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Ibovespa hoje: Juros aliviam nos EUA, mas petróleo sobe mais de 8% em três dias; veja destaques desta quinta (3)

3 de Setembro de 2026, 10:00

Os mercados começam esta quinta-feira em um equilíbrio um pouco menos desconfortável. Os juros americanos pararam de subir por enquanto, mas o petróleo continua pressionando e já se aproxima novamente dos US$ 100 por barril.

Depois da forte abertura recente das curvas globais, os investidores ganharam algum alívio nos juros, mas uma permanência do petróleo nesses níveis pode dificultar a desaceleração da inflação e recolocar rapidamente o Fed no centro das preocupações.

00:35 — Petróleo sobe mais de 8% em três dias. Até onde isso importa?

O Brent avança novamente nesta manhã e, por volta das 7h30, negociava acima de US$ 97 por barril. A commodity já acumula alta superior a 8% nas últimas três sessões.

A guerra entre Estados Unidos e Irã continua sendo o principal vetor. Apesar de Donald Trump sugerir uma operação militar curta, Teerã voltou a falar em retaliação, mantendo elevado o risco sobre a oferta. Ao mesmo tempo, os estoques americanos recuaram 4,5 milhões de barris na última semana, primeira queda desde o fim de julho.

Ainda há algum alívio no fluxo físico: forças americanas teriam escoltado 40 embarcações carregando cerca de 18 milhões de barris através do Estreito de Ormuz.

Para os mercados, porém, a discussão vai além do petróleo. Quanto mais tempo a commodity permanecer perto dos US$ 100, maior o risco de energia voltar a contaminar inflação, juros e expectativas de política monetária.

01:45 — Os juros deram uma trégua. Por enquanto

Depois da forte abertura das curvas nos últimos dias, o Treasury de dez anos se estabilizou perto de 4,78%, enquanto os juros europeus também apresentam movimentos menores nesta manhã.

Essa acomodação ajuda a explicar por que as bolsas conseguem respirar mesmo com o petróleo ainda subindo. Os futuros do S&P 500 estão praticamente estáveis, enquanto o Nasdaq apresenta apenas uma leve queda.

Mas seria cedo para interpretar o movimento como uma reversão. A combinação de petróleo elevado, inflação ainda resistente e uma economia americana que não mostrou enfraquecimento suficiente continua deixando pouco espaço para uma queda mais forte dos juros.

02:40 — Brasil descola e Ibovespa sobe 3%

Por aqui, o movimento foi bem mais forte. O Ibovespa avançou cerca de 3,1% no último pregão, para 185,2 mil pontos, enquanto o real ganhou aproximadamente 1,2%, voltando para perto de R$ 5,09 por dólar.

A magnitude da alta chama atenção principalmente porque ocorreu em um ambiente externo ainda bastante difícil, com petróleo e juros globais pressionados.

Hoje, o principal dado doméstico será o PMI de serviços de agosto. No mês anterior, o indicador havia marcado 49,7 pontos, enquanto o PMI composto ficou em 48,8 — ambos abaixo dos 50 pontos que separam expansão de contração.

A divulgação ajudará a mostrar se a desaceleração recente da atividade começa a perder força. Também teremos leilões de títulos prefixados do Tesouro, nova rolagem de swaps cambiais pelo Banco Central e uma nova pesquisa Datafolha sobre a corrida eleitoral.

03:50 — Amanhã vem o principal teste para os juros

Nos Estados Unidos, teremos hoje pedidos semanais de seguro-desemprego, balança comercial e o ISM de serviços. Mas o mercado provavelmente continuará olhando além desses números.

Amanhã sai o relatório oficial de emprego americano, hoje um dos dados mais importantes para determinar até onde pode ir a recente reprecificação dos juros.

A lógica é relativamente simples: um mercado de trabalho ainda muito forte, combinado ao choque recente do petróleo, reforçaria a preocupação de que o Fed precise manter uma postura mais dura. Um número mais fraco, por outro lado, poderia finalmente dar sustentação ao alívio que começamos a observar nos Treasuries.

Por enquanto, portanto, os juros deram uma trégua, mas o petróleo continua testando esse equilíbrio. Com o Brent cada vez mais próximo dos US$ 100, basta pouco para a inflação voltar ao centro das atenções.

04:50 – CDII11: renda isenta atrelada ao CDI

O CDII11 combina três características interessantes hoje: pagamento recorrente de rendimentos, isenção de Imposto de Renda para pessoa física e uma carteira de crédito que segue saudável. E, mesmo assim, o fundo negocia atualmente com deságio superior a 5% sobre a cota patrimonial.

Além disso, como a carteira é hedgeada para o CDI, o fundo fica menos exposto às oscilações dos juros reais do que os FI-Infras tradicionais. A estrutura fechada também evita vendas forçadas em momentos de resgates na indústria, dando mais liberdade para a Sparta gerir o portfólio.

Com a tese preservada e a cota negociando bem abaixo do valor da carteira, seguimos vendo o CDII11 como uma boa oportunidade para quem busca renda isenta atrelada ao CDI.

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Ibovespa hoje: Juros globais elevados e alta do petróleo preocupam o mercado; confira destaques desta quarta (2)

2 de Setembro de 2026, 10:00

Os mercados começam esta quarta-feira com um tom mais cauteloso. A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã mantém o petróleo próximo de US$ 95 por barril e reforça uma preocupação que vinha ganhando força nas últimas semanas: a inflação pode continuar resistente por mais tempo do que os bancos centrais gostariam. 

Ao mesmo tempo, os juros globais seguem elevados. O Treasury de 10 anos trabalha perto de 4,81%, enquanto o título de 30 anos voltou para a região de 5,29%, próxima das máximas dos últimos anos. Os futuros americanos oscilam entre estabilidade e leve queda, depois de três sessões consecutivas de baixa do S&P 500. 

A combinação é relativamente simples: petróleo mais caro aumenta o risco inflacionário, inflação persistente mantém os juros elevados e juros elevados continuam limitando o espaço para expansão dos múltiplos das bolsas. 

00:30 – Petróleo volta ao centro do mercado 

O Brent voltou para perto de US$ 95 por barril depois de os Estados Unidos realizarem uma segunda rodada de ataques contra o Irã em apenas três dias. 

O movimento recoloca a energia no centro da discussão macroeconômica. O problema não é apenas o impacto direto do petróleo sobre combustíveis, mas também seus efeitos indiretos sobre transporte, produção e expectativas de inflação. 

E isso acontece em um momento particularmente delicado. O mercado já vinha revendo para cima suas expectativas para os juros, e a Bloomberg aponta que as probabilidades de alta ainda em setembro superam 50% para três grandes bancos centrais, chegando perto de 70% no caso do Federal Reserve. 

00:55 – Juros longos continuam incomodando 

A pressão também aparece com clareza no mercado de títulos. O Treasury de 10 anos voltou para níveis vistos em 2023, enquanto o rendimento do papel de 30 anos ronda 5,29%. 

Por enquanto, o movimento continua relativamente ordenado. Não há sinais claros de estresse de crédito ou de liquidez; o mercado parece simplesmente exigir um prêmio maior para financiar governos por períodos mais longos. 

Essa distinção é importante. O cenário atual se parece mais com uma reprecificação de um ambiente de juros estruturalmente mais altos — o famoso higher for longer. 

O problema para as bolsas é que existe um limite para esse equilíbrio. Enquanto os juros sobem de forma gradual, resultados corporativos fortes conseguem sustentar parte do mercado. Mas uma nova aceleração dos Treasuries pode voltar a pressionar principalmente os ativos mais sensíveis a duration. 

2:30 – IA continua forte, mas não consegue carregar o mercado sozinha 

Mesmo em um ambiente mais negativo para as bolsas, algumas notícias corporativas seguem reforçando a força do ciclo de inteligência artificial. 

A Dell avançou no pré-mercado depois de apresentar uma projeção forte de receita, enquanto a Palo Alto Networks divulgou uma perspectiva de lucros acima das expectativas, beneficiada pelo aumento da demanda por cibersegurança em um ambiente cada vez mais conectado à IA. 

A Nvidia também estaria em negociações avançadas para adquirir a startup Hugging Face por aproximadamente US$ 14 bilhões. 

O pano de fundo continua positivo para tecnologia. Mas, diferentemente do que vimos em outros momentos, bons resultados corporativos hoje precisam competir com um obstáculo macro cada vez maior: juros longos elevados. 

É um lembrete de que crescimento de lucros importa muito, mas o preço que o mercado está disposto a pagar por esses lucros também depende da taxa de desconto. 

3:20 – Brasil vem de uma sessão forte 

No Brasil, o Ibovespa avançou cerca de 1,3% no último pregão, para a região dos 179,7 mil pontos, enquanto o real se valorizou e voltou para perto de R$ 5,15 por dólar. 

Nesta quarta-feira, o principal destaque da agenda doméstica será a produção industrial de julho. O consenso da Bloomberg aponta para crescimento de 0,5% frente ao mês anterior, depois de queda de 1,8% em junho. Na comparação anual, a expectativa é de recuo de 0,3%. 

O dado será mais uma peça importante para avaliar o ritmo da atividade brasileira justamente no momento em que o mercado discute os próximos passos do Banco Central. 

Também teremos a divulgação do fluxo cambial semanal, enquanto o BC realiza novo leilão para rolagem de swaps cambiais. 

4:15 – Emprego americano também entra no radar 

No exterior, teremos ainda o relatório ADP de emprego nos Estados Unidos, com expectativa de criação de 47 mil vagas em agosto, ante 44 mil no mês anterior. 

O dado ganha importância porque o Fed voltou a ficar especialmente sensível à combinação entre atividade e inflação. Um mercado de trabalho muito forte, somado à pressão recente das commodities, poderia reforçar ainda mais as apostas de alta de juros. 

Mais tarde, também teremos pedidos à indústria e encomendas de bens duráveis. 

Por enquanto, portanto, o mercado continua preso entre dois vetores: resultados corporativos ainda sólidos e um ambiente macro que voltou a exigir juros mais elevados. Com o petróleo perto de US$ 95 e a curva americana novamente pressionada, a segunda força começa a ganhar mais peso. 

05:10 – JURO11: desconto interessante 

O JURO11 foi pressionado nos últimos meses após reduzir os rendimentos, em um contexto de abertura dos spreads e alta dos juros reais. A reação dos cotistas levou o fundo a negociar com deságio relevante, sem que isso refletisse uma deterioração estrutural da carteira. 

Como o JURO11 é um fundo fechado, ele não sofre com resgates e vendas forçadas em momentos de estresse, o que dá mais tempo para a gestão reciclar a carteira em taxas mais atrativas. 

Além disso, nosso estudo mais recente mostrou que, entre os FI-Infras recomendados, deságios mais relevantes estiveram historicamente associados a retornos superiores nos 12 meses seguintes. Por isso, seguimos vendo os níveis atuais como uma boa oportunidade de entrada para o investidor de médio e longo prazo. 

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Ibovespa hoje: Resultado da Nvidia (NVDC34) e inflação dos EUA no radar do mercado; veja destaques desta quinta (27)

27 de Agosto de 2026, 10:14

Os mercados começam esta quinta-feira divididos entre duas forças. De um lado, a Nvidia voltou a mostrar que a expansão dos investimentos em inteligência artificial ainda tem bastante espaço pela frente.

Do outro, o PCE acima das expectativas mostrou ontem que a inflação americana continua persistente. Os juros dos Treasuries voltam a subir moderadamente nesta manhã, enquanto o dólar ganha força.

Em resumo, o crescimento voltou a sustentar o apetite por risco, mas os juros continuam no caminho.

00:30 – Nvidia mostra que o ciclo de IA segue forte

A Nvidia apresentou uma projeção de crescimento de receita para o ano fiscal de 2028 muito acima das expectativas, reduzindo o temor de que as grandes empresas de tecnologia estejam próximas de desacelerar seus investimentos em inteligência artificial.

Mais importante do que um trimestre isolado, a companhia indicou que a demanda por seus aceleradores continua crescendo. A discussão deixa de ser se existe procura suficiente por IA e passa a ser se haverá infraestrutura física para atendê-la.

Memória, energia, redes, data centers e disponibilidade de componentes permanecem entre os principais gargalos. A joint venture de US$ 31 bilhões anunciada por Kioxia e Sandisk para ampliar a produção de memória flash reforça essa leitura.

Isso também amplia o universo de empresas beneficiadas. Além dos fabricantes de chips e das plataformas de nuvem, o ciclo começa a alcançar companhias ligadas a armazenamento, conectividade, refrigeração, equipamentos e geração de energia.

01:40 – PCE mantém o Fed no jogo

O bom humor desta manhã não apaga a preocupação trazida pelo PCE de julho. O índice de inflação preferido do Fed avançou 0,2% no mês e 3,7% em 12 meses, acima das projeções.

A reação apareceu nos juros e no dólar. O rendimento do Treasury de dois anos voltou para perto de 4,22%, enquanto o mercado aumentou as apostas de que o banco central americano ainda terá de elevar os juros neste ano.

A manutenção continua sendo o cenário mais provável para a próxima reunião, com cerca de 64% de probabilidade. Até dezembro, porém, os contratos futuros já indicam aproximadamente 72% de chance de algum aperto monetário.

Uma alta até o fim do ano parece parcialmente incorporada aos preços. O risco maior seria uma sequência de dados fortes de inflação ou mercado de trabalho que levasse os investidores a precificar mais de um aumento adicional.

Por isso, o primeiro discurso de Kevin Warsh como presidente do Fed, amanhã, em Jackson Hole, ganhou ainda mais importância. O mercado buscará pistas sobre se ele pretende validar essa reprecificação mais dura ou manter uma postura de espera.

03:10 – Brasil: IPCA-15 ajudou, mas o exterior limitou o alívio

No Brasil, o IPCA-15 de agosto recuou 0,40%, ante expectativa de queda de 0,31%, provocando inicialmente uma redução relevante dos prêmios na curva de juros.

O movimento, porém, perdeu força depois do PCE americano. Os juros futuros terminaram próximos dos ajustes anteriores, com o DI para janeiro de 2031 em torno de 14,35%, enquanto o dólar encerrou próximo de R$ 5,15.

Um corte de 0,25 ponto percentual da Selic em setembro continua praticamente contratado. A discussão se concentra agora em novembro, quando as probabilidades de manutenção e de um novo corte estão bastante próximas.

04:00 – Agenda doméstica cheia

A agenda desta quinta-feira inclui os dados de conta corrente e investimento direto no país referentes a julho. O mercado espera déficit externo de US$ 6,7 bilhões, ante US$ 2,33 bilhões no mês anterior, e investimento direto próximo de US$ 8 bilhões.

Também será divulgada a taxa de desemprego, com expectativa de recuo de 5,4% para 5,3%. Um mercado de trabalho ainda forte sustenta a atividade, mas pode recomendar cautela adicional ao Banco Central na definição do ritmo de cortes.

No câmbio, o BC realizará uma venda de dólares à vista com operação simultânea de swap reverso, em volume de até US$ 1 bilhão. À tarde, teremos o resultado do Governo Central, com expectativa de déficit próximo de R$ 10,6 bilhões, além de novos leilões de títulos prefixados do Tesouro.

05:05 – IFRA11: o desconto parece maior do que o problema

A recente queda do IFRA11 pode chamar atenção, especialmente depois da redução dos rendimentos mensais. Mas nossa leitura é que o movimento está muito mais relacionado à abertura das taxas reais e à inflação mais baixa — que pressionaram a cota patrimonial e o resultado distribuível — do que a uma deterioração relevante dos ativos da carteira.

Os fundamentos seguem preservados. Aegea e Corsan permanecem entre os destaques positivos, enquanto a BRK Maceió, maior posição do fundo, apresentou melhora de margem e bom desempenho operacional. De forma geral, o portfólio continua sem problemas relevantes.

Com a cota negociando com deságio e a qualidade da carteira preservada, vemos os níveis atuais como uma oportunidade interessante para montar ou reforçar posição no IFRA11.

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