Visualização normal

Received today — 19 de Maio de 2026InfoMoney

Christian Egan será o novo presidente da B3, diz jornal

18 de Maio de 2026, 23:17

O nome de Christian Egan deve ser anunciado nos próximos dias como o próximo presidente da B3. A informação é do jornal Valor Econômico. Egan foi anunciado como chefe da área corporate e do banco de investimento do Santander no Brasil há apenas dois meses.

Se se confirmar, o nome de Egan deve chegar como uma surpresa para o mercado. Isso porque acredita-se que o atual vice-presidente de produtos e clientes da B3, Luiz Masagão, seja o nome mais cotado para substituir Gilson Finkelsztain à frente da bolsa.

Fontes ouvidas pelo Valor Econômico afirmam que houve uma divisão interna no conselho da B3. Enquanto alguns eram favoráveis a Masagão para a sucessão, outros, incluindo o presidente do conselho, Caio Ibrahim David, foram resistentes a escolhê-lo para a liderança.

O jornal apurou ainda que o próprio Ibrahim David foi considerado para a função, mas posteriormente teria sido descartado por não ter tanto conhecimento técnico para o cargo. Também se considerou que debater sobre o nome no conselho seria conflituoso por ele presidir o colegiado.

Segundo o Valor, outro nome aventado foi o de Alexandre Bettamio, que teria declinado o convite para assumir a presidência da B3. Ele mora em Nova York há 12 anos e está voltando para o Brasil para ser co-chair de global corporate e investment banking do Bank of America (BofA).

O jornal procurou a B3 para comentar a sucessão, mas a bolsa afirmou que o processo ainda não foi concluído e segue sendo conduzido pelo conselho de administração da companhia, em linha com as melhores práticas de governança. A companhia reforçou seu compromisso com a transparência e disse que comunicará o nome oportunamente.

The post Christian Egan será o novo presidente da B3, diz jornal appeared first on InfoMoney.

Received before yesterdayInfoMoney

ANP propõe que leilões de petróleo e gás sejam realizados na B3 a partir de 2027

27 de Abril de 2026, 20:45
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) (Foto: Saulo Cruz/MME)

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) avalia transferir para B3 os leilões da Oferta Permanente a partir de 2027. A ideia é focar em questões mais estratégicas das licitações – como a busca de novas áreas para oferta -, e deixar para a B3 a parte operacional da venda.

“O coração das nossas licitações continuará sendo conduzido pela ANP. E à B3 caberá dar a infraestrutura necessária à agência e às empresas licitantes”, explicou a diretora da ANP, Symone Araújo, na abertura do workshop “Novo Modelo de Licitação de E&P da ANP: Parceria com a B3”, realizado nesta segunda-feira, 27.

Estiveram presentes ao evento empresas que participam de rodadas de licitações de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural (E&P) da agência. O objetivo foi apresentar a proposta de novo modelo para as licitações, em parceria com a bolsa de valores, a B3, e ouvir sugestões e dúvidas do mercado.

Segundo Araújo, desta maneira a agência poderia se dedicar ao seu core business, que é enxergar as oportunidades, entender quais blocos devem ser colocados e em qual momento, assim como decidir se vai configurar a licitação mais para terra, mais regionalizada, mais para novas fronteiras ou mais para gás, por exemplo. “Nosso maior interesse é tornar nossas bem-sucedidas rodadas de licitações cada vez melhores”, acrescentou a diretora.

Para aplicar as alterações propostas, será necessário alterar os editais da Oferta Permanente, que passarão pelas etapas de consulta e audiência públicas, informou a ANP.

Entre as principais mudanças, destacou a agência, está o fato de toda a documentação ser entregue digitalmente, eliminando entregas em papel, como ocorre hoje. Além disso, os leilões poderão ocorrer tanto na sede da B3 quanto totalmente online.

The post ANP propõe que leilões de petróleo e gás sejam realizados na B3 a partir de 2027 appeared first on InfoMoney.

Caixa Econômica Federal vai escolher novo presidente do conselho após gestão de Ceron

25 de Abril de 2026, 10:57

A Caixa Econômica Federal elegeu novos conselheiros e haverá agora uma reunião para escolher novo presidente do conselho de administração, informou o banco público em comunicado. Ainda não há data definida para a reunião.

O posto de presidente do conselho ficou vago após o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, ter concluído o mandato. Ele entrou no conselho da Caixa em março de 2023, então como secretário do Tesouro Nacional, e em maio daquele ano foi eleito presidente.

A conselheira Raquel Nadal Cesar Gonçalves responderá interinamente pelo cargo de presidente do conselho, segundo o comunicado.

A Caixa fez assembleia ontem, 24, onde foram eleitos os novos membros do conselho. O banco não informa os nomes no comunicado. Os conselheiros eleitos têm mandato até 2028.

Em fevereiro, Ceron descartou que a Caixa estivesse elaborando um pacote de medidas para socorrer o Banco de Brasília (BRB).

The post Caixa Econômica Federal vai escolher novo presidente do conselho após gestão de Ceron appeared first on InfoMoney.

Intel sobe 24% e supera pico da bolha da internet após projeção espetacular

24 de Abril de 2026, 19:12

As ações da Intel atingiram uma máxima histórica depois que a fabricante de chips apresentou uma projeção de vendas que superou em muito as expectativas de Wall Street, mostrando que finalmente está se beneficiando do boom de investimentos em IA.

A receita ficará entre US$ 13,8 bilhões e US$ 14,8 bilhões no trimestre de junho, afirmou a companhia em comunicado nesta quinta-feira. Analistas estimavam em média US$ 13 bilhões, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Leia mais: Intel surpreende em lucro e receita no 1ª tri e aponta guidance forte; ação salta 17%

A perspectiva otimista sugere que o CEO Lip-Bu Tan está avançando em uma recuperação antes considerada improvável. Depois de atrair grandes investimentos na Intel no ano passado — ajudando a fortalecer o balanço da empresa — ele agora está entregando a promessa de melhorar a operação.

Coletiva de Imprensa do CEO da Intel Corp., Lip-Bu Tan

O CEO Lip-Bu Tan disse que a Intel está trabalhando duro para atender a uma demanda crescente.

“Todo mundo está começando a direcionar pedidos para a Intel, e acho que ainda estamos nos estágios iniciais”, disse Thomas Hayes, presidente da Great Hill Capital e investidor da Intel, à Bloomberg Television. “Isso foi de desespero à euforia em um período de tempo muito curto.”

As ações da Intel dispararam 24%, para US$ 82,57, nas negociações desta sexta-feira em Nova York, alcançando uma máxima histórica pela primeira vez desde agosto de 2000.

O ganho percentual em um único dia foi o maior desde outubro de 1987 e levou a alta acumulada no ano para 124%.

O governo federal é um beneficiário notável dessa disparada. Em um acordo pouco convencional, intermediado pela Casa Branca em agosto, os EUA adquiriram uma participação avaliada em cerca de US$ 8,9 bilhões. O valor dessa posição agora cresceu aproximadamente quatro vezes, para cerca de US$ 36 bilhões.

Leia mais: Participação do governo dos EUA na Intel já subiu 300%, para US$ 36 bilhões

A necessidade de chips para data centers, que alimentem a enorme expansão da IA, está impulsionando a demanda pelos processadores de servidor Xeon, carro-chefe da Intel. Esse tipo de semicondutor generalista — a unidade central de processamento, ou CPU — voltou a ser foco de empresas que tentam transformar seus softwares de IA em serviços capazes de gerar receita.

O rali desta sexta-feira ajudou a impulsionar outras fabricantes de chips, inclusive companhias também focadas em CPUs, como Advanced Micro Devices Inc. e Arm Holdings Plc. As ações da AMD subiram 14%, enquanto os papéis da Arm avançaram 15%.

Em entrevista, Tan disse que a Intel entregou um “resultado sólido”, acima de suas próprias projeções. Ele espera que a forte demanda por processadores usados em sistemas de IA continue a crescer e afirmou que a empresa está “totalmente focada” em aumentar a produção em suas fábricas, que ainda não conseguem atender a todos os pedidos.

“Há uma demanda enorme”, disse Tan. “Estamos trabalhando muito duro com o nosso time para garantir que entreguemos, que consigamos atender essa demanda, mas ainda estamos em falta porque a demanda continua aumentando por parte dos clientes.”

Por enquanto, a Intel também conseguiu contornar outro desafio que a indústria de PCs enfrenta: a escassez de chips de memória.

A demanda explosiva por produtos para servidores atraiu os fornecedores de memória a se concentrarem nos processadores de alta velocidade usados nessas máquinas. Isso reduziu a produção de produtos padrão usados em celulares e computadores pessoais, o que significa que menos desses dispositivos de massa estão sendo fabricados e os preços estão subindo.

Além de avançar na produção, Tan restaurou o balanço da Intel por meio de investimentos externos — a ponto de a empresa recomprar parte de uma fábrica na Irlanda que havia sido obrigada a vender para levantar caixa.

A companhia agora se prepara para uma emissão de títulos de dívida para financiar essa recompra.

Essa aquisição foi vista pelos investidores como um sinal de confiança no futuro. Reforçando o otimismo, o CEO da Tesla, Elon Musk, afirmou na quarta-feira que usará tecnologia da Intel como parte de seu esforço para construir uma fábrica própria de chips. Tan preferiu não dar mais detalhes sobre o relacionamento.

© 2026 Bloomberg L.P.

The post Intel sobe 24% e supera pico da bolha da internet após projeção espetacular appeared first on InfoMoney.

Escassez de petróleo cria uma corrida desesperada e prêmios recordes no mercado

11 de Abril de 2026, 21:45

(Bloomberg) — Enquanto os investidores se concentraram no frágil cessar-fogo iraniano esta semana, uma busca desesperada por cargas tem ocorrido no mercado de petróleo, com negociantes e refinadores vasculhando o globo em busca de suprimentos disponíveis imediatamente.

No Mar do Norte, onde há o mercado físico de petróleo bruto mais importante do mundo, os negociantes enviaram 40 lances por cargas esta semana, dos quais apenas quatro foram atendidos por ofertas.

Cargas para entrega nas próximas semanas mudaram de mãos a preços sem precedentes, acima de US$ 140 por barril. Em outros lugares, os refinadores têm buscado suprimentos cada vez mais longe, levando a uma série de negociações incomuns e prêmios crescentes para qualquer petróleo que esteja pronto para ser enviado agora.

Operadores disseram que os movimentos de pânico nos principais mercados físicos de petróleo do mundo demonstraram a escala da escassez de bruto que deve ser sentida nas próximas semanas, à medida que a perda de suprimentos do Oriente Médio deixa uma lacuna crescente.

Os preços astronômicos sinalizam que alguns refinadores europeus provavelmente precisarão seguir os da Ásia e reduzir a produção, disseram eles — uma medida que pode ajudar a equilibrar o mercado de petróleo bruto, mas que aprofundaria a escassez de produtos vitais como diesel e combustível de aviação.

“Simplesmente há falta de petróleo bruto”, disse Neil Crosby, chefe de pesquisa da Sparta Commodities. “O Brent físico está uma bagunça e agora subiu demais. Nesse ritmo, até os refinadores europeus terão que reduzir a utilização, talvez já no próximo mês.”

O frenesi no comércio físico de petróleo contrasta com o mercado de futuros, onde o petróleo para entrega em junho caiu 13% esta semana para fechar em cerca de US$ 95 o barril, em meio ao otimismo sobre o cessar-fogo.

Houve alguns sinais precoces de aumento de atividade no Estreito de Ormuz no fim de semana, com dois superpetroleiros chineses e um da Grécia atravessando a via navegável, mas o tráfego ainda permanece bem abaixo dos níveis pré-guerra. Mesmo que as conversas deste fim de semana levem à retomada dos fluxos normais pelo estreito, é improvável que o alívio venha rápido o suficiente para evitar um aperto. Leva semanas para que o bruto do Golfo chegue às refinarias na Ásia e na Europa.

“As últimas cargas que transitaram pelo Estreito de Ormuz antes do conflito estão agora chegando aos seus destinos. É aqui que os mercados negociados no papel encontram a realidade física, e a lacuna de 40 dias nos fluxos globais de energia está verdadeiramente exposta”, disse Sultan al Jaber, CEO da Abu Dhabi National Oil, em uma postagem no LinkedIn na quinta-feira.

Essa lacuna pode ser vista no prêmio que os refinadores estão dispostos a pagar para garantir cargas de petróleo que estejam disponíveis no curto prazo. Operadores de algumas refinarias asiáticas, falando sob condição de anonimato, disseram que não estão mais focados no preço, e estão simplesmente buscando garantir barris de petróleo onde quer que possam para garantir a segurança energética.

Precificação

O Dated Brent — o benchmark mais importante no mercado físico de petróleo, usado para precificar milhões de barris por dia — atingiu o recorde de US$ 144 o barril antes do cessar-fogo esta semana, superando suas máximas de 2008, mesmo com os futuros permanecendo muito abaixo de seus níveis recordes.

Na sexta-feira, ele havia caído para US$ 126 o barril, ainda mais de US$ 30 acima dos futuros de Brent para entrega em junho, enquanto negociantes, incluindo os grupos Trafigura e Gunvor, estavam oferecendo mais de US$ 22 o barril acima do Dated Brent por cargas de petróleo no Mar do Norte para entrega no final de abril e início de maio.

Suprimentos da Nigéria para carregamento no próximo mês foram oferecidos a até US$ 25 por barril acima do benchmark, em comparação com menos de US$ 3 antes do início da guerra com o Irã.

Os países asiáticos, os mais dependentes do Estreito de Ormuz para suprimentos de petróleo bruto, foram além de suas fontes tradicionais para vasculhar o globo em busca de barris.

Refinadores japoneses lideraram uma corrida para comprar petróleo dos EUA, que está exportando em níveis recordes. Uma onda de compras por refinadores chineses elevou os carregamentos de petróleo de Vancouver, no Canadá, a um nível recorde este mês. E refinadores indianos têm aumentado as compras de petróleo da Venezuela. Na primeira semana de abril, os navios carregaram quase 6 milhões de barris para o país do sul da Ásia, o dobro dos volumes vistos no mesmo período de março.

O foco está nos barris disponíveis o mais rápido possível — e os refinadores estão dispostos a pagar pela prontidão. Refinadores japoneses reservaram navios menores do que o normal para suas compras de petróleo dos EUA, para que possam atravessar o Canal do Panamá e chegar ao Japão mais rapidamente.

No sábado, o presidente Donald Trump postou nas redes sociais sobre o “número massivo” de navios-petroleiros indo para os EUA para carregar seu petróleo. O Midland WTI em Houston, conhecido como MEH, subiu para um prêmio de quase US$ 4 o barril em relação ao benchmark dos EUA, cerca de quatro vezes o seu nível antes da guerra. Operadores disseram que o prêmio refletia o valor temporal do trânsito de cerca de cinco dias para Houston.

A enorme diferença entre o petróleo físico e os futuros é, em parte, um reflexo da mesma dinâmica, com os barris comandando um prêmio enorme quanto mais cedo puderem ser entregues — uma condição de mercado conhecida como retroação (backwardation).

O nível extremo de prêmios para o petróleo de entrega imediata está colocando uma pressão enorme no mercado, disseram operadores e analistas. Refinarias menores estão lutando com necessidades de financiamento muito maiores devido aos preços elevados, bem como o desafio de hedge em um mercado onde o petróleo físico que compram é muito mais caro do que os derivativos mais líquidos vinculados a ele.

“É um enorme pesadelo de gestão de risco de preço — no papel as margens são fantásticas, mas os fluxos de caixa reais de comprar uma carga e decidir refiná-la podem ser bem diferentes”, disse Roberto Ulivieri, consultor na Midhurst Downstream.

Como resultado, alguns refinadores estão começando a se afastar do mercado — e a consequência será uma redução em sua produção, apertando ainda mais os mercados de derivados de petróleo.

Os preços do combustível de aviação e do diesel já dispararam para níveis recordes ou quase recordes acima de US$ 200 o barril. No mercado de gasolina dos EUA, politicamente crucial, os estoques encolheram para o menor nível em quase 16 anos, de acordo com a Administração de Informação de Energia.

E conforme os compradores de petróleo descem sobre os EUA, analistas alertam que a escassez do mercado será sentida lá em seguida.

“Os mercados físicos não estão seguindo as redes sociais. Em vez disso, eles se fortaleceram implacavelmente conforme as interrupções se espalharam da Ásia para a bacia do Atlântico”, disse Amrita Sen, cofundadora da consultoria Energy Aspects. “Se os futuros não alcançarem as realidades físicas, as exportações dos EUA podem facilmente permanecer elevadas, se a disponibilidade de navios permitir, a ponto de não sobrar petróleo bruto suficiente para as refinarias dos EUA.”

© 2026 Bloomberg L.P.

The post Escassez de petróleo cria uma corrida desesperada e prêmios recordes no mercado appeared first on InfoMoney.

EUA dizem que hackers iranianos atacam sistemas de água e energia do país

7 de Abril de 2026, 19:03

O governo Trump alertou que hackers ligados ao Irã estão mirando infraestrutura crítica nos EUA, incluindo sistemas de água potável e o setor de energia.

Segundo comunicado conjunto divulgado nesta terça-feira pela Agência de Proteção Ambiental (EPA), pelo FBI e por outros órgãos, os ataques têm como alvo tecnologias usadas em sistemas de água e esgoto, além de instalações e serviços governamentais. O alerta não informou em quais regiões os ataques estão ocorrendo.

“O FBI e seus parceiros estão divulgando este aviso para garantir que as organizações estejam na melhor posição possível para se defender de investidas de agentes cibernéticos ligados ao Irã”, afirmou Brett Leatherman, diretor-assistente da divisão de cibersegurança do FBI, no comunicado.

De acordo com o texto, os ataques são semelhantes a ações anteriores do grupo CyberAv3ngers. A organização já havia mirado, em 2023, dispositivos de controle usados em sistemas de água e esgoto e, segundo o governo americano, tem vínculos com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.

Os ataques mais recentes têm como alvo “controladores lógicos” fabricados pela Rockwell Automation Inc., empresa sediada em Milwaukee. Em alguns casos, eles já provocaram “interrupções operacionais e prejuízos financeiros”, segundo o comunicado.

© 2026 Bloomberg L.P.

The post EUA dizem que hackers iranianos atacam sistemas de água e energia do país appeared first on InfoMoney.

Bolsas de NY fecham mistas com cautela amenizada por notícia sobre proposta sobre Irã

7 de Abril de 2026, 19:01

As bolsas em Nova York fecharam mistas nesta terça-feira, 7, ganhando fôlego na reta final do pregão, em meio a notícias que movimentaram a aproximação de um deadline determinado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã aceite um acordo. Segundo a Axios, a secretária de imprensa da Casa Branca Karoline Leavitt, afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, foi informado da proposta de cessar-fogo com o Irã, feita pelo Paquistão, e que “uma resposta virá”.

O Dow Jones fechou em baixa de 0,18%, aos 46.584,46 pontos. O S&P 500 ganhou 0,08%, aos 6.616,85 pontos, e o Nasdaq avançou 0 10%, aos 22.017,85 pontos.

O Paquistão propôs que os EUA adiem o prazo final para as negociações de paz com o Irã por mais duas semanas, enquanto solicitou que o Irã conceda a reabertura do Estreito de Ormuz pelo mesmo período.

A sessão transcorreu mais cedo sob a nuvem de incerteza, à medida que o relógio da contagem regressiva continuava a avançar. “A situação mantém-se fluida, com os dois lados continuando a trocar retórica belicista”, escreveu o estrategista de mercado sênior da NYSE, Michael Reinking. “Há também relatos contraditórios sobre os esforços diplomáticos e sobre se essas linhas de comunicação permanecem abertas ou não”, listou.

Mesmo com a aproximação do deadline, as ações de defesa não encontravam ímpeto adicional em NY. A Lockheed Martin caiu 1,6%, a RTX Corporation perdeu 0,25% e a Northrop Grumman caiu 0,76%.

Ativos do setor petrolífero ficaram instáveis diante da falta de convicção dos investidores sobre um direcional, mas a Chevron acabou subindo 1,4%, ampliando a alta em 2026 para 32,2%. A ExxonMobil ganhou 0,33%, após avanço de mais de 36% neste ano.

A Unitedhealth (9,37%) ajudou a limitar as perdas do Dow Jones. A operadora de saúde subiu após o governo dos EUA anunciar na segunda-feira que aumentará os pagamentos aos seguradores do Medicare. A Elevance Health avançou 3,09% e a CVS Health saltou 6,7avgo%.

A Broadcom marcou ganhos de 6,21% após informar que vai desenvolver e fornecer chips personalizados de inteligência artificial para o Google e capacidade computacional adicional para a Anthropic.

Entre os dados da economia americana, as encomendas de bens duráveis tiveram queda mais pronunciada do que a esperada em fevereiro.

The post Bolsas de NY fecham mistas com cautela amenizada por notícia sobre proposta sobre Irã appeared first on InfoMoney.

Embraer assina memorando de entendimento com Alada para explorar setor de defesa

7 de Abril de 2026, 18:52

A Embraer (EMBR3) e a Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil (Alada) assinaram um memorando de entendimento para avaliação de oportunidades de negócios no mercado de defesa e segurança, segundo comunicado divulgado pela fabricante de aeronaves nesta terça-feira.

“A assinatura deste memorando identificará e explorará oportunidades potenciais no mercado de defesa, permitindo que países que necessitam de contratos entre governos acessem uma nova opção de negociação para a aquisição de produtos e soluções da Embraer”, disse Fabio Caparica, vice-presidente de Contratos da Embraer Defesa e Segurança.

A Alada foi designada pelo Ministério da Defesa como entidade autorizada a realizar aquisições entre governos em benefício da Base Industrial de Defesa, afirmou a Embraer no comunicado.

The post Embraer assina memorando de entendimento com Alada para explorar setor de defesa appeared first on InfoMoney.

Petróleo Brent cai mais de 6% no after market à espera de prazo de Trump para Irã

7 de Abril de 2026, 18:25

Após encerrar o pregão com sinais mistos, com ligeira queda para o contrato WTI e alta para o Brent, o petróleo passou a recuar com força durante o after market.

O otimismo nas negociações da commodity vieram do potencial aumento de prazo dos EUA para o Irã a pedido do Paquistão. Mais cedo, aumentavam as tensões com a aproximação do prazo estipulado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã aceite um cessar-fogo e realize a reabertura do Estreito de Ormuz.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio operava em queda de 1,84% (US$ 0,54), a US$ 110,34 o barril.

Já o Brent para junho caia 6,17% (US$ 0,50), a US$ 103 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

A commodity energética oscilou ao longo do pregão em meio aos relatos sobre as negociações Estados Unidos-Irã.

Segundo o New York Times, o Irã interrompeu as negociações com os EUA e informou ao Paquistão que não participará mais de conversas sobre um cessar-fogo. No pico da sessão, o petróleo WTI atingiu os US$ 117 e o Brent US$ 111 por barril, antes de perderem fôlego.

Trump intensificou ainda mais as ameaças contra o Irã nesta terça-feira ao afirmar que “uma civilização inteira morrerá esta noite”.

Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) alertou que poderá atingir infraestruturas energéticas e privar a região de petróleo e gás “por anos”.

Com a guerra já em sua sexta semana, o Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) elevou sua projeção para o preço médio do petróleo Brent em 2026 para US$ 96 por barril e passou a estimar valor médio de US$ 76 em 2027, em virtude da guerra no Irã.

Já analistas do UBS avaliam que a recuperação da produção de petróleo aos níveis anteriores ao conflito deve levar mais tempo o que indica que os preços tendem a permanecer elevados por algum período.

Enquanto isso, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) informou que sua produção de petróleo despencou 25% em março, a maior queda em pelo menos quatro décadas, de acordo com um levantamento da Bloomberg.

Como a guerra no Irã afetou o mercado

AtivoPreço 27/02Preço 07/04Variação (%)
Petróleo Brent (US$)72,48109,27+50,8%
Petróleo WTI (US$)67,02112,95+68,5%
Ibovespa (pontos)188.787188.259-0,28%
PETR4 (R$)39,3348,52+23,4%
S&P 500 (pontos)6.878,886.616,84-3,8%

(com Estadão Conteúdo)

The post Petróleo Brent cai mais de 6% no after market à espera de prazo de Trump para Irã appeared first on InfoMoney.

Dólar hoje fecha estável a R$ 5,15 à espera de desfecho para ultimato de Trump ao Irã

7 de Abril de 2026, 17:47

Após exibir altas em diferentes momentos da sessão, o dólar fechou a terça-feira praticamente estável ante o real, após notícia de que a Casa Branca avalia uma proposta para estender o prazo dado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, para que o Irã aceite um acordo e reabra o Estreito de Ormuz.

Leia mais: Dólar Hoje: Confira a cotação e fechamento diário do dólar comercial

Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar à vista fechou com leve alta de 0,16%, aos R$5,1549. No ano, a divisa passou a acumular recuo de 6,09%.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,154
  • Venda: R$ 5,154

O que aconteceu do dólar hoje?

O ultimato dado ao Irã permeou os mercados globais nesta terça-feira, sem que surgisse uma solução até o momento para que o Estreito de Ormuz seja reaberto à navegação. O prazo dado originalmente por Trump para que um acordo seja fechado vai até 21h (pelo horário de Brasília).

Pela manhã, Trump reiterou as ameaças contra o Irã e disse que “uma civilização inteira morrerá esta noite” se não for alcançado um acordo. Em contrapartida, uma fonte iraniana afirmou que “toda a região e a Arábia Saudita cairão na escuridão total com os ataques de retaliação do Irã”.

Neste cenário, o dólar à vista atingiu a cotação máxima intradia de R$5,1738 (+0,53%) às 14h, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, como o peso chileno e o rand sul-africano.

No fim da sessão, no entanto, a notícia de que Trump foi informado sobre uma proposta do Paquistão para estender em duas semanas o prazo dado ao Irã trouxe certo alívio para os mercados globais de moedas. A Casa Branca prometeu uma resposta.

Em função disso, o dólar à vista se reaproximou da estabilidade ante o real, enquanto a divisa para maio, negociada até mais tarde na B3, desacelerou.

Como a guerra no Irã afetou o mercado

AtivoPreço 27/02Preço 07/04Variação (%)
Petróleo Brent (US$)72,48109,27+50,8%
Petróleo WTI (US$)67,02112,95+68,5%
Ibovespa (pontos)188.787188.259-0,28%
PETR4 (R$)39,3348,52+23,4%
S&P 500 (pontos)6.878,886.616,84-3,8%

(Com Reuters)

The post Dólar hoje fecha estável a R$ 5,15 à espera de desfecho para ultimato de Trump ao Irã appeared first on InfoMoney.

UBS reduz preço-alvo do S&P 500 como efeito da recuperação lenta pós-guerra

7 de Abril de 2026, 17:39
O entusiasmo por elas está diminuindo à medida que o interesse pelo restante do S&P 500 aumenta. Fotógrafo: Cedric von Niederhausern/Bloomberg

Mesmo com as expectativas altas de fim próximo da guerra no Oriente Médio, a retomada dos fluxos de energia devem demorar mais. Para o UBS, a recuperação dos níveis pré-conflito poderá levar mais tempo, pressionando a economia. Em resposta a esse cenário, o banco decidiu reduzir as projeções de preço para o S&P 500.

Para junho de 2026, a projeção cai de 7.300 para 7.000. Para dezembro deste ano, recua de 7.700 para 7.500. Apesar da apreensão com o cenário, a estimativa de lucro por ação para 2026 permanece inalterada, de US$ 310, representando um crescimento de 11%.

As projeções também sugerem um potencial de valorização atrativo. Por esse motivo, o UBS manteve a visão Attractive (perspectiva positiva) para as ações dos Estados Unidos. De acordo com os analistas, os efeitos negativos da guerra deve diminuir nas próximas semanas, impulsionando as ações e provocando um crescimento saudável dos lucros.

Por outro lado, os cálculos mostram uma recuperação mais lenta da produção de petróleo aos níveis pré-conflito. Como efeito disso, o UBS acredita que os preços devem seguir altos, obstruindo o crescimento econômico e mantendo as pressões inflacionárias.

Essa dinâmica, conforme o banco, provavelmente atrasará novos cortes de juros pelo Federal Reserve. As novas estimativas dos analistas adiaram a possibilidade de corte para setembro e dezembro. “Embora não acreditemos que isso represente uma ameaça significativa à expansão econômica, implica um cenário macroeconômico um pouco menos favorável em relação às expectativas anteriores”, explicam.

Potencial de valorização

Mesmo com o atraso no afrouxamento monetário, o UBS espera um avanço nas ações. Esse movimento, de acordo com os economistas, será sustentado por uma combinação de crescimento sólido dos lucros, um FED ainda amplamente favorável, e a contínua adoção e monetização da inteligência artificial.

Outros fatores como a taxa de volatilidade, também representam um bom sinal. Em março, o índice VIX, que mede a volatilidade, fechou acima de 31, um valor maior do que 93% das observações históricas. Segundo o UBS, quando o VIX fechou acima desse nível, o S&P 500 apresentou retorno médio anual de 22% no ano seguinte.

De maneira geral, a nova estimativa considera uma desaceleração no conflito no Oriente Médio e depende da recuperação dos fluxos de energia para impulsionar os ganhos. Uma possível extensão não esperada da guerra, levando à redução do fluxo de petróleo, por exemplo, poderia pressionar esse resultado.

The post UBS reduz preço-alvo do S&P 500 como efeito da recuperação lenta pós-guerra appeared first on InfoMoney.

❌