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Protagonistas: Mulheres precisam assumir o controle do próprio patrimônio, diz cofundadora da Lifetime W

13 de Agosto de 2026, 21:54

A falta de segurança para administrar o próprio patrimônio ainda faz com que muitas mulheres deleguem decisões financeiras a terceiros, o que pode afastar seus investimentos de objetivos e projetos pessoais, segundo Mayra Carbone, cofundadora da Lifetime W e diretora de marketing da Lifetime Investimentos. Em entrevista ao quadro Protagonistas, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ela defendeu maior educação financeira para que as mulheres assumam o protagonismo sobre o próprio dinheiro.

A executiva afirmou que a Lifetime W nasceu justamente da percepção de que havia poucas mulheres nas salas de reunião do mercado financeiro e que os clientes eram majoritariamente homens. “A gente começou a conversar muito informalmente sobre como sentia falta de ver mulheres dentro das salas de reunião”, recordou Mayra, ao explicar que a discussão levou à criação de um braço voltado especificamente ao público feminino. “A gente precisa mudar esse cenário no Brasil. A mulher precisa, de fato, tomar as rédeas da gestão do seu próprio patrimônio”, acrescentou.

Educação financeira e autonomia

Para Mayra, parte da menor participação feminina na gestão dos investimentos está relacionada à falta de educação financeira e de estímulo ao longo da vida. “A mulher não foi incentivada”, avaliou a executiva, explicando que a Lifetime W passou a desenvolver iniciativas para ampliar o conhecimento desse público e incentivar maior autonomia nas decisões sobre patrimônio.

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A insegurança, segundo ela, muitas vezes leva a mulher a transferir a responsabilidade financeira para outra pessoa. “A mulher não tem segurança de fazer a gestão do seu próprio patrimônio. Ela não consegue cuidar do seu dinheiro. O que ela termina fazendo? Delegando para um homem”, afirmou Mayra. A executiva reconheceu que as mulheres frequentemente acumulam diferentes responsabilidades, mas ressaltou que deixar a gestão financeira nas mãos de terceiros precisa ser uma decisão consciente.

Isso se torna particularmente importante porque uma carteira de investimentos deve estar alinhada aos objetivos pessoais de quem possui aquele patrimônio. “Aquela carteira de investimentos tem que refletir os seus objetivos, os seus sonhos”, explicou. Caso seja administrada exclusivamente por outra pessoa, ponderou Mayra, existe o risco de que “essa carteira esteja refletindo os sonhos e os desejos desse terceiro e não o seu próprio”.

A executiva citou como exemplo uma carteira estruturada para objetivos do marido, como a compra de uma casa ou de um imóvel na praia, enquanto a mulher pode ter planos diferentes. “O que a gente vê muito é que a mulher sonha muito pelo outro e não por ela mesma”, observou Mayra, acrescentando que muitas têm dificuldade até mesmo de identificar seus próprios desejos. “Se você pergunta para ela: ‘Mas quais são os seus sonhos?’, ela muitas vezes nem sabe dizer”, destacou.

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Mulheres atendendo mulheres

A Lifetime W também adotou um modelo no qual mulheres atendem as clientes, estratégia que, segundo Mayra, ajuda a estabelecer uma relação de confiança e facilita conversas sobre dinheiro e investimentos.

“A gente percebeu que um dos pontos de segurança era uma outra mulher sentada desse lado da mesa”, explicou a cofundadora. Segundo ela, essa proximidade permite que a cliente “consiga se abrir mais” e tenha maior liberdade para apresentar dúvidas sobre o mercado financeiro e sobre a própria carteira.

A educação financeira também faz parte dessa aproximação. A iniciativa promove lives mensais abertas a mulheres, inclusive com temas sugeridos pelas próprias participantes. “Elas têm dúvidas e escrevem no chat de uma das lives. Na live seguinte, a gente tenta trazer como tema central para esclarecer essas dúvidas”, contou Mayra, destacando ainda a realização de encontros presenciais com clientes para criar uma “conversa aberta” e “cara a cara” sobre investimentos.

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Para a executiva, construir confiança no mercado financeiro exige mais do que comunicação. “Hoje não existe mais marketing que só fala e não faz”, ressaltou. Na avaliação de Mayra, uma empresa precisa primeiro demonstrar na prática a credibilidade que pretende transmitir ao público. “Se a empresa não está fazendo, a gente não tem como comunicar algo que depois não vai ver na prática”, completou.

IA aumenta produtividade, mas não substitui relação humana

A inteligência artificial já ocupa espaço relevante tanto no mercado financeiro quanto no marketing, mas Mayra considera que existem limites para a substituição do relacionamento humano, especialmente entre clientes de alta renda.

“Dentro do público private, falando do público de alta renda, na minha opinião, não existe espaço para conversa com um robô como inteligência artificial”, avaliou a executiva. Isso não significa, entretanto, que a tecnologia tenha pouca utilidade no setor. “Tem muito espaço para o uso da inteligência artificial para ganho de produtividade, para potencializar análises”, acrescentou.

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No marketing, a tecnologia desempenha função semelhante. Mayra afirmou que a Lifetime já utiliza IA para realizar análises mais robustas em menos tempo, permitindo que as equipes concentrem esforços nas decisões posteriores. “A gente ganha tempo na análise e investe bastante tempo no plano de ação, que no final é o que vai gerar o resultado”, explicou.

Mulheres precisam dizer o que querem

Ao abordar sua própria trajetória profissional, Mayra reconheceu que já precisou se provar mais do que homens ao longo da carreira. Para ela, um dos obstáculos enfrentados pelas mulheres está também na dificuldade de manifestar claramente suas ambições profissionais.

“A mulher tende a não dizer o que ela quer profissionalmente. ‘Uma hora vão perceber e vai acontecer.’ Não percebem”, afirmou. A executiva contou que uma mentora a incentivou a explicitar seus objetivos e construir, junto à liderança, um plano concreto para alcançá-los.

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Mayra relatou que adotou essa estratégia ao buscar uma promoção. “Eu precisei sentar e dizer: ‘Eu quero ser promovida. Como é que eu faço para ser promovida?’”, lembrou. A partir daí, estabeleceu com seu líder metas que precisaria cumprir e passou a demonstrar os resultados alcançados durante o processo.

A experiência reforçou sua percepção de que as profissionais precisam se apropriar das próprias conquistas. “Várias vezes eu precisei me mostrar mais”, reconheceu Mayra, acrescentando que mulheres também podem ter dificuldade de apresentar os resultados que entregaram. “A gente não pode ter vergonha e não pode deixar a tal da síndrome da impostora jogar contra e fazer com que a gente não se aproprie do que conquistou. Fale isso e prove isso”, enfatizou.

Para quem busca crescer profissionalmente, a executiva destacou ainda a importância de saber ouvir. “Os grandes saltos de carreira que eu dei foram porque escutei pessoas em quem confiava e que eu sabia que também me queriam bem”, relatou. Para Mayra, o processo passa por “escutar, entender o que faz sentido para você e seguir”, aproveitando aprendizados que podem surgir tanto de feedbacks quanto de pessoas admiradas profissionalmente.

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A executiva também revelou que está iniciando um novo projeto, chamado Árvora, voltado à formação de lideranças femininas. “É um clube em que a gente vai formar a próxima geração de líderes femininas do país. Esse é o grande propósito dessa nova iniciativa”, antecipou Mayra.

Ao definir o que significa assumir o protagonismo da própria trajetória, Mayra resumiu a ideia em quatro ações: “É se conhecer, tomar decisões, fazer escolhas e bancar essas escolhas”, concluiu.

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EXCLUSIVO CNBC: Cisco vê IA impulsionar novo ciclo de crescimento, diz CEO

13 de Agosto de 2026, 21:45

A Cisco está nos estágios iniciais de diferentes ciclos de crescimento, impulsionados pela inteligência artificial, pelos hiperescaladores e pela expansão da demanda de empresas e operadoras de telecomunicações, segundo Chuck Robbins, CEO da companhia. Em entrevista à CNBC, o executivo defendeu os resultados da gigante de tecnologia, destacou o desempenho recorde e afirmou que todas as áreas do negócio contam atualmente com ventos favoráveis.

As ações da Cisco caem forte em Wall Street, mesmo após a companhia superar as expectativas e projetar resultados acima do previsto. Robbins evitou avaliar diretamente a reação dos papéis. “Não vou comentar sobre o que está acontecendo com as ações. Veremos como as coisas se desenrolam nas próximas semanas, que é quando importa”, afirmou o executivo, antes de ressaltar o desempenho alcançado pela empresa. “Estou orgulhoso da equipe. Tivemos um ano recorde. Trimestre recorde”, acrescentou.

Resultados acima das expectativas

O CEO chamou atenção para a diferença entre as projeções dos analistas e o crescimento efetivamente entregue pela Cisco. “Os analistas projetavam um crescimento de 9%. Achei curioso que esperassem apenas 9%. Entregamos 15% e eles perguntaram por que fomos tão conservadores”, relatou Robbins, ao defender os números apresentados pela companhia.

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Apesar do desempenho acima do esperado, o executivo explicou que a Cisco prefere adotar alguma cautela no começo do novo exercício. “Nesta época do ano estamos iniciando um novo ano fiscal. Operamos em mercados fantásticos”, destacou, acrescentando que esse também é um momento para “começar o ano sendo um pouco prudentes” diante dos desafios que ainda precisam ser enfrentados.

A avaliação sobre as perspectivas da companhia, entretanto, permanece positiva. “Se você pensar em todas as áreas do nosso negócio que você acabou de listar, todas elas têm ventos favoráveis agora”, ressaltou Robbins. O CEO acrescentou que a Cisco está “super otimista e satisfeita” com sua posição atual.

Silicon One fortalece posição em IA

O desenvolvimento de chips próprios é um dos principais componentes da estratégia da Cisco para capturar o aumento dos investimentos em inteligência artificial. Robbins destacou especialmente o Silicon One, resultado de uma decisão tomada há cerca de dez anos para desenvolver tecnologia própria.

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“Se não tivéssemos nosso silício, pois projetamos o nosso, somos efetivamente uma das três empresas que podem fornecer a camada de rede para esses grandes exercícios de treinamento de IA”, explicou o CEO, ressaltando que a oportunidade também deverá avançar conforme os clientes ampliarem o uso dos modelos. Segundo ele, a Cisco poderá fornecer “a rede que nossos clientes precisarão à medida que avançam na inferência”.

A estratégia também incluiu aquisições no segmento de tecnologias ópticas. “Tomamos uma decisão sobre algumas aquisições estratégicas em óptica”, lembrou Robbins, ao citar o desempenho da Acacia. “A Acacia teve outro trimestre de US$ 1 bilhão (R$ 5,17 bilhões) em óptica coerente”, destacou.

Para o executivo, a combinação entre chips próprios, sistemas de rede e tecnologias ópticas tornou-se uma vantagem competitiva diante do crescimento da infraestrutura necessária para a inteligência artificial.

Cisco garante capacidade de produção

Robbins também destacou a relação direta mantida pela Cisco com a TSMC e afirmou que a companhia já definiu sua capacidade dedicada para atender às necessidades previstas para o ano.

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“A estratégia que adotamos de projetar nosso próprio silício, de construir sistemas, manter um relacionamento direto com a TSMC e ter nossa capacidade dedicada já definida para o ano” permite à Cisco enfrentar o aumento da demanda, explicou o executivo. Segundo ele, “já temos os componentes, nosso silício e tudo alinhado para entregar a tecnologia para o número do ano que projetamos”.

A estrutura também oferece margem para atender uma procura superior às projeções atuais. Robbins afirmou que a companhia está preparada “para ganhos adicionais, caso precisemos”, reforçando que os componentes necessários já estão alinhados com a estratégia para o período.

O CEO relacionou essa preparação ao desempenho financeiro da companhia. “Acho que o principal é o modelo de negócios que estamos operando agora, com margens operacionais no nível mais alto que talvez já tenhamos visto no quarto trimestre”, observou Robbins, destacando também as perspectivas para as margens e para o lucro por ação.

Na avaliação do executivo, os resultados validam as escolhas feitas pela empresa. “As decisões de modelo de negócios que tomamos, os negócios que conquistamos dos hiperescaladores e o crescimento que observamos são decisões prudentes”, avaliou.

Crescimento vai além dos hiperescaladores

Questionado por Jim Cramer sobre a possibilidade de a Cisco estar sendo beneficiada simultaneamente por diferentes ciclos de investimentos, Robbins indicou que o movimento pode ter continuidade. Para o CEO, “estamos nos estágios iniciais de tudo”, com crescimento aparecendo entre hiperescaladores, operadoras de telecomunicações, empresas e clientes do setor público.

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O desempenho junto aos maiores clientes de tecnologia é um dos destaques. “A ironia é que nosso negócio de hiperescaladores com todos os quatro grandes cresceu em dígitos triplos”, ressaltou Robbins, ao indicar que a expansão não está limitada a uma base específica do negócio.

As operadoras de telecomunicações também participam desse movimento. “Você tem um negócio de telecomunicações que as pessoas não achavam que realmente participaria de todo esse ciclo”, afirmou o executivo, acrescentando que “nossos pedidos cresceram mais de 30% no trimestre”.

O avanço também aparece em outras categorias de clientes. “O corporativo subiu 21%, o público 30%”, enumerou Robbins. Regionalmente, os números apresentados pelo executivo apontaram crescimento de 44% nas Américas, 25% na Europa e 19% na Ásia, reforçando a avaliação de que os atuais vetores de expansão da Cisco estão distribuídos por diferentes áreas do negócio.

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Lotofácil 3761: prêmio acumula em R$ 5 milhões; veja as dezenas sorteadas

13 de Agosto de 2026, 21:40

Nenhuma aposta acertou as 15 dezenas do concurso 3761 da Lotofácil, realizado nesta quinta-feira (13), no Espaço da Sorte, em São Paulo. Com isso, o prêmio principal acumulou e está estimado em R$ 5 milhões para o próximo sorteio, nesta sexta-feira (14).

As dezenas sorteadas foram:

01 – 03 – 06 – 09 – 12 – 13 – 14 – 15 – 16 – 17 – 18 – 21 – 23 – 24 – 25

Rateio da Lotofácil

Apesar de não haver ganhadores na faixa principal, 145 apostas acertaram 14 dezenas e vão receber R$ 2.361,37 cada.

Na faixa de 13 acertos, 6.559 apostas foram premiadas com R$ 35 cada. Outros 87.526 jogos fizeram 12 pontos e vão receber R$ 14 por aposta.

Já na faixa de 11 acertos, 491.326 apostas ganhadoras receberão R$ 7 cada.

Próximo sorteio

Com a ausência de acertadores das 15 dezenas, a estimativa de prêmio para o próximo concurso é de R$ 5 milhões.

O próximo sorteio da Lotofácil será realizado nesta sexta-feira (14). Segundo os dados oficiais da Caixa, o valor acumulado para o próximo concurso é de R$ 1.632.976,07.

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EXCLUSIVO CNBC: Gargalos migram para terra e pressionam fretes globais, diz CEO da Maersk

13 de Agosto de 2026, 21:00

Os principais gargalos da cadeia global de transportes estão deixando de se concentrar na disponibilidade de navios e avançando para portos, rodovias, ferrovias e outras infraestruturas terrestres, avalia Vincent Clerc, presidente-executivo da Maersk. Em entrevista à CNBC, o executivo afirmou que a demanda permanece surpreendentemente resistente mesmo diante das recentes turbulências geopolíticas e comerciais, contribuindo para congestionamentos e para a elevação dos fretes.

Clerc destacou que o último trimestre foi marcado por diferentes choques, da guerra no Oriente Médio às novas tarifas dos Estados Unidos, sem que isso provocasse uma retração significativa nos volumes transportados.

“O ponto principal para mim sobre o que está acontecendo agora nos mercados de transporte é a incrível resiliência da demanda e da economia, o que levou os volumes a continuarem completamente inabalados por qualquer uma dessas interrupções”, afirmou.

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O resultado dessa resistência, segundo o executivo, começa a aparecer fora dos oceanos. “Estamos observando cada vez mais gargalos no transporte terrestre, seja na África, na Europa ou na América Latina, que estão causando congestionamentos e elevando as taxas de frete”, ressaltou.

Infraestrutura terrestre chega ao limite

Durante anos, a capacidade do comércio marítimo foi analisada principalmente pela relação entre quantidade de navios disponíveis e número de contêineres necessários. Clerc avalia que essa lógica está mudando.

“Acho que o que estamos vendo agora é como resultado do subinvestimento em infraestrutura terrestre nos últimos 15 anos e do crescimento contínuo nos volumes comercializados”, explicou. “Estamos começando a chegar e a esticar as limitações do que o lado terrestre pode realmente suportar”, acrescentou.

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O problema envolve tanto terminais quanto infraestrutura de transporte no interior dos países. Na Europa, por exemplo, os baixos níveis de água do Rio Reno reduzem a capacidade das vias navegáveis e transferem uma parcela maior das cargas para as rodovias.

Clerc também citou dificuldades no Canal do Panamá e limitações na disponibilidade de transporte rodoviário em diferentes mercados.

“Tudo isso está, de fato, começando a criar um cenário mais favorável para as taxas de frete e levará algum tempo para recuperar 15 anos de falta de investimento”, pontuou.

Para o executivo, enquanto a demanda permanecer resistente, os gargalos deverão surgir em diferentes pontos da cadeia, ser solucionados e posteriormente reaparecer em outros locais. “Veremos volatilidade, com certeza. Mas veremos cada vez mais esses gargalos aparecendo, sendo resolvidos e reaparecendo novamente”, afirmou.

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Excesso de navios perde peso no cenário

A grande quantidade de embarcações encomendadas pela indústria ainda representa um risco de excesso de capacidade marítima, especialmente se rotas atualmente afetadas por interrupções voltarem à normalidade.

Clerc reconheceu que a carteira de pedidos permanece elevada, mas argumentou que a capacidade dos navios deixou de ser o único fator determinante para as perspectivas do setor.

“Acredito que o que observamos é que o gargalo na cadeia de suprimentos está se deslocando da capacidade marítima para a capacidade de transporte terrestre”, destacou.

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Com uma demanda forte, essa mudança pode criar um ambiente mais favorável para o transporte global no próximo ano, segundo o executivo.

IA e transição energética mudam cargas

Outra transformação identificada pela Maersk está no tipo de mercadoria transportada nos contêineres. Parte importante da força atual do comércio vem das exportações chinesas, mas Clerc observa que o crescimento não está concentrado apenas nos tradicionais bens de consumo.

“Grande parte ou a maior parte da força que observamos neste mercado deve-se às exportações chinesas e não tanto em bens de consumo, mas mais em bens de infraestrutura”, apontou.

Entre essas cargas estão produtos relacionados à eletrificação, transição energética, centros de dados e grandes projetos de infraestrutura necessários para atender ao aumento da demanda mundial por energia.

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“Conforme isso se desenrola, acredito que também estamos observando o conteúdo dos contêineres mudar gradualmente de bens de consumo para mais infraestrutura, o que é mais resiliente ao ciclo econômico”, explicou Clerc.

Para o executivo, essa transformação representa uma notícia positiva para a Maersk e para o setor de transportes.

Baixo nível do Reno reforça alerta

As condições do Rio Reno, uma das principais artérias logísticas da Europa, exemplificam os desafios que devem exigir novos investimentos. Clerc afirmou que períodos de níveis insuficientes de água têm se tornado mais frequentes em meio às mudanças climáticas.

“É muito pouco provável que o rio Reno, caso não tomemos nenhuma atitude, possa continuar a ser a artéria de transporte que tem sido nas últimas décadas”, alertou.

Segundo ele, será necessário administrar os níveis de água de maneira diferente ou criar alternativas ferroviárias e rodoviárias capazes de absorver as cargas.

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As limitações já provocam aumento do tempo de permanência dos contêineres nos terminais. “É muito difícil encontrar maneiras de levar os contêineres ao seu destino final. Isso impulsiona as dinâmicas que vocês veem hoje”, explicou.

Para Clerc, a resposta exigirá investimentos tanto nos terminais quanto nas conexões terrestres. “Nós vamos precisar de investimentos em capacidade de terminais e também no interior para lidar com o nível de comércio que estamos vendo agora”, frisou.

“A resiliência da economia é um bom indicador de que não há tempo a perder”, concluiu.

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Grupo Mateus eleva margem Ebitda e lucra R$ 237 milhões no 2º trimestre

13 de Agosto de 2026, 20:30

O Grupo Mateus registrou lucro líquido de R$ 237 milhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 11,2% em relação aos três primeiros meses do ano. A margem líquida ficou em 2,4%, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (13).

A receita líquida consolidada somou R$ 9,9 bilhões, avanço de 4,8% na comparação com o primeiro trimestre. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, o indicador chegou a R$ 19,3 bilhões.

Segundo a companhia, o desempenho no semestre foi impulsionado pela consolidação do Novo Atacarejo, pela abertura de 25 lojas nos últimos 12 meses e pelo crescimento das vendas nas operações de atacado B2B e Eletro.

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Margem Ebitda sobe para 6,9%

O Ebitda pós-IFRS 16 atingiu R$ 681,6 milhões entre abril e junho, alta de 25,5% frente ao primeiro trimestre de 2026.

Com o avanço do resultado operacional, a margem Ebitda passou para 6,9%, expansão de 1,1 ponto percentual na comparação trimestral.

A melhora da rentabilidade foi acompanhada pela redução das despesas operacionais, que recuaram 1,3% ante os três primeiros meses do ano. As despesas passaram a representar 16,4% da receita líquida, queda de 1 ponto percentual.

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Grupo chega a 234 lojas

A expansão da rede continuou no segundo trimestre, com a inauguração de seis lojas de varejo alimentar. Ao final de junho, o Grupo Mateus possuía 234 unidades em operação.

A empresa também entrou em um novo segmento com a abertura da primeira unidade da Mix Toureiro Farma, marcando sua estreia no mercado farmacêutico. Segundo o grupo, a iniciativa faz parte da estratégia de diversificação dos formatos de operação.

Desde a realização de sua oferta pública inicial de ações (IPO), a companhia afirma ter gerado mais de 40 mil empregos.

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Integração do Novo Atacarejo avança

No trimestre, o Grupo Mateus também deu continuidade à integração das operações do Novo Atacarejo, concluindo a unificação das bandeiras em Pernambuco, Paraíba e Alagoas.

A estratégia busca fortalecer a marca Novo Atacarejo no Nordeste, além de simplificar a proposta comercial e ampliar a captura de sinergias e os ganhos de eficiência operacional.

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Fusão entre Paramount e Warner criará gigante do entretenimento com dívida de R$ 409 bilhões

11 de Julho de 2026, 09:00

A fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery dará origem a uma das maiores empresas de entretenimento do mundo, mas também a uma das mais endividadas do setor. Segundo estimativas do The Wall Street Journal, a companhia combinada nascerá com cerca de US$ 80 bilhões (R$ 409,60 bilhões) em dívidas.

De acordo com o jornal, esse montante equivale a aproximadamente 6,5 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) anual projetado para a nova empresa, um nível considerado elevado para o setor de mídia.

A operação, avaliada em US$ 81 bilhões (R$ 414,72 bilhões), faz parte da estratégia das empresas para ganhar escala em um mercado cada vez mais competitivo, impulsionado pelo crescimento das plataformas de streaming.

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A companhia reunirá marcas como HBO Max, Paramount+, Pluto TV, CNN, CBS, MTV e Nickelodeon, além de manter uma produção de pelo menos 30 filmes por ano para lançamento nos cinemas.

Apesar do tamanho da operação, um dos principais desafios será reduzir o elevado endividamento. Segundo o The Wall Street Journal, a meta é diminuir a alavancagem para cerca de três vezes o Ebitda em até três anos.

A estratégia não prevê a venda de ativos relevantes e busca preservar os investimentos em conteúdo, considerados fundamentais para fortalecer a competitividade da empresa no mercado de streaming.

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Segundo a Paramount, a companhia pretende alcançar mais de US$ 6 bilhões (R$ 30,72 bilhões) em sinergias, principalmente por meio da integração das plataformas digitais, da consolidação de operações e da eliminação de estruturas duplicadas.

A expectativa é que esses ganhos de eficiência contribuam para acelerar a redução da dívida e fortalecer a posição financeira da nova empresa em um setor cada vez mais disputado.

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Papa Leão alerta para impacto da IA no mercado, enquanto aposta está na alta do desemprego

26 de Maio de 2026, 22:30

O papa Leão alertou no fim de semana que uma “calamidade social” pode surgir a partir do desemprego em massa provocado pela adoção de tecnologias de inteligência artificial, enquanto operadores de mercado demonstram compartilhar dessa preocupação no longo prazo.

Em sua primeira encíclica – documento que funciona como uma forma de ensinamento do líder da Igreja Católica – o papa defendeu a necessidade de regulamentação da inteligência artificial e alertou para os impactos da tecnologia sobre o mercado de trabalho.

“A busca por maiores lucros não pode justificar escolhas que sacrificam sistematicamente empregos”, escreveu o papa. Segundo ele, “a pessoa humana é um fim, não um meio”, e a ordem econômica deve permanecer subordinada à dignidade humana e ao bem comum.

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Operadores da plataforma de mercados preditivos Kalshi atribuem 60% de chance de a taxa de desemprego dos Estados Unidos ultrapassar 8% em algum momento antes de 2030. Eles também veem 47% de probabilidade de o desemprego superar 9% no mesmo período.

Risco de recessão

Uma taxa de desemprego de 9% provavelmente estaria associada a uma recessão severa ou a um forte deslocamento de trabalhadores provocado por novas tecnologias. Excluindo a recessão causada pela pandemia de Covid-19 em 2020, apenas três contrações econômicas levaram o desemprego americano acima de 9% desde a Segunda Guerra Mundial.

Os operadores da Kalshi avaliam atualmente uma chance relativamente baixa de recessão em 2026, em torno de 16%. Já para 2027, essa probabilidade sobe para 45%, mostrando uma deterioração relevante das expectativas econômicas. A plataforma não possui contratos relacionados a recessão para 2028 ou 2029.

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Ao mesmo tempo, investidores acreditam que a inteligência artificial já está influenciando cortes de empregos no presente. Segundo os contratos negociados na plataforma, existe 78% de chance de a IA ser apontada como o principal motivo das demissões em maio, dado que será confirmado ou negado por números da consultoria Challenger, Gray & Christmas.

“O desemprego é um mal grave”

Na encíclica, o papa Leão afirmou que “o desemprego é um mal grave”. Ele reconheceu que novas tecnologias costumam provocar deslocamentos temporários no mercado de trabalho, algo que defensores da expansão da inteligência artificial também admitem, ainda que minimizem os riscos de automação em massa.

Mesmo assim, o pontífice demonstrou preocupação com os efeitos sociais e humanos de uma eventual ruptura mais profunda no mercado de trabalho.

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“O trabalho continua sendo uma dimensão fundamental da experiência humana”, escreveu. Segundo ele, o emprego não é apenas uma forma de sustento, mas também um espaço de expressão pessoal, relacionamento e contribuição para a comunidade.

O papa alertou ainda que uma sociedade capaz de garantir emprego apenas para uma pequena parcela da população, apesar de possuir elevado desenvolvimento tecnológico, corre o risco de expor milhões de pessoas à inatividade forçada, à perda de responsabilidades cotidianas e ao empobrecimento humano e cultural.

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Bombardier vê Brasil como mercado estratégico e aposta em jato de ultralongo alcance no Catarina Aviation Show

21 de Maio de 2026, 17:31

O Brasil segue como um dos mercados mais relevantes do mundo para a aviação executiva, avalia Heron Nobre, diretor de vendas da Bombardier no país. Em entrevista nesta quinta-feira (21) ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, durante o Catarina Aviation Show 2026, o executivo destacou a importância estratégica do mercado brasileiro para a fabricante canadense.

Segundo Nobre, o principal destaque da empresa no evento foi o Global 8000, apresentado pela primeira vez no Brasil e descrito pela companhia como o jato executivo mais rápido do mundo. “O Global 8000 como aeronave mais rápida do mundo e pela primeira vez no Brasil representa para a gente um game changer do mercado”, afirmou.

O executivo destacou que o modelo possui alcance superior a 14 mil quilômetros e velocidade acima de 1.000 km/h, permitindo conexões de longa distância entre cidades como São Paulo, Dubai e destinos na Austrália. “Ela pode conectar os clientes de São Paulo para Dubai, de São Paulo para a Austrália, com uma velocidade de Mach 0.94”, explicou.

Segundo ele, o objetivo da aeronave é ampliar produtividade e ganho de tempo para clientes corporativos de alta renda. “Os clientes podem acordar de manhã, ir para os Estados Unidos fazer uma reunião, no outro dia ir para a Europa ou Dubai e voltar para a família no terceiro dia”, ressaltou.

Mercado brasileiro cresce

Heron Nobre afirmou que o Brasil ocupa atualmente a segunda posição no mercado mundial de aviação executiva, atrás apenas dos Estados Unidos, e segue atraindo investimentos da Bombardier. “O mercado brasileiro continua relevante para a aviação executiva global”, destacou.

Segundo ele, o Brasil lidera as operações da Bombardier na América Latina, à frente de México e Argentina. “A América Latina hoje tem 27% do mercado da aviação executiva da Bombardier, e o Brasil é o líder desse mercado na região”, afirmou.

O executivo explicou que a empresa decidiu ampliar investimentos no país diante da demanda crescente por mobilidade aérea executiva. “A Bombardier está investindo pesado aqui no Brasil”, disse ao comentar a participação da companhia no evento.

Além do Global 8000, a fabricante levou ao Catarina Aviation Show os modelos Global 6500 e Challenger 3500, atualmente entre os aviões mais vendidos da empresa no mercado internacional.

Conforto e alcance

De acordo com Heron Nobre, um dos principais diferenciais do Global 8000 é a combinação entre alcance, velocidade e conforto de cabine. “A característica do Global 8000 é o maior alcance entre as aeronaves executivas do mundo, além da velocidade e do conforto”, afirmou.

O executivo explicou que a aeronave voa entre 41 mil e 45 mil pés, mas mantém sensação interna equivalente a uma altitude muito inferior. “É como se você estivesse voando mais baixo do que Campos do Jordão”, destacou ao comentar a chamada altitude de cabine reduzida.

Segundo ele, o modelo Global 6500 compartilha características semelhantes de velocidade e conforto, enquanto o Challenger 3500 se consolidou como líder global em sua categoria. “O Challenger 3500 vende mais do que o dobro do segundo concorrente”, afirmou.

Heron Nobre ressaltou ainda que a disponibilidade operacional das aeronaves da Bombardier é um dos fatores mais valorizados pelos clientes. “A disponibilidade hoje das aeronaves Bombardier é de 99,9%”, concluiu.

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Gastos com IA devem superar R$ 5 trilhões em 2 anos – e estimativa está muito baixa se Jensen Huang estiver certo

21 de Maio de 2026, 17:03

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, acredita que os investimentos em inteligência artificial devem crescer muito além das projeções atuais de Wall Street. Durante a teleconferência de resultados realizada na quarta-feira, Huang afirmou que os gastos com infraestrutura de IA podem chegar a US$ 4 trilhões (R$ 20 trilhões).

O capex está em US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões) e está crescendo em direção à marca de US$ 3 trilhões (R$ 15 trilhões) a US$ 4 trilhões (R$ 20 trilhões)”, disse Huang, referindo-se apenas aos investimentos de hyperscalers como Alphabet e Amazon, sem incluir outros segmentos do mercado de supercomputação, como as chamadas neoclouds.

A diretora financeira da Nvidia, Colette Kress, foi ainda mais específica durante a apresentação dos resultados. “Com analistas agora prevendo que o capex dos hyperscalers ultrapasse US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões) em 2027 e a IA agêntica começando a se proliferar em todos os setores, os gastos com infraestrutura de IA estão no caminho para alcançar entre US$ 3 trilhões (R$ 15 trilhões) e US$ 4 trilhões (R$ 20 trilhões) anuais até o fim desta década”, afirmou.

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Wall Street mais cautelosa

As projeções da Nvidia estão muito acima das estimativas atuais do mercado financeiro.

Uma análise conduzida por Laura Martin, da Needham, mostra que a projeção consensual de Wall Street aponta para investimentos de hyperscalers em torno de US$ 1,03 trilhão (R$ 5,2 trilhões) em 2028 – algo entre um terço e um quarto do valor estimado pela Nvidia apenas dois anos depois.

Se a previsão de Jensen Huang estiver correta, então as estimativas consensuais do mercado deverão ser revisadas para cima”, escreveram Martin e o analista Dan Medina em relatório divulgado nesta quinta-feira. Segundo eles, a visão de Huang sobre o futuro dos hyperscalers é “mais interessante” do que o discurso adotado atualmente pelas próprias empresas em suas apresentações de resultados.

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Alguns analistas de Wall Street já projetam que os investimentos em IA ultrapassem US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões) até o fim do próximo ano, mas ainda assim os números permanecem muito abaixo das previsões da Nvidia, que indicam uma quadruplicação dos gastos nos três anos seguintes.

Receita das nuvens cresce

O aumento dos investimentos em infraestrutura beneficia diretamente a Nvidia, líder global no mercado de chips para inteligência artificial. O otimismo de Huang também é sustentado pelo crescimento contínuo das receitas de computação em nuvem e pelos avanços dos modelos mais avançados de IA.

As receitas trimestrais superaram as expectativas nas principais plataformas de nuvem. A Alphabet registrou crescimento de 63%, a AWS, da Amazon, avançou 28%, enquanto a Microsoft teve alta de 40%.

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O mundo tem 1 bilhão de usuários humanos. Minha percepção é que o mundo terá bilhões de agentes de IA, e cada um desses agentes criará subagentes”, afirmou Huang.

Dúvidas sobre produtividade

Apesar do avanço acelerado da inteligência artificial, persistem dúvidas relevantes sobre os impactos de longo prazo da tecnologia sobre lucratividade, produtividade e viabilidade econômica.

O JPMorgan estimou, em novembro, que um retorno de 10% sobre investimentos em IA até 2030 exigiria cerca de US$ 650 bilhões em receita anual permanente (R$ 3,3 trilhões). O banco classificou esse valor como “assustadoramente grande”, equivalente a 0,58 ponto percentual do PIB global, ou cerca de US$ 34,72 mensais (R$ 174) de cada usuário atual de iPhone ou US$ 180 mensais (R$ 901,8) de cada assinante da Netflix.

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Para comparação, as receitas globais de computação em nuvem nos 12 meses encerrados em abril somaram US$ 455 bilhões (R$ 2,3 trilhões), segundo a consultoria Synergy Research Group.

Se os ganhos de eficiência se materializarem, não haverá problema; empresas bem-sucedidas terão recursos suficientes para pagar essa conta”, escreveu em janeiro o economista Cédric Durand, da Universidade de Genebra.

Ganhos ainda não apareceram

Economistas afirmam, porém, que os ganhos de produtividade prometidos pela IA ainda não apareceram de forma consistente.

Isso pode ser o começo de um boom de produtividade impulsionado por IA? Talvez”, escreveu em fevereiro a economista Martha Gimbel, do Yale Budget Lab. “Até termos um sinal claro em uma direção ou outra, não deveríamos colocar todos os ovos na cesta dos dados de produtividade”, acrescentou.

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Economistas do Federal Reserve apontaram, em março, uma “heterogeneidade substancial” na adoção de inteligência artificial pelas empresas, descrevendo uma diferença relevante entre percepção e realidade nos impactos econômicos da tecnologia.

Os ganhos de produtividade percebidos são maiores do que os ganhos efetivamente medidos, provavelmente refletindo um atraso na geração de receitas”, escreveram os pesquisadores.

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Bombardier apresenta em SP jato mais rápido do mundo; fila de espera é de 2 anos e custo de US$ 85 mi

21 de Maio de 2026, 16:40

O Catarina Aviation Show 2026 transformou o aeroporto executivo São Paulo Catarina, no interior paulista, em uma vitrine da aviação executiva e do mercado de luxo na América Latina. O principal destaque do evento foi a apresentação, pela primeira vez na América do Sul, do Global 8000, da canadense Bombardier, considerado o jato executivo mais rápido do mundo.

Avaliada em cerca de US$ 85 milhões (R$ 425,9 milhões), a aeronave já possui prazo de entrega estimado em aproximadamente dois anos diante da forte demanda global pelo modelo.

A aeronave foi exibida ao lado de outros dois modelos da fabricante durante o evento, que reúne fabricantes globais de aeronaves, helicópteros, supercarros e experiências voltadas ao público de alta renda. O Global 8000 possui alcance superior a 14 mil quilômetros e velocidade acima de 1.000 km/h, permitindo voos intercontinentais de longa distância com poucas escalas.

Segundo a Bombardier, o modelo foi desenvolvido para atender clientes que buscam agilidade, conectividade e otimização de tempo em viagens internacionais. A aeronave pode realizar rotas como São Paulo-Dubai, além de conexões com destinos na Austrália, Europa e Estados Unidos.

O evento também reforçou o crescimento da aviação executiva no Brasil, que ocupa atualmente a segunda posição no mercado mundial do setor, atrás apenas dos Estados Unidos. O avanço reflete a demanda crescente de empresários e clientes de alta renda por mobilidade aérea mais rápida e personalizada.

O Catarina Aviation Show 2026 acontece de quinta-feira (26) até sábado (28) no aeroporto executivo São Paulo Catarina, em São Roque, no interior de São Paulo.

Mercado estratégico

A Bombardier afirmou que o Brasil segue como um dos mercados mais relevantes para a companhia na América Latina. Segundo a empresa, o país lidera a operação regional da fabricante, à frente de México e Argentina, concentrando parte importante das vendas da marca no continente.

Além do Global 8000, a empresa levou ao Catarina Aviation Show os modelos Global 6500 e Challenger 3500, considerados atualmente alguns dos principais produtos da fabricante no mercado mundial.

O Global 8000 se diferencia pelo alcance, velocidade e conforto de cabine. Segundo a fabricante, a aeronave opera a até 45 mil pés de altitude, mas mantém sensação de cabine equivalente a cerca de 2.690 pés, abaixo da altitude de cidades como Campos do Jordão.

Alta demanda

A Bombardier destacou ainda que o mercado global de aviação executiva segue aquecido, impulsionado principalmente pela busca por ganho de tempo e flexibilidade logística. O modelo apresentado em São Paulo integra uma categoria de aeronaves de ultralongo alcance, voltada ao segmento premium da aviação corporativa.

Segundo a fabricante, a disponibilidade operacional das aeronaves da companhia gira em torno de 99,9%, fator considerado decisivo para clientes corporativos de alta renda. O Challenger 3500, por exemplo, é atualmente o jato mais vendido de sua categoria no mundo, com desempenho superior ao dos concorrentes diretos.

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