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Received before yesterdayEstadão

Bradesco eleva projeção para IPCA 2026 por “impactos da guerra”

30 de Abril de 2026, 16:33

O Bradesco elevou a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026, de 4,3% para 4,7%, atualizando os impactos do conflito no Irã. Ainda que o cenário base continue sendo o de que a guerra terminará neste segundo trimestre de 2026, algo que já era esperado desde o início da crise geopolítica, o banco enfatiza que houve aprendizados em duas frentes: “um repasse maior do que esperado nos preços de combustíveis e uma apreciação mais forte da moeda brasileira”.

Em relatório, o Bradesco cita que o Brasil voltou ao radar dos investidores, beneficiando o real, e a estimativa é de que o câmbio flutue em torno de R$ 5,00 por dólar até o próximo ano, sob a hipótese de não fortalecimento da moeda americana globalmente.

A tese de que o dólar não deve se fortalecer se respalda nas políticas econômicas dos EUA, com “expansão fiscal, agenda tarifária e algum enfraquecimento institucional”, afirma o time de economia do Bradesco.

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Além disso, o banco nota que os indicadores de atividade do Brasil seguem compatíveis com uma aceleração do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre. “O avanço da atividade nos primeiros três meses será liderado pelos setores menos sensíveis ao ciclo econômico”, a exemplo do que ocorreu em 2025.

Com a incerteza em relação à extensão e aos impactos do conflito, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) tende a manter a estratégia de cortar a taxa Selic (taxa básica de juros) em passos de 0,25 ponto porcentual. Contudo, se “os impactos sobre os preços domésticos se mostrarem circunscritos aos efeitos de primeira ordem, o BC poderá acelerar o ritmo de cortes”, diz o Bradesco, estimando a Selic em 12,75% no fim de 2026.

Gigantes da saúde ganham força para subir preços após consolidação, diz BTG

30 de Abril de 2026, 15:25

A consolidação no setor de saúde no Brasil mudou a dinâmica competitiva do segmento. Com maior concentração, grandes players do setor, incluindo a Bradsaúde, passaram a ter mais poder de precificação, deixando de ser tomadores de preços para se tornarem formadores, avalia o BTG Pactual.

Em relatório, os analistas Samuel Alves e Maria Resende destacam que esse cenário tende a sustentar reajustes mais consistentes nos planos de saúde e reduzir a probabilidade de deterioração da sinistralidade (MLR) ao longo do tempo.

Além disso, os analistas destacam que, embora o índice de sinistralidade atual esteja ligeiramente abaixo da média histórica, o desvio não é significativo. Parte dessa melhora pode ser estrutural, refletindo ganhos de eficiência após ajustes feitos pelas operadoras nos últimos anos, como maior controle de fraudes, uso de coparticipação, redes mais restritas e políticas de reembolso mais rigorosas. Esses fatores contribuem para um modelo mais equilibrado e disciplinado.

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Por fim, o BTG avalia que os principais riscos para a sinistralidade não são estruturais, mas macroeconômicos, como aumento do desemprego ou perda de renda, que podem elevar o uso dos planos e dificultar repasses de preços. Ainda assim, o banco vê a Bradsaúde como uma plataforma sólida, bem capitalizada e com potencial de reprecificação das ações, reforçando uma leitura construtiva para o ativo mesmo sem indicar preço-alvo ou recomendação no relatório.

Itaú BBA: por que os gestores de investimentos estão otimistas com a Bolsa

30 de Abril de 2026, 15:10

O sentimento dos gestores de investimentos sobre a Bolsa brasileira segue positivo, embora com leve moderação, constatou o Itaú BBA após pesquisa feita com 107 investidores entre os dias 23 e 29 de abril. Segundo o levantamento, os investidores projetam o Ibovespa acima de 210 mil pontos até o fim de 2026.

Em relatório, os estrategistas Daniel Gewehr, Matheus Marques e Raphael Matutani destacam que, em uma escala de zero (pessimista) a dez (otimista), a média desta edição da pesquisa foi de 7,09, abaixo da pesquisa anterior (7,18), mas ainda no segundo nível mais alto da série histórica.

No que diz respeito ao cenário macroeconômico, a pesquisa mostrou expectativa de ciclo de afrouxamento monetário mais curto. Os investidores esperam que a Selic (taxa básica de juros) se aproxime de 13% até o fim de 2026, praticamente 80 pontos-base acima da média indicada na pesquisa anterior. O Itaú BBA também destaca que há divergências sobre o momento do ciclo macroeconômico, mas que essas diferenças já estariam precificadas.

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Em termos de posicionamento setorial, as empresas de serviços públicos seguem liderando as preferências dos investidores, impulsionadas por companhias locais. Ao mesmo tempo, os setores cíclicos domésticos ganharam relevância nas posições subponderadas, superando as commodities. O levantamento também aponta a entrada de shoppings no Top 5 das posições subponderadas.

Entre os fatores de atenção para os investidores, a política local e as curvas de juros continuam no radar, junto com a geopolítica. O Itaú BBA afirma que conflitos estão no topo do radar de riscos globais e acrescenta que o Brasil deve continuar recebendo fluxos de capital. Fora do Brasil, houve melhora no humor em relação às ações americanas; na América Latina ex-Brasil, a Argentina segue dominando, mas os países andinos passaram a deter a maior participação, com Chile, Colômbia e Peru também avançando ante edições anteriores da pesquisa.

O levantamento mostrou ainda pequeno aumento na posição de caixa de fundos long-only, fundos de ações focados na valorização de ativos, e menor exposição de fundos hedge (ou fundos de cobertura) a ações. A pesquisa mostra ainda estimativas equilibradas, com previsão neutra para a temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026.

Nos destaques de ações individuais, Axia (AXIA3), Nubank (ROXO34), Equatorial (EQTL3), BTG (BPAC11) e Itaú (ITUB4) aparecem como as principais escolhas, e a expectativa é que a NU tenha o maior retorno em seis meses.

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Em comparação com a pesquisa anterior, a Localiza (RENT3) registrou a maior queda nos votos, de 19,4% para 10%. No Top 10, Petrobras (PETR3; PETR4) e Copel (CPLE6) entraram no lugar de Cyrela (CYRE3) e Prio (PRIO3).

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast

Bolsas da Europa fecham em alta com alívio do petróleo e decisões de juros no radar

30 de Abril de 2026, 14:57

As bolsas da Europa fecharam em alta nesta quinta-feira (30), à medida que os investidores ponderam as decisões de manutenção dos juros pelo Banco da Inglaterra (BoE) e pelo Banco Central Europeu (BCE) em meio ao ambiente de incertezas decorrente do conflito no Oriente Médio e dos preços elevados de energia.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,62%, a 10.378,82 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,33%, a 24.272,32 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,53%, a 8.114,84 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,94%, a 48.246,12 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,62%, a 17.752,00 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 1,47%, a 9.344,96 pontos. As cotações são preliminares.

O presidente do BoE, Andrew Bailey, indicou que a resposta de política monetária ao choque de energia pode vir mais pela manutenção de juros elevados do que por novas altas imediatas, mas alertou que a política não evita o impacto do choque de energia.

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Já a presidente do BCE, Christine Lagarde, se recusou a cravar a trajetória dos juros pela instituição, mas ressaltou que a guerra iniciada pelos EUA e Israel contra o Irã – que mantém os custos de energia em alta – tornam os riscos para perspectiva de inflação inclinados para cima, enquanto os de crescimento ficam para baixo. “Não vou indicar se estamos mais próximos de algum cenário específico”, disse.

Além da macroeconomia, a alta nos preços de energia tem sido foco no setor corporativo. Em balanço, a Air France-KLM projetou um avanço nos gastos com energia e reduziu as previsões de capacidade para este ano. A ação fechou em alta de 3,6%.

Também em repercussão aos desempenhos trimestrais, a Stellantis tombou 6,33% a Magnum Ice Cream Company disparou 11% e os bancos BNP Paribas e Société Générale fecharam em alta de cerca de 1% e 3%, respectivamente. Hoje, investidores foram às compras nas praças europeias com o alívio dos preços do petróleo, que oscilam entre altas e baixas.

Metalúrgica Gerdau (GOAU4) lucra R$ 1,012 bilhão no 1T26, alta de 33,8% em doze meses

27 de Abril de 2026, 21:21

A Metalúrgica Gerdau (GOAU4) registrou lucro líquido de R$ 1,012 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 33,8% ante o mesmo período do ano passado.

Por sua vez, o Ebitda ajustado atingiu R$ 2,955 bilhões no período, valor 23,3% maior em relação ao mesmo trimestre de 2025.

Já a receita líquida da metalúrgica somou R$ 16,716 bilhões nos primeiros três meses de 2026, recuo anual de 1,7%. No período, a companhia somou vendas de aço de 2,811 milhões toneladas.

Endividamento

A dívida líquida da Gerdau chegou a R$ 8,218 bilhões ao final do primeiro trimestre deste ano, um aumento de 7,8% ante o registrado no intervalo em 2025. Dessa forma, a metalúrgica encerrou o trimestre com uma alavancagem de 0,73 vez no mesmo período, uma elevação ante a alavancagem de 0,04 vez do início de 2025.

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A Metalúrgica Gerdau registrou R$ 8 milhões de fluxo de caixa livre, revertendo o resultado negativo em R$ 1,255 bilhão do primeiro trimestre de 2025.

Assaí (ASAI3) registra lucro líquido de R$ 86 mi no 1T26, queda anual de 46,7%

27 de Abril de 2026, 20:11

O Assaí (ASAI3) registrou lucro líquido de R$ 86 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 46,7% na comparação anual. O resultado do Assaí no 1T26 foi impactado por efeitos relacionados a créditos tributários de PIS/Cofins. Já o lucro líquido recorrente da companhia, que desconsidera itens não recorrentes, avançou 7% em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 174 milhões. No trimestre, o lucro líquido contábil inclui impacto positivo de R$ 281 milhões referentes a novos créditos de PIS/Cofins.

A receita líquida somou R$ 18,6 bilhões no trimestre, alta de 0,5% na base anual. Segundo a companhia, o período foi marcado por “deflação simultânea em commodities essenciais”, como arroz, feijão, açúcar, leite e óleo de soja, o que impactou o desempenho das vendas. As vendas em mesmas lojas recuaram 0,9% no período. “Ao mesmo tempo, o endividamento das famílias brasileiras atingiu recordes históricos. Diante de tudo isso, manter a margem Ebitda estável é consequência de disciplina”, afirmou o presidente do Assaí, Belmiro Gomes.

Segundo ele, o resultado do Assaí decorre de gestão de preços, maturação das lojas, expansão dos serviços em loja, controle rigoroso de despesas abaixo da inflação e ganho de market share. O Ebitda ajustado totalizou R$ 1 bilhão no trimestre, avanço de 0,3% na comparação anual, com margem de 5,5%, estável em relação a igual período de 2025. A margem bruta atingiu 16,7%, alta de 0,3 ponto porcentual.

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De acordo com a empresa, o desempenho reflete a “maturação das lojas abertas nos últimos anos” e avanços na gestão de preços. As despesas com vendas, gerais e administrativas somaram R$ 2,1 bilhões, alta de 2,7% na comparação anual, “abaixo da inflação no período”, segundo a companhia. O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 564 milhões no trimestre, equivalente a 3% da receita líquida.

Segundo o Assaí, o desempenho teve impacto do aumento dos encargos sobre a dívida, em função da elevação do CDI médio no período. No final do período, a dívida líquida somava R$ 11,5 bilhões. A alavancagem caiu para 2,52 vezes, ante 3,15 vezes um ano antes, atingindo o menor nível desde o quarto trimestre de 2021. Contato:

Gerdau (GGBR4): lucro tem alta de 33,6% e chega a R$ 1,013 bi no 1T26

27 de Abril de 2026, 19:51

A Gerdau (GGBR4) registrou lucro líquido de R$ 1,013 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 33,6% na comparação com o primeiro trimestre de 2025. O Ebitda ajustado somou R$ 2,958 bilhões no período, avanço de 23,2% ante igual intervalo de 2025. Já a receita líquida foi de R$ 16,716 bilhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 3,8% frente na mesma base de comparação.

A companhia avalia que o período transcorreu em um cenário global volátil e desafiador, marcado por tensões geopolíticas que impactaram os mercados de commodities e as cadeias globais de suprimentos.

“Mesmo nesse contexto, registramos um Ebitda ajustado consolidado de cerca de R$ 3 bilhões no trimestre, com recuperação sequencial em todas as operações da companhia”, afirma a gestão em carta publicada junto aos números do trimestre da Gerdau.

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Os investimentos em Capex no período somaram aproximadamente R$ 1,1 bilhão, 23% do total projetado para o ano. Do montante investido no trimestre, 43% foram destinados à Manutenção e 57% destinados à Competitividade. A companhia diz ainda que 84% do Capex investido foi direcionado às operações no Brasil.

A posição de caixa da companhia encerrou o trimestre com R$ 5,6 bilhões disponíveis, resultando em uma Dívida líquida de R$ 8,2 bilhões no período e um indicador Dívida líquida/Ebitda em 0,74 vez, mantendo um patamar financeiro “bastante confortável”, na visão da companhia

Companhia aprova cancelamento de 7,380 milhões de ações PN e 225 mil ON, sem redução capital

O conselho de administração da Gerdau aprovou o cancelamento de 225 mil ações ordinárias e de 7,380 milhões de ações preferenciais da companhia, sem valor nominal e sem redução do valor do capital social.

Dessa forma, o capital social da Gerdau passou a ser dividido em 717.138.819 ações ordinárias e 1.268.017.330 ações preferenciais, ambas sem valor nominal.

Gerdau anuncia dividendos

Os conselhos de administração da Gerdau e Metalúrgica Gerdau aprovaram a antecipação do pagamento do dividendo mínimo obrigatório. A Gerdau pagará o total de R$ 354,1 milhões, equivalente a R$ 0,18 por ação ordinária e preferencial e ADRs. Já o valor a ser pago pela Metalúrgica Gerdau é de R$ 105,9 milhões, correspondente a R$ 0,08 por ação ordinária e preferencial.

Terão direito a receber os proventos os acionistas que estiverem na base das companhias até o dia 13 de maio, enquanto no caso de detentores de ADRs da Gerdau, até o dia 15 de maio. As ações passarão a ser negociadas ex-dividendos a partir do dia 14 de maio.

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O pagamento dos dividendos da Gerdau será no dia 9 de junho, os da Metalúrgica, no dia 10 do mesmo mês, e dos detentores de ADRs da Gerdau, no dia 16.

Bitcoin cai à espera de novos desdobramentos em conflito no Oriente Médio

7 de Abril de 2026, 17:34

O bitcoin opera em queda nesta terça-feira (7), com o mercado relutante em assumir grandes riscos à espera de novos desdobramentos na guerra no Oriente Médio, conforme se aproxima o fim do prazo por um acordo de cessar-fogo e reabertura do Estreito de Ormuz (por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial).

Por volta das 17h30 (em Brasília), o bitcoin perdia 0,85%, a US$ 69.364,14 e o ethereum recuava 1,72%, a US$ 2.115,78, de acordo com a plataforma Binance.

A tendência de queda das criptomoedas reflete uma cautela observada também em mercados tradicionais, como o acionário, em meio a uma possível escalada no conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã.

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A mídia estadunidense afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou ataques ao país persa caso o prazo final até às 21 horas (de Brasília) de hoje não seja cumprido. A proximidade mantém os investidores “nervosos” e procurando reduzir os riscos, segundo economistas do banco Jefferies.

Sem conseguir segurar o nível de US$ 70.000, atingido na véspera e o maior valor em quase duas semanas, o bitcoin apresentou nova flutuação em sua tentativa de estabelecer recuperação sustentada dos preços, mesmo padrão observado nos últimos dois meses, segundo analistas do FxPro. A movimentação é um “lembrete” da volatilidade atual e de como é “difícil mudar o sentimento” do mercado, ainda segundo a corretora.

No noticiário, a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) está estabelecendo guias de como bancos e suas fintechs subsidiárias podem utilizar stablecoins como moedas digitais aceitas no sistema financeiro mais amplo, de acordo com a Bloomberg.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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Dasa (DASA3): prejuízo sobe 13,9% no 4T25 e fica em R$ 948 milhões

26 de Março de 2026, 21:41

A rede de diagnósticos Dasa (DASA3) reportou prejuízo líquido de R$ 948 milhões no quarto trimestre de 2025, 13,9% maior que o prejuízo de R$ 832 milhões registrado um ano antes. No acumulado do ano, a empresa acumula prejuízo de R$ 1,135 bilhão, ante R$ 1,196 bilhão anotado em 2024.

O resultado negativo foi influenciado principalmente por efeitos não recorrentes, como o impacto contábil do desinvestimento de ativos, em especial a venda do Hospital São Domingos, e pela equivalência patrimonial da Rede Américas, além de ajustes contábeis decorrentes da reorganização societária.

O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda) foi negativo em R$ 111 milhões no trimestre, ante resultado positivo de R$ 403 milhões no mesmo período de 2024. No acumulado do ano, o Ebitda da companhia totalizou R$ 2,026 bilhões, queda de 17,7% frente 2024.

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A receita líquida somou R$ 1,828 no trimestre, avanço anual de 2,5%. Em todo o ano de 2025, o indicador foi de R$ 7,789, crescimento de 6,9% em relação a 2024. Por sua vez, a receita bruta totalizou R$ 2,492 bilhões no quarto trimestre, queda de 39% em relação ao apurado um ano antes. No consolidado de 2025, a receita bruta somou R$ 12,247 bilhões, recuo de 27% na base anual, refletindo a desconsolidação de ativos e mudanças no perímetro operacional.

A dívida líquida financeira após aquisições a pagar e antecipação de recebíveis totalizou R$ 5,416 bilhões ao final de 2025, queda de 46% em comparação com igual período de 2024. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, ficou em 2,67 vezes, redução de 1,41 vez na mesma base de comparação.

Petz (AUAU3) registra prejuízo de R$ 8,7 milhões no 4T25, redução de 79,7% em um ano

26 de Março de 2026, 21:14

A Petz (AUAU3) registrou prejuízo líquido de R$ 8,7 milhões no quarto trimestre de 2025, uma redução de 79,7% em relação a igual período do ano anterior, em um trimestre marcado por melhora operacional e menor impacto de itens não recorrentes.

As informações apresentadas pela empresa referem-se exclusivamente à operação da Petz, sem considerar a fusão com a Cobasi. Ao considerar os ajustes, que excluem efeitos extraordinários e contábeis, a companhia apurou lucro líquido de R$ 25,9 milhões no período, alta de 15,7% na base anual, refletindo ganhos de eficiência e maior diluição de despesas com o avanço da receita.

O Ebitda ajustado atingiu R$ 88,7 milhões no trimestre, crescimento de 6,5%, com margem de 9,3% sobre a receita líquida, praticamente estável na comparação anual. Segundo a companhia, o desempenho reflete uma evolução operacional sustentada, com equilíbrio entre crescimento das vendas e controle de custos.

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A receita líquida somou R$ 951,5 milhões entre outubro e dezembro, avanço de 8,3% ante o quarto trimestre de 2024, impulsionada principalmente pelo desempenho do canal B2C e pela expansão do digital, que segue ganhando participação no mix. No acumulado de 2025, a Petz registrou lucro líquido de R$ 49,2 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 27,5 milhões observado em 2024.

Na mesma base, o lucro líquido ajustado alcançou R$ 76,7 milhões, alta de 22,2%, indicando avanço mais consistente do resultado recorrente. O Ebitda ajustado anual somou R$ 312,2 milhões em 2025, crescimento de 12,4% em relação ao ano anterior, com margem de 8,7%, em um movimento sustentado por alavancagem operacional, maturação das lojas e disciplina na gestão de despesas.

No resultado financeiro, a Petz no 4T25 registrou despesa de R$ 7,6 milhões no quarto trimestre, ante perda de R$ 28,6 milhões um ano antes, beneficiada pela menor pressão de efeitos não recorrentes. A operação de swap da dívida 4131 gerou impacto negativo de R$ 1,6 milhão no período, sem efeito caixa, abaixo da perda de R$ 19,5 milhões registrada no quarto trimestre de 2024.

A Petz encerrou o trimestre com caixa líquido de R$ 160,7 milhões, revertendo a posição de dívida líquida de R$ 88,6 milhões observada um ano antes. A variação positiva de R$ 249,3 milhões foi impulsionada principalmente pela geração de caixa operacional e pela maior eficiência na gestão do capital de giro. Os investimentos somaram R$ 28,8 milhões no quarto trimestre, queda de 36% na comparação anual.

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Em 2025, o capex totalizou R$ 124,3 milhões, recuo de 21,5%. Segundo a companhia, o movimento reflete uma alocação mais estratégica de recursos, alinhada à busca por eficiência operacional e geração de caixa.

B3 (B3SA3) aprova pagamento de R$ 372,5 milhões em JCP; veja valor por ação

26 de Março de 2026, 20:59

O conselho de administração da B3 (B3SA3) aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) no valor de R$ 372,5 milhões, correspondentes a valor bruto de R$ 0,07434043 por ação (líquido de R$ 0,06133086 por papel).

O cálculo levará em consideração a posição acionária da próxima terça, 31, sendo que os títulos serão negociados “ex-JCP” a partir de 1º de abril. O pagamento será realizado em 13 de abril.

Ser Educacional (SEER3) reverte prejuízo e tem lucro de R$ 74,6 milhões no 4T25

25 de Março de 2026, 20:42

A Ser Educacional (SEER3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 74,6 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo prejuízo de R$ 30,2 milhões anotado em igual intervalo do ano anterior. No acumulado do ano, a empresa registrou lucro de R$ 214,4 milhões, ante prejuízo de R$ 1,162 milhão um ano antes.

Com ajustes, o lucro da Ser Educacional foi de R$ 76,9 milhões, alta de 112,1% em relação ao observado um ano antes. Em 12 meses, o lucro ajustado da Ser foi de R$ 239,3 milhões, alta de 141,7%, na base anual de comparação.

O desempenho positivo foi impulsionado pelo crescimento da base de alunos de Ensino Híbrido e pela captação recorde em cursos de Medicina, após a expansão de vagas credenciadas. Além disso, a companhia focou na otimização operacional e disciplina financeira, o que resultou em forte geração de caixa e redução consistente do endividamento.

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No quarto trimestre da Ser Educacional do 4T25, a receita líquida da companhia totalizou R$ 572,9 milhões, crescimento anual de 9,4%. Considerando o consolidado de 2025, a cifra foi de R$ 2,216 bilhões, aumento de 11,9% em relação a 2024.

A empresa apresentou desempenho misto em suas linhas de negócio. Nas mensalidades de Ensino Híbrido, houve aumento de 12,3% na receita líquida trimestral. Já no Ensino Digital, houve uma retração de 7,0% no mesmo período.

O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 150,4 milhões no quarto trimestre, alta de 22,8%. No acumulado do ano, o Ebitda ajustado da empresa totalizou R$ 559,6 milhões, avanço de 27,8% em relação a 2024.

Ao final de 2025, a dívida líquida da Ser Educacional somava R$ 504,7 milhões, diminuição de 29,8% ante o apurado um ano antes.

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Bradesco (BBDC4) anuncia juros sobre capital próprio de R$ 3 bilhões; confira data de pagamento

25 de Março de 2026, 19:10

O conselho de administração do Bradesco (BBDC4) aprovou o pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) intermediários no valor total de R$ 3 bilhões, sendo R$ 0,270307744 por ação ordinária e R$ 0,297338519 por ação preferencial. Será considerada a posição acionária do dia 6 de abril, de forma que os papéis passarão a ser negociados “ex-direito” a partir do dia 7.

O pagamento ocorrerá até 30 de outubro pelo valor líquido de R$ 0,223003889 por ação ordinária e R$ 0,245304278 por ação preferencial, já deduzido o Imposto de Renda na Fonte de 17,5%.

De acordo com o banco, os juros aprovados representam, aproximadamente, 15,7 vezes o valor dos juros mensalmente pagos, líquidos de imposto de renda na fonte, e serão computados no cálculo dos dividendos obrigatórios do exercício previstos no estatuto social.

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Porto Seguro (PSSA3) vai distribuir R$ 347 milhões em JCP, a R$ 0,542 por ação

25 de Março de 2026, 19:03

O conselho de administração da Porto Seguro (PSSA3) aprovou a declaração dos juros sobre o capital próprio (JCP), relativos ao primeiro trimestre de 2026, no montante bruto de R$ 347.258.000,00, equivalente ao valor líquido de R$ 286.770.282,50, imputados ao valor do dividendo obrigatório relativo ao exercício social de 2026.

O valor bruto dos JCP corresponde a R$ 0,54228396511 para as ações da companhia, equivalente ao valor líquido de R$ 0,44782532259 por ação. Será considerada posição acionária dia 30 de março, sendo que as ações passam a ser negociadas “ex-JCP” a partir de 31. De acordo com a empresa, data de pagamento ainda será definida.

Ouro fecha mais um dia em queda em meio a conflito no Oriente Médio e posições de BCs

24 de Março de 2026, 16:30

O contrato futuro do ouro fechou queda nesta terça-feira (24), estendendo perdas após encerrar a última sessão em baixa de quase 4%, à medida que os investidores monitoram desdobramentos do conflito no Oriente Médio, bem como a veracidade do diálogo entre os EUA e o Irã para encerrar as hostilidades.

O mercado também acompanha a compra do metal precioso por bancos centrais e sinalizações sobre a trajetória de juros dos principais BCs do mundo.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York, o ouro para abril encerrou em queda de 0,12%, a US$ 4.402,00 por onça-troy. Já a prata para maio teve alta de 0,31%, a US$ 69,569 por onça-troy.

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O Irã lançou novas séries de mísseis contra Israel e países árabes do Golfo Pérsico hoje, um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer que as partes estavam envolvidas em um diálogo que poderia encerrar as tensões no Oriente Médio.

Diante do ambiente de elevada incerteza e dos riscos geopolíticos, o chefe global de bancos centrais do Conselho Mundial do Ouro (WGC), Shaokai Fan, afirmou que o papel do ouro como proteção deve incentivar os bancos centrais que estiveram ausentes do mercado a comprar o metal precioso este ano.

Ainda no noticiário do metal precioso, fontes disseram à Bloomberg que o banco central da Turquia prepara um conjunto de ferramentas para defender a lira da volatilidade cambial decorrente a guerra dos EUA e Israel contra o Irã, que inclui a possibilidade de utilizar suas vastas reservas de ouro.

Para o Saxo Bank, o impasse geopolítico segue desencadeando um amplo choque macroeconômico nos mercados globais, forçando os investidores a reavaliar simultaneamente a inflação, as taxas de juros, o crescimento e as condições de liquidez, o que tem pressionado o ouro, no geral.

“O ouro está sendo vendido porque continua sendo um dos poucos ativos líquidos que ainda apresentam ganhos no último ano”, pondera.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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BTG destaca que Casas Bahia (BHIA3) entra em fase de recuperação e vê avanço após reestruturação

24 de Março de 2026, 15:20

A Casas Bahia (BHIA3) avançou de um cenário de sobrevivência para uma trajetória de recuperação, com melhora consistente em crescimento, margens e geração de caixa, segundo avaliação do BTG Pactual após o Investor Day da companhia.

De acordo com o analista, Luiz Guanais, 2025 marcou um ponto de inflexão para a varejista, que passou de uma postura defensiva para uma abordagem mais construtiva, com foco em crescimento e eficiência operacional, mesmo em um ambiente macro ainda desafiador.

“O tom foi significativamente mais confiante, com a companhia deixando para trás o modo de reestruturação e entrando em um novo momento de aceleração”, disse.

Um dos principais pilares dessa virada tem sido a transformação do balanço. A empresa realizou iniciativas como conversão de dívida, criação de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) e novas estruturas de financiamento, que devem gerar cerca de R$ 2,8 bilhões em economia de despesas financeiras nos próximos cinco anos.

Além disso, a Casas Bahia alongou o perfil da dívida e reduziu o custo de captação, melhorando a visibilidade de liquidez e diminuindo a pressão de curto prazo.

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No campo operacional, Guanais destaca a consistência da estratégia omnichannel (estratégia que integra todos os canais de venda e comunicação de uma empresa), com crescimento tanto no físico quanto no digital. A companhia conta com cerca de 2 mil lojas, 24 centros de distribuição e atende aproximadamente 29 milhões de clientes, com volume bruto de mercadoria (GMV) ao redor de R$ 45 bilhões.

“As lojas físicas seguem sendo um diferencial competitivo relevante, especialmente em categorias como eletrodomésticos, onde a venda assistida e o crédito são essenciais para conversão”, afirmou.

O crédito, aliás, permanece como um dos principais motores do modelo de negócios. A empresa originou cerca de R$ 10 bilhões em crediário nos últimos 12 meses, apoiada por melhorias em análise de risco e uso de dados, além de iniciativas para tornar o funding mais eficiente.

Ao mesmo tempo, a companhia tem avançado em ações de monetização de caixa, como venda de ativos não estratégicos, recuperação de créditos tributários e operações de sale-leaseback (venda de imóveis com posterior locação), o que tem reforçado a geração de caixa.

A estratégia também passa por maior foco em categorias principais, que já representam 96% da operação, e pela expansão do marketplace (3P), modelo menos intensivo em capital por reduzir a necessidade de estoque.

Apesar dos avanços, o BTG reitera recomendação neutra para o papel, citando um ambiente competitivo ainda desafiador e juros elevados no curto prazo. O relatório não traz preço-alvo.

“A estrutura de capital segue no centro das atenções, enquanto o cenário de juros altos e competição intensa ainda limita uma visão mais construtiva no curto prazo”, disse Guanais.

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Bolsas da Europa fecham sem direção única com ponderações sobre desfecho diplomático e pacífico para a guerra

24 de Março de 2026, 15:11

As Bolsas da Europa fecharam sem direção única nesta terça-feira (24), à medida que os investidores ponderam os desdobramentos e a veracidade do diálogo entre os EUA e o Irã para encerrar as hostilidades no Oriente Médio, sinalizado ontem pelo presidente Donald Trump. Teerã, que nega qualquer contato com Washington, renovou os ataques contra Israel e outros países árabes do Golfo Pérsico, incluindo Kuwait, Arábia Saudita e Bahrein.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,60%, a 9.953,50 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,06%, a 22.639,89 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,23%, a 7.743,92 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,42%, a 43.369,53 pontos. Em Madri, o Ibex 35 computou alta de 0,13%, a 16.910,50 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 subiu 1,18%, a 8.881,98 pontos. As cotações são preliminares.

As Forças Armadas iranianas informaram que o país persa lutará “até a vitória completa”, prolongando o ambiente de incerteza geopolítica um dia após as sinalizações otimistas de Trump para encerrar a guerra. Analistas do Swissquote Bank mencionam que os comentários do mandatário americano não foram capazes de acalmar os mercados por um período prolongado, dada a continuidade de ofensivas do lado iraniano.

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A ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves, ressaltou os riscos de um conflito prolongado, mas prometeu diálogo com bancos e supermercados para atenuar os possíveis impactos da guerra para os clientes. No mesmo sentido, o economista-chefe do Banco da Inglaterra (BoE), Huw Pill, afirmou que o BC britânico está pronto para responder às possíveis pressões inflacionárias, caso seja necessário, para garantir estabilidade.

Para a Capital Economics, o conflito no Oriente Médio já está contribuindo significativamente para o aumento da inflação e a redução do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na zona do euro e no Reino Unido, diante das leituras preliminares de março dos Índices de Gerentes de Compras (PMIs) da região.

Dentre os destaques no mercado acionário, a construtora Bellway tombou 14,83%, após fazer um alerta para a “volatilidade” no mercado de hipotecas causada pela pressão inflacionária dos custos, enquanto a Puig saltou 13,29%, diante da possibilidade de fusão com o conglomerado de cosméticos Estée Lauder.

Na divisão de setores do Stoxx 600, energia tinha alta de 2,2%, enquanto defesa perdia 2%.

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