o fim do Direito Internacional. É, talvez, o começo de uma versão mais madura, mais representativa e mais sustentável dele”. Ao encerrar, conclamou juristas e instituições a permanecerem vigilantes para que “a lei do mais forte não prevaleça sobre o Direito Internacional” e para que a justiça continue sendo o eixo da cooperação entre os povos.
Homenagens
Responsável pela laudatio na cerimônia, a professora Claudia Lima Marques destacou a trajetória acadêmica e pessoal de Diego Fernández Arroyo, com ênfase em sua contribuição para o Direito Internacional, a arbitragem internacional e a integração entre diferentes países na construção coletiva do conhecimento. Segundo ela, o mais novo doutor honoris causa da UFRGS construiu uma carreira de alcance global sem abandonar suas raízes latino-americanas, tornando-se uma das vozes mais respeitadas do pensamento jurídico contemporâneo e um parceiro histórico da UFRGS.
Lima Marques também enfatizou o papel de Fernández Arroyo na reconstrução da Associação Americana de Direito Internacional Privado (ASADIP), iniciativa que ajudou a aproximar universidades e pesquisadores das três Américas. Para a professora, ao conceder o título de Doutor Honoris Causa, a UFRGS reconhece “não apenas um jurista extraordinário, mas um inovador do Sul Global, com coragem e competência”. Sobre a parceria com a Universidade, ela complementa: “Sempre foi uma mão amiga, aproximando a Faculdade de Direito do que há de mais moderno no Direito Internacional Privado, abrindo portas e construindo pontes, numa parceria construída sobre afinidades intelectuais profundas, sobre o diálogo permanente e sobre um compromisso comum com a internacionalização do conhecimento jurídico”.
O vice-reitor Pedro Costa fez referência à fala do homenageado como uma “verdadeira aula” sobre a situação atual e o futuro do Direito Internacional. “Essa homenagem reconhece nosso irmão e vizinho, da cidade de Santa Fé”, pontuou, fazendo referência à naturalidade do homenageado. Ele também destacou que as pesquisas e as parcerias acadêmicas de Fernández Arroyo representam a palavra e a razão para a superação de conflitos a partir do Sul Global. E completou: “Sua fala traz várias lutas contra a falta de diálogo. Continue nessa trincheira para propor a linguagem da razão para construir um mundo melhor.”
Na noite desta quarta-feira, 10 de junho, foi registrado um estrondo na rede elétrica do Campus Centro, nas proximidades da Casa do Estudante Universitário (CEU) e do Restaurante Universitário 01 (RU 01). A ocorrência ocasionou a queima de um disjuntor e de um equipamento sensível chamado TRAFO, comprometendo parte do fornecimento de energia da região.
Durante a madrugada, a Administração Central da UFRGS realizou os encaminhamentos emergenciais necessários para restabelecer as condições de segurança e de operação. No entanto, devido à necessidade de substituir o equipamento danificado ao longo do dia, haverá interrupções temporárias nos serviços afetados.
Em razão dos trabalhos de manutenção, não haverá atendimento no RU 01 nesta quinta-feira, dia 11 de junho, no almoço e no jantar. A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) vai liberar auxílio para os moradores da CEU que têm o benefício de isenção de pagamento nos restaurantes.
As equipes seguem atuando para concluir os reparos o mais breve possível e normalizar os serviços. Novas informações serão divulgadas assim que houver atualização do quadro.
Administração Central UFRGS
*Nota atualizada às 15h10min de 11/06/2026, com informação de que o RU 01 permanecerá fechado no jantar.
O processo de planejar o futuro da Universidade exige mais do que planejamento técnico. Essa estratégia de diálogo, escuta e construção coletiva. É com esse objetivo que a UFRGS realiza, no dia 16 de junho, terça-feira, o encontro “PDI: Diálogos com a Sociedade”, iniciativa que reunirá instituições representativas do Rio Grande do Sul para contribuir para o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2027-2036 da Universidade.
A atividade ocorre das 9h30 às 12h, na Sala II do Salão de Atos da UFRGS, no Campus Centro, e integra o processo de construção do principal instrumento de planejamento institucional das universidades federais brasileiras. O encontro é aberto ao público para acompanhamento, sem necessidade de inscrição prévia. O objetivo da atividade é ampliar o diálogo da Universidade com entidades, organizações e representantes da sociedade civil em um espaço de reflexão sobre os desafios e perspectivas da instituição para os próximos dez anos.
Com horizonte de uma década, o PDI busca orientar os caminhos da UFRGS diante das transformações sociais, científicas, tecnológicas e ambientais do país, reforçando o compromisso da Universidade com uma gestão participativa e conectada às demandas da sociedade. Previsto no Decreto nº 9.235/2017, o Plano de Desenvolvimento Institucional estabelece diretrizes, objetivos estratégicos e prioridades que orientam a gestão acadêmica e administrativa das universidades federais. Mais do que um documento formal, o PDI influencia decisões relacionadas ao ensino, à pesquisa, à extensão, à infraestrutura, à assistência estudantil e às políticas institucionais que impactam diretamente a vida da comunidade universitária.
O PDI 2027-2036
A construção do PDI conta atualmente com um comitê técnico e uma comissão de elaboração formada por estudantes, docentes e técnicos-administrativos. Além dos encontros presenciais da comissão, o processo inclui uma consulta pública virtual voltada à comunidade acadêmica. O processo de escuta será realizado de 1º a 12 de junho, por meio do Portal de Serviços, permitindo que os participantes avaliem desafios estratégicos e proponham novas prioridades para a Universidade.
Em outras etapas da construção do Plano de Desenvolvimento Institucional, também serão realizados encontros com diferentes segmentos da comunidade universitária. Além disso, mais informações sobre o processo, bem como orientações para o envio de contribuições e sugestões, podem ser acessadas pelo site ufrgs.br/pdi ou encaminhadas pelo e-mail pdi@ufrgs.br.
A Reitoria da UFRGS manifestou-se por meio de nota nesta terça-feira, 9 de junho, sobre o atraso no pagamento dos salários dos profissionais da empresa terceirizada Multiservice. A Universidade lamenta a situação e esclarece que não está conseguindo honrar alguns pagamentos devido ao bloqueio de recursos por parte do Governo Federal, o que pode ocasionar o atraso dos salários dos trabalhadores por parte das empresas terceirizadas.
Confira a nota:
Nota da Reitoria – Atraso Multiservice junho 2026 A UFRGS informa que houve atraso no pagamento da folha da empresa terceirizada Multiservice, que responde pelos serviços de portarias, recepções e garagistas na universidade, e que tinha previsão para disponibilização hoje (9 de junho), quinto dia útil do mês. O processamento do pagamento à empresa, assim como de outras terceirizadas e serviços, depende de repasse de valor financeiro do Tesouro para a UFRGS, que deveria ocorrer todas as segundas-feiras. Pela segunda semana consecutiva, esses limites não foram liberados, somando hoje cerca de R$ 4,5 milhões em pagamentos já empenhados e liquidados e ainda não disponibilizados pela Secretaria do Tesouro Nacional, o que pode acarretar em atrasos de outros pagamentos, se não houver regularização durante a semana. A Reitoria lamenta os transtornos causados nas unidades e em especial os prejuízos às trabalhadoras e aos trabalhadores terceirizados, e segue atuando junto aos órgãos de governo para cobrar o cumprimento dos repasses tempestivos dos valores.
A reitora Marcia Barbosa e o pró-reitor de Pesquisa Flávio Kapczinski participaram como expositores em audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática do Senado Federal nesta quarta-feira, 27 de maio. O painel, proposto pelo Senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), teve por objetivo debater o papel da ciência e da tecnologia diante do fenômeno climático El Niño, previsto a partir do segundo semestre de 2026. Um dos focos da discussão foi a preparação do Brasil para os impactos climáticos num cenário que é marcado por incertezas. Pela universidade também participaram o professor do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) Walter Collischonn e Osvaldo Luiz Leal de Moraes, professor do Instituto de Física, atualmente diretor do Departamento de Clima e Sustentabilidade do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Durante a audiência, a reitora da UFRGS, Marcia Barbosa, afirmou que os eventos extremos passaram a fazer parte da rotina de gestão da Universidade e da sociedade gaúcha. Segundo ela, a instituição acompanha com preocupação não apenas o fenômeno El Niño, mas também alterações atmosféricas e oceânicas que podem intensificar episódios climáticos severos no Sul do Brasil. Marcia Barbosa destacou ainda iniciativas em desenvolvimento na Universidade, como a criação de um Centro de Gestão de Riscos Climáticos e Ambientais, num formato de observatório de desastres, voltado ao apoio científico para políticas públicas e sistemas de prevenção.
A discussão, que integra a Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, também reuniu especialistas de outras instituições de pesquisa, como o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e o Museu Paraense Emílio Goeldi.
Confira a íntegra da audiência pública
O El Niño
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico na faixa equatorial, com capacidade de influenciar o clima em diferentes regiões do mundo. Cientistas preveem que este ano o El Niño será excepcionalmente forte.
Três técnicos aposentados da UFRGS participam, no dia 28 de maio, da segunda audiência pública promovida pela Comissão da Memória e da Verdade Enrique Serra Padrós. Os técnicos são Jussara Rosa Cony, Décio Aloísio Schauren e Alcides José de Almeida Neto. A atividade ocorre a partir das 18h30, na Sala II do Salão de Atos (Av. Paulo Gama, 110 – Campus Centro). O evento é aberto ao público.
A audiência pública faz parte dos trabalhos que a Comissão vem realizando a fim de apurar práticas de vigilância, perseguição, repressão e resistência ocorridas no ambiente universitário durante a ditadura imposta ao Brasil em 1964. Na primeira audiência, em 28 de novembro de 2025, a comissão acolheu os testemunhos de Dilza de Santi, Henrique Finco e João Ernesto Maraschin, três ex-estudantes da UFRGS que tiveram suas vidas pessoais e profissionais significativamente afetadas pela repressão.
Jussara Rosa Cony é técnica-administrativa aposentada e trabalhou nas faculdades de Medicina e de Farmácia da UFRGS. Décio Aloísio Schauren, também técnico-administrativo aposentado, atuou nos departamentos de Pessoal e de Relações Internacionais e no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da UFRGS. O terceiro participante, o técnico-administrativo aposentado Alcides José de Almeida Neto, trabalhou nos institutos de Biociências (IBio) e de Ciências Básicas da Saúde (ICBS) da UFRGS.
Comissão da Memória e da Verdade
A Comissão da Memória e da Verdade Enrique Serra Padrós tem como missão “reunir, produzir e disponibilizar registros relativos às violações de Direitos Humanos que aconteceram na UFRGS entre 1964 e 1988”, assim como “estabelecer marcos de memória que evidenciem este processo”, conforme consta na Portaria que a instituiu em 9/12/2024.
O trabalho da CMV está centrado em dois eixos: o eixo documental, que examina conjuntos documentais da Universidade, e o eixo dos testemunhos, que realiza entrevistas com pessoas de alguma forma afetadas pelas práticas da ditadura na UFRGS.
O nome da Comissão é uma homenagem ao professor Enrique Serra Padrós, que atuou no Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da UFRGS. Padrós, que morreu em 2021, dedicou sua trajetória acadêmica à pesquisa sobre ditaduras de Segurança Nacional na América Latina.