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LIQB11: Como um ETF de títulos públicos pode apresentar o mundo da bolsa de valores aos investidores focados em renda fixa

12 de Agosto de 2026, 16:00

A renda fixa domina de forma esmagadora o comportamento do investidor brasileiro. Segundo dados da Anbima, a classe respondeu por 59% de todo o volume de investimentos feitos no país em 2025: R$ 5,14 trilhões movimentados.

O raciocínio faz sentido se considerarmos que, com juros elevados no país, essa é uma forma de fazer seu capital render a uma taxa atrativa e, ao mesmo tempo, com riscos muito menores do que os encontrados na renda variável.

Ao mesmo tempo em que o Ibovespa é amplamente citado nos noticiários e mídias sociais, parece que grande parte da população prefere não chegar perto da bolsa de valores, evitando qualquer tipo de risco mais explícito para seu patrimônio.

E se estamos falando de um investidor com perfil conservador, ou que não possui nada além de sua reserva de emergência, alocá-la na renda fixa é, de longe, a escolha mais sábia. Não é recomendado ultrapassar seus próprios limites.

Porém, tratando-se de investidores de perfil mais arrojado e com mais capital disponível para investir, mantê-lo exclusivamente na renda fixa pode ter um custo implícito: menos diversificação, com uma carteira exposta a apenas um tipo de risco, e a perda de grandes oportunidades de multiplicação de patrimônio em outros mercados.

Mas e se apresentássemos uma forma de colocar um “pezinho” na bolsa, pelo menos para conhecer esse mercado na prática, mas sem tomar riscos muito agressivos?

Investir na renda fixa na bolsa de valores: conheça o LIQB11 e suas vantagens frente ao mercado

Para quem quer conhecer o universo da renda variável, mas inicialmente sem assumir exposição a ativos de alto risco, é possível unir o útil ao agradável por meio de uma proposta inovadora no mercado brasileiro.

Ao mesmo tempo, a proposta também pode se aplicar a investidores que já possuem capital aplicado na bolsa, mas não querem sair dela em busca de uma oportunidade que combine diversificação com exposição à renda fixa.

O ETF LIQB11, lançado em julho deste ano, chegou ao mercado buscando ajudar investidores:

  • Que querem comprar uma cesta de ativos de renda fixa, mas sem sair da bolsa de valores;
  • Com menos propensão ao risco na renda variável;
  • Com pouca ou nenhuma experiência na bolsa.

ETFs são exchange-traded funds, na sigla em inglês. Ou seja, uma categoria de fundos de investimento que são negociados na bolsa, como se fossem ações.

Mas ao invés de investir na ação de uma empresa, um ETF representa uma cesta de ativos. Essa cesta, consequentemente, pode conter ativos de qualquer mercado e, no caso do LIQB11, ela é composta de títulos públicos, atrelados à Selic ou ao IPCA.

LIQB11: Quais as vantagens de investir em um ETF de renda fixa?

Essa combinação de renda fixa com bolsa pode até parecer inusitada à primeira vista, mas pode fazer bastante sentido quando entendemos as demais vantagens de unir o melhor dos dois mundos.

  • Porta de entrada para a bolsa: O investidor aprende a mecânica do mercado de renda variável (como funciona um pregão), por meio de ativos com os quais ele já tem mais familiaridade (renda fixa);
  • Diversificação em um só lugar: o ETF não representa apenas um ativo, mas sim uma cesta de ativos de renda fixa por meio de um único ticker de negociação, diluindo riscos específicos de cada papel;
  • Gestão profissional: a curadoria de ativos do fundo é feita por gestores profissionais, e o investidor não precisa selecionar ativos um a um;
  • Praticidade operacional: comprar e vender como se fosse uma ação, sem precisar gerenciar vencimentos individuais ou renovar aplicações.

E quais os riscos de investir no LIQB11?

Precisamos ressaltar que não existe investimento livre de riscos, nem mesmo os de renda fixa. A diferença está na intensidade.

Como as cotas do LIQB11 são negociadas em bolsa, elas estão sujeitas às oscilações do pregão, além de também estarem expostas à marcação a mercado dos títulos da cesta.

Mas mesmo que o ativo não venha para eliminar riscos, ele pode ser uma alternativa eficiente para quem busca liquidez produtiva dentro de uma carteira diversificada.

Saiba mais sobre o LIQB11 com apenas alguns cliques

Nesse texto, apresentamos algumas informações essenciais sobre o LIQB11. Mas essa é apenas a ponta do iceberg.

Clicando no link ao final da matéria, você está convidado a conhecer mais sobre o ETF e seu funcionamento. Independentemente da decisão que você tomar para a sua carteira de investimentos, vale conferir.

É só seguir o link:

LIQB11: QUERO SABER MAIS SOBRE O ETF

Investimentos envolvem riscos e podem causar perdas ao investidor. Certifique-se dos riscos e se o investimento faz sentido para o seu perfil antes de investir. Não há garantia de retorno. Retornos passados não garantem retornos futuros.

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Mais cortes na Selic vêm aí? Tom ‘dovish’ do Copom e IPCA de julho podem dar dicas do que esperar; confira análise

12 de Agosto de 2026, 14:59

O corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, anunciado no dia 5 de agosto, pode não ser o último em 2026. Enquanto os dados de inflação (IPCA) mais recentes apontam para um viés de desaceleração, o Copom parece ter mantido a porta aberta para mais cortes nos juros na ata da sua última reunião, divulgada na última terça-feira (11) – segundo a Empiricus.

O comunicado veio em “um tom marginalmente mais dovish”, segundo Laís Costa, analista da casa. E “reconheceu a desaceleração da atividade, assim como as surpresas baixistas de inflação nas últimas leituras, embora tenha mantido o reconhecimento da desancoragem das expectativas futuras”.

Em semana pós-Copom, IPCA de julho trouxe ‘composição benigna’

Desde o início do conflito no Oriente Médio, e sua consequente pressão inflacionária em nível global, players do mercado, diversas vezes, revisaram para cima suas expectativas para a Selic terminal em 2026.

Mas as últimas leituras da inflação já vinham trazendo surpresas baixistas, que se consolidaram com a divulgação do IPCA de julho, que trouxe um avanço de 0,07%. O número veio levemente acima das expectativas do mercado, que giravam em torno de 0,01%. Mas segundo a analista, “embora o dado cheio tenha superado as estimativas, o indicador trouxe detalhes positivos para o cenário inflacionário doméstico”.

A analista indica uma “composição benigna” dos dados, que trazem deflação em setores como:

  • Bens não-duráveis, com destaque para alimentos in natura;
  • Vestuário, com sua maior deflação no período desde 2010;
  • Gasolina.

Quanto à gasolina, vale ressaltar que, apesar da alta do petróleo, alguns fatores contribuíram para um maior controle nos preços. A Petrobras (PETR4), por exemplo, anunciou reajustes de preço muito abaixo do esperado, graças a um incentivo pontual do governo federal.

Para este mês, a analista acredita que os preços administrados devem continuar contidos graças ao setor de energia. Com o bônus da Usina de Itaipu chegando, o saldo positivo das operações da companhia será repassado às contas de luz em agosto. Esse benefício deve reduzir não apenas os valores nas faturas, mas também os impactos do grupo nos dados de inflação.

Além do nível de “conforto” na inflação no curto prazo, é preciso considerar também as projeções para o chamado “horizonte relevante”, que vai até o 1º trimestre de 2028.

Neste caso, Laís Costa comenta que as projeções para o IPCA do 1T28 estão, atualmente, em 3,2% ao ano – o que “coincide com a precificação dos economistas e com a definição de inflação ‘em torno da meta’ do próprio BC”.

Essas são justamente as evidências que o Copom monitora de perto. Sinais de desaceleração na inflação podem servir de insumo para que a autarquia conduza um caminho de mais redução nos juros – isso de maneira muito generalista, visto que diversos outros fatores precisam ser considerados.

Copom deixou ‘portas abertas’ para mais um corte na Selic, segundo analista

A ata da última reunião destaca que o Copom “não deve reagir aos efeitos primários de choques de oferta, e que segue monitorando a evolução do cenário para manter a restrição adequada à convergência da inflação para a meta”, segundo a analista.

Porém, para a Empiricus, “o conjunto das alterações no documento mantém a porta aberta para a continuação do ciclo de cortes de juros em setembro”. O cenário-base da casa é de mais uma redução de 0,25 ponto percentual a partir da próxima reunião, marcada para os dias 15 e 16 de setembro. Assim, a Selic deve ir a 13,75% ao ano.

Demais players do mercado também acompanham essa visão. As opções de Copom negociadas na B3 na última quarta-feira (12) mostram uma sustentação da crença em mais um corte, enquanto um cenário de manutenção nos juros perdeu força nas últimas semanas.

Dashboard Público – Opções de Copom. Fonte: B3, consultada em 12/08/2026

Onde investir na renda fixa? Acesse relatório com 3 recomendações da Empiricus

Apesar do certo alívio de curto prazo, é preciso ressaltar que o cenário econômico ainda promete incertezas para os próximos meses.

Além das disrupções geopolíticas, que acompanham o conflito no Oriente Médio, o lado doméstico ganha ainda mais uma pitada de volatilidade por conta das eleições presidenciais, que acontecem em outubro.

Todos esses fatores são de grande relevância para investidores que querem montar uma carteira de renda fixa balanceada tanto para buscar retornos quanto para mitigar riscos.

Lais Costa preparou um relatório especial com três títulos de crédito privado que, em sua visão, são as apostas mais promissoras para quem se posicionar agora.

São títulos avaliados com qualidade, de empresas ligadas a setores promissores da economia, com retornos líquidos esperados de até IPCA + 11,18% ao ano. Taxas reais como essa são consideradas acima da média. A depender da trajetória de queda da Selic, a tendência é que não sejam mais ofertadas no mercado.

E o mais importante: todos os títulos recomendados pela analista são isentos de Imposto de Renda.

Fonte: Empiricus/BTG Pactual

O relatório completo está disponível para você por meio do BTG Content, a plataforma de publicações do BTG Pactual. Lá, você confere os comentários da analista na íntegra, além da ficha técnica completa dos ativos selecionados.

Caso não tenha cadastro na plataforma, o banco dá a oportunidade de testar o BTG Content e usufruir de todos os relatórios oferecidos por 30 dias gratuitos.

O acesso é bem simples: basta clicar no botão abaixo para fazer um cadastro rápido, com poucos cliques:

ACESSE O RELATÓRIO NO BTG CONTENT

DISCLAIMER: Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability).

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Sai Cyrela (CYRE3), entra Direcional (DIRR3): Com eleições no radar, Empiricus atualiza carteira de ações para buscar dividendos

5 de Agosto de 2026, 12:00

O ambiente econômico brasileiro, que já convive com pressão inflacionária e juros elevados por mais tempo que o previsto, ganhou mais um fator que influencia nas percepções de risco: as eleições presidenciais, marcadas para o início de outubro.

Esse contexto pode fazer com que investidores precisem de um apoio a mais na hora de tomar suas decisões. E se você é um dos que desejam buscar lucros e dividendos na sua conta independentemente do cenário, a Empiricus pode ajudar: a casa trouxe atualizações na sua carteira de dividendos, com foco nas melhores oportunidades do momento.

De olho no desempenho das incorporadoras da bolsa, a casa propôs a saída da Cyrela (CYRE3) em favor da Direcional (DIRR3) entre as 8 ações selecionadas na carteira.

Empiricus Dividendos: Por que a Direcional (DIRR3) entrou no lugar da Cyrela (CYRE3)?

As incorporadoras vêm marcando forte presença no radar do mercado e das casas de análise nos últimos meses. Isso porque, em ambiente de juros elevados e pressão inflacionária, o setor está logo na “linha de frente” dos impactos.

No acumulado de julho, nomes como Direcional (DIRR3) e Cury (CURY3) estiveram entre as maiores quedas do Ibovespa, reforçando a sensibilidade do setor ao ambiente desfavorável. A principal explicação para isso é que juros mais altos por mais tempo impactam diretamente no volume de financiamentos de imóveis em todo o país.

Segundo os analistas da Empiricus, a Cyrela (CYRE3), que estava na carteira recomendada até então, também foi um dos destaques negativos do mês, justamente por conta do cenário macro incerto e os receios do mercado com o segmento de construção civil.

Em outras ocasiões, os analistas reiteraram que a tese estrutural de Cyrela passa, principalmente, por um ambiente de juros mais baixos.

“Apesar disso, seguimos construtivos com o setor”, afirmam. Por isso, mês após mês, os analistas não deixam de manter uma ação que represente as incorporadoras na carteira – apenas propondo a troca por outro nome que esteja em um ponto interessante de entrada.

Dessa vez, a escolhida foi a Direcional (DIRR3). Dentre os principais motivos, estão:

  • Forte presença no programa Minha Casa, Minha Vida, que segue em boa fase mesmo com a Selic alta, por conta dos juros subsidiados;
  • Bom crescimento, rentabilidade e qualidade operacional (que também passam pela exposição ao MCMV);
  • Queda de 20% nas ações em julho, o que, na visão dos analistas, abre oportunidade de compra, e
  • Claro, o alto potencial quando o assunto é pagamento de dividendos.

E o que esperar do cenário macro daqui para a frente?

A corrida eleitoral chegou para, oficialmente, “fazer preço” no mercado. Seus possíveis desfechos podem exercer influência direta nas estratégias de um portfólio exposto aos ativos locais.  

A vitória de um candidato considerado pró-mercado, e comprometido com um ajuste fiscal, pode trazer otimismo em torno dos ativos de risco. O contrário também é verdadeiro, e é o que parece estar no radar do mercado, considerando as últimas pesquisas de intenção de voto.

Porém, para a Empiricus, até mesmo o mais desfavorável dos cenários pode abrir oportunidades de compra – considerando ativos resilientes e de qualidade.

“Com o mercado parecendo precificar algo perto do pior cenário, vemos alguma assimetria positiva a depender do desfecho. Seja como for, apesar de alguns possíveis ventos favoráveis e um valuation atrativo, seguimos sugerindo alocação seletiva em empresas descontadas, geradoras de caixa e que sejam capazes de atravessar até mesmo o pior dos cenários.”

Independentemente do que aconteça, a carteira Empiricus Dividendos está preparada para enfrentar qualquer cenário. Em 2026 até aqui, a carteira já acumula retorno de 17,7%, contra 10,5% do Ibovespa – além de um dividend yield de 6%.  

Ou seja, apesar de ser uma carteira voltada para proventos, a ideia dos analistas é capturar ganhos também com a valorização dos papéis – e o desempenho no ano frente ao Ibovespa mostra bem isso.

Acesso liberado: conheça a carteira Empiricus Dividendos gratuitamente

Você está convidado a conferir o relatório completo da carteira Empiricus Dividendos, de forma 100% gratuita.

Além da troca de Cyrela por Direcional, a seleção de agosto traz 7 outros nomes brasileiros para quem quer dividendos. São empresas que compartilham características como:

  • Previsibilidade de resultados;
  • Boa margem de segurança (em níveis de valuation e carrego);
  • Histórico de distribuição de proventos sustentáveis.

O relatório está disponível na Área Logada da Empiricus. Para acessá-lo, basta fazer um cadastro rápido clicando no link abaixo:

GRATUITO: CONHEÇA A CARTEIRA EMPIRICUS DIVIDENDOS

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Juros nas alturas? Donald Trump e Kevin Warsh podem mexer com o seu bolso em 2026; veja o que está em jogo no Empiricus Podca$t

11 de Julho de 2026, 09:00

O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, está “sob nova direção”: em sua presidência, agora está Kevin Warsh, indicado por Donald Trump. Quando o nome de Warsh foi anunciado, o mercado se perguntou: será que seu mandato estaria ali para obedecer às ordens de Trump – que gosta de juros baixos?

De qualquer forma, a primeira reunião do “novo Fed” trouxe discurso endurecido e o fim do famoso forward guidance, surpreendendo alguns e fazendo com que parte do mercado (incluindo membros do Fed) já começasse a precificar alta nos juros americanos ainda este ano.

Por mais que possa parecer uma realidade mais distante para alguns, tudo isso pode impactar o bolso do investidor brasileiro também. A taxa básica de juros norte-americana é a referência global de taxa livre de risco: ou seja, serve como “ponto de partida” para precificar praticamente qualquer outro investimento no mundo.

O Empiricus Podca$t deste sábado (11) está no ar com Laís Costa e Matheus Spiess, analistas da casa, para discutir o assunto e explicar o que um investidor brasileiro pode esperar deste cenário a partir de agora. Confira:

Postura hawkish de Warsh: combate à inflação ou apenas ‘compra de credibilidade’?

Laís Costa comenta que o tom mais hawkish do “novo” Fed pode ser uma forma de “comprar” credibilidade, considerando que Warsh estava sob escrutínio por ser um indicado de Trump, que tem um histórico de buscar exercer sua influência sobre instituições.

O líder da Casa Branca, por sua vez, proferia ataques incessantes ao antecessor de Warsh, Jerome Powell, demandando cortes nos juros enquanto este conduzia um período de manutenção nas taxas.

“Ele [Warsh] entra com essa dívida de credibilidade a ser paga ao mercado”, afirma Laís.

Já Matheus Spiess completa que “seja como for, ele não tem outra escolha a não ser soar hawkish” porque, para buscar juros mais baixos, é necessário conduzir a política monetária da forma como o momento econômico pedir.

“Se você coloca alguém que pode ser mais leniente com a inflação, você compromete a eficácia da política monetária. Você quer alguém que corte juros? Então precisa colocar alguém que esteja disposto a combater a inflação custe o que custar”, afirma.

Retirada do forward guidance: mercado perdeu uma bússola?

Um dos pontos que mais chamou a atenção do mercado na última reunião do Fed foi a retirada do forward guidance – diretrizes deixadas pelo órgão que indicavam a direção de suas próximas decisões.

Para muitos, há o questionamento de que o mercado pode ter perdido uma “bússola” que imprimia maior senso de previsibilidade, ajudando na ancoragem de expectativas para os juros futuros.

Para Laís Costa, as consequências dessa decisão ainda são incertas. “É um pouco cedo, vamos ter que acompanhar para entender se adicionaremos um prêmio adicional na curva de juros, por conta de falta de informação ou previsibilidade”, afirma.

Já na visão de Matheus Spiess, eventualmente, a decisão pode ser positiva.

“O excesso de informação tem feito com que o mercado deixe de se apegar à economia real e aos dados em si. Isso aumenta a volatilidade relativa, gera uma artificialidade adicional ao preço dos ativos”, afirma. “Talvez esse seja o caminho que ele [Warsh] esteja tentando abordar nessa supressão de comunicação”.

O que o investidor brasileiro ‘tem a ver’ com tudo isso? Assista ao episódio de hoje para conferir

“A taxa americana é referência mundial de taxa livre de risco. Acaba balizando os juros ao redor do mundo, e dialoga com a nossa realidade. Corte de juros ‘lá’ dá margem para cortes de juros aqui. E o contrário também”, afirma Spiess.

Considerando que todas as economias globais olham para os Estados Unidos, o analista comenta que a mudança de comunicação do Federal Reserve muda a realidade não só do investidor americano, mas do brasileiro também. “Falar de juros americanos e Kevin Warsh parece distante, mas não é. É bem próximo”, conclui.

Para conferir a conversa na íntegra, e entender o que está em jogo para a sua carteira de investimentos, assista ao episódio a partir de agora:

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Em tempos de inflação, 5 ações podem se sair ‘vencedoras’, segundo analistas da Empiricus; entenda o porquê

10 de Julho de 2026, 11:00

O ano de 2026 já passou da metade, e o mercado segue operando sob tons de incerteza – especialmente quando o assunto é ações e demais ativos de risco. O conflito no Oriente Médio segue sem previsão de encerramento, e a normalização do fluxo no Estreito de Ormuz ainda é posta sob dúvidas. Ambos os fatores devem reverberar na economia global por tempo indeterminado.

A disrupção na cadeia global de suprimentos (devido ao conflito) deu maior protagonismo à inflação, que voltou a ocupar papel central na alocação dos investidores – especialmente os brasileiros, segundo analistas da Empiricus Research.

“A inflação voltou a ser uma variável estrutural, e não apenas cíclica, na construção de portfólios”, afirmam os analistas em relatório publicado na última segunda-feira (6). “[O Brasil] historicamente amplifica movimentos globais de juros, câmbio, commodities e apetite por risco”.

Voltando-se para o Brasil, mesmo com leituras mais recentes da inflação indicando um leve alívio (como o IPCA-15 de junho, que veio levemente abaixo das expectativas do mercado), os analistas comentam que, somado aos fatores externos, um agravante doméstico entra na equação: a fragilidade fiscal, sem previsão para ser endereçada pelo governo.

Narrativas mais otimistas para com a bolsa brasileira deram lugar a um sentimento de aversão ao risco. Após um período de rali no mês de abril, o Ibovespa devolveu ganhos e, até a quarta-feira (8), negociava na casa dos 170 mil pontos, sem tendência clara de alta ou de baixa, mesmo com desempenho positivo no acumulado de 2026.

Porém, em um cenário em que tudo pode até parecer “jogar contra” os ativos de riscos brasileiros, os analistas indicam que os preços descontados na bolsa abrem uma oportunidade, justamente, para investir e buscar lucros. Mas não de forma generalista: é preciso disciplina.

“Esse quadro não elimina oportunidades na bolsa. Pelo contrário, pode criá-las. Mas exige uma seleção mais criteriosa”, afirmam. “Em ambientes mais difíceis, a bolsa deixa de ser um bloco homogêneo.”

O modus operandi de investidores em tempo de inflação: o que fazer no mercado de ações?

“Em um cenário de inflação relevante, juros altos e maior volatilidade, a exposição genérica à bolsa deixa de ser suficiente.”

Enquanto alguns investidores pessoa física optam por um posicionamento mais conservador, abstendo-se totalmente da bolsa em prol de títulos de renda fixa, ou defensivo, mirando em ativos de proteção, como o ouro, a Empiricus indica essa pode ser uma boa chance de investir em um seleto grupo de ações de qualidade por preços mais baixos.

“A oportunidade aparece quando empresas de qualidade passam a negociar com desconto, mas seguem preservando os atributos que sustentam a tese: geração de caixa, dividendos, previsibilidade, balanço sólido e capacidade de repasse de preços.”

5 ações ‘vencedoras’ para tempos de inflação: três representam o mesmo setor

Nem todo investidor está apto a fazer um stock picking por conta própria, sabendo exatamente em quais ações investir. Por isso que, nesses momentos, faz-se ainda mais relevante acompanhar as indicações de analistas especializados.

No relatório, os analistas apontam 5 ideias de investimento em ações que, em sua visão, são as mais promissoras para investidores em busca de um portfólio resiliente em tempos de inflação:

  • Itaú (ITUB4);
  • Axia Energia (AXIA6);
  • Copel (CPLE3);
  • Compass (PASS3);
  • Cury (CURY3).

Tratando-se de Itaú (ITUB4), os analistas destacam a “elevada capacidade de gestão de risco ao longo dos ciclos”, além da alta recorrência de resultados e dividendos. Para Cury (CURY3),a incorporadora tem se beneficiado, atualmente, do forte momentum do programa Minha Casa, Minha Vida, apresentando forte crescimento e geração de caixa, além de bons dividendos.

Porém, chama atenção o fato de o restante das ações escolhidas representarem um mesmo setor da economia: o de serviços básicos. No caso, papéis ligados serviços indispensáveis do cotidiano, como energia elétrica, saneamento ou gás.

Axia Energia (AXIA6)

Para os analistas, a Axia (AXIA6), antiga Eletrobras, se diferencia pela relevância de seu portfólio de ativos, além de seu “profundo processo de transformação pós-privatização”.

“A empresa vem se destacando pela estratégia de manter boa parte da capacidade de geração descontratada, o que tem garantido boa captura de receita em um ambiente de preços elevados de energia. Além disso, negocia por múltiplos atrativos em comparação ao restante do setor.”

Copel (CPLE3)

Outra representante do ramo de energia elétrica, a Copel (CPLE3) “apresenta forte presença em distribuição, com uma agenda de transformação pós-privatização, potencial de captura de ganhos de eficiência e evolução de governança. Além disso, negocia em níveis atrativos frente ao potencial de geração de valor, e ainda distribui bons dividendos.”

Compass (PASS3)

Segundo analistas, a Compass (PASS3), parte do grupo Cosan, já se destaca por um perfil defensivo, de crescimento consistente e valuation atrativo em seu setor. Além disso, “combina ativos regulados de distribuição, com geração de caixa previsível e proteção inflacionária, e uma plataforma integrada de gás que amplia oportunidades via comercialização e infraestrutura”.

Por que o setor de serviços básicos se destaca, afinal?

Isabelle Oliveira, uma das analistas responsáveis pelo relatório, destaca que “o diferencial das teses ligadas a serviços básicos é a capacidade de retorno real do setor mesmo em períodos macroeconômicos conturbados”, por conta de três fatores:

  • Reajustes de receita atrelados à inflação;
  • Alto poder de repasse aos acionistas;
  • Elevada previsibilidade de caixa.

“Neste cenário de incertezas globais, inflação elevada e juros altos, que atrapalham o consumo e atividade econômica, essas teses voltam a ganhar atratividade relativa, frente a outras mais cíclicas.”

Gratuito por 30 dias: conheça as principais recomendações de investimento do momento na Empiricus+

Apesar desse relatório em especial dar destaque a 5 ações, vale ressaltar que a diversificação segue sendo um dos principais pilares para quem deseja criar um portfólio de ações de forma a mitigar riscos.

Portanto, somadas a essas indicações, você pode conhecer diversas outras para complementar sua estratégia e buscar lucros em 2026 – com ajuda da Empiricus+.

A Empiricus+ é a plataforma “streaming” da casa: em um só lugar, você pode ter acesso a dezenas de recomendações de investimento, séries especiais e, também, relatórios como o citado neste texto.

Uma condição especial está liberada por tempo limitado: você pode testar a plataforma por 30 dias gratuitamente, sem realizar nenhum compromisso financeiro inicial.

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Em mês de ‘jogo empatado’ para o Ibovespa, 3 ações do mesmo setor subiram mais de 10%: o que exatamente aconteceu?

3 de Julho de 2026, 12:00

O Ibovespa fechou o mês de junho no “zero a zero”. Em meio a altos e baixos, o índice encerrou o pregão da última terça-feira (30) em 172.024 pontos, diferença quase imperceptível em relação ao pregão que abriu o mês, em 1º de junho (172.098 pontos). Ou seja, jogo praticamente empatado, mesmo com os últimos dias trazendo uma certa melhora de sentimento em relação às semanas anteriores.

Mas apesar de o índice ser um indicador da “saúde” da renda variável brasileira como um todo, não significa que todos as ações se comportaram da mesma forma nesse período. Algumas, por si, brilharam no mês de junho – e compartilham caraterísticas em comum, que fazem sentido quando analisadas de perto.

Seriam essas ações, então, boas pedidas para quem quer investir no momento? Ruy Hungria, analista de ações da Empiricus Research, trouxe sua visão sobre o assunto no programa Giro do Mercado, do Money Times, da terça-feira (30). Confira:

Caixa Seguridade (CXSE3), BB Seguridade (BBSE3), Porto (PSSA3): seguradoras estão entre as maiores altas do Ibovespa em junho

Após o fechamento da terça-feira (30), a lista final das 10 maiores altas do Ibovespa no mês de junho traz os seguintes nomes:

  • Copasa (CSMG3): 14,3%
  • Marfrig (MBRF3): 12,62%
  • Embraer (EMBJ3): 11%
  • Caixa Seguridade (CXSE3): 11,29%
  • BB Seguridade (BBSE3): 10,65%
  • Cury (CURY3): 10,49%
  • Porto (PSSA3): 10%
  • Smart Fit (SMFT3): 6,58%
  • Weg (WEGE3): 6,58%
  • Itaú (ITUB4): 6,17%

Especificamente para o caso da Copasa, que liderou as altas, Ruy Hungria explica que sua privatização, concluída no último dia 16 de junho, “reduz drasticamente os riscos e converge para aquilo que os investidores enxergam como um ambiente mais favorável para investimentos e eficiência”, contribuindo para sua valorização na B3.

Porém, não se pode deixar de notar que, entre as 9 outras ações no topo, três delas são papéis de seguradoras: Caixa Seguridade (CXSE3), BB Seguridade (BBSE3) e Porto (PSSA3). O analista afirma que isso não é coincidência.

Paradoxalmente, o bom desempenho das seguradoras está diretamente relacionado ao contexto de juros altos, e de possível interrupção no ciclo de cortes da Selic, que estamos vivendo. A “fórmula”, a princípio, parece simples:

“No caso das empresas de seguros, temos sempre que lembrar que elas recebem o prêmio do seguro ‘na frente’ e investem esse dinheiro, normalmente em renda fixa”.

Ou seja, a “carta na manga” é ter o core do negócio diretamente exposto à ponta vencedora dos juros. “Quanto mais os juros permanecerem elevados, mais essa parcela dos resultados tende a ser beneficiada”, afirma.

CXSE3, BBSE3, PSSA3: Vale a pena investir em ações de seguradoras agora?

É possível que surja a pergunta: para o momento, essas são as ações nas quais devemos “mirar” ao investir na Bolsa a partir de agora?

Para Hungria, comprar ações de seguradoras “é uma forma do investidor se expor a empresas na renda variável que não sofram tanto em um contexto de juros elevados”, o que pode ser positivo. Ao contrário do que é visto em outros dos principais setores listados em bolsa:

“Em um contexto em que temos uma perspectiva de juros mais altos, ou que não caiam tanto, empresas mais cíclicas, de construção ou de varejo, acabam sofrendo mais, porque ou seus clientes dependem de crédito, ou elas mesmas trabalham com endividamento elevado, o que acaba prejudicando os resultados.”

Porém, ainda “não é para ir de peito aberto” ao mar da Bolsa, segundo o analista. Em nome da diversificação, é essencial montar uma carteira com ativos de setores variados e com qualidade, que possam estar preparadas para qualquer desdobramento que 2026 possa trazer:

  • Se o Ibovespa estiver em tendência de alta ou de baixa;
  • Se o ciclo de cortes na Selic for eventualmente interrompido;
  • Independentemente do nível de impacto das eleições nos seus investimentos. 

“A ideia é sempre ter na carteira ações que você sabe que vão conseguir atravessar qualquer um desses cenários”, conclui o analista.

Dito isso, apenas uma ação de seguradora está entre as recomendações de Ruy Hungria por ora. Negociada a um múltiplo de 10,8 vezes seu preço sobre lucros esperados para os próximos 12 meses (valuation considerado atrativo, na visão dos analistas da casa), está presente na série Empiricus Dividendos – uma curadoria de ações pensada para quem busca renda extra mesmo no atual momento de mercado.

Se você deseja conhecer a ação de seguradora recomendada agora, além dos outros nomes que a acompanham nas indicações para buscar dividendos, você está convidado a conferir por meio da Empiricus+.

Empiricus+: conheça todas as recomendações de ações da casa em um só lugar

A Empiricus+ é a assinatura “streaming” da casa. Das ações às criptomoedas, você pode conhecer, em um único lugar, as principais recomendações da Empiricus para turbinar sua carteira de investimentos a partir de agora.

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Você pode liberar seu acesso clicando no botão abaixo e seguir as instruções na tela:

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Sai Direcional (DIRR3), entra Cyrela (CYRE3): veja as ações recomendadas pela Empiricus para buscar dividendos em julho

3 de Julho de 2026, 08:57

Pensando em uma nova estratégia para julho, a Empiricus Research acaba de atualizar sua carteira recomendada de dividendos. Os analistas da casa dão destaque para as reviravoltas econômicas das últimas semanas, como o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã e leituras de inflação mais positivas nos EUA e no Brasil, para embasar a novidade trazida nas recomendações.

“Junho terminou com um tom mais favorável do que começou”, afirmam no relatório. “Além de ajudar o Ibovespa a recuperar boa parte das quedas do mês, isso também deixa perspectivas melhores para o início do segundo semestre”.

Com essa possível melhora de sentimento no radar, os analistas propuseram uma alteração na carteira em julho: a saída de Direcional (DIRR3), dando lugar à Cyrela (CYRE3).

Por que investir em Cyrela (CYRE3) ao invés de Direcional (DIRR3) para buscar dividendos em julho?

Segundo a Empiricus, a entrada de Cyrela (CYRE3) na carteira vem com uma explicação direto ao ponto: um posicionamento de olho em uma possível melhora do sentimento macro, devido a fatores observados no final de junho, como:

  • Reaproximação entre Estados Unidos e Irã, “trazendo esperanças de que a guerra esteja próxima do fim”;
  • Leituras de inflação positivas tanto nos EUA quanto no Brasil, “o que volta a dar esperanças de um ambiente de juros mais baixos”;
  • Maior ceticismo dos investidores internacionais para com as teses de tecnologia e inteligência artificial (IA) na bolsa americana, “o que parece ter ajudado a trazer de volta parte do fluxo para emergentes”.

Os analistas entendem que CYRE3 é uma das ações de construtoras mais bem-posicionadas para capturar novo viés possivelmente positivo no mercado, por dois motivos em especial:

1. Ciclo de cortes nos juros:é uma das empresas mais beneficiadas pelo ciclo de cortes da Selic, especialmente no segmento de média renda.”

2. Bom posicionamento em cenário mais desfavorável: “Apesar de estar em um setor cíclico, possui estrutura de capital defensiva, e a enorme disciplina financeira a deixa preparada mesmo em um cenário de desaceleração mais forte.”

A Empiricus ressalta, também, seu valuation atrativo: atualmente, a empresa negocia a 5,3 vezes seus lucros esperados para 2026, “em linha com a média do setor, mesmo com qualidade muito superior”, afirmam. Além disso, o dividend yield esperado para o ano é de cerca de 5,5%.

Abrindo espaço para a entrada de Cyrela na carteira, saem os papéis da Direcional (DIRR3). Assim, a carteira segue trazendo nomes diversificados, de diversos setores da economia, mitigando riscos e otimizando a busca por bons dividendos

Empiricus Dividendos: acesse relatório completo da carteira gratuitamente

Essa foi apenas uma pequena amostra do que você pode encontrar no relatório completo da carteira Empiricus Dividendos para o mês de julho.

E a boa notícia é que o relatório está disponível como cortesia a todos os leitores deste texto que queiram conhecer as teses mais a fundo. Essa é uma chance de conhecer recomendações profissionais para os seus investimentos nesse mês.

Para acessá-lo, basta fazer um cadastro gratuito clicando no botão ao final da matéria.

EMPIRICUS DIVIDENDOS: ACESSE O RELATÓRIO GRATUITO

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Dividendos: Petrobras (PETR4) e mais 7 empresas da bolsa pagam proventos de até R$ 2,50 por ação nesta semana

21 de Junho de 2026, 09:00

A partir desta segunda-feira (22), 7 ações listadas na Bolsa brasileira têm dividendos ou juros sobre capital próprio (JCP) programados para pagamento aos seus investidores. Para que você se mantenha bem-informado, preparamos um calendário completo, organizados por valores e datas de pagamento.

Porém, é preciso estar atento a dois pontos de grande importância:

  • “Data com” (data de corte): somente investidores que detinham posição nas ações até as datas informadas na tabela estão aptos a receber os pagamentos;
  • Tributação: JCPs estão sujeitos ao Imposto de Renda retido na fonte, à alíquota de 15%. Já os dividendos são tributados em 10% na fonte, isso quando ultrapassam o valor total de R$ 50 mil mensais.

Calendário de dividendos: 22 a 26 de junho

EmpresaTickerTipo de proventoValor bruto por ação (R$)Data de pagamentoData de corte
CPFL EnergiaCPFE3Dividendo0,13422/06/202629/04/2026
Equatorial ParáEQPA3Dividendo0,13422/06/202629/04/2026
Equatorial ParáEQPA5Dividendo0,13422/06/202629/04/2026
Equatorial ParáEQPA6Dividendo0,13422/06/202629/04/2026
Equatorial ParáEQPA7Dividendo0,13422/06/202629/04/2026
EternitETER3Dividendo0,08522/06/202630/03/2026
PetrobrasPETR4JCP0,31322/06/202622/04/2026
ComgásCGAS3JCP1,69825/06/202615/06/2026
ComgásCGAS3Dividendo2,28925/06/202615/06/2026
ComgásCGAS5JCP1,86825/06/202615/06/2026
ComgásCGAS5Dividendo2,51825/06/202615/06/2026
AssaíASAI3JCP0,10426/06/202606/01/2026
BanrisulBRSR3Dividendo0,22026/06/202612/06/2026
BanrisulBRSR5JCP0,22026/06/202612/06/2026
BanrisulBRSR6JCP0,22026/06/202612/06/2026
SaneparSAPR11JCP0,55226/06/202630/12/2025
SaneparSAPR11JCP1,40826/06/202630/06/2025
SaneparSAPR3JCP0,10226/06/202630/12/2025
SaneparSAPR3JCP0,26026/06/202630/06/2025
SaneparSAPR4JCP0,11226/06/202630/12/2025
SaneparSAPR4JCP0,28626/06/202630/06/2025

Quais as melhores ações pagadoras de dividendos da Bolsa? Confira recomendações no Empiricus+

Se você deseja otimizar ao máximo a busca por dividendos em sua carteira de investimentos, é preciso contar com uma curadoria das ações mais promissoras nesse sentido: e o Empiricus+ pode te ajudar com isso.

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Mesmo com Selic reduzida para 14,25% ao ano, pausa nos cortes de juros é ‘praticamente inevitável’, segundo analista

18 de Junho de 2026, 16:36

A semana que se encerra nesta sexta-feira (19) trouxe desdobramentos relevantes ao mercado. Além da Super Quarta (que combinou decisões de juros do Copom, no Brasil, e do Federal Reserve, nos Estados Unidos), a assinatura de um acordo preliminar entre EUA e Irã pode ser um dos primeiros passos rumo ao fim do conflito no Oriente Médio.

No Brasil, o Copom optou por reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando-a aos 14,25% ao ano. A princípio, a combinação de possível fim da guerra e cortes nos juros pode parecer um bom sinal – mas é preciso dar alguns passos para trás e entender que há mais em jogo.

Para Matheus Spiess, estrategista da Empiricus, os efeitos da guerra podem perdurar, e uma pausa no ciclo de cortes da taxa Selic eventualmente virá.  

“Do ponto de vista analítico, a pausa parece praticamente inevitável. A combinação entre inflação corrente elevada, expectativas desancoradas, fiscal mais ruidoso e bancos centrais globais mais duros reduz drasticamente o espaço para a continuidade do afrouxamento monetário.”

Cenário brasileiro: ‘fiscal mais ruidoso’ é protagonista das expectativas

Destrinchando os fatores trazidos pelo analista, o próprio cenário doméstico brasileiro contribui para que os cortes na Selic não perdurem.

O atual governo segue mantendo um histórico de contas públicas estouradas, que não ajuda em um contexto de inflação e juros altos por mais tempo.

Para Spiess, por mais que o acordo entre EUA e Irã ajude reduzir a pressão imediata sobre o petróleo e o câmbio, “o cenário segue desconfortável”, especialmente do ponto de vista fiscal, que “continua sendo o principal limitador de uma normalização monetária mais limpa”.

 “Como é ano eleitoral, ninguém vai falar isso, mas é um problema que tem piorado”, afirma. O que traz ainda mais à tona a necessidade de um pacote de ajustes fiscais que, em sua visão, devem vir “obrigatoriamente” em 2027.

Além disso, a comunicação do Copom nesta última reunião pode ter trazido mais incertezas em relação às próximas decisões. Na intepretação de Spiess, “o Comitê parece desejar preservar espaço para eventuais cortes adicionais, caso o cenário permita”. O que, paradoxalmente, pode ser custoso para o câmbio e os vértices mais longos dos juros.

“Embora o Comitê tenha elevado a exigência para novas reduções de juros, preservou uma flexibilidade em sua função de reação, evitando condicionar de forma clara os próximos passos. Para parte do mercado, essa abordagem pode ser interpretada como um sinal de maior tolerância à desancoragem inflacionária, o que levanta questionamentos sobre a credibilidade futura da política monetária”.

Segundo o último boletim Focus, publicado na segunda-feira (15), expectativas do mercado giram em torno de uma Selic terminal a 13,75% em 2026. Vale monitorar se haverá alguma mudança nas perspectivas nos próximos dias.

Cenário global: juros podem permanecer mais altos globalmente, mesmo com o possível fim da guerra

Além do cenário doméstico, Spiess reforça que a decisão do Copom vem em um período em que as principais economias globais possivelmente caminham na contramão: endurecendo o tom. Isso porque, por mais que o conflito no Oriente Médio acabe, ele “não devolve o mundo ao conforto monetário anterior à crise”, diz o analista.

O chamado “G4 dos bancos centrais” (EUA, Japão, Reino Unido e Zona do Euro) podem acabar por “validar um regime global de juros mais altos por mais tempo”, segundo o analista.

A Zona do Euro elevou seus juros pela primeira vez desde 2023 na quinta-feira passada (11) e, na última quarta-feira (17), o Federal Reserve (Fed) manteve a taxa de juros dos EUA no intervalo entre 3,50 e 3,75%, com parte dos membros do comitê prevendo pelo menos uma decisão pela elevação dos juros ainda em 2026.

“A paz reduz a probabilidade de um choque de oferta, mas não apaga o legado inflacionário. Energia mais cara se espalha pelo frete, pelos custos industriais, pela produção de alimentos, pelas tarifas de serviços e, sobretudo, pelas expectativas. Um choque desse tipo deixa de ser apenas um evento de mercado e passa a contaminar a formação de preços de maneira mais ampla. Por isso, o alívio em Ormuz não entrega, por si só, uma folga automática aos bancos centrais.”

Onde e como investir em um cenário global tão incerto?

Esse é um cenário que pede por mais cautela do que o usual na hora de escolher onde investir. Mas não significa que o investidor precisa, necessariamente, tomar decisões sozinho, sem orientação profissional.

Matheus Spiess é um dos responsáveis pela Empiricus Megatendências, carteira recomendada criada para em um mundo em constante transformação, que exige investimentos feitos de forma tática.

“A estratégia parte da identificação de principais mudanças em curso – sejam tecnológicas, geopolíticas e econômicas – para direcionar a alocação a setores, regiões e temas que tendem a se beneficiar dessas transformações”, afirma o analista. A atual seleção da Empiricus Megatendências traz ativos voltados para temas como:

  • Commodities;
  • Corrida aeroespacial;
  • Inteligência Artificial (IA);
  • Dentre outros.

Você está convidado a conhecer, na íntegra, o relatório completo com todas as indicações da carteira no momento. Ele está disponível no BTG Content, a plataforma de conteúdos do BTG Pactual.

Além disso, por meio da plataforma do banco, você também pode investir nos ativos recomendados de forma 100% automática.

Isso mesmo: você não precisa buscar os ativos “a dedo” em sua corretora. Com alguns cliques, o BTG faz o trabalho para você – inclusive de rebalanceamento e troca de ativos, quando necessário.

Para acessar o conteúdo e saber mais, é só clicar no botão abaixo.

DISCLAIMER: Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability).

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Esses dois fatores podem fazer com que o Ibovespa volte ‘rapidamente’ à casa dos 190 mil pontos, segundo analistas

17 de Junho de 2026, 12:00

São tempos difíceis para o Ibovespa. O índice, que bateu sua máxima histórica de 199 mil pontos em abril, passou a despencar logo em seguida, salvo alguns momentos pontuais de otimismo.

Foi o caso do pregão da segunda-feira (15), no qual chegou a bater 174 mil pontos no pico intraday, surfando o bom humor do mercado após o anúncio de um acordo entre os EUA e o Irã no domingo (14). No entanto, o Ibovespa voltou a recuar e negociava na casa dos 169 mil pontos até o fechamento deste texto, na terça-feira (16).

Ou seja, a princípio, pode parecer que nem os sinais de uma resolução no Oriente Médio sejam o suficiente para sustentar a Bolsa brasileira. Será mesmo?

Para os analistas da Empiricus Research, há motivo para acreditar em uma recuperação do índice – até mesmo de volta à casa dos 190 mil pontos, como vimos em abril. Porém, essa recuperação depende da convergência de alguns fatores em especial.

Entenda os fatores que podem contribuir para uma ‘volta por cima’ do Ibovespa

Somando a contribuição de valuation e fundamentos, e supondo que a guerra vai finalmente se resolver, podemos imaginar o Ibovespa voltando rapidamente para um patamar de 180 a 190 mil pontos”, afirmam os analistas em relatório da última sexta-feira (12).

A partir dessa afirmação, podemos destrinchar os gatilhos que, se alinhados, podem contribuir para a “volta por cima” do Ibovespa.

Fim do conflito no Oriente Médio

Como falamos anteriormente, o Ibovespa pareceu não sustentar um pregão inteiro de alta com o anúncio de um acordo entre EUA e Irã, que pode, enfim, apontar para o fim da guerra no Oriente Médio. Mas vale lembrar que o fim das tensões pode ser um processo longo.

O conflito trouxe um sentimento generalizado de aversão ao risco nos mercados. Seu fim pode ainda não trazer normalização imediata. “Seria praticamente impossível alcançar um acordo rápido diante de um contexto tão complexo de direitos e deveres entre as partes”, afirmam os analistas.

Mas, aos poucos, investidores podem recuperar otimismo e reduzir o foco em posições mais defensivas, o que pode contribuir para a valorização dos ativos brasileiros.

“Contribuição” de valuation e fundamentos

O mercado brasileiro, referência em teses de commodities, tornou-se de grande interesse de estrangeiros após o início da guerra, especialmente após retirarem capital de teses ligadas ao mercado norte-americano. Inclusive, esse foi um dos principais gatilhos que carregaram a alta do Ibovespa alguns meses atrás.

Para os analistas, uma possível “ressaca” nas teses ligadas à inteligência artificial (IA) – que tem movido o otimismo de mercado nos EUA – pode “ser bom para o Kit Brasil”, considerando que poderia contribuir um retorno do fluxo estrangeiro ao país. Isso “salvo o caso de espraiamento sistêmico”, ou seja, de algum problema que afete os mercados globais de forma geral.

O valuation também entra como um ponto forte da bolsa brasileira. Em diversas ocasiões, os analistas da Empiricus reforçam a perspectiva de que os ativos brasileiros estão atualmente descontados, especialmente na ausência de fluxo comprador.

Inclusive, picos positivos recentes, como o visto no pregão da última quinta-feira (11), “não teriam acontecido se as ações brasileiras não estivessem negociando a múltiplos tão atrativos”, afirmam.

“O mercado local está bem-posicionado em fundamentos para captar esse fluxo gringo quando ele estiver pronto para voltar, e agora está bem-posicionado em valuation também”.

Empiricus+: com ou sem rali do Ibovespa, saiba como posicionar sua carteira de investimentos

O investidor bem-posicionado, dentro das estratégias corretas, pode otimizar os retornos de sua carteira independentemente do que acontecer com o Ibovespa nos próximos meses.

Os analistas da Empiricus estão sempre à postos para recomendar e atualizar suas recomendações de investimento, de acordo com cada passo que o mercado e a conjuntura geopolítica dão.

Se você está em busca desse tipo de apoio para seus investimentos, está convidado a conhecer o Empiricus+.

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  • Ações;
  • BDRs;
  • Fundos Imobiliários;
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Dividendos: Suzano (SUBZ3) e outras 7 ações da bolsa pagam proventos de até R$ 7,90 por ação nesta semana; veja agenda

14 de Junho de 2026, 09:00

Nesta semana que se inicia, 8 ações listadas na bolsa brasileira têm dividendos ou juros sobre capital próprio (JCP) agendados para cair na conta de seus acionistas. Para que você fique ligado, preparamos um calendário completo com valores previstos por ação, além da ordem de pagamentos por data.

Porém, vale lembrar que investidores devem estar atentos a dois pontos:

  • “Data com” (data de corte): somente investidores que detinham posição nas ações até as datas informadas na tabela estão aptos a receber os pagamentos.
  • Tributação: JCPs estão sujeitos ao Imposto de Renda retido na fonte, à alíquota de 15%. Já os dividendos são tributados em 10% na fonte, isso quando ultrapassam o valor total de R$ 50 mil mensais.

Agenda de dividendos: 15 a 19 de junho

EmpresaTickerTipo de proventoValor bruto por açãoData de pagamentoData de corte
HabitasulHBTS3Dividendo1,83315/06/202624/04/2026
HabitasulHBTS5Dividendo2,01615/06/202624/04/2026
SimparSIMH3Dividendo0,17115/06/202603/06/2026
SuzanoSUZB3Dividendo0,00315/06/202629/04/2026
TaurusTASA3Dividendo0,00315/06/202629/04/2026
TaurusTASA4Dividendo0,00315/06/202629/04/2026
TPI TriunfoTPIS3Dividendo0,54815/06/202630/12/2025
Vitru BrasilVTRU3Dividendo0,02518/06/202630/04/2026
Banco da AmazôniaBAZA3Dividendo3,99519/06/202609/06/2026
Banco da AmazôniaBAZA3JCP7,94719/06/202609/06/2026
WLM ParticipaçõesWLMM3JCP0,26019/06/202610/06/2026
WLM ParticipaçõesWLMM4JCP0,28619/06/202610/06/2026

Quais as melhores ações para buscar dividendos? Conheça as principais recomendações do momento no Empiricus+

O fato de uma empresa distribuir dividendos recorrentes aos seus acionistas não indica, necessariamente, que ela esteja entre as melhores pagadoras de dividendos da bolsa.

E se você deseja conhecer, de fato, as ações mais promissoras para quem busca bons dividendos na conta, o Empiricus+ veio para te ajudar.

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Energia nuclear: por que a transição energética vai precisar dela? Confira a resposta no Empiricus Podca$t deste sábado (13)

13 de Junho de 2026, 09:00

A energia nuclear não é um tema tão frequentemente discutido entre os brasileiros. A depender do contexto, o assunto pode ser até um pouco estigmatizado. Porém, essa discussão voltou ao radar global, em tempos de guerra no Oriente Médio.

Com os conflitos entre EUA e Irã e o bloqueio do Estreito de Ormuz, o mundo ficou exposto a uma vulnerabilidade: sua grande dependência dos insumos de energia gerados e exportados pela região.

Enquanto isso, a demanda global por eletricidade não para de crescer, principalmente com o avanço da inteligência artificial e dos veículos elétricos. Para atender essa alta demanda em um mundo conflituoso, a energia nuclear voltou a ser mencionada como uma alternativa viável.

Mas por que energia nuclear, especificamente? E o mais importante: o que isso significa para o investidor brasileiro, que já está mais acostumado com outras teses de energia, como o petróleo?

Esse é o tema do Empiricus Podca$t deste sábado (13), que já está no ar. Assista na íntegra:

Os três fatores que justificam o retorno energia nuclear ao radar global

Segundo Jean Miranda, analista de commodities do BTG Pactual, o mercado de energia nuclear vinha “relativamente estagnado” nas últimas três décadas. O resgate de sua relevância se dá por “três ondas de longo prazo e duração” que “tendem a impactar o mercado positivamente”:

  • Alta demanda por energia em meio à corrida pela IA;
  • Transição energética;
  • Segurança energética em um cenário geopolítico estressado.

Tratando-se de inteligência artificial (IA), os analistas reforçam que “a IA precisa de energia limpa”, mas a energia eólica, por exemplo, é intermitente demais para atender a demanda com maior eficiência.

Já no âmbito geopolítico, em um mundo conflituoso, com a oferta de petróleo posta em xeque, “segurança energética se torna o eixo estratégico mais relevante”, segundo Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Research, que conclui:

 “O mundo, por muito tempo, buscou eficiência, mas hoje está se reorganizando em torno de segurança. Alimentar, cibernética e energética”.

Energia nuclear também é parte essencial da transição para energia ‘verde’

“A energia nuclear é uma energia verde. Não é sustentável, por causa do urânio, mas é verde”, afirma Spiess. “Se você quiser migrar sua matriz econômica para energias verdes, vai precisar dela”.

Para o analista, a energia nuclear está no “mote de diversificação energética” global, e não pode ser ignorada. “É fundamental que você tenha mecanismos de farta geração de energia. Faz parte da corrida pela inteligência artificial. Ela entra justamente nessa dinâmica”.

Como o brasileiro pode se expor a uma tese aparentemente ‘distante’ do nosso mercado?

“Parece distante, mas há maneiras fáceis de aplicar esse dinheiro nessa temática”, afirma Spiess, que indica a facilidade de acesso ao mercado global atualmente.

É possível encontrar investimentos temáticos ligados ao urânio, principal matéria-prima da energia nuclear, por meio de contas internacionais disponibilizadas por bancos e corretoras brasileiras. Eventualmente, para os analistas, é um tema do qual o investidor não poderá fugir.

“Quando olhamos no longuíssimo prazo, é um assunto que o mundo não pode contornar. Vamos continuar vendo esses investimentos de forma crescente”, afirma Jean Miranda.

Para acompanhar a conversa na íntegra, e conhecer as recomendações de investimento dos analistas dentro do tema, clique no vídeo abaixo:

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Selic a 14% ao ano ‘ainda é lucro’, e IPCA + 8% nos títulos públicos reflete ‘risco de calote’, segundo analista

11 de Junho de 2026, 11:13

Os primeiros meses de 2026, no Brasil, foram marcados por otimismo com a Bolsa, vendo o Ibovespa atingir a máxima histórica de quase 200 mil pontos em abril, além do início de um ciclo de corte de juros amplamente esperado.

Porém, chegamos à metade de junho em um cenário totalmente diferente: o Ibovespa já caiu 15% desde o seu topo, e os cortes na taxa Selic, agora, é posto em xeque por grande parte do mercado.

A “culpa” dessa mudança de humor frequentemente recai sobre o conflito no Oriente Médio, que desencadeou pressão inflacionária e aversão ao risco ao redor do mundo. Mas para Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Research, não se pode descartar que, tratando-se de Brasil, o maior peso nas incertezas econômicas vem de dentro de casa.

“Não faz sentido o Brasil ter juros tão altos assim, e só os tem por conta de um fiscal desequilibrado“, afirma o analista, que discutiu o assunto em participação no programa Giro do Mercado, do Money Times, na última quarta-feira (10).

IPCA + 8% pode ser ‘risco de calote’?

Enquanto a inflação pressionada dá as caras, as expectativas de juros se deterioram, e a Bolsa é tomada por aversão ao risco, é possível encontrar títulos públicos negociados a uma taxa de IPCA + 8% ao ano de retorno – o que costuma chamar a atenção dos investidores em renda fixa.

Mas, antes que essas taxas sejam consideradas exclusivamente como oportunidades de alta atratividade, é preciso reforçar que, mais uma vez, há um “recado maior” nas entrelinhas, e ele não vem diretamente da guerra:

“O fato de termos títulos longos do governo brasileiro oferecendo IPCA + 8% ao ano não é sustentável, não é normal, não é saudável, e já começa a embutir um prêmio de risco de calote.”

O problema nas entrelinhas que ‘ninguém vai te contar’, segundo analista

“O Banco Central hoje, na falta de uma âncora fiscal que o governo fracassou em apresentar, faz um trabalho duplo, que tem um custo muito elevado para a economia real brasileira. Por conta da pressão inflacionária da guerra, mas por conta da irresponsabilidade fiscal doméstica também.”

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que fica encarregado de conduzir os juros de acordo com os dados de inflação e riscos iminentes, pode acabar pausando o ciclo de cortes na Selic por um tempo.

Nos primeiros meses do ano, o mercado falava em uma Selic terminal de, possivelmente, 12% ao ano. Agora, novos cortes não estão descartados, mas podem ser de menor magnitude que as primeiras projeções.

Segundo dados do último Boletim Focus, da segunda-feira (8), as expectativas atualizadas projetam uma Selic terminal a 13,25% ao ano. “E eu ainda acho otimista”, afirma Spiess. “Se chegar a 14% na conjuntura atual, já é lucro”.

Diferentemente do final de 2024, por exemplo, quando o assunto estava mais em voga, a pauta do ajuste fiscal no Brasil acabou levemente ofuscada por temas como guerra e eleições. Porém, o atual governo segue mantendo um histórico de contas públicas estouradas, que não ajuda em um contexto de inflação e juros já em apuros.

“Continua sendo um problema gigantesco no Brasil”, afirma. “Como é ano eleitoral, ninguém vai falar isso, mas é um problema que tem piorado”. O que traz ainda mais à tona a necessidade de um pacote de ajustes fiscais.

Para o analista, o ajuste deve vir necessariamente em 2027, independentemente da manutenção do atual governo ou da eleição de um candidato de oposição.

E o Oriente Médio: saldo do conflito deve continuar ‘respingando’ nas economias?

“Devemos ver primeiro um vetor na inflação, que deve piorar enquanto não tivermos certeza de quão longo o conflito será. Depois, por conta de uma política monetária mais contracionista.”

Spiess acredita em uma normalização do conflito no Oriente Médio em breve, apesar da “confusão” das comunicações dos gabinetes de governo, tanto da parte dos Estados Unidos quanto do Irã.

Para o analista, as negociações mais recentes devem levar a um acordo “para inglês ver”, que sirva, pelo menos, para liberar o Estreito de Ormuz no curto prazo. Mas que não seria o suficiente para baratear o preço do barril de petróleo, que deve carregar um prêmio geopolítico, ainda, pelos próximos anos.

“Você já ‘disruptou’ a cadeia permanentemente, vai demorar anos para reconstruir a infraestrutura destruída”, afirma. O prêmio de risco deve ser carregado “até que haja uma maior diversificação geográfica e energética dos agentes econômicos, aos moldes do que aconteceu na década de 1970”.

Uma parte da oferta de petróleo do Oriente Médio já está sendo escoada por alternativas geográficas para o resto do mundo, mas uma parte deve seguir inevitavelmente dependente de Ormuz.

Diante de tudo isso, onde investir nesse cenário?

Mesmo com um cenário incerto, isso não significa que o investidor deve se preocupar além do necessário. Por meio das estratégias adequadas, é possível se posicionar em ativos que estejam preparados tanto para proteger sua carteira quanto para buscar lucros.

Matheus Spiess e os demais analistas da Empiricus, especialistas no assunto, estão atentos à conjuntura atual para trazer uma curadoria de recomendações de investimento preparadas sob medida para o momento de mercado.

E você pode conhecer todas elas por meio do Empiricus+, a modalidade de assinatura “streaming” da casa. No Empiricus+, você tem acesso às principais recomendações em:

  • Ações;
  • BDRs;
  • Fundos Imobiliários;
  • Estratégias de renda extra;
  • E muito mais.

Você, leitor deste texto, tem direito a testar a plataforma gratuitamente por 30 dias. Basta se cadastrar nesse link, ou clicar no botão abaixo, para liberar o benefício.

Essa é uma cortesia especial da Empiricus para você. É só seguir as instruções na tela:

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Novas vagas: saiba como se tornar sócio do M3 Club, ‘experiência definitiva’ do Market Makers para investidores

9 de Junho de 2026, 14:54

Se você deseja dar um passo além em sua jornada no mercado financeiro, seja como investidor ou na carreira profissional, está convidado a conhecer o M3 Club, comunidade exclusiva liderada pelo Market Makers. O clube, que aceita apenas uma quantidade restrita de membros, reabrirá vagas em caráter excepcional a partir do dia 22 de junho.

O Market Makers é um hub que oferece soluções financeiras, como cursos, pesquisas de mercado e produção de conteúdo: os podcasts da casa, por exemplo, alcançam cerca de 7 milhões de pessoas mensalmente. Muitos conhecem o Market Makers por meio dos conteúdos nas plataformas digitais, mas o M3 Club eleva essa experiência para além da internet.

Conheça vantagens exclusivas de quem é sócio do M3 Club

O coração da proposta do M3 Club está no networking – uma das principais forças motrizes do sucesso de qualquer pessoa no mercado financeiro.

Muitas vezes, um bom networking e acesso prioritário a certas ideias pode parecer se restringir a um círculo restrito de bankers e investidores na Faria Lima. O M3 Club vem para abrir esse acesso a outros investidores que, onde quer que estejam, desejam fazer parte desse grupo que “chega primeiro e bebe água limpa”.

Por meio de conteúdos e eventos exclusivos, os sócios do clube podem trocar experiências com grandes gestores e C-levels do mercado, discutindo negócios e recebendo ideias de investimento em primeira mão com quem entende do assunto.

“O M3 Club é a experiência definitiva e personalizada do Market Makers. Em vez de simplesmente assistir a um episódio e comentar, você pode interagir pessoalmente, mandar um WhatsApp e até mesmo almoçar ou fazer uma viagem com as mentes mais brilhantes do mercado financeiro”, afirma Murilo Ribeiro, diretor do M3 Club.

ENTRE NA LISTA DE ESPERA DO M3 CLUB

Ou seja, entenda o que o M3 Club traz para você:

  • Análises exclusivas de mercado e ativos;
  • Acesso a viagens internacionais de aprofundamento e negócios;
  • Contato direto com mais de 30 gestores do mercado financeiro;
  • Eventos presenciais, online e sob demanda;
  • Networking com outros investidores pessoa física de alto nível;
  • Recomendações exclusivas de investimento.
Membros do M3 Club em evento presencial (Imagens: Market Makers)

Quem são os nomes por trás do M3 Club?

Além de Murilo Ribeiro, diretor do M3 Club, os novos sócios também serão recebidos por Thiago Salomão e Matheus Soares, fundadores do Market Makers.

Thiago Salomão é analista de investimentos CNPI-P, tem MBA em Mercados Financeiros na Fipecafi e na UBS/B3. Antes de fundar o Market Makers, foi editor-chefe do InfoMoney, analista de ações na Rico Investimentos, e co-fundou o podcast Stock Pickers.

Matheus Soares é o analista responsável pela Carteira Market Makers de Ações. Antes de fundar o Market Makers, já tinha experiência com análise fundamentalista e cobertura de small caps. Também é certificado no curso de Value Investing da Columbia Business School.

Aqui, vale lembrar que as novas vagas para o M3 Club reabrem no dia 22 de junho, mas são limitadas. O clube, que já possui um número restrito de membros, distribuirá as vagas remanescentes somente a partir de uma lista de espera prévia, direcionada a quem estiver realmente comprometido a conhecer a proposta de perto.

Inscreva-se na lista prioritária para entrar no M3 Club; vagas serão disponibilizadas em 22 de junho

Caso você esteja interessado em participar do clube, precisa se registrar na lista de espera que mencionamos anteriormente.

Após registrar seu interesse, você receberá um convite para um evento online e gratuito no dia 22 de junho, a partir das 19h, no qual o M3 Club será apresentado oficialmente – e as vagas disponíveis serão liberadas.

Para acessar a lista de espera, basta clicar no botão abaixo e seguir as instruções na tela. O registro inicial na lista, e a participação no evento, são gratuitos.

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Na contramão do mercado? Carteira de criptomoedas da Empiricus superou o Bitcoin (BTC) desde abril; saiba como e por quê

5 de Junho de 2026, 08:00

Após o rali de 2025, o mercado de criptomoedas desceu do topo até se manter em tendência de lateralização durante boa parte desse primeiro semestre de 2026.

Dentre os principais motivos, destacam-se a aversão ao risco desencadeada pela guerra no Oriente Médio, o ritmo mais lento dos avanços regulatórios do mercado cripto nos EUA, além da realização de lucros em massa após as altas históricas.

O Bitcoin (BTC), que chegou a atingir US$ 126 mil – sua máxima histórica – no dia 6 de outubro, era negociado em cerca de US$ 65 mil até o fechamento deste texto, na tarde de quarta-feira (3).

A visão do mercado, atualmente, está muito longe dos níveis vistos cerca de seis meses atrás. “Estamos na ‘bacia das almas’ do bear market”, afirma Valter Rebelo, head de pesquisa com criptoativos da Empiricus Research.

Porém, justamente em meio ao período turbulento, no último dia 15 de abril, nasceu a Crypto Momentum: carteira recomendada da Empiricus cujo objetivo é buscar retornos em qualquer cenário de mercado, por meio de criptoativos selecionados. E, até agora, é o que tem ocorrido na visão acumulada.

Crypto Momentum: entenda como carteira buscou retornos acima do Bitcoin (BTC)

Desde o seu início, em 15 de abril, até o dia 1º de junho, a carteira Empiricus Crypto Momentum acumula um retorno positivo de 4,81%.

A título comparativo, o bitcoin (BTC) fechou o mesmo período em queda de 0,82%. O NCI (Nasdaq CME Crypto Index, índice usado para mensurar o desempenho do mercado cripto) também fechou esse intervalo em queda de 1,21%, refletindo o bear market.

Fonte: Empiricus Crypto

Apesar de retornos passados não serem garantia de retornos futuros, e o mercado cripto não deixar de ter seus riscos, o resultado não deixa de ser notável. E grande pergunta é: qual o segredo por trás do bom desempenho? Responsável pela carteira, Valter Rebelo explica alguns detalhes por trás da estratégia.

1. Acompanhar as tendências de mercado…

“Quais ativos eu compro? Os líderes de cada momento”, afirma. “A carteira é sistemática, não discricionária. Ela seleciona ativos pelo momentum, ou seja, pelo que o mercado já está comprando com força. A cada 30 dias, o modelo reavalia a força relativa: quem perdeu momentum sai; quem ganhou, entra. Um ativo negativo hoje pode voltar no próximo ciclo se a tendência mudar.”

Mas por que comprar o que já está em tendência de alta? “A intuição é a mesma de uma corrida de 10 km: quem correu os primeiros 5 km mais rápido, na média, tende a correr os outros 5 km mais rápido também. Tendências costumam persistir, e isso tem evidência tanto acadêmica quanto empírica”.

2. …E nem sempre as tendências acompanham o Bitcoin

Apesar de o Bitcoin ainda ser considerado uma espécie de “barômetro” do mercado cripto, nem sempre as moedas em tendência estão diretamente correlacionadas a ele. Por isso, a carteira pode buscar boa performance mesmo quando o BTC parece não desempenhar.

“Eu compro o que está em tendência contra o Bitcoin, não o que simplesmente sobe junto”, afirma Rebelo.

3. Respeitar níveis de risco por ativo

Uma questão é, também, saber exatamente quanto alocar em cada ativo em especial: “A carteira aloca respeitando um teto de volatilidade semelhante ao do Bitcoin, de modo que nenhum ativo isolado contribua com risco de maneira desproporcional”, afirma.

“O tamanho da exposição é tático: quando o Bitcoin está em tendência de alta, a carteira amplia a volatilidade para capturar mais retorno. Quando o ambiente não favorece, ela tira risco da mesa: vai 80% para dólar, e mantém apenas uma pequena posição em BTC.”

O que esperar do desempenho da carteira no futuro próximo?

Aqui, vale destacar que o contexto global segue rodeado de incertezas, especialmente em torno do “efeito dominó” que se iniciou com a guerra no Oriente Médio e agora pressiona índices de inflação e perspectivas de juros ao redor do mundo – o que também afeta o fluxo do mercado cripto.

“Crescimento, inflação e liquidez são as três variáveis das quais nunca tiramos os olhos, especialmente porque cripto é a classe de ativos de risco mais sensível à liquidez”, afirma. Porém, o especialista indica que a carteira segue preparada para lidar com qualquer cenário:

“A beleza de uma carteira sistemática é que eu não preciso ter uma visão forte sobre isso para ela funcionar. Se o mercado lateralizar, a carteira busca os ativos com maior momentum ou permanece em caixa dolarizado. Se o mercado cair de forma consistente, ela vai para caixa. Se romper para cima, amplia a exposição. O fio condutor é simples: em qualquer um desses cenários, a carteira não precisa que eu acerte o gatilho. Meu trabalho é manter o método funcionando e ser transparente sobre os riscos.”

Relatório completo da carteira Empiricus Crypto Momentum está disponível; saiba como acessá-lo

Se você deseja conhecer a carteira Empiricus Crypto Momentum na íntegra, ela está disponível por meio do BTG Content – plataforma online de conteúdos do BTG Pactual.

Acessando a plataforma do banco, você pode conferir o relatório completo da carteira, e conhecer de perto a tese por trás de todos os ativos que a compõem no momento.

Caso não tenha cadastro na plataforma, o banco dá a oportunidade de testar o BTG Content e usufruir de todos os relatórios e recomendações oferecidos por 30 dias gratuitos.

O acesso é bem simples: basta fazer um cadastro rápido, com poucos cliques, pelo link disponibilizado no botão abaixo.

DISCLAIMER: Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability).

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