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Dos recordes em moradia ao avanço do saneamento: os avanços inéditos que marcaram a agenda de transformação nos últimos três anos e meio em SP

13 de Junho de 2026, 18:55

Dos recordes em moradia ao avanço do saneamento: os avanços inéditos que marcaram a agenda de transformação nos últimos três anos e meio em SP

Mais de 83 mil moradias entregues, 405 mil novas empresas abertas em um único ano, 1,7 milhão de alunos beneficiados por reformas em escolas estaduais, 3,5 milhões de cirurgias eletivas, R$ 260 bilhões contratados para expandir o saneamento e mais de 16 mil novos policiais incorporados às forças de segurança. 

Os números ajudam a dimensionar a série de avanços registrados por São Paulo nos últimos três anos e meio em áreas fundamentais para a população, período em que o Governo de SP consolidou uma agenda de transformação baseada em resultados, inovação na gestão pública e foco na melhoria da qualidade de vida da população. 

Guiada pelos pilares do Desenvolvimento, do Diálogo e da Dignidade, a gestão vem combinando responsabilidade fiscal, eficiência administrativa e políticas públicas voltadas à geração de oportunidades, à redução das desigualdades e ao fortalecimento dos serviços essenciais. 

Iniciativas como Casa Paulista, Prontos pro Mundo, Tabela SUS Paulista, SuperAção SP e SP Por Todas ilustram uma estratégia voltada à geração de oportunidades, à redução das desigualdades e à melhoria dos serviços públicos em todas as regiões do estado. 

Moradia: o maior programa habitacional da história paulista

Governo de São Paulo já entregou 86 mil moradias e têm mais 116 mil em construção Foto: Divulgação/Governo de SP

O acesso à moradia digna avançou de forma significativa nos últimos anos. O Governo de São Paulo já entregou 86 mil moradias e mantém outras 116 mil em construção, números que representam uma das maiores frentes habitacionais já realizadas no estado.

Principal instrumento dessa política, o Casa Paulista tornou-se o maior programa habitacional da história de São Paulo. O programa reúne iniciativas voltadas à ampliação do acesso à casa própria, promovendo segurança habitacional e melhores condições de vida para milhares de famílias.

Em média, 70 famílias realizam o sonho da casa própria todos os dias. Entre os exemplos mais emblemáticos está o reassentamento de mais de 800 famílias da antiga Favela do Moinho, encerrando uma espera de décadas e proporcionando moradia definitiva, segurança e dignidade após mais de 30 anos de vulnerabilidade social.

Educação: mais oportunidades e experiências inéditas para os estudantes

O Prontos pro Mundo leva todos os anos 1.000 estudantes para países de língua inglesa. Foto: Divulgação/Governo de SP

A educação estadual também registra avanços, com foco na ampliação de oportunidades e na melhoria da infraestrutura escolar. Pela primeira vez na história da rede estadual, estudantes passaram a participar de intercâmbios internacionais por meio do programa Prontos pro Mundo. A iniciativa leva 2 mil alunos para estudar inglês em cinco destinos internacionais, ampliando horizontes acadêmicos, culturais e profissionais para jovens da rede pública.

A expansão do ensino médio técnico também ganhou escala inédita. O número de vagas foi dobrado nas matrículas do ensino médio técnico totalizando 321 mil oportunidades, o equivale a um crescimento de 134%. Esse número considera a soma das vagas entre a Secretaria da Educação e o Centro Paula Souza, fortalecendo a formação profissional e aproximando os estudantes das demandas do mercado de trabalho.

Na infraestrutura escolar, o estado alcançou o maior número de escolas estaduais reformadas da última década. As obras realizadas em 3,5 mil unidades beneficiam diretamente cerca de 1,7 milhão de alunos, proporcionando ambientes mais adequados para o aprendizado.

Saúde: recordes de atendimento e ampliação da rede assistencial

Atendimento à saúde bateu recorde: 3,5 milhões de cirurgias eletivas em todo o estado Foto: Divulgação/Governo de SP

Na saúde, o Governo de São Paulo promoveu uma ampliação expressiva da oferta de consultas, exames e cirurgias em todas as regiões do estado. Foi alcançado o recorde de 3, 5 milhões de cirurgias eletivas, com a retirada de aproximadamente 3,5 mil pacientes das filas desde 2023. O resultado é reflexo de uma estratégia voltada à ampliação da capacidade de atendimento e à redução do tempo de espera para procedimentos.

Uma dessas políticas públicas, que refletiram diretamente na ampliação da assistência, foi a implantação da Tabela SUS Paulista. A iniciativa ampliou o financiamento de hospitais filantrópicos, autárquicos e santas casas, reduziu um déficit financeiro histórico dessas unidades e contribuiu diretamente para a redução das filas e a reabertura de leitos em todas as regiões do estado. O programa já soma mais de R$ 9,7 bilhões em investimentos.

A atenção primária também recebeu reforço significativo por meio do IGM SUS Paulista. O estado mais que triplicou o investimento anual nessa área, destinando mais de R$ 1,3 bilhão para fortalecer o atendimento básico e ampliar o acesso da população aos serviços de saúde.

Inclusão produtiva: nova política para superação da pobreza

Programa de combate à pobreza integra qualificação profissional, geração de renda, emprego e proteção social Foto: Divulgação/Governo de SP

O combate à pobreza passou a contar com uma estratégia estruturada de inclusão produtiva. Com o programa SuperAção SP, o Governo de São Paulo implementou a primeira política estadual organizada especificamente para promover a superação da pobreza por meio da integração entre qualificação profissional, geração de renda, emprego e proteção social.

A iniciativa conecta famílias em situação de vulnerabilidade a oportunidades de desenvolvimento econômico, acompanhadas por agentes preparados para orientar sua trajetória rumo à autonomia financeira e à inclusão produtiva.

A proposta representa uma mudança de abordagem ao integrar diferentes políticas públicas em uma mesma estratégia voltada à construção de oportunidades duradouras.

Proteção às mulheres: ampliação da rede e inovação no enfrentamento à violência

SP teve maior expansão da rede de Delegacias de Defesa da Mulher já registrada; hoje são 317 serviços especializados, entre 144 delegacias e 173 Salas DDM Foto: Divulgação/Governo de SP

São Paulo também ampliou sua atuação na proteção às mulheres com medidas inéditas e expansão dos serviços especializados. Pela primeira vez, o estado passou a utilizar o monitoramento eletrônico de agressores por meio de tornozeleiras integradas ao aplicativo SP Mulher Segura. A ferramenta permite maior acompanhamento das medidas protetivas e já conta com mais de 61 mil usuárias. A expectativa é alcançar 2,4 mil equipamentos monitorados até o final do ano.

Outro destaque é o SP Por Todas, movimento voltado ao fortalecimento da rede de acolhimento, proteção e promoção da autonomia profissional e financeira das mulheres.

A estrutura de atendimento também foi ampliada com a maior expansão da rede de Delegacias de Defesa da Mulher já registrada. O crescimento foi de 57%, alcançando 317 serviços especializados, entre 144 delegacias e 173 Salas DDM.

Segurança pública: tecnologia, inteligência e reforço do efetivo

Muralha Paulista reúne 125 mil câmeras e sensores conectados em 612 municípios Foto: Divulgação/Governo de SP

Na área da segurança pública, o estado combinou inteligência policial, integração entre órgãos e ampliação do efetivo para fortalecer o combate ao crime.

O estado de São Paulo vem consolidando uma trajetória consistente de redução histórica dos principais indicadores criminais desde 2023. O resultado é fruto de uma política pública que combina inteligência, tecnologia, inovação, integração entre as forças de segurança e fortalecimento do efetivo policial. 

Um dos principais pilares dessa estratégia é o programa Muralha Paulista, política pública desenvolvida para integração dos níveis estadual e municipal de segurança. A iniciativa cria uma rede inteligente de monitoramento capaz de dificultar a mobilidade criminal e ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança. Atualmente, 612municípios aderiram aoprograma e 228já estão totalmente integrados. A estrutura reúne 125 mil câmeras e sensores conectados e recebeu investimentos de R$ 440 milhões.

Outro marco foi a desmobilização dos fluxos permanentes da Cracolândia. O processo, concluído por meio de uma estratégia integrada que reuniu ações de combate ao tráfico de drogas, acolhimento em saúde e assistência social, completou um ano em maio de 2026. No início da gestão, a região chegou a concentrar cerca de 3 mil frequentadores.

O Governo de São Paulo também promoveu a maior recomposição das forças de segurança dos últimos 20 anos. Desde 2023, mais de 16 mil novos policiais já estão atuando nas ruas em todo o estado. Até o fim da gestão, o número de novos agentes chegará a 26 mil, fortalecendo a presença policial.  

Saneamento: investimentos recordes e antecipação da universalização

Os investimentos em saneamento básico alcançaram uma dimensão inédita no estado. A política de expansão da infraestrutura do setor já beneficiou 3,8 milhões de pessoas em apenas dois anos.

A desestatização da Sabesp viabilizou um plano de investimentos de R$ 260 bilhões, com a meta de antecipar a universalização do saneamento para 2029. O avanço representa a ampliação do acesso aos serviços de água e esgoto, com impactos diretos na saúde pública, na qualidade ambiental e na qualidade de vida da população.

Outro destaque é a Tarifa Social Paulista, que dobrou o número de beneficiários em apenas um ano. Atualmente, cerca de 6 milhões de pessoas são contempladas pela iniciativa, que oferece descontos de até 78% nas contas de água e esgoto para famílias elegíveis.

Desenvolvimento econômico: liderança nacional na geração de oportunidades

Os indicadores econômicos reforçam o protagonismo paulista na geração de empregos, renda e investimentos. Em 2025, São Paulo registrou um novo recorde anual na abertura de empresas, com 405 mil novos negócios formalizados. O resultado supera em 10% o recorde anterior, alcançado em 2024, e confirma o estado como principal polo de desenvolvimento econômico do país.

O dinamismo da economia paulista também se reflete no mercado de trabalho. Nos últimos três anos e meio, o estado criou mais de 1,3 milhão de novos postos de trabalho. O desempenho reflete um ambiente favorável ao empreendedorismo, à atração de investimentos e à criação de oportunidades em diferentes setores da economia, fortalecendo a geração de renda e impulsionando o crescimento regional.

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USP oferece bolsas de residência profissional na área da saúde

13 de Junho de 2026, 14:54

USP oferece bolsas de residência profissional na área da saúde

A USP tem inscrições abertas para o Programa de Residência em Área Profissional da Saúde nas modalidades uniprofissional e multiprofissional, por meio da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) e da Comissão de Residência Multiprofissional (Coremu). As inscrições, assim como a seleção, serão realizadas pela Fuvest e podem ser efetuadas a partir das 12h do dia 20 de julho até as 12h de 4 de setembro. Os candidatos podem solicitar até o dia 19 de junho o pedido de redução do valor para casos previstos na Lei Estadual 12.782/2007. A taxa de inscrição é de R$ 330.

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Poderão participar do programa aqueles que concluíram ou venham a concluir até 28 de fevereiro de 2027 o bacharelado nos seguintes cursos de graduação: Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Física/Física Médica, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Psicologia, Saúde Pública/Saúde Coletiva, Serviço Social e Terapia Ocupacional.

Os selecionados receberão bolsas de estudo de R$ 4.106 mensais, financiadas pelo Ministério da Saúde. As residências, em ambas as modalidades do edital, constituem categoria de ensino de pós-graduação lato sensu, com carga horária de 60 horas semanais, incluindo plantões, e duração de dois a três anos.

O processo seletivo ocorre em duas etapas. A primeira fase prevê provas objetiva e dissertativa, no dia 27 de setembro, nos municípios de Bauru, Pirassununga, Ribeirão Preto e São Paulo. A segunda fase terá uma análise curricular realizada pela comissão do processo seletivo, com base nos documentos a serem anexados no site da Fuvest. 

Mais informações e o edital do processo estão disponíveis neste link.

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‘Polipílula’ reduz pressão arterial e previne novos derrames em pacientes com histórico de AVC hemorrágico

13 de Junho de 2026, 13:31

‘Polipílula’ reduz pressão arterial e previne novos derrames em pacientes com histórico de AVC hemorrágico

O acidente vascular cerebral, popularmente conhecido como AVC, é a segunda causa de morte entre os brasileiros. Em 2024, foram registrados mais de 106 mil óbitos, segundo a plataforma Tabnet, do DataSUS, que reúne informações dos sistemas de saúde nacionais. É também a principal causa de incapacidade: 70% das pessoas que sofrem um AVC não retornam ao trabalho, e 50% ficam dependentes de cuidados, de acordo com a Sociedade Brasileira de AVC.

O acidente vascular cerebral pode ser de dois tipos: isquêmico, quando ocorre obstrução ou redução do fluxo sanguíneo em uma artéria cerebral, causando falta de circulação; ou hemorrágico, causado pela ruptura espontânea de um vaso, com extravasamento de sangue no interior do cérebro. O primeiro tipo é o mais comum, identificado em 60% a 70% dos casos. Já o hemorrágico é o mais letal.

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Entre as causas do AVC estão a pressão arterial elevada, o sedentarismo, a obesidade, o tabagismo e a dieta desequilibrada. Por esse motivo, uma das principais características da doença é a recorrência. Uma vez que o indivíduo sofre um AVC, a probabilidade de apresentar novos episódios ou outros eventos cardiovasculares, como o infarto agudo do miocárdio, aumenta. Cerca de 20% dos pacientes que tiveram um AVC podem experimentar posteriormente um infarto num período entre dois e cinco anos.

Devido a esse quadro, é fundamental que se exerça um controle sobre os fatores de risco, em especial dos níveis de pressão arterial. O problema está justamente na adesão dos pacientes aos tratamentos no longo prazo. Para enfrentar tais dificuldades, um time internacional de pesquisadores se propôs a investigar o potencial de uma nova medicação para melhorar o controle da pressão arterial em pacientes que tiveram AVC hemorrágico.

Denominado TRIDENT (Triple Therapy Prevention of Recurrent Intracerebral Disease Events Trial, ou Ensaio Clínico de Terapia Tripla para a Prevenção de Eventos Recorrentes de Doença Intracerebral), o ensaio clínico multinacional, duplo-cego, randomizado e controlado por placebo envolveu 61 centros de pesquisa de 12 países. Dentre eles, a Faculdade de Medicina da Unesp (FMB), em Botucatu. O objetivo era avaliar a eficácia e a segurança de um único comprimido contendo três medicamentos, a chamada polipílula. A polipílula é composta por medicamentos já conhecidos no mercado: os anti-hipertensivos em baixas doses: telmisartana 20 mg, anlodipino 2,5 mg e indapamida 1,25 mg. Estes medicamentos são comercializados separadamente. No teste, a polipílula foi administrada de forma complementar ao tratamento padrão já estabelecido para o paciente após a alta hospitalar.

Para participar do estudo, os pacientes precisavam estar clinicamente estáveis, apresentar pressão arterial sistólica entre 130 e 160 mmHg em repouso, mesmo com o uso de terapia anti-hipertensiva, e não apresentar contraindicação a nenhum dos componentes do comprimido triplo utilizado. Ao todo, foram recrutados 1.670 sujeitos com tais características.

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“Foi um estudo longo” , explica o médico neurologista, chefe do Departamento de Neurociências e Saúde Mental da Faculdade de Medicina de Botucatu e um dos investigadores principais do estudo no Brasil, Rodrigo Bazan. Durante cinco anos, os 1.670 pacientes selecionados — 833 designados para receber o comprimido triplo e 837 para receber placebo — foram acompanhados em consultas presenciais periódicas. “E também de forma remota, por meio de ligações telefônicas feitas aos pacientes ou aos seus cuidadores”, diz.

Decorrido o período de acompanhamento, os investigadores puderam constatar que, entre o grupo que recebeu o comprimido triplo, a pressão arterial média foi de 127 mmHg, enquanto, no grupo placebo, foi de 138 mmHg. Transcorridos dois anos e meio, 38 pacientes do grupo que recebia a medicação tiveram um novo acidente vascular cerebral, o equivalente a 4,6% do total. No grupo placebo, foram registrados 62 casos, correspondentes a 7,4% do total. Já a incidência de outros eventos cardiovasculares importantes foi menor no grupo da polipílula do que entre os pacientes que recebiam placebo: 6,6% e 9,8%, respectivamente.

“Foi um estudo seguro, porque o comprimido triplo era usado em complemento ao tratamento convencional. E o simples fato de a pessoa controlar a pressão para níveis inferiores a 130 mmHg por 90 mmHg, ou 13 por 9, reduziu em 39% o risco de qualquer tipo de acidente vascular cerebral recorrente”, afirma Bazan.

O diferencial da polipílula

Para o docente da Unesp, um dos grandes diferenciais do tratamento testado está na combinação dos medicamentos em baixa dosagem em um só comprimido, o que se reflete na adesão dos pacientes.

“Ao longo do estudo, a adesão foi de 86%. Isso é muito difícil de se conseguir, principalmente se considerarmos um estudo de tantos anos. E isso se deve ao fato de se reunirem três fármacos em baixa dosagem em uma mesma pílula, tomada uma única vez ao dia. Imagine se o paciente tivesse que tomar os três fármacos diferentes em horários variados ao longo do dia? Ele acabaria esquecendo de tomar a medicação ou interromperia o tratamento. Então, a eficácia tem relação com essa tecnologia proposta”, completa o pesquisador.

O estudo clínico internacional TRIDENT contou com o financiamento do Conselho Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da Austrália e do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde, do Ministério da Saúde do Brasil. A George Medicines, pertencente ao Instituto George para a Saúde Global, foi a responsável por fornecer o comprimido triplo e o placebo correspondente. Os resultados foram publicados no The New England Journal of Medicine.

A participação da Unesp

A Faculdade de Medicina da Unesp, em Botucatu, foi um dos 61 centros participantes do estudo TRIDENT e contribuiu para o recrutamento de 18 pacientes. Após o atendimento inicial na Unidade de AVC do Hospital das Clínicas, os pacientes eram encaminhados para avaliação dos critérios de inclusão no estudo e para a aplicação do protocolo do ensaio clínico na UPECLIN, Unidade de Pesquisa Clínica vinculada à faculdade.

“Desde a inclusão do paciente, o fornecimento de informações, até a administração do medicamento, que ficava guardado na farmácia da unidade, e o monitoramento dos pacientes e a coleta de informações por meio de atendimentos presenciais e ligações telefônicas periódicas ao longo dos cinco anos de pesquisa, tudo teve o apoio logístico da UPECLIN, que tem expertise nesse tipo de ensaio clínico”, explica Bazan.

O pesquisador reforça a importância de que a universidade se engaje em ensaios clínicos com esse perfil, que contribuem para a melhora da qualidade de vida de grande parte da população. “Estamos falando de fármacos conhecidos, que já não têm mais patente, mas que, ao serem associados em uma só pílula, resultam em inovação”, diz. “E ter a possibilidade de oferecer esse medicamento a um paciente no Brasil, no interior de São Paulo, que enfrenta inúmeras dificuldades em razão da doença e necessita de toda uma rede de apoio, além de acompanhá-lo periodicamente junto a um time internacional, é uma oportunidade única que a universidade oferece.”

Alerta para o frio

O inverno se aproxima e, com as baixas temperaturas, a incidência de acidente vascular cerebral pode aumentar em até 20%, segundo dados do Ministério da Saúde. Principalmente em regiões com as estações do ano bem demarcadas, a variação da temperatura pode favorecer a ocorrência da doença. “No inverno, a pressão arterial costuma ficar descontrolada, porque o corpo trabalha de forma diferente para se manter aquecido, e as pessoas também tomam menos água e ficam mais sedentárias. Esses são fatores que favorecem a ocorrência de AVCs”, diz Bazan.

A orientação dos especialistas é redobrar a atenção com a pressão arterial nesse período, manter a hidratação e praticar atividades físicas regularmente.

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Fapesp apoia relógio inteligente que detecta ansiedade e estresse em tempo real

13 de Junho de 2026, 11:48

Fapesp apoia relógio inteligente que detecta ansiedade e estresse em tempo real

Um relógio de pulso capaz de perceber que o usuário está ansioso antes mesmo que ele se dê conta disso. O que parece ficção científica está se tornando realidade nos laboratórios do Viva Bem: inteligência artificial para saúde e bem-estar– um Centro de Pesquisa Aplicada (CPA) financiado pela Fapesp e pela Samsung na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Pesquisadores vinculados ao Viva Bem desenvolveram um software de inteligência artificial que identifica estados de ansiedade com mais de 80% de precisão a partir de sinais corporais captados por smartwatches.

Os resultados do trabalho foram apresentados por Anderson Rocha, professor da Unicamp e coordenador do CPA, durante a FAPESP Week Londres, realizada de 2 a 4 de junho na capital britânica.

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“Desenvolvemos uma técnica inicial, que já foi publicada, e agora estamos aprimorando uma nova, que está em avaliação pela Samsung [responsável pelo hardware]”, contou Rocha à Agência FAPESP.

A tecnologia integra, entre outros indicadores, dois tipos de dados coletados continuamente pelo relógio: o eletrocardiograma – que registra a atividade elétrica do coração – e a acelerometria, que mapeia os movimentos do braço ao longo do dia. Esses sinais formam o que os pesquisadores chamam de “assinatura de dados” do usuário, um padrão individual que a IA aprende a reconhecer e monitorar.

Para ensinar os algoritmos a distinguir o estado de repouso do estado ansioso, a equipe desenvolveu protocolos clínicos que induzem o estresse de forma controlada. Em um dos testes, os participantes recebem a tarefa de calcular mentalmente, em 30 segundos, o resultado de multiplicações como 309 por 17 enquanto assistem a uma contagem regressiva no próprio relógio.

“Inevitavelmente as pessoas ficam ansiosas nessa situação”, explica Rocha. “Medimos como o corpo delas está respondendo a esse exercício e treinamos os algoritmos para identificar isso.”

A aplicação não pretende substituir médicos ou psicólogos, ressalta o pesquisador. A proposta do projeto é oferecer uma camada de monitoramento proativo: se o relógio detectar episódios ansiosos recorrentes, enviará um alerta recomendando que o usuário consulte um especialista.

“A ideia não é fazer o diagnóstico, mas ser uma ferramenta de alerta”, ressalta Rocha. A mesma lógica vale para outras condições monitoradas pelo projeto, como hipertensão, diabetes, Parkinson e risco de quedas em idosos. A IA agiria como uma sentinela silenciosa, cabendo ao usuário decidir o que fazer com a informação.

“O objetivo final é que, com os sinais captados pelos smartwatches, consigamos identificar os primeiros sintomas de diferentes condições de saúde, de modo que possamos ajudar as pessoas a terem uma melhor qualidade de vida”, afirmou Rocha.

Os resultados do projeto ainda estão em avaliação e melhoria contínua. Quando forem considerados maduros o suficiente, será solicitada autorização às autoridades competentes, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para testes com usuários reais, informou Rocha.

Realidades sintéticas

Na mesma palestra, Rocha apresentou o projeto Horus, voltado para o que a equipe chama de “realidades sintéticas” – o universo de imagens, vídeos e textos gerados por inteligência artificial. O laboratório já desenvolveu ferramentas para detectar deepfakes, ataques via mensagens de SMS e Whatsapp e falsificações em publicações científicas biomédicas, além de rastrear conteúdos ligados ao tráfico de crianças e à pornografia infantil.

Uma das soluções para identificação de falsificações em publicações científicas na área biomédica está em uso pelo Escritório de Integridade Científica do governo dos Estados Unidos e é disponibilizada como software de código aberto. Outra ferramenta, voltada à verificação de imagens, já é usada por agências de checagem de fatos, como Lupa, Aos Fatos e G1, e foi acionada para analisar registros visuais de conflitos recentes no Oriente Médio – casos que chegaram a ser reportados pela Reuters e pela Agence France-Presse.

Para Rocha, saúde e combate à desinformação convergem em torno de um mesmo valor: a confiança. “A IA centrada no ser humano é fundamental para fortalecer a resiliência e o bem-estar”, afirmou.

Mais informações sobre a FAPESP Week Londres em: fapesp.br/week/2026/london.

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USP desenvolve nanotecnologia que permite tratar doenças de pele com precisão

6 de Junho de 2026, 15:15

USP desenvolve nanotecnologia que permite tratar doenças de pele com precisão

Uma plataforma tecnológica desenvolvida por pesquisadores brasileiros pode revolucionar o tratamento de doenças de pele como psoríase e vitiligo. O grupo, vinculado ao laboratório NanoGeneSkin, da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, está desenvolvendo nanopartículas capazes de levar moléculas de RNA terapêutico diretamente até as células cutâneas, silenciando com precisão molecular os genes responsáveis pela inflamação crônica.

Os avanços mais recentes na pesquisa foram apresentados durante a FAPESP Week Londres, que acontece até amanhã (04/06) no Museu de Ciências (Science Museum), na capital britânica.

A investigação ocorre no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Nanotecnologia Farmacêutica, financiado pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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“Iniciamos há 20 anos esse trabalho de pesquisa e adquirimos ao longo desse tempo experiência na obtenção e caracterização de nanopartículas lipídicas para liberar não só fármacos, mas também os RNAs de interferência [moléculas que interagem com os genes-alvo], com o objetivo de tratar doenças cutâneas crônicas, como a psoríase, o câncer de pele e o vitiligo”, disse à Agência FAPESP Maria Vitória Bentley, coordenadora do NanoGeneSkin e do INCT em Nanotecnologia Farmacêutica.

A psoríase afeta entre 2% e 3% da população mundial – cerca de 190 milhões de pessoas, das quais aproximadamente 5 milhões no Brasil. Trata-se de uma doença crônica, de base imunomediada e genética, ou seja, provocada por uma resposta exagerada do próprio sistema imunológico, com componentes hereditários. Ela se manifesta por lesões inflamatórias severas na pele, causadas pela produção exacerbada de citocinas pró-inflamatórias – proteínas que funcionam como sinais de alarme do sistema imunológico e que, em excesso, causam danos ao próprio organismo. Uma das principais é o TNF-alfa. O vitiligo, por sua vez, leva à destruição dos melanócitos, as células responsáveis pela produção do pigmento (melanina) que dá cor à pele, resultando no branqueamento progressivo de áreas do corpo.

Ambas as condições compartilham uma característica que as torna alvos promissores para a terapia com RNA: há genes específicos superexpressos, isto é, anormalmente ativos, que dirigem o processo patológico. “A gente entende quais são os alvos e usa um RNA complementar específico para silenciar a produção dessa citocina”, explicou Bentley.

Silenciamento de gene

O RNA (ácido ribonucleico) é uma molécula presente em todas as células vivas e desempenha papel central na produção de proteínas. Em linhas gerais, o DNA funciona como o manual de instruções do organismo, e o RNA mensageiro é a cópia desse manual que chega até as fábricas de proteínas da célula.

A abordagem central do grupo de pesquisa baseia-se no uso de RNA de interferência (siRNA) – moléculas sintéticas que atuam diretamente sobre o RNA mensageiro responsável pela produção das citocinas inflamatórias, degradando-o antes que a proteína nociva seja sintetizada. É como interceptar e destruir a ordem de fabricação antes que ela chegue à linha de montagem. O resultado é a redução de mediadores da inflamação a níveis basais de células sadias, sem a necessidade de medicamentos que atuem em todo o organismo e que, por isso, tendem a causar mais efeitos colaterais.

“É a nanomedicina de precisão”, resume Bentley. “Eu tenho um alvo específico e um RNA complementar para silenciar aquele gene que está superexpresso naquela doença.”

Mas carrear essas moléculas até as células-alvo da pele não é trivial. O RNA é quimicamente frágil, sendo degradado rapidamente pelas enzimas do organismo. Além disso, a pele é uma barreira biológica eficiente, projetada para impedir exatamente o tipo de penetração que os pesquisadores precisam provocar.

A solução desenvolvida pelo grupo foram nanopartículas de cristais líquidos – estruturas feitas de gorduras (lipídios) com organização interna altamente ordenada, semelhante à dos cristais, mas com a fluidez característica dos líquidos. Essa arquitetura singular permite encapsular o material genético, protegê-lo da degradação e facilitar tanto sua penetração pela pele quanto sua captação pelas células-alvo.

Ao longo de três linhas de pesquisa apresentadas por Bentley, o grupo demonstrou que essas nanopartículas são funcionais para o silenciamento gênico; que métodos físicos como a luz, num processo chamado fotoativação, podem potencializar a liberação do RNA dentro das células; e que é possível carrear simultaneamente múltiplos RNAs e até fármacos anti-inflamatórios convencionais numa mesma nanopartícula.

Essa última estratégia é particularmente relevante para a psoríase, uma doença com cascata inflamatória complexa, ou seja, uma reação em cadeia que envolve múltiplas proteínas e sinais celulares e, portanto, com vários alvos terapêuticos possíveis. “Temos uma nanopartícula funcional. Como a psoríase é muito complexa e tem vários alvos, o nosso objetivo é carrear RNAs para diferentes alvos e, às vezes, também um fármaco anti-inflamatório”, disse a pesquisadora.

Os resultados foram validados em modelos celulares – experimentos realizados com células cultivadas em laboratório – e em animais com lesões similares à da doença, induzidas experimentalmente.

Outras aplicações

O escopo do grupo vai além da psoríase. Pesquisas em andamento aplicam a mesma plataforma ao vitiligo – área para a qual o grupo já possui uma patente envolvendo RNA e nanopartículas – e à cicatrização de feridas crônicas, outro problema de saúde sem solução terapêutica totalmente satisfatória.

Há ainda uma frente que ultrapassa as doenças de pele: o desenvolvimento de uma nanoestrutura para entrega de mRNA – o tipo de RNA mensageiro que instrui as células a produzirem uma proteína específica – com potencial de uso em vacinas, incluindo uma vacina experimental contra o câncer. É o mesmo princípio que tornou as vacinas contra a COVID-19 da Pfizer e da Moderna possíveis: em vez de introduzir o vírus no organismo, introduz-se apenas a instrução genética para que o próprio corpo produza uma proteína característica do agente infeccioso ou do tumor, treinando assim o sistema imunológico a reconhecê-lo e combatê-lo.

Nos modelos animais testados pelo grupo, animais imunizados com a formulação e posteriormente expostos a células cancerosas apresentaram regressão ou não crescimento dos tumores. A tecnologia já despertou o interesse de empresas farmacêuticas.

“Em 2006 a descoberta da interferência do RNA recebeu o Prêmio Nobel. Em 2007 a gente já começou a desenvolver essas nanopartículas”, lembra Bentley, situando o pioneirismo do grupo no cenário nacional.

Com duas patentes depositadas e processos de escalonamento industrial em desenvolvimento – incluindo a liofilização, técnica que remove a água das formulações por congelamento a vácuo para prolongar seu prazo de validade e facilitar a comercialização –, o grupo já pensa além da prova de conceito científica.

“Se deu certo, como a gente vai viabilizar isso em forma de produto?”, resume Bentley. Essa é a pergunta que orienta os próximos passos dos pesquisadores. Empresas já demonstraram interesse em licenciar a tecnologia, e o grupo está em conversas para avaliar os caminhos de translação clínica – o processo de levar uma descoberta do laboratório até o paciente.

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Veja como a vacinação de adultos protege bebês e freia o avanço de doenças consideradas erradicadas

6 de Junho de 2026, 07:37

Veja como a vacinação de adultos protege bebês e freia o avanço de doenças consideradas erradicadas

A não imunização de adultos ou pais de bebês recém-nascidos pode estar contribuindo para o cenário preocupante na América Latina, especialmente no Brasil. Somente no ano de 2024, foram registrados quase 7,8 mil casos confirmados de coqueluche, de acordo com os dados do Ministério da Saúde, um salto de mais de 7,5 mil em comparação com o ano de 2023, quando houve um surto da doença. Um dos principais fatores para esse aumento é a não vacinação de pais ou adultos que convivem com bebês de até 6 meses de idade. 

A pediatra Jorgete Maria e Silva, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP, explica que a doença se propaga com mais facilidade em crianças devido à fragilidade do sistema imunológico. “Quanto menor a criança, mais dificuldades ela tem para reagir positivamente à doença, seja pela falta de imunidade prévia, mas principalmente pelas condições anatômicas e fisiológicas do trato respiratório”, diz.

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Ela enfatiza que, para sobressair nessa situação, é necessário imunizar adultos ou pessoas próximas do círculo de convivência dos bebês recém-nascidos. “A estratégia de cocoon ou casulo propõe a vacinação de todos que convivem próximos de bebês de até 6 meses de idade. Essa proposta surgiu pautada principalmente na preocupação da transmissão da coqueluche”, explica.

Jorgete ainda ressalta que a estratégia deve ser aplicada não só para a coqueluche. “Na verdade, seria importante não só a vacinação para coqueluche, mas também para outras vacinas disponibilizadas pelo SUS, como influenza, sarampo e difteria”, diz.  

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Desafios a serem superados

Entre as mais diversas dificuldades enfrentadas pelo sistema público de saúde, a baixa adesão à cobertura vacinal ainda persiste, sendo um dos maiores obstáculos. “Nos últimos dois anos, houve um recrudescimento da coqueluche, e essa alta está relacionada à baixa cobertura vacinal desde a pandemia do Covid-19”, menciona 

Para lidar com essa realidade, Jorgete salienta a urgência de mais vacinação. “O cuidado preventivo, como a imunização das pessoas que convivem muito próximas aos bebês, ainda é um dos maiores alicerces para lidar com esse problema de baixa cobertura vacinal que a saúde vem enfrentando. Por exemplo, a coqueluche tem uma incidência sazonal, com surtos a cada 3 e 5 anos. Se houvesse uma boa adesão à vacina entre 2021 e 2022, não teríamos um surto no final de 2023”, lembra.

Medidas preventivas

Para o epidemiologista Fernando Rodrigues Bellissimo, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, o aleitamento materno é uma medida eficiente que ajuda na proteção imunológica da criança. “Além das vacinas, outro fator que contribui para a proteção do recém-nascido nesses primeiros 6 meses de vida é o aleitamento materno, uma vez que o leite transfere anticorpos diretamente para a criança, especialmente para aquelas doenças contra as quais a mãe foi imunizada”, alega.

Contudo, Bellissimo destaca que a vacinação dos pais e bebês continua sendo uma ferramenta de extrema importância. “Vale salientar que essa estratégia do aleitamento materno é muito importante, mas não dispensa a imunização dos adultos e crianças.”

Cuidado preventivo como alternativa

A enfermeira Karina Bordonal Gomiero Biagiotti, funcionária da clínica Itatiaia Vacinas, diz que em sua rotina diária na saúde, em uma clínica privada de vacinação, muitos pais não se vacinam, pensando exclusivamente só na saúde do bebê. “Quando os pais vão no consultório, eu pergunto: ‘Como está a vacina?’ E eles respondem assim: ‘A minha vacina está em dia’. Nunca se preocupam com eles mesmos, apenas com o bebê”, relata.

Karina ressalta que muitos adultos e pais não se vacinam devido ao custo da imunização. “As vacinas custam geralmente R$ 200, mas muitos pais acham caro e optam por não se imunizar. Não pensando a longo prazo na sua própria saúde e na do bebê.” Ela faz um alerta importante: “A vacina pode custar caro, mas é algo que a pessoa pode tomar outra dose daqui 10 anos. Vale a pena pagar um pouco mais caro e proteger a saúde do seu bebê e também a sua”, finaliza.

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SP orienta rede estadual sobre vigilância para Ebola após surto na África

21 de Maio de 2026, 16:36

SP orienta rede estadual sobre vigilância para Ebola após surto na África

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) atualizou a nota técnica com orientações à rede estadual de saúde sobre o surto de Ebola registrado na República Democrática do Congo. O documento, elaborado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL) e pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD), reforça os fluxos de identificação, notificação, isolamento e atendimento de casos suspeitos no estado.

A avaliação técnica da Pasta aponta que o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul é baixo. Entre os fatores considerados estão a ausência de transmissão autóctone do vírus no continente sul-americano, a inexistência de voos diretos entre a área afetada e a América do Sul e a forma de transmissão da doença, que ocorre por contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas sintomáticas.

Mesmo diante do baixo risco, a orientação é para que os serviços de saúde mantenham atenção a pessoas com febre e histórico de viagem, nos últimos 21 dias, para áreas com circulação do vírus. Também devem ser avaliados casos de contato direto com fluidos corporais de pessoas suspeitas ou confirmadas.

“São Paulo atua de forma preventiva e mantém sua rede preparada para uma resposta rápida e segura. Por concentrar importante fluxo internacional de viajantes, o estado conta com protocolos definidos, vigilância ativa, equipes capacitadas e unidades de referência para identificação, notificação e atendimento oportuno de casos suspeitos”, afirma a coordenadora de Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças, Regiane de Paula.

Sintomas e atendimento

A doença pelo vírus Ebola pode começar de forma súbita, com febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em quadros graves, pode evoluir para manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos. O período de incubação varia de dois a 21 dias.

No estado de São Paulo, casos suspeitos devem ser notificados imediatamente à vigilância epidemiológica municipal e ao CVE. A eventual remoção de pacientes será feita pelo Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências e Emergências (GRAU).

O Instituto de Infectologia Emílio Ribas é a unidade de referência estadual para atendimento de casos suspeitos ou confirmados. O Instituto Adolfo Lutz é responsável pela investigação laboratorial e pelo diagnóstico diferencial.

A SES-SP também reforça que a transmissão do Ebola não ocorre antes do início dos sintomas. O maior risco está associado ao contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, especialmente nas fases mais avançadas da doença. Pessoas assintomáticas com exposição considerada de risco devem ser monitoradas diariamente por 21 dias.

Até o momento, não há vacinas licenciadas nem terapias específicas aprovadas para a cepa Bundibugyo. As vacinas e tratamentos disponíveis foram desenvolvidos para a cepa Zaire e não têm eficácia comprovada para a variante relacionada ao surto atual.

Notificação de casos suspeitos

Casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente ao Centro de Vigilância Epidemiológica no CIEVS. A Nota Informativa completa está disponível em: https://portal.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica/areas-de-vigilancia/central/notainformativaconjuntaebola.pdf

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Caravana 3D: Governo de SP amplia estrutura do HC Bauru e reforça saúde especializada na região

21 de Maio de 2026, 12:32

Caravana 3D: Governo de SP amplia estrutura do HC Bauru e reforça saúde especializada na região

O Governo de São Paulo fez, nesta quinta-feira (21), uma série de entregas e anúncios para fortalecer a rede de saúde da região de Bauru. As ações foram apresentadas durante agenda da Caravana 3D no Hospital das Clínicas (HC) do município. Entre os destaques, está a entrega da ampliação do Ambulatório de Especialidades do HC, referência no atendimento de pacientes com anomalias craniofaciais e deficiência auditiva, que agora também oferece novas especialidades médicas.

“Estamos dando prosseguimento à Caravana 3D com uma agenda importante aqui no HC, ampliando o ambulatório médico para aumentar o número de consultas e fortalecendo o centro de radiologia. Este equipamento se conjuga com outras ações de saúde para a região, como a inauguração da UBS de Lins e o início das obras do AME de Jaú, anunciados na quarta-feira (20). Dessa forma, vamos descomprimindo o sistema”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas. 

Expansão do Ambulatório de Especialidades do HC de Bauru fará atendimentos em áreas como cardiologia, cirurgia geral. Foto: Paulo Guereta/Governo Estado SP

Com a expansão, o Ambulatório de Especialidades do HC de Bauru fará atendimentos em áreas como cardiologia, cirurgia geral, cirurgia pediátrica, cirurgia torácica, cirurgia vascular, endocrinologia, endocrinologia infantil, gastroenterologia, ginecologia, infectologia, nefrologia, neurologia pediátrica, ortopedia, ortopedia pediátrica, pneumologia, proctologia, urologia e reumatologia.

Outro avanço é o aumento dos serviços do Centro de Radiologia do hospital. Iniciado em 2023 com exames de raio-X, o local passa agora a oferecer exames de ressonância magnética à população. Durante a atual gestão, foram incorporados outros exames na unidade como tomografia, ultrassonografia, ecocardiografia, espirometria, eletroencefalografia, Holter e MAPA.

Entregas representam R$ 30 milhões em investimentos para obras e novos equipamentos do HC. Foto: Paulo Guereta/Governo Estado SP

Durante a agenda, o governador também visitou as obras do centro cirúrgico e do setor de hemodiálise do hospital, com conclusão prevista para o segundo semestre deste ano. O novo centro cirúrgico contará com nove salas e capacidade para realização de até mil cirurgias por mês.

Já o setor de hemodiálise terá 31 novas poltronas e capacidade para atendimento de cerca de 180 pacientes. A expectativa é que a nova estrutura entre em funcionamento ao longo deste ano, ampliando o acesso ao tratamento especializado para pacientes da região.

As entregas representam um conjunto de investimentos de R$ 30 milhões do Governo de São Paulo para obras e novos equipamentos da unidade. Os recursos também contemplam as obras do futuro centro cirúrgico e do novo setor de hemodiálise da unidade.

Caravana 3D

A Caravana 3D é uma iniciativa do Governo de São Paulo que percorre as regiões do estado para levar políticas públicas com foco nos três pilares da gestão: desenvolvimento, dignidade e diálogo. A proposta é fortalecer a articulação com os municípios, promovendo entregas e investimentos que considerem as necessidades locais e contribuam para a melhoria da qualidade de vida da população. A ação já passou pelo ABC, Alto Tietê, Ribeirão Preto, Campinas, Vale do Paraíba, São José do Rio Preto, Araçatuba, Marília, Sorocaba, Presidente Prudente e Itapeva.

A Caravana reforça o compromisso do governo paulista com uma atuação mais próxima e integrada, baseada na escuta do cidadão e no diálogo com lideranças locais. Em cada etapa, são realizadas visitas aos municípios e anúncios de ações concretas nas áreas de saúde, educação, habitação, infraestrutura e segurança.

Ouça os áudios:

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