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Irã admite que pode não disputar a Copa do Mundo de 2026

27 de Abril de 2026, 19:26

A participação do Irã na Copa do Mundo 2026 ainda está em cheque. Pelo menos é o que garante Ahmad Donyamali, Ministro do Esporte e da Juventude do país.

“Devemos estar preparados, mas é possível que não participemos da Copa do Mundo. No entanto, a decisão final será tomada pelo governo e pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional”, disse Donyamali à agência iraniana de notícias Tasnim.

Há cerca de dois meses, o país do Oriente Médio convive com conflitos com Israel e Estados Unidos (um dos países-sede do Mundial). Por isso, a presença da seleção iraniana segue incerta, uma vez que todos os jogos da nação asiática serão disputados em solo americano.

O governo iraniano chegou a sugerir à Fifa que seus jogos na Copa fossem transferidos para o México. Porém, as partidas seguem previstas para serem disputadas nas sedes já previstas.

Segundo Doyanmali, as autoridades dos Estados Unidos devem garantir segurança para que a delegação iraniana viaje ao país da América do Norte.

“A seleção realizará um período de treinamento em um país vizinho (Turquia) nas próximas três semanas. Se a segurança dos membros da seleção nos Estados Unidos for garantida, viajaremos para lá para participar da Copa do Mundo de 2026”, afirmou.

No início de março, Doyanmali havia dito que o Irã não disputaria a competição. Entretanto, no final do mesmo mês, Gianni Infantino, presidente da Fifa, garantiu que o país asiático estará na Copa.

Segundo o regulamento da Fifa, a seleção que abandonar a competição está sujeita a multa mínima de R$ 1,6 milhão (250 mil francos suíços). Caso o Irã confirme a desistência, a entidade pode manter o grupo original dos asiáticos com apenas três seleções ou convidar outro país para ocupar a vaga.

O Irã está no Grupo G da Copa do Mundo, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. A seleção asiática tem estreia marcada para o dia 15 de junho, às 22h (horário de Brasília) contra os neozelandeses, no SoFi Stadium, em Inglewood, na Califórnia.

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Extensão do cessar-fogo e disputa em Ormuz: o que marcou a semana na guerra no Irã

24 de Abril de 2026, 19:30

O conflito no Oriente Médio que envolve diretamente Irã, Estados Unidos, Israel e Líbano completou oito semanas nesta sexta-feira (24) e ainda não dá sinais claros de estar perto do fim.

A semana foi marcada sobretudo pela extensão do cessar-fogo nas duas frentes de batalha — nos ataques que envolvem o Irã e no confronto entre Israel e Líbano. Na terça-feira (21), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a prorrogação da trégua com o Irã até que uma nova proposta seja apresentada pelas autoridades iranianas e as discussões sejam concluídas.

A medida foi recebida com ceticismo em Teerã. O assessor do presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, Mohammad Baqer Qalibaf, classificou o anúncio como uma “manobra para ganhar tempo”. Um vídeo produzido por inteligência artificial também ironizou a trégua.

Já na quinta-feira (23), Trump anunciou a decisão de estender o cessar-fogo entre Israel e Líbano após uma reunião de representantes dos dois países na Casa Branca.

Mesmo assim, os ataques nunca cessaram completamente. Nesta semana, por exemplo, Israel interceptou mísseis iranianos lançados contra Tel Aviv ao mesmo tempo em que atacou infraestruturas iranianas.

O país também segue mirando e invadindo áreas no sul do Líbano. O país árabe chegou a acusar Israel de crime de guerra após bombardeios matarem uma jornalista libanesa.

Com isso, a extensão do cessar-fogo foi considerada “sem sentido” pelo Hezbollah, segundo declarou o parlamentar Ali Fayyad, representante do grupo.

Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz segue no centro do conflito, e as hostilidades continuam na passagem. Ao longo da semana, o Irã intensificou o controle na região e apreendeu e atacou navios estrangeiros.

Por outro lado, os Estados Unidos afirmam que não encerrarão o bloqueio naval enquanto a guerra não terminar. O país também apreendeu petroleiros iranianos que tentaram cruzar o estreito.

Sanções econômicas

Ao longo da semana, Washington também impôs novas sanções econômicas relacionadas ao Irã. Na terça-feira (21), anunciou embargos a indivíduos e empresas ligados ao comércio e a viagens aéreas.

Já nesta sexta, os EUA divulgaram novas sanções que incluem o congelamento de US$ 344 milhões em criptomoedas.

Possibilidade de acordo

Diante do quadro, a percepção ao longo da semana é de que a possibilidade de um acordo de paz entre Irã e Estados Unidos foi se distanciando. “Não me apresse”, disse Donald Trump na quinta-feira (23), ao ser questionado por jornalistas sobre o tema.

Da mesma forma, o Irã afirma não ter pressa para fechar um acordo e sustenta que seu regime está totalmente estável, segundo autoridades ouvidas pela rede de TV americana NBC News.

Ainda assim, nesta sexta-feira (24) um novo movimento dos dois países reacendeu esperanças de um possível fim da guerra: a CNN noticiou que o enviado especial Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner, serão novamente enviados ao Paquistão para conversas. Do outro lado, o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, também irá ao país mediador para tratar do conflito.

Números da guerra

  • Mais de 50 mil residências foram destruídas ou danificadas no Líbano desde o início da guerra;
  • O país contabiliza ao menos 2.294 mortes;
  • No Irã, ao menos 3.375 pessoas morreram;
  • Os EUA já gastaram entre US$ 28 bilhões e US$ 35 bilhões na guerra, o equivalente a pouco menos de US$ 1 bilhão por dia, segundo estimativas de grupos independentes.

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“Não faz diferença”, diz Trump sobre resultado das negociações sobre a guerra

11 de Abril de 2026, 19:57

O presidente Donald Trump afirmou, neste sábado (11), que o resultado das negociações em curso no Paquistão é irrelevante para os Estados Unidos. Em conversa com a imprensa na Casa Branca, o republicano demonstrou indiferença quanto à possibilidade de um acordo com o governo iraniano, alegando que os EUA já alcançaram seus objetivos por meio da força.

Para o líder americano, o país já pode ser considerado vitorioso no conflito. Trump justificou sua posição repetindo que as capacidades militares do Irã (incluindo sua marinha, força aérea e comando central) foram desmanteladas pelas ações dos EUA. “Não faz diferença”, declarou ao ser questionado sobre o diálogo que ocorre em Islamabad.

“Independentemente do que aconteça, nós vencemos”, afirmou. “Derrotamos completamente aquele país.”

Além de subestimar as negociações diplomáticas, Trump reiterou que os esforços atuais de Washington são especificamente para manter o Estreito de Ormuz liberado. 

Segundo ele, essa operação de segurança marítima beneficia nações que ele classificou como incapazes de agir por conta própria, chamando-as de “fracas” ou “medrosas”.

O presidente também aproveitou a oportunidade para disparar críticas contra os aliados tradicionais. 

Ele afirmou que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) não prestou o auxílio esperado aos Estados Unidos durante o enfrentamento, reforçando sua postura de distanciamento em relação à aliança militar.

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Mídia iraniana diz que EUA têm ‘exigências excessivas’ sobre Estreito de Ormuz

11 de Abril de 2026, 19:27

A imprensa iraniana afirma que os Estados Unidos apresentam “exigências excessivas” em relação ao Estreito de Ormuz, importante canal para o trânsito global de petróleo e cuja abertura é uma exigência central para Washington.

As negociações entre os dois países começaram em Islamabad, no Paquistão, neste sábado, 11. A Casa Branca e oficiais iranianos confirmaram que as conversas estão sendo realizadas de forma direta, com a presença de oficiais paquistaneses.

Depois de mais de cinco horas de conversa, as negociações já tiveram duas pausas e foram retomadas para uma terceira rodada de conversas, de acordo com a agência estatal iraniana.

Os Estados Unidos estão sendo representados pelo vice-presidente JD Vance, pelo enviado especial Steve Witkoff e pelo genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner.

Já o Irã desembarcou na capital do Paquistão com uma delegação de 70 pessoas, liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.

O encontro acontece dias depois do anúncio de um frágil cessar-fogo de duas semanas em uma guerra que já deixou milhares de mortos e tem impactado os mercados globais ao entrar em sua sétima semana.

O Irã bloqueou efetivamente a passagem do Estreito de Ormuz, e sua reabertura foi o foco de um ultimato de Trump, que disse que aniquilaria uma “civilização inteira” se Teerã não reabrisse o estreito – Washington também deseja que o Irã desista de seu projeto nuclear e arsenal de mísseis balísticos.

Já o Irã anunciou que quer manter o controle da passagem e exige que os Estados Unidos retirem suas forças de todas as bases na região e quer preservar o direito dos iranianos de prosseguir com o enriquecimento nuclear.

A televisão estatal iraniana afirmou que, no encontro com oficiais do Paquistão, a delegação do Irã apresentou seus termos para o fim do conflito. As exigências também incluem indenização pelos danos causados ??pelos ataques conjuntos de EUA e Israel e a liberação dos ativos congelados do país.

Antes das reuniões, o primeiro vice-presidente do Irã, Mohammad Reza Aref, disse nas redes sociais que, se os interesses israelenses forem priorizados nas negociações, “não haverá acordo”.

Em meio às negociações com o Irã, Trump postou na rede social Truth Social que as Forças Armadas do Irã tinham sido destruídas e Washington havia começado o processo de reabrir o Estreito de Ormuz.

Não ficou claro na publicação se Trump se referia ao possível uso de minas no Estreito de Ormuz ou à capacidade mais ampla do Irã de controlar a área.

“Estamos agora iniciando o processo de limpeza do Estreito de Ormuz como um favor a países de todo o mundo, incluindo China, Japão, Coreia do Sul, França, Alemanha e muitos outros”, publicou Trump. “Inacreditavelmente, eles não têm a coragem ou a vontade de fazer esse trabalho por conta própria.”

Qual é a importância do Líbano?

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, declarou à televisão estatal iraniana que o cessar-fogo no Líbano é uma “exigência fundamental”, durante o encontro da delegação iraniana com autoridades paquistanesas.

Israel continuou atacando o Líbano após o anúncio do cessar-fogo na semana passada entre os EUA e o Irã. O Paquistão havia apontado que o país estava incluso no acordo de trégua, mas oficiais israelenses negaram a informação.

Baghaei descreveu as negociações como um “momento particular” para o Irã e enquadrou a diplomacia como uma “continuação da defesa e uma continuação da guerra”.

“Uma intensa luta está em curso na frente diplomática”, disse ele.

Impactos da guerra

A guerra teve início em 28 de fevereiro, com ataques dos EUA e de Israel contra o Irã. Os ataques resultaram na morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, e o conflito logo se espalhou para países vizinhos.

Foi a segunda vez em menos de um ano que o presidente Trump envolveu diretamente os EUA em um conflito militar com Teerã.

O republicano justificou o confronto como parte de um esforço para incitar os iranianos a derrubar sua liderança teocrática, mas a guerra escalou e se transformou em um conflito regional que resultou em milhares de mortes, principalmente no Irã e no Líbano, mas também nos países do Golfo e em Israel. Centenas de milhares de pessoas foram forçadas a abandonar suas casas, e a economia global foi gravemente abalada.

A guerra praticamente paralisou o fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, e danificou instalações de produção de petróleo e gás em todo o Oriente Médio.

Em resposta, os preços do petróleo dispararam em todo o mundo. O petróleo bruto Brent, referência internacional, passou de cerca de US$ 70 por barril antes da guerra para mais de US$ 119 em alguns momentos.

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Petróleo Brent cai mais de 6% no after market à espera de prazo de Trump para Irã

7 de Abril de 2026, 18:25

Após encerrar o pregão com sinais mistos, com ligeira queda para o contrato WTI e alta para o Brent, o petróleo passou a recuar com força durante o after market.

O otimismo nas negociações da commodity vieram do potencial aumento de prazo dos EUA para o Irã a pedido do Paquistão. Mais cedo, aumentavam as tensões com a aproximação do prazo estipulado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã aceite um cessar-fogo e realize a reabertura do Estreito de Ormuz.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio operava em queda de 1,84% (US$ 0,54), a US$ 110,34 o barril.

Já o Brent para junho caia 6,17% (US$ 0,50), a US$ 103 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

A commodity energética oscilou ao longo do pregão em meio aos relatos sobre as negociações Estados Unidos-Irã.

Segundo o New York Times, o Irã interrompeu as negociações com os EUA e informou ao Paquistão que não participará mais de conversas sobre um cessar-fogo. No pico da sessão, o petróleo WTI atingiu os US$ 117 e o Brent US$ 111 por barril, antes de perderem fôlego.

Trump intensificou ainda mais as ameaças contra o Irã nesta terça-feira ao afirmar que “uma civilização inteira morrerá esta noite”.

Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) alertou que poderá atingir infraestruturas energéticas e privar a região de petróleo e gás “por anos”.

Com a guerra já em sua sexta semana, o Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) elevou sua projeção para o preço médio do petróleo Brent em 2026 para US$ 96 por barril e passou a estimar valor médio de US$ 76 em 2027, em virtude da guerra no Irã.

Já analistas do UBS avaliam que a recuperação da produção de petróleo aos níveis anteriores ao conflito deve levar mais tempo o que indica que os preços tendem a permanecer elevados por algum período.

Enquanto isso, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) informou que sua produção de petróleo despencou 25% em março, a maior queda em pelo menos quatro décadas, de acordo com um levantamento da Bloomberg.

Como a guerra no Irã afetou o mercado

AtivoPreço 27/02Preço 07/04Variação (%)
Petróleo Brent (US$)72,48109,27+50,8%
Petróleo WTI (US$)67,02112,95+68,5%
Ibovespa (pontos)188.787188.259-0,28%
PETR4 (R$)39,3348,52+23,4%
S&P 500 (pontos)6.878,886.616,84-3,8%

(com Estadão Conteúdo)

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Embaixadas no Golfo recomendam que brasileiros avaliem deixar a região

7 de Abril de 2026, 17:35

Embaixadas do Brasil nos países árabes do Golfo estão recomendando aos brasileiros que avaliem deixar a região diante da possibilidade de intensificação dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, e das possíveis retaliações iranianas a alvos nas nações vizinhas. “O conflito regional dá sinais de escalada e não há como prever sua evolução”, afirmam as embaixadas nos Emirados Árabes Unidos e no Kuwait em alertas postados em seus perfis nas redes sociais.

As representações diplomáticas brasileiras no Bahrein e no Catar fizeram manifestações semelhantes.

O presidente dos EUA, Donald Trump, deu até a noite desta terça-feira para que o Irã libere a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, que liga o Golfo ao mar aberto e por onde passam cerca de 25% do transporte mundial de petróleo e derivados. Caso contrário, promete intensificar os bombardeiros à infraestrutura iraniana, incluindo usinas elétricas e pontes. Em contrapartida, o Irã ameaça ampliar as retaliações contra alvos em países vizinhos aliados dos EUA.

“Nesse contexto, a embaixada recomenda aos nacionais brasileiros avaliar, em caráter individual, a conveniência de permanecer no país ou considerar opções de deslocamento para locais considerados mais seguros”, dizem as embaixadas do Brasil nos Emirados e no Kuwait. A representação brasileira no Bahrein já havia feito esta sugestão na última sexta-feira.

Desde o início dos combates, em 28 de fevereiro, o Irã tem lançado mísseis e drones contra alvos nestes países, visando instalações militares norte-americanas ou que possam dar apoio aos EUA, mas também indústrias, aeroportos, refinarias e outras.

Em caso de permanência nos países, as embaixadas recomendam que os brasileiros priorizem a segurança pessoal e familiar, acompanhem os alertas e sigam as orientações das autoridades locais e, em caso de aviso de ataque iminente, busquem abrigo em local fechado, longe de janelas e de preferência ao nível do solo.

Outras recomendações incluem evitar locais sensíveis e aglomerações, não fotografar instalações de segurança, monitorar os canais de comunicação das embaixadas, ter uma reserva de água potável, alimentos não perecíveis e medicamentos essenciais, além de lanternas e pilhas, kit de primeiros socorros, manter as baterias de celulares carregadas e deixar dinheiro, passaportes e outros documentos à mão.

O espaço aéreo da região sofre alterações com frequência. Nos Emirados, por exemplo, voos estão saindo, mas há o risco de alterações. Já no Kuwait, o espaço aéreo está fechado, de acordo com a embaixada brasileira. Há a possibilidade de saída por terra pela Arábia Saudita, que faz fronteira com as demais nações árabes do Golfo.

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