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Mais cortes na Selic vêm aí? Tom ‘dovish’ do Copom e IPCA de julho podem dar dicas do que esperar; confira análise

12 de Agosto de 2026, 14:59

O corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, anunciado no dia 5 de agosto, pode não ser o último em 2026. Enquanto os dados de inflação (IPCA) mais recentes apontam para um viés de desaceleração, o Copom parece ter mantido a porta aberta para mais cortes nos juros na ata da sua última reunião, divulgada na última terça-feira (11) – segundo a Empiricus.

O comunicado veio em “um tom marginalmente mais dovish”, segundo Laís Costa, analista da casa. E “reconheceu a desaceleração da atividade, assim como as surpresas baixistas de inflação nas últimas leituras, embora tenha mantido o reconhecimento da desancoragem das expectativas futuras”.

Em semana pós-Copom, IPCA de julho trouxe ‘composição benigna’

Desde o início do conflito no Oriente Médio, e sua consequente pressão inflacionária em nível global, players do mercado, diversas vezes, revisaram para cima suas expectativas para a Selic terminal em 2026.

Mas as últimas leituras da inflação já vinham trazendo surpresas baixistas, que se consolidaram com a divulgação do IPCA de julho, que trouxe um avanço de 0,07%. O número veio levemente acima das expectativas do mercado, que giravam em torno de 0,01%. Mas segundo a analista, “embora o dado cheio tenha superado as estimativas, o indicador trouxe detalhes positivos para o cenário inflacionário doméstico”.

A analista indica uma “composição benigna” dos dados, que trazem deflação em setores como:

  • Bens não-duráveis, com destaque para alimentos in natura;
  • Vestuário, com sua maior deflação no período desde 2010;
  • Gasolina.

Quanto à gasolina, vale ressaltar que, apesar da alta do petróleo, alguns fatores contribuíram para um maior controle nos preços. A Petrobras (PETR4), por exemplo, anunciou reajustes de preço muito abaixo do esperado, graças a um incentivo pontual do governo federal.

Para este mês, a analista acredita que os preços administrados devem continuar contidos graças ao setor de energia. Com o bônus da Usina de Itaipu chegando, o saldo positivo das operações da companhia será repassado às contas de luz em agosto. Esse benefício deve reduzir não apenas os valores nas faturas, mas também os impactos do grupo nos dados de inflação.

Além do nível de “conforto” na inflação no curto prazo, é preciso considerar também as projeções para o chamado “horizonte relevante”, que vai até o 1º trimestre de 2028.

Neste caso, Laís Costa comenta que as projeções para o IPCA do 1T28 estão, atualmente, em 3,2% ao ano – o que “coincide com a precificação dos economistas e com a definição de inflação ‘em torno da meta’ do próprio BC”.

Essas são justamente as evidências que o Copom monitora de perto. Sinais de desaceleração na inflação podem servir de insumo para que a autarquia conduza um caminho de mais redução nos juros – isso de maneira muito generalista, visto que diversos outros fatores precisam ser considerados.

Copom deixou ‘portas abertas’ para mais um corte na Selic, segundo analista

A ata da última reunião destaca que o Copom “não deve reagir aos efeitos primários de choques de oferta, e que segue monitorando a evolução do cenário para manter a restrição adequada à convergência da inflação para a meta”, segundo a analista.

Porém, para a Empiricus, “o conjunto das alterações no documento mantém a porta aberta para a continuação do ciclo de cortes de juros em setembro”. O cenário-base da casa é de mais uma redução de 0,25 ponto percentual a partir da próxima reunião, marcada para os dias 15 e 16 de setembro. Assim, a Selic deve ir a 13,75% ao ano.

Demais players do mercado também acompanham essa visão. As opções de Copom negociadas na B3 na última quarta-feira (12) mostram uma sustentação da crença em mais um corte, enquanto um cenário de manutenção nos juros perdeu força nas últimas semanas.

Dashboard Público – Opções de Copom. Fonte: B3, consultada em 12/08/2026

Onde investir na renda fixa? Acesse relatório com 3 recomendações da Empiricus

Apesar do certo alívio de curto prazo, é preciso ressaltar que o cenário econômico ainda promete incertezas para os próximos meses.

Além das disrupções geopolíticas, que acompanham o conflito no Oriente Médio, o lado doméstico ganha ainda mais uma pitada de volatilidade por conta das eleições presidenciais, que acontecem em outubro.

Todos esses fatores são de grande relevância para investidores que querem montar uma carteira de renda fixa balanceada tanto para buscar retornos quanto para mitigar riscos.

Lais Costa preparou um relatório especial com três títulos de crédito privado que, em sua visão, são as apostas mais promissoras para quem se posicionar agora.

São títulos avaliados com qualidade, de empresas ligadas a setores promissores da economia, com retornos líquidos esperados de até IPCA + 11,18% ao ano. Taxas reais como essa são consideradas acima da média. A depender da trajetória de queda da Selic, a tendência é que não sejam mais ofertadas no mercado.

E o mais importante: todos os títulos recomendados pela analista são isentos de Imposto de Renda.

Fonte: Empiricus/BTG Pactual

O relatório completo está disponível para você por meio do BTG Content, a plataforma de publicações do BTG Pactual. Lá, você confere os comentários da analista na íntegra, além da ficha técnica completa dos ativos selecionados.

Caso não tenha cadastro na plataforma, o banco dá a oportunidade de testar o BTG Content e usufruir de todos os relatórios oferecidos por 30 dias gratuitos.

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DISCLAIMER: Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability).

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Descubra como proteger o seu patrimônio da inflação sem depender apenas da renda fixa

9 de Julho de 2026, 10:00

Ouvir que há uma boa e uma má notícia costuma gerar expectativa. Agora, quando a conversa gira em torno de proteger o seu patrimônio da inflação, o assunto pode ganhar um peso ainda maior.

Isso porque o rumo dos preços afeta diretamente o seu dinheiro, seja por meio da perda de poder de compra ou dos reflexos sobre os seus investimentos.

Após 16 semanas de alta, a projeção para a inflação de 2026 caiu pela primeira vez desde fevereiro no Boletim Focus. Uma notícia positiva, certo?

Em partes. O ponto é que, apesar do recuo, a inflação segue acima do teto da meta de 4,5%. A estimativa recuou de 5,33% para 5,30%, uma melhora singela, mas ainda distante de aliviar as preocupações com o cenário inflacionário.

Diante desse contexto, muitos investidores tendem a adotar uma postura mais defensiva, o que abre mais espaço para a renda fixa e costuma reduzir a confiança em renda variável.

Inflação pressionada, renda fixa como solução?

Em relatório recente da carteira Palavra do Estrategista, disponível na Empiricus+, os analistas da casa apontaram que, em ambientes como o atual, a Bolsa deixa de ser um “bloco homogêneo”. 

“Nem toda empresa protege contra a inflação. Nem todo setor consegue repassar custos. Nem toda receita é igualmente resiliente. E nem todo lucro contábil se transforma em dinheiro disponível para o acionista”.

Em um cenário inflacionário mais apertado, a renda fixa continua desempenhando um papel importante na carteira, mas ainda está longe de ser considerada a única salvadora da pátria.

Para muitos investidores, seu principal atrativo é justamente trazer mais previsibilidade e equilíbrio em momentos de incerteza.

Contudo, ainda assim, quem busca proteger o patrimônio da inflação não precisa limitar sua estratégia apenas à renda fixa. Isso porque existem ativos que conseguem atravessar períodos inflacionários.

Na visão dos analistas da Empiricus, as oportunidades costumam surgir quando empresas e fundos de qualidade passam a negociar com desconto. E isso sem que haja deterioração dos fundamentos que sustentam a tese de investimento.

Entre os principais atributos observados pelos analistas na hora de investir em renda variável neste ambiente estão:

  • Capacidade de geração de caixa;
  • Distribuição consistente de dividendos;
  • Previsibilidade dos resultados;
  • Solidez do balanço patrimonial; e
  • Capacidade de repasse de preços.

Logo, a proteção do patrimônio não está necessariamente em evitar riscos por completo, mas em selecionar ativos capazes de atravessar períodos de inflação mais elevada preservando valor para o investidor.

Não à toa, em relatório recente, a Empiricus revelou quais são “os vencedores em tempos de inflação”. Os analistas avaliaram o cenário atual e recomendaram cinco ações e sete fundos que sustentam os seus fundamentos mesmo com o IPCA em alta.

Veja como conhecer “os vencedores em tempos de inflação”

Para o investidor mais atento, cenários como este costumam ser vistos não apenas como um motivo de preocupação, mas também como uma oportunidade de revisar estratégias e buscar formas mais eficientes de proteger o patrimônio da inflação.

A boa notícia é que você não precisa fazer essa análise sozinho. O relatório completo com a visão dos analistas da Empiricus sobre o cenário atual e as recomendações para navegar este momento está disponível na Empiricus+.

E tem mais: você acaba de receber 30 dias de acesso gratuito à plataforma. Durante esse período, poderá explorar todo o conteúdo sem precisar desembolsar nenhum centavo.

A Empiricus+ funciona como um verdadeiro streaming de investimentos. Em um único lugar, você encontra as principais recomendações da casa em diferentes classes de ativos, desde ações e fundos imobiliários a renda fixa e criptomoedas. Tudo isso para ajudar a turbinar sua carteira.

Ao final do período gratuito, caso decida continuar com o acesso, a assinatura será renovada automaticamente pelo valor promocional anual de 12 parcelas de R$ 14,90.

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