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Bitcoin (BTC) a US$ 80 mil e a pergunta que não quer calar: para que lado vai a maior criptomoeda do mundo agora?

5 de Maio de 2026, 15:16

O bitcoin ultrapassou a marca de US$ 80 mil ontem (4), atingindo o preço mais alto desde o final de janeiro e uma recuperação de 35% em relação à mínima recente de US$ 60 mil. E a seguir, apresento os fatores que impulsionam essa valorização.

O primeiro deles são as entradas de capital em ETFs de bitcoin. Os ETFs de bitcoin à vista registraram entradas líquidas de aproximadamente US$ 2 bilhões em abril — o mês mais forte desde outubro de 2025. Analistas consideram isso um sinal claro de renovado interesse institucional.

Outro ponto é o progresso CLARITY ACT. O projeto viu um possível acordo sobre o rendimento da stablecoin na semana passada, o que aumenta as chances de aprovação. Uma votação formal do projeto de lei pode ocorrer esta semana, e os participantes do Polymarket agora acreditam que há 64% de chance do Clarity Act se tornar lei em 2026.

A Strategy segue comprando bitcoins. A empresa agora detém 818 mil moedas, ou 3,8% da oferta total. Ao todo, a companhia aumentou sua participação em 13% desde a mínima de US$ 60 mil em janeiro, principalmente com a venda de STRC, que oferece um rendimento de 11,5%.

Por fim, as máximas históricas do mercado de ações favoreceram as criptomoedas. Os mercados de ações estão em um momento de grande apetite por risco, o que provavelmente dá aos investidores de bitcoin alguma confiança para investir a longo prazo.

Vale ressaltar que, nenhum desses fatores estava presente há quatro anos, quando o bitcoin falhou no reteste da média móvel simples de 200 dias em março de 2022. Portanto, a pergunta de um trilhão de dólares agora é:

Esses fatores serão fortes o suficiente para fazer com que desta vez seja diferente?

Conforme mencionado acima, parece que os grupos de pressão das criptomoedas e do setor financeiro tradicional estão próximos de um acordo em relação ao rendimento das stablecoins sob Clarity Act.

Os senadores Tillis (republicano da Carolina do Norte) e Alsobrooks (democrata de Maryland) divulgaram na sexta-feira (1) o texto de compromisso do projeto de lei.

Ele proíbe o rendimento de stablecoins ociosas. Ou seja, não há pagamentos de juros para quem compra e mantém. Ao mesmo tempo, o texto preserva as recompensas para stablecoins usadas em determinadas atividades. Isto significa que, recompensas para quem compra e usa são aprovadas.

Grandes grupos do setor de criptomoedas, como Coinbase e Circle, apoiaram o texto revisado e pediram ao Comitê Bancário do Senado que desse início à fase de votação. O lobby bancário do setor financeiro tradicional (TradFi) mostrou-se menos entusiasmado. Segundo eles, que o projeto de lei estava na direção certa, mas ainda pecava em detalhes importantes.

A questão do rendimento das stablecoins tem sido o principal obstáculo para a aprovação do Clarity Act. Os bancos argumentam que o rendimento das stablecoins provocará uma fuga de depósitos do sistema bancário. As empresas de criptomoedas, por sua vez, afirmam que é economicamente justo para os depositantes, está dentro dos direitos da empresa e é necessário para a competitividade geral.

Com a questão do rendimento perto de ser resolvida, analistas acreditam que uma votação no Senado pode ocorrer antes do recesso de agosto. Nesse cronograma, o Clarity Act poderia ser promulgado até o final do ano. Isso representaria a legislação mais significativa sobre criptomoedas nos EUA até o momento.

  • LEIA MAIS: saiba como buscar renda com criptomoedas, toda sexta-feira, de forma automatizada; conheça o Delta IA

Variações semanais (27/04/26 a 04/05/26)

₿ Bitcoin (BTC): US$ 80.178 | Var. +8,05%

♦ Ethereum (ETH): US$ 2.387| Var. +7,18%

🟠 Dominância Bitcoin: 61,24% | Var. +0,96%

🌐 Valor total do mercado cripto: US$2,66t | Var. +2,7%

💵 Valor de mercado de stablecoins: US$ 322,512b | Var. +0,64%

📊 Valor total travado (TVL) em DeFi: US$ 85,857b | Var +0,74%

* dados referentes ao fechamento em 04/05/26


Tópicos da semana

– Tether reporta lucro de US$ 1,04 bilhão no 1º tri e atinge buffer recorde de US$ 8,23 bilhões:

O relatório de atestação do 1º trimestre de 2026 da Tether apontou um lucro líquido de US$ 1,04 bilhão e um buffer de reservas excedentes recorde de US$ 8,23 bilhões. Ou seja, um ritmo mais moderado em comparação aos mais de US$ 10 bilhões de lucro anual reportados em 2025. A composição das reservas em 31 de março incluía US$ 141 bilhões em títulos do Tesouro dos EUA, cerca de US$ 20 bilhões em ouro físico e aproximadamente US$ 7 bilhões em bitcoin, dando suporte a US$ 183 bilhões em passivos de USDT. O relatório da BDO é uma atestação pontual (snapshot), e não uma auditoria financeira completa.

– As 17 páginas da BlackRock:

A BlackRock enviou uma carta de 17 páginas no último dia do prazo de 60 dias do Office of the Comptroller of the Currency. Na correspondência a companhia se opunha ao limite proposto de 20% para ativos de reserva tokenizados de emissores de stablecoins no âmbito do GENIUS Act. Segundo a gestora, essa restrição afetaria diretamente produtos como o BUIDL, que hoje lastreia mais de 90% do USDtb da Ethena e do JupUSD da Jupiter, além de solicitar que ETFs de Treasuries sejam reconhecidos como reservas elegíveis e que títulos do Tesouro de taxa flutuante de dois anos sejam incluídos na lista de ativos permitidos, argumentando que os riscos reais das reservas estão relacionados à liquidez, duração e qualidade de crédito, e não ao fato de serem ou não tokenizadas.

A Coinbase, em parceria com a Superstate, vai lançar o Coinbase Stablecoin Yield Fund (CUSHY) no segundo trimestre de 2026:

Voltado para investidores institucionais e focado em estratégias de crédito denominadas em stablecoins por meio de uma classe de cotas tokenizada na plataforma FundOS. Este será o primeiro fundo externo emitido nessa infraestrutura. A estrutura regulada do veículo é uma resposta direta ao CLARITY Act, que proíbe rendimentos de stablecoins equivalentes a juros de depósitos, mas permite incentivos via fundos regulados. O fato de a Coinbase ter apoiado publicamente a legislação um dia antes do anúncio reforça o alinhamento entre o avanço regulatório e o lançamento do produto.


Bitcoin é mesmo reserva de valor… ou o mercado inteiro está errado?

Neste episódio do Crypto Never Sleeps, recebemos Samir Kerbage e Gerson Junior, da Hashdex, para uma conversa profunda sobre o futuro do mercado cripto. Assista aqui:


Aviso obrigatório: este conteúdo é apenas informativo e tem como objetivo compartilhar insights e análises sobre o mercado. Não constitui recomendação de investimento, e qualquer decisão financeira deve ser feita com base em sua própria análise e, preferencialmente, com o apoio de profissionais qualificados.

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O que a manutenção nos juros dos EUA, e um novo movimento regulatório, significam para o mercado de criptomoedas

22 de Março de 2026, 15:00

A semana que se passou foi carregada em eventos macro. O conflito no Oriente Médio continua no centro das atenções: não apenas pela questão bélica, mas pelas distorções que tem gerado na economia, e que terminaram por impactar as decisões de política monetária ao redor do globo. 

Os quatro maiores bancos centrais do planeta reuniram seus comitês na mesma semana: Federal Reserve, Banco Central Europeu, Bank of England e Bank of Japan. O veredito, sem exceção, foi o mesmo: pausa. Com a inflação pressionada pela energia e sem perspectiva clara de alívio no conflito, qualquer movimento nos juros torna-se uma decisão de risco, dado que o impacto ainda é difícil de calcular. 

Nesta edição, destrinchamos como essa dinâmica afeta os criptoativos, o que saiu da reunião do FOMC — o comitê de política monetária dos EUA, cuja decisão é a que mais pesa sobre o segmento e acaba por influenciar as demais — e um movimento regulatório que o mercado aguardava há anos. 

De olho no gráfico: bitcoin (BTC) em reversão à média

O bitcoin (BTC) chegou a testar a resistência dos US$ 76 mil na terça-feira (17), nível que já havia funcionado como teto no início de março. A rejeição foi rápida.

No rastro das bolsas americanas — pressionadas pelo PPI acima do esperado e pelo tom mais cauteloso do Fed — o ativo recuou, agora lutando para ficar acima da faixa dos US$ 70 mil

O momentum da semana veio sustentado por entradas via ETFs de bitcoin listados nos EUA e compras sistemáticas da Strategy (MSTR), empresa que adota o bitcoin como principal reserva de valor em seu balanço.

Ainda assim, nosso modelo proprietário de análise topológica, que tenta identificar a “forma” do mercado para distinguir regimes de tendência de lateralização, aponta que o ativo segue em regime de reversão à média, sem força suficiente para um movimento direcional expressivo no curto prazo.

Fonte: Farside

O mercado de derivativos corrobora essa leitura. Os dados mostram que há pouca alavancagem acumulada, ou seja, poucos investidores estão apostando com dinheiro “emprestado” — o que reduz o risco de liquidações em cascata e movimentos bruscos de preço

  • VEJA MAIS: Ferramenta automatizada “varre” o mercado de criptomoedas em busca de retornos de até R$ 1 milhão; veja como acessar 

De olho nos juros: FOMC mantém taxa nos EUA entre 3,5% e 3,75%

Na quarta-feira, o FOMC manteve a taxa de juros norte-americana entre 3,50% e 3,75%. A decisão em si não moveu nada, e há uma razão para isso.

Quando uma expectativa se torna amplamente compartilhada, dizemos que ela já está embutida nos preços antes de acontecer. A manutenção estava tão precificada que sua confirmação foi quase ignorada. O que o mercado buscou foi o que viria depois: o guidance, que chegou em duas formas.

A primeira, foram os relatórios publicados junto com a decisão. O dot plot, diagrama onde cada membro do comitê registra onde acredita que os juros devem estar ao longo dos próximos anos, mostrou divisão: sete membros não veem cortes em 2026, e outros sete veem apenas um.

Não é um comitê alinhado, é um comitê que genuinamente não sabe (reflexo. em boa parte. da imprevisibilidade de uma guerra). As projeções econômicas reforçaram isso: inflação revisada para cima, crescimento revisado levemente para cima também. A economia não está quebrando, o que tira a urgência de cortar os juros. Mas a inflação tampouco está domada. 

A segunda forma foi Jerome Powell, presidente do Fed, na coletiva de imprensa. Quando questionado sobre a solidez das projeções, foi direto: admitiu ter “pouca convicção” nelas. O motivo é o conflito no Oriente Médio. Ninguém sabe quanto tempo vai durar, até onde o petróleo pode ir, nem como isso vai se propagar pelos preços ao longo dos próximos meses. 

O cenário que se desenha é o que o mercado chama de “higher for longer“, juros elevados por mais tempo. O Fed não vai cortar enquanto a inflação não mostrar sinais claros de melhora, e quanto mais o conflito se prolonga, mais ela tende a persistir. Para ativos de risco, isso significa um ambiente macro de menor liquidez e maior custo de oportunidade — ao menos enquanto o quadro não mudar. 

O mapa regulatório pelo qual o setor esperava

Em meio à pressão macroeconômica, a semana trouxe um movimento pelo qual o mercado cripto aguardava há anos

Na segunda-feira (16), SEC e CFTC publicaram conjuntamente um documento de 68 páginas que representa a primeira taxonomia formal do mercado cripto nos Estados Unidos, uma espécie de mapa oficial que classifica os diferentes tipos de ativos digitais, e define quem regula o quê.

A conclusão central é que a maioria dos criptoativos não é considerada valor mobiliário, e passa a ser tratada como commodity digital, sob jurisdição principalmente da CFTC.  

O documento lista ativos nessa categoria como: Bitcoin, Ethereum, Solana, XRP, Cardano, Chainlink, Avalanche, Polkadot, Dogecoin, Litecoin, Stellar, Hedera e Algorand. Estes são os principais ativos do mercado, representando cerca de 85% do volume negociado nas exchanges por market cap

Para se ter ideia, alguns podem ser convertidos entre si de forma direta e instantânea pela nova funcionalidade de Conversão Direta de Criptoativos do BTG Pactual, que permite migrar entre posições sem a necessidade de duas operações separadas – mais um ponto positivo para a “institucionalização” do mercado. 

O que ainda continua sendo “security“? Ativos que representam instrumentos financeiros tradicionais em formato digital, como ações tokenizadas e títulos de dívida tokenizados. Se o ativo existe para replicar algo que já existe no mercado tradicional, continua sob as regras da SEC. Se é nativo do universo cripto, cai na nova classificação. 

Historicamente, SEC e CFTC disputavam jurisdição sobre os mesmos ativos, criando um limbo em que ninguém sabia ao certo a quem recorrer. O documento formaliza a divisão de responsabilidades e sinaliza o fim da chamada “regulation by enforcement“, prática em que os reguladores atuavam processando empresas em vez de publicar regras claras.

Com a CFTC, agência historicamente mais pragmática e menos agressiva que a SEC, assumindo o papel central, o ambiente para inovar e atrair capital institucional muda de patamar. 

O que isso muda na prática? Exchanges podem listar SOL, ADA e outros sem risco de processo da SEC, o que havia travado sua adoção nas maiores plataformas americanas. Para bancos e gestoras, a classificação entrega o parecer jurídico que os departamentos de compliance precisavam para aprovar custódia.

O pipeline de ETFs também se beneficia: com ADA, LINK, AVAX e DOT agora classificados, pedidos de ETFs spot têm caminho regulatório mais claro. Há mais de 126 pedidos aguardando análise na SEC. 

O documento é uma interpretação regulatória, não lei — e uma administração futura poderia revertê-la. É por isso que o Clarity Act continua sendo peça fundamental: ele transformaria essa interpretação em legislação permanente.

O problema é que o projeto segue parado no Senado desde julho de 2025. Abril é o deadline crítico: se não avançar no comitê até lá, as chances de aprovação em 2026 caem de forma relevante, com o calendário legislativo sendo tomado pelas eleições de meio de mandato (midterms) a partir do segundo semestre. 

O contraste da semana é claro: bancos centrais hesitando entre inflação e crescimento, jogando para frente qualquer afrouxamento. Reguladores entregando o mapa que o setor aguardava. Sob outra perspectiva, o que temos é preço e fundamento divergindo, enquanto o cenário macro ofusca avanços expressivos do lado institucional e regulatório.

O mercado cripto opera hoje com um market cap nos mesmos níveis de 2021, quando não havia nenhuma regulação clara, nenhum ETF aprovado e nenhum banco central discutindo o setor. O pano de fundo mudou radicalmente; o preço, ainda não. Em um momento de alívio, essa pressão represada pode se manifestar com mais intensidade. 

Mineração de Bitcoin: o que é, e como funciona? | Crypto Direto ao Ponto #5 

Você já ouviu falar que o Bitcoin é “minerado”, mas nunca entendeu exatamente como isso funciona? Neste episódio do Crypto Direto ao Ponto, a especialista em criptomoedas Heloisa Mendonça, da Empiricus, explica de forma simples e direta. Assista aqui:

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Selic a 14,75% ao ano, inflação, greve dos caminhoneiros e Ibovespa no ‘fogo cruzado’: veja destaques do Empiricus PodCa$t neste sábado (21)

21 de Março de 2026, 09:00

A semana que se encerra neste sábado (21) não veio sem suas emoções no mercado. Na última quarta-feira (18), o Copom optou por reduzir a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, deixando-a em 14,75% ao ano. Enquanto isso, nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) manteve os juros no mesmo patamar por lá.

Enquanto isso, o conflito no Oriente Médio segue:

  • Expandindo a aversão ao risco nos mercados,
  • Levando o Ibovespa à queda nos últimos pregões;
  • Mantendo o preço do petróleo acima dos US$ 100.

O petróleo em alta, inclusive, levanta discussões sobre pressão na inflação brasileira, especialmente nos setores de alimentos, transportes e combustíveis, e uma possível greve dos caminhoneiros tomou conta dos noticiários. E agora, como o investidor deve se posicionar nesse momento?

Esses são os destaques do novo episódio do Empiricus PodCa$t, que foi ao ar nesse sábado (21), com a participação de Lais Costa, analista de renda fixa e fundos de investimento da Empiricus Research, e Bruno Henriques, head de renda variável do BTG Pactual. Clique abaixo e confira:

Selic a 14,75% ao ano, e agora?

Em um tom dovish, o Copom optou por iniciar o ciclo de corte de juros no Brasil, que já estava previamente contratado para sua reunião da última quarta-feira (18).

Porém, o tom do comunicado deu a entender que os próximos passos estão em aberto, justamente por conta do cenário de incerteza e pressão inflacionária nos mercados.

Os dados da inflação (IPCA) do mês de fevereiro vieram levemente acima do esperado pelo mercado (0,7%, contra 0,6% das expectativas). Para Lais Costa, os últimos dados ainda não refletem os riscos da guerra.

Porém, o mercado segue sob temores de que a alta no petróleo pressione os preços dos alimentos, combustíveis e transportes a partir dos próximos meses.

Greve dos caminhoneiros no radar: o que esperar?

Temores sobre uma nova greve dos caminhoneiros, aos moldes daquela vista em 2018, tomaram conta do mercado durante a semana.

Na sexta-feira (20), Renan Filho, ministro dos Transportes do governo Lula, afirmou que o risco de greve foi afastado, após o governo publicar uma Medida Provisória (MP) endurecendo as regras de fiscalização do piso mínimo do frete, o que pode favorecer os caminhoneiros.

Porém, apesar de “afastado”, o risco de paralização pode não ser totalmente descartado por ora, dada a imprevisibilidade do cenário do petróleo no futuro próximo.

Onde investir agora?

Segundo Lais Costa, especialista em renda fixa e fundos de investimento, a redução de 0,25 ponto percentual na taxa de juros “muda muito pouco” para o investidor pessoa física no momento, mas alguns títulos de renda fixa em especial devem estar no radar de quem deseja aproveitar a janela de oportunidades.

Já para Bruno Henriques, do lado da renda variável, “vale a pena olhar a bolsa brasileira com carinho” após a semana de quedas no Ibovespa, especialmente no caso de investidores com posições pequenas em bolsa. “Não acho que passou o bonde [da bolsa]”, afirma.

Durante o programa, os analistas compartilharam suas recomendações para o momento na íntegra. Para conferi-las, assista ao episódio. Basta clicar logo abaixo:

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Preço do petróleo ‘não volta mais aos US$ 50’, diz analista que discute oportunidades de investimento nesse cenário

18 de Março de 2026, 14:45

Com a escalada dos conflitos no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã, culminando no fechamento do estreito de Ormuz, o petróleo à vista (tipo brent) segue negociado acima dos US$ 100 nessa semana, maior patamar dos últimos 4 anos.

Nesse cenário, investidores podem se perguntar até onde os preços podem ir, ou se é possível esperar por uma queda, uma vez que os conflitos sejam apaziguados de alguma forma.

Por enquanto, não há nenhum sinal concreto de encerramento da guerra no Oriente Médio. Mas mesmo que acordos venham, é possível que o preço do petróleo não volte a ser o que era antes.

“Se o conflito terminasse amanhã e o estreito de Ormuz fosse liberado, mesmo em uma questão de sobreoferta, entendo que o petróleo não volta mais para a casa dos 45, 50 dólares. Esse cenário saiu de cena”, afirma Ruy Hungria, analista da Empiricus Research.

Ruy Hungria e Matheus Spiess, analista de macroeconomia da casa, comentaram o assunto no primeiro episódio da nova temporada do Empiricus PodCa$t, que foi ao ar no último sábado (14). Confira:

Em um mundo de conflitos, o petróleo segue sendo hedge geopolítico

Hungria explica que a guerra lembrou ao mercado que expectativas podem ser quebradas a qualquer momento, o que pode seguir refletindo no preço do petróleo por mais tempo.

“É simplesmente por conta de um prêmio de risco, o risco de que tenhamos uma quebra de oferta de alguma forma. Mesmo que o conflito passe, o mercado entendeu que não dá para tirar isso das contas. Essa incerteza já é suficiente para adicionar alguns dólares a mais ao valor do petróleo”, afirma.

“Estamos pulando de conflito em conflito. Não temos mais aquela janela prolongada de paz [no mundo]. Então, o petróleo serve de hedge geopolítico”, complementa Matheus Spiess.

O que esperar do preço do petróleo nos próximos dias?

Dada a volatilidade do cenário atual, ambos os analistas não cravam um teto de preço para o petróleo. Entretanto, a continuidade da alta não é descartada especialmente porque o governo iraniano tem interesse em escalar a guerra.

“É de interesse do Irã escalar, inviabilizando a passagem do estreito de Ormuz, por conta de seu papel fundamental na cadeia de suprimentos internacional. Não resta nada a eles, a não ser aumentar o custo econômico para o Ocidente”, afirma Spiess, que continua:

“Preços extremos são possíveis de acontecer, mas existe um cenário-base de que o conflito não dure tanto. Entretanto, não significa que não carreguemos consequências de um petróleo mais alto por algum tempo”.

Apesar disso, o analista conclui que o processo deve seguir a maior parte dos “exemplos históricos de choque geopolítico”. Isto é, a princípio, uma maior volatilidade, seguida de uma normalização nos mercados. Essa possível normalização é o ponto de maior atenção aos investidores.

“Diante dessa crise humanitária, podemos observar janelas de oportunidade para alguns ativos específicos”, conclui.

Nessas janelas de oportunidade, inclusive, há uma ação brasileira que tem sido uma das mais beneficiadas pela alta do petróleo, mas que, ao mesmo tempo, não depende desse rali para trazer boa performance.

‘Janela de oportunidade’: as ações brasileiras que podem se beneficiar do cenário atual

Dito isso, quais os “ativos específicos” recomendados pelos analistas no momento?

Ruy Hungria aponta que as petroleiras brasileiras têm se beneficiado desse cenário. Como a Petrobras (PETR4), por exemplo, que atualmente está presente em séries da Empiricus como Vacas Leiteiras e Double Income, focadas recomendações para dividendos e geração de renda extra.

Porém, a Petrobras está mais exposta ao risco político, segundo os analistas. Se o petróleo continuar subindo, o atual governo brasileiro pode se preocupar em não elevar o preço dos combustíveis.

“Combustível mais alto pega na popularidade do governo, que já está bem prejudicada ao longo dos últimos meses”, afirma Spiess. Consequentemente, é possível que “a conta da Petrobras não feche”.

Em contrapartida, a Empiricus também indica uma outra petroleira brasileira que não está exposta a esse risco e, ao mesmo tempo em que se beneficia da alta do petróleo, não depende apenas disso para gerar valor, favorecendo o ponto de entrada atual.

Essa empresa é uma “ótima geradora de caixa” e consegue “o operar com excelência a níveis de brent significativamente abaixo dos atuais”, independentemente do cenário atual, segundo o relatório.

Além disso, espera-se que seu custo de extração do petróleo fique em torno de US$ 8 por barril em 2026, valor considerado muito barato no setor. A empresa já está “ganhando muito mais dinheiro” atualmente, segundo Ruy Hungria.

“Essa empresa é a que mais gostamos, a melhor operadora entre as privadas, e tem uma grande expectativa de crescimento de produção. Ela, na verdade, é quem mais se beneficia dessa alta do petróleo”, conclui o analista no programa.

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Petróleo a US$ 200? Primeiro episódio da nova temporada do Empiricus Podca$t começa com conflito no Oriente Médio; assista agora 

14 de Março de 2026, 09:20

Nas últimas semanas o mercado não comentou outro assunto, além dos conflitos entre Estados Unidos, Israel e Irã e os impactos no preço do petróleo e na inflação global. Esse também foi o assunto da nova temporada do Empiricus Podca$t que começou com novidades.

A partir de agora, a jornalista Paula Comassetto assume o comando das conversas, trazendo para pauta os temas que mais mexem com os mercados.  

Assim após a escalada de tensões no Oriente Médio, que levou o preço do petróleo a ultrapassar novamente a marca de US$ 100, a pergunta de muitos investidores é:  

O petróleo pode chegar nos US$ 200? 

Durante o programa, os analistas Ruy Hungria e Matheus Spiess, da Empiricus Research responderam a esta pergunta. Eles também analisaram o atual cenário e apontaram o que deve estar no radar dos investidores, como se preparar e onde investir

Nesta matéria, separamos alguns melhores momentos desse primeiro episódio do  Empiricus Podca$t. Confira.  

‘O petróleo não volta mais para a casa dos US$ 45, US$ 50’ 

Com o mercado se perguntando até onde o preço do petróleo pode chegar, Matheus Spiess aponta que, tudo depende da evolução do conflito e, principalmente, da situação no estreito de Ormuz, ponto estratégico por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.  

Segundo o analista, caso a passagem permaneça inviabilizada, o mercado pode enfrentar um choque de oferta de proporções históricas. Já Ruy Hungria pondera que prever preços extremos é muito difícil, mas ressalta que o contexto atual já muda a percepção do mercado.  

“Não dá para saber se esse negócio vai para US$ 150 ou US$ 200. Mas, entendo que o petróleo não volta mais para essa casa de US$ 45, US$ 50, que todo mundo estava falando”, afirma. 

Inflação, corte da Selic e bolsa brasileira 

Além do preço do petróleo, os analistas discutiram o impacto do petróleo mais caro na inflação, na política de juros e nas perspectivas para a bolsa brasileira. 

A boa notícia é que você pode conferir essa conversa na íntegra. O Empiricus Podca$t já está disponível no YouTube da Empiricus. Para assistir, basta clicar no link abaixo:  

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Em tempos de guerra, precisamos de um mercado que nunca dorme

8 de Março de 2026, 15:00

Caro leitor, 

Nessa semana, o mercado de criptomoedas esteve em evidência – de uma forma que poucos esperavam. Não por causa de um novo recorde de preço ou anúncio regulatório, mas porque, em um momento de crise geopolítica, foi o único sistema financeiro funcionando

Quando Donald Trump anunciou o ataque dos Estados Unidos ao Irã às 4h30 de um domingo, bolsas norte-americanas estavam fechadas, futuros parados, câmbio global sem liquidez. Quem queria algum vislumbre de como o mercado reverberaria os acontecimentos, ou até mesmo tentar se antecipar, tinha uma única alternativa disponível: cripto. E foi exatamente para lá que o mundo olhou. 

Nesta edição, vamos destrinchar o que esse episódio revela sobre o papel crescente da infraestrutura on-chain, o que o bitcoin (BTC) está sinalizando tecnicamente após o rompimento dessa semana, e o dado que colocou o Fed (Federal Reserve) em uma posição desconfortável. 

Expresso Macro

Uma das perguntas mais interessantes da semana foi por que o bitcoin (BTC) conseguiu sustentar uma recuperação mesmo em meio a tanto ruído geopolítico. A resposta vem de um tema que acompanhamos juntos nas últimas semanas: a rotação dentro do setor de tecnologia norte-americano

Aos que não se recordam ou não acompanharam, em essência, o bitcoin apresenta alta correlação com o setor de software dos EUA, o que significa que, quando o segmento sofre, o BTC sofre junto.

Nesse contexto, nas últimas semanas, os mercados passaram por uma rotação setorial, impulsionada pela reavaliação de quais segmentos capturam o retorno econômico da inteligência artificial (IA).

O consenso convergiu para a visão de que hardware (semicondutores e infraestrutura física) é insubstituível no ciclo de desenvolvimento de IA, enquanto empresas de software estariam sujeitas à perda de receita caso soluções baseadas na tecnologia viessem a substituir plataformas consolidadas. Como materialização dessa narrativa, empresas de hardware subiram na bolsa, enquanto software ficou no banco dos réus.  

O detalhe importante é que tanto o índice S&P 500 quanto o Nasdaq Composite ficaram próximos das máximas históricas durante todo esse período – evidência de que o movimento não foi uma fuga generalizada do risco. 

O que começou a mudar no início de março foi a velocidade de tudo isso. O mercado havia precificado uma substituição rápida e ampla do software pela IA, mas a realidade operacional das empresas não sustenta esse ritmo.

Implementar IA em ambiente corporativo envolve compliance, auditorias, integração com sistemas legados e contratos de longo prazo que não se rescindem da noite para o dia.

A própria Anthropic reforçou esse ponto, ao destacar que suas ferramentas foram desenvolvidas para ampliar o que os softwares já fazem, não para substituí-los. A inteligência artificial, no estágio atual, é mais potencializadora do que substituta

Conforme essa percepção se dissemina, a pressão sobre o setor arrefece. E o Bitcoin, que havia sido castigado pela correlação, passa a se beneficiar no sentido contrário. O que temos agora é um movimento de recuperação em meio ao ruído geopolítico, além dos dados de emprego nos EUA (payroll) mais fracos, divulgados na última sexta-feira (6).

Porém, a duração do atual conflito geopolítico será determinante para o destino final dos preços.  

No curtíssimo prazo, temos nosso modelo proprietário apontando para um regime “risk-on” em conjunto com um setor de softwares excessivamente descontado em relação ao resto das empresas de tecnologia, o que sugere maiores probabilidades do BTC se valorizar

De olho no gráfico: bitcoin (BTC)

Durante a semana, o BTC rompeu o canal de lateralização no qual oscilava desde o início de fevereiro. O movimento chama a atenção justamente por acontecer em meio ao aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, tipo de contexto que, historicamente, costuma pressionar ativos de risco para baixo. 

O ponto mais importante agora é entender se essa recuperação representa uma mudança duradoura no comportamento do preço, ou apenas um rompimento ainda sem sustentação. Para que possamos falar com mais convicção sobre uma retomada de tendência de alta, dois sinais precisam aparecer: o preço se mantendo acima dos US$ 70 mil e a formação de fundos progressivamente mais altos, indicando que os compradores estão, de fato, assumindo o controle. 

Essa confirmação ainda não chegou. E na última sexta-feira (6), o BTC voltou a sofrer pressão após a divulgação dos dados do mercado de trabalho nos EUA, que vieram abaixo das expectativas. O problema não é só o número fraco em si: é o que ele representa para o Fed. 

Fonte: TradingView

Em uma situação de rotina, um dado fraco de emprego costuma sinalizar desaceleração econômica, o que abre espaço para o Banco Central cortar juros e estimular a atividade.

O problema é que os custos seguem subindo ao mesmo tempo. A guerra no Oriente Médio pressiona o petróleo, e petróleo mais caro encarece o frete, a produção, os insumos: tudo isso se transmite para o preço final dos produtos.

Cortar juros, nesse ambiente, arrisca jogar lenha na fogueira inflacionária. Não cortá-los pode aprofundar o enfraquecimento do mercado de trabalho. Como resultado, isso tende a fazer com que o Fed demore mais para cortar, ao menos enquanto o conflito se estender.

Do lado quantitativo, porém, o sinal mais relevante desta semana veio positivo. Um dos nossos modelos proprietários, desenvolvido para capturar mudanças de regime de longo prazo e distinguir viradas estruturais de ruídos pontuais, migrou de “risk-off” para “risk-on” no início de março.

Para contextualizar o peso desse sinal: desde o início de janeiro, o modelo operava no vermelho, uma leitura coerente com a deterioração observada ao longo de todo o período de queda, e que permitiu que as carteiras gerenciadas pelo SOROS se protegessem de cerca de 20% de queda

A inversão agora não é trivial. Vale ressaltar que isso não elimina a possibilidade de correções no curto prazo. O modelo captura tendências, não candles isolados, mas é um indicativo que merece atenção. 

Enquanto você dorme, alguém está trabalhando

Voltemos ao domingo passado de madrugada. 

Eram 4h30 da manhã do último domingo (1) quando o presidente Trump anunciou o ataque norte-americano ao Irã. Em anos anteriores, investidores que quisessem avaliar o impacto nos mercados teriam que esperar até as 18h de domingo, horário em que os futuros norte-americanos reabrem. Quase 16 horas de silêncio, sem preço, sem formação de mercado, sem nenhuma forma de agir. 

Esse domingo foi diferente. 

Hyperliquid, maior plataforma de contratos perpétuos descentralizados do mundo por volume, operou sem interrupção. E o destaque não foi a negociação de criptoativos, mas sim de petróleo bruto, ouro e outros ativos reais.

Quando a Bloomberg precisou reportar como o mercado de petróleo havia reagido ao ataque, o contrato de crude oil citado como referência de preço não era o da NYMEX ou o da ICE, mas sim o da Hyperliquid. Uma exchange descentralizada sendo usada como termômetro de commodities, em plena crise geopolítica

O ouro também encontrou seu caminho on-chain. O XAUT, versão tokenizada do ouro desenvolvida pela Tether, registrou um volume de 24 horas superior a US$ 300 milhões naquele domingo. 

Mercados preditivos como Kalshi e Polymarket bateram recordes. Por algumas horas, os mercados on-chain não eram uma alternativa ao sistema financeiro. Eram o próprio sistema financeiro

Parte do mercado interpreta esse movimento como um adiantamento: não uma reação ao passado, mas uma aposta sobre o futuro da infraestrutura financeira. 

A transição para mercados on-chain vinha sendo discutida como um processo que levaria, talvez, uma década. Algo que aconteceria pelas bordas, lentamente, sem que ninguém percebesse.

O último fim de semana comprimiu esse horizonte. Quando a crise chegou em um horário no qual o sistema tradicional estava de portas fechadas, o mercado não esperou, mas sim encontrou o caminho que estava disponível, colocando a eficiência da blockchain nos holofotes. 

Para ficar de olho, ativo da semana: HYPE

No fim de semana do ataque ao Irã, Hyperliquid foi colocada no centro da narrativa. 

Commodities figuram entre os poucos setores com performance positiva no cenário atual de desglobalização e reorganização das cadeias globais de suprimento.

Traders que querem operar esse movimento com alavancagem precisam de uma infraestrutura que as bolsas tradicionais não entregam da mesma forma: menos intermediários, menos capital imobilizado como colateral, liquidação transparente e um mercado que nunca dorme. Hyperliquid tem respondido a essa demanda, e o crescimento dos derivativos de commodities na plataforma reflete isso. 

O ambiente regulatório caminha na mesma direção. A CFTC anunciou, na última semana, a intenção de trazer os mercados de contratos perpétuos para o solo norte-americano no prazo de um mês. O presidente da agência foi direto: a gestão anterior havia empurrado essa liquidez para o exterior, e era necessário reverter esse movimento.

Para a Hyperliquid, hoje a maior plataforma de perpétuos descentralizados do mundo, construída justamente nesse mercado offshore, a abertura regulatória amplia significativamente a base de usuários potenciais. 

Destaques da semana

O bitcoin (BTC) é dinheiro ou apenas investimento?

Neste episódio da série Cripto Direto ao Ponto, eu explico. Assista clicando abaixo:

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Na contramão do preço do bitcoin (BTC), uma outra narrativa se sobressai 

1 de Março de 2026, 15:00

Caro leitor,

Na quarta-feira (25), o bitcoin (BTC) disparou quase 10% em poucas horas. Redes sociais vibraram: “A virada chegou”, “O fundo está formado.” Se você acompanhou o movimento com aquela mistura de alívio e ceticismo — “será que é dessa vez?” —, esta edição foi feita para você. 

A resposta curta: ainda não é a hora. Mas o mecanismo por trás dessa alta conta uma história importante sobre como o mercado de criptomoedas funciona. E o cenário macro que cercou essa semana é mais revelador do que o próprio preço. 

Nesta edição, vamos destrinchar o que provocou o rali, a mudança de regime que está redesenhando as forças por trás dos mercados, e o que tudo isso significa para o portfólio nas próximas semanas. 

Falando sobre preço 

O bitcoin (BTC) encerrou a semana dentro da mesma faixa que acompanhamos desde o início de fevereiro: entre US$ 62 mil e US$ 70 mil. No começo da semana, o ativo se arrastava próximo à banda inferior, sem convicção de compradores e sem catalisadores visíveis. 

Na quarta-feira (25), esse quadro mudou de forma abrupta. Uma combinação de otimismo quanto à divulgação de resultados da Nvidia (NVDC34) e anúncios da Anthropic elevou o ânimo do mercado, e empurrou o bitcoin de volta para a região de US$ 69–70 mil em questão de horas. O movimento foi rápido e acompanhado por volume expressivo, mas o mecanismo por trás importa mais que o preço em si. 

A alta foi um short squeeze: depois de semanas de queda, o mercado havia acumulado um volume enorme de posições apostando na continuidade da baixa. Quando o sentimento virou, essas apostas foram liquidadas em cascata, forçando recompras que empurraram o preço ainda mais para cima.

Em 24 horas, estima-se que entre US$ 300 milhões e US$ 570 milhões em posições vendidas foram liquidadas. Não foi demanda nova entrando com convicção de alta: foi a eliminação forçada de um posicionamento excessivamente pessimista. Isto é uma alta pontual, mas não uma reversão de tendência. 

Sem um fechamento consistente acima dos US$ 70 mil e sem a formação de fundos progressivamente mais altos no gráfico, a leitura técnica não muda. Nossos modelos proprietários seguem apontando para uma continuação do regime de reversão à média. 

Fonte: TradingView

Na contramão do preço, uma narrativa se sobressai

Se o bitcoin está sofrendo as consequências de ser tratado como ativo de crescimento, parte do capital não está saindo do ecossistema cripto — mas sim encontrando um novo endereço dentro dele.

Os resultados recentes da Circle, empresa por trás da stablecoin USDC, contam uma história diferente. O negócio segue em forte aceleração, e os números do mercado explicam o porquê.

As transações em stablecoins atingiram US$ 35 trilhões em 2025. Para colocar em perspectiva, o PIB dos Estados Unidos, no mesmo ano, foi de aproximadamente US$ 29 trilhões. Ou seja, o volume de transações em stablecoins foi superior ao PIB norte-americano, em um único ano.

O detalhe que não está nas manchetes: menos de 1% desse volume representou pagamentos reais. O restante é trading, arbitragem e operações financeiras on-chain. Isso não é fraqueza — é o tamanho da oportunidade ainda não realizada. A economia de stablecoins está no início de sua expansão como infraestrutura de pagamentos do mundo real.

Para que essa transição aconteça em escala, porém, um gargalo precisa ser resolvido. E ele não tem nada a ver com preço ou regulação.

O ecossistema de stablecoins, hoje, funciona como uma cidade com estradas excelentes, mas sem documentos de identidade universais. Cada serviço — uma conta, um cartão, um envio internacional — exige que o usuário prove quem é do zero.

As verificações de identidade são repetidas para cada plataforma, cada país, cada produto. A composabilidade que tornou o DeFi poderoso quebra exatamente aí. O dinheiro flui livremente entre protocolos, mas a identidade fica presa em silos isolados.

Esse gargalo tem um custo mensurável. Instituições financeiras globais gastam entre US$ 200 bilhões e US$ 280 bilhões por ano em compliance — boa parte para re-verificar informações que já existem em outro silo.

Para plataformas stablecoin-nativas, esse custo chega a consumir 20–25% do orçamento operacional total. É a infraestrutura invisível que, resolvida, destrava o crescimento de toda a camada de cima.

Há um projeto atacando exatamente esse ponto cego, com produto em operação, receita recorrente comprovada e um lançamento público para a comunidade, marcado para a próxima quinta-feira (4). Reservamos o espaço do ativo da semana para ele.

Para ficar de olho: ativo surpresa na segunda-feira (2)

Nesta edição, abrimos mão do ativo da semana para reservar esse espaço para algo maior. Nesta segunda-feira (2), apresentaremos uma oportunidade em estágio embrionário — diretamente conectada ao gargalo que descrevemos acima. Uma janela de entrada que raramente se abre, com potencial de multiplicação de até 1.000 vezes.

Vamos liberar o acesso ao passo a passo para se posicionar. Se você quiser saber mais e tiver interesse, basta clicar no link abaixo:

Novidade no canal da Empiricus: histórias que mudaram as criptomoedas

Nesta semana, inauguramos um documentário para você, que quer entender o mercado de criptoativos em um contexto histórico, que vai muito além do preço. 

Para assistir ao primeiro episódio, basta clicar aqui:

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Histórias que mudaram as criptomoedas: Empiricus lança série documental sobre Bitcoin e criptomercado; assista

27 de Fevereiro de 2026, 14:13

Uma série documental sobre as histórias que moldaram o universo das criptomoedas estreia nesta sexta-feira (27), às 17h, na Empiricus Research. Os episódios quinzenais serão lançados diretamente no canal da casa de análise no YouTube.

Já se perguntou como nasceu o Bitcoin (BTC)?

Este é o tema do primeiro episódio, que mergulha na trajetória da criação da moeda. O documentário aborda desde a publicação do whitepaper por Satoshi Nakamoto em 2008 e os primeiros anos de desconfiança e volatilidade do ativo, até um novo ecossistema financeiro global.

Além disso, durante o vídeo, investidores terão a oportunidade de entender mais sobre:

  • Como surgiu o whitepaper do Bitcoin;
  • O que é blockchain na prática;
  • Por que o BTC é considerado descentralizado;
  • O surgimento e desaparecimento de Satoshi Nakamoto.

O episódio é apresentado pela especialista de criptomoedas da Empiricus Research, Heloisa Mendonça.

Acompanhe a nova série da Empiricus

Ao longo da série, a equipe de especialistas da Empiricus vai explorar as narrativas por trás das principais criptomoedas, assim como seus ciclos de euforia e retração, os avanços em blockchain e os impactos regulatórios que redefiniram mercados.

Além de fatos históricos, a produção oferece contexto estratégico para quem busca compreender riscos, oportunidades e tendências em ativos digitais.

Ao todo, serão 6 episódios:

  1. O nascimento do bitcoin
  2. O garoto que criou o ethereum
  3. Golpes que abalaram o mercado cripto 
  4. Os setores que movem o mundo cripto
  5. Memecoins: piada ou fortuna? O fenômeno que explodiu no mercado
  6. O futuro das criptomoedas: estamos no começo ou no fim do ciclo?

Acompanhar essa série é uma oportunidade de ampliar repertório, fortalecer a tomada de decisão e enxergar além das oscilações de curto prazo.

Para conferir o primeiro episódio, é só clicar no quadro abaixo a partir das 17h desta sexta-feira (27):

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