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Santander: Aquisição da Stix pela RD Saúde deve impulsionar programa de fidelidade

21 de Maio de 2026, 16:30

A RD Saúde (RADL3) anunciou a aquisição da participação restante de 66,6% na Stix. Com a compra, a companhia tem o controle total da empresa de programas de fidelidade. A participação foi avaliada em R$23 milhões, que serão pagos em duas parcelas.

Para o Santander, a transação deve gerar valor adicional à companhia, do ponto de vista estratégico. A partir da aquisição, o banco espera que a RD Saúde consiga proporcionar mais flexibilidade e agilidade ao seu programa de fidelidade.

De acordo com os analistas, o controle da companhia servirá como uma alavanca relevante para aumentar a preferência do consumidor pela marca, a fidelização deste cliente e a recorrência de compras. Em paralelo, poderá garantir a propriedade dos dados de comportamento de consumo dos clientes da Stix.

Do ponto de vista financeiro, o Santander vê pouco impacto sobre a alavancagem da companhia. Os R$ 23 milhões acordados pela participação equivalem a menos de 0,1% do valor de mercado da RD.

A expectativa do banco era de reações neutras dos investidores, considerando o tamanho da transação. Ainda assim, ao longo do dia, os papeis da companhia tiveram trajetória negativa. Durante a tarde, por volta das 16h, a ação recuava 2,40%, a R$ 18,67. Na mínima do dia, a RADL3 atingiu R$ 18,51.

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Genética pode influenciar a eficácia de canetas emagrecedoras, diz pesquisa

11 de Abril de 2026, 19:07

Uma nova pesquisa indica que mutações em dois genes específicos, responsáveis por regular a fome e o processamento de alimentos, influenciam a eficácia de tratamentos contra a obesidade com fármacos como o Mounjaro e o Wegovy, popularmente chamados de “canetas emagrecedoras”. Indivíduos que possuem essas alterações genéticas tendem a apresentar uma redução de medidas mais acentuada.

Os dados foram divulgados na última quarta-feira (8) na revista científica Nature, mostrando uma compreensão única na diferença entre os resultados clínicos: enquanto uns emagrecem drasticamente, outros podem sofrer com reações adversas severas, a exemplo de vômitos e enjoos.

A pesquisa foi feita pelo departamento de Instituto de Pesquisa 23andMe, empresa de coleta genética. “O estudo demonstra o incrível poder da nossa comunidade de pesquisa colaborativa para promover o conhecimento científico sobre a variação genética humana”, disse Adam Auton, vice-presidente de Genética Humana do Instituto de Pesquisa 23andMe e um dos autores do estudo, em comunicado à imprensa.

A investigação, que cruzou dados de DNA com as experiências dos usuários, trouxe descobertas fundamentais sobre o impacto do perfil genético no resultado desses tratamentos:

  • Eficácia no emagrecimento: Foi detectada uma mutação específica no gene GLP1R, uma troca mínima na sua sequência que altera a proteína produzida, capaz de potencializar significativamente o efeito das substâncias.
  • Enjoos e mal-estar: A pesquisa estabeleceu conexões entre alterações nos genes GIPR e GLP1R e o surgimento de episódios de vômito ou náusea em quem utiliza essas terapias.
  • Reações por tipo de remédio: Cientistas notaram que os efeitos adversos ligados ao gene GIPR ocorrem apenas com a tirzepatida (encontrada no Mounjaro e no Zepbound), sem atingir quem faz uso da semaglutida (presente no Ozempic e no Wegovy).

Segundo o estudo, profissionais de saúde destacam que o sucesso dessas terapias não depende apenas da genética, mesmo que ela tenha seu peso; fatores como a idade, o sexo e o histórico étnico do indivíduo também moldam os resultados.

No Reino Unido, as estatísticas apontam que o consumo de canetas emagrecedoras alcançou a marca de 1,6 milhão de usuários no último ano, e a tendência é que esse volume se torne ainda maior.

O acesso a esses produtos ocorre majoritariamente pelo mercado privado, sendo os principais canais as plataformas online. Já o NHS, órgão público de saúde britânico, limita a oferta de remédios como Mounjaro e Wegovy a casos muito específicos, atendendo apenas uma parcela reduzida de obesos que possuem doenças associadas.

Testes clínicos

Vale frisar que as taxas de redução de massa corporal apresentam variações conforme o medicamento utilizado. De acordo com testes clínicos, o uso de tirzepatida (princípio ativo do Mounjaro) resulta em um decréscimo médio de 20%, enquanto a semaglutida (presente no Wegovy e no Ozempic) promove uma baixa de aproximadamente 14%.

Na pesquisa publicada recentemente, mais de 15 mil pacientes tiveram acompanhamento durante oito meses enquanto utilizavam os medicamentos, e os cientistas chegaram a uma perda média de peso total de 11,7%.

Apesar do número, o desempenho foi heterogêneo: houve casos de eliminação de até 30% da massa inicial, contrastando com usuários que tiveram pouco ou nenhum resultado prático.

Além de fazer o tratamento com as canetas emagrecedoras, os participantes também adquiriam testes genéticos da 23andMe, que cruzar milhões de informações genéticas. A partir daí, os cientistas conseguiram traçar um perfil que mostra como certas variações no organismo facilitam ou dificultam o emagrecimento durante o tratamento.

“O estudo identificou uma variante genética associada à perda de peso, que também está ligada à ocorrência de náusea”, afirmou Ruth Loos, professora da Universidade de Copenhague, em comentários sobre a pesquisa.

Segundo ela, essa marca genética está ligada a dois resultados simultâneos: uma maior redução de quilos e, ao mesmo tempo, a sensação de enjoo.

Além disso, a pesquisa também apontou que outra variante ligada ao efeitos colaterais, como de vômitos e enjoos, em quem se trata com tirzepatida. Esse fator pode fazer com que cerca de 1% dos pacientes sofram com crises severas de vômito, um índice quase 15 vezes superior ao que se vê normalmente.

É importante ressaltar que as conclusões desse estudo ainda não foram confirmadas por outros trabalhos científicos, o que é um passo necessário para validar os dados.

Em pesquisas feitas anteriormente, cientistas descobriram que o público feminino tem uma probabilidade duas vezes maior de eliminar 15% da massa corporal com o Mounjaro do que o masculino. Outros perfis que costumam apresentar melhores resultados no emagrecimento são os mais jovens e pessoas de etnia branca ou asiática, embora a ciência ainda não saiba explicar o porquê.

Fatores práticos, como o tempo de tratamento, a dosagem escolhida e o tipo de fármaco, também interferem diretamente no sucesso da terapia. No futuro, a ideia é que o cruzamento do mapa genético com o histórico do paciente permita definir o remédio ideal para cada caso, dentro do conceito de medicina de precisão.

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