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Namorar está ficando caro demais para jovens adultos, aponta pesquisa

26 de Abril de 2026, 12:39

Para muitos jovens nos Estados Unidos, namorar está se tornando uma questão tão financeira quanto romântica. Metade dos americanos solteiros afirmou que está saindo menos para encontros ou optando por atividades mais baratas devido ao aumento dos custos, segundo o BMO Real Financial Progress Index 2026, do BMO Financial Group. O banco ouviu 2.501 adultos entre o fim de dezembro e janeiro.

Além disso, 48% dos adultos da geração Z e 40% dos millennials entrevistados disseram que o alto custo de namorar atrapalha o alcance de suas metas financeiras. Um único encontro custa, em média, US$ 205 para adultos da geração Z e US$ 252 para millennials, segundo o BMO.

Quase metade dos solteiros, 47%, afirmou que namorar simplesmente não vale o gasto, de acordo com a pesquisa.

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Essa é apenas mais uma das pressões relacionadas ao custo de vida atualmente. Consumidores enfrentam preços mais altos para itens essenciais do dia a dia, como gasolina, alimentos, moradia e seguro de saúde — reflexo de uma combinação de fatores, incluindo choques no setor de energia ligados à guerra em curso com o Irã e às políticas tarifárias do presidente Donald Trump.

“Estamos vendo que há um aumento no custo de vida, e isso está reduzindo a frequência com que as pessoas saem para encontros e a forma como enxergam o namoro”, disse à CNBC Sabrina Romanoff, psicóloga clínica. “As pessoas estão jantando menos fora e há uma menor tolerância para encontros considerados de maior risco.”

Custos fazem as pessoas namorarem de forma mais “defensiva”

Para a geração Z, o custo de namorar pode se acumular rapidamente.

O americano típico da geração Z foi a cerca de nove encontros no último ano, segundo dados do BMO. Isso representa um gasto anual aproximado de US$ 1.845. O valor inclui despesas anteriores ao encontro, como transporte e cuidados pessoais, além do que é gasto durante o próprio encontro.

Com base em dados do Bureau of Labor Statistics para trabalhadores em tempo integral, isso equivale a cerca de 3% a 5% da renda anual mediana de pessoas entre 16 e 34 anos.

Romanoff afirmou que o aumento dos custos faz com que as pessoas namorem de maneira “muito mais defensiva”. “Elas assumem menos riscos e menos conexões são formadas.”

Essa dinâmica aparece na forma como jovens descrevem os primeiros encontros.

David Kuang, estudante de 21 anos da Universidade Columbia, disse que a economia do namoro pode fazer cada saída parecer uma aposta.

“Há uma chance muito maior de simplesmente não haver conexão”, afirmou. “E aí lá se vão US$ 40 do jantar pelo ralo com alguém com quem talvez você nunca mais fale.”

Leo Gabriel, de 22 anos, que vive em Nova York, também disse que tenta manter os primeiros encontros acessíveis.

“Eu provavelmente gastaria entre US$ 45 e US$ 50”, disse. “É o suficiente para não comprometer o orçamento.”

No geral, Gabriel afirmou que reserva entre US$ 150 e US$ 200 por mês para encontros.

“Por que eu gastaria US$ 100 com alguém com quem talvez eu nem tenha afinidade?”, acrescentou.

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Encontrar um encontro também pode ser caro

O custo do próprio encontro é apenas parte da equação. Para milhões de usuários, encontrar alguém significa pagar pelos aplicativos. O Pew Research Center constatou, em 2022, que 35% dos usuários de aplicativos de relacionamento já pagaram por uma das plataformas. Pesquisa da Morgan Stanley apontou que o usuário pagante médio gastou cerca de US$ 19 por mês em 2023.

“Muitos desses aplicativos funcionam com o que chamamos de estratégia ‘freemium’”, explicou Pinar Yildirim, professora associada da Wharton que estuda a economia das plataformas online. “Embora você possa se cadastrar gratuitamente, para aproveitar alguns dos recursos mais desejáveis pode ser necessário pagar uma assinatura.”

Esse modelo ganhou importância à medida que os americanos mudaram a forma de conhecer parceiros. Um estudo amplamente citado, publicado em 2019 por pesquisadores da Universidade Stanford e da Universidade do Novo México, constatou que, do fim da Segunda Guerra Mundial até 2013, a forma mais comum de casais heterossexuais se conhecerem nos Estados Unidos era por meio de amigos. Hoje, o principal caminho é o ambiente online.

“Uma das coisas que os aplicativos e plataformas de relacionamento online trouxeram para nossas vidas foi um leque maior de pessoas”, afirmou Yildirim. “Eles tendem, em geral, a ampliar o nosso universo de possíveis parceiros.”

No entanto, ela acrescentou que isso também pode ser “um pouco enganoso”. Uma abundância de candidatos pode sobrecarregar os usuários e reduzir as chances de que uma interação evolua para algo significativo.

“Mesmo que você esteja vendo e potencialmente iniciando conversas com muitos tipos diferentes de pessoas, e em grande número, é muito provável que nada avance além dessas conversas iniciais nos aplicativos”, disse.

Especialistas afirmam que isso pode ajudar a explicar por que muitos usuários optam por planos pagos. “É um sistema de ‘pague para participar’”, disse Romanoff. “Se você tem dinheiro, talvez consiga um parceiro ou tenha mais sucesso nos aplicativos.”

Gabriel contou que assinou o Hinge por um período porque as atualizações pagas, que ele descreveu como uma forma de “gamificação”, eram eficazes.

“Psicologicamente, funciona”, disse. “Você pensa: ‘Ah, você só vai ser visto por X pessoas por dia. Mas, se pagar um pouco mais, pode ser visto por mais gente.’”

Os valores cobrados pelas versões pagas variam, e defensores dos consumidores afirmam que a precificação nem sempre é transparente.

Um porta-voz do Match Group — empresa controladora do Match.com, OkCupid, Tinder, Hinge e outros sites de relacionamento — afirmou à CNBC por e-mail que “a grande maioria” dos usuários utiliza versões gratuitas. “As assinaturas são opcionais e oferecem ferramentas adicionais para quem busca mais controle ou uma experiência mais eficiente, mas não são necessárias para ter sucesso ou criar conexões significativas”, disse.

A Bumble Inc., responsável por aplicativos como Bumble Date e Badoo, informou à CNBC que busca oferecer uma versão gratuita “segura e de alta qualidade”. “Há inúmeros casais que se encontraram dessa forma”, afirmou um porta-voz em comunicado por e-mail. “Nossos recursos pagos atendem àqueles que procuram uma experiência mais personalizada.”

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Aluguel: inadimplência cresce após quatro meses de queda; veja onde está mais alta

7 de Abril de 2026, 17:16

A inadimplência no pagamento de aluguéis voltou a subir no Brasil em fevereiro de 2026, após quatro meses seguidos de queda, a taxa chegou a 3,35%, acima dos 3,29% registrados em janeiro.

O avanço foi observado em diferentes regiões do país e reflete a pressão de fatores como inflação e juros elevados sobre o orçamento das famílias.

Apesar de leve, a alta de 0,06 ponto percentual interrompe uma sequência de recuos registrada no fim de 2025. Na comparação com fevereiro do ano passado, quando o índice era de 3,17%, o aumento é mais expressivo e reforça o cenário de atenção no início do ano. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica.

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Inadimplência atinge diferentes faixas de aluguel

O crescimento da inadimplência foi registrado em diferentes perfis de imóveis residenciais. Os contratos com valores acima de R$ 13 mil lideraram as taxas, com 8,58%, após forte avanço em relação a janeiro.

Os imóveis mais baratos, de até R$ 1 mil, também tiveram aumento relevante e chegaram a 7,08%, indicando maior dificuldade entre famílias com menor renda.

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Já as menores taxas foram observadas nas faixas intermediárias. Imóveis com aluguel entre R$ 2 mil e R$ 3 mil registraram 2,78%, enquanto os de R$ 3 mil a R$ 5 mil ficaram em 2,89%.

Faixa de aluguelTaxa
Acima de R$ 13.0008,58%
Até R$ 1.0007,08%
R$ 3.000 a R$ 5.0002,89%
R$ 2.000 a R$ 3.0002,78%

Imóveis comerciais seguem tendência de alta

No segmento comercial, a inadimplência também cresceu, a taxa passou de 4,46% em janeiro para 4,75% em fevereiro.

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Os contratos de até R$ 1 mil continuam com o maior índice, alcançando 7,98%. Já imóveis com aluguel mais elevado apresentaram taxas menores, embora ainda relevantes.

Casas e apartamentos têm aumento de inadimplência

A inadimplência voltou a subir tanto em apartamentos quanto em casas. Nos apartamentos, o índice passou de 2,15% para 2,33%, interrompendo uma sequência de quedas.

Nas casas, o avanço foi de 3,74% para 3,85%, mantendo patamar mais elevado em relação aos apartamentos.

Nordeste lidera entre as regiões

O Nordeste voltou a registrar a maior taxa de inadimplência do país, com 4,67%, após crescimento significativo em relação ao mês anterior.

O Norte aparece na sequência, com 4,61%. O Centro-Oeste ocupa a terceira posição, com 3,71%, mesmo com leve recuo.

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O Sudeste registra taxa de 3,28%, enquanto o Sul segue com o menor índice nacional, de 2,87%, apesar da alta recente.

RegiãoTaxa de inadimplência
Nordeste4,67%
Norte4,61%
Centro-Oeste3,71%
Sudeste3,28%
Sul2,87%

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A retomada da inadimplência, mesmo que moderada, indica um cenário de maior dificuldade financeira no início de 2026. O avanço atinge tanto imóveis de alto padrão quanto os de menor valor, o que sugere impacto mais amplo sobre diferentes perfis de renda.

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