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B3 (B3SA3) supera expectativas elevadas no 1T26; veja desempenho da bolsa no trimestre

12 de Maio de 2026, 14:42

A B3 (B3SA3) divulgou um forte resultado referente ao 1T26 com forte avanço de todas as vertentes no período.

Como já havia sido adiantado pelas prévias mensais, a B3 aproveitou o alto fluxo de investidores na Bolsa no período e mostrou um ótimo avanço no mercado de ações, com aumento de 46% no volume financeiro médio diário (ADTV), o que resultou em uma receita bruta de Mercados de R$ 2,2 bilhões, +20,8% vs 1T25.

Ainda que esse segmento continue sendo o mais representativo para o negócio, vale destacar também o salto anual de 28,5% na receita de Soluções para Mercado de Capitais, chegando a R$ 201 milhões. Para completar, a receita de Soluções Analíticas de Dados cresceu 23% (para R$ 317 milhões), enquanto Tecnologia e Plataformas aumentou 14,8% e chegou a R$ 527 milhões.

Mais detalhes do 1T26 da B3

O forte crescimento de todos os segmentos culminou em um top-line consolidado de R$ 3 bilhões, avanço de +20,5% na comparação anual.

Ajudado por um menor avanço das despesas ajustadas (+6,3% vs 1T25) por conta de um forte recuo de serviços de terceiros e benefícios da alavancagem operacional do negócio, o ebitda recorrente totalizou R$ 2,1 bilhões (+23,9%) com ganho de 2 p.p. de margem, que atingiu 71,6%.

O resultado financeiro foi beneficiado por maior rendimento do caixa indexado à Selic e marcação a mercado de alguns investimentos, o que permitiu à linha mostrar um resultado positivo de R$ 112 milhões vs R$ 15,6 milhões no 1T25.

Por fim, o lucro líquido recorrente da B3 reportado foi de R$ 1,5 bilhão com margem de 51,4%, altas de 33,5% e 5 p.p. respectivamente frente ao 1T25.

Vale a pena investir na B3?

Mesmo com expectativas já elevadas por conta das prévias mensais animadoras, a B3 conseguiu apresentar números acima do esperado, com forte avanço da receita e expansão de margens.

Com um valuation ainda atrativo e possibilidade de capturar em cheio a continuidade do fluxo positivo para os ativos brasileiros, as ações B3SA3 seguem na carteira.

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Track&Field (TFCO4) ‘não falta no treino’ e entrega crescimento consistente no 1T26; confira

12 de Maio de 2026, 13:28

A Track&Field (TFCO4) divulgou um resultado sólido referente ao primeiro trimestre de 2026 (1T26), ainda que as margens tenham retraído pelo mix de vendas de canais.

A abertura de lojas (+39) e boa aceitação da nova coleção ajudaram o sell out atingir R$ 442,9 milhões, crescimento de +16,4% frente ao 1T25. Além disso, a estratégia de reforma das lojas continua se provando acertada e impulsionando as receitas: no período as unidades revitalizadas mostraram uma alta de +26,4% das receitas, acima do Same Store Sale (SSS) consolidado de +12,1%.

Assim, a receita líquida marcou R$ 251,2 milhões, crescimento de +18% na comparação anual, com o avanço de venda de mercadorias (+29,7%) e rede própria (+16,8%).

Com o aumento das vendas, o lucro bruto atingiu R$ 150,2 milhões (+15,7%), mas a maior representatividade de venda para franquias, que possui menor margem, acabou pressionando a margem bruta, que caiu –1,2 p.p., para 59,8%. Vale ressaltar que essa venda tende a se traduzir em royalties nos próximos trimestres, o que deve aliviar essa pressão.

Com despesas em linha na comparação anual, o ebitda ajustado somou R$ 61,6 milhões (+12,6%) e margem de 24,5%, com os mesmos efeitos de retração da margem bruta.

Já o resultado financeiro apresentou uma piora de 35,8%, com o aumento das despesas de arrendamento mercantil e redução das receitas financeiras.

O aumento do top-line com os efeitos mencionados de custos e financeiro, resultou em um lucro líquido de R$ 41,5 milhões com margem de 16,5% (+6,3% e –1,8 p.p. respectivamente vs 1T25).

Por fim, a companhia apresentou uma geração de caixa de R$ 28,4 milhões vs R$ 27 milhões no 1T25, aumento explicado pela ausência do programa de recompra no período, que compensou o aumento de impostos pagos e aumento de capital de giro.

TFCO4: recomendação de compra

Apesar dos desafios macro, a Track&Field segue mostrando crescimento consistente, o que reforça seu posicionamento de marca.

Ainda que o trimestre tenha mostrado pressão de margem, entendemos que esses são efeitos pontuais. Por 10x ev/ebitda e caixa livre, TFCO4 está presente na carteira SmallCaps.

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Estapar (ALPK3) supera sazonalidade desfavorável e entrega resultado que corrobora a melhora estrutural da companhia

7 de Maio de 2026, 11:49

A Estapar (ALPK3) divulgou um sólido resultado do primeiro trimestre de 2026 (1T26), com lucro em um período sazonalmente desfavorável, o que corrobora a melhora estrutural da companhia.

Assim como adiantado na prévia, a receita líquida cresceu +16,3% na comparação anual, para R$ 494,6 milhões, ajudada pela evolução do número de operações, com aumento em todos os segmentos – destaque para Digital (+28,3%) e Alugadas e Administradas (+18,3%).

Mesmo com uma base de comparação afetada por isenções temporárias de aluguel em algumas concessões off-street, a boa expansão da receita permitiu uma alavancagem operacional e o lucro bruto caixa marcou R$ 133,7 milhões (+17,5%) com ganho de 0,3 p.p. de margem, para 27%.

Já as despesas, mostraram um leve aumento de 0,6 p.p. na participação da receita por conta de incentivos de longo prazo. Ainda assim, o ebitda ajustado somou R$ 90,7 milhões com margem de 18,3% (+17,6% e +0,2 p.p. respectivamente vs 1T25) e o ebit mostrou uma evolução ainda melhor de +25,1%, para R$ 42,9 milhões, com alta de +0,6 p.p. de margem, refletindo menores despesas com depreciação.

Apesar dos efeitos negativos da alta da Selic, o resultado financeiro piorou apenas 1% na comparação anual. Com um ótimo trabalho de liability management, o custo médio da dívida saiu de CDI + 2,15% no 1T25 para CDI + 1,27%, com aumento do prazo de pagamento para 2,8 anos e a alavancagem segue em níveis controlados, em 2,3x dívida líquida/ebitda.

Estapar teve lucro líquido de R$ 3,6 millhões no 1T26

Por fim, a companhia reportou um lucro líquido de R$ 3,6 milhões em um trimestre tipicamente com menos movimento por conta de férias, o que mostra um ponto de inflexão interessante.

Vale mencionar também o Fluxo de Caixa Operacional, que aumentou +21,1% para R$ 53,6 milhões, mesmo com um forte aumento no capital de giro por conta do ganho de participação da Zul+ nos resultados.

A Estapar segue mostrando evoluções operacionais consistentes trimestre após trimestre, garantindo sua posição de destaque na carteira Empiricus SmallCaps.

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‘Antes tarde do que mais tarde’, Claro compra fatia majoritária da Desktop (DESK3); o que fazer com as ações agora?

23 de Março de 2026, 11:21

Após meses de conversas, a Desktop (DESK3) anunciou a venda de 73% de suas ações para a Claro, avaliando a companhia em R$ 4 bilhões, ou R$ 2,4 bilhões excluindo sua dívida líquida, o que corresponde a R$ 20,82 por ação. 

A compradora deverá realizar uma OPA para as ações remanescentes, e a transação está sujeita à aprovação dos órgãos responsáveis (CADE e Anatel), além da Assembleia Geral Extraordinária, que ainda será definida pela companhia. Isso combinado com o fato de o valor proposto não ser ajustado por CDI deve se refletir em um desconto ao valor por ação oferecido pela Claro, pelo menos por enquanto.

Com forte presença no interior de São Paulo e destaque no Estado mesmo quando comparada com as Big Telcos, a Desktop ajudará a Claro em seu objetivo de ser a provedora líder do Estado, além de tornar sua infra mais competitiva e moderna, aumentando inclusive sua capacidade de oferecer serviços de FTTH (fiber to the home).

Embora a transação não fosse o alicerce da nossa tese em Desktop, a OPA levará as ações a um patamar próximo ao que estimávamos no caso de um M&A. Por ora, a ação DESK3 segue entre as recomendações da Empiricus Research.

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Desktop (DESK3) provou o valor da sua estratégia com ganhos de margens e boa conversão de caixa; veja análise do 4T25

18 de Março de 2026, 13:58

A Desktop (DESK3) apresentou seus resultados do 4T25 e mostrou os benefícios do seu maior foco em geração de caixa, com baixas conexões líquidas sendo mais do que compensada por melhora de margens.

O foco na preservação de caixa fez a companhia desacelerar ainda mais as adições líquidas, que marcaram 9 mil conexões no 4T25, o menor nível desde que cobrimos DESK3, mas já antecipado nas divulgações mensais da Anatel. Apesar dos números fracos, um ponto positivo foi o patamar recorde de vendas digitais, que atingiu 63% e permitiu uma redução interessante de gastos com pessoal.

Crescimento da Desktop no 4T25

Com um crescimento de +7% na base de acessos, a companhia registrou 1,2 milhão de casas conectadas, levando a uma receita de R$ 316 milhões no 4T25, +8% na comparação anual.

A redução em gastos com pessoal, marketing, renegociação de terceiros e créditos fiscais resultaram em um recuo relevante dessa linha, permitindo um crescimento do ebitda maior do que a receita, para R$ 182,4 milhões (+21%), com ganho de 6 p.p. de margem, para 58%.

Ao longo dos trimestres a companhia também tem mostrado uma boa conversão de ebitda em fluxo de caixa operacional – esse número atingiu 95% no 4T25. A métrica FCO após o capex ajustado atingiu R$ 99 milhões, aumento expressivo de +32% frente ao 3T25, mostrando resultados claramente positivos da desaceleração de adições.

Análise de DESK3: comprar ou vender?

Apesar dessa melhora operacional, a última linha do resultado foi pressionada pelo aumento da depreciação (+19%), apesar de não ter efeito caixa, e piora do resultado financeiro com aumento dos juros e pré-pagamento de debêntures. Assim, o lucro líquido ajustado atingiu R$ 42,5 milhões (-21%) com margem de 13% (-5 p.p.).

Vale ressaltar que a alavancagem segue em níveis saudáveis de 2,2x dívida líquida (considerando arrendamento)/ebitda e, devido ao bom trabalho de liability management, o spread da dívida saiu de CDI + 1,3% para CDI +0,4%.

Apesar de as baixas conexões líquidas continuarem como uma preocupação do mercado, a companhia mostrou que é possível apresentar boa evolução de margens e geração de caixa mesmo neste cenário. DESK3 segue com recomendação de compra na Empiricus Research.

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Priner (PRNR3) supera expectativas de receita do 4T25, apesar de resultado aquém do potencial; confira análise

13 de Março de 2026, 17:03

A Priner (PRNR3) divulgou seus resultados do 4T25 com números aquém do potencial, apesar de ter apresentado um crescimento de receita acima das expectativas. O quarto trimestre é sazonalmente um trimestre favorável para a companhia, pois costuma ter uma maior concentração de projetos em execução. Com impulso de atividades offshore e de inspeção, a receita marcou R$ 473,7 milhões, alta de +12,9% vs 4T24.

Ponto positivo no balanço de 4T25

Um ponto positivo do resultado foi o aumento da receita líquida per capita, que cresceu +3,5% na comparação anual e +5,4% vs 3T25, para R$ 19,8 mil. O aumento da participação da unidade de mineração deve trazer melhora adicional deste indicador, já que a operação é intensiva em maquinário.

Já na linha de custos, o aumento de materiais de consumo, depreciação e aluguel pesaram no lucro bruto, que recuou -11,4% para R$ 90,6 milhões com perda de -5,2 p.p. de margem, que marcou 19,1%.

Por outro lado, a companhia conseguiu compensar parcialmente essa pressão com uma diluição de despesas, que melhorou em 2 p.p. na participação da receita. Assim, o ebitda somou R$ 62 milhões, com margem de 13,1%, +3,3% e -1,2 p.p. respectivamente na comparação anual.

PRNR3: Comprar ou vender?

No resultado financeiro, o impacto do aumento da Selic e juros relacionados a M&A levaram a linha de -R$ 20,6 milhões no 4T24 para -R$30,8 milhões no 4T25. A alavancagem ficou em 2,32x frente a 1,88x no 4T24, aumento explicado pelas expansões inorgânicas. Inclusive, sobre esse assunto, os executivos sinalizaram que já possuem dois M&As mapeados, mas preferem aguardar a alavancagem diminuir para realizar novos movimentos – decisão correta, em nossa visão.

Por fim, a companhia registrou um lucro líquido de R$ 0,8 milhão vs R$ 21,3 milhões no 4T24,

Os números do 4T25 (e de 2025 como um todo) ficaram aquém do potencial de Priner, afetados principalmente pelo adiamento de licitações em Montagem Industrial. Por outro lado, a normalização deste segmento e a recente aquisição da Semep tendem a trazer uma forte retomada nas operações de mineração em 2026.

Com um backlog robusto, perspectiva de melhora de resultados pela frente, e um múltiplo atrativo (5,2x valor da firma/ebitda), seguimos com recomendação de compra para Priner.

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SLC Agrícola (SLCE3) está na contramão do setor com crescimento e forte geração de caixa; confira análise do 4T25

12 de Março de 2026, 16:22

A SLC Agrícola (SLCE3) reportou resultados operacionais sólidos, dado o contexto do setor, com crescimento de receita e forte geração de caixa. Com um avanço importante de milho (volume e preço), além de caroço de algodão e rebanho bovino, a companhia apresentou um top-line robusto de R$ 2,3 bilhões, alta de +15% vs 4T24. Inclusive, o milho foi destaque positivo de produtividade com 8,3 mil kg/ha, acima das projeções da companhia e +27,8% acima da média do mercado.

Resultados por produto da SLC Agrícola

O recuo do resultado bruto de algodão (que tem maior representatividade para a companhia) foi mais do que compensado pela queda do custo unitário de soja e milho, e o lucro bruto ajustado alcançou R$ 828,7 milhões, crescimento de +14,8%, com margem estável em 36,5%.

Para a próxima safra, o milho deve continuar ajudando o consolidado, apesar de o impacto negativo de algodão continuar por conta do aumento de chuvas no período de plantio.

O aumento de despesas com frete e consultoria por conta das aquisições elevou a participação da linha sobre a receita em +1,7 p.p. Com ajustes dos ativos biológicos (sem efeito caixa) e gastos de M&A (não recorrente), o ebitda somou R$ 633,1 milhões com margem de 27,9% (+3,6% e -3 p.p. vs 4T24).

Na linha financeira, a valorização do real causou um efeito positivo, levando o resultado de -R$373,1 milhões no 4T24 para -R$ 355,9 milhões. No fim, a companhia mostrou um prejuízo de -R$ 70,8 milhões, em comparação a -R$51,4 milhões no 4T24.

Além do desempenho de milho, outro destaque positivo do trimestre foi a forte geração de caixa operacional que expandiu +5,2% na comparação anual, marcando R$ 736,4 milhões. Por outro lado, o caixa livre ajustado caiu -12%, para R$ 549,1 milhões, por conta dos investimentos em expansão, mesmo assim a alavancagem caiu de 2,34x no 3T25 para 1,97x dívida líquida/ebitda.

Conflitos no Oriente, alta de fertilizantes: o que pode impactar a SLC em 2026?

Apesar de resultados melhores do que o esperado, possíveis efeitos indiretos do conflito no Oriente Médio têm levantado preocupações sobre a tese. Na teleconferência de resultados, os executivos ressaltaram que a compra para a próxima safra não será realizada neste momento de instabilidade, e que a aquisição pode ser postergada até setembro, o que pode trazer alguma normalização de preços – algo parecido com o que ocorreu no conflito na Ucrânia.

Além disso, vale ressaltar que, assim como o preço dos fertilizantes aumentou, o preço dos grãos também tende a mostrar valorização, o que compensa em partes o efeito negativo – na verdade, isso já está acontecendo.

Para finalizar, sobre a escalada do preço de diesel, os executivos foram enfáticos em dizer que não observaram impactos na operação, e que possuem contratos diretos com as distribuidoras para reduzir esse efeito. 

Expectativas para SLCE3

Para a safra 2025/2026, a companhia projeta um aumento de custos +9,2%, mas que tendem a ser compensados pelo aumento de produtividade do milho, além de uma possível redução da safra americana (que está mais exposta à escalada dos fertilizantes no curto prazo, dado o calendário de plantio).

Em um contexto setorial ainda difícil, com preços de grãos depreciados e custos em alta, SLC mostrou mais uma vez resultados sólidos, que evidenciam seus diferenciais competitivos. Por 6x lucros e 4,5x valor de firma/ebitda esperados para o ano, SLCE3 permanece com recomendação de compra.

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Alpargatas (ALPA4) registra alta nas vendas nos EUA e Europa no 4T25; é hora de investir?

9 de Março de 2026, 09:29

Alpargatas (ALPA4) divulgou seu resultado do 4T25 com avanços importantes na comparação com o mesmo período do ano anterior. A companhia mostrou uma alta de +1,8% no volume de pares vendidos (sell-in), puxado pela frente internacional, que apresentou crescimento relevante em todas as regiões, especialmente nos Estados Unidos.

Vale notar que esse crescimento reflete o movimento de estocagem do novo distribuidor local, e ainda não nos diz se a estratégia está se refletindo em maiores vendas para o consumidor final (sell-out). Ainda assim, o elevado volume mostra alguma confiança do Eastman (parceiro local) com essa nova empreitada.

Ainda em Internacional, apesar de ter apresentado crescimento menos expressivo que os EUA, as vendas na Europa (+29%) mostram cada vez mais resultados positivos dos esforços recentes de marketing e logística.

No Brasil, o volume de pares vendidos apresentou retração de 2,2%, o que entendemos apenas como um ajuste de estoques da cadeia. Mais importante que isso é o avanço de +7,8% do sell-out, que inclusive permitiu um ganho de +3 p.p. de share no canal alimentar, para 78%, e em especializado (melhor margem) que, de acordo com os executivos, deve ter alcançado 45%.

Principais números do 4T25 da Alpargatas

Com evolução no mercado internacional e melhora de mix de produtos e canais no Brasil, a receita consolidada saltou +11,8% no 4T25, para R$ 1,3 bilhão.

A eficiência de custo dos produtos vendidos (-16,9% vs 4T24) e melhoria do mix, resultou em um salto de +17,7% no lucro bruto ajustado (excluindo os ajustes de write-off do 4T24) e +2,5 p.p. de margem bruta ajustada. Mesmo com entregas relevantes em termos de diluição de gastos, os executivos acreditam que podem mostrar melhorias adicionais de margem com novas ações de produtividade.

Por outro lado, vimos um aumento maior do que o esperado na linha de despesas, especialmente com marketing, que acabaram se concentrando no 4T25. Com isso, o ebitda ajustado subiu +5,4%, para R$ 211,2 milhões, mas a margem caiu -1 p.p. frente ao 4T24 (ajustada pelas baixas de estoques ocorridas naquele trimestre). Por fim, o lucro líquido da Alpargatas atingiu R$ 197,3 milhões vs R$ 2,1 milhões no 4T24.

Na Rothy’s, a operação foi impactada pelas tarifas de importação chinesa dos Estados Unidos – receita mostrou queda de -2,8% para US$ 75,9 milhões e as margens foram pressionadas, embora a linha final ainda tenha sido beneficiada por reconhecimento fiscal de prejuízos acumulados.

Para melhorar a estrutura de capital, a companhia realizou a redução de capital e distribuição de proventos no 4T, que somaram R$ 1,1 bilhão. Mesmo assim, o endividamento segue em níveis saudáveis com alavancagem em 0,8x dívida líquida/ebitda.

Petróleo, ganho de share e como se posicionar em ALPA4

Após a forte disparada do petróleo, os executivos também aproveitaram a oportunidade para minimizar impacto nos custos com matéria-prima. Eles informaram que a companhia tem estoque suficiente para cobrir a demanda no primeiro semestre, e não veem risco de suprimento no curto prazo já que o despacho vem do Atlântico. Ainda assim, continuaremos acompanhando de perto esse tema.

Seja como for, o 4T25 da Alpargatas mostrou sinais mais concretos de evolução da operação internacional, que deve ser sua próxima grande avenida de crescimento. Além disso, no Brasil a companhia não apenas tem defendido sua enorme participação de mercado como ainda tem ganhado share, com boa gestão de mix e canais.

Por 11,7x lucros e 6,3% de dividend yield esperados para 2026, a ação ALPA4 permanece com recomendação de compra.

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Como foi o 4T25 da B3 (B3SA3)? Confira se vale a pena investir nas ações da Bolsa de Valores do Brasil

4 de Março de 2026, 14:36

A B3 (B3SA3) reportou seu resultado do 4T25 com um crescimento interessante de receita e margens, mas com impacto na linha final por conta de alterações contábeis de imposto. Mesmo com juros ainda elevados, a B3 apresentou um bom crescimento de top-line no 4T25, reforçando o benefício do seu portfólio diversificado, mas que também soube aproveitar a recente virada positiva da Renda Variável.

Destaques da B3 no balanço do 4T25

Os grandes destaques do trimestre foram as receitas de Soluções para Mercados (+26,7%) e Analíticas de Dados (+19,6%), com o avanço dos produtos de análise do mercado, aumento de venda de veículos e financiamento. Além disso, dentro de Mercados, Renda Fixa mostrou um aumento relevante de +34%.

No consolidado, a companhia reportou uma receita total de R$ 3,0 bilhões, alta de +10,6% frente o 4T24. Com um menor avanço das despesas ajustadas (+4,7% vs 4T24) por conta de redução de gastos com pessoal, consultorias e melhor calendário de projetos, que reduziu a linha de tecnologia, o ebitda recorrente somou R$ 1,8 bilhão com margem de 69%, avanços anuais de +14,5% e +1,75 p.p., respectivamente.

O maior saldo em caixa e juros mais altos na comparação anual levaram o resultado financeiro a um saldo positivo de R$ 95,2 milhões. Entretanto, as atualizações contábeis de imposto sobre o ágio impactaram a linha final, que marcou R$ 907,8 milhões (-23%). Sem esses impactos, o lucro líquido recorrente teria alcançado R$ 1,5 bilhão, alta de +21,9% na comparação anual e acima das expectativas.

Ações B3SA3: compra ou vende?

Mais uma vez, a companhia provou os benefícios de um portfólio diversificado, sem perder os benefícios de uma virada de ciclo para os ativos brasileiros. Com o início do corte de juros, a Renda Variável deve voltar a ganhar destaque nos próximos trimestres – inclusive os dados de janeiro já indicam um avanço interessante dessa linha. B3 segue com recomendação de compra na Empiricus Research.

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