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Petróleo, ouro e juros nos EUA: de olho nesses temas, Empiricus recomenda BDRs para setembro

10 de Setembro de 2026, 12:00

Na hora de decidir onde alocar seu patrimônio em 2026, o cotidiano de um investidor já se acostumou a lidar com os mesmos temas: conflito no Oriente Médio, disparada do petróleo, inflação, juros sob pressão ao redor do mundo. E essa realidade não devem mudar no curto prazo.

Inclusive, todos esses temas foram considerados na carteira Empiricus BDRs ao trazer sua edição de setembro, com os ativos internacionais mais promissores para quem busca lucros com exposição ao cenário exterior a partir de agora.

No relatório da nova edição, o analista responsável, Matheus Spiess, ressalta que o momento é de seletividade ao investir, especialmente considerando os dados econômicos vindos dos Estados Unidos.

Com isso, duas novas apostas entram na carteira neste mês, focadas em pautas que podem seguir promissoras mesmo em meio às incertezas: especialmente ligadas à commodities como o petróleo e o ouro.

Sai SLB (SLBG34), entra Valero (VLOE34): conheça os novos BDRs recomendados

Você já ouviu falar da SLB (B3: SLBG34) ou da Valero (VLOE34)? A SLB é uma das maiores prestadoras de serviços de petróleo do mundo, e seus papéis faziam parte das recomendações da Empiricus no mês passado.

Porém, as ações acumularam alta de 20% na NYSE somente em agosto, beneficiadas, também, pela forte valorização do petróleo – abrindo uma oportunidade para realização de lucros.

“Realocaremos o capital para uma tese mais diretamente ligada ao cenário atual, na qual a dinâmica dos preços do petróleo e, sobretudo, dos derivados tende a beneficiar fortemente as refinarias ocidentais”, afirma Spiess.

Com isso, as ações saem de cena da carteira e, em seu lugar, entram os BDRs da Valero: uma empresa de refinaria que pode se beneficiar do repasse da alta do petróleo a produtos refinados como gasolina e diesel – que determinam a margem da companhia.

“A menor oferta de petróleo e, principalmente, de derivados, diante de uma menor oferta de refino no Oriente Médio, amplia a diferença entre o preço do petróleo bruto e o dos produtos refinados. Com essa diferença estruturalmente mais elevada, a Valero, focada exclusivamente no refino, tende a capturar lucros maiores”, afirma.

Além do petróleo, o ouro também está na corrida: conheça o GDXB39

Em busca de “refúgios” para seus portfólios em tempos de crise, investidores aumentaram sua exposição ao ouro, tido como um ativo de proteção estrutural,que viu seus preços se beneficiarem do novo choque entre oferta e demanda – semelhantemente ao que ocorreu no petróleo.

A Empiricus decidiu que uma tese ligada ao outro não poderia ficar de fora da carteira de BDRs. Com isso, apresenta aos investidores o GDXB39, BDR de um ETF de mineradoras de ouro.

“O ouro segue como reserva histórica de valor, com uma tese estrutural sustentada pelas incertezas fiscais e geopolíticas, além da demanda persistente dos bancos centrais. Com preços elevados, as margens das produtoras tendem a se expandir mais do que as do ouro físico”, afirma o analista.

O que o cenário macro dos EUA diz sobre seus investimentos

Não se sabe se a próxima reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), marcada para a próxima semana (dias 15 e 16 de setembro), trará mais uma manutenção nos juros ou, possivelmente, o início de um ciclo de alta por lá.

Até a próxima sexta-feira (11), os números de agosto do CPI (Índice de Preços ao Consumidor) e do PPI (Índice de Preços aos Produtores) devem ser divulgados. Ambos são cruciais para definir o quão aquecida a economia norte-americana está, e podem influenciar diretamente nas decisões de política monetária.

Apesar da inflação ter dado sinais de avanço menor que o esperado na última leitura cheia (CPI de julho), Kevin Warsh, presidente do Fed, defende que precisa de “evidências mais consistentes” de que ela está convergindo para a meta, antes de seguir por um caminho de afrouxamento monetário.

“Payroll, CPI e novas falas dos dirigentes serão decisivos para o próximo passo, e a seletividade [nas ações] continua mais importante do que uma aposta binária sobre o movimento dos juros, com preferência por empresas capazes de combinar crescimento visível, balanços robustos e conversão comprovada de investimento em caixa”, conclui Spiess.

Empiricus BDRs: acesse carteira completa gratuitamente

Os dois BDRs citados anteriormente não são os únicos entre as recomendações da Empiricus para setembro: a carteira ainda conta com outros 11 outros nomes de qualidade, todos conectados ao mercado internacional e as principais tendências do momento.

Para conhecer as recomendações na íntegra, o relatório completo da carteira Empiricus BDRs está disponível de forma 100% gratuita na área logada da Empiricus.

Você pode acessá-lo com apenas alguns cliques, mediante um cadastro rápido e, assim, conhecer as indicações do mês sem realizar nenhum compromisso financeiro inicial. Basta clicar no botão abaixo:

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Petrobras (PETR4), Banco do Brasil (BBAS3), Vale (VALE3) e outras empresas pagam dividendos em setembro; confira agenda completa do mês

2 de Setembro de 2026, 11:51

Em setembro, grandes empresas da bolsa brasileira vão pagar dividendos ou juros sobre capital próprio (JCP) para seus acionistas. A agenda mensal conta com nomes como Petrobras (PETR4), Banco do Brasil (BBAS3) e Vale (VALE3).

O mês já começou movimentado, com os bancões Bradesco (BBDC3) e Itaú (ITUB4) distribuindo proventos nas últimas segunda (1) e terça-feira (2).

Para ajudar o investidor com as demais datas, reunimos um calendário de dividendos e JCP com todos os pagamentos programados para as próximas semanas.

É importante lembrar que o direito aos proventos se baseia na “data com“, também conhecida como data de corte. Apenas os investidores que detinham as ações até as datas indicadas na tabela terão direito ao recebimento dos pagamentos.

Agenda de dividendos de setembro de 2026

Confira, abaixo, todas as empresas da B3 que pagam proventos em setembro, além dos valores brutos por ação.

Vale ressaltar que JCPs estão sujeitos à tributação do Imposto de Renda retido na fonte, à alíquota de 15%. Já dividendos são tributados em 10% na fonte, se ultrapassam o valor total de R$ 50 mil mensais.

EmpresaTickerTipo (JCP ou dividendos)Valor por ação (R$)Data de pagamentoData de corte
BradescoBBDC3JCP0,01701/09/202603/08/2026
BradescoBBDC4JCP0,01701/09/202603/08/2026
Itaú UnibancoITUB4JCP0,01801/09/202631/07/2026
ALLOSALOS3Dividendos0,29202/09/202621/08/2026
FleuryFLRY3Dividendos0,13002/09/202602/12/2025
ValeVALE3JCP1,56902/09/202611/08/2026
ValeVALE3Dividendos0,46202/09/202611/08/2026
BB SeguridadeBBSE3Dividendos1,98303/09/202606/08/2026
UltraparUGPA3Dividendos1,00003/09/202624/08/2026
CuryCURY3Dividendos0,61708/09/202614/08/2026
MarcopoloPOMO4Dividendos0,13009/09/202625/08/2026
Banco do BrasilBBAS3JCP0,10311/09/202601/09/2026
Banco do BrasilBBAS3JCP0,03511/09/202601/09/2026
BradescoBBDC3JCP0,27015/09/202606/04/2026
BradescoBBDC3JCP0,31515/09/202603/07/2026
BradescoBBDC4JCP0,29715/09/202606/04/2026
BradescoBBDC4JCP0,34715/09/202603/07/2026
Mitre RealtyMTRE3Dividendos0,02818/09/202608/09/2026
PetrobrasPETR3JCP0,35121/09/202601/06/2026
PetrobrasPETR4JCP0,35121/09/202601/06/2026
M. Dias BrancoMDIA3Dividendos0,03030/09/202622/09/2026

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Nvidia (NVDC34): Resultado surpreende mais uma vez e reforça protagonismo da empresa na expansão da inteligência artificial

27 de Agosto de 2026, 10:56

Um dos resultados mais aguardados nos Estados Unidos, talvez do mundo inteiro, foi divulgado na última quarta-feira (26) e reforça como a expansão quase exponencial da inteligência artificial vem beneficiando a gigante americana de chips.

Os números da Nvidia (B3: NVDC34 | Nasdaq: NVDA), novamente acima das expectativas, reforçam o papel da companhia como um dos principais termômetros desse cenário. Após quatro resultados consecutivos de desvalorização no dia seguinte aos balanços, as ações chegaram a subir 7% no after market, sinalizando uma reação inicial bastante positiva dos investidores.

A receita consolidada foi de US$ 96,2 bilhões, 106% acima do mesmo período do ano anterior e superior ao consenso, que esperava US$ 92,3 bilhões.

Destaques de segmentos da Nvidia (NVDC34)

Analisando por plataforma de mercado, a frente de Data Center concentrou quase a totalidade da receita, somando US$ 89,0 bilhões (+117% a/a) ao total, impulsionada, principalmente, pelas vendas da plataforma Blackwell Ultra.

Um dos pontos mais aguardados pelo mercado eram as vendas dos chips Hopper (H100, H200 e GH200). Depois de um primeiro trimestre sem vendas para a China, as vendas para o país representaram menos de 1% da receita de Data Center neste período.

Edge Computing, frente que substitui as antigas soluções para gaming e uso profissional, reportou US$ 7,2 bilhões (+27% a/a), com fortes vendas de estações de trabalho Blackwell, parcialmente compensadas por um desempenho mais fraco dos PCs de consumo.

Novas plataformas podem impulsionar próximos resultados

A margem bruta ajustada foi de 75,0%, (+2,5 p.p. a/a) em linha com o esperado pelo mercado, impulsionada pelo mix das novas plataformas. Somado ao aumento das despesas operacionais ajustadas, decorrente de maiores investimentos em infraestrutura interna de computação, além de compensações e benefícios, o resultado levou a margem operacional ajustada a 66,5% (+5,4p.p.).

Na linha final, o lucro líquido ajustado foi de US$ 54,0 bilhões, equivalente a uma margem de 56% e um lucro por ação ajustado de US$ 2,22 (120% a/a). O consenso estimava cerca de US$ 2,09 por ação.

Durante o trimestre, a Nvidia devolveu cerca de US$ 26 bilhões aos acionistas por meio de recompra de ações e dividendos e anunciou um pagamento de US$ 0,25 por ação em 1º de outubro.

Para o próximo trimestre, a companhia estima receita de US$ 108,0 bilhões, com uma margem de variação de 2% para cima ou para baixo. A projeção está acima do consenso, de aproximadamente US$ 103,9 bilhões, e ainda não considera vendas para a China. A margem bruta ajustada deve ficar em 74,0%, com variação de 0,5 p.p., pouco abaixo dos 74,8% esperados. Já as despesas operacionais ajustadas devem somar cerca de US$ 9,0 bilhões.

Outro fator importante para os próximos resultados é o início da produção da plataforma Vera Rubin, que começou neste mês de agosto. Apesar de promissora, também concentra a atenção dos investidores na capacidade da companhia de preservar suas margens diante do aumento dos custos de memória e de produção avançada.

Nvidia (NVDC34) segue como recomendação da Empiricus

Em suma, o principal nome da tese de inteligência artificial reforça sua capacidade de capturar vendas em um mercado de chips cada vez mais competitivo, com uma série de novos players entrando nesse espaço.

Com a receita dobrando ano contra ano e operações extremamente lucrativas, a companhia vem, trimestre após trimestre, fortalecendo o argumento de que os 20,9x lucros projetados para os próximos 12 meses talvez ainda não representem um múltiplo justo, mesmo diante de um valor de mercado impressionante de US$ 5 trilhões.

Diante de todos esses fatores, a Nvidia (B3: NVDC34 | Nasdaq: NVDA) segue como uma das principais recomendações de ações internacionais da casa.

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Barrick Mining (BARR34): Forte produção, ouro em alta e acordos pautaram resultados do 2T26

10 de Agosto de 2026, 11:33

Nesta manhã (10), a Barrick Mining (B3: BARR34 | NYSE: B) divulgou os resultados do 2T26, com desempenho operacional forte, beneficiado também pelo aumento do preço do ouro ao longo do último ano. Ainda assim, a ação recuou cerca de 5% no pregão estendido, com o mercado mais atento à alta dos custos.

A receita totalizou US$ 5,29 bilhões, alta de 44% na comparação anual e acima do consenso de cerca de US$ 5,1 bilhões. O avanço foi impulsionado principalmente pelos preços mais elevados do ouro e do cobre, que atingiram médias de US$ 4.417/oz para o ouro (+34%) e US$ 6,15/lb para o cobre (+41%).

Além disso, a maior produção de ouro, de 796 mil onças, acima da faixa de guidance de 730 mil a 770 mil onças, e a produção de cobre, de 56 mil toneladas (-5% a/a), em linha com o plano, também contribuíram para o avanço da receita.

Custos de produção e vendas de ouro e cobre no 2T26

Do lado dos custos, a disciplina operacional manteve os indicadores dentro do guidance do ano, mas a pressão inflacionária ficou evidente. O custo de vendas do ouro subiu para US$ 1.993 por onça, ante US$ 1.654 no 2T25, enquanto o custo total de sustentação da produção (AISC) avançou 11% a/a, para US$ 1.866 por onça, puxado por royalties maiores devido ao preço do metal, combustível mais caro e menor teor em parte das operações. No cobre, o AISC avançou 36% a/a, para US$ 3,95 por libra.

Com os preços das commodities mais elevados, a margem EBITDA ajustada atribuível atingiu 60%, um forte avanço de 5 p.p. em relação ao mesmo período do ano passado.

Na linha final, o lucro líquido da Barrick somou US$ 1,22 bilhão (+50% a/a). O lucro líquido ajustado foi de US$ 1,36 bilhão, equivalente a um lucro por ação ajustado de US$ 0,82, alta de 74% na comparação anual. Frente ao consenso, o número ficou em linha com a estimativa mais citada, de cerca de US$ 0,81, e marginalmente abaixo de outras projeções próximas de US$ 0,84, o que ajuda a explicar as manchetes de miss e a reação cautelosa do mercado.

A Barrick também seguiu gerando valor aos acionistas. A companhia declarou dividendo trimestral de US$ 0,175 por ação e recomprou US$ 1,21 bilhão em ações no trimestre, elevando a devolução total aos acionistas para US$ 1,50 bilhão (+242% a/a).

Para 2026, a companhia manteve o guidance de produção e custos. A previsão de produção de ouro permanece entre 2,90 milhões e 3,25 milhões de onças, enquanto a de cobre fica entre 190 mil e 220 mil toneladas. No ouro, o custo de vendas projetado ficou entre US$ 1.870 e US$ 2.070 por onça, com AISC entre US$ 1.760 e US$ 1.950 por onça. No cobre, o AISC ficou entre US$ 3,45 e US$ 3,75 por libra.

Já o guidance de investimentos de capital atribuível foi reduzido para US$ 3,8 bilhões a US$ 4,2 bilhões, ante US$ 4,0 bilhões a US$ 4,45 bilhões anteriormente, refletindo principalmente o menor dispêndio no projeto Reko Diq, mina de cobre e ouro da Barrick no Baluchistão, no Paquistão, considerado um dos maiores depósitos ainda não desenvolvidos do mundo.

Além disso, a Barrick fechou um acordo com a Newmont para ampliar a joint venture Nevada Gold Mines. O acordo adiciona três ativos ao complexo, que terá quase 100 milhões de onças, e garante à Barrick US$ 1,95 bilhão em caixa, além do consentimento para o IPO norte-americano.

Barrick Mining (BARR34): Vale a pena investir nas ações?

Entre os pontos positivos dos resultados, estão a produção de ouro acima do plano pelo terceiro trimestre seguido, o forte crescimento de receita e lucro impulsionado pelo ciclo de preços, a redução do guidance de investimentos de capital atribuível para US$ 3,8 bilhões a US$ 4,2 bilhões, ante US$ 4,0 bilhões a US$ 4,45 bilhões, e, sobretudo, o acordo com a Newmont.

Do lado negativo, o que pesou na avaliação do mercado foi a alta dos custos unitários, o aumento do custo de produção do cobre e um lucro por ação ajustado que não superou de forma clara o consenso mais otimista. Parte das casas também segue atenta à execução do IPO e à revisão de projetos como Reko Diq, que está por trás da redução do orçamento de capital. Esses pontos devem continuar no centro da narrativa da companhia ao longo do segundo semestre.

Ainda assim, o ouro segue sendo uma das melhores formas de proteção em momentos de conflito e maior tensão. Nesse contexto, o investimento em uma mineradora que reforça sua tese operacional no ciclo do ouro, com produção acima do plano e resultados impulsionados pelos preços, continua servindo como uma luva no cenário atual.

Negociada atualmente a cerca de 10x os lucros projetados para os próximos 12 meses, a Barrick Mining (B3: BARR34 | NYSE: B) segue sendo uma das principais teses da carteira Ações Internacionais.

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Petrobras (PETR4) supera expectativas no 2T26 e anuncia R$ 17,4 bilhões em dividendos; hora de investir?

7 de Agosto de 2026, 11:09

O mercado já esperava que a Petrobras (PETR4) entregasse resultados fortes no 2T26, ajudados pelos preços elevados de petróleo e derivados no período. Ainda assim, a companhia superou as expectativas.

Em Exploração e Produção (E&P), a receita cresceu 42% vs 1T26, para US$ 22,8 bilhões e o ebitda saltou 54%, para US$ 15,9 bilhões, com ganho de 6 p.p. de margem.

Esse resultado foi proporcionado em grande parte pela forte alta do petróleo no período (o brent médio foi US$ 24/barril maior no 2T26), mas também por maior produção e menor custo de extração (lifting cost), que mais do que compensaram maiores gastos com royalties.

No segmento de Refino, a receita cresceu 45%, explicado por maiores preços de derivados e maior volume de exportação. Apesar disso, o ebitda ajustado do segmento caiu 7,4% vs 1T26, para US$ 3,6 bilhões, por conta de um menor ganho com giro de estoques, maiores despesas com vendas e frete, além do aumento nos impostos de exportação.

Ainda assim, os números ficaram acima das estimativas e mostraram avanço 230% na comparação anual.

Em Gás e Energia o ebitda cresceu 25%, para US$ 419 milhões, também impactado positivamente por preços maiores no período.

No consolidado, o ebitda chegou a US$ 18,6 bilhões, alta trimestral de 64%, com ganho de 7 p.p. de margem, e o lucro líquido chegou a US$ 10,4 bilhões, ambos acima das estimativas do mercado.

Vale a pena investir na Petrobras (PETR4) agora?

O grande destaque do trimestre foi o fluxo de caixa livre, que praticamente dobrou frente ao 1T26 e permitiu o anúncio de R$ 17,4 bilhões em dividendos, também acima das expectativas do mercado.

No geral, a Petrobras apresentou resultados fortes, beneficiados pela alta do petróleo, mas também por um ótimo desempenho operacional.

Com perspectivas de um ambiente de preços ainda favorável e de aumento de produção pela frente, seguimos construtivos com a tese de Petrobras. PETR4 segue com recomendação de compra pela Empiricus.

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Axia (AXIA3): após lucro de R$ 1,7 bi no 2T26, investidores podem se preparar para colher dividendos

6 de Agosto de 2026, 16:48

Depois de receios que fizeram as ações terem um desempenho ruim nos últimos meses, na última quarta-feira (5), após o pregão, a Axia (AXIA3) apresentou resultados sólidos e em linha com as expectativas no 2T26, e com boas notícias envolvendo dividendos.

Como foi o resultado da Axia (AXIA3) no 2T26?

A receita de geração aumentou 2,3%, com a queda de volume por conta de maiores restrições à geração hídrica sendo mais do que compensadas por melhores preços de energia. Em transmissão, a receita ficou praticamente estável na comparação anual. Esses fatores, combinados com menores deduções, levaram a receita líquida consolidada a um crescimento de 3,1% vs 2T25, para R$ 10 bilhões.

Por sua vez, o ebitda mostrou aumento ainda mais expressivo, de 21,5%, chegando a R$ 6,7 bilhões. Esse resultado é reflexo de:

  • Maiores margens no segmento de geração — ajudadas pelo aumento de preços e maior participação de vendas no mercado livre; e
  • Bom controle dos gastos gerenciáveis (PMSO), que cresceram apenas 1,9% na comparação anual, além de contribuições positivas de participações societárias.

Assim, acompanhando a evolução do resultado operacional, o lucro líquido saltou 35%, para R$ 1,7 bilhão, em linha com as estimativas do mercado.

O fluxo de caixa operacional aumentou de R$ 4,1 bilhões para R$ 7,8 bilhões, ajudado pela redução de capital de giro. A alavancagem fechou o trimestre em patamar saudável, de 1,7x dívida líquida/ebitda, com prazo médio de vencimento superior a 4 anos.

Com relação aos empréstimos compulsórios, o estoque de provisões caiu R$ 278 milhões na comparação com o 1T26 (-R$ 1,3 bilhão vs 2T25).

Números positivos e resgate ou conversão de AXIA7

Por fim, depois de um certo pessimismo com dividendos após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre, a companhia anunciou que reservou R$ 3,7 bilhões para resgate/conversão de AXIA7 referente ao 2T26, reforçando a tese de que está no caminho para se tornar uma boa pagadora de dividendos – yield próximo de 10% esperado para 2027.

Axia segue com recomendação de compra em várias séries da Empiricus.

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Gerdau (GGBR4): 2T26 traz números robustos e retomada nas operações brasileiras; hora de comprar ações?

5 de Agosto de 2026, 17:30

A Gerdau (GGBR4) reportou um resultado robusto referente ao 2º trimestre de 2026 (2T26), com manutenção de rentabilidade elevada na América do Norte e sinais de retomada da divisão brasileira, que voltou a mostrar margem operacional de duplo dígito.

Como era esperado, a operação no Brasil mostrou uma recuperação apoiada na retração de 30% no volume de importação, melhores preços e mix de vendas.

Na comparação com o 1T26, o volume de aço vendido da companhia cresceu +2,1%, e a receita líquida aumentou +6,6%. As vendas de produtos de maior valor agregado compensaram a pressão de custos, e o Ebitda totalizou R$ 705 milhões (+22% vs 1T26), com ganho de 1,3 ponto percentual (p.p.) de margem.

Resultados da Gerdau (GGBR4) na América do Norte

A divisão América do Norte continuou mostrando bons números com crescimento de volume, manutenção das tarifas de proteção à indústria local e aumento do preço realizado.

Assim, o volume de aço vendido ficou estável na comparação anual – em meio ao ajuste tarifário que favoreceu os produtores locais –, apesar de ter recuado -1,3% vs 1T26. A receita atingiu R$ 10,1 bilhões (+10,8% vs 2T25 e +8,3% vs 1T26).

Mesmo com impactos de custos, a expansão do top-line e câmbio favorável contribuíram para um aumento de +15,4% do Ebitda, para R$ 2,6 bilhões, com ganho de +1,6 p.p. de margem, para 25,7%.

Como foi o desempenho na América do Sul?

A América do Sul mostrou retração no volume de aço vendido de -7,8% vs 1T26, impactado pela antecipação de vendas no Peru no último trimestre. Com isso, a receita líquida somou R$ 1,3 bilhões (-8,4% vs 1T26).

Porém, o efeito cambial favorável, maior utilização da capacidade e eficiência operacional ajudaram o Ebitda a somar R$ 205 milhões, com margem de 16% (+10,4% e +2,7 p.p. respectivamente vs 1T26).

Números consolidados impulsionam Ebitda

No consolidado, a receita líquida apresentou uma alta de +6,9% na comparação anual, para R$ 17,9 bilhões, com aumento de vendas e preços das principais regiões.

A manutenção do forte desempenho da América do Norte e recuperação do Brasil ajudaram o Ebitda a atingir R$ 3,4 bilhões, com margem de 19,2% (+15,9% e +1,5 p.p. respectivamente, na comparação trimestral).

Junto com a melhora na linha financeira, o lucro líquido foi de R$ 1,5 bilhão (+44,7% vs 1T26), com ganho de 2,1 p.p. na margem líquida, para 8,2%. A alavancagem permaneceu em um patamar bastante confortável de 0,69x dívida líquida/ebitda vs 0,74x no 1T26.

Apesar de ter melhorado o ciclo financeiro, para 80 dias, o aumento do estoque e fornecedores pressionaram o capital de giro, que saiu de R$ 286 milhões no 2T25 para R$ 933 milhões. Ainda assim, a expansão do ebitda ajudou o fluxo de caixa livre a atingir R$ 237 milhões, frente um consumo de R$ 772 milhões no 2T25.

Gerdau (GGBR4): Vale a pena comprar ações?

Para finalizar, a companhia anunciou que chegou a 31% do programa de recompra de ações e também divulgou a distribuição de R$ 451,3 milhões em dividendos, o que corresponde a R$ 0,23 por ação, yield de 0,9%, e será pago em 11 de setembro.

Depois de alguns trimestres com elevada importação chinesa, algumas medidas de proteção à indústria brasileira começaram a surtir efeito.

Além disso, a companhia segue entregando projetos de eficiência operacional e margens robustas na operação na América do Norte. Por 4,7x EV/Ebitda esperados para o ano, as ações seguem na carteira.

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Sai Cyrela (CYRE3), entra Direcional (DIRR3): Com eleições no radar, Empiricus atualiza carteira de ações para buscar dividendos

5 de Agosto de 2026, 12:00

O ambiente econômico brasileiro, que já convive com pressão inflacionária e juros elevados por mais tempo que o previsto, ganhou mais um fator que influencia nas percepções de risco: as eleições presidenciais, marcadas para o início de outubro.

Esse contexto pode fazer com que investidores precisem de um apoio a mais na hora de tomar suas decisões. E se você é um dos que desejam buscar lucros e dividendos na sua conta independentemente do cenário, a Empiricus pode ajudar: a casa trouxe atualizações na sua carteira de dividendos, com foco nas melhores oportunidades do momento.

De olho no desempenho das incorporadoras da bolsa, a casa propôs a saída da Cyrela (CYRE3) em favor da Direcional (DIRR3) entre as 8 ações selecionadas na carteira.

Empiricus Dividendos: Por que a Direcional (DIRR3) entrou no lugar da Cyrela (CYRE3)?

As incorporadoras vêm marcando forte presença no radar do mercado e das casas de análise nos últimos meses. Isso porque, em ambiente de juros elevados e pressão inflacionária, o setor está logo na “linha de frente” dos impactos.

No acumulado de julho, nomes como Direcional (DIRR3) e Cury (CURY3) estiveram entre as maiores quedas do Ibovespa, reforçando a sensibilidade do setor ao ambiente desfavorável. A principal explicação para isso é que juros mais altos por mais tempo impactam diretamente no volume de financiamentos de imóveis em todo o país.

Segundo os analistas da Empiricus, a Cyrela (CYRE3), que estava na carteira recomendada até então, também foi um dos destaques negativos do mês, justamente por conta do cenário macro incerto e os receios do mercado com o segmento de construção civil.

Em outras ocasiões, os analistas reiteraram que a tese estrutural de Cyrela passa, principalmente, por um ambiente de juros mais baixos.

“Apesar disso, seguimos construtivos com o setor”, afirmam. Por isso, mês após mês, os analistas não deixam de manter uma ação que represente as incorporadoras na carteira – apenas propondo a troca por outro nome que esteja em um ponto interessante de entrada.

Dessa vez, a escolhida foi a Direcional (DIRR3). Dentre os principais motivos, estão:

  • Forte presença no programa Minha Casa, Minha Vida, que segue em boa fase mesmo com a Selic alta, por conta dos juros subsidiados;
  • Bom crescimento, rentabilidade e qualidade operacional (que também passam pela exposição ao MCMV);
  • Queda de 20% nas ações em julho, o que, na visão dos analistas, abre oportunidade de compra, e
  • Claro, o alto potencial quando o assunto é pagamento de dividendos.

E o que esperar do cenário macro daqui para a frente?

A corrida eleitoral chegou para, oficialmente, “fazer preço” no mercado. Seus possíveis desfechos podem exercer influência direta nas estratégias de um portfólio exposto aos ativos locais.  

A vitória de um candidato considerado pró-mercado, e comprometido com um ajuste fiscal, pode trazer otimismo em torno dos ativos de risco. O contrário também é verdadeiro, e é o que parece estar no radar do mercado, considerando as últimas pesquisas de intenção de voto.

Porém, para a Empiricus, até mesmo o mais desfavorável dos cenários pode abrir oportunidades de compra – considerando ativos resilientes e de qualidade.

“Com o mercado parecendo precificar algo perto do pior cenário, vemos alguma assimetria positiva a depender do desfecho. Seja como for, apesar de alguns possíveis ventos favoráveis e um valuation atrativo, seguimos sugerindo alocação seletiva em empresas descontadas, geradoras de caixa e que sejam capazes de atravessar até mesmo o pior dos cenários.”

Independentemente do que aconteça, a carteira Empiricus Dividendos está preparada para enfrentar qualquer cenário. Em 2026 até aqui, a carteira já acumula retorno de 17,7%, contra 10,5% do Ibovespa – além de um dividend yield de 6%.  

Ou seja, apesar de ser uma carteira voltada para proventos, a ideia dos analistas é capturar ganhos também com a valorização dos papéis – e o desempenho no ano frente ao Ibovespa mostra bem isso.

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Além da troca de Cyrela por Direcional, a seleção de agosto traz 7 outros nomes brasileiros para quem quer dividendos. São empresas que compartilham características como:

  • Previsibilidade de resultados;
  • Boa margem de segurança (em níveis de valuation e carrego);
  • Histórico de distribuição de proventos sustentáveis.

O relatório está disponível na Área Logada da Empiricus. Para acessá-lo, basta fazer um cadastro rápido clicando no link abaixo:

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Eli Lilly (LILY34): Mounjaro e Zepbound impulsionam receita do 2T26; ações valem a pena agora?

5 de Agosto de 2026, 11:24

Nessa quarta-feira (5), a Eli Lilly (B3: LILY34 | NYSE: LLY) reforçou mais uma vez a força da tese de combate à obesidade e sua crescente relevância em diferentes áreas da medicina com os resultados do 2º trimestre de 2026 (2T26).

A receita total somou US$ 23 bilhões (+48% na comparação anual), substancialmente acima das expectativas do mercado, que giravam em torno de US$ 20,7 bilhões. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo avanço de 60% no volume de medicamentos vendidos, com destaque para o Mounjaro e o Zepbound.

Esse avanço no volume foi parcialmente compensado pela queda de 13% nos preços dos produtos. Na China, o Mounjaro passou a integrar a National Reimbursement Drug List (NRDL) no início do ano, lista oficial de medicamentos reembolsados pelo sistema público, o que ampliou o acesso ao tratamento e impulsionou as vendas, embora com preços negociados em níveis mais baixos. Nos Estados Unidos, a pressão também refletiu os cortes de preço do Zepbound para pacientes que pagam pelo tratamento sem cobertura de planos de saúde.

Destrinchando os números da Eli Lilly (LILY34) no 2T26

Entre os principais medicamentos (concentrados nas áreas de metabologia, oncologia e doenças autoimunes) a receita alcançou US$ 15,7 bilhões (+76%). Apenas o Mounjaro faturou US$ 9,9 bilhões (+91%), enquanto o Zepbound somou US$ 4,9 bilhões (+46%), ambos representando quase 65% da receita total da companhia.

Já o Foundayo (medicamento oral para diabetes tipo 2) estreou entre os principais produtos da companhia, com receita de US$ 98 milhões. Fora da área metabólica, os medicamentos de imunologia, oncologia e neurociência registraram crescimento de 121% na receita.

Geograficamente, a receita nos Estados Unidos atingiu US$ 14,4 bilhões (+33%). No entanto, o principal destaque ficou com as operações internacionais, cuja receita chegou a US$ 8,6 bilhões (+80%).

A margem bruta ajustada ficou em 86,3% da receita, avanço de 1,3 p.p. na comparação anual, favorecida pela melhora nos custos de produção e pelo mix de produtos, apesar da pressão decorrente dos preços realizados mais baixos. Já a performance margin ajustada (métrica própria da Lilly que corresponde à margem bruta menos as despesas com P&D e comerciais) atingiu 54,8% no trimestre, alta de 8,9 p.p. em relação ao 2T25.

Mesmo com o avanço dessas despesas, a companhia entregou um lucro líquido ajustado de US$ 7,5 bilhões, enquanto o lucro por ação ajustado alcançou US$ 8,38 (+33% na comparação anual).

Em relação ao guidance para 2026, a Lilly elevou a faixa de receita para US$ 85 bilhões a US$ 87 bilhões (antes, US$ 82 bilhões a US$ 85 bilhões), a projeção da performance margin para 49,0% a 50,5% e a expectativa de lucro por ação ajustado foi reajustada para US$ 35,50 a US$ 36,50.

No pipeline, a companhia ainda conta com um importante candidato a blockbuster, que pode transformar o mercado de tratamento da obesidade. A Lilly concluiu o pacote de estudos de Fase 3 da retatrutida para obesidade, conjunto de dados necessário para solicitar o registro do medicamento.

Além da expressiva perda de peso, os estudos também demonstraram benefícios no tratamento da apneia obstrutiva do sono e da dor causada pela osteoartrite de joelho. Com isso, a empresa pretende protocolar o pedido de aprovação junto à FDA no primeiro trimestre de 2027.

A companhia também pediu aprovação do Foundayo nos EUA. Na Europa, o Jaypirca (tratamento de leucemia linfocítica crônica) foi aprovado para uso em qualquer linha de tratamento e, nos EUA, o Ebglyss (medicamento para dermatite atópica) passou a poder ser administrado a cada oito semanas como terapia de manutenção.

Eli Lilly (LILY34): Vale a pena comprar ações agora?

Portanto, o trimestre reforçou a força da tese de emagrecimento em escala global e mostrou que a Lilly continua convertendo esse potencial em resultados. O volume de Mounjaro e Zepbound segue acelerando, o Foundayo passa a integrar o portfólio comercial e a retatrutida próximo ao pedido de registro.

Mesmo sendo uma das principais companhias na vanguarda do tratamento da obesidade e apresentando crescimento nas vendas em todas as principais linhas de negócio, a Lilly segue negociada a 27,7x os lucros projetados para os próximos 12 meses, patamar substancialmente inferior à média dos últimos cinco anos, de 37,3x. Esse desconto, aliado à sólida execução operacional e ao potencial do pipeline, sustenta nossa recomendação em Eli Lilly (B3: LILY34 | NYSE: LLY) nas carteiras internacionais da casa.

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Juros nas alturas? Donald Trump e Kevin Warsh podem mexer com o seu bolso em 2026; veja o que está em jogo no Empiricus Podca$t

11 de Julho de 2026, 09:00

O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, está “sob nova direção”: em sua presidência, agora está Kevin Warsh, indicado por Donald Trump. Quando o nome de Warsh foi anunciado, o mercado se perguntou: será que seu mandato estaria ali para obedecer às ordens de Trump – que gosta de juros baixos?

De qualquer forma, a primeira reunião do “novo Fed” trouxe discurso endurecido e o fim do famoso forward guidance, surpreendendo alguns e fazendo com que parte do mercado (incluindo membros do Fed) já começasse a precificar alta nos juros americanos ainda este ano.

Por mais que possa parecer uma realidade mais distante para alguns, tudo isso pode impactar o bolso do investidor brasileiro também. A taxa básica de juros norte-americana é a referência global de taxa livre de risco: ou seja, serve como “ponto de partida” para precificar praticamente qualquer outro investimento no mundo.

O Empiricus Podca$t deste sábado (11) está no ar com Laís Costa e Matheus Spiess, analistas da casa, para discutir o assunto e explicar o que um investidor brasileiro pode esperar deste cenário a partir de agora. Confira:

Postura hawkish de Warsh: combate à inflação ou apenas ‘compra de credibilidade’?

Laís Costa comenta que o tom mais hawkish do “novo” Fed pode ser uma forma de “comprar” credibilidade, considerando que Warsh estava sob escrutínio por ser um indicado de Trump, que tem um histórico de buscar exercer sua influência sobre instituições.

O líder da Casa Branca, por sua vez, proferia ataques incessantes ao antecessor de Warsh, Jerome Powell, demandando cortes nos juros enquanto este conduzia um período de manutenção nas taxas.

“Ele [Warsh] entra com essa dívida de credibilidade a ser paga ao mercado”, afirma Laís.

Já Matheus Spiess completa que “seja como for, ele não tem outra escolha a não ser soar hawkish” porque, para buscar juros mais baixos, é necessário conduzir a política monetária da forma como o momento econômico pedir.

“Se você coloca alguém que pode ser mais leniente com a inflação, você compromete a eficácia da política monetária. Você quer alguém que corte juros? Então precisa colocar alguém que esteja disposto a combater a inflação custe o que custar”, afirma.

Retirada do forward guidance: mercado perdeu uma bússola?

Um dos pontos que mais chamou a atenção do mercado na última reunião do Fed foi a retirada do forward guidance – diretrizes deixadas pelo órgão que indicavam a direção de suas próximas decisões.

Para muitos, há o questionamento de que o mercado pode ter perdido uma “bússola” que imprimia maior senso de previsibilidade, ajudando na ancoragem de expectativas para os juros futuros.

Para Laís Costa, as consequências dessa decisão ainda são incertas. “É um pouco cedo, vamos ter que acompanhar para entender se adicionaremos um prêmio adicional na curva de juros, por conta de falta de informação ou previsibilidade”, afirma.

Já na visão de Matheus Spiess, eventualmente, a decisão pode ser positiva.

“O excesso de informação tem feito com que o mercado deixe de se apegar à economia real e aos dados em si. Isso aumenta a volatilidade relativa, gera uma artificialidade adicional ao preço dos ativos”, afirma. “Talvez esse seja o caminho que ele [Warsh] esteja tentando abordar nessa supressão de comunicação”.

O que o investidor brasileiro ‘tem a ver’ com tudo isso? Assista ao episódio de hoje para conferir

“A taxa americana é referência mundial de taxa livre de risco. Acaba balizando os juros ao redor do mundo, e dialoga com a nossa realidade. Corte de juros ‘lá’ dá margem para cortes de juros aqui. E o contrário também”, afirma Spiess.

Considerando que todas as economias globais olham para os Estados Unidos, o analista comenta que a mudança de comunicação do Federal Reserve muda a realidade não só do investidor americano, mas do brasileiro também. “Falar de juros americanos e Kevin Warsh parece distante, mas não é. É bem próximo”, conclui.

Para conferir a conversa na íntegra, e entender o que está em jogo para a sua carteira de investimentos, assista ao episódio a partir de agora:

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Ibovespa hoje: IPCA de junho, juros globais, Oriente Médio e inteligência artificial (IA) no centro das atenções; veja destaques desta sexta (10)

10 de Julho de 2026, 11:05

Os mercados globais operam de forma mista na manhã desta sexta-feira, em um ambiente de menor aversão ao risco, após os investidores reduzirem parte do prêmio de guerra acumulado nos últimos dias. Embora a situação no Oriente Médio permaneça frágil, ganhou força a percepção de que a nova escalada entre Estados Unidos e Irã tende a ser temporária e não deve impedir a retomada das negociações, especialmente após relatos de que Teerã voltou a procurar Washington e de que Catar e Paquistão atuam como mediadores.

Esse movimento levou o petróleo a devolver parte dos ganhos, refletindo a avaliação de que um bloqueio prolongado do Estreito de Ormuz continua sendo um cenário menos provável, apesar das restrições ainda presentes na rota e dos riscos para a recomposição dos estoques globais de energia.

No setor de tecnologia, o principal destaque é a estreia da SK Hynix nos Estados Unidos, em uma oferta de US$ 26,5 bilhões, a maior já realizada por uma empresa estrangeira no mercado americano, reforçando o interesse dos investidores por semicondutores e inteligência artificial. No Brasil, o IPCA de junho trouxe uma surpresa baixista, reforçando a percepção de desaceleração da inflação e ampliando, ainda que de forma cautelosa, o espaço para novos cortes da Selic nos próximos meses.

Na agenda macro internacional, a inflação desacelerou na França e veio em linha com as expectativas na Alemanha, enquanto, no Japão, os preços ao produtor aceleraram, fortalecendo os argumentos favoráveis a novos aumentos de juros pelo Banco do Japão. Nesse ambiente, os mercados encerram a semana divididos entre a expectativa de avanços diplomáticos no Oriente Médio, a resiliência da tese de inteligência artificial e a reavaliação dos riscos para inflação, energia e política monetária.

· 00:52 — Inflação surpreendendo

Por aqui, o Ibovespa encerrou a quinta-feira em alta de 1,22%, aos 172.742 pontos, interrompendo uma sequência de três quedas e acompanhando a recuperação dos ativos de risco no exterior. Apesar da permanência das tensões no Oriente Médio, os investidores aproveitaram o pregão para corrigir parte dos excessos recentes, favorecendo ações de setores ligados à economia doméstica, especialmente diante do recuo dos juros futuros.

Nesta manhã, a atenção se voltou para o IPCA de junho, que surpreendeu positivamente ao avançar apenas 0,16% no mês, abaixo da expectativa de 0,31%, enquanto a inflação acumulada em 12 meses desacelerou para 4,64% (desacelerando frente ao mês passado, apesar de ainda estar acima do teto da meta do Banco Central). O resultado reforçou os sinais de perda de fôlego da economia e ampliou a percepção de espaço para um novo corte de 0,25 ponto percentual da Selic em agosto, levando a taxa básica para 14% ao ano.

Ainda assim, os riscos fiscais, eleitorais e geopolíticos continuam limitando uma revisão mais ampla das expectativas ao longo dos próximos meses. Em paralelo, o governo manteve uma postura cautelosa em relação à retirada dos subsídios aos combustíveis, prorrogou por 60 dias a alíquota de 12% sobre as exportações de petróleo e segue avaliando medidas para reduzir a dependência da gasolina, enquanto o mercado aguarda a conclusão da investigação do USTR sobre a possível imposição de tarifas ao Brasil.

· 01:48 — Desenhando os próximos passos

John Williams, presidente do Fed de Nova York, avaliou que o novo choque energético tende a ser temporário e destacou a demanda associada à inteligência artificial como uma fonte potencialmente mais relevante de pressão inflacionária no médio prazo. Já nesta semana, a ata do Fed reforçou a preocupação dos dirigentes com a persistência da inflação e manteve no radar a possibilidade de uma nova alta de juros nos próximos meses, especialmente diante das pressões vindas dos preços de energia.

Em paralelo, Kevin Warsh anunciou a composição de cinco forças-tarefa destinadas a revisar áreas centrais da atuação do banco central: comunicação, gestão do balanço patrimonial, dados econômicos, produtividade e emprego, e estrutura da política de inflação.

Entre os nomes escolhidos, destaca-se o brasileiro Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central do Brasil, que foi convidado para liderar a revisão da comunicação do Fed ao lado de Mervyn King, ex-presidente do Banco da Inglaterra, e Peter R. Fisher, professor da Universidade de Washington. A presença de Fraga em um dos grupos mais estratégicos reforça o reconhecimento internacional de sua experiência em política monetária e gestão de crises.

As forças-tarefa atuarão de forma independente do FOMC, com apoio técnico do Fed, e deverão apresentar recomendações até o fim do ano. A iniciativa faz parte do esforço de Warsh para modernizar a comunicação com o mercado, aprimorar a coleta de dados, revisar a abordagem sobre inflação e reavaliar a gestão de um balanço de aproximadamente US$ 7 trilhões.

· 02:34 — Chegou aos Estados Unidos

A SK Hynix estreia hoje na Nasdaq por meio de suas ADRs como uma das principais protagonistas do mais recente ciclo de expansão da inteligência artificial, ampliando o acesso dos investidores americanos à segunda empresa mais valiosa da Coreia do Sul. A companhia é líder na produção de chips de memória de alta largura de banda, componentes essenciais para as GPUs da Nvidia e para a operação de data centers voltados à IA, além de atuar nos segmentos de DRAM e NAND flash.

A oferta, estimada em cerca de US$ 24,5 bilhões, registrou demanda mais de sete vezes superior ao volume disponível, refletindo o forte interesse dos investidores por uma empresa cujas ações acumularam valorização expressiva e cujos lucros quase quintuplicaram no primeiro trimestre de 2026. A listagem também pode contribuir para reduzir o desconto tradicionalmente atribuído às empresas negociadas na Bolsa da Coreia, aproximando sua avaliação dos múltiplos observados entre concorrentes americanos.

Os recursos captados devem ampliar a capacidade da SK Hynix de expandir sua produção e atender à demanda crescente por memórias avançadas, com investimentos previstos tanto na Coreia do Sul quanto nos Estados Unidos, incluindo a construção de uma nova fábrica em Indiana. Embora o setor seja historicamente cíclico e a expansão da capacidade produtiva leve anos para se materializar, analistas esperam que a escassez de chips de memória persista ao menos até 2027.

Nesse contexto, o desempenho da companhia tende a funcionar como um importante termômetro do próprio ciclo de expansão da IA e do apetite dos investidores por grandes ofertas de tecnologia, além de ajudar a calibrar as expectativas em torno de futuras aberturas de capital, como as de Anthropic e OpenAI.

· 03:21 — De volta aos holofotes

A guerra na Ucrânia e a nova escalada entre Estados Unidos e Irã voltaram a pressionar os mercados de energia, com ataques cada vez mais concentrados em infraestruturas estratégicas. Enquanto drones ucranianos atingem refinarias russas, as novas ofensivas americanas contra o Irã provocaram retaliações contra aliados dos Estados Unidos no Golfo e renovaram as preocupações com a segurança do Estreito de Ormuz.

Ao mesmo tempo, Donald Trump ampliou o apoio à Ucrânia ao autorizar a produção local de interceptadores Patriot, embora a elevada complexidade tecnológica e os gargalos nas cadeias de suprimentos indiquem que os efeitos práticos dessa medida devem levar anos para se materializar. A cúpula da OTAN também resultou na promessa de € 70 bilhões (cerca de US$ 80 bilhões) em ajuda militar a Kiev.

Nesse contexto, os drones consolidam-se como uma das principais tecnologias da guerra moderna. Mais baratos e flexíveis do que os mísseis de cruzeiro, os modelos kamikaze podem permanecer em voo por longos períodos, operar em grande escala e atingir alvos móveis ou ocultos, além de sobrecarregar os sistemas de defesa adversários. É um novo formato de guerra que subverte a lógica de superioridade militar.

A importância crescente dessa tecnologia levou a OTAN a lançar a iniciativa Drone Edge, que prevê investimentos superiores a US$ 40 bilhões em capacidades de defesa antidrones ao longo dos próximos cinco anos, além do objetivo de multiplicar por cinco o número de operadores até 2027. A tendência é que a próxima etapa dessa evolução combine inteligência artificial, enxames autônomos, sistemas de interceptação a laser, veículos multimodais e munições produzidas por impressão 3D.

· 04:16 — Aceleração asiática

As empresas chinesas de inteligência artificial estão acelerando a captação de recursos para ampliar sua capacidade de competir com as grandes companhias americanas de tecnologia, as fabricantes de chips e outras gigantes como OpenAI e Anthropic. A Zhipu AI anunciou a intenção de levantar US$ 4 bilhões, movimento que impulsionou suas ações e reforçou a percepção de que parte do interesse dos investidores começa a migrar dos semicondutores para os grandes modelos de linguagem da China. Seu modelo GLM 5.2 já ocupa posição de destaque nos rankings, atrás de soluções da Anthropic e da OpenAI, mas já à frente do Gemini, da Alphabet.

A DeepSeek também ganhou relevância ao demonstrar que modelos avançados podem ser desenvolvidos a custos inferiores aos observados entre as empresas americanas. A companhia levantou mais de US$ 7 bilhões em sua primeira rodada de financiamento e oferece preços por token mais baixos. A combinação entre custos reduzidos, desempenho competitivo e acesso crescente ao mercado de capitais fortalece o ecossistema chinês de inteligência artificial e, ao mesmo tempo, eleva as expectativas em torno das futuras aberturas de capital de Anthropic e OpenAI.

· 05:05 — Localiza preserva sua vantagem operacional em um cenário desafiador

A gestão da operação de seminovos continua sendo um dos principais pilares da tese de Localiza, dado seu impacto direto sobre rentabilidade, geração de caixa e retorno sobre o capital. Embora os preços dos veículos usados tenham recuado 0,7% em junho, refletindo um ambiente ainda desafiador de juros elevados, crédito restrito e endividamento das famílias, a leitura parece mais pontual do que uma mudança estrutural de tendência.

Além disso, a renovação acelerada da frota ajuda a amortecer esse cenário: no primeiro trimestre do ano, a idade média dos veículos vendidos caiu para 19,7 meses, ante 23,1 meses no 1T25, enquanto cerca de 74% dos automóveis anunciados possuem menos de 45 mil quilômetros rodados, proporção superior à observada anteriormente e muito acima da registrada pela Movida.

A composição da frota também reforça essa vantagem operacional, com aproximadamente 81% dos seminovos concentrados nos modelos 2024/25 e 2025/26. Veículos mais novos e com menor quilometragem tendem a preservar melhor seu valor residual, permitir preços de venda mais altos e reduzir riscos de depreciação.

Nesse contexto, entendemos que a execução da Localiza continua se destacando diante das adversidades macroeconômicas. A combinação entre escala, gestão eficiente da frota, capacidade de precificação e disciplina operacional mantém a companhia como principal referência do setor. Negociada a 9,4 vezes os lucros para 2026, RENT3 segue como uma alternativa atrativa para complementar carteiras de ações no Brasil.

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Em tempos de inflação, 5 ações podem se sair ‘vencedoras’, segundo analistas da Empiricus; entenda o porquê

10 de Julho de 2026, 11:00

O ano de 2026 já passou da metade, e o mercado segue operando sob tons de incerteza – especialmente quando o assunto é ações e demais ativos de risco. O conflito no Oriente Médio segue sem previsão de encerramento, e a normalização do fluxo no Estreito de Ormuz ainda é posta sob dúvidas. Ambos os fatores devem reverberar na economia global por tempo indeterminado.

A disrupção na cadeia global de suprimentos (devido ao conflito) deu maior protagonismo à inflação, que voltou a ocupar papel central na alocação dos investidores – especialmente os brasileiros, segundo analistas da Empiricus Research.

“A inflação voltou a ser uma variável estrutural, e não apenas cíclica, na construção de portfólios”, afirmam os analistas em relatório publicado na última segunda-feira (6). “[O Brasil] historicamente amplifica movimentos globais de juros, câmbio, commodities e apetite por risco”.

Voltando-se para o Brasil, mesmo com leituras mais recentes da inflação indicando um leve alívio (como o IPCA-15 de junho, que veio levemente abaixo das expectativas do mercado), os analistas comentam que, somado aos fatores externos, um agravante doméstico entra na equação: a fragilidade fiscal, sem previsão para ser endereçada pelo governo.

Narrativas mais otimistas para com a bolsa brasileira deram lugar a um sentimento de aversão ao risco. Após um período de rali no mês de abril, o Ibovespa devolveu ganhos e, até a quarta-feira (8), negociava na casa dos 170 mil pontos, sem tendência clara de alta ou de baixa, mesmo com desempenho positivo no acumulado de 2026.

Porém, em um cenário em que tudo pode até parecer “jogar contra” os ativos de riscos brasileiros, os analistas indicam que os preços descontados na bolsa abrem uma oportunidade, justamente, para investir e buscar lucros. Mas não de forma generalista: é preciso disciplina.

“Esse quadro não elimina oportunidades na bolsa. Pelo contrário, pode criá-las. Mas exige uma seleção mais criteriosa”, afirmam. “Em ambientes mais difíceis, a bolsa deixa de ser um bloco homogêneo.”

O modus operandi de investidores em tempo de inflação: o que fazer no mercado de ações?

“Em um cenário de inflação relevante, juros altos e maior volatilidade, a exposição genérica à bolsa deixa de ser suficiente.”

Enquanto alguns investidores pessoa física optam por um posicionamento mais conservador, abstendo-se totalmente da bolsa em prol de títulos de renda fixa, ou defensivo, mirando em ativos de proteção, como o ouro, a Empiricus indica essa pode ser uma boa chance de investir em um seleto grupo de ações de qualidade por preços mais baixos.

“A oportunidade aparece quando empresas de qualidade passam a negociar com desconto, mas seguem preservando os atributos que sustentam a tese: geração de caixa, dividendos, previsibilidade, balanço sólido e capacidade de repasse de preços.”

5 ações ‘vencedoras’ para tempos de inflação: três representam o mesmo setor

Nem todo investidor está apto a fazer um stock picking por conta própria, sabendo exatamente em quais ações investir. Por isso que, nesses momentos, faz-se ainda mais relevante acompanhar as indicações de analistas especializados.

No relatório, os analistas apontam 5 ideias de investimento em ações que, em sua visão, são as mais promissoras para investidores em busca de um portfólio resiliente em tempos de inflação:

  • Itaú (ITUB4);
  • Axia Energia (AXIA6);
  • Copel (CPLE3);
  • Compass (PASS3);
  • Cury (CURY3).

Tratando-se de Itaú (ITUB4), os analistas destacam a “elevada capacidade de gestão de risco ao longo dos ciclos”, além da alta recorrência de resultados e dividendos. Para Cury (CURY3),a incorporadora tem se beneficiado, atualmente, do forte momentum do programa Minha Casa, Minha Vida, apresentando forte crescimento e geração de caixa, além de bons dividendos.

Porém, chama atenção o fato de o restante das ações escolhidas representarem um mesmo setor da economia: o de serviços básicos. No caso, papéis ligados serviços indispensáveis do cotidiano, como energia elétrica, saneamento ou gás.

Axia Energia (AXIA6)

Para os analistas, a Axia (AXIA6), antiga Eletrobras, se diferencia pela relevância de seu portfólio de ativos, além de seu “profundo processo de transformação pós-privatização”.

“A empresa vem se destacando pela estratégia de manter boa parte da capacidade de geração descontratada, o que tem garantido boa captura de receita em um ambiente de preços elevados de energia. Além disso, negocia por múltiplos atrativos em comparação ao restante do setor.”

Copel (CPLE3)

Outra representante do ramo de energia elétrica, a Copel (CPLE3) “apresenta forte presença em distribuição, com uma agenda de transformação pós-privatização, potencial de captura de ganhos de eficiência e evolução de governança. Além disso, negocia em níveis atrativos frente ao potencial de geração de valor, e ainda distribui bons dividendos.”

Compass (PASS3)

Segundo analistas, a Compass (PASS3), parte do grupo Cosan, já se destaca por um perfil defensivo, de crescimento consistente e valuation atrativo em seu setor. Além disso, “combina ativos regulados de distribuição, com geração de caixa previsível e proteção inflacionária, e uma plataforma integrada de gás que amplia oportunidades via comercialização e infraestrutura”.

Por que o setor de serviços básicos se destaca, afinal?

Isabelle Oliveira, uma das analistas responsáveis pelo relatório, destaca que “o diferencial das teses ligadas a serviços básicos é a capacidade de retorno real do setor mesmo em períodos macroeconômicos conturbados”, por conta de três fatores:

  • Reajustes de receita atrelados à inflação;
  • Alto poder de repasse aos acionistas;
  • Elevada previsibilidade de caixa.

“Neste cenário de incertezas globais, inflação elevada e juros altos, que atrapalham o consumo e atividade econômica, essas teses voltam a ganhar atratividade relativa, frente a outras mais cíclicas.”

Gratuito por 30 dias: conheça as principais recomendações de investimento do momento na Empiricus+

Apesar desse relatório em especial dar destaque a 5 ações, vale ressaltar que a diversificação segue sendo um dos principais pilares para quem deseja criar um portfólio de ações de forma a mitigar riscos.

Portanto, somadas a essas indicações, você pode conhecer diversas outras para complementar sua estratégia e buscar lucros em 2026 – com ajuda da Empiricus+.

A Empiricus+ é a plataforma “streaming” da casa: em um só lugar, você pode ter acesso a dezenas de recomendações de investimento, séries especiais e, também, relatórios como o citado neste texto.

Uma condição especial está liberada por tempo limitado: você pode testar a plataforma por 30 dias gratuitamente, sem realizar nenhum compromisso financeiro inicial.

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Prévia operacional do 2T26 pesa sobre incorporadoras, mas abre janela para ações da Direcional (DIRR3)

8 de Julho de 2026, 17:14

As ações das incorporadoras registraram queda relevante nos últimos pregões, interrompendo um movimento de forte desempenho relativo observado nos últimos dois meses.

Desde abril, o setor vinha superando o mercado com alguma folga, especialmente entre as companhias mais expostas ao segmento econômico, beneficiadas por uma combinação de resultados sólidos, boa percepção sobre demanda, geração de caixa e expectativa de continuidade de dividendos.

No entanto, o início da temporada de prévias operacionais do 2T26 trouxe uma leitura mais mista para o setor. Ainda que os números não indiquem uma deterioração estrutural da demanda, alguns pontos específicos ficaram abaixo das expectativas de mercado e serviram como gatilho para uma realização de lucros mais intensa, em um pregão mais desafiador no ambiente macro.

Tenda, Cury, Moura Dubeux: como foram as incorporadoras na prévia do 2T26?

Entre os destaques, a Tenda (TEND3)apresentou distratos acima do esperado, impactados por um efeito pontual relacionado a um empreendimento com licença ambiental em discussão. Além disso, a companhia reportou recuo na VSO, reflexo da estratégia de reprecificação dos imóveis ao longo do trimestre, com foco na preservação de margens em um ambiente de maior pressão de custos. Apesar disso, os números gerais foram saudáveis, o que sugere manutenção da disciplina comercial e capacidade de repasse.

Na Cury (CURY3), a prévia também veio marginalmente abaixo das expectativas, com desaceleração da VSO em relação ao mesmo período do ano anterior. Ainda assim, a geração de caixa permaneceu robusta, reforçando a tese de boa capacidade de distribuição de dividendos.

No caso da Moura Dubeux (MDNE3), além da conjuntura setorial mais desafiadora, a menor participação de projetos de incorporação — voltados ao segmento econômico — e o consumo de caixa, desconsiderando a alienação de recebíveis, podem ter contribuído para uma leitura mais cautelosa da prévia pelo mercado.

Além dos fatores operacionais, discussões envolvendo funding também aumentaram a percepção de risco para o setor. A eventual utilização de recursos do FGTS para finalidades não imobiliárias e as contestações envolvendo títulos privados isentos, que também funcionam como fonte relevante de financiamento para o mercado imobiliário, adicionam incerteza ao custo futuro do crédito. Qualquer mudança regulatória nesse sentido poderia encarecer o financiamento imobiliário e reduzir a atratividade marginal do setor.

Reação exagerada oferece oportunidade de entrada

Nossa leitura é que o movimento recente reflete, em grande parte, uma combinação de realização de lucros após forte valorização relativa e prévias operacionais com sentimento misto, mais do que uma mudança estrutural na tese das incorporadoras econômicas. O ambiente segue exigindo seletividade, especialmente diante de múltiplos que já haviam se expandido em algumas companhias.

Nesse contexto, seguimos vendo Direcional (DIRR3) como uma das alternativas mais interessantes do setor. A companhia ainda não divulgou sua prévia operacional do 2T26, mas já negocia em um múltiplo historicamente mais favorável para entrada, após a correção recente.

Em nossa visão, a combinação de execução operacional consistente, exposição ao segmento econômico, geração de caixa e valuation mais atrativo reforça uma assimetria positiva para o papel. Desta forma, as ações de DIRR3 permanecem entre as recomendações da Empiricus.

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Moura Dubeux (MDNE3) prevê ritmo de vendas saudável em trimestre de base comparativa exigente; veja o que esperar do 2T26 da companhia

7 de Julho de 2026, 09:41

Nesta segunda-feira (6), a Moura Dubeux (MDNE3) divulgou a prévia operacional do 2T26, mantendo indicadores operacionais saudáveis. Os números vieram próximos das expectativas, com destaque para o ritmo de vendas e a geração de caixa.

No período, a companhia lançou seis projetos, totalizando R$ 1,0 bilhão em VGV líquido (%MD), retração de 45,7% na comparação anual.

Resultados da Moura Dubeux satisfazem mesmo em menor volume

Apesar da menor atividade, a absorção permaneceu satisfatória, com VSO trimestral de lançamentos de 51,5%, evidenciando a boa receptividade dos empreendimentos apresentados ao mercado. Vale citar que parte dos empreendimentos foi lançada no final do trimestre; portanto, o indicador ainda reflete um período de vendas curto.

No total, as vendas líquidas da Moura Dubeux atingiram R$ 1,02 bilhão (%MD) no trimestre, praticamente estáveis em relação ao trimestre anterior (-1,8%) e 14,9% inferiores ao 2T25. O desempenho foi sustentado principalmente pelo segmento de condomínios, que respondeu por cerca de dois terços do volume comercializado, enquanto o indicador de VSO consolidado encerrou o período em 20,9% no trimestre e 51,1% na janela de doze meses, permanecendo em patamar resiliente.

Na parte financeira, a companhia destacou a geração de caixa positiva de R$ 28 milhões, revertendo o consumo de R$ 122 milhões registrado no 1T26. O resultado foi favorecido pela antecipação de aproximadamente R$ 153 milhões em recebíveis relacionados a taxas de comercialização de terrenos, operação inédita para a companhia e que, segundo a administração, envolve ativos já performados, de curta duração e baixo risco de inadimplência. Ainda que se trate de um efeito não recorrente, a transação contribuiu para reduzir a pressão sobre o fluxo de caixa em um momento de forte expansão operacional.

De forma geral, a prévia do 2T26 reforçou o bom momento da Moura Dubeux, especialmente no segmento de condomínios, que segue apresentando boa performance no Nordeste. Embora o menor volume de lançamentos tenha levado a uma desaceleração natural na comparação anual, os indicadores de vendas continuam sólidos, e a geração de caixa representa um sinal positivo. Negociando próximo de 4 vezes o lucro estimado para 2027, a ação MDNE3 permanece entre as recomendações da Empiricus.

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Em mês de ‘jogo empatado’ para o Ibovespa, 3 ações do mesmo setor subiram mais de 10%: o que exatamente aconteceu?

3 de Julho de 2026, 12:00

O Ibovespa fechou o mês de junho no “zero a zero”. Em meio a altos e baixos, o índice encerrou o pregão da última terça-feira (30) em 172.024 pontos, diferença quase imperceptível em relação ao pregão que abriu o mês, em 1º de junho (172.098 pontos). Ou seja, jogo praticamente empatado, mesmo com os últimos dias trazendo uma certa melhora de sentimento em relação às semanas anteriores.

Mas apesar de o índice ser um indicador da “saúde” da renda variável brasileira como um todo, não significa que todos as ações se comportaram da mesma forma nesse período. Algumas, por si, brilharam no mês de junho – e compartilham caraterísticas em comum, que fazem sentido quando analisadas de perto.

Seriam essas ações, então, boas pedidas para quem quer investir no momento? Ruy Hungria, analista de ações da Empiricus Research, trouxe sua visão sobre o assunto no programa Giro do Mercado, do Money Times, da terça-feira (30). Confira:

Caixa Seguridade (CXSE3), BB Seguridade (BBSE3), Porto (PSSA3): seguradoras estão entre as maiores altas do Ibovespa em junho

Após o fechamento da terça-feira (30), a lista final das 10 maiores altas do Ibovespa no mês de junho traz os seguintes nomes:

  • Copasa (CSMG3): 14,3%
  • Marfrig (MBRF3): 12,62%
  • Embraer (EMBJ3): 11%
  • Caixa Seguridade (CXSE3): 11,29%
  • BB Seguridade (BBSE3): 10,65%
  • Cury (CURY3): 10,49%
  • Porto (PSSA3): 10%
  • Smart Fit (SMFT3): 6,58%
  • Weg (WEGE3): 6,58%
  • Itaú (ITUB4): 6,17%

Especificamente para o caso da Copasa, que liderou as altas, Ruy Hungria explica que sua privatização, concluída no último dia 16 de junho, “reduz drasticamente os riscos e converge para aquilo que os investidores enxergam como um ambiente mais favorável para investimentos e eficiência”, contribuindo para sua valorização na B3.

Porém, não se pode deixar de notar que, entre as 9 outras ações no topo, três delas são papéis de seguradoras: Caixa Seguridade (CXSE3), BB Seguridade (BBSE3) e Porto (PSSA3). O analista afirma que isso não é coincidência.

Paradoxalmente, o bom desempenho das seguradoras está diretamente relacionado ao contexto de juros altos, e de possível interrupção no ciclo de cortes da Selic, que estamos vivendo. A “fórmula”, a princípio, parece simples:

“No caso das empresas de seguros, temos sempre que lembrar que elas recebem o prêmio do seguro ‘na frente’ e investem esse dinheiro, normalmente em renda fixa”.

Ou seja, a “carta na manga” é ter o core do negócio diretamente exposto à ponta vencedora dos juros. “Quanto mais os juros permanecerem elevados, mais essa parcela dos resultados tende a ser beneficiada”, afirma.

CXSE3, BBSE3, PSSA3: Vale a pena investir em ações de seguradoras agora?

É possível que surja a pergunta: para o momento, essas são as ações nas quais devemos “mirar” ao investir na Bolsa a partir de agora?

Para Hungria, comprar ações de seguradoras “é uma forma do investidor se expor a empresas na renda variável que não sofram tanto em um contexto de juros elevados”, o que pode ser positivo. Ao contrário do que é visto em outros dos principais setores listados em bolsa:

“Em um contexto em que temos uma perspectiva de juros mais altos, ou que não caiam tanto, empresas mais cíclicas, de construção ou de varejo, acabam sofrendo mais, porque ou seus clientes dependem de crédito, ou elas mesmas trabalham com endividamento elevado, o que acaba prejudicando os resultados.”

Porém, ainda “não é para ir de peito aberto” ao mar da Bolsa, segundo o analista. Em nome da diversificação, é essencial montar uma carteira com ativos de setores variados e com qualidade, que possam estar preparadas para qualquer desdobramento que 2026 possa trazer:

  • Se o Ibovespa estiver em tendência de alta ou de baixa;
  • Se o ciclo de cortes na Selic for eventualmente interrompido;
  • Independentemente do nível de impacto das eleições nos seus investimentos. 

“A ideia é sempre ter na carteira ações que você sabe que vão conseguir atravessar qualquer um desses cenários”, conclui o analista.

Dito isso, apenas uma ação de seguradora está entre as recomendações de Ruy Hungria por ora. Negociada a um múltiplo de 10,8 vezes seu preço sobre lucros esperados para os próximos 12 meses (valuation considerado atrativo, na visão dos analistas da casa), está presente na série Empiricus Dividendos – uma curadoria de ações pensada para quem busca renda extra mesmo no atual momento de mercado.

Se você deseja conhecer a ação de seguradora recomendada agora, além dos outros nomes que a acompanham nas indicações para buscar dividendos, você está convidado a conferir por meio da Empiricus+.

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Sai Direcional (DIRR3), entra Cyrela (CYRE3): veja as ações recomendadas pela Empiricus para buscar dividendos em julho

3 de Julho de 2026, 08:57

Pensando em uma nova estratégia para julho, a Empiricus Research acaba de atualizar sua carteira recomendada de dividendos. Os analistas da casa dão destaque para as reviravoltas econômicas das últimas semanas, como o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã e leituras de inflação mais positivas nos EUA e no Brasil, para embasar a novidade trazida nas recomendações.

“Junho terminou com um tom mais favorável do que começou”, afirmam no relatório. “Além de ajudar o Ibovespa a recuperar boa parte das quedas do mês, isso também deixa perspectivas melhores para o início do segundo semestre”.

Com essa possível melhora de sentimento no radar, os analistas propuseram uma alteração na carteira em julho: a saída de Direcional (DIRR3), dando lugar à Cyrela (CYRE3).

Por que investir em Cyrela (CYRE3) ao invés de Direcional (DIRR3) para buscar dividendos em julho?

Segundo a Empiricus, a entrada de Cyrela (CYRE3) na carteira vem com uma explicação direto ao ponto: um posicionamento de olho em uma possível melhora do sentimento macro, devido a fatores observados no final de junho, como:

  • Reaproximação entre Estados Unidos e Irã, “trazendo esperanças de que a guerra esteja próxima do fim”;
  • Leituras de inflação positivas tanto nos EUA quanto no Brasil, “o que volta a dar esperanças de um ambiente de juros mais baixos”;
  • Maior ceticismo dos investidores internacionais para com as teses de tecnologia e inteligência artificial (IA) na bolsa americana, “o que parece ter ajudado a trazer de volta parte do fluxo para emergentes”.

Os analistas entendem que CYRE3 é uma das ações de construtoras mais bem-posicionadas para capturar novo viés possivelmente positivo no mercado, por dois motivos em especial:

1. Ciclo de cortes nos juros: “é uma das empresas mais beneficiadas pelo ciclo de cortes da Selic, especialmente no segmento de média renda.”

2. Bom posicionamento em cenário mais desfavorável: “Apesar de estar em um setor cíclico, possui estrutura de capital defensiva, e a enorme disciplina financeira a deixa preparada mesmo em um cenário de desaceleração mais forte.”

A Empiricus ressalta, também, seu valuation atrativo: atualmente, a empresa negocia a 5,3 vezes seus lucros esperados para 2026, “em linha com a média do setor, mesmo com qualidade muito superior”, afirmam. Além disso, o dividend yield esperado para o ano é de cerca de 5,5%.

Abrindo espaço para a entrada de Cyrela na carteira, saem os papéis da Direcional (DIRR3). Assim, a carteira segue trazendo nomes diversificados, de diversos setores da economia, mitigando riscos e otimizando a busca por bons dividendos. 

Empiricus Dividendos: acesse relatório completo da carteira gratuitamente

Essa foi apenas uma pequena amostra do que você pode encontrar no relatório completo da carteira Empiricus Dividendos para o mês de julho.

E a boa notícia é que o relatório está disponível como cortesia a todos os leitores deste texto que queiram conhecer as teses mais a fundo. Essa é uma chance de conhecer recomendações profissionais para os seus investimentos nesse mês.

Para acessá-lo, basta fazer um cadastro gratuito clicando no botão ao final da matéria.

EMPIRICUS DIVIDENDOS: ACESSE O RELATÓRIO GRATUITO

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Ibovespa hoje: IPCA-15, ata do Copom e negociações no Oriente Médio no radar; saiba o que esperar da segunda (22)

22 de Junho de 2026, 11:14

As negociações entre Estados Unidos e Irã avançaram na Suíça, apesar de terem começado sob forte tensão, após Donald Trump renovar ameaças de ataques militares caso Teerã não contenha a atuação do Hezbollah no Líbano. Seja como for, alguns sinais de tímido progresso ajudaram a aliviar os preços do petróleo, que recuam nesta manhã diante da percepção de menor risco imediato, embora a normalização do tráfego marítimo ainda seja complexa e continue sujeita a novas interrupções.

No restante do cenário internacional, os mercados reagiram de forma mista a uma combinação de fatores políticos e corporativos. Na Colômbia, a eleição apertada de Abelardo de la Espriella marcou uma guinada à direita após quatro anos de governo de esquerda. No Reino Unido, Keir Starmer anunciou sua renúncia, reforçando a instabilidade política britânica e abrindo caminho para uma disputa pela liderança trabalhista. Na Ásia, as bolsas subiram impulsionadas pelo avanço de empresas ligadas à inteligência artificial, especialmente em Taiwan, Coreia do Sul e Japão.

· 00:55 — Calibrando expectativas

No Brasil, a semana será marcada pela tentativa do mercado de compreender melhor a comunicação do Banco Central após o corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,25% ao ano. Embora a decisão já fosse esperada, como comentei na semana passada, o comunicado do Copom foi interpretado como mais dovish do que o previsto (e até heterodoxo) ao manter aberta a possibilidade de novos cortes mesmo em um ambiente de inflação acima da meta, expectativas desancoradas, atividade resiliente e riscos fiscais relevantes.

Essa leitura levou à abertura da curva de juros, sobretudo nos vencimentos mais longos, diante do receio de que uma postura mais tolerante no curto prazo possa cobrar um preço maior adiante. Nesse contexto, a ata do Copom, o Relatório de Política Monetária e a coletiva de Gabriel Galípolo e Paulo Picchetti serão fundamentais para esclarecer se houve apenas um problema de comunicação ou se, de fato, o BC está mais inclinado a seguir reduzindo os juros.

Os principais vetores capazes de melhorar as expectativas do mercado passam por uma comunicação mais clara sobre o horizonte relevante da política monetária, os cenários de inflação considerados pelo Comitê e os critérios que orientarão os próximos passos da Selic. Caso a ata e o RPM reforcem o compromisso com a meta de inflação, expliquem melhor o alongamento do horizonte de projeção e sinalizem que novos cortes dependerão de uma melhora concreta dos dados, parte dos prêmios embutidos na curva de juros poderá ser devolvida.

Além disso, o IPCA-15, a pesquisa Focus, os dados do setor externo, o investimento direto no País e a Pnad Contínua ajudarão a calibrar a percepção sobre inflação, câmbio, atividade e mercado de trabalho, elementos centrais para avaliar se o Banco Central ainda terá espaço para continuar o ciclo de afrouxamento monetário sem comprometer sua credibilidade.

· 01:47 — Agenda carregada

Wall Street entra na última semana completa de junho com uma agenda americana concentrada em três frentes principais: inflação, inteligência artificial e bancos. O destaque macroeconômico será a divulgação do PCE de maio, na quinta-feira, indicador de inflação preferido do Federal Reserve, com expectativa de aceleração especialmente no núcleo, que exclui alimentos e energia.

Os investidores também acompanharão os pedidos de bens duráveis e as falas de John Williams, presidente do Fed de Nova York, em busca de sinais sobre a trajetória da economia e da política monetária. Na quarta-feira à noite, o Fed divulgará os resultados dos testes de estresse dos bancos americanos, incluindo JPMorgan, Bank of America, Goldman Sachs e Morgan Stanley, o que deve ampliar a atenção sobre a saúde do sistema financeiro.

No campo corporativo, a Micron será o principal evento da semana, com balanço previsto para quarta-feira após o fechamento do mercado, em meio à forte demanda por chips de memória ligados à inteligência artificial e aos data centers. O resultado pode reforçar o rali das empresas de tecnologia, mas também traz uma preocupação mais ampla: a alta dos custos de memória pode pressionar os preços de smartphones, PCs e outros bens duráveis, com possível reflexo nos dados de inflação.

Além disso, eventos da Nvidia e da Qualcomm devem trazer novas leituras sobre as tendências de IA, enquanto o Prime Day da Amazon e promoções concorrentes de Walmart, Target, Best Buy e Kohl’s servirão como um teste em tempo real da demanda do consumidor americano. Os resultados de FedEx e Carnival também ajudarão a medir a força da economia, os volumes de transporte, os gastos com viagens e o possível alívio nos custos de combustível após o acordo provisório entre Estados Unidos e Irã.

· 02:32 — Avançando lenta e vagarosamente

As negociações entre Estados Unidos e Irã avançaram na Suíça, mas começaram sob forte tensão política e militar. Apesar das ameaças de Donald Trump de retomar os ataques caso Teerã não contenha a atuação do Hezbollah no Líbano, o que gerou ruído durante o final de semana, mediadores do Catar e do Paquistão afirmaram que houve “progressos encorajadores” e que as partes concordaram com um roteiro para tentar concluir um acordo definitivo em até 60 dias.

Entre os avanços operacionais, destacam-se a criação de um mecanismo para encerrar os confrontos entre Israel e Hezbollah no Líbano e a abertura de um canal de comunicação voltado a evitar incidentes e garantir a passagem segura de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz.

A implementação, porém, segue frágil e cercada de incertezas. O Irã voltou a restringir o tráfego em Ormuz antes das conversas, enquanto os Estados Unidos mantiveram a pressão militar e diplomática sobre Teerã. Ao mesmo tempo, o governo iraniano afirma já observar benefícios concretos do memorando provisório, como isenções para exportações de petróleo e petroquímicos, liberação de parte dos ativos congelados e avanço de um plano de reconstrução.

Para os mercados, o petróleo permanece no centro das atenções: os preços começaram a semana em queda, mas seguem voláteis, refletindo tanto a expectativa de normalização gradual do fluxo pelo estreito quanto o risco de novas interrupções caso as negociações voltem a se deteriorar.

· 03:28 — Virada na Colômbia

A vitória de Abelardo de la Espriella no segundo turno da eleição presidencial colombiana marca uma inflexão relevante após quatro anos do governo de esquerda de Gustavo Petro. Em uma disputa historicamente apertada e altamente polarizada, De la Espriella derrotou Iván Cepeda por margem estreita, apoiado em uma plataforma centrada em segurança pública, enfrentamento aos cartéis, reabertura do setor de petróleo e gás e maior alinhamento com os Estados Unidos.

Para os mercados, o resultado foi inicialmente recebido de forma positiva para os ativos colombianos. No entanto, a forte valorização recente já limita parte do potencial de surpresa, deslocando o foco da eleição em si para a capacidade de execução do novo governo.

Com isso, a Colômbia passa a se somar a outras mudanças recentes na América do Sul, em que eleitorados têm migrado de experiências de esquerda para alternativas mais à direita, como ocorreu na Argentina com Javier Milei e no Chile com José Antonio Kast, além da disputa apertada no Peru envolvendo Keiko Fujimori. Esse movimento reflete uma combinação de desgaste com baixo crescimento, insegurança, fragilidade fiscal e insatisfação com governos anteriores.

Ainda assim, o principal desafio daqui em diante será transformar a guinada política em governabilidade: De la Espriella chega ao poder com base parlamentar limitada, necessidade de formar coalizões e uma agenda pró-mercado cuja implementação dependerá da escolha dos nomes para o gabinete, da credibilidade fiscal e da capacidade de articulação no Congresso.

· 04:16 — Difícil de governar

A renúncia de Keir Starmer, anunciada menos de dois anos após sua vitória expressiva, aprofunda a crise de governabilidade do Reino Unido e reforça a sensação de esgotamento político iniciada com o Brexit. Desde 2016, o país atravessa uma sucessão incomum de primeiros-ministros — David Cameron, Theresa May, Boris Johnson, Liz Truss, Rishi Sunak e, agora, Starmer —, enquanto o próximo líder trabalhista poderá se tornar o sétimo ocupante de Downing Street em cerca de uma década.

A saída de Starmer ocorre após a perda de apoio dentro do próprio Partido Trabalhista, em meio ao desgaste provocado por escândalos políticos e pela ascensão de Andy Burnham como principal nome para sucedê-lo. Mais do que uma crise individual, a queda de Starmer evidencia como as consequências políticas do Brexit tornaram o sistema britânico cada vez mais instável.

O país parece preso a um ciclo de lideranças frágeis, maiorias que se desfazem rapidamente e governos com dificuldade de reconstruir uma agenda de longo prazo em temas como imigração, crescimento econômico, contas públicas e relação com a Europa. Nesse sentido, o Reino Unido se tornou quase ingovernável: não pela ausência de instituições, mas pela dificuldade crescente de transformar mandatos eleitorais em estabilidade política duradoura.

· 05:03 — Acelerando a expansão nos EUA e reforçando a tese de longo prazo

A TSMC (NYSE: TSM) deu mais um passo relevante para reduzir sua dependência operacional da Ásia e ampliar sua presença estratégica nos Estados Unidos. Em 16 de junho, a companhia anunciou um acordo de dez anos com a Amkor Technology para expandir a capacidade de empacotamento e teste de semicondutores avançados no Arizona.

A parceria endereça um dos principais gargalos da cadeia americana de chips: embora a TSMC já produza semicondutores avançados no país, parte desses componentes ainda precisa ser enviada à Ásia para passar pelo empacotamento avançado, etapa que integra múltiplos chips em um módulo mais eficiente, antes de retornar aos EUA. Com a Amkor assumindo essa fase em território americano, a companhia tende a reduzir custos logísticos, encurtar prazos de entrega e oferecer uma cadeia produtiva mais integrada, do silício ao chip final.

A iniciativa também fortalece a posição da TSMC junto a grandes clientes como Apple e Nvidia, que passam a contar com uma cadeia de suprimentos mais resiliente, eficiente e menos exposta a riscos geopolíticos na Ásia. Além disso, o acordo antecipa parte dos benefícios esperados da futura instalação própria de empacotamento avançado da TSMC no Arizona, prevista para 2029, sem substituir esse plano de expansão. Ao mesmo tempo, melhora a capacidade da companhia de atender à demanda crescente por chips de inteligência artificial e eletrônicos de alta performance.

Nesse contexto, a combinação entre expansão nos Estados Unidos, maior integração produtiva e investimentos robustos das hyperscalers projetados para 2026 sustenta uma visão construtiva para as ações da TSMC, com destaque para as BDRs TSMC34 como veículo de exposição ao tema no mercado brasileiro.

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Dividendos: Petrobras (PETR4) e mais 7 empresas da bolsa pagam proventos de até R$ 2,50 por ação nesta semana

21 de Junho de 2026, 09:00

A partir desta segunda-feira (22), 7 ações listadas na Bolsa brasileira têm dividendos ou juros sobre capital próprio (JCP) programados para pagamento aos seus investidores. Para que você se mantenha bem-informado, preparamos um calendário completo, organizados por valores e datas de pagamento.

Porém, é preciso estar atento a dois pontos de grande importância:

  • “Data com” (data de corte): somente investidores que detinham posição nas ações até as datas informadas na tabela estão aptos a receber os pagamentos;
  • Tributação: JCPs estão sujeitos ao Imposto de Renda retido na fonte, à alíquota de 15%. Já os dividendos são tributados em 10% na fonte, isso quando ultrapassam o valor total de R$ 50 mil mensais.

Calendário de dividendos: 22 a 26 de junho

EmpresaTickerTipo de proventoValor bruto por ação (R$)Data de pagamentoData de corte
CPFL EnergiaCPFE3Dividendo0,13422/06/202629/04/2026
Equatorial ParáEQPA3Dividendo0,13422/06/202629/04/2026
Equatorial ParáEQPA5Dividendo0,13422/06/202629/04/2026
Equatorial ParáEQPA6Dividendo0,13422/06/202629/04/2026
Equatorial ParáEQPA7Dividendo0,13422/06/202629/04/2026
EternitETER3Dividendo0,08522/06/202630/03/2026
PetrobrasPETR4JCP0,31322/06/202622/04/2026
ComgásCGAS3JCP1,69825/06/202615/06/2026
ComgásCGAS3Dividendo2,28925/06/202615/06/2026
ComgásCGAS5JCP1,86825/06/202615/06/2026
ComgásCGAS5Dividendo2,51825/06/202615/06/2026
AssaíASAI3JCP0,10426/06/202606/01/2026
BanrisulBRSR3Dividendo0,22026/06/202612/06/2026
BanrisulBRSR5JCP0,22026/06/202612/06/2026
BanrisulBRSR6JCP0,22026/06/202612/06/2026
SaneparSAPR11JCP0,55226/06/202630/12/2025
SaneparSAPR11JCP1,40826/06/202630/06/2025
SaneparSAPR3JCP0,10226/06/202630/12/2025
SaneparSAPR3JCP0,26026/06/202630/06/2025
SaneparSAPR4JCP0,11226/06/202630/12/2025
SaneparSAPR4JCP0,28626/06/202630/06/2025

Quais as melhores ações pagadoras de dividendos da Bolsa? Confira recomendações no Empiricus+

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Ibovespa hoje: adiamento das negociações entre EUA e Irã impõe cautela aos mercados; o que esperar da sexta-feira (19)?

19 de Junho de 2026, 10:28

As bolsas globais encerram uma semana forte em tom mais cauteloso, à medida que o alívio inicial com o acordo provisório entre Estados Unidos e Irã dá lugar a dúvidas sobre sua implementação e durabilidade. As negociações previstas para ocorrer na Suíça foram adiadas após novos confrontos no sul do Líbano entre Israel e militantes do Hezbollah, grupo apoiado por Teerã, elevando a incerteza sobre a sustentação da trégua.

Com os mercados à vista dos EUA fechados pelo feriado de Juneteenth e uma agenda econômica esvaziada, os investidores concentraram suas atenções no Estreito de Ormuz, onde o tráfego marítimo voltou a preocupar diante de relatos de redução no fluxo de petroleiros, presença de minas, riscos de congestionamento e dúvidas sobre o grau de controle que o Irã poderá manter sobre a hidrovia. O petróleo voltou a subir em uma sessão volátil, embora ainda caminhe para uma das maiores quedas semanais do ano. 

Nos mercados acionários, o Stoxx 600 opera sem direção definida, e as bolsas europeias mostraram cautela. Na Ásia, o desempenho foi misto, com destaque para a forte alta semanal do Nikkei, beneficiado pelo alívio nas expectativas de inflação e pelo bom desempenho global dos setores de semicondutores e inteligência artificial (IA).  

00:54 — Problema de credibilidade

No Brasil, o Ibovespa encerrou a quinta-feira (18) em leve queda de 0,10%, aos 168.278 pontos, enquanto o dólar à vista avançou 1,30%, para R$ 5,17, pressionado pelo tom mais duro do Federal Reserve (Fed) e, sobretudo, pela leitura do comunicado do Copom, em linha com o que comentei ontem.

O Banco Central cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, como esperado, mas surpreendeu ao manter aberta a possibilidade de novos cortes, em vez de sinalizar uma pausa mais clara no ciclo.

A comunicação gerou ruído porque, ao mesmo tempo em que reconheceu inflação acima da meta, expectativas desancoradas, atividade ainda robusta e riscos fiscais, o Comitê recorreu a um horizonte de projeção mais longo, o primeiro trimestre de 2028, para justificar trajetórias alternativas compatíveis com a convergência da inflação à meta. Para o mercado, essa abordagem soou excessivamente heterodoxa. 

Com isso, a decisão foi interpretada por parte dos investidores como mais dovish do que o esperado, ou seja, mais inclinada à continuidade do afrouxamento monetário. A alta do dólar e a abertura da curva de juros mostraram que o mercado passou a questionar a consistência da comunicação e a credibilidade da estratégia da autoridade monetária, especialmente em um ambiente marcado por risco fiscal e pelo avanço do calendário eleitoral. A dinâmica do câmbio passa a ser um ponto crucial de acompanhamento, pois pode limitar a continuidade do ciclo de cortes da Selic. 

01:41 — Feriado

Antes do feriado desta sexta-feira (19) nos EUA, os índices americanos reagiram positivamente ao memorando de entendimento de 14 pontos assinado entre os EUA e o Irã, interpretado como um passo relevante para encerrar meses de hostilidades e reabrir o Estreito de Ormuz.

A suspensão dos combates por 60 dias, o fim do bloqueio naval americano e a possibilidade de remoção gradual das sanções contra Teerã contribuíram para reduzir o prêmio de risco geopolítico, levando o petróleo Brent para perto de US$ 80 por barril e impulsionando tanto ações quanto títulos.

O S&P 500 avançou 1,1%, o Nasdaq subiu 1,9% e o setor de tecnologia teve desempenho particularmente forte, com alta de 2,9% do ETF iShares U.S. Technology. Ao mesmo tempo, os investidores passaram a lidar com uma mudança importante no Federal Reserve sob a presidência de Kevin Warsh, cuja primeira reunião trouxe uma mensagem mais dura do que o esperado.

Embora o Fed tenha mantido os juros estáveis pela quarta reunião consecutiva, a ausência de orientação futura e o foco explícito no combate à inflação levaram o mercado a precificar mais de 80% de chance de alta dos juros em setembro, além de mais de um aumento até outubro. Ainda assim, a queda recente dos preços de energia pode aliviar a inflação nos próximos meses e reduzir a necessidade de novas altas, especialmente se a trégua com o Irã se sustentar.

A próxima semana será importante para calibrar essa leitura, com a divulgação do índice PCE de maio, indicador de inflação preferido do Fed, além dos PMIs, das vendas de novas casas, dos pedidos de bens duráveis e dos balanços de empresas como FedEx e Micron Technology. 

02:39 — Adiamento 

Os Estados Unidos e o Irã adiaram o início das negociações sobre um acordo de paz e sobre a restrição do programa nuclear iraniano, inicialmente previstas para ocorrer na Suíça. A justificativa oficial ainda não está totalmente clara: a Casa Branca atribuiu o adiamento a dificuldades logísticas, enquanto Teerã vinha sinalizando que só avançaria para discussões técnicas após sinais concretos de implementação do acordo interino, especialmente nos pontos ligados à reabertura do Estreito de Ormuz, às isenções para exportação de petróleo e à liberação de ativos congelados.

O cancelamento da viagem do vice-presidente JD Vance aumentou a incerteza sobre a sustentação da trégua, em meio a novos confrontos entre Israel e militantes do Hezbollah no sul do Líbano, episódio que ampliou a pressão política sobre o acordo. 

O memorando provisório assinado por Donald Trump e Masoud Pezeshkian reduziu parte do risco geopolítico imediato, permitiu a retomada parcial do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz e trouxe algum alívio aos preços da energia. Ainda assim, os mercados passaram a interpretar o acordo com mais cautela, uma vez que a normalização das cadeias logísticas e energéticas pode levar meses, enquanto o Irã mantém restrições operacionais à navegação durante as operações de desminagem.

O texto prevê uma janela de 60 dias para negociar o status do programa nuclear iraniano, a redução do grau de enriquecimento do material nuclear em território iraniano sob supervisão da AIEA, isenções para exportações de petróleo, acesso a cerca de US$ 24 bilhões em fundos congelados e um plano de reconstrução de US$ 300 bilhões. Os pontos mais sensíveis, porém, foram deixados para uma etapa posterior.  

No plano político e estratégico, o acordo enfrenta resistência em Washington, em Israel e entre aliados regionais, sobretudo pela percepção de que Teerã recebeu concessões relevantes antes de assumir compromissos mais claros sobre seu programa nuclear. Ao mesmo tempo, os EUA ampliaram sanções contra autoridades libanesas e redes empresariais associadas ao Hezbollah, acusadas de obstruir o processo de paz e financiar o grupo.

Para o Irã, o acordo oferece um alívio econômico, mas também expõe fragilidades internas: a liderança do país está enfraquecida, há sinais de instabilidade política e o fim da guerra pode reduzir o efeito de coesão nacional. Assim, embora tenha diminuído as incertezas de curto prazo, o acordo ainda parece mais um arcabouço político do que uma solução operacional definitiva. 

03:23 — O Projeto Manhattan do século XXI 

A Anthropic enviou executivos a Washington para tentar reverter a proibição imposta pelo governo Trump ao uso do Fable 5 (versão do Claude) por estrangeiros, medida que levou a empresa a suspender totalmente o acesso ao modelo. 

Como já comentamos, lançado como uma versão supostamente mais segura do ainda inédito (e muito polêmico) Mythos, o Fable 5 foi restringido por motivos de segurança nacional, após autoridades apontarem riscos de que suas salvaguardas fossem contornadas por agentes mal-intencionados. A decisão teria sido tomada depois de alertas da Amazon, investidora da Anthropic, sobre possíveis formas de desbloquear o modelo para fins ofensivos.

A empresa, por sua vez, argumenta que recebeu pouco tempo e poucos detalhes para responder às preocupações do governo, enquanto profissionais de cibersegurança defendem que modelos avançados também são necessários para fortalecer sistemas contra ataques. Em paralelo, a Anthropic ainda enfrenta uma disputa com o Departamento de Defesa, buscando reverter sua classificação como risco para a cadeia de suprimentos. 

O episódio, porém, é apresentado como algo maior do que uma disputa regulatória envolvendo uma única empresa. A restrição ao Fable e ao Mythos é interpretada como uma continuação da estratégia americana de controle tecnológico, semelhante ao que já ocorreu com chips avançados, Nvidia e ASML: primeiro veio o controle sobre o silício; agora, o controle sobre os próprios modelos de inteligência artificial.

Nesse cenário, o acesso à melhor inteligência do mundo poderia se tornar um ativo nacionalizado, reservado prioritariamente a cidadãos, empresas e estruturas americanas. Isso abriria espaço para soluções alternativas, como empresas de fachada, diretores residentes e estruturas nos EUA, mas essas brechas tenderiam a favorecer apenas quem tem capital e sofisticação jurídica para acessá-las, ampliando a desigualdade nessa frente tecnológica. Ao mesmo tempo, bloquear modelos fechados para o resto do mundo poderia fortalecer o movimento de código aberto e beneficiar concorrentes dispostos a atender os usuários excluídos. 

Trocando em miúdos, a tese central é que a inteligência artificial pode se tornar uma nova moeda de poder, tão estratégica quanto o dólar, o petróleo ou os semicondutores. Ao perceberem que não podem depender plenamente do acesso à inteligência americana, países como Reino Unido, Austrália, membros da Europa e outras nações tenderiam a acelerar projetos de IA soberana.

O problema é que poucos têm capital, energia, infraestrutura e escala para competir com os Estados Unidos, com exceção da China. Assim, ao restringir seus modelos, Washington corre o risco de empurrar parte do mundo para alternativas chinesas ou, no limite, usar o acesso à IA como instrumento de barganha política, militar e econômica.

A restrição também já teria provocado alta nos preços de hardware, aluguel de computação em nuvem e memória DDR5, enquanto limitações energéticas nos EUA contrastam com a capacidade chinesa de ampliar infraestrutura, produzir memória e lançar modelos cada vez mais competitivos. Nesse sentido, a proibição do Fable é tratada como o início de uma disputa muito mais ampla: uma espécie de Projeto Manhattan do século XXI, centrado não mais na energia nuclear, mas no controle da inteligência. 

04:18 — Mais uma para a conta da virada do pêndulo político 

A eleição presidencial colombiana chega ao segundo turno neste domingo e pode se tornar mais um capítulo de uma tendência que começa a ganhar força na América Latina: o avanço de candidatos de direita depois de um período marcado por governos de esquerda e por uma insatisfação crescente com temas como segurança pública, crescimento econômico e combate ao crime.

Favorito nas pesquisas, Abelardo de la Espriella construiu sua campanha em torno de uma plataforma de tolerância zero à criminalidade, em forte contraste com a estratégia de “Paz Total” defendida por Iván Cepeda, herdeiro político do presidente Gustavo Petro, cuja proposta prioriza negociações com grupos criminosos. A alta dos índices de violência e sequestros acabou desgastando parte do apoio à atual administração e ampliando o apelo de propostas mais duras.

Caso a vitória da direita se confirme, a Colômbia se somará a movimentos semelhantes observados recentemente em outros países da região, como o Peru, reforçando a percepção de uma mudança gradual no humor político latino-americano. A grande questão para os próximos anos é se essa dinâmica continuará se espalhando pelo continente e, sobretudo, se o Brasil seguirá ou não essa mesma trajetória em seu próximo ciclo eleitoral. 

05:05 — Escala como vantagem competitiva 

A forte correção recente das incorporadoras refletiu um conjunto de preocupações macroeconômicas (inflação, juros, discussões em torno do FGTS e incertezas geopolíticas), que acabou penalizando o setor de forma indiscriminada.

No entanto, as mensagens transmitidas pelos principais executivos do segmento durante o Real Estate Day do BTG Pactual foram mais construtivas do que a percepção embutida nos preços das ações.

A demanda por habitação econômica segue sustentada por fatores estruturais, como o elevado déficit habitacional, um mercado de trabalho ainda resiliente e condições de financiamento relativamente favoráveis ao público-alvo dessas companhias. Ao mesmo tempo, a inflação de custos continua sendo um ponto de monitoramento, mas não representa, por ora, uma ameaça estrutural para empresas com escala, disciplina operacional e capacidade de repasse. 

Nesse contexto, a escala se consolida como um dos principais diferenciais competitivos do setor. Em um mercado cada vez mais exigente, a capacidade de adquirir terrenos, acessar funding, contratar mão de obra, administrar subsídios e executar múltiplos projetos simultaneamente tornou-se uma barreira de entrada relevante, favorecendo os líderes já estabelecidos.

Embora desafios como a disponibilidade de recursos do FGTS, a escassez de mão de obra e os entraves regulatórios sigam presentes, a expectativa é de um crescimento mais disciplinado, com foco em rentabilidade, velocidade de vendas e preservação de margens. 

Para a Direcional (DIRR3), esse ambiente parece particularmente favorável. A companhia combina demanda resiliente, elevada capacidade de execução, disciplina na alocação de capital e um histórico consistente de navegação por diferentes ciclos econômicos. Mesmo sob premissas conservadoras, nossas estimativas apontam para um lucro superior a R$ 1 bilhão no próximo ano, enquanto a recente correção das ações levou os múltiplos a patamares atrativos.

Em nossa avaliação, o mercado incorporou um grau de pessimismo superior ao que os fundamentos justificam, criando uma oportunidade em uma empresa que segue entregando resultados sólidos e preservando importantes vetores de crescimento para os próximos anos. 

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Ibovespa hoje: ‘ressaca’ pós-Copom, Fed e acordo preliminar entre EUA e Irã; o que esperar da quinta-feira (18)?

18 de Junho de 2026, 10:37

Os mercados globais continuam assimilando os desdobramentos da Super Quarta e do acordo provisório firmado entre Estados Unidos e Irã. A assinatura do memorando por Donald Trump, acelerando o processo de cessar-fogo e a reabertura do Estreito de Ormuz, contribuiu para uma nova rodada de queda nos preços do petróleo e reforçou o alívio observado nos ativos de risco ao redor do mundo.

Na Ásia, bolsas como Nikkei e Kospi renovaram máximas históricas, impulsionadas pelo recuo das tensões geopolíticas e pelo bom desempenho das empresas ligadas à inteligência artificial (IA), enquanto, na Europa, os mercados oscilaram entre o alívio proporcionado pelo acordo e a reprecificação de um ambiente de juros mais elevados por mais tempo. 

· 00:56 — O corte veio, mas a credibilidade aguenta? 

No Brasil, em uma decisão cuja divulgação acabou ocorrendo com atraso, o Copom entregou exatamente o movimento que vinha sendo esperado pelo mercado ao reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano. Mais relevante do que a decisão em si, porém, foi a mudança observada na comunicação da autoridade monetária.

Diferentemente da reunião anterior, o Banco Central deixou de indicar de forma explícita que a continuidade do ciclo de cortes permanecia como o cenário mais provável. Em uma leitura superficial, isso poderia ser interpretado como um sinal mais duro.

No entanto, uma análise mais aprofundada do comunicado revela nuances importantes. Embora o Comitê tenha elevado a exigência para novas reduções de juros, preservou uma flexibilidade em sua função de reação, evitando condicionar de forma clara os próximos passos à melhora das expectativas ou à convergência das projeções inflacionárias. Em outras palavras, a porta para novos cortes segue aberta. 

A avaliação do cenário econômico, por sua vez, tornou-se significativamente mais cautelosa. O comunicado reconheceu que a atividade econômica avançou acima do esperado no primeiro trimestre, com maior participação de setores cíclicos e um mercado de trabalho ainda resiliente. Ao mesmo tempo, destacou a deterioração das expectativas de inflação, elevou a projeção inflacionária para o horizonte relevante de política monetária de 3,5% para 3,7%, e passou a enfatizar de forma mais explícita o risco de uma demanda crescendo acima da capacidade produtiva da economia.

Também chamou atenção o reconhecimento de um ambiente fiscal mais desafiador, fator que continua dificultando o processo de convergência da inflação. Sob a ótica dos fundamentos macroeconômicos, portanto, o diagnóstico foi claramente mais preocupante do que o observado nas reuniões anteriores, reforçando a percepção de que o ambiente para cortes adicionais deveria, em tese, ser mais restritivo. 

É justamente nesse ponto que surge o principal debate. Apesar de reconhecer uma inflação mais alta, expectativas mais deterioradas e um cenário econômico mais pressionado, o Copom introduziu uma justificativa que pode ser interpretada como relativamente complacente. O Comitê argumentou que uma política monetária excessivamente restritiva poderia levar a inflação para abaixo da meta no horizonte que passará a ser considerado nas próximas reuniões, sugerindo que o grau acumulado de aperto monetário já estaria próximo do necessário.

A questão é que o horizonte atualmente relevante (o quarto trimestre de 2027) continua exibindo inflação acima da meta e em trajetória de piora. Ainda assim, o Banco Central optou por direcionar parte de sua análise para o primeiro trimestre de 2028, um horizonte mais distante. Para parte do mercado, essa abordagem pode ser interpretada como um sinal de maior tolerância à desancoragem inflacionária, o que levanta questionamentos sobre a credibilidade futura da política monetária.  

Essa leitura ajuda a explicar por que o ciclo não foi formalmente encerrado, mesmo diante da deterioração dos fundamentos. Em última instância, o Comitê parece desejar preservar espaço para eventuais cortes adicionais, caso o cenário permita.

O problema é que essa postura pode impor custos relevantes, especialmente sobre o câmbio e os vértices mais longos da curva de juros, tornando o ambiente mais desafiador para os ativos domésticos.

A partir daqui, a continuidade da flexibilização dependerá da evolução das expectativas de inflação, da atividade econômica, da dinâmica fiscal, do comportamento do câmbio e das condições financeiras globais, especialmente em um contexto de postura firme ao redor do mundo. 

· 01:49 — Um novo Federal Reserve no horizonte 

A decisão do Federal Reserve (Fed) veio em linha com as expectativas do mercado, com o FOMC mantendo a taxa básica de juros dos Estados Unidos no intervalo entre 3,50% e 3,75%. A principal surpresa, porém, não esteve na decisão em si, mas na mudança significativa observada nas projeções dos membros do comitê.

Nove dos dezenove dirigentes passaram a prever ao menos uma elevação dos juros em 2026, ante apenas três na rodada anterior de projeções. Ao mesmo tempo, as estimativas para a inflação foram revisadas para cima, sugerindo um processo de convergência mais lento em direção à meta de 2%.

Na prática, o Fed deixou claro que o combate à inflação continua sendo sua prioridade e que o espaço para cortes de juros se tornou consideravelmente mais restrito, depois do embaraço das expectativas por conta da guerra. 

O comunicado também marcou uma inflexão relevante na forma de comunicação da instituição. Além da remoção do chamado easing bias, a inclinação implícita para futuras reduções de juros, o Federal Reserve eliminou integralmente o forward guidance, abandonando indicações mais explícitas sobre a trajetória futura da política monetária.

O texto (que ficou bem mais enxuto também) passou a enfatizar que a atividade econômica continua avançando em ritmo robusto, que o mercado de trabalho permanece resiliente, que os investimentos seguem fortes e que a inflação ainda opera acima da meta estabelecida. O resultado foi uma mensagem claramente mais cautelosa e restritiva (hawk), refletindo a preferência do comitê por preservar flexibilidade diante de um ambiente ainda cercado por incertezas. 

Na coletiva de imprensa, Kevin Warsh, agora chefe do Fed, procurou estabelecer desde o início uma identidade própria para sua gestão. O novo presidente reforçou repetidamente que a inflação permanece acima da meta há mais de cinco anos e que a estabilidade de preços continuará sendo o principal compromisso do banco central.

Paralelamente, apresentou uma ampla agenda de reformas internas, incluindo grupos de trabalho voltados à revisão dos mecanismos de comunicação do Fed, da qualidade das estatísticas econômicas utilizadas nas decisões de política monetária, do impacto da inteligência artificial sobre a economia, da estrutura do balanço patrimonial da instituição e dos modelos empregados para análise inflacionária. 

Warsh também deixou evidente sua intenção de reduzir o grau de orientação fornecido aos mercados, defendendo que os preços dos ativos devem refletir informações independentes e não apenas reproduzir as sinalizações emitidas pelo próprio banco central. 

Olhando adiante, a principal mensagem é que o Federal Reserve passa a operar sob um regime de maior incerteza e menor previsibilidade. Embora nenhuma elevação de juros tenha sido anunciada nesta reunião, o mercado passou a atribuir probabilidade crescente a um aperto monetário nos próximos meses, com parte dos investidores já considerando uma alta de juros como um cenário plausível até outubro.

Ainda assim, as divergências dentro do próprio comitê permanecem relevantes, o que torna os próximos dados de inflação, atividade econômica e mercado de trabalho ainda mais determinantes para a condução da política monetária. Em síntese, a era Warsh se inicia com um Fed menos comprometido com orientações antecipadas, mais focado em credibilidade institucional e com menor disposição para flexibilizar sua postura diante de sinais moderados de desaceleração econômica. 

· 02:37 — Um acordo apertado 

O acordo preliminar assinado ontem (17) entre Estados Unidos e Irã representou um importante passo na redução das tensões no Oriente Médio, e contribuiu para a forte correção recente dos preços do petróleo. Ainda assim, está longe de encerrar as incertezas que cercam a região.

O memorando estabelece o fim das hostilidades, a reabertura gradual do Estreito de Ormuz, o relaxamento de parte das sanções e a abertura de um período de 60 dias de negociações para tratar dos temas mais sensíveis, incluindo o programa nuclear iraniano e os mecanismos de reconstrução econômica do país.

Apesar da melhora inicial no sentimento dos mercados, permanecem dúvidas relevantes sobre a velocidade da normalização do transporte marítimo, a sustentabilidade dos compromissos assumidos por Teerã e a capacidade política de Washington de implementar, na prática, o alívio das sanções previsto no entendimento.

Paralelamente, a questão nuclear continua sendo um dos principais pontos de divergência, dividindo aqueles que defendem restrições máximas ao enriquecimento de urânio e os que consideram mais viável um modelo baseado em supervisão internacional rigorosa e mecanismos permanentes de monitoramento. 

· 03:22 — “Donroe”

Os Estados Unidos parecem estar passando por uma reavaliação gradual de suas prioridades estratégicas diante de um ambiente internacional mais complexo, marcado por múltiplos focos de tensão e limitações crescentes de recursos políticos, fiscais e militares.

Em vez de buscar o mesmo grau de envolvimento simultâneo na Europa, no Oriente Médio e na Ásia, ganha espaço em Washington a visão de que a principal prioridade deve ser a consolidação da influência americana em seu entorno geográfico imediato, em linha com o que já conversamos neste espaço no passado.

Inspirada, em certa medida, nos princípios da histórica Doutrina Monroe, essa abordagem parte do entendimento de que a segurança e a projeção de poder dos Estados Unidos dependem, antes de tudo, do fortalecimento de sua posição no Hemisfério Ocidental, abrangendo áreas estratégicas como a Groenlândia, o Canal do Panamá, o Caribe, o Golfo do México e a América do Sul.

A mudança de regime na Venezuela e a postura mais assertiva em relação a países da região são frequentemente interpretadas como manifestações desse reposicionamento. Ainda assim, essa visão está longe de ser consensual dentro da própria elite política americana.

De um lado, os chamados primacistas defendem a preservação da liderança global dos Estados Unidos como objetivo central da política externa, mesmo que isso implique maior disposição para intervenções, confrontos geopolíticos e projeção de força em diferentes regiões do mundo. De outro, os defensores da contenção argumentam que o país deveria reduzir seu envolvimento em conflitos externos, transferir uma parcela maior das responsabilidades de defesa para seus aliados e direcionar recursos para a reconstrução da competitividade econômica, da infraestrutura e da base industrial doméstica.

O desfecho dos conflitos mais recentes, especialmente no Oriente Médio, poderá influenciar diretamente o equilíbrio entre essas correntes. Para os investidores, essa discussão é relevante, porque afeta decisões relacionadas a gastos militares, alianças estratégicas, segurança energética, cadeias globais de suprimentos e, em última instância, a configuração geopolítica que tende a moldar os mercados internacionais ao longo da próxima década. 

· 04:11 — Uma nova ordem mundial

Estamos assistindo à consolidação de uma ordem global cada vez mais tripolar, impulsionada por um volume sem precedentes de investimentos em três frentes estratégicas: inteligência artificial, defesa e transição energética.

Somados, os gastos públicos e privados nessas áreas já se aproximam de US$ 10 trilhões em 2026 e, segundo diversas estimativas, podem alcançar US$ 16 trilhões até o fim da década. Mais do que movimentos isolados, trata-se de uma transformação estrutural que mobiliza simultaneamente Ásia, Europa e Américas, dando forma ao que vem sendo descrito como um novo superciclo global de investimentos.

Nesse ambiente, a geopolítica deixa de atuar apenas como fonte de risco e passa a desempenhar um papel cada vez mais relevante como direcionadora dos fluxos de capital, estimulando investimentos em infraestrutura, tecnologia, energia e segurança nacional. 

Ao mesmo tempo, a mais recente cúpula do G7 evidencia os desafios de coordenação em um mundo progressivamente mais fragmentado. Criado para liderar a resposta das principais economias avançadas a crises globais, o grupo opera hoje em um contexto profundamente diferente daquele que marcou sua origem.

A ascensão da China, o crescimento da Índia e a maior relevância de outras economias emergentes reduziram o peso relativo das nações desenvolvidas na economia mundial, enquanto divergências internas tornaram mais complexa a construção de consensos.

Embora exista convergência em temas como a reabertura do Estreito de Ormuz e a não proliferação nuclear iraniana, persistem diferenças importantes em áreas como comércio internacional, regulação da inteligência artificial, governança da internet, apoio à Ucrânia e o próprio papel dos Estados Unidos na arquitetura global. 

O resultado é um ambiente em que a cooperação internacional continua sendo necessária, mas já não possui a mesma capacidade de coordenação observada nas décadas anteriores. Em vez de uma liderança global claramente definida, emerge uma estrutura mais descentralizada, na qual diferentes blocos econômicos e geopolíticos buscam defender seus próprios interesses, ainda que mantenham espaços pontuais de cooperação.

Para os investidores, essa mudança ajuda a explicar a crescente relevância de temas como defesa, segurança energética, inteligência artificial, infraestrutura estratégica e soberania tecnológica nas decisões de alocação de capital. Em um mundo mais multipolar, os fluxos de investimento tendem a responder não apenas aos fundamentos econômicos tradicionais, mas também às prioridades geopolíticas que moldarão a próxima fase do crescimento global. 

· 05:03 — O estado ‘belicoso’ das coisas 

A parceria entre General Motors e Lockheed Martin reflete uma preocupação crescente dos Estados Unidos com a necessidade de ampliar sua capacidade de produção militar em um cenário geopolítico cada vez mais complexo. A iniciativa busca unir a expertise da Lockheed Martin no desenvolvimento de sistemas de defesa à escala industrial e à eficiência logística da GM, fortalecendo cadeias de suprimentos, ampliando a produção de munições e reduzindo gargalos que há anos preocupam o Pentágono.

O movimento ocorre em meio aos esforços do governo Trump para acelerar a base industrial de defesa, incluindo incentivos à fabricação de mísseis, drones e outros equipamentos estratégicos, além do uso da Lei de Produção de Defesa para expandir a capacidade produtiva do setor. 

Essa preocupação ganhou ainda mais relevância após o conflito com o Irã, que evidenciou o elevado consumo de munições modernas e levantou questionamentos sobre a velocidade de reposição dos estoques americanos em um cenário de tensões prolongadas. Autoridades estimam que a recomposição de determinados sistemas, como mísseis Tomahawk e interceptadores de defesa aérea, pode levar vários anos.

Nesse contexto, cresce a percepção de que será necessário fortalecer a base industrial do país para garantir capacidade de resposta simultânea em diferentes frentes estratégicas, incluindo uma eventual crise envolvendo Taiwan.

Ainda assim, transformar essa ambição em realidade exigirá mais do que capacidade produtiva: dependerá também da aprovação de recursos pelo Congresso e da celebração de contratos de longo prazo que ofereçam previsibilidade suficiente para sustentar os investimentos necessários da indústria. 

Para o investidor, essa tendência continua criando oportunidades em empresas ligadas aos segmentos de defesa, aeroespacial e segurança nacional. ETFs temáticos como o Select STOXX Europe Aerospace & Defense (EUAD), o Global X Defense Tech (SHLD) e o First Trust Indxx Aerospace & Defense (MISL) oferecem formas eficientes de capturar esse movimento por meio de uma exposição diversificada a companhias que se beneficiam do aumento estrutural dos gastos militares.

No mercado brasileiro, alternativas como o BDR do iShares U.S. Aerospace & Defense ETF (BAER39) e o SHLD39 cumprem papel semelhante, permitindo acesso simplificado a essa temática. Ainda assim, como ocorre em qualquer tese setorial, a disciplina de alocação permanece essencial. Exposições individuais entre 1% e 2,5% da carteira, com limite agregado próximo de 5% para o tema, tendem a oferecer um equilíbrio adequado entre potencial de retorno, diversificação e controle de risco, respeitando tanto o caráter estrutural da tese quanto a volatilidade inerente ao setor. 

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Esses dois fatores podem fazer com que o Ibovespa volte ‘rapidamente’ à casa dos 190 mil pontos, segundo analistas

17 de Junho de 2026, 12:00

São tempos difíceis para o Ibovespa. O índice, que bateu sua máxima histórica de 199 mil pontos em abril, passou a despencar logo em seguida, salvo alguns momentos pontuais de otimismo.

Foi o caso do pregão da segunda-feira (15), no qual chegou a bater 174 mil pontos no pico intraday, surfando o bom humor do mercado após o anúncio de um acordo entre os EUA e o Irã no domingo (14). No entanto, o Ibovespa voltou a recuar e negociava na casa dos 169 mil pontos até o fechamento deste texto, na terça-feira (16).

Ou seja, a princípio, pode parecer que nem os sinais de uma resolução no Oriente Médio sejam o suficiente para sustentar a Bolsa brasileira. Será mesmo?

Para os analistas da Empiricus Research, há motivo para acreditar em uma recuperação do índice – até mesmo de volta à casa dos 190 mil pontos, como vimos em abril. Porém, essa recuperação depende da convergência de alguns fatores em especial.

Entenda os fatores que podem contribuir para uma ‘volta por cima’ do Ibovespa

“Somando a contribuição de valuation e fundamentos, e supondo que a guerra vai finalmente se resolver, podemos imaginar o Ibovespa voltando rapidamente para um patamar de 180 a 190 mil pontos”, afirmam os analistas em relatório da última sexta-feira (12).

A partir dessa afirmação, podemos destrinchar os gatilhos que, se alinhados, podem contribuir para a “volta por cima” do Ibovespa.

Fim do conflito no Oriente Médio

Como falamos anteriormente, o Ibovespa pareceu não sustentar um pregão inteiro de alta com o anúncio de um acordo entre EUA e Irã, que pode, enfim, apontar para o fim da guerra no Oriente Médio. Mas vale lembrar que o fim das tensões pode ser um processo longo.

O conflito trouxe um sentimento generalizado de aversão ao risco nos mercados. Seu fim pode ainda não trazer normalização imediata. “Seria praticamente impossível alcançar um acordo rápido diante de um contexto tão complexo de direitos e deveres entre as partes”, afirmam os analistas.

Mas, aos poucos, investidores podem recuperar otimismo e reduzir o foco em posições mais defensivas, o que pode contribuir para a valorização dos ativos brasileiros.

“Contribuição” de valuation e fundamentos

O mercado brasileiro, referência em teses de commodities, tornou-se de grande interesse de estrangeiros após o início da guerra, especialmente após retirarem capital de teses ligadas ao mercado norte-americano. Inclusive, esse foi um dos principais gatilhos que carregaram a alta do Ibovespa alguns meses atrás.

Para os analistas, uma possível “ressaca” nas teses ligadas à inteligência artificial (IA) – que tem movido o otimismo de mercado nos EUA – pode “ser bom para o Kit Brasil”, considerando que poderia contribuir um retorno do fluxo estrangeiro ao país. Isso “salvo o caso de espraiamento sistêmico”, ou seja, de algum problema que afete os mercados globais de forma geral.

O valuation também entra como um ponto forte da bolsa brasileira. Em diversas ocasiões, os analistas da Empiricus reforçam a perspectiva de que os ativos brasileiros estão atualmente descontados, especialmente na ausência de fluxo comprador.

Inclusive, picos positivos recentes, como o visto no pregão da última quinta-feira (11), “não teriam acontecido se as ações brasileiras não estivessem negociando a múltiplos tão atrativos”, afirmam.

“O mercado local está bem-posicionado em fundamentos para captar esse fluxo gringo quando ele estiver pronto para voltar, e agora está bem-posicionado em valuation também”.

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Dividendos: Suzano (SUBZ3) e outras 7 ações da bolsa pagam proventos de até R$ 7,90 por ação nesta semana; veja agenda

14 de Junho de 2026, 09:00

Nesta semana que se inicia, 8 ações listadas na bolsa brasileira têm dividendos ou juros sobre capital próprio (JCP) agendados para cair na conta de seus acionistas. Para que você fique ligado, preparamos um calendário completo com valores previstos por ação, além da ordem de pagamentos por data.

Porém, vale lembrar que investidores devem estar atentos a dois pontos:

  • “Data com” (data de corte): somente investidores que detinham posição nas ações até as datas informadas na tabela estão aptos a receber os pagamentos.
  • Tributação: JCPs estão sujeitos ao Imposto de Renda retido na fonte, à alíquota de 15%. Já os dividendos são tributados em 10% na fonte, isso quando ultrapassam o valor total de R$ 50 mil mensais.

Agenda de dividendos: 15 a 19 de junho

EmpresaTickerTipo de proventoValor bruto por açãoData de pagamentoData de corte
HabitasulHBTS3Dividendo1,83315/06/202624/04/2026
HabitasulHBTS5Dividendo2,01615/06/202624/04/2026
SimparSIMH3Dividendo0,17115/06/202603/06/2026
SuzanoSUZB3Dividendo0,00315/06/202629/04/2026
TaurusTASA3Dividendo0,00315/06/202629/04/2026
TaurusTASA4Dividendo0,00315/06/202629/04/2026
TPI TriunfoTPIS3Dividendo0,54815/06/202630/12/2025
Vitru BrasilVTRU3Dividendo0,02518/06/202630/04/2026
Banco da AmazôniaBAZA3Dividendo3,99519/06/202609/06/2026
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Quais as melhores ações para buscar dividendos? Conheça as principais recomendações do momento no Empiricus+

O fato de uma empresa distribuir dividendos recorrentes aos seus acionistas não indica, necessariamente, que ela esteja entre as melhores pagadoras de dividendos da bolsa.

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Ibovespa hoje (8): da euforia à cautela, mercados iniciam semana com inflação, guerra e inteligência artificial (IA) no radar

8 de Junho de 2026, 10:27

O início da semana foi marcado por uma mudança relevante de humor nos mercados globais. A combinação entre a intensificação das tensões no Oriente Médio, a correção das ações ligadas à inteligência artificial (IA) e a revisão das expectativas para a trajetória dos juros nos Estados Unidos levou investidores a adotar uma postura mais cautelosa.

Os confrontos entre Israel e Irã voltaram a ganhar intensidade, elevando os riscos para a estabilidade da região e impulsionando o petróleo para próximo de US$ 100 por barril. Ao mesmo tempo, o forte relatório de emprego dos EUA reforçou a percepção de que o Federal Reserve (Fed) poderá manter uma postura mais restritiva por mais tempo, pressionando os rendimentos dos títulos públicos americanos e reduzindo o apetite por ativos mais sensíveis ao custo de capital. 

O impacto foi particularmente visível no setor de tecnologia e inteligência artificial, principal motor dos mercados ao longo dos últimos meses. Após a queda superior a 4% do Nasdaq na sexta-feira (5), bolsas asiáticas com forte exposição à cadeia global de semicondutores registraram correções expressivas, com destaque para o Kospi sul-coreano, que recuou mais de 8%.

A combinação entre dados econômicos robustos, juros mais elevados, avaliações exigentes e uma realização natural de lucros após um rali expressivo ajudou a desencadear o movimento. Ainda assim, a recuperação parcial dos futuros americanos e as declarações construtivas de executivos como Jensen Huang, da Nvidia, sugerem que o mercado continua enxergando a inteligência artificial como uma tendência estrutural de longo prazo, embora agora inserida em um ambiente potencialmente mais seletivo e volátil. 

A agenda desta semana adiciona novos elementos a esse cenário. As atenções estarão voltadas para os dados de inflação, além da decisão de política monetária do Banco Central Europeu e dos desdobramentos no mercado de energia.  

· 00:58 — Semanas difíceis 

O mercado brasileiro encerrou mais uma semana sob pressão, refletindo a combinação de fatores externos e domésticos que continuam desafiando os ativos locais. O Ibovespa recuou 2,74% no período, registrando sua oitava semana consecutiva de queda, a sequência mais longa desde 1994, enquanto o dólar avançou para R$ 5,16, atingindo seu maior patamar no ano.

O principal catalisador do movimento veio dos Estados Unidos, onde o relatório de emprego (payroll) surpreendeu positivamente ao apontar a criação de 172 mil vagas em maio, mais que o dobro das expectativas do mercado. O resultado reforçou a percepção de que a economia americana segue resiliente, reduzindo as apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve e impulsionando os rendimentos dos títulos públicos americanos. Como consequência, o dólar ganhou força globalmente, o fluxo de recursos para mercados emergentes enfraqueceu e os ativos brasileiros voltaram a sofrer pressão. 

No cenário doméstico, o ambiente permanece igualmente desafiador. A combinação entre inflação ainda resistente, atividade econômica mais forte do que o esperado e incertezas em relação ao quadro fiscal levou os investidores a revisarem suas expectativas para a política monetária. Com isso, a possibilidade de manutenção da Selic ganhou espaço, enquanto as apostas em novos cortes de juros se tornaram mais limitadas.

Esse movimento se refletiu diretamente na curva de juros, pressionando especialmente os ativos mais sensíveis ao custo de capital, como ações voltadas ao mercado interno e setores mais dependentes das condições financeiras. Nos próximos dias, as atenções estarão concentradas na divulgação do IPCA de maio, nos dados do setor de serviços e nas atualizações do Boletim Focus, indicadores que serão fundamentais para calibrar as expectativas sobre os próximos passos do Banco Central e a trajetória dos mercados brasileiros ao longo do restante do mês. 

· 01:41 — Semana de dados de inflação 

O foco dos mercados nesta semana estará concentrado nos dados de inflação dos Estados Unidos, especialmente no CPI de maio, que será divulgado na quarta-feira (10). A atenção é justificada porque o mercado de trabalho voltou a surpreender positivamente. O payroll mostrou criação de 172 mil vagas, praticamente o dobro do esperado, enquanto as revisões dos meses anteriores também vieram para cima, reforçando a percepção de uma economia que continua crescendo em ritmo saudável.

Embora a taxa de desemprego tenha permanecido em 4,3% e existam alguns sinais de moderação em segmentos específicos do mercado de trabalho, o conjunto dos dados sugere que a atividade econômica segue resiliente. Nesse contexto, os números de inflação ganham importância ainda maior, pois ajudarão a determinar se essa força da economia está ou não se traduzindo em novas pressões sobre os preços. 

As implicações para a política monetária são relevantes. Um CPI mais forte pode reforçar a visão de que o Federal Reserve precisará manter os juros elevados por mais tempo, ou até considerar novas altas em 2026, cenário que vem ganhando espaço entre algumas instituições financeiras. Isso tende a pressionar os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, elevando as taxas dos juros de mercado e reduzindo o apetite por ativos mais sensíveis ao custo de capital.

Foi justamente essa dinâmica que ajudou a provocar a recente realização de lucros em ações de tecnologia, após meses de forte valorização impulsionada pela inteligência artificial. Em outras palavras, os mercados entram na semana tentando responder a uma pergunta central: a economia americana continua forte o suficiente para sustentar os lucros corporativos sem reacender a inflação? A resposta terá impacto direto sobre a curva de juros, o dólar e o comportamento das bolsas globais. 

· 02:39 — Sinais de escalada 

A guerra entre Israel e Irã continua sendo um dos principais focos de atenção dos mercados globais. Apesar das tentativas de cessar-fogo e das negociações conduzidas pelos Estados Unidos, os confrontos seguem ocorrendo por meio de ataques diretos, ações de grupos aliados ao Irã e novas tensões em pontos estratégicos da região, como o Líbano e o Mar Vermelho.

Até aqui, o mercado de petróleo mostrou uma resiliência maior do que a esperada, com o Brent estabilizado próximo de US$ 100 por barril, bem abaixo dos cenários mais pessimistas que chegaram a projetar preços entre US$ 150 e US$ 200. Isso ocorreu graças à utilização de estoques estratégicos, ao aumento das exportações americanas, à manutenção de fluxos relevantes pelo Estreito de Ormuz e à desaceleração da demanda em países como a China. Ainda assim, os próximos meses podem ser mais desafiadores, especialmente se houver novas interrupções logísticas ou uma escalada do conflito. 

Ao mesmo tempo, o equilíbrio do mercado de energia permanece delicado. Estima-se que cada mês adicional de restrições no fluxo de petróleo pode pressionar ainda mais os preços, enquanto a OPEP+ continua elevando gradualmente sua produção para compensar parte dos riscos de oferta.

Nos Estados Unidos, Donald Trump mantém uma postura firme em relação ao Irã, condicionando qualquer flexibilização de sanções a avanços concretos nas negociações de paz. O resultado é um cenário em que os mercados seguem monitorando simultaneamente geopolítica, oferta de petróleo e decisões dos grandes produtores.

Embora o choque inicial tenha sido absorvido melhor do que muitos esperavam, a combinação entre conflito prolongado, riscos para rotas estratégicas de transporte e estoques globais mais apertados sugere que a energia continuará sendo uma das variáveis mais importantes para inflação, crescimento econômico e comportamento dos mercados nos próximos trimestres. 

· 03:23 — Debate aprofundado 

O debate sobre inteligência artificial ganhou novos contornos. A Anthropic, desenvolvedora do modelo Claude e uma das principais concorrentes da OpenAI, defendeu a possibilidade de uma desaceleração temporária no desenvolvimento dos sistemas mais avançados de IA. A empresa argumenta que o ritmo atual de evolução da tecnologia pode superar a capacidade de adaptação das instituições, da regulação e das pesquisas de segurança, sugerindo que uma eventual pausa só faria sentido se fosse adotada globalmente e acompanhada de mecanismos de verificação.

Ao mesmo tempo, o governo Donald Trump publicou uma nova ordem executiva sobre inteligência artificial, optando por uma abordagem mais leve do que a inicialmente cogitada. A proposta prevê que o governo tenha um prazo de 30 dias para analisar novos modelos de inteligência artificial antes de seu lançamento ao público. A proposta preserva algum grau de supervisão sobre novos modelos, mas evita medidas mais rígidas que poderiam reduzir a competitividade das empresas americanas frente à China. 

Enquanto isso, os efeitos da inteligência artificial já começam a aparecer de forma concreta no mercado de trabalho. As empresas de tecnologia dos EUA anunciaram mais de 38 mil demissões apenas em maio, o maior volume em quase dois anos, e os cortes acumulados em 2026 já superam 123 mil vagas. Em muitos casos, a própria IA passou a ser citada como motivo para a reestruturação das equipes. Ainda assim, o quadro não é inteiramente negativo. O setor também lidera as intenções de contratação para os próximos anos, refletindo uma transformação da demanda por trabalho, mais do que uma simples destruição de empregos.

Em outras palavras, a inteligência artificial continua avançando como uma das principais forças de mudança da economia global, gerando ganhos de produtividade e novas oportunidades, mas também exigindo adaptação de empresas, trabalhadores e governos a um mercado cada vez mais moldado pela tecnologia, que promete revolucionar a economia global. 

· 04:14 — Limite populacional? 

A Suíça se aproxima de um referendo com potencial para gerar impactos econômicos relevantes. A proposta, conhecida como “Não aos 10 milhões”, busca limitar a população do país a 10 milhões de habitantes, exigindo uma redução significativa do ritmo de imigração nas próximas décadas.

Os defensores argumentam que o país enfrenta pressões crescentes sobre infraestrutura, habitação, transporte e serviços públicos, enquanto os críticos alertam que a medida pode restringir a oferta de mão de obra em uma economia altamente dependente de profissionais qualificados vindos do exterior. Grandes empresas, especialmente dos setores de tecnologia e farmacêutico, demonstraram preocupação com possíveis dificuldades para atrair talentos internacionais, considerados essenciais para a competitividade do país. 

As implicações podem ir além do mercado de trabalho. Um limite rígido à imigração entraria em conflito com o princípio da livre circulação de pessoas, um dos pilares da relação entre a Suíça e a União Europeia. Isso abre espaço para tensões diplomáticas e comerciais com o principal parceiro econômico do país, responsável por grande parte de suas exportações e investimentos.

Em última instância, o debate reflete uma questão que vem ganhando força em diversas economias desenvolvidas: como equilibrar crescimento econômico, demanda por trabalhadores qualificados e pressões sociais associadas ao aumento da imigração em mercados desenvolvidos. 

· 05:06 — Um evento que chama a atenção 

A Apple (Nasdaq: AAPL) inicia hoje sua tradicional Worldwide Developers Conference (WWDC), principal evento anual da companhia voltado a desenvolvedores, software e inovação. Embora historicamente a conferência seja utilizada para apresentar atualizações dos sistemas operacionais da empresa, a edição deste ano carrega uma relevância especial para investidores.

Após as críticas recebidas pela primeira geração do Apple Intelligence e os atrasos na implementação de recursos mais avançados de inteligência artificial, o mercado espera que a companhia apresente uma resposta mais robusta para a crescente competição com OpenAI, Google, Microsoft e outras líderes da corrida pela IA. Não por acaso, a WWDC é vista como uma oportunidade para a Apple demonstrar que possui uma estratégia para a grande onda tecnológica. 

O principal destaque esperado é uma profunda reformulação da Siri. Segundo as indicações, a assistente virtual deverá incorporar recursos de inteligência artificial generativa, utilizando modelos Gemini, do Google, além de ganhar maior capacidade de compreender contexto pessoal, interpretar informações exibidas na tela e executar tarefas mais complexas em diferentes aplicativos do ecossistema Apple.

Também existe expectativa para o lançamento de uma versão independente da Siri, em formato semelhante aos atuais chatbots de IA, potencialmente abrindo espaço para novas formas de monetização. Além disso, investidores acompanham possíveis atualizações dos sistemas operacionais da companhia, adaptações para novos formatos de hardware e avanços na integração entre dispositivos, elementos que podem reforçar a competitividade do ecossistema Apple nos próximos anos. 

Embora o mercado costume reagir de forma cautelosa aos anúncios da WWDC no curto prazo, o evento possui relevância para a tese de investimento. Mais do que apresentar novos produtos, a Apple precisa convencer investidores de que está preparada para ocupar um papel relevante na era da IA.

Em nossa visão, a empresa continua reunindo atributos difíceis de replicar, como uma base extremamente fiel de usuários, forte capacidade de geração de caixa, integração única entre hardware e software e uma das marcas mais valiosas do mundo. Caso a WWDC consiga demonstrar avanços concretos na estratégia de IA, o evento poderá representar um passo importante para reforçar a confiança dos investidores na capacidade da companhia de continuar gerando crescimento e valor para os acionistas ao longo da próxima década, incluindo os investidores brasileiros expostos às BDRs AAPL34. 

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Banco do Brasil (BBAS3), Gerdau (GGBR4) e mais 7 empresas pagam dividendos esta semana

7 de Junho de 2026, 08:00

Banco do Brasil (BBAS3), Gerdau (GGBR4) e outras empresas da B3 estão programadas para pagar proventos esta semana, de 8 a 12 de junho.

Os JCP do Banco do Brasil serão distribuídos na quinta-feira (11), no valor de R$ 0,059 por ação.

Enquanto isso, os dividendos da Gerdau serão de R$ 0,180 por ação, distribuídos na terça-feira (9), e os acionistas da Metalúrgica Gerdau recebem na quarta-feira (10). Este pagamento corresponde à antecipação do dividendo mínimo obrigatório referente ao exercício social de 2026.

A seguir, é possível conferir a agenda completa de dividendos da semana.

Dividendos: agenda 08 a 12 de junho

Confira a seguir o calendário de pagamentos de dividendos e JCP previstos para a semana.

EmpresaTickerTipo de proventoValor por açãoData de pagamentoData-com
Camil AlimentosCAML3Dividendo0,07309/06/202629/05/2026
GerdauGGBR3Dividendo0,18009/06/202613/05/2026
GerdauGGBR4Dividendo0,18009/06/202613/05/2026
JHSF ParticipaçõesJHSF3Dividendo0,06809/06/202628/05/2026
Metalúrgica GerdauGOAU3Dividendo0,08010/06/202613/05/2026
Metalúrgica GerdauGOAU4Dividendo0,08010/06/202613/05/2026
GrendeneGRND3JCP0,03310/06/202621/05/2026
GrendeneGRND3Dividendo0,02810/06/202621/05/2026
Banco do BrasilBBAS3JCP0,05911/06/202601/06/2026
FerbasaFESA3JCP0,38712/06/202605/11/2025
FerbasaFESA4JCP0,42612/06/202605/11/2025
Minupar ParticipaçõesMNPR3Dividendo0,12912/06/202614/04/2026
MitreMTRE3Dividendo0,04212/06/202601/06/2026

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A boa notícia é que você pode conhecer as recomendações da carteira Empiricus Dividendos de forma gratuita e na íntegra, na área logada da Empiricus. Para isso, basta apenas realizar o seu login ou cadastro (sem custos) e acessar o portfólio e outras recomendações de investimentos.

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