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Obras definitivas contra cheias só devem ficar prontas em 2031 em bacias estratégicas do RS

25 de Abril de 2026, 10:00
Término da elevação da altura do dique Sarandi - Foto: Luciano Lanes / DMAE

Obras definitivas contra cheias em bacias estratégicas do Rio Grande do Sul só devem ficar prontas em 2031, conforme cronograma apresentado pelo governo do Estado nesta sexta-feira (24). Os dados fazem parte do balanço de dois anos das enchentes de 2024. O material detalha ações do Plano Rio Grande, programa criado para reconstrução e adaptação climática no Estado.

A previsão de conclusão em dezembro de 2031 aparece para projetos nas bacias dos rios Gravataí e Sinos, duas das áreas consideradas estratégicas para proteção contra cheias na região metropolitana.

A maioria das obras estruturais ainda está em fase de projeto, licitação ou estudos ambientais. Até a conclusão dos sistemas definitivos, a proteção contra cheias depende de intervenções emergenciais, recuperação de estruturas já existentes e monitoramento climático.

Na Bacia do rio Gravataí, o plano prevê complementação e atualização de anteprojetos e estudos ambientais. O valor indicado para essa etapa é de R$ 6,2 milhões. A documentação para licitação está em fase de finalização, com publicação de edital prevista para agosto de 2026.

Na Bacia do rio dos Sinos, o governo também prevê complementação e atualização de anteprojetos e estudos ambientais. O valor estimado é de R$ 10,7 milhões. A publicação do edital também está prevista para agosto de 2026.

As obras definitivas integram um pacote maior de investimentos estimado em R$ 6,5 bilhões. O plano inclui sistemas de proteção contra cheias, diques, casas de bombas, bacias de amortecimento, galerias pluviais e canais.

Porto Alegre e Alvorada terão maiores valores

O maior valor previsto é para Porto Alegre e Alvorada, na área do arroio Feijó, com R$ 2,5 bilhões. A proposta inclui dique principal no rio Gravataí, diques internos, bacias de amortecimento e casas de bombas.

A Bacia do rio dos Sinos tem previsão de R$ 1,9 bilhão para sistemas de diques e pôlderes, elevação de diques e outras alternativas estruturais em municípios como Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, Nova Santa Rita, Novo Hamburgo e São Leopoldo.

A Bacia do Gravataí deve receber R$ 450 milhões para intervenções em Porto Alegre, Alvorada, Viamão, Gravataí e Cachoeirinha. O pacote inclui diques na Vila Dique, Sarandi Oeste e Sarandi Leste, além de proteção ambiental do Banhado Grande.

Também estão previstos R$ 531 milhões para Eldorado do Sul e R$ 502 milhões para Porto Alegre, com melhorias em pôlderes, galerias de águas pluviais, canais e estações de bombeamento.

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