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Reservas de petróleo dos países da OCDE atingem menor nível desde 1990, diz AIE

17 de Junho de 2026, 09:04

As reservas de petróleo nos países da OCDE atingiram o nível mais baixo desde 1990, informou a Agência Internacional de Energia (AIE) em seu relatório mensal divulgado na quarta-feira, em meio a dificuldades de abastecimento devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz.

“Apesar da queda significativa na demanda por petróleo (…), os estoques continuam a diminuir em ritmo recorde”, afirmou a AIE em seu relatório, observando que os estoques nos países-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) caíram 163 milhões de barris desde o início da guerra no Oriente Médio.

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As reservas despencaram após os governos dos países membros da OCDE terem sido obrigados a sacar petróleo de suas reservas estratégicas de emergência por conta dos conflitos no Golfo Pérsico.

A queda nos estoques globais observada acelerou em maio, passando de 74 milhões de barris em abril para 143 milhões. Isso elevou o ritmo médio de retiradas de estoques desde o início do conflito no Golfo para 3,8 milhões de barris, dos quais 2,4 milhões correspondem a petróleo bruto e 1,4 milhão a produtos derivados.

Redução da demanda global

No mesmo relatório, a agência voltou a reduzir a previsão de demanda mundial de petróleo para 2026 em 1,1 milhão de barris diários, uma redução quase três vezes maior que a prevista no mês passado.

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Os números preliminares mostram que as entregas de petróleo do segundo trimestre de 2026 caíram quase 5% em termos anuais, devido “ao aumento dos preços dos combustíveis e às dificuldades de abastecimento”. O retrocesso trimestral nas entregas seria o primeiro desde 2020, ressalta a AIE.

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PMI industrial da China permanece estável em maio com pressão de custos de energia

31 de Maio de 2026, 20:26

A atividade industrial da China permaneceu estável em maio após expandir por dois meses consecutivos, refletindo a pressão dos crescentes custos de energia desde que o conflito no Oriente Médio começou.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial caiu para 50,0 este mês, de 50,3 em abril, de acordo com dados divulgados neste domingo, 31, pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS). Um índice acima de 50 representa expansão da atividade.

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O PMI composto subiu de 50,1 em abril para 50,5 em maio, enquanto o de serviços avançou de 49,4 para 50,1 na mesma comparação – entrando em território de expansão.

Os dados de domingo ofereceram uma nova leitura sobre a saúde econômica da China, vindo na esteira de uma desaceleração generalizada no mês passado que havia gerado esperanças de mais estímulos.

O crescimento dos gastos dos consumidores na China desacelerou para seu ritmo mais fraco desde 2022 em abril, enquanto a produção industrial, o investimento e o setor imobiliário continuaram a se deteriorar, ficando aquém das expectativas dos economistas.

Embora o choque energético da guerra do Irã esteja pressionando a segunda maior economia do mundo e exacerbando sua recuperação desigual, muitos economistas consideram improvável que Pequim é faça alguma intervenção no curto prazo, em parte devido ao crescimento melhor do que o esperado no primeiro trimestre e às exportações resilientes.

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MP e Tribunal de Contas pedem resultado de homologação no setor de energia

21 de Maio de 2026, 17:23

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) solicitou que a Corte de Contas determine, em caráter cautelar, a homologação dos resultados do leilão de reserva de capacidade nos prazos previstos em edital. O argumento central do pedido é que o descumprimento do edital não encontra amparo no ordenamento jurídico.

No começo de abril, o mesmo órgão havia pedido que o TCU suspendesse o andamento do leilão até a análise completa de irregularidades alegadas. Houve críticas, por exemplo, à elevação dos preços-teto em poucos dias e o suposto baixo nível de competição observado no resultado final, com deságios reduzidos, segundo a avaliação.

A nova representação foi apresentada nesta última quarta-feira. Apesar de defender a homologação, foi reforçada a necessidade de a Corte de Contas verificar a legalidade do certame, “especialmente no que diz respeito à definição dos preços-teto, às condições de competição e à observância dos princípios da isonomia e da seleção da proposta mais vantajosa para a Administração”.

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jorge Oliveira, relator da matéria, determinou na terça-feira que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) responda, em cinco dias úteis, sobre eventuais irregularidades apontadas no leilão de reserva. O ministro não atendeu, até o momento, os pedidos de cautelar para o cancelamento do processo de formalização do resultado do certame.

A Auditoria Especializada em Energia Elétrica e Nuclear (AudElétrica) havia recomendado medida cautelar para suspender a adjudicação e a homologação parcial, exclusivamente para os produtos termelétricos de 2026, 2027, 2028, 2029 e 2031.

Como justificativa, foi mencionado “risco de contratação desvantajosa e de longa duração, com repercussões expressivas para os consumidores e para a racionalidade econômica da expansão de potência no sistema elétrico nacional”, conforme o parecer.

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Agencia Internacional de Energia alerta para “zona vermelha” no petróleo devido à crise em Ormuz

21 de Maio de 2026, 14:49

O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, alertou nesta quinta-feira, 21, que o mercado global de petróleo pode entrar em uma “zona vermelha” entre julho e agosto, diante da combinação entre o pico sazonal de demanda no verão do Hemisfério Norte, a interrupção das exportações do Oriente Médio e a redução dos estoques globais.

Durante evento na Chatham House, em Londres, Birol afirmou que “podemos estar entrando na zona vermelha em julho ou agosto se não houver melhora na situação”, em referência à crise energética provocada pela guerra envolvendo o Irã e pelo fechamento efetivo do Estreito de Ormuz.

Segundo o diretor, mais de 14 milhões de barris por dia (bpd) de oferta de petróleo foram retirados do mercado no Oriente Médio, configurando “a maior crise energética da história”.

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O dirigente destacou que o excedente global de petróleo antes da guerra, a liberação coordenada de 400 milhões de barris das reservas estratégicas da AIE e o uso de estoques comerciais ajudaram a amortecer o choque inicial, mas “não são solução para o problema”. “A solução mais importante é a reabertura total e incondicional do Estreito de Ormuz”, afirmou.

Birol explicou que a agência libera atualmente entre 2,5 milhões e 3 milhões de barris por dia ao mercado, no maior uso coordenado de reservas da história, mas advertiu que os estoques estão se esgotando justamente quando começa a temporada de maior consumo de combustíveis. “Os estoques estão diminuindo, não chega novo petróleo do Oriente Médio e a demanda aumenta”, disse.

O diretor da AIE também alertou que a recuperação da produção e da capacidade de refino no Oriente Médio será lenta e desigual.

Segundo Birol, países como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos têm recursos financeiros e tecnológicos para acelerar a retomada, mas o Iraque é motivo de maior preocupação. “Meu maior medo é o Iraque”, afirmou, citando a forte dependência das receitas do petróleo e a falta de capacidade de armazenamento, que forçou o fechamento de campos petrolíferos de difícil reativação.

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