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EXCLUSIVO CNBC: Nissan aposta em carros eletrificados para recuperar vendas na China

25 de Abril de 2026, 11:00

A Nissan vê a ofensiva em Veículos de Nova Energia (NEVs) como peça central para sustentar a recuperação das vendas na China, afirmou Ivan Espinosa, presidente da Nissan Motors, em entrevista exclusiva à CNBC.

Segundo o executivo, a companhia vinha há meses registrando queda nas vendas no país, mas começou a mostrar recuperação no segundo semestre do ano passado. Em 2025, as vendas cresceram cerca de 4,5% na comparação anual. No primeiro trimestre deste ano, avançaram quase 7%.

“Há uma grande tendência para veículos de nova energia e, em termos de desempenho de vendas, felizmente nossa performance está se recuperando e melhorou”, afirmou Espinosa.

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O executivo disse que a reação foi impulsionada pelos novos modelos eletrificados lançados nos últimos meses. A Nissan apresentou quatro veículos de nova energia, incluindo o sedã elétrico N7, o híbrido plug-in N6, a picape Frontier Pro plug-in hybrid e o NX8 plug-in hybrid.

“Vamos continuar a ofensiva de veículos de nova energia na China”, disse. “Lançaremos, no intervalo de 12 meses, mais cinco veículos de nova energia.”

A montadora também apresentou dois conceitos ligados a essa nova leva de produtos. Segundo Espinosa, a estratégia inclui completar a linha de SUVs, com o NX8, o Terrano plug-in hybrid e um conceito de SUV urbano plug-in hybrid.

“Com essa ofensiva de veículos de nova energia, estamos confiantes de que podemos continuar o bom ritmo e o momentum na China”, afirmou.

Questionado sobre o comportamento do consumidor chinês, Espinosa disse que a decisão de compra combina novidade, tecnologia e preço. Segundo ele, o mercado se tornou mais dinâmico, com alto volume de lançamentos em curtos períodos.

“Em questão de um mês, temos mais de 10 a 15 novos lançamentos. Os clientes têm muita escolha”, afirmou. “Você precisa continuar relevante e novo para eles. Precisa ter a tecnologia certa e o preço certo.”

Ao mesmo tempo, o presidente da Nissan afirmou que consumidores chineses também valorizam a experiência de montadoras estabelecidas. Segundo ele, a rede de concessionárias, o relacionamento com clientes e a qualidade do serviço voltaram a ganhar peso.

“Eles estão valorizando muito a experiência de fabricantes estabelecidas como a Nissan”, disse. “Isso também começa a se tornar cada vez mais importante.”

Espinosa afirmou que a estratégia da Nissan na China tem dois objetivos. O primeiro é manter a competitividade em um mercado relevante para a companhia. O segundo é aprender com o ecossistema tecnológico chinês para levar inovação a outros mercados.

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“Queremos permanecer muito competitivos na China, porque temos hoje uma presença de vendas muito forte e continuaremos investindo na China”, afirmou. “E o segundo propósito é utilizar e aprender com o ecossistema da China para exportar tecnologia para fora da China.”

Segundo o executivo, a Nissan observa no país novas formas de desenvolver produtos, materiais e tecnologias, além de maior velocidade de inovação.

“Queremos exportar todo esse know-how para nossos centros globais de pesquisa e desenvolvimento ao redor do mundo”, disse.

Espinosa também comentou o uso de tecnologias chinesas em sistemas de cockpit, incluindo a adoção do DeepSeek para aprimorar chatbots. Ele afirmou que a Nissan seguirá aberta a tecnologias de diferentes regiões, desde que melhorem a experiência dos clientes.

“Vamos utilizar tecnologia ao redor do mundo. Não é só que usaremos tecnologia chinesa. Podemos usar tecnologia de qualquer parte do mundo”, afirmou. “Desde que satisfaça e deixe nossos clientes felizes.”

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China e Rússia vetam resolução do Conselho de Segurança para desbloquear Estreito de Ormuz

7 de Abril de 2026, 17:03

A Rússia e a China vetaram nesta terça-feira (7), uma resolução do Conselho de Segurança da ONU destinada a reabrir o Estreito de Ormuz, que havia sido repetidamente enfraquecida na esperança de que esses dois países se abstivessem.

A votação por um placar de 11 a 2, com duas abstenções do Paquistão e da Colômbia, ocorreu poucas horas depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, fazer uma ameaça sem precedentes de que “toda uma civilização morrerá esta noite” se o Irã não abrir a via navegável estratégica e fizer um acordo antes de seu prazo das 21h (de Brasília).

Rússia e China defenderam fortemente sua oposição, ambas citando diretamente a ameaça mais recente e perigosa de Trump de acabar com a civilização do Irã como confirmação de que a proposta daria aos EUA e a Israel “carta branca para agressões contínuas”, como colocou o enviado russo Vassily Nebenzia.

Após os vetos, o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, convocou as nações responsáveis a se juntarem a Washington na segurança do estreito.

“Convocamos nações responsáveis a se juntarem a nós na segurança do Estreito de Ormuz, protegendo-o e garantindo que permaneça aberto ao comércio legal, bens humanitários e ao livre movimento de bens mundiais”, disse Waltz.

Já o enviado iraniano afirmou que Teerã tomará medidas “imediatas e proporcionais” se Trump seguir adiante com as ameaças.

Em paralelo, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, frisou que o governo está ciente dos altos preços da gasolina que os canadenses estão enfrentando e, em meio à incerteza sobre quanto tempo a guerra no Irã pode persistir, ele está “analisando” maneiras de ajudar, segundo a Bloomberg.

Carney fez o comentário em resposta a uma pergunta sobre o que ele diria para a população enfrentando preços próximos a 2 dólares canadenses por litro na bomba.

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