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SP confirma mais dois casos de sarampo e reforça ações para ampliar coberturas vacinais

9 de Setembro de 2026, 16:04

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou mais dois casos de sarampo, ambos em crianças menores de 2 anos na capital. Notificados em agosto, os registros passaram a integrar o balanço epidemiológico nesta quarta-feira (9), após a divulgação dos resultados laboratoriais.

Com as novas confirmações, o estado soma 30 casos da doença em 2026: 27 na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Em 22 ocorrências, os pacientes não tinham registro de vacinação contra o sarampo ou apresentavam esquema vacinal incompleto.

Vigilância acompanha cadeias de transmissão

Os dois casos confirmados nesta semana estão relacionados a cadeias de transmissão já identificadas e acompanhadas pelas equipes de vigilância epidemiológica.

Ao todo, quatro cadeias foram identificadas no estado em 2026. A primeira, registrada entre março e abril e associada a dois casos importados, foi encerrada após 12 semanas sem novas ocorrências relacionadas.

As cadeias identificadas em junho, julho e agosto permanecem sob acompanhamento das equipes estaduais e municipais. O trabalho inclui a investigação dos casos, a identificação e o monitoramento de contatos e a avaliação da necessidade de vacinação e de outras medidas de controle.

Quem deve se vacinar contra o sarampo

Mesmo com o encerramento das campanhas de imunização, a vacinação de rotina contra o sarampo continua nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Confira o esquema de vacinação indicado para cada público:

Crianças
Aos 12 meses: primeira dose da vacina contra o sarampo
Aos 15 meses: segunda dose da vacina contra o sarampo

Pessoas de 15 meses a 29 anos
Devem ter duas doses da vacina contra o sarampo registradas, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

Pessoas de 30 a 59 anos
Devem ter pelo menos uma dose da vacina contra o sarampo registrada na caderneta.

Trabalhadores da saúde
Devem ter duas doses da vacina, independentemente da idade.

Dose zero para bebês
A dose zero da vacina tríplice viral continua sendo aplicada em crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias que moram nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

A dose zero também pode ser indicada para crianças dessa faixa etária que tiveram contato com pessoas com suspeita ou confirmação de sarampo, conforme avaliação das equipes de vigilância.

A dose zero não substitui as previstas no calendário. Mesmo que seja vacinada antes de completar 1 ano, a criança deverá receber normalmente a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

Informação confiável também protege

É importante buscar respostas sobre vacinação em fontes confiáveis e atualizadas, especialmente porque calendários e recomendações podem ser modificados de acordo com novas evidências e a situação epidemiológica.

O Vacina 100 Dúvidas reúne respostas para as principais perguntas sobre vacinação e é uma fonte oficial para quem busca informações confiáveis sobre imunização. A plataforma pode ser acessada gratuitamente para consultar as 100 dúvidas mais frequentes da população sobre vacinas, segurança, calendário e prevenção de doenças. Acesse: www.vacina100duvidas.sp.gov.br

Campanha de Multivacinação: veja como atualizar a caderneta de crianças e adolescentes

18 de Agosto de 2026, 14:22

Pais e responsáveis têm até 1º de setembro para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A campanha de multivacinação promovida pela Secretaria de Estado da Saúde ocorre nos 645 municípios. Neste sábado (22), será realizada a mobilização do Dia D da Multivacinação. As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) estarão abertas das 8h às 17h para atender quem precisa conferir ou completar a vacinação.

A orientação é levar a caderneta à unidade de saúde. A equipe confere as doses aplicadas e indica quais vacinas devem ser tomadas, de acordo com a idade e o histórico vacinal. Mesmo quando há atraso, em geral não é necessário reiniciar um esquema vacinal: as doses já aplicadas são consideradas e o profissional orienta como completar a vacinação.

Durante a campanha, estão disponíveis as 20 vacinas previstas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) para essa faixa etária. A lista inclui imunizantes contra poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola, febre amarela, hepatites, meningites, pneumonia e HPV, além da BCG.

A caderneta também deve ser conferida em relação à poliomielite. O esquema prevê doses aos 2, 4 e 6 meses, além de reforços aos 15 meses e aos 4 anos. O Brasil não registra casos da doença desde 1989 e recebeu, em 1994, a certificação internacional de eliminação da poliomielite.

LEIA TAMBÉM: Quem deve tomar a vacina do sarampo? Quais sintomas? Tire suas dúvidas

Já a Capital, São Bernardo do Campo e Guarulhos estão com vacinação indiscriminada contra o sarampo, para a população com idade entre 6 meses e 59 anos até o dia 1/9. O Estado registrou 23 casos da doença em 2026 e ressalta a importância da atualização da vacina.

Perdeu a caderneta?

Quem não encontrar a caderneta deve procurar uma unidade de saúde mesmo assim. A equipe pode verificar os registros disponíveis nos sistemas de informação e orientar sobre a necessidade de vacinação.

A recomendação é que pais e responsáveis aproveitem o Dia D ou procurem uma unidade de saúde ao longo da campanha para conferir a situação vacinal dos menores de 15 anos.

Vacina 100 Dúvidas

Para ampliar o acesso à informação sobre vacinação, o Governo de São Paulo mantém o portal Vacina 100 Dúvidas, que reúne respostas para as principais perguntas sobre vacinas. A ferramenta aborda temas como efeitos colaterais, eficácia, doenças imunopreveníveis e os riscos da não vacinação. O conteúdo está disponível em www.vacina100duvidas.sp.gov.br.

Vacina contra a pólio mudou? Saiba quem deve se imunizar

13 de Agosto de 2026, 10:46

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) iniciou em 3 de agosto a Campanha de Multivacinação nos 645 municípios com o objetivo de ampliar a proteção de crianças e adolescentes menores de 15 anos e atualizar a caderneta de vacinação. Entre as novidades do calendário de rotina está a inclusão do segundo reforço contra a poliomielite aos 4 anos, que passa a ser realizado com a vacina inativada poliomielite (VIP).

O Brasil não registra casos de infecção pelo poliovírus há 37 anos e recebeu, em 1994, a certificação internacional de eliminação da circulação do poliovírus selvagem. A manutenção desse cenário depende da vacinação e da cobertura vacinal adequada.

Quem deve tomar a vacina contra a pólio?

De acordo com o Programa Nacional de Imunizações (PNI), com a atualização do calendário vacinal, a proteção contra a poliomielite (VIP) passa a ser feita em cinco etapas para crianças menores de 5 anos:

  • 2 meses: primeira dose;
  • 4 meses: segunda dose;
  • 6 meses: terceira dose;
  • 15 meses: primeiro reforço;
  • 4 anos: segundo reforço.

A mudança também contempla crianças que já iniciaram o esquema de vacinação. Nesses casos, os profissionais de saúde devem avaliar a caderneta e orientar sobre as doses necessárias para completar a proteção.

Crianças que já receberam as três doses da VIP e o primeiro reforço devem receber o segundo reforço aos 4 anos, respeitando o intervalo mínimo de seis meses entre as doses de reforço.

Quem recebeu anteriormente o primeiro reforço com a vacina oral poliomielite bivalente (VOPb) também deverá receber o segundo reforço com a VIP aos 4 anos, respeitando o intervalo.

A vacinação é a principal forma de prevenção contra a poliomielite. Manter a caderneta atualizada e as coberturas vacinais elevadas é fundamental para evitar a reintrodução do vírus no país.

Vacinas disponíveis

Durante a Campanha de Multivacinação, os postos disponibilizam as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação para crianças e adolescentes, de acordo com a idade, a indicação e o histórico vacinal.

LEIA TAMBÉM: Quem deve tomar a vacina do sarampo? Quais sintomas? Tire suas dúvidas

Entre os imunizantes disponíveis estão: BCG; hepatite B; pentavalente; poliomielite inativada; rotavírus; pneumocócica (conjugada); meningocócica C (conjugada); meningocócica ACWY (conjugada); influenza; Covid-19; febre amarela; tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); varicela; DTP; hepatite A; e HPV.

Vacina 100 Dúvidas

O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), mantém o portal Vacina100Dúvidas, que reúne respostas para as perguntas mais frequentes sobre vacinação. A plataforma traz informações sobre segurança, eficácia, possíveis eventos adversos, doenças imunopreveníveis e os riscos da não vacinação.

O conteúdo está disponível em vacina100duvidas.sp.gov.br

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