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Governo do Brasil formaliza protocolo para investigar crimes contra jornalistas

7 de Abril de 2026, 15:22

No Dia do Jornalista, celebrado nesta terça-feira, 7 de abril, o Brasil ganha um novo instrumento de proteção à liberdade de imprensa com a formalização de um protocolo nacional específico para investigar crimes contra jornalistas e comunicadores. O protocolo foi assinado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César, em evento realizado no Palácio do Planalto que contou com a presença da ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Janine Mello, e do ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, entre outras autoridades. Leia em TVT News.

Com o documento, o Brasil se alinha a uma tendência internacional de criação de mecanismos específicos para proteger jornalistas e enfrentar a violência contra a imprensa, um dos principais desafios globais para a democracia. “A violência contra jornalistas e comunicadores não será tratada como algo periférico à democracia. O direito de informar e o direito de ser informado merecem proteção efetiva. Este protocolo representa isso. Proteger quem informa é, em última instância, proteger o coração da nossa democracia”, ressaltou Wellington César.

“O MDHC também tem contribuído com o Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores, criado ainda em 2023 pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.  O protocolo se insere nesse contexto e compreende uma firme resposta do Estado brasileiro ao cumprimento de obrigações internacionais dos direitos humanos relativas à violência contra jornalistas e comunicadores”, destacou Janine Mello.

COMPROMISSO DO ESTADO – Ao discursar em nome do ministro Sidônio Palmeira, o secretário de imprensa da Secom, Laércio Portela, frisou que zelar pela segurança de jornalistas e comunicadores é um dever do Governo do Brasil e reforçou que a norma assinada é mais um passo no sentido de assegurar o pleno direito da sociedade à informação precisa e de qualidade.

“Nós, que fazemos comunicação com o Governo, sabemos da importância de estarmos reunidos no Palácio Planalto, para assinar o protocolo nacional de investigação de crimes contra jornalistas e comunicadores. O protocolo é mais do que uma norma. É um compromisso do Estado brasileiro e deste governo com a verdade, com a democracia e com as pessoas que arriscam a própria segurança e a própria vida para que a sociedade possa ser bem informada com liberdade”, afirmou.

PREVENÇÃO, APURAÇÃO E RESPONSABILIZAÇÃO – O protocolo estabelece proteção imediata às vítimas, organiza procedimentos investigativos e reforça a cooperação entre instituições para enfrentar a impunidade. Elaborado no âmbito do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores, a norma cria um padrão nacional de atuação para o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), com foco na prevenção, apuração e responsabilização de crimes praticados em razão da atividade jornalística. 

QUATRO EIXOS – Secretária Nacional de Justiça, Maria Rosa Guimarães Loula destacou que o protocolo está embasado em quatro eixos: proteção imediata da vítima e dos familiares, qualificação da investigação, produção e a preservação das provas, e a escuta qualificada das vítimas. “O protocolo estabelece parâmetros consistentes e técnicos para a prevenção e a investigação policial de crimes cometidos contra jornalistas e comunicadores. Isso significa reconhecer que esses casos exigem uma resposta estatal que não considere apenas o fato, mas o contexto, a motivação da agressão e a relação do crime com o exercício profissional da atividade jornalística de comunicação. O protocolo também se dedica, com atenção especial, a situações específicas, como desaparecimentos”, ressaltou.

FENAJ – O evento reuniu representantes de diversas organizações ligadas ao exercício do jornalismo, que se pronunciaram antes do início da cerimônia. Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro elogiou a oficialização do protocolo e a criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores pelo governo do presidente Lula, em 2023. “O protocolo é uma iniciativa muito aguardada pelas organizações que compõem o campo do jornalismo, inclusive a Federação Nacional dos Jornalistas. Desde 2013, quando a violência contra jornalistas explodiu no Brasil, a gente reivindicava que o poder público brasileiro olhasse para os crimes cometidos contra a nossa categoria”, lembrou Samira de Castro.

“Ao longo da história os jornalistas sempre foram alvo, pela natureza investigativa do nosso trabalho, de denúncias, de escrutínio dos poderes públicos e privados. Com o Observatório Nacional da Violência, e com esse protocolo, que teve muito empenho da Secom e da Presidência da República, para que ele pudesse se materializar, esse instrumento vai normatizar uma série de condutas para que a gente tenha celeridade nas investigações e tenha a efetiva punição dos perpetrantes de violência contra a nossa categoria”, prosseguiu a presidente da Fenaj.

SOCIEDADE CIVIL – O protocolo foi construído em articulação com a sociedade civil, reunindo entidades como a Associação Nacional de Jornais (ANJ), Artigo 19, Repórteres Sem Fronteiras (RSF), Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), além de organizações como a Fenaj e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), entre outros e representantes do jornalismo profissional e da comunicação popular.

RANKING – A organização Repórteres Sem Fronteiras, que defende o direito de todo ser humano de ter acesso a informações livres e confiáveis, divulgou no final do ano passado o ranking 2025 de Liberdade de Imprensa, segundo o qual o Brasil aparece na 63ª posição entre os 180 países listados. A RSF mantém acompanhamento em tempo real de ataques a jornalistas no mundo. Desde 1º de janeiro deste ano seis jornalistas foram mortos e outros 479 foram detidos. 

Diretor Jurídico e Administrativo e membro da Executiva do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, Wanderlei Pozzembom lembrou que ataques a jornalistas fazem parte da realidade da profissão no Brasil.  “Essa é uma preocupação enorme por parte dos representantes da categoria. O Brasil tem um ranking vergonhoso de ataques e mortes de jornalistas no exercício da profissão. É uma violência brutal contra a democracia e contra essa categoria que tem uma responsabilidade enorme de trazer para a sociedade a relevância dos fatos que dizem respeito à democracia, que tem que ser mantida. E esse é o papel da comunicação, do jornalismo e dos jornalistas.”

IMPACTO SOBRE A DEMOCRACIA – Ataques a jornalistas não se configuram apenas em crimes individuais, mas violações à liberdade de expressão e ao direito à informação, com impacto direto sobre a democracia. Neste sentido, o protocolo orienta desde o registro da ocorrência até a condução das investigações, incluindo medidas emergenciais de proteção, coleta qualificada de provas e preservação do sigilo da fonte.

CONCURSO BRUNO E DOM – Além do protocolo, o evento formalizou o lançamento do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação em Defesa do Meio Ambiente, Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais, que reconhece e incentiva produções voltadas a essas áreas. Com inscrições abertas até 21 de maio, a iniciativa contempla seis categorias — incluindo reportagem, audiovisual e comunicação indígena — e busca transformar a memória de Dom Phillips e Bruno Pereira em fomento ao jornalismo de interesse público e à comunicação comunitária.

REPERCUSSÃO INTERNACIONAL – Dom Phillips, jornalista britânico, e Bruno Pereira, indigenista brasileiro, foram assassinados em junho de 2022, no Vale do Javari (AM), enquanto realizavam trabalho de campo voltado à proteção da Amazônia e dos povos indígenas. O caso teve repercussão internacional e se tornou símbolo dos riscos enfrentados por jornalistas e defensores de direitos humanos em regiões de conflito.

COMUNICAÇÃO PLURAL – O protocolo nacional para investigar crimes contra jornalistas e comunicadores e o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação em Defesa do Meio Ambiente, Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais reforçam o compromisso do Estado brasileiro com a liberdade de imprensa, a proteção de jornalistas e o fortalecimento de uma comunicação plural — pilares essenciais para o funcionamento da democracia.

Via Secom

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Bolsonaristas seguem no ataque a jornalistas, entidades reagem

16 de Março de 2026, 09:41

Família de Bolsonaro e bolsonaristas seguem a receita ataque às entidades democráticas. Michelle Bolsonaro compartilha vídeo de bolsonarista criticando jornalistas que cobrem a internação do ex-presidente condenado e inelegível. Entidades reagem. Leia em TVT News.

Entidades repudiam ataques a jornalistas que cobrem internação de Bolsonaro

Entidades que representam jornalistas brasileiros repudiaram as agressões e ameaças sofridas por profissionais de imprensa que trabalham diante do hospital particular onde o ex-presidente da República Jair Bolsonaro está internado, em Brasília.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) divulgaram notas cobrando proteção aos profissionais.

Segundo a Abraji, alguns jornalistas passaram a receber ameaças e ofensas após uma influenciadora digital bolsonarista divulgar um vídeo em que acusa profissionais de imprensa que aparecem em imagens gravadas na porta do Hospital DF Star, à espera de informações atualizadas sobre o estado de saúde de Bolsonaro, de desejarem a morte do ex-presidente.

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O vídeo foi compartilhado por parlamentares e pela própria ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que tem mais de 8 milhões de seguidores em suas redes sociais.

A Abraji classificou a divulgação do vídeo, sem qualquer verificação prévia, como um gesto irresponsável. Segundo a associação, o registro foi deturpado e expôs jornalistas “que estavam simplesmente exercendo seu trabalho” a ameaças e difamações.

“É inadmissível que parlamentares e figuras com espaço no debate público utilizem sua influência para orquestrar campanhas de difamação e incitar agressões contra profissionais de imprensa. Esse tipo de ataque não é apenas uma ameaça individual — é um ataque direto à liberdade de imprensa e à democracia”, sustenta a Abraji, na nota que divulgou neste domingo (15).

De acordo com a associação, as agressões não ficaram restritas ao ambiente digital: ao menos duas repórteres sofreram ataques ao serem reconhecidas na rua.

Ainda segundo a Abraji, montagens e vídeos produzidos com o uso de inteligência artificial foram divulgados, inclusive simulando que uma das profissionais é esfaqueada. Fotos de filhos e parentes de jornalistas estão sendo usadas como instrumento de intimidação e assédio.

Também em nota, a Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal cobraram proteção aos trabalhadores. “Lembramos que é dever do Estado garantir a segurança dos profissionais em locais públicos e de interesse jornalístico”, destacaram as entidades, antecipando que irão pedir reforço da Polícia Militar na frente do hospital para impedir “cerceamento e agressões” ao trabalho da imprensa “por parte de militantes”.

“Ressaltamos ainda que é fundamental a apuração rigorosa das ameaças para que episódios como esse não se repitam. Pedimos às autoridades policiais e ao Ministério Público que identifiquem e punam os autores das ameaças virtuais e os responsáveis pela exposição indevida de dados dos profissionais”, cobraram a Fenaj e o sindicato. 

As entidades exigem que as empresas de jornalismo proporcionem condições para que seus empregados possam trabalhar, afastando-os do hospital caso não se sintam seguros e oferecendo a eles apoio jurídico.

“Reafirmamos que a liberdade de imprensa é um pilar fundamental da democracia. O jornalismo é essencial para levar fatos ao conhecimento público, e não pode ser cerceado por métodos de coação física ou psicológica. Não aceitaremos a intimidação como método político”, concluem as entidades.

Agência Brasil não conseguiu contato com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e com a Polícia Civil para saber se boletins de ocorrência foram registrados.

Internação de Bolsonaro

Bolsonaro está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star desde a manhã da última sexta-feira (13), tratando de uma broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa.

Segundo o boletim médico divulgado esta manhã, seu quadro clínico é estável e ele teve uma melhora da função renal de ontem (14) para hoje, mas devido a uma elevação dos marcadores inflamatórios em seu sangue, os médicos decidiram ampliar a dosagem de antibióticos.

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As entidades exigem que as empresas de jornalismo proporcionem condições para que seus empregados possam trabalhar. Foto: Walter Campanato/Agência Brasil

Ainda não há previsão de quando ele poderá deixar a UTI e seguir para um quarto, de onde deverá voltar a Papudinha (prédio no Complexo Penitenciário da Papuda), onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados.

Com informações da Agência Brasil

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PF aponta que Vorcaro planejou agressão para calar jornalista de O Globo

4 de Março de 2026, 12:04

A terceira fase da Operação Compliance Zero revelou uma possível tentativa de violência contra a imprensa brasileira. Segundo a Polícia Federal, o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, teria ordenado a agressão física do jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo, com o objetivo de silenciá-lo. Saiba os detalhes na TVT News.

A prisão preventiva de Vorcaro foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (4), após representação da Polícia Federal. As investigações apontam que o banqueiro mantinha uma estrutura clandestina de monitoramento e intimidação chamada “A Turma”, usada para coagir opositores, autoridades e profissionais da imprensa.

Plano para simular assalto e agredir jornalista

De acordo com mensagens interceptadas pela PF, Vorcaro determinou que o jornalista fosse seguido e espancado, simulando um assalto. Em uma das conversas atribuídas ao banqueiro, ele afirma: “Quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”.

Para o ministro André Mendonça, a intenção era clara: forjar um crime comum para “calar a voz da imprensa” e intimidar críticas ao grupo financeiro. A execução da ação teria sido delegada a Luiz Phillipi Mourão, apelidado de “Sicário”, apontado como coordenador operacional da estrutura.

Segundo a investigação, o grupo realizava levantamentos sobre a rotina de alvos, acessava ilegalmente sistemas restritos e articulava ações de coação. A PF sustenta que a organização recebia cerca de R$ 1 milhão por mês para financiar suas atividades.

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Ataque direto à liberdade de imprensa

Em nota, O Globo repudiou as ameaças contra seu colunista e afirmou que não se deixará intimidar. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) classificou o episódio como um “ataque inaceitável à liberdade de expressão”.

Além do plano contra o jornalista, as investigações descrevem ameaças a funcionários e tentativas de monitoramento de autoridades públicas, indicando, de acordo com a PF, a existência de uma milícia privada voltada à obstrução de justiça e proteção de interesses financeiros.

A defesa de Daniel Vorcaro nega irregularidades e afirma que o banqueiro não teria atuado para obstruir investigações. A apuração segue sob supervisão do STF.

Leia mais notícias na TVT News

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