A partir desta segunda-feira (22), 7 ações listadas na Bolsa brasileira têm dividendos ou juros sobre capital próprio (JCP) programados para pagamento aos seus investidores. Para que você se mantenha bem-informado, preparamos um calendário completo, organizados por valores e datas de pagamento.
Porém, é preciso estar atento a dois pontos de grande importância:
“Data com” (data de corte): somente investidores que detinham posição nas ações até as datas informadas na tabela estão aptos a receber os pagamentos;
Tributação: JCPs estão sujeitos ao Imposto de Renda retido na fonte, à alíquota de 15%. Já os dividendos são tributados em 10% na fonte, isso quando ultrapassam o valor total de R$ 50 mil mensais.
Calendário de dividendos: 22 a 26 de junho
Empresa
Ticker
Tipo de provento
Valor bruto por ação (R$)
Data de pagamento
Data de corte
CPFL Energia
CPFE3
Dividendo
0,134
22/06/2026
29/04/2026
Equatorial Pará
EQPA3
Dividendo
0,134
22/06/2026
29/04/2026
Equatorial Pará
EQPA5
Dividendo
0,134
22/06/2026
29/04/2026
Equatorial Pará
EQPA6
Dividendo
0,134
22/06/2026
29/04/2026
Equatorial Pará
EQPA7
Dividendo
0,134
22/06/2026
29/04/2026
Eternit
ETER3
Dividendo
0,085
22/06/2026
30/03/2026
Petrobras
PETR4
JCP
0,313
22/06/2026
22/04/2026
Comgás
CGAS3
JCP
1,698
25/06/2026
15/06/2026
Comgás
CGAS3
Dividendo
2,289
25/06/2026
15/06/2026
Comgás
CGAS5
JCP
1,868
25/06/2026
15/06/2026
Comgás
CGAS5
Dividendo
2,518
25/06/2026
15/06/2026
Assaí
ASAI3
JCP
0,104
26/06/2026
06/01/2026
Banrisul
BRSR3
Dividendo
0,220
26/06/2026
12/06/2026
Banrisul
BRSR5
JCP
0,220
26/06/2026
12/06/2026
Banrisul
BRSR6
JCP
0,220
26/06/2026
12/06/2026
Sanepar
SAPR11
JCP
0,552
26/06/2026
30/12/2025
Sanepar
SAPR11
JCP
1,408
26/06/2026
30/06/2025
Sanepar
SAPR3
JCP
0,102
26/06/2026
30/12/2025
Sanepar
SAPR3
JCP
0,260
26/06/2026
30/06/2025
Sanepar
SAPR4
JCP
0,112
26/06/2026
30/12/2025
Sanepar
SAPR4
JCP
0,286
26/06/2026
30/06/2025
Quais as melhores ações pagadoras de dividendos da Bolsa? Confira recomendações no Empiricus+
Se você deseja otimizar ao máximo a busca por dividendos em sua carteira de investimentos, é preciso contar com uma curadoria das ações mais promissoras nesse sentido: e o Empiricus+ pode te ajudar com isso.
O Empiricus+ é o mais novo serviço de assinatura “streaming“, pelo qual você pode acessar as principais séries da casa e conhecer os papéis indicados para a sua carteira no momento atual.
Você, leitor desse texto, tem direito a testar o serviço por 30 dias gratuitamente, sem realizar nenhum compromisso financeiro inicial. Basta clicar no botão abaixo para liberar seu benefício:
A semana que se encerra nesta sexta-feira (19) trouxe desdobramentos relevantes ao mercado. Além da Super Quarta (que combinou decisões de juros do Copom, no Brasil, e do Federal Reserve, nos Estados Unidos), a assinatura de um acordo preliminar entre EUA e Irã pode ser um dos primeiros passos rumo ao fim do conflito no Oriente Médio.
No Brasil, o Copom optou por reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando-a aos 14,25% ao ano. A princípio, a combinação de possível fim da guerra e cortes nos juros pode parecer um bom sinal – mas é preciso dar alguns passos para trás e entender que há mais em jogo.
Para Matheus Spiess, estrategista da Empiricus, os efeitos da guerra podem perdurar, e uma pausa no ciclo de cortes da taxa Selic eventualmente virá.
“Do ponto de vista analítico, a pausa parece praticamente inevitável. A combinação entre inflação corrente elevada, expectativas desancoradas, fiscal mais ruidoso e bancos centrais globais mais duros reduz drasticamente o espaço para a continuidade do afrouxamento monetário.”
Cenário brasileiro: ‘fiscal mais ruidoso’ é protagonista das expectativas
Destrinchando os fatores trazidos pelo analista, o próprio cenário doméstico brasileiro contribui para que os cortes na Selic não perdurem.
O atual governo segue mantendo um histórico de contas públicas estouradas, que não ajuda em um contexto de inflação e juros altos por mais tempo.
Para Spiess, por mais que o acordo entre EUA e Irã ajude reduzir a pressão imediata sobre o petróleo e o câmbio, “o cenário segue desconfortável”, especialmente do ponto de vista fiscal, que “continua sendo o principal limitador de uma normalização monetária mais limpa”.
“Como é ano eleitoral, ninguém vai falar isso, mas é um problema que tem piorado”, afirma. O que traz ainda mais à tona a necessidade de um pacote de ajustes fiscais que, em sua visão, devem vir “obrigatoriamente” em 2027.
Além disso, a comunicação do Copom nesta última reunião pode ter trazido mais incertezas em relação às próximas decisões. Na intepretação de Spiess, “o Comitê parece desejar preservar espaço para eventuais cortes adicionais, caso o cenário permita”. O que, paradoxalmente, pode ser custoso para o câmbio e os vértices mais longos dos juros.
“Embora o Comitê tenha elevado a exigência para novas reduções de juros, preservou uma flexibilidade em sua função de reação, evitando condicionar de forma clara os próximos passos. Para parte do mercado, essa abordagem pode ser interpretada como um sinal de maior tolerância à desancoragem inflacionária, o que levanta questionamentos sobre a credibilidade futura da política monetária”.
Segundo o último boletim Focus, publicado na segunda-feira (15), expectativas do mercado giram em torno de uma Selic terminal a 13,75% em 2026. Vale monitorar se haverá alguma mudança nas perspectivas nos próximos dias.
Cenário global: juros podem permanecer mais altos globalmente, mesmo com o possível fim da guerra
Além do cenário doméstico, Spiess reforça que a decisão do Copom vem em um período em que as principais economias globais possivelmente caminham na contramão: endurecendo o tom. Isso porque, por mais que o conflito no Oriente Médio acabe, ele “não devolve o mundo ao conforto monetário anterior à crise”, diz o analista.
O chamado “G4 dos bancos centrais” (EUA, Japão, Reino Unido e Zona do Euro) podem acabar por “validar um regime global de juros mais altos por mais tempo”, segundo o analista.
A Zona do Euro elevou seus juros pela primeira vez desde 2023 na quinta-feira passada (11) e, na última quarta-feira (17), o Federal Reserve (Fed) manteve a taxa de juros dos EUA no intervalo entre 3,50 e 3,75%, com parte dos membros do comitê prevendo pelo menos uma decisão pela elevação dos juros ainda em 2026.
“A paz reduz a probabilidade de um choque de oferta, mas não apaga o legado inflacionário. Energia mais cara se espalha pelo frete, pelos custos industriais, pela produção de alimentos, pelas tarifas de serviços e, sobretudo, pelas expectativas. Um choque desse tipo deixa de ser apenas um evento de mercado e passa a contaminar a formação de preços de maneira mais ampla. Por isso, o alívio em Ormuz não entrega, por si só, uma folga automática aos bancos centrais.”
Onde e como investir em um cenário global tão incerto?
Esse é um cenário que pede por mais cautela do que o usual na hora de escolher onde investir. Mas não significa que o investidor precisa, necessariamente, tomar decisões sozinho, sem orientação profissional.
Matheus Spiess é um dos responsáveis pela Empiricus Megatendências, carteira recomendada criada para em um mundo em constante transformação, que exige investimentos feitos de forma tática.
“A estratégia parte da identificação de principais mudanças em curso – sejam tecnológicas, geopolíticas e econômicas – para direcionar a alocação a setores, regiões e temas que tendem a se beneficiar dessas transformações”, afirma o analista. A atual seleção da Empiricus Megatendências traz ativos voltados para temas como:
Commodities;
Corrida aeroespacial;
Inteligência Artificial (IA);
Dentre outros.
Você está convidado a conhecer, na íntegra, o relatório completo com todas as indicações da carteira no momento. Ele está disponível no BTG Content, a plataforma de conteúdos do BTG Pactual.
Além disso, por meio da plataforma do banco, você também pode investir nos ativos recomendados de forma 100% automática.
Isso mesmo: você não precisa buscar os ativos “a dedo” em sua corretora. Com alguns cliques, o BTG faz o trabalho para você – inclusive de rebalanceamento e troca de ativos, quando necessário.
Para acessar o conteúdo e saber mais, é só clicar no botão abaixo.
DISCLAIMER: Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability).
São tempos difíceis para o Ibovespa. O índice, que bateu sua máxima histórica de 199 mil pontos em abril, passou a despencar logo em seguida, salvo alguns momentos pontuais de otimismo.
Foi o caso do pregão da segunda-feira (15), no qual chegou a bater 174 mil pontos no pico intraday, surfando o bom humor do mercado após o anúncio de um acordo entre os EUA e o Irã no domingo (14). No entanto, o Ibovespa voltou a recuar e negociava na casa dos 169 mil pontos até o fechamento deste texto, na terça-feira (16).
Ou seja, a princípio, pode parecer que nem os sinais de uma resolução no Oriente Médio sejam o suficiente para sustentar a Bolsa brasileira. Será mesmo?
Para os analistas da Empiricus Research, há motivo para acreditar em uma recuperação do índice – até mesmo de volta à casa dos 190 mil pontos, como vimos em abril. Porém, essa recuperação depende da convergência de alguns fatores em especial.
Entenda os fatores que podem contribuir para uma ‘volta por cima’ do Ibovespa
“Somando a contribuição de valuation e fundamentos, e supondo que a guerra vai finalmente se resolver, podemos imaginar o Ibovespa voltando rapidamente para um patamar de 180 a 190 mil pontos”, afirmam os analistas em relatório da última sexta-feira (12).
A partir dessa afirmação, podemos destrinchar os gatilhos que, se alinhados, podem contribuir para a “volta por cima” do Ibovespa.
Fim do conflito no Oriente Médio
Como falamos anteriormente, o Ibovespa pareceu não sustentar um pregão inteiro de alta com o anúncio de um acordo entre EUA e Irã, que pode, enfim, apontar para o fim da guerra no Oriente Médio. Mas vale lembrar que o fim das tensões pode ser um processo longo.
O conflito trouxe um sentimento generalizado de aversão ao risco nos mercados. Seu fim pode ainda não trazer normalização imediata. “Seria praticamente impossível alcançar um acordo rápido diante de um contexto tão complexo de direitos e deveres entre as partes”, afirmam os analistas.
Mas, aos poucos, investidores podem recuperar otimismo e reduzir o foco em posições mais defensivas, o que pode contribuir para a valorização dos ativos brasileiros.
“Contribuição” de valuation e fundamentos
O mercado brasileiro, referência em teses de commodities, tornou-se de grande interesse de estrangeiros após o início da guerra, especialmente após retirarem capital de teses ligadas ao mercado norte-americano. Inclusive, esse foi um dos principais gatilhos que carregaram a alta do Ibovespa alguns meses atrás.
Para os analistas, uma possível “ressaca” nas teses ligadas à inteligência artificial (IA) – que tem movido o otimismo de mercado nos EUA – pode “ser bom para o Kit Brasil”, considerando que poderia contribuir um retorno do fluxo estrangeiro ao país. Isso “salvo o caso de espraiamento sistêmico”, ou seja, de algum problema que afete os mercados globais de forma geral.
O valuation também entra como um ponto forte da bolsa brasileira. Em diversas ocasiões, os analistas da Empiricus reforçam a perspectiva de que os ativos brasileiros estão atualmente descontados, especialmente na ausência de fluxo comprador.
Inclusive, picos positivos recentes, como o visto no pregão da última quinta-feira (11), “não teriam acontecido se as ações brasileiras não estivessem negociando a múltiplos tão atrativos”, afirmam.
“O mercado local está bem-posicionado em fundamentos para captar esse fluxo gringo quando ele estiver pronto para voltar, e agora está bem-posicionado em valuation também”.
Empiricus+: com ou sem rali do Ibovespa, saiba como posicionar sua carteira de investimentos
O investidor bem-posicionado, dentro das estratégias corretas, pode otimizar os retornos de sua carteira independentemente do que acontecer com o Ibovespa nos próximos meses.
Os analistas da Empiricus estão sempre à postos para recomendar e atualizar suas recomendações de investimento, de acordo com cada passo que o mercado e a conjuntura geopolítica dão.
Se você está em busca desse tipo de apoio para seus investimentos, está convidado a conhecer o Empiricus+.
O Empiricus+ é a nova modalidade de assinatura “streaming” da casa. Em uma única plataforma, e de uma só vez, você tem acesso às principais recomendações do momento em:
Ações;
BDRs;
Fundos Imobiliários;
Estratégias de renda extra;
E muito mais.
Todos os leitores deste texto têm direito a um teste gratuito de 30 dias da plataforma. É uma chance de conhecer tudo o que a Empiricus tem a oferecer sem realizar nenhum compromisso financeiro inicial.
Para liberar seu benefício, basta clicar no botão abaixo e seguir as instruções na tela:
Nesta semana que se inicia, 8 ações listadas na bolsa brasileira têm dividendos ou juros sobre capital próprio (JCP) agendados para cair na conta de seus acionistas. Para que você fique ligado, preparamos um calendário completo com valores previstos por ação, além da ordem de pagamentos por data.
Porém, vale lembrar que investidores devem estar atentos a dois pontos:
“Data com” (data de corte): somente investidores que detinham posição nas ações até as datas informadas na tabela estão aptos a receber os pagamentos.
Tributação: JCPs estão sujeitos ao Imposto de Renda retido na fonte, à alíquota de 15%. Já os dividendos são tributados em 10% na fonte, isso quando ultrapassam o valor total de R$ 50 mil mensais.
Agenda de dividendos: 15 a 19 de junho
Empresa
Ticker
Tipo de provento
Valor bruto por ação
Data de pagamento
Data de corte
Habitasul
HBTS3
Dividendo
1,833
15/06/2026
24/04/2026
Habitasul
HBTS5
Dividendo
2,016
15/06/2026
24/04/2026
Simpar
SIMH3
Dividendo
0,171
15/06/2026
03/06/2026
Suzano
SUZB3
Dividendo
0,003
15/06/2026
29/04/2026
Taurus
TASA3
Dividendo
0,003
15/06/2026
29/04/2026
Taurus
TASA4
Dividendo
0,003
15/06/2026
29/04/2026
TPI Triunfo
TPIS3
Dividendo
0,548
15/06/2026
30/12/2025
Vitru Brasil
VTRU3
Dividendo
0,025
18/06/2026
30/04/2026
Banco da Amazônia
BAZA3
Dividendo
3,995
19/06/2026
09/06/2026
Banco da Amazônia
BAZA3
JCP
7,947
19/06/2026
09/06/2026
WLM Participações
WLMM3
JCP
0,260
19/06/2026
10/06/2026
WLM Participações
WLMM4
JCP
0,286
19/06/2026
10/06/2026
Quais as melhores ações para buscar dividendos? Conheça as principais recomendações do momento no Empiricus+
O fato de uma empresa distribuir dividendos recorrentes aos seus acionistas não indica, necessariamente, que ela esteja entre as melhores pagadoras de dividendos da bolsa.
E se você deseja conhecer, de fato, as ações mais promissoras para quem busca bons dividendos na conta, o Empiricus+ veio para te ajudar.
O Empiricus+ é o mais novo serviço de assinatura “streaming“, pelo qual você pode acessar as principais séries da casa.
Você, leitor desse texto, tem direito a testar o serviço por 30 dias gratuitamente, sem realizar nenhum compromisso financeiro inicial. Basta clicar no botão abaixo para liberar seu benefício:
A energia nuclear não é um tema tão frequentemente discutido entre os brasileiros. A depender do contexto, o assunto pode ser até um pouco estigmatizado. Porém, essa discussão voltou ao radar global, em tempos de guerra no Oriente Médio.
Com os conflitos entre EUA e Irã e o bloqueio do Estreito de Ormuz, o mundo ficou exposto a uma vulnerabilidade: sua grande dependência dos insumos de energia gerados e exportados pela região.
Enquanto isso, a demanda global por eletricidade não para de crescer, principalmente com o avanço da inteligência artificial e dos veículos elétricos. Para atender essa alta demanda em um mundo conflituoso, a energia nuclear voltou a ser mencionada como uma alternativa viável.
Mas por que energia nuclear, especificamente? E o mais importante: o que isso significa para o investidor brasileiro, que já está mais acostumado com outras teses de energia, como o petróleo?
Esse é o tema do Empiricus Podca$t deste sábado (13), que já está no ar. Assista na íntegra:
Os três fatores que justificam o retorno energia nuclear ao radar global
Segundo Jean Miranda, analista de commodities do BTG Pactual, o mercado de energia nuclear vinha “relativamente estagnado” nas últimas três décadas. O resgate de sua relevância se dá por “três ondas de longo prazo e duração” que “tendem a impactar o mercado positivamente”:
Alta demanda por energia em meio à corrida pela IA;
Transição energética;
Segurança energética em um cenário geopolítico estressado.
Tratando-se de inteligência artificial (IA), os analistas reforçam que “a IA precisa de energia limpa”, mas a energia eólica, por exemplo, é intermitente demais para atender a demanda com maior eficiência.
Já no âmbito geopolítico, em um mundo conflituoso, com a oferta de petróleo posta em xeque, “segurança energética se torna o eixo estratégico mais relevante”, segundo Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Research, que conclui:
“O mundo, por muito tempo, buscou eficiência, mas hoje está se reorganizando em torno de segurança. Alimentar, cibernética e energética”.
Energia nuclear também é parte essencial da transição para energia ‘verde’
“A energia nuclear é uma energia verde. Não é sustentável, por causa do urânio, mas é verde”, afirma Spiess. “Se você quiser migrar sua matriz econômica para energias verdes, vai precisar dela”.
Para o analista, a energia nuclear está no “mote de diversificação energética” global, e não pode ser ignorada. “É fundamental que você tenha mecanismos de farta geração de energia. Faz parte da corrida pela inteligência artificial. Ela entra justamente nessa dinâmica”.
Como o brasileiro pode se expor a uma tese aparentemente ‘distante’ do nosso mercado?
“Parece distante, mas há maneiras fáceis de aplicar esse dinheiro nessa temática”, afirma Spiess, que indica a facilidade de acesso ao mercado global atualmente.
É possível encontrar investimentos temáticos ligados ao urânio, principal matéria-prima da energia nuclear, por meio de contas internacionais disponibilizadas por bancos e corretoras brasileiras. Eventualmente, para os analistas, é um tema do qual o investidor não poderá fugir.
“Quando olhamos no longuíssimo prazo, é um assunto que o mundo não pode contornar. Vamos continuar vendo esses investimentos de forma crescente”, afirma Jean Miranda.
Para acompanhar a conversa na íntegra, e conhecer as recomendações de investimento dos analistas dentro do tema, clique no vídeo abaixo:
Os primeiros meses de 2026, no Brasil, foram marcados por otimismo com a Bolsa, vendo o Ibovespa atingir a máxima histórica de quase 200 mil pontos em abril, além do início de um ciclo de corte de juros amplamente esperado.
Porém, chegamos à metade de junho em um cenário totalmente diferente: o Ibovespa já caiu 15% desde o seu topo, e os cortes na taxa Selic, agora, é posto em xeque por grande parte do mercado.
A “culpa” dessa mudança de humor frequentemente recai sobre o conflito no Oriente Médio, que desencadeou pressão inflacionária e aversão ao risco ao redor do mundo. Mas para Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Research, não se pode descartar que, tratando-se de Brasil, o maior peso nas incertezas econômicas vem de dentro de casa.
“Não faz sentido o Brasil ter juros tão altos assim, e só os tem por conta de um fiscal desequilibrado“, afirma o analista, que discutiu o assunto em participação no programa Giro do Mercado, do Money Times, na última quarta-feira (10).
IPCA + 8% pode ser ‘risco de calote’?
Enquanto a inflação pressionada dá as caras, as expectativas de juros se deterioram, e a Bolsa é tomada por aversão ao risco, é possível encontrar títulos públicos negociados a uma taxa de IPCA + 8% ao ano de retorno – o que costuma chamar a atenção dos investidores em renda fixa.
Mas, antes que essas taxas sejam consideradas exclusivamente como oportunidades de alta atratividade, é preciso reforçar que, mais uma vez, há um “recado maior” nas entrelinhas, e ele não vem diretamente da guerra:
“O fato de termos títulos longos do governo brasileiro oferecendo IPCA + 8% ao ano não é sustentável, não é normal, não é saudável, e já começa a embutir um prêmio de risco de calote.”
O problema nas entrelinhas que ‘ninguém vai te contar’, segundo analista
“O Banco Central hoje, na falta de uma âncora fiscal que o governo fracassou em apresentar, faz um trabalho duplo, que tem um custo muito elevado para a economia real brasileira. Por conta da pressão inflacionária da guerra, mas por conta da irresponsabilidade fiscal doméstica também.”
O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que fica encarregado de conduzir os juros de acordo com os dados de inflação e riscos iminentes, pode acabar pausando o ciclo de cortes na Selic por um tempo.
Nos primeiros meses do ano, o mercado falava em uma Selic terminal de, possivelmente, 12% ao ano. Agora, novos cortes não estão descartados, mas podem ser de menor magnitude que as primeiras projeções.
Segundo dados do último Boletim Focus, da segunda-feira (8), as expectativas atualizadas projetam uma Selic terminal a 13,25% ao ano. “E eu ainda acho otimista”, afirma Spiess. “Se chegar a 14% na conjuntura atual, já é lucro”.
Diferentemente do final de 2024, por exemplo, quando o assunto estava mais em voga, a pauta do ajuste fiscal no Brasil acabou levemente ofuscada por temas como guerra e eleições. Porém, o atual governo segue mantendo um histórico de contas públicas estouradas, que não ajuda em um contexto de inflação e juros já em apuros.
“Continua sendo um problema gigantesco no Brasil”, afirma. “Como é ano eleitoral, ninguém vai falar isso, mas é um problema que tem piorado”. O que traz ainda mais à tona a necessidade de um pacote de ajustes fiscais.
Para o analista, o ajuste deve vir necessariamente em 2027, independentemente da manutenção do atual governo ou da eleição de um candidato de oposição.
E o Oriente Médio: saldo do conflito deve continuar ‘respingando’ nas economias?
“Devemos ver primeiro um vetor na inflação, que deve piorar enquanto não tivermos certeza de quão longo o conflito será. Depois, por conta de uma política monetária mais contracionista.”
Spiess acredita em uma normalização do conflito no Oriente Médio em breve, apesar da “confusão” das comunicações dos gabinetes de governo, tanto da parte dos Estados Unidos quanto do Irã.
Para o analista, as negociações mais recentes devem levar a um acordo “para inglês ver”, que sirva, pelo menos, para liberar o Estreito de Ormuz no curto prazo. Mas que não seria o suficiente para baratear o preço do barril de petróleo, que deve carregar um prêmio geopolítico, ainda, pelos próximos anos.
“Você já ‘disruptou’ a cadeia permanentemente, vai demorar anos para reconstruir a infraestrutura destruída”, afirma. O prêmio de risco deve ser carregado “até que haja uma maior diversificação geográfica e energética dos agentes econômicos, aos moldes do que aconteceu na década de 1970”.
Uma parte da oferta de petróleo do Oriente Médio já está sendo escoada por alternativas geográficas para o resto do mundo, mas uma parte deve seguir inevitavelmente dependente de Ormuz.
Diante de tudo isso, onde investir nesse cenário?
Mesmo com um cenário incerto, isso não significa que o investidor deve se preocupar além do necessário. Por meio das estratégias adequadas, é possível se posicionar em ativos que estejam preparados tanto para proteger sua carteira quanto para buscar lucros.
Matheus Spiess e os demais analistas da Empiricus, especialistas no assunto, estão atentos à conjuntura atual para trazer uma curadoria de recomendações de investimento preparadas sob medida para o momento de mercado.
E você pode conhecer todas elas por meio do Empiricus+, a modalidade de assinatura “streaming” da casa. No Empiricus+, você tem acesso às principais recomendações em:
Ações;
BDRs;
Fundos Imobiliários;
Estratégias de renda extra;
E muito mais.
Você, leitor deste texto, tem direito a testar a plataforma gratuitamente por 30 dias. Basta se cadastrar nesse link, ou clicar no botão abaixo, para liberar o benefício.
Essa é uma cortesia especial da Empiricus para você. É só seguir as instruções na tela:
Se você deseja dar um passo além em sua jornada no mercado financeiro, seja como investidor ou na carreira profissional, está convidado a conhecer o M3 Club, comunidade exclusiva liderada pelo Market Makers. O clube, que aceita apenas uma quantidade restrita de membros, reabrirá vagas em caráter excepcional a partir do dia 22 de junho.
O Market Makers é um hub que oferece soluções financeiras, como cursos, pesquisas de mercado e produção de conteúdo: os podcasts da casa, por exemplo, alcançam cerca de 7 milhões de pessoas mensalmente. Muitos conhecem o Market Makers por meio dos conteúdos nas plataformas digitais, mas o M3 Club eleva essa experiência para além da internet.
Conheça vantagens exclusivas de quem é sócio do M3 Club
O coração da proposta do M3 Club está no networking – uma das principais forças motrizes do sucesso de qualquer pessoa no mercado financeiro.
Muitas vezes, um bom networking e acesso prioritário a certas ideias pode parecer se restringir a um círculo restrito de bankers e investidores na Faria Lima. O M3 Club vem para abrir esse acesso a outros investidores que, onde quer que estejam, desejam fazer parte desse grupo que “chega primeiro e bebe água limpa”.
Por meio de conteúdos e eventos exclusivos, os sócios do clube podem trocar experiências com grandes gestores e C-levels do mercado, discutindo negócios e recebendo ideias de investimento em primeira mão com quem entende do assunto.
“O M3 Club é a experiência definitiva e personalizada do Market Makers. Em vez de simplesmente assistir a um episódio e comentar, você pode interagir pessoalmente, mandar um WhatsApp e até mesmo almoçar ou fazer uma viagem com as mentes mais brilhantes do mercado financeiro”, afirma Murilo Ribeiro, diretor do M3 Club.
Acesso a viagens internacionais de aprofundamento e negócios;
Contato direto com mais de 30 gestores do mercado financeiro;
Eventos presenciais, online e sob demanda;
Networking com outros investidores pessoa física de alto nível;
Recomendações exclusivas de investimento.
Membros do M3 Club em evento presencial (Imagens: Market Makers)
Quem são os nomes por trás do M3 Club?
Além de Murilo Ribeiro, diretor do M3 Club, os novos sócios também serão recebidos por Thiago Salomão e Matheus Soares, fundadores do Market Makers.
Thiago Salomão é analista de investimentos CNPI-P, tem MBA em Mercados Financeiros na Fipecafi e na UBS/B3. Antes de fundar o Market Makers, foi editor-chefe do InfoMoney, analista de ações na Rico Investimentos, e co-fundou o podcast Stock Pickers.
Matheus Soares é o analista responsável pela Carteira Market Makers de Ações. Antes de fundar o Market Makers, já tinha experiência com análise fundamentalista e cobertura de small caps. Também é certificado no curso de Value Investing da Columbia Business School.
Aqui, vale lembrar que as novas vagas para o M3 Club reabrem no dia 22 de junho, mas são limitadas. O clube, que já possui um número restrito de membros, distribuirá as vagas remanescentes somente a partir de uma lista de espera prévia, direcionada a quem estiver realmente comprometido a conhecer a proposta de perto.
Inscreva-se na lista prioritária para entrar no M3 Club; vagas serão disponibilizadas em 22 de junho
Caso você esteja interessado em participar do clube, precisa se registrar na lista de espera que mencionamos anteriormente.
Após registrar seu interesse, você receberá um convite para um evento online e gratuito no dia 22 de junho, a partir das 19h, no qual o M3 Club será apresentado oficialmente – e as vagas disponíveis serão liberadas.
Para acessar a lista de espera, basta clicar no botão abaixo e seguir as instruções na tela. O registro inicial na lista, e a participação no evento, são gratuitos.
Após o rali de 2025, o mercado de criptomoedas desceu do topo até se manter em tendência de lateralização durante boa parte desse primeiro semestre de 2026.
Dentre os principais motivos, destacam-se a aversão ao risco desencadeada pela guerra no Oriente Médio, o ritmo mais lento dos avanços regulatórios do mercado cripto nos EUA, além da realização de lucros em massa após as altas históricas.
O Bitcoin (BTC), que chegou a atingir US$ 126 mil – sua máxima histórica – no dia 6 de outubro, era negociado em cerca de US$ 65 mil até o fechamento deste texto, na tarde de quarta-feira (3).
A visão do mercado, atualmente, está muito longe dos níveis vistos cerca de seis meses atrás. “Estamos na ‘bacia das almas’ do bear market”, afirma Valter Rebelo, head de pesquisa com criptoativos da Empiricus Research.
Porém, justamente em meio ao período turbulento, no último dia 15 de abril, nasceu a Crypto Momentum: carteira recomendada da Empiricus cujo objetivo é buscar retornos em qualquer cenário de mercado, por meio de criptoativos selecionados. E, até agora, é o que tem ocorrido na visão acumulada.
Crypto Momentum: entenda como carteira buscou retornos acima do Bitcoin (BTC)
Desde o seu início, em 15 de abril, até o dia 1º de junho, a carteira Empiricus Crypto Momentum acumula um retorno positivo de 4,81%.
A título comparativo, o bitcoin (BTC) fechou o mesmo período em queda de 0,82%. O NCI (Nasdaq CME Crypto Index, índice usado para mensurar o desempenho do mercado cripto) também fechou esse intervalo em queda de 1,21%, refletindo o bear market.
Fonte: Empiricus Crypto
Apesar de retornos passados não serem garantia de retornos futuros, e o mercado cripto não deixar de ter seus riscos, o resultado não deixa de ser notável. E grande pergunta é: qual o segredo por trás do bom desempenho? Responsável pela carteira, Valter Rebelo explica alguns detalhes por trás da estratégia.
1. Acompanhar as tendências de mercado…
“Quais ativos eu compro? Os líderes de cada momento”, afirma. “A carteira é sistemática, não discricionária. Ela seleciona ativos pelo momentum, ou seja, pelo que o mercado já está comprando com força. A cada 30 dias, o modelo reavalia a força relativa: quem perdeu momentum sai; quem ganhou, entra. Um ativo negativo hoje pode voltar no próximo ciclo se a tendência mudar.”
Mas por que comprar o que já está em tendência de alta? “A intuição é a mesma de uma corrida de 10 km: quem correu os primeiros 5 km mais rápido, na média, tende a correr os outros 5 km mais rápido também. Tendências costumam persistir, e isso tem evidência tanto acadêmica quanto empírica”.
2. …E nem sempre as tendências acompanham o Bitcoin
Apesar de o Bitcoin ainda ser considerado uma espécie de “barômetro” do mercado cripto, nem sempre as moedas em tendência estão diretamente correlacionadas a ele. Por isso, a carteira pode buscar boa performance mesmo quando o BTC parece não desempenhar.
“Eu compro o que está em tendência contra o Bitcoin, não o que simplesmente sobe junto”, afirma Rebelo.
3. Respeitar níveis de risco por ativo
Uma questão é, também, saber exatamente quanto alocar em cada ativo em especial: “A carteira aloca respeitando um teto de volatilidade semelhante ao do Bitcoin, de modo que nenhum ativo isolado contribua com risco de maneira desproporcional”, afirma.
“O tamanho da exposição é tático: quando o Bitcoin está em tendência de alta, a carteira amplia a volatilidade para capturar mais retorno. Quando o ambiente não favorece, ela tira risco da mesa: vai 80% para dólar, e mantém apenas uma pequena posição em BTC.”
O que esperar do desempenho da carteira no futuro próximo?
Aqui, vale destacar que o contexto global segue rodeado de incertezas, especialmente em torno do “efeito dominó” que se iniciou com a guerra no Oriente Médio e agora pressiona índices de inflação e perspectivas de juros ao redor do mundo – o que também afeta o fluxo do mercado cripto.
“Crescimento, inflação e liquidez são as três variáveis das quais nunca tiramos os olhos, especialmente porque cripto é a classe de ativos de risco mais sensível à liquidez”, afirma. Porém, o especialista indica que a carteira segue preparada para lidar com qualquer cenário:
“A beleza de uma carteira sistemática é que eu não preciso ter uma visão forte sobre isso para ela funcionar. Se o mercado lateralizar, a carteira busca os ativos com maior momentum ou permanece em caixa dolarizado. Se o mercado cair de forma consistente, ela vai para caixa. Se romper para cima, amplia a exposição. O fio condutor é simples: em qualquer um desses cenários, a carteira não precisa que eu acerte o gatilho. Meu trabalho é manter o método funcionando e ser transparente sobre os riscos.”
Relatório completo da carteira Empiricus Crypto Momentum está disponível; saiba como acessá-lo
Se você deseja conhecer a carteira Empiricus Crypto Momentum na íntegra, ela está disponível por meio do BTG Content – plataforma online de conteúdos do BTG Pactual.
Acessando a plataforma do banco, você pode conferir o relatório completo da carteira, e conhecer de perto a tese por trás de todos os ativos que a compõem no momento.
Caso não tenha cadastro na plataforma, o banco dá a oportunidade de testar o BTG Content e usufruir de todos os relatórios e recomendações oferecidos por 30 dias gratuitos.
O acesso é bem simples: basta fazer um cadastro rápido, com poucos cliques, pelo link disponibilizado no botão abaixo.
DISCLAIMER: Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability).