A Comissão Permanente de Seleção (Coperse) da UFRGS divulgou nesta terça-feira, 11 de agosto, o resultado preliminar das solicitações de isenção da taxa de inscrição do Vestibular UFRGS 2027. A consulta é individual e deve ser feita através do Portal do Candidato (portalcandidato.ufrgs.br).
Prazo para recursos
O período para apresentação de recursos vai de 12 a 14 de agosto (quarta, quinta e sexta-feira), até as 23h59min. Candidatos que tiveram o pedido indeferido podem enviar documentos faltantes ou corrigir informações diretamente no Portal do Candidato.
A Coperse alerta que é fundamental verificar o motivo do indeferimento e seguir rigorosamente as orientações previstas no edital.
Como apresentar recurso
Acesse o Portal do Candidato;
Verifique o motivo do indeferimento;
Envie os documentos necessários até 23h59min de 14/08.
Democratização do acesso ao ensino superior
O Programa de Concessão de Benefício de Isenção da UFRGS tem papel estratégico na ampliação do acesso à universidade, garantindo que estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica possam participar do Vestibular sem custos.
Foi mantida a possibilidade de solicitação por meio do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), o que simplifica o processo: candidatos registrados no CadÚnico estão dispensados de apresentar documentação de renda.
Números preliminares dos pedidos de isenção do Vestibular UFRGS 2027
Solicitações recebidas: 6.155, alta de 18% em relação a 2026, que registrou 5.216 pedidos);
Candidatos que enviaram documentação: 1.949 (em 2026: 1.801 — aumento de 8,2%);
Isenções deferidas: 287 (41,4% a menos que em 2026, quando foram 490);
Indeferimentos por falta de comprovação: 1.662 (em 2026, foram 1.311 — aumento de 26,8%).
Próximos passos
A obtenção da isenção não garante inscrição automática no Vestibular UFRGS 2027. O período de inscrições está previsto para iniciar no dia 24 de agosto, com edital a ser publicado no site oficial do Vestibular.
Candidatos que tiveram a solicitação indeferida ainda podem garantir o benefício se utilizarem o prazo de recursos para enviar o que falta.
Se houver problemas de acesso ao Portal do Candidato (cadastro, e-mail ou senha), solicite suporte pelo Catálogo de Serviço de TI.
Na pesca cooperativa, os botos cercam cardumes de tainha próximos à margem do canal e sinalizam o momento adequado para que os pescadores lancem as redes. A estratégia permite a captura de parte dos peixes pelos pescadores, enquanto outra parcela permanece disponível para os próprios golfinhos. A prática ocorre em áreas de encontro entre águas doces e salgadas, principalmente na foz do Rio Tramandaí, no litoral norte do Rio Grande do Sul, e no complexo lagunar da região de Laguna.
Segundo parecer técnico apresentado pelo conselheiro Bernardo Issa, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o reconhecimento se justifica pela profundidade histórica da prática, pela complexidade socioecológica e pelo valor simbólico e afetivo para as comunidades envolvidas. O documento também destaca que o registro amplia a compreensão de patrimônio cultural ao considerar relações que ultrapassam o universo exclusivamente humano. De acordo com o Iphan, a pesca cooperativa não envolve animais anônimos ou genéricos: muitos botos são reconhecidos individualmente pelos pescadores e identificados por nomes próprios. Além disso, o comportamento também é transmitido entre gerações de golfinhos, formando uma relação singular de aprendizado social entre humanos e animais.
Foto: Ceclimar UFRGS
O presidente do Iphan, Leandro Grass, ressaltou o caráter inédito do reconhecimento, marcado pela integração de perspectivas sociais, ambientais e biossociais.” É um chamado, uma convocação a um pensamento holístico, sistêmico, sustentabilista acerca do Patrimônio Cultural e, principalmente, comprometido com esse momento da história em que a humanidade precisa tomar uma decisão se vamos nos destruir ou se vamos permitir àqueles que ainda não nasceram viver dignamente”.
Desenvolvido pela UFRGS, por meio do Instituto de Geociências e do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), o Pró-Costa RS conta ainda com a participação de outras dez instituições de pesquisa. O projeto pretende criar um sistema contínuo de monitoramento e alerta para eventos oceanográficos e meteorológicos, além de avaliar a vulnerabilidade da costa gaúcha à erosão e a inundações. A iniciativa busca dar suporte científico e operacional aos municípios costeiros para o enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas, promovendo a resiliência das comunidades, o desenvolvimento sustentável e a valorização da cultura oceânica.
Maria Luiza Correa da Câmara Rosa, coordenadora do Pró-Costa RS e docente do Instituto de Geociências da UFRGS, explica que, com o reconhecimento do projeto no programa CoastPredict e na Década dos Oceanos, se promove a visibilidade internacional do projeto, que estará inserido em comunidades científicas que compõem a Década. Isto amplia oportunidades de colaboração com outras instituições, onde a UFRGS terá participação em redes globais de observação e modelagem costeira. Segundo Maria Luiza, esta participação potencializa a realização de intercâmbios, permitindo que a UFRGS esteja presente nas linhas de frente da ciência oceânica, ao mesmo tempo em que contribuições de outras instituições poderão ser somadas aos nossos esforços. “Outra questão relevante diz respeito à continuidade do Pró-Costa RS, que é um projeto financiado pelo Edital 06/2024 (Programa de pesquisa e desenvolvimento voltado a desastres climáticos) da FAPERGS, e tem data de encerramento prevista para dezembro deste ano. A continuidade das pesquisas é fator crucial para que o conhecimento que está sendo gerado possa evoluir e ser ainda mais efetivo tanto regional quanto globalmente”, considera a professora.
Pró-Costa RS/Divulgação
Maria Luiza contextualiza que o papel da UFRGS consiste em articular o Pró-Costa RS com outros projetos e com o programa ao qual está vinculado, o CoastPredict, o que exige a interação tanto com a coordenação do programa quanto com as estruturas de governança da Década. “Além disso, a UFRGS deve participar das comunidades (Communities of Practice), colaborando de forma coletiva com o impacto das ações, divulgando e compartilhando resultados que possam contribuir com o avanço da ciência e a promoção da cultura oceânica. Dentre os desafios que constam nos objetivos da Década, o projeto está diretamente envolvido na resiliência das comunidades, na proteção e restauração de ecossistemas e na interconexão oceano-clima”, detalha.
Conheça as cinco metas do Pró-CostaRS
Meta 1: Implementação de uma rede contínua de monitoramento e alerta de eventos oceanográficos e meteorológicos, tendo como diferencial a disponibilização de um sistema de previsão acoplado, que considera as interações entre o oceano e a atmosfera, o que não existe de forma operacional. Esta previsão, extremamente robusta, terá uma interface para usuários externos, permitindo o alerta e o planejamento de ações frente a eventos climáticos.
Pró-Costa RS/Divulgação
Meta 2: Modelagem da vulnerabilidade costeira, com proposição de estratégias de adaptação. Está sendo realizada a avaliação da movimentação da linha de costa nas últimas décadas, para embasar a previsão de tendências futuras (erosão, estabilidade ou acresção), bem como a geração de dados para o mapeamento de áreas mais susceptíveis a alagamentos e inundações. Com isto, serão gerados mapas de risco atuais e cenários futuros, para planos de gestão. Além disso, estão sendo testadas estratégias de recuperação de áreas degradadas, especialmente em dunas costeiras, que constituem uma proteção natural para eventos meteorológicos.
Meta 3: Avaliação dos impactos climáticos e da tropicalização sobre os recursos marinhos vivos para que se possa conhecer as respostas da biodiversidade frente a tendências de aquecimento das águas e em eventos extremos. Estão sendo monitoradas alterações na composição das espécies para gerar modelos preditivos de distribuição futura, inclusive de espécies com interesse econômico e a ocorrência e impactos de espécies invasoras. Com isso, será criado um banco de dados com a distribuição histórica, atual e previsões de tendências futuras.
Meta 4: Monitoramento de microcontaminantes ambientais para detectar alterações na qualidade ambiental. Estão sendo realizadas análises de nutrientes, metais pesados, agroquímicos e fármacos em amostras de água, sedimentos, pescados e aves nas diferentes estações do ano. Com isso, será conhecida a distribuição espacial e temporal de contaminantes, identificando locais com maior contaminação (hotspots) e suas possíveis fontes. Esta base de conhecimento sobre a contaminação ambiental também servirá de base para tomadas de decisão e avaliação de impactos considerando os eventos extremos e tendências de cenários futuros.
Meta 5: Ações de educação ambiental, com a promoção da cultura oceânica e capacitação das comunidades locais. Além do trabalho de divulgação nas redes sociais, estão previstos encontros com gestores dos municípios costeiros para discutir os resultados do projeto, quando todas as metas fornecerão bases de conhecimento diretamente aplicadas na gestão. Está sendo gerado um acervo em realidade virtual voltado aos impactos das mudanças climáticas e da elevação do nível do mar, e uma cartilha de boas práticas sobre a importância da proteção dos ecossistemas marinhos e adaptação às mudanças climáticas.
Ideias para adiar o fim do mundo, de Ailton Krenak, Macunaíma, de Mário de Andrade, A fúria, de Silvina Ocampo, e A teus pés, de Ana Cristina César, são as novas obras que passam a integrar a lista de leituras obrigatórias do Vestibular 2027 da UFRGS. Esses títulos substituem quatro que estavam na relação da edição anterior: A terra dos mil povos, de Kaká Werá, Água funda, de Ruth Guimarães, Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez e Um útero é do tamanho de um punho, de Angélica Freitas. Ao todo, 12 obras integram o conjunto de leituras obrigatórias do Vestibular da UFRGS[Confira abaixo a relação completa].
Conforme definido pela Resolução nº 16/2006 do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFRGS, a seleção das Leituras Obrigatórias para a prova de Literatura de Língua Portuguesa ocorre de forma cíclica: a cada ano, quatro das doze obras são substituídas, seguindo a ordem de renovação dos blocos. Esse sistema garante a atualização permanente da lista e a diversidade de gêneros e períodos literários.
Integrante da comissão responsável pela escolha das obras, o professor Antônio Marcos Sanseverino, do Instituto de Letras, relata que a lista segue alguns princípios que organizam o conjunto das indicações e, especificamente, sua renovação anual. “As indicações têm uma paridade em termos de perfil. Então, se sair uma obra da literatura indígena, vai entrar outra. Se é uma obra em tradução latino-americana, vai entrar outra nesta mesma lógica e assim por diante”, resume o docente.
A nova lista foi divulgada nesta segunda-feira, dia 12, pela Comissão Permanente de Seleção (Coperse) e já pode ser consultada na página do Vestibular 2027 no site da UFRGS . No mesmo endereço, serão publicadas posteriormente outras informações sobre o processo seletivo, como o edital, as orientações para solicitação de isenção da taxa de inscrição, o período de inscrições e as datas de realização das provas, entre outros detalhes do concurso.
LEITURAS OBRIGATÓRIAS 2027
Quincas Borba – Machado de Assis O Demônio Familiar – José de Alencar Mrs. Dalloway – Virginia Woolf A Visão das Plantas – Djaimilia Pereira de Almeida Niketche: uma história de poligamia – Paulina Chiziane O avesso da pele – Jeferson Tenório Mas em que mundo tu vive – José Falero Seleta de Canções – Lupicínio Rodrigues
>Cadeira vazia (com Alcides Gonçalves) >Castigo (com Alcides Gonçalves) >Cevando o amargo (com Piratini) >Dona Divergência (com Felisberto Martins) >Ela disse-me assim (Vai embora) >Esses moços (Pobres moços) >Foi assim >Loucura >Maria Rosa (com Alcides Gonçalves) >Migalhas (com Felisberto Martins) >Namorados >Nervos de Aço >Nunca >Se acaso você chegasse (com Felisberto Martins) >Vingança >(Xote da) Felicidade
Ideias para adiar o fim do mundo – Ailton Krenak Macunaíma – Mário de Andrade A fúria – Silvina Ocampo A teus pés – Ana Cristina César
As inscrições para as turmas de 2026 do Resgate Popular, curso pré-vestibular gratuito voltado para pessoas de baixa renda, estão abertas e podem ser realizadar até o dia 20 de março. Projeto de extensão vinculado à Faculdade de Educação (Faced/UFRGS), o curso oferece a mais de 20 anos preparação para o vestibular, viabilizando o ingresso de novos estudante à universidade.
A seleção é realizada em duas etapas; a primeira através do preenchimento deste formulário online, e a segunda por meio de uma entrevista presencial, que ocorre entre os dias 30 de março e 4 de abril. As aulas iniciam no dia 6 de abril e vão até novembro/dezembro, quando acontecem as provas do Enem e do vestibular da UFRGS. As inscrições são gratuitas.
As aulas são realizadas no modelo híbrido, com encontros presenciais nas segundas, terças, quintas e sextas, das 18h30 às 21h50, e aulas online nas quartas, no mesmo horário. As aulas presenciais acontecem no prédio da Faced (Av. Paulo Gama, s/nº – Campus Centro).