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Soldado de 18 anos morre após passar mal durante treino do Exército

23 de Março de 2026, 06:16
Recruta do Exército José Carlos Junior Carvalho Grachet. Foto: Divulgação

O soldado do Exército José Carlos Junior Carvalho Grachet, de 18 anos, morreu após passar mal durante um treinamento de corrida realizado em Goiânia. O jovem participava de atividades físicas no 1º Batalhão de Ações de Comandos quando apresentou sinais de mal-estar e precisou ser socorrido pela equipe médica da unidade.

Ele foi levado inicialmente a um posto de atendimento e depois transferido para a UTI de um hospital da região, mas não resistiu. Segundo o Exército, o caso ocorreu durante exercício de preparação física.

Após desmaiar, o militar recebeu atendimento imediato, porém o quadro se agravou durante o transporte para o hospital. A corporação informou que foi instaurado um Inquérito Policial Militar para apurar as circunstâncias da morte, enquanto a Polícia Civil de Goiás também abriu investigação para esclarecer a causa do óbito.

Até a última atualização, a Secretaria de Saúde não havia informado o diagnóstico que levou à morte do jovem. O Exército divulgou nota lamentando o ocorrido e manifestou solidariedade à família. Em publicação nas redes sociais, o Comando de Operações Especiais escreveu: “Que Deus conforte a todos neste momento de consternação”.

José Carlos Junior Carvalho Grachet morreu durante um treinamento em Goiás. Foto: Reprodução

Familiares e amigos relataram que José Carlos vinha se preparando há meses para ingressar na carreira militar. Segundo pessoas próximas, ele mantinha rotina intensa de treinos para o Teste de Aptidão Física exigido para o serviço. Um amigo afirmou que acompanhava a preparação. “Praticamente por dois meses eu e meu irmão gêmeo ajudamos ele a treinar para o TAF. Ele perdeu mais de 15 kg nesse período”.

De acordo com relatos, o jovem passou mal durante a corrida, perdeu o ritmo em relação aos colegas e caiu no chão antes de ser atendido. Um amigo descreveu o momento. “No meio do treino ele começou a perder posição em relação aos colegas, caiu de joelhos e teve um mal súbito”.

Nas redes sociais, diversas mensagens lembraram o entusiasmo do soldado ao ser aprovado para servir. Um dos amigos escreveu: “Lembro de você pulando de alegria com a carta do Exército aprovado. Dos momentos bons, dos churrascos de fim de semana, da gente treinando junto e correndo”.

Conhecido entre os colegas como comunicativo e bem-humorado, José Carlos era descrito como alguém muito próximo da família e dos amigos. Pessoas que conviveram com ele afirmaram que o jovem participava com frequência de atividades esportivas e mantinha rotina ativa. “Era um cara muito querido, sempre sorrindo, fazendo gracinha com tudo”, relatou um amigo.

Marido de PM morta se pronuncia pela 1ª vez e diz que esposa “surtou”

11 de Março de 2026, 16:00
Geraldo Leite Rosa Neto e Gisele Alves Santana. Foto: Reprodução

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto quebrou o silêncio e se pronunciou sobre a morte de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento em que moravam, no bairro do Brás, em São Paulo. O oficial negou envolvimento no caso e reafirmou sua versão de que ela tirou a própria vida.

“Surtou, provavelmente. ninguém dá um tiro na cabeça se não estiver surtado”, disse em entrevista à TV Record. Neto alegou que, ao sair do banho, encontrou a esposa caída no chão e com sangramento na cabeça.

Embora tenha o conhecimento técnico necessário, adquirido na corporação, para prestar primeiros socorros, o tenente-coronel alegou que não conseguiu atender a esposa por não ter os equipamentos adequados.

Ele também negou ter alterado a cena do crime, afirmando que chamou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros para o resgate. Durante a entrevista, Neto disse que passou mal após o incidente e teve a pressão arterial extremamente baixa, o que o levou a tomar remédios e até a ser alertado por um profissional de saúde sobre o risco de um AVC ou infarto.

O tenente-coronel ainda alegou que voltou ao banheiro após encontrar a esposa morta e passar mal. A ação que foi questionada por outros policiais presentes na cena e, na versão oficial do inquérito, os policiais indicaram que Neto deveria ir diretamente à delegacia.

Geraldo Leite Rosa Neto e Gisele Alves Santana. Foto: Reprodução

Outro ponto controverso foi a condição do banheiro no momento do atendimento. Enquanto o tenente-coronel afirmou que o local estava molhado, testemunhas relataram que o chão estava seco. Neto negou essa versão e manteve a afirmação de que deixou o chuveiro ligado.

O laudo médico indicou marcas de estrangulamento no pescoço da vítima, o que Neto atribuiu à filha de Gisele, de apenas 7 anos, durante uma caminhada em que ela teria ficado no colo da mãe.

Em relação à limpeza do apartamento, o tenente-coronel negou ter enviado três policiais militares para limpar o local. Segundo ele, as agentes foram enviadas pelo comandante dele após o imóvel ter sido liberado.

Uma testemunha, a inspetora do condomínio, afirmou que as policiais chegaram para realizar a limpeza no mesmo dia da morte e que Neto teria retornado ao apartamento para pegar pertences antes de seguir para São José dos Campos.

Neto também foi questionado sobre seu comportamento durante a ocorrência. Uma testemunha relatou que ele permaneceu no corredor do prédio após o atendimento inicial, falando ao telefone e conversando com os policiais. Quando soube que sua esposa ainda estava viva, ele teria dito: “Ela não vai sobreviver”.

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