❌

Visualização normal

Received before yesterdayEmpiricus

Ibovespa hoje: Brasil volta ao radar de investidores estrangeiros e petróleo supera os US$ 100; veja destaques desta quarta (9)

9 de Setembro de 2026, 10:00

Os mercados iniciam o dia em contraste. No exterior, a nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã levou o petróleo novamente para perto dos US$ 100 por barril, reacendendo preocupações com a inflação e reforçando as apostas de que o Federal Reserve poderá elevar os juros na próxima decisão monetária.

No Brasil, porém, a dinâmica segue diferente. O mercado continua aproveitando o chamado “trade eleitoral”, apoiado por pesquisas que indicam uma disputa mais equilibrada e pela percepção de que uma eventual mudança de governo poderia resultar em maior disciplina fiscal nos próximos anos.

0:43 – A excepcionalidade brasileira

Mesmo diante da alta do petróleo e da elevação dos rendimentos dos Treasuries americanos, ontem o Ibovespa avançou 1,2%, o dólar recuou para R$ 5,09 e os juros longos voltaram a fechar de forma relevante.

Um dos gatilhos foi a divulgação de pesquisas eleitorais apontando um cenário mais acirrado, já que a leitura é de que uma maior probabilidade de alternância no poder aumente as apostas em um ajuste fiscal mais robusto a partir de 2027.

Não à toa, os contratos de juros mais curtos ficaram praticamente estáveis, enquanto os vencimentos de longo prazo registraram forte fechamento, refletindo uma visão mais construtiva para o cenário fiscal dos próximos anos.

O movimento ainda depende da manutenção das expectativas atuais e das próximas rodadas de pesquisas, mas, por enquanto, o mercado parece disposto a aumentar as apostas nesse cenário.

2:56 – O gringo voltou a olhar com carinho

Além do fator eleitoral, os ativos brasileiros receberam outro impulso importante.

Após um período de cautela, bancos e gestores globais voltaram a demonstrar uma visão mais positiva para o Brasil. Ontem, o Bank of America elevou sua recomendação para ações brasileiras, citando a combinação de inflação mais comportada, possibilidade de juros mais baixos à frente e um ambiente político potencialmente mais favorável aos investimentos.

O movimento ajuda a explicar por que o mercado brasileiro tem conseguido se descolar de boa parte dos emergentes. Desde o início do mês, o principal ETF brasileiro negociado em Nova York acumula desempenho muito superior ao índice que reúne outros países emergentes, sinalizando que a demanda por Brasil tem sido impulsionada por fatores predominantemente domésticos.

Ainda é cedo para afirmar que se trata de uma mudança estrutural de fluxo, mas os sinais recentes mostram que o investidor internacional voltou a incluir o Brasil no radar.

4:18– O petróleo volta a assustar…

Enquanto o Brasil vive uma história própria, o restante do mundo volta as atenções para o Oriente Médio.

A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã levou o Brent a superar momentaneamente os US$ 100 por barril pela primeira vez desde julho, reacendendo os temores de uma interrupção na oferta global de petróleo.

Ao mesmo tempo, a retomada das compras da China, maior importadora mundial da commodity, adiciona um componente de demanda que ajuda a sustentar os preços em patamares mais elevados.

O resultado é um desconforto adicional para os bancos centrais. Depois de um payroll mais forte do que o esperado e com o petróleo pressionando as expectativas de inflação, os investidores passam a olhar com ainda mais atenção para os próximos indicadores americanos. Amanhã será divulgado o PPI, que mede a inflação ao produtor, enquanto na sexta-feira sai o CPI, principal indicador de inflação ao consumidor.

Em um momento em que o mercado já debate a possibilidade de um Fed mais duro, os dois dados podem trazer novas pistas sobre a trajetória dos preços nos Estados Unidos. Qualquer surpresa altista tende a reforçar a percepção de que os juros precisarão permanecer elevados por mais tempo.

5:12 – …mas ele não é tudo

Com o petróleo novamente próximo dos US$ 100 por barril, é natural que os investidores voltem a revisar os impactos de custos mais elevados para diversos setores da economia. Apesar de vir apresentando uma evolução operacional consistente e resultados que surpreenderam positivamente o mercado, a Alpargatas (ALPA4) acabou sendo penalizada de forma relevante por esse movimento nos últimos dias.

Ainda que parte dos custos seja influenciado por derivados do petróleo, o impacto da recente alta da commodity tende a ser limitado e parcialmente compensado pelo comportamento do câmbio. Vale lembrar que essa mesma preocupação já havia penalizado as ações no início do conflito no Oriente Médio. Mesmo assim, a companhia surpreendeu positivamente o mercado ao entregar resultados acima das expectativas, com avanços em eficiência operacional, rentabilidade e execução.

Os números mais recentes reforçam que a reestruturação operacional segue produzindo efeitos concretos, enquanto ainda existe espaço para melhorias adicionais nos próximos trimestres. Nesse contexto, a magnitude da correção recente parece desproporcional aos potenciais impactos da alta do petróleo, especialmente para uma companhia que continua mostrando evolução consistente e entregando resultados acima das expectativas. Para investidores com horizonte de longo prazo, entendemos que o movimento recente abre uma oportunidade interessante de compra.

O post Ibovespa hoje: Brasil volta ao radar de investidores estrangeiros e petróleo supera os US$ 100; veja destaques desta quarta (9) apareceu primeiro em Empiricus.

Gerdau (GGBR4): 2T26 traz números robustos e retomada nas operações brasileiras; hora de comprar ações?

5 de Agosto de 2026, 17:30

A Gerdau (GGBR4) reportou um resultado robusto referente ao 2º trimestre de 2026 (2T26), com manutenção de rentabilidade elevada na América do Norte e sinais de retomada da divisão brasileira, que voltou a mostrar margem operacional de duplo dígito.

Como era esperado, a operação no Brasil mostrou uma recuperação apoiada na retração de 30% no volume de importação, melhores preços e mix de vendas.

Na comparação com o 1T26, o volume de aço vendido da companhia cresceu +2,1%, e a receita líquida aumentou +6,6%. As vendas de produtos de maior valor agregado compensaram a pressão de custos, e o Ebitda totalizou R$ 705 milhões (+22% vs 1T26), com ganho de 1,3 ponto percentual (p.p.) de margem.

Resultados da Gerdau (GGBR4) na América do Norte

A divisão América do Norte continuou mostrando bons números com crescimento de volume, manutenção das tarifas de proteção à indústria local e aumento do preço realizado.

Assim, o volume de aço vendido ficou estável na comparação anual – em meio ao ajuste tarifário que favoreceu os produtores locais –, apesar de ter recuado -1,3% vs 1T26. A receita atingiu R$ 10,1 bilhões (+10,8% vs 2T25 e +8,3% vs 1T26).

Mesmo com impactos de custos, a expansão do top-line e câmbio favorável contribuíram para um aumento de +15,4% do Ebitda, para R$ 2,6 bilhões, com ganho de +1,6 p.p. de margem, para 25,7%.

Como foi o desempenho na América do Sul?

A América do Sul mostrou retração no volume de aço vendido de -7,8% vs 1T26, impactado pela antecipação de vendas no Peru no último trimestre. Com isso, a receita líquida somou R$ 1,3 bilhões (-8,4% vs 1T26).

Porém, o efeito cambial favorável, maior utilização da capacidade e eficiência operacional ajudaram o Ebitda a somar R$ 205 milhões, com margem de 16% (+10,4% e +2,7 p.p. respectivamente vs 1T26).

Números consolidados impulsionam Ebitda

No consolidado, a receita líquida apresentou uma alta de +6,9% na comparação anual, para R$ 17,9 bilhões, com aumento de vendas e preços das principais regiões.

A manutenção do forte desempenho da América do Norte e recuperação do Brasil ajudaram o Ebitda a atingir R$ 3,4 bilhões, com margem de 19,2% (+15,9% e +1,5 p.p. respectivamente, na comparação trimestral).

Junto com a melhora na linha financeira, o lucro líquido foi de R$ 1,5 bilhão (+44,7% vs 1T26), com ganho de 2,1 p.p. na margem líquida, para 8,2%. A alavancagem permaneceu em um patamar bastante confortável de 0,69x dívida líquida/ebitda vs 0,74x no 1T26.

Apesar de ter melhorado o ciclo financeiro, para 80 dias, o aumento do estoque e fornecedores pressionaram o capital de giro, que saiu de R$ 286 milhões no 2T25 para R$ 933 milhões. Ainda assim, a expansão do ebitda ajudou o fluxo de caixa livre a atingir R$ 237 milhões, frente um consumo de R$ 772 milhões no 2T25.

Gerdau (GGBR4): Vale a pena comprar ações?

Para finalizar, a companhia anunciou que chegou a 31% do programa de recompra de ações e também divulgou a distribuição de R$ 451,3 milhões em dividendos, o que corresponde a R$ 0,23 por ação, yield de 0,9%, e será pago em 11 de setembro.

Depois de alguns trimestres com elevada importação chinesa, algumas medidas de proteção à indústria brasileira começaram a surtir efeito.

Além disso, a companhia segue entregando projetos de eficiência operacional e margens robustas na operação na América do Norte. Por 4,7x EV/Ebitda esperados para o ano, as ações seguem na carteira.

O post Gerdau (GGBR4): 2T26 traz números robustos e retomada nas operações brasileiras; hora de comprar ações? apareceu primeiro em Empiricus.

❌