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Estudantes da UFRGS destacam-se em competição internacional de direito humanitário

10 de Julho de 2026, 15:13

Nos dias 26, 27 e 28 de junho, em Quito, no Equador, os estudantes Manuela Sulzbach Jardim, Helena Petry Mizunski Peres e Eduardo Wolak Borges Fogaça representaram a UFRGS na 12ª Edição do Concurso Regional de Direito Internacional Humanitário Manuel Muñoz Borrero, alcançando uma vaga nas semifinais da competição. Além da conquista coletiva, a UFRGS ficou também com o prêmio de Melhor Oradora da competição para Manuela Sulzbach Jardim, distinção concedida à participante de maior destaque entre todas as equipes.

A conquista reflete o trabalho desenvolvido pela UFRGS IHL Clinic, grupo de extensão da Faculdade de Direito dedicado ao estudo, à pesquisa e ao treinamento em Direito Internacional Humanitário, responsável pela preparação da equipe e pela continuidade de um projeto que há anos representa a Universidade em competições internacionais. O concurso contou com 12 equipes participantes do Peru, Equador e Brasil. A UFRGS foi a única universidade brasileira concorrendo nesta edição.

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Pesquisa realizada no PPG em Psicologia Social e Institucional da UFRGS é ganhadora do Prêmio Tecendo os Cuidados

10 de Julho de 2026, 14:19

A UFRGS está entre as universidades premiadas na primeira edição do Prêmio Tecendo os Cuidados, iniciativa da Secretaria Nacional da Política de Cuidados e Família (SNCF) do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A premiação reconhece a produção acadêmica sobre cuidados e políticas públicas.

A pesquisa premiada – Justiça reprodutiva em Casa de Santo : aproximando vivências de terreiro à práxis do conceito – foi realizada por Ariane Fernanda dos Reis Moreira, sob orientação da professora Paula Sandrine Machado durante o curso de mestrado no Programa de Pós-Graduação em (PPGPSI) da UFRGS. O professor Tadeu de Paula Souza, do Departamento de Saúde Coletiva e do PPGPSI, atuou como co-orientador. O prêmio foi entregue no evento de inauguração da Rede Brasileira de Pesquisa em Cuidados, ocorrido em Brasília entre os dias 24 e 26 de junho.

Ariane explica que seu interesse pelo tema surgiu da “necessidade de demonstrar que experiências negras existem para além das vulnerabilidades impostas socialmente pelo racismo”. Ela acrescenta que quando iniciou a pesquisa pensou na sua aplicabilidade na formulação de políticas públicas: “Percebi que minha comunidade fazia manutenção das vidas das pessoas que ali estavam e funcionava como promotora de políticas de vida. A partir disso, compreendi que os estudos e as políticas públicas poderiam se beneficiar de nossa práxis para se inspirar”, afirma a pesquisadora.

Sobre a importância da premiação, Ariane diz que representa um reconhecimento significativo tanto da relevância científica da pesquisa quanto dos saberes produzidos por mulheres e pessoas negras nas comunidades tradicionais de terreiro do Rio Grande do Sul. “É também um reconhecimento de uma trajetória construída junto a minha ancestralidade e a partir do diálogo entre a universidade e os territórios, valorizando conhecimentos que historicamente foram invisibilizados na produção acadêmica”, acrescenta. Ariane tem a expectativa de que, no debate sobre justiça reprodutiva, a premiação também amplie a compreensão da reprodução para além da maternidade ou do acesso aos serviços de saúde. “Espero que este prêmio, vinculado à Política Nacional de Cuidados, contribua para dar maior visibilidade a essas discussões e fortaleça a produção de conhecimento comprometida com a transformação social, mostrando que as experiências e os saberes de mulheres negras são centrais para pensar os desafios contemporâneos e construir respostas coletivas para eles”, enfatiza Ariane.

Atualmente como aluna de doutorado do PPGPSI, Ariane dá continuidade à pesquisa buscando compreender as formas relacionais entre humanos e não humanos como dimensões inseparáveis, tomando como referência cosmologias africanas e afro-brasileiras. “Retomo, nesse contexto, a relação primordial entre Iyá e sua prole como fundamento ético, político e cosmológico da sustentação da vida, em especial diante das crises climáticas”, explica.  

Confira os trabalhos premiados:

Categoria dos trabalhos produzidos na graduação ou por recém-graduados

1º lugar – Vitória Andrade

2º lugar – Jovana dos Santos

3º lugar – Cleide Quintino

Categoria pós-graduação: Mestrado

1º lugar – Débora de Azevedo

2º lugar – Sumaya Sant’Anna

3º lugar – Ariane Moreira

Categoria pós-graduação: Doutorado

1º lugar – Augusta Zana

2º lugar- Ana Carolina Nascimento

3º lugar- Fernanda Miranda

Acesso ao resumo dos trabalhos premiados

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Docente da UFRGS assume presidência de federação latino-americana de simulação clínica

3 de Junho de 2026, 15:24

A UFRGS passa a ocupar um espaço de destaque na governança da simulação clínica latino-americana. Alessandra Vaccari, docente da Escola de Enfermagem e Saúde Coletiva (EENFSC) e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGENF), assumiu a presidência da Federação Latino-Americana de Simulação Clínica e Segurança do Paciente (FLASIC) para mandato até dezembro de 2027.

Reunindo sociedades científicas, centros de simulação, pesquisadores e educadores de diversos países da América Latina, a FLASIC é a principal entidade da região dedicada ao fortalecimento da área de simulação clínica. A atuação da entidade abrange a formação de profissionais da saúde, a educação permanente, a pesquisa, a inovação e a promoção da segurança do paciente. Entre as iniciativas da organização estão a integração entre instituições, a definição de padrões de qualidade, a acreditação de centros de simulação, a certificação de docentes, a realização de eventos científicos e a articulação de redes colaborativas na América Latina.

Pioneirsimo

Para Alessandra Vaccari, que está no cargo desde dezembro de 2025, a chegada à presidência representa também um marco histórico para a entidade. Segundo a docente, ela é a primeira enfermeira a ocupar o cargo desde a criação da FLASIC. A conquista, destaca, reforça o protagonismo da Enfermagem na liderança de processos educacionais inovadores e no desenvolvimento da simulação clínica em âmbito internacional.

A presença de uma docente da UFRGS na presidência da federação amplia a inserção internacional da Universidade e fortalece a visibilidade da EENFSC e do PPGENF em espaços estratégicos de governança científica. A participação nesse contexto favorece a construção de novas oportunidades de cooperação acadêmica, intercâmbio de estudantes e docentes, desenvolvimento de pesquisas multicêntricas, criação de projetos internacionais e ampliação das redes de colaboração com universidades, centros de simulação e organizações científicas de diferentes países.

Conforme Alessandra, entre as prioridades da gestão estão o fortalecimento das parcerias latino-americanas, a ampliação da participação da Enfermagem e das demais profissões da saúde em espaços de liderança na simulação clínica, o incentivo à produção científica colaborativa e a promoção de ações voltadas à qualificação da assistência em saúde, com foco na segurança do paciente e na prática baseada em evidências.

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