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Goldman eleva Usiminas a compra e vê ação como principal aposta do setor; USIM5 sobe

21 de Maio de 2026, 17:36

O Goldman Sachs elevou a recomendação das ações da Usiminas (USIM5) de neutra para compra, apostando em uma melhora relevante no cenário para o setor de aço no Brasil e no posicionamento da companhia para capturar esse movimento.

Além disso, o banco elevou o preço-alvo em 12 meses de R$ 6,60 para R$ 10,50 — o que implica um potencial de alta de cerca de 9,3% em relação ao último fechamento. No ano, as ações já sobem 60,70%, com ganhos de 76% nos últimos 12 meses. O papel foi um destaques do Ibovespa nesta quinta-feira (21), com as ações fechando em alta de 1,98%, a R$ 9,80.

A revisão reflete uma visão mais construtiva para a dinâmica de oferta e demanda no mercado brasileiro de aço, que deve favorecer empresas com maior alavancagem operacional aos preços domésticos — caso da Usiminas, segundo os analistas.

Menos importações e preços mais altos

De acordo com o banco, o ambiente para o aço no Brasil começa a dar sinais de inflexão após anos de pressão causada pelo avanço das importações, especialmente vindas da Ásia. Dados citados pelo Goldman mostram que as importações de aço caíram 42% na comparação mensal em abril, após um período prolongado de crescimento.

Esse movimento ocorre em meio a um reforço das barreiras comerciais no país, como aumento de tarifas, estabelecimento de cotas e implementação de medidas antidumping, além da alta de custos globais e gargalos logísticos. O frete marítimo da Ásia para o Brasil, por exemplo, dobrou após o início do conflito no Oriente Médio, enquanto preços internacionais do aço também avançaram

Para os analistas, esse conjunto de fatores deve continuar limitando a entrada de aço importado e abrir espaço para reajustes de preços no mercado doméstico.

Usiminas como principal beneficiária

Nesse cenário, o Goldman Sachs destaca a Usiminas como uma das empresas mais expostas positivamente à recuperação dos preços. Isso ocorre porque a companhia apresenta elevada alavancagem operacional: para cada aumento de 1% nos preços do aço, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da empresa tende a crescer cerca de 8%, bem acima de pares como CSN (CSNA3) e Gerdau (GGBR4).

Além disso, cerca de 70% do EBITDA da Usiminas está concentrado no segmento de aço no Brasil, o que aumenta sua sensibilidade às condições do mercado local.

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O banco projeta ainda novos reajustes de preços ao longo do segundo semestre de 2026, além dos dois aumentos já implementados neste ano. Com isso, estima um crescimento expressivo de resultados, com o EBITDA podendo avançar entre 49% e 107% em 2026-2027 em relação a 2025.

Revisões para cima e valuation atrativo

Com a melhora das perspectivas, o Goldman elevou suas estimativas de EBITDA para a Usiminas em até 70% nos próximos anos, ficando entre 13% e 30% acima do consenso de mercado.

Apesar da recente valorização das ações — que acumulam alta expressiva nos últimos meses —, o banco ainda vê espaço para ganhos adicionais. Isso porque os papéis seguem negociando a múltiplos considerados descontados, entre 3,3x e 4,8x EV (valor da firma)/EBITDA para 2026-2027, abaixo da média histórica de cerca de 6x.

Saiba mais: Usiminas (USIM5) salta mais de 53% em 2026; alta ainda tem fôlego?

Na leitura dos analistas, a combinação de revisões positivas de lucro e valuation ainda atrativo torna a ação uma oportunidade em um momento de virada do ciclo do setor.

O banco também ressalta riscos à tese, como uma eventual retomada mais forte das exportações chinesas, que poderia pressionar preços no Brasil, além de incertezas macroeconômicas e custos mais elevados na operação de mineração. Ainda assim, o banco avalia que o balanço sólido da empresa e a tendência de melhora estrutural no setor sustentam a recomendação de compra para os papéis.

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Aneel anuncia bandeira amarela em maio, 1º mês com o adicional na conta de luz no ano

24 de Abril de 2026, 18:48

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira, 24, bandeira tarifária amarela para o mês de maio, com cobrança de taxa adicional na conta de luz, pela primeira vez neste ano. Desde janeiro, estava em vigor a bandeira tarifária verde.

Conforme o órgão, a decisão de acionar a bandeira amarela se relaciona ao volume de chuva abaixo da média nos reservatórios. Em consequência, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Como o Estadão/Broadcast mostrou, a possibilidade de El Niño no segundo semestre deste ano, com seu efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e Nordeste do País, reforça essa perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.

Como é definida a bandeira tarifária

Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) – valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica aos consumidores os custos da geração de energia no País e visa atenuar os impactos nos orçamentos das distribuidoras de energia.

Antes, o custo da energia em momentos de mais dificuldades para geração era repassado às tarifas apenas no reajuste anual de cada empresa, com incidência de juros. No modelo atual, os recursos são cobrados e transferidos às distribuidoras mensalmente por meio da “conta Bandeiras”.

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