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Polícia prende 18 em operação contra o golpe do falso executivo

9 de Junho de 2026, 18:21
Crédito: Polícia Civil / Divulgação

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu 18 pessoas nesta terça-feira (9) durante uma operação interestadual contra o golpe do falso executivo. A Operação Interface foi conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas.

A investigação apura uma fraude eletrônica que causou prejuízo de R$ 193.601,89 a uma empresa do setor industrial.

Ao todo, foram cumpridas 87 medidas cautelares no Mato Grosso e no Rio Grande do Norte. Foram 60 mandados de busca e apreensão e 27 mandados de prisão.

Também houve bloqueio de contas bancárias vinculadas aos investigados. Durante a ação, foram apreendidos carros, motos, celulares, chips e R$ 15 mil em espécie.

Como funcionava o golpe

No golpe do falso executivo, os criminosos usam aplicativos de mensagem para se passar por dirigentes de empresas. O objetivo é convencer funcionários do setor financeiro a fazer transferências bancárias para contas controladas pelo grupo.

No caso investigado, uma assistente financeira recebeu mensagens de um número que exibia a foto do presidente da empresa. Como o executivo estava em viagem e costumava solicitar pagamentos por mensagem, a funcionária acreditou que a ordem era legítima.

As transferências foram feitas em 5 de fevereiro de 2025. Dois dias depois, a funcionária desconfiou dos valores elevados e do curto intervalo entre os pedidos. Ao verificar o número, constatou que ele não correspondia ao telefone verdadeiro do presidente da empresa.

Investigação apontou divisão de tarefas

A investigação indicou que o golpe foi executado a partir do Mato Grosso, especialmente da região de Cuiabá. Depois, os valores foram enviados a outros integrantes, residentes em outro estado.

As apurações identificaram uma estrutura com divisão de funções. Havia pessoas que cediam contas bancárias para receber dinheiro de origem criminosa, recrutadores desses titulares e gerentes do esquema.

A Polícia Civil também identificou o executor e o articulador do golpe. De acordo com a investigação, ambos têm antecedentes por delitos semelhantes.

Os valores eram rapidamente fragmentados e transferidos para dezenas de contas em diferentes estados. A pulverização financeira tinha como objetivo dificultar o rastreamento do dinheiro e a recuperação dos recursos.

Alerta a empresas

A Polícia Civil orienta empresas a adotarem protocolos rígidos de confirmação para qualquer solicitação de transferência bancária.

A atenção deve ser maior quando houver troca de conta bancária, pedido de pagamento urgente ou movimentação de valor expressivo.

A recomendação é validar as operações por mais de um canal de comunicação e, quando possível, fazer contato direto com a pessoa responsável pela solicitação.

A operação contou com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e das polícias civis do Mato Grosso e do Rio Grande do Norte.

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