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Novo líder do Irã promete vingança e bloqueio de Ormuz em primeiro discurso

12 de Março de 2026, 20:07
Crédito: reprodução de TV / BBC News

O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, prometeu vingança contra Estados Unidos e Israel. Ele também defendeu a manutenção do bloqueio no Estreito de Ormuz em sua primeira declaração desde que assumiu o comando do país.

A mensagem foi lida pela TV estatal iraniana nesta quinta-feira (12). No comunicado, Mojtaba afirmou que o Irã não vai recuar, prometeu retaliar os ataques e cobrou o fechamento de bases militares dos Estados Unidos em países da região. Também disse que Teerã quer manter boas relações com os vizinhos.

A declaração ocorre no momento em que Israel fez uma nova rodada de bombardeios sobre Teerã. Os militares israelenses anunciaram ataques em larga escala contra estruturas do regime iraniano na capital.

No campo político, Mojtaba segue sem aparecer em público desde a escolha para suceder Ali Khamenei. O embaixador iraniano em Genebra, Ali Bahreini, afirmou à BBC que ele está seguro e governa o país. Ainda assim, o novo líder continua fora de vista, em meio a dúvidas sobre o estado de saúde. Ele teria sofrido uma fratura no pé e ferimentos leves no ataque que causou a morte de seu pai e outros familiares.

O bloqueio do Estreito de Ormuz continua no centro da crise. O embaixador iraniano disse que Teerã não é contra o uso pacífico da rota, mas afirmou que o país não permitirá que Estados Unidos e Israel usem a região para ameaçar o Irã.

Israel bombardeia o Líbano

A pressão militar também segue no Líbano. Israel voltou a atacar alvos do Hezbollah em Beirute e no sul do país. O Ministério da Saúde libanês informou 687 mortos desde o início da ofensiva. No Vale do Bekaa, ataques deixaram sete mortos e 23 feridos, conforme o governo local.

No Golfo Pérsico, a guerra continua afetando o deslocamento de navios, a ação em bases militares e abalando a infraestrutura. Autoridades britânicas informaram que dois drones foram abatidos durante ataque a uma base em Erbil, no norte do Iraque, usada por forças do Reino Unido e dos Estados Unidos. Segundo autoridades norte-americanas, não houve feridos graves.

O monitoramento marítimo do Reino Unido informou que 13 navios foram atacados desde o início da guerra. Cerca de 20 mil pessoas, entre entre marinheiros, passageiros de navios de cruzeiro e trabalhadores portuários, seguem retidos na região e que ao menos oito morreram desde o começo da escalada.

A instabilidade no Estreito de Ormuz voltou a pressionar o petróleo, que superou novamente a marca de US$ 100 por barril. A liberação recorde de reservas estratégicas por dezenas de países não foi suficiente para derrubar de forma consistente os preços.

Na fronteira entre Irã e Turquia, quase 300 iranianos chegaram de trem à cidade de Van depois de mais de 26 horas de viagem desde Teerã. Muitos relataram medo, exaustão e incerteza sobre o avanço da guerra.

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Trump pressiona aliados europeus no 4º dia de guerra contra o Irã

3 de Março de 2026, 16:00
Crédito: reprodução de vídeo / TV Globo

A guerra conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã entrou no quarto dia nesta terça-feira (3). As ações no campo de batalha registraram nova escalada militar e ampliaram a pressão política de Donald Trump sobre aliados europeus.

Em declarações no Salão Oval, durante encontro com o chanceler alemão Friedrich Merz, Trump afirmou que pode ter “forçado a mão” de Israel para antecipar a ofensiva e disse que “Teerã se preparava para atacar”.

O presidente dos Estados Unidos sustentou que o Irã teve capacidades militares “derrubadas” e sinalizou continuidade da operação com novas ondas de ataques. Também afirmou que há uma “terceira onda” a caminho e voltou a indicar que o conflito pode se estender por semanas — com possibilidade de ultrapassar a projeção inicial mencionada em discursos anteriores.

Mais cedo, novos ataques destruíram o edifício que funcionava como sede da Assembleia de Especialistas, órgão constitucionalmente responsável por selecionar o líder supremo do Irã. O prédio ficou completamente destruído. Não há confirmação sobre mortes entre integrantes do colegiado responsável pela escolha do novo clérigo que deverá governar o país.

Ainda na Casa Branca, Trump justificou a operação como medida para impedir o avanço da capacidade nuclear e do programa de mísseis de longo alcance do Irã — a mesma linha adotada nos ataques de junho do ano passado. O presidente também afirmou que as ações buscam reduzir o que descreve como apoio iraniano a grupos armados na região, como Hezbollah, no Líbano, e Hamas, na Faixa de Gaza.

Pressão sobre Reino Unido e Espanha

Durante as declarações, Trump elevou o tom contra o Reino Unido por restrições impostas na primeira fase da operação, especialmente quanto à logística e ao uso de bases militares.

O presidente atacou diretamente o primeiro-ministro Keir Starmer ao afirmar que “isso não é Winston Churchill”. Também criticou o acordo britânico sobre o arquipélago de Chagos, no Oceano Índico, onde está localizada a base de Diego Garcia, operada conjuntamente por britânicos e norte-americanos.

No caso da Espanha, Trump ameaçou romper relações comerciais e falou em “cortar todo o comércio” após a sinalização do governo espanhol de que não autorizaria o uso das bases de Morón e Rota na ofensiva. Assim como Diego Garcia, esses pontos estratégicos próximos ao Estreito de Gibraltar são operados de forma conjunta entre EUA e Espanha.

Na prática, o discurso associa a autorização dessas bases e o apoio logístico europeu à manutenção de relações diplomáticas e comerciais. A postura amplia o custo político para aliados que tentam limitar sua participação a ações defensivas.

Incursão terrestre no Líbano

No quarto dia de guerra, o Exército israelense lançou uma incursão terrestre em área fronteiriça do sul do Líbano. A movimentação ocorre após o Ministério da Defesa de Israel autorizar os militares a “tomar o controle” de novas posições no país vizinho.

A operação terrestre ocorre nas regiões de Kfar Kila e da planície de Khiam, próximas à fronteira com Israel. Os alvos são integrantes do grupo Hezbollah, aliado estratégico do Irã.

O governo libanês já havia anunciado a retirada de efetivos militares de posições avançadas na fronteira, sob a justificativa de preservar a segurança diante das operações israelenses.

O comandante das Forças de Defesa de Israel, tenente-general Eyal Zamir, classificou Irã e Hezbollah como parte de um “eixo xiita” e afirmou que o lançamento de foguetes pelo grupo libanês contra Israel representou a decisão de se alinhar diretamente a Teerã.

Ataques com drones e alerta diplomático

A embaixada norte-americana em Riad, capital da Arábia Saudita, foi atingida por dois drones. Conforme o Ministério da Defesa saudita, os danos foram limitados e houve apenas um incêndio de pequenas proporções, sem vítimas.

Diante da retaliação iraniana em diferentes pontos da região, o Departamento de Estado dos EUA recomendou que pessoal diplomático não essencial e familiares deixem países como Iraque, Jordânia e Bahrein. O governo norte-americano também orientou cidadãos a deixarem ao menos 14 países do Oriente Médio, entre eles Egito, Irã, Israel, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen.

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