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Gigantes da saúde ganham força para subir preços após consolidação, diz BTG

30 de Abril de 2026, 15:25

A consolidação no setor de saúde no Brasil mudou a dinâmica competitiva do segmento. Com maior concentração, grandes players do setor, incluindo a Bradsaúde, passaram a ter mais poder de precificação, deixando de ser tomadores de preços para se tornarem formadores, avalia o BTG Pactual.

Em relatório, os analistas Samuel Alves e Maria Resende destacam que esse cenário tende a sustentar reajustes mais consistentes nos planos de saúde e reduzir a probabilidade de deterioração da sinistralidade (MLR) ao longo do tempo.

Além disso, os analistas destacam que, embora o índice de sinistralidade atual esteja ligeiramente abaixo da média histórica, o desvio não é significativo. Parte dessa melhora pode ser estrutural, refletindo ganhos de eficiência após ajustes feitos pelas operadoras nos últimos anos, como maior controle de fraudes, uso de coparticipação, redes mais restritas e políticas de reembolso mais rigorosas. Esses fatores contribuem para um modelo mais equilibrado e disciplinado.

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Por fim, o BTG avalia que os principais riscos para a sinistralidade não são estruturais, mas macroeconômicos, como aumento do desemprego ou perda de renda, que podem elevar o uso dos planos e dificultar repasses de preços. Ainda assim, o banco vê a Bradsaúde como uma plataforma sólida, bem capitalizada e com potencial de reprecificação das ações, reforçando uma leitura construtiva para o ativo mesmo sem indicar preço-alvo ou recomendação no relatório.

BTG destaca que Casas Bahia (BHIA3) entra em fase de recuperação e vê avanço após reestruturação

24 de Março de 2026, 15:20

A Casas Bahia (BHIA3) avançou de um cenário de sobrevivência para uma trajetória de recuperação, com melhora consistente em crescimento, margens e geração de caixa, segundo avaliação do BTG Pactual após o Investor Day da companhia.

De acordo com o analista, Luiz Guanais, 2025 marcou um ponto de inflexão para a varejista, que passou de uma postura defensiva para uma abordagem mais construtiva, com foco em crescimento e eficiência operacional, mesmo em um ambiente macro ainda desafiador.

“O tom foi significativamente mais confiante, com a companhia deixando para trás o modo de reestruturação e entrando em um novo momento de aceleração”, disse.

Um dos principais pilares dessa virada tem sido a transformação do balanço. A empresa realizou iniciativas como conversão de dívida, criação de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) e novas estruturas de financiamento, que devem gerar cerca de R$ 2,8 bilhões em economia de despesas financeiras nos próximos cinco anos.

Além disso, a Casas Bahia alongou o perfil da dívida e reduziu o custo de captação, melhorando a visibilidade de liquidez e diminuindo a pressão de curto prazo.

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No campo operacional, Guanais destaca a consistência da estratégia omnichannel (estratégia que integra todos os canais de venda e comunicação de uma empresa), com crescimento tanto no físico quanto no digital. A companhia conta com cerca de 2 mil lojas, 24 centros de distribuição e atende aproximadamente 29 milhões de clientes, com volume bruto de mercadoria (GMV) ao redor de R$ 45 bilhões.

“As lojas físicas seguem sendo um diferencial competitivo relevante, especialmente em categorias como eletrodomésticos, onde a venda assistida e o crédito são essenciais para conversão”, afirmou.

O crédito, aliás, permanece como um dos principais motores do modelo de negócios. A empresa originou cerca de R$ 10 bilhões em crediário nos últimos 12 meses, apoiada por melhorias em análise de risco e uso de dados, além de iniciativas para tornar o funding mais eficiente.

Ao mesmo tempo, a companhia tem avançado em ações de monetização de caixa, como venda de ativos não estratégicos, recuperação de créditos tributários e operações de sale-leaseback (venda de imóveis com posterior locação), o que tem reforçado a geração de caixa.

A estratégia também passa por maior foco em categorias principais, que já representam 96% da operação, e pela expansão do marketplace (3P), modelo menos intensivo em capital por reduzir a necessidade de estoque.

Apesar dos avanços, o BTG reitera recomendação neutra para o papel, citando um ambiente competitivo ainda desafiador e juros elevados no curto prazo. O relatório não traz preço-alvo.

“A estrutura de capital segue no centro das atenções, enquanto o cenário de juros altos e competição intensa ainda limita uma visão mais construtiva no curto prazo”, disse Guanais.

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