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Com um ano, Starian projeta R$ 750 mi em receita e mantém estratégia de M&As

23 de Junho de 2026, 10:20

A Starian, desenvolvedora de ecossistemas verticais SaaS, completou seu primeiro ano de operação em junho, com uma expectativa de superar R$ 750 milhões em receita líquida e projetando um crescimento orgânico de 30% na comparação com o encerramento de 2025. Parte desse crescimento deve vir das compras: a empresa busca comprar R$ 100 milhões em receita recorrente no próximo semestre.

“Estamos fazendo compra de companhias satélites, pequenas, e trabalhando para trazer ativos parrudos. É um momento oportuno de mercado: é difícil crescer em SaaS verticalizado no Brasil e há muitas empresas com 20 ou 30 anos, super nichadas, que podem ter dificuldades de se adaptar à IA”, afirma Alex Anton, Chief Strategy Officer da Starian.

Nesta cadeira, Anton é responsável por olhar para o mercado e entender o que está acontecendo no mundo de softwares e olhar para dentro para buscar novas frentes de negócios, além de fazer as integrações das adquiridas, como aconteceu com a Contato Seguro, comprada em dezembro do ano passado.

Com 1.500 profissionais, a empresa vive um momento emblemático. “Estamos em uma corrida. Até o ano passado, nosso foco estava no crescimento inorgânico e orgânico. Agora, nosso ‘core’ está em risco com a proliferação da IA. Mas estamos em um movimento de crescimento e ‘servitização’: transformando o nosso software em serviço”, afirma Anton.

Um dos desafios para a empresa continuar crescendo está na precificação: hoje, softwares são vendidos por assento. Em companhias mais arrojadas, contudo, já existe um modelo híbrido, onde se cobra por entrega de valor. “Esses modelos colocam um nível de pressão. É um mundo super dinâmico”, afirma.

A empresa tem um núcleo centralizado de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e aposta na evolução tecnológica como um processo contínuo de incorporação de inovação aos workflows críticos dos clientes, em vez rupturas isoladas.

Crescimento vertical

A Starian opera, hoje, em quatro verticais: indústria da construção, inteligência legal, eficiência operacional e governança e compliance. O plano é abrir novas frentes já no próximo ano, com a estratégia de aquisição que deve se tornar ainda mais agressiva.

“Gostamos muito das verticais que já conversam com nossos sistemas, como ERP para empresas de material de construção civil ou gestão imobiliária, por exemplo. Mas também olhamos para setores novos como o agro, que tem espaço para adoção de tecnologia, além do varejo alimentar que é anti-cíclico”, afirma.

Leia mais: Com bolso cheio e aquisição, Starian, spinoff da Softplan, abre nova frente

A empresa

Embora tenha pouco tempo de vida, a Starian já nasceu gigante: de uma cisão da Sofplan, empresa de softwares de Santa Catarina. Na separação, a ‘empresa-mãe’ ficou com os clientes do setor público enquanto a nova companhia tem 100% de clientes do setor privado.

“A Starian já nasceu com escala, liderança em suas verticais e um portfólio robusto de soluções críticas para seus clientes”, afirma Ionan Fernandes, CEO da Starian. Em dois meses de operação, a empresa levantou R$ 640 milhões da General Atlantic para fortalecer a estrutura de capital e acelerar sua expansão.

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Nada de iPhone: Febre entre crianças nos EUA agora é telefone fixo ‘retrô’ de US$ 100

25 de Abril de 2026, 09:03

Quando os dois filhos de Justin Finn, que estão no ensino fundamental, chegam em casa, eles não ligam a TV nem pegam um iPad. Em vez disso, vão direto para o telefone — não um smartphone, mas um telefone fixo. As chamadas chegam em um aparelho cor creme chamado Tin Can, um dispositivo inspirado em telefones fixos, com conexão Wi-Fi, que custa US$ 100 e viralizou nos últimos doze meses.

“Não é incomum o telefone começar a tocar poucos minutos depois”, conta Finn. “Existe um entusiasmo real em torno dele que não vimos com muitas outras novidades dentro de casa.”

Desde o lançamento, em abril de 2025, o aparelho de estilo retrô se tornou um sucesso, com centenas de milhares de unidades vendidas, principalmente graças à recomendação boca a boca, segundo a empresa.

Isso apesar de um marketing limitado e de um volume relativamente pequeno de captação, incluindo US$ 3,5 milhões durante o verão e uma rodada seed de US$ 12 milhões em dezembro, liderada pela Greylock Partners.

Aposta no básico

O Tin Can é conectado à tomada e inclui viva-voz, botões de discagem rápida e secretária eletrônica. O telefone, que também é vendido em várias cores vibrantes, permite fazer chamadas gratuitas entre aparelhos Tin Can e para serviços de emergência.

Os usuários também podem pagar US$ 10 por mês para ligar e receber chamadas de números externos aprovados pelos pais. O dispositivo está disponível nos Estados Unidos e no Canadá.

O Tin Can encontrou boa receptividade em um momento em que pais, educadores e legisladores buscam alternativas ao uso constante de telas. Países ao redor do mundo estudam restringir redes sociais para jovens após a Austrália aprovar uma proibição para menores de 16 anos.

Nos EUA, por sua vez, Meta e o Google, da Alphabet, perderam no mês passado um caso judicial emblemático em Los Angeles, movido por uma jovem de 20 anos que afirmou que o vício nessas plataformas alimentou problemas de saúde mental.

A família Finn recebeu o Tin Can gratuitamente como parte de uma iniciativa liderada por pais na Nativity Parish School, nos arredores de Kansas City — uma entre um número crescente de escolas que estão distribuindo o dispositivo a alunos na tentativa de conter a dependência de redes sociais desde cedo.

Escolas e pais entram na onda

Pedidos de escolas estão entre os segmentos de mercado que mais crescem para o Tin Can, segundo a empresa sediada em Seattle. A startup afirmou à Bloomberg News que tem visto uma “demanda avassaladora” por parte de instituições de ensino, com milhares de administradores nos EUA considerando compras em massa e coordenando como integrar suas comunidades à rede.

Na Nativity Parish School, cerca de 95% das famílias do jardim de infância ao quinto ano aderiram. Os alunos sabem para quem ligar anotando números em um diretório de papel — uma referência a como as pessoas faziam no século passado quando queriam telefonar para alguém.

Tracy Foster, mãe de dois alunos da escola, liderou a iniciativa.

“Para muitas pessoas, é difícil manter as crianças longe dos smartphones na prática, mas programas como esse dão mais ferramentas para que sintam que conseguem fazer isso”, afirmou. Tracy acrescentou que é mais fácil adiar o uso de smartphones para um grupo inteiro do que apenas para uma ou outra criança.

Foster afirmou que desde então recebeu mais de cem pedidos de pais interessados em replicar o programa em suas próprias escolas.

Em todo o país, a St. James’ Episcopal School, em Los Angeles, planeja distribuir um Tin Can para cada uma de suas 220 famílias na saída das aulas. A expectativa é que os alunos usem os aparelhos durante as longas férias de verão.

“Queremos que nossos alunos continuem conectados entre si e usem essa opção em vez de mensagens em grupo ou outras formas de contato que podem, às vezes, gerar sentimentos ruins ou fazer alguém se sentir excluído”, disse Jules Leyser, diretor de desenvolvimento e comunicação da escola.

O CEO Chet Kittleson, de 38 anos, fundou a Tin Can há cerca de um ano e meio em resposta à ansiedade que sentia ao organizar encontros pós-escola para seus filhos. Crescendo nos anos 1990, ele percebeu, o telefone fixo era sua rede social.

Ele acredita que a forma como as crianças se comunicam hoje — por mensagens de texto ou chamadas de vídeo — prejudica o desenvolvimento de habilidades de comunicação. Todos deveriam saber “lidar com o silêncio de uma maneira significativamente diferente”, disse, referindo-se às pausas naturais em conversas por voz.

Finn afirmou que percebeu rapidamente avanços significativos no comportamento dos filhos. “Eles são mais cuidadosos ao falar, melhores ouvintes e, no geral, mais confiantes”, disse. No entanto, seu filho do jardim de infância aprendeu da forma difícil que o número de emergência 911 funciona no Tin Can, o que resultou em uma visita surpresa à porta da família.

Kittleson atribui o sucesso inicial do Tin Can ao boca a boca e a uma crescente desconfiança em relação aos smartphones, combinada com a nostalgia de pais da geração X e dos millennials.

“Poderíamos ter criado um dispositivo moderno com aparência infantilizada”, disse Kittleson. “Mas eu queria algo imediatamente reconhecível para o comprador — o pai ou a mãe —, algo intuitivo que lembrasse uma infância mais simples, porque é isso que todos estamos buscando. Isso ajudou muito no nosso crescimento rápido.”

Segundo ele, o maior desafio agora é acompanhar o crescimento acelerado, contratar rapidamente, investir em infraestrutura e manter um serviço confiável que consiga escalar. Após um pico de instalações no dia de Natal, a empresa enfrentou falhas nos servidores e pediu desculpas pela instabilidade.

“Nosso trabalho é entregar um produto e um serviço realmente bons e confiáveis”, disse. “Acho que vamos conseguir – e chegar lá de forma sustentável”.

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