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Juros nas alturas? Donald Trump e Kevin Warsh podem mexer com o seu bolso em 2026; veja o que está em jogo no Empiricus Podca$t

11 de Julho de 2026, 09:00

O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, está “sob nova direção”: em sua presidência, agora está Kevin Warsh, indicado por Donald Trump. Quando o nome de Warsh foi anunciado, o mercado se perguntou: será que seu mandato estaria ali para obedecer às ordens de Trump – que gosta de juros baixos?

De qualquer forma, a primeira reunião do “novo Fed” trouxe discurso endurecido e o fim do famoso forward guidance, surpreendendo alguns e fazendo com que parte do mercado (incluindo membros do Fed) já começasse a precificar alta nos juros americanos ainda este ano.

Por mais que possa parecer uma realidade mais distante para alguns, tudo isso pode impactar o bolso do investidor brasileiro também. A taxa básica de juros norte-americana é a referência global de taxa livre de risco: ou seja, serve como “ponto de partida” para precificar praticamente qualquer outro investimento no mundo.

O Empiricus Podca$t deste sábado (11) está no ar com Laís Costa e Matheus Spiess, analistas da casa, para discutir o assunto e explicar o que um investidor brasileiro pode esperar deste cenário a partir de agora. Confira:

Postura hawkish de Warsh: combate à inflação ou apenas ‘compra de credibilidade’?

Laís Costa comenta que o tom mais hawkish do “novo” Fed pode ser uma forma de “comprar” credibilidade, considerando que Warsh estava sob escrutínio por ser um indicado de Trump, que tem um histórico de buscar exercer sua influência sobre instituições.

O líder da Casa Branca, por sua vez, proferia ataques incessantes ao antecessor de Warsh, Jerome Powell, demandando cortes nos juros enquanto este conduzia um período de manutenção nas taxas.

“Ele [Warsh] entra com essa dívida de credibilidade a ser paga ao mercado”, afirma Laís.

Já Matheus Spiess completa que “seja como for, ele não tem outra escolha a não ser soar hawkish” porque, para buscar juros mais baixos, é necessário conduzir a política monetária da forma como o momento econômico pedir.

“Se você coloca alguém que pode ser mais leniente com a inflação, você compromete a eficácia da política monetária. Você quer alguém que corte juros? Então precisa colocar alguém que esteja disposto a combater a inflação custe o que custar”, afirma.

Retirada do forward guidance: mercado perdeu uma bússola?

Um dos pontos que mais chamou a atenção do mercado na última reunião do Fed foi a retirada do forward guidance – diretrizes deixadas pelo órgão que indicavam a direção de suas próximas decisões.

Para muitos, há o questionamento de que o mercado pode ter perdido uma “bússola” que imprimia maior senso de previsibilidade, ajudando na ancoragem de expectativas para os juros futuros.

Para Laís Costa, as consequências dessa decisão ainda são incertas. “É um pouco cedo, vamos ter que acompanhar para entender se adicionaremos um prêmio adicional na curva de juros, por conta de falta de informação ou previsibilidade”, afirma.

Já na visão de Matheus Spiess, eventualmente, a decisão pode ser positiva.

“O excesso de informação tem feito com que o mercado deixe de se apegar à economia real e aos dados em si. Isso aumenta a volatilidade relativa, gera uma artificialidade adicional ao preço dos ativos”, afirma. “Talvez esse seja o caminho que ele [Warsh] esteja tentando abordar nessa supressão de comunicação”.

O que o investidor brasileiro ‘tem a ver’ com tudo isso? Assista ao episódio de hoje para conferir

“A taxa americana é referência mundial de taxa livre de risco. Acaba balizando os juros ao redor do mundo, e dialoga com a nossa realidade. Corte de juros ‘lá’ dá margem para cortes de juros aqui. E o contrário também”, afirma Spiess.

Considerando que todas as economias globais olham para os Estados Unidos, o analista comenta que a mudança de comunicação do Federal Reserve muda a realidade não só do investidor americano, mas do brasileiro também. “Falar de juros americanos e Kevin Warsh parece distante, mas não é. É bem próximo”, conclui.

Para conferir a conversa na íntegra, e entender o que está em jogo para a sua carteira de investimentos, assista ao episódio a partir de agora:

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A 3ª fase do mercado de fundos imobiliários: CEO do Patria explica novo momento da indústria em episódio do Empiricus Podca$t

20 de Junho de 2026, 09:00

Durante muito tempo, investir em fundos imobiliários parecia uma história relativamente simples. Os juros caíam, os FIIs subiam. Os investidores buscavam renda mensal isenta de imposto e a indústria crescia em ritmo acelerado.

Mas, segundo Rodrigo Abbud, CEO da área de Real Estate do Patria, essa fase ficou para trás. O executivo defendeu a tese de que o mercado brasileiro de fundos imobiliários está entrando em um novo estágio de desenvolvimento.

No episódio desta semana do Empiricus Podca$t, Abbud explicou o que ele considera ser o terceiro ciclo da indústria e o que o investidor pode esperar dos fundos imobiliários daqui para frente.

Nascimento, expansão e agora consolidação: a nova fase dos fundos imobiliários no Brasil

Na visão de Abbud, o primeiro ciclo foi marcado pelo surgimento dos fundos imobiliários no Brasil. O segundo veio com a expansão da classe de ativos, impulsionada pela queda dos juros, pela popularização dos investimentos e pelo crescimento acelerado da base de cotistas.

Agora, porém, a dinâmica parece diferente. “Estamos no início do terceiro ciclo”, afirmou o executivo durante a conversa. Desta vez, o foco deixa de ser apenas crescimento e passa a envolver consolidação, profissionalização e ganho de escala, avalia Abbud.

O CEO de real estate do Patria aponta que, hoje, a indústria brasileira reúne mais de 500 fundos listados e cerca de R$ 200 bilhões em patrimônio. O mercado cresceu de forma significativa na última década, mas ainda está distante da dimensão observada em mercados mais maduros.

Nos Estados Unidos, por exemplo, os REITs — equivalentes aos FIIs brasileiros — somam aproximadamente US$ 1,4 trilhão em patrimônio distribuído entre cerca de 250 veículos. Para Abbud, essa comparação sugere que o Brasil ainda está apenas no começo de um processo de amadurecimento.

Nesse sentido, uma pergunta permanece no ar:

Quem serão os grandes vencedores dessa nova fase?

Fundos maiores vão dominar o mercado? A consolidação da indústria está apenas começando? E quais segmentos do mercado imobiliário podem concentrar as melhores oportunidades nos próximos anos?

Rodrigo Abbud responde a essas e outras questões no episódio completo do Empiricus Podca$t. Assista à conversa e entenda por que o futuro dos fundos imobiliários pode ser bastante diferente do que a maioria dos investidores imagina hoje.

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Energia nuclear: por que a transição energética vai precisar dela? Confira a resposta no Empiricus Podca$t deste sábado (13)

13 de Junho de 2026, 09:00

A energia nuclear não é um tema tão frequentemente discutido entre os brasileiros. A depender do contexto, o assunto pode ser até um pouco estigmatizado. Porém, essa discussão voltou ao radar global, em tempos de guerra no Oriente Médio.

Com os conflitos entre EUA e Irã e o bloqueio do Estreito de Ormuz, o mundo ficou exposto a uma vulnerabilidade: sua grande dependência dos insumos de energia gerados e exportados pela região.

Enquanto isso, a demanda global por eletricidade não para de crescer, principalmente com o avanço da inteligência artificial e dos veículos elétricos. Para atender essa alta demanda em um mundo conflituoso, a energia nuclear voltou a ser mencionada como uma alternativa viável.

Mas por que energia nuclear, especificamente? E o mais importante: o que isso significa para o investidor brasileiro, que já está mais acostumado com outras teses de energia, como o petróleo?

Esse é o tema do Empiricus Podca$t deste sábado (13), que já está no ar. Assista na íntegra:

Os três fatores que justificam o retorno energia nuclear ao radar global

Segundo Jean Miranda, analista de commodities do BTG Pactual, o mercado de energia nuclear vinha “relativamente estagnado” nas últimas três décadas. O resgate de sua relevância se dá por “três ondas de longo prazo e duração” que “tendem a impactar o mercado positivamente”:

  • Alta demanda por energia em meio à corrida pela IA;
  • Transição energética;
  • Segurança energética em um cenário geopolítico estressado.

Tratando-se de inteligência artificial (IA), os analistas reforçam que “a IA precisa de energia limpa”, mas a energia eólica, por exemplo, é intermitente demais para atender a demanda com maior eficiência.

Já no âmbito geopolítico, em um mundo conflituoso, com a oferta de petróleo posta em xeque, “segurança energética se torna o eixo estratégico mais relevante”, segundo Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Research, que conclui:

 “O mundo, por muito tempo, buscou eficiência, mas hoje está se reorganizando em torno de segurança. Alimentar, cibernética e energética”.

Energia nuclear também é parte essencial da transição para energia ‘verde’

“A energia nuclear é uma energia verde. Não é sustentável, por causa do urânio, mas é verde”, afirma Spiess. “Se você quiser migrar sua matriz econômica para energias verdes, vai precisar dela”.

Para o analista, a energia nuclear está no “mote de diversificação energética” global, e não pode ser ignorada. “É fundamental que você tenha mecanismos de farta geração de energia. Faz parte da corrida pela inteligência artificial. Ela entra justamente nessa dinâmica”.

Como o brasileiro pode se expor a uma tese aparentemente ‘distante’ do nosso mercado?

“Parece distante, mas há maneiras fáceis de aplicar esse dinheiro nessa temática”, afirma Spiess, que indica a facilidade de acesso ao mercado global atualmente.

É possível encontrar investimentos temáticos ligados ao urânio, principal matéria-prima da energia nuclear, por meio de contas internacionais disponibilizadas por bancos e corretoras brasileiras. Eventualmente, para os analistas, é um tema do qual o investidor não poderá fugir.

“Quando olhamos no longuíssimo prazo, é um assunto que o mundo não pode contornar. Vamos continuar vendo esses investimentos de forma crescente”, afirma Jean Miranda.

Para acompanhar a conversa na íntegra, e conhecer as recomendações de investimento dos analistas dentro do tema, clique no vídeo abaixo:

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Bitcoin em queda, bolsa sob pressão e guerra no Oriente Médio: o que está no ‘radar’ dos mercados e como investir em junho

6 de Junho de 2026, 09:00

Junho começou trazendo mais dúvidas do que certezas para os investidores. Depois de um primeiro trimestre marcado pelo forte desempenho dos ativos brasileiros, maio foi um mês de correção.

O fluxo estrangeiro perdeu força, as expectativas para os juros mudaram e os conflitos no Oriente Médio adicionaram uma nova camada de preocupação aos mercados globais.

Ao mesmo tempo, o mercado de criptomoedas também atravessa um período desafiador. O bitcoin acumula meses de fraqueza em 2026, enquanto investidores tentam entender se a queda recente representa apenas uma correção dentro do ciclo ou algo mais estrutural.

Esses foram alguns dos temas debatidos por Matheus Spiess, estrategista macroeconômico da Empiricus Research, e Valter Rebelo, especialista em criptomoedas, no novo episódio do Empiricus Podca$t, apresentado pela jornalista Paula Comassetto.

Ao longo da conversa, os analistas mostraram que, embora pareçam mercados completamente diferentes, Brasil e criptomoedas vêm reagindo às mesmas variáveis:

  • Juros globais;
  • Liquidez;
  • Inflação; e
  • Apetite por risco.

O que mudou para Brasil e criptomoedas nos últimos meses?

Segundo Matheus Spiess, a correção observada nos ativos brasileiros não pode ser analisada isoladamente. Na visão do estrategista, o movimento está diretamente ligado às mudanças no cenário global.

“O mercado brasileiro vivendo uma reversão da tendência que observou no primeiro bimestre do ano. Essa reversão não é isolada de um contexto estrangeiro; pelo contrário, está completamente relacionada com o que está acontecendo no mundo”, afirmou.

Entre os fatores que mudaram a percepção dos investidores estão a deterioração das expectativas de inflação, o choque energético provocado pelo conflito no Oriente Médio e a consequente pressão sobre os juros ao redor do mundo. Para Matheus, esse ambiente reduziu significativamente o espaço para cortes de juros tanto no Brasil quanto em outras economias relevantes.

Já no universo cripto, Valter Rebelo destacou que o mercado vive um momento diferente daquele observado nos ciclos anteriores. Assim, em sua avaliação, o contexto macroeconômico passou a exercer influência muito maior sobre o desempenho dos ativos digitais.

“O mercado está o tempo todo precificando dois riscos: o risco de crescimento e o risco de inflação”, explicou o analista. “O bitcoin é muito mais sensível a esse contexto macroeconômico e de liquidez do que muita gente imagina.”

Como navegar um cenário cheio de ruídos?

Se existe uma mensagem comum nas análises dos dois especialistas, ela é a necessidade de separar ruído de fundamento.

Em meio a guerra, tarifas comerciais, discussões sobre juros e mudanças geopolíticas, Matheus acredita que o investidor deve evitar decisões impulsivas e focar na qualidade dos ativos.

“A gente tem vivido um mundo de excesso de ruídos e isso é muito prejudicial para tomar decisões”, alertou.

Já para Valter, a era em que praticamente qualquer criptomoeda subia ficou para trás. Agora, a seleção dos ativos e a disciplina na gestão da carteira se tornaram ainda mais importantes.

Esses foram apenas alguns dos destaques do episódio. Contudo, ao longo da conversa, os analistas também discutiram o futuro dos juros nos Estados Unidos, o impacto das novas tarifas comerciais de Donald Trump, sobre os mercados, o que esperar para Brasil e criptomoedas e como o investidor deve se posicionar em junho.

Para assistir à análise completa de Matheus Spiess e Valter Rebelo, basta dar o play no vídeo abaixo para novo episódio do Empiricus Podca$t:

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