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O Desafio do Progresso

24 de Janeiro de 2025, 11:08

Primeiros passos para mudar a matriz econômica de Colinas

É um bom desafio mudar a matriz econômica de um município que atualmente depende ~90% da produção primária de suínos, bovinos, frango e leite, sendo essencial adotar uma abordagem multifacetada que promova a diversificação e a sustentabilidade. Aqui estão algumas estratégias (sugeridas) que podem ser implementadas:

1. Diversificação da Produção Agrícola
Incentivar Culturas Alternativas: Introduzir novas culturas que possam complementar a produção animal, como grãos, hortaliças ou frutas, pode ajudar a diversificar a economia local. Isso também pode incluir o cultivo de plantas para biocombustíveis ou produtos de valor agregado.

Integração Lavoura-Pecuária: Promover práticas de integração entre agricultura e pecuária pode aumentar a eficiência do uso da terra e melhorar a renda dos produtores.

2. Valorização da Cadeia Produtiva
Agroindústria: Fomentar a instalação de agroindústrias locais para processamento de carnes e laticínios pode agregar valor aos produtos primários, gerando mais empregos e aumentando a receita local. A experiência de Santa Catarina na diversificação da produção avícola é um exemplo positivo.

Certificações e Qualidade: Implementar programas de certificação que garantam padrões de qualidade e sustentabilidade na produção pode abrir novos mercados, tanto internos quanto externos, para os produtos locais.

3. Desenvolvimento de Novos Setores Econômicos
Turismo Rural: Investir no turismo rural e na valorização das tradições locais pode criar novas fontes de receita. Isso inclui o desenvolvimento de atividades como agroturismo, onde visitantes podem aprender sobre a produção agrícola e participar de experiências no campo.

Turismo Cultural: Promover calendário de eventos que celebrem as tradições locais e ancestrais, promovendo costumes e produtos regionais, assim como a gastronomia típica para atrair turistas.

Economia Circular: Promover práticas de economia circular, onde resíduos da produção animal são reaproveitados como insumos em outras atividades (como biogás ou fertilizantes), pode reduzir custos e aumentar a sustentabilidade.

4. Capacitação e Formação
Programas de Capacitação: Oferecer cursos e treinamentos para os agricultores sobre novas técnicas de cultivo, gestão financeira e marketing pode capacitá-los a diversificar suas atividades e melhorar sua competitividade.

Apoio ao Empreendedorismo: Incentivar o empreendedorismo local através de microcréditos e consultorias pode estimular o surgimento de novos negócios que complementem a economia agrícola.
Estimular o espírito empreendedor entre os jovens da comunidade, oferecendo cursos sobre gestão de negócios e inovação em áreas diversas das atividades primárias.

5. Parcerias e Governança Local
Formação de Consórcios: Criar consórcios entre produtores, governo e instituições educacionais pode facilitar o acesso a recursos, conhecimentos técnicos e mercados. A formação de uma governança local focada no desenvolvimento econômico é crucial para coordenar esforços.

Parcerias Público-Privadas:
Estabelecer parcerias entre o governo local, empresas privadas e organizações não governamentais para implementar projetos que visem à diversificação econômica.

Incentivos Fiscais: Oferecer incentivos fiscais para empresas que investem em tecnologias sustentáveis ou que se estabelecem na região pode atrair novos negócios e investimentos.

Investimentos em Infraestrutura:
Investir em infraestrutura (parque industrial, loteamentos residenciais e áreas comerciais descentralizadas) para incentivar a instalação de negócios diversificados e a manutenção das novas comunidades próximas.

Implementar essas estratégias requer um planejamento cuidadoso e a colaboração entre diversos atores locais, incluindo governo, setor privado e comunidade. O sucesso dependerá da capacidade de gestão da administraçao pública e do município em se adaptar às mudanças do mercado e às necessidades da população.

A participação ativa da comunidade em todas as fases do planejamento e implementação é crucial para garantir que as mudanças sejam sustentáveis e benéficas para todos os envolvidos.

Publicado originalmente em https://colinasrs.online/

Lei dos Crimes Ambientais

11 de Janeiro de 2025, 14:49

O que é a Lei de Crimes Ambientais? Entenda a relação com ODS 15

O Brasil possui diversos biomas, como a Amazônia, o Cerrado e o Pantanal. Cada um deles abriga uma rica variedade de vida. Nesse cenário, a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) é fundamental para proteger essa biodiversidade, especialmente porque a degradação dos ecossistemas terrestres tem crescido e gerado diversas consequências.

A perda de biodiversidade, isto é, da diversidade de formas de vida existentes no nosso planeta, impacta a segurança alimentar e hídrica, aumenta a vulnerabilidade às mudanças climáticas e compromete a qualidade de vida das pessoas.

É necessário agir com urgência para reverter esse quadro preocupante. Visando a imposição de penalidades em casos de crimes ambientais e condutas prejudiciais ao meio ambiente, foi promulgada a Lei de Crimes Ambientais.

Para saber mais sobre o assunto, continue com a gente! Vamos apresentar todos os detalhes sobre o tema e mostrar como a legislação brasileira auxilia no alcance das metas do ODS 15 no Brasil.

O projeto Direito ao Desenvolvimento é uma realização do Instituto Mattos Filho, produzido pela Civicus em parceria com a Politize! para abordar os principais avanços e desafios legais enfrentados em relação à Agenda 2030.

Como a Lei de Crimes Ambientais ajuda o Brasil a avançar nas metas do ODS 15?
A Lei n.º 9.605/98, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, trata da responsabilização de condutas e atividades lesivas no aspecto ambiental. O seu objetivo é proteger o meio ambiente, garantir a preservação dos recursos naturais e evitar prejuízos à saúde da população.

Ela contribui para as metas do ODS 15: visa a proteção dos ecossistemas terrestres, a preservação da biodiversidade e o combate à degradação ambiental. Essas ações auxiliam na promoção de um ambiente mais sustentável e saudável para todos, possibilitando o alcance das seguintes metas:

Meta 15.1: assegurar a conservação, recuperação e uso sustentável de ecossistemas terrestres e de água doce;
Meta 15.2: implementar a gestão sustentável de todos os tipos de florestas, deter o desmatamento e aumentar o reflorestamento a nível global;
Meta 15.5: tomar medidas urgentes para reduzir a degradação dos habitats naturais, frear a perda de biodiversidade e proteger espécies ameaçadas de extinção.

Veja também o infográfico sobre o tema!

O que são crimes ambientais?
Os crimes ambientais são ações lesivas ao meio ambiente. Eles abrangem uma variedade de atividades prejudiciais, inclusive para nossa saúde. A Lei de Crimes Ambientais estabelece punições para essas atividades, que podem incluir multas, penas restritivas de direito (até mesmo prisão) e prestação de serviços à comunidade, dependendo da gravidade do caso.

Tipos de crimes ambientais
A lei divide os crimes ambientais em 5 tipos:

Contra a fauna:
Caça ilegal;
Destruição de habitats;
Tráfico de animais silvestres;
Maus-tratos, mutilação ou abate de animais domésticos ou silvestres;
Pesca ilegal/predatória e outros.

Contra a flora:
Desmatamento;
Incêndios em florestas;
Venda ilegal de madeira;
Extrativismo ilegal;
Biopirataria e outros.

Poluição e outros crimes:
Poluição do ar, solo ou água que possa causar danos à flora, à fauna e à saúde humana;
Descarte irregular de resíduos;
Produção e uso de substância tóxica/nociva à saúde humana ou ao meio ambiente;
Construção de estabelecimentos com alto grau de poluição sem a devida autorização e outros.

Crimes contra o patrimônio cultural e ordenamento urbano (normas que tratam do desenvolvimento das áreas urbanas):
Danificar áreas ou bens protegidos por lei (sítios arqueológicos, museus, bibliotecas, arquivos etc.);
Alterar a estrutura de construções protegidas por lei;
Construir ou desmatar áreas de preservação ambiental;
Vandalizar construções urbanas e outros.

Crimes contra a Administração Ambiental:
Corrupção (sonegação, omissão de informações etc.);
Omissão do dever de fiscalização ambiental;
Fraudes de licenças e outros documentos da área ambiental e outros.
Imagem aérea de floresta em chamas. A queimada é uma prática ilegal abordada pela Lei de Crimes Ambientais.

Medidas de prevenção e combate
Para combater os diversos crimes ambientais, precisamos de mudanças, certo? São necessárias medidas abrangentes que envolvam fiscalização rigorosa, aplicação eficaz da lei e cooperação internacional.

A mobilização conjunta de governos, organizações da sociedade civil (OSCs) e empresas tem um papel essencial nessa missão.

Confira algumas ações que podem ser colocadas em prática por esses atores:

Tecnologias limpas: o investimento nessa área ajuda a reduzir o uso desmedido dos recursos naturais e, consequentemente, os impactos negativos no meio ambiente;

Cooperação Internacional: os países devem trabalhar em conjunto para combater práticas criminosas como o tráfico ilegal de espécies, tráfico ilegal de madeira, biopirataria (exploração ilegal de recursos biológicos e propriedade intelectual), desmatamento e outros crimes ambientais que ultrapassam as fronteiras;

Educação ambiental: é fundamental para conscientização pública, como forma de promover uma cultura de respeito à natureza e incentivar comportamentos sustentáveis em todos os níveis da sociedade;

Apoio Financeiro: países mais desenvolvidos podem prestar apoio técnico e econômico aos países em desenvolvimento, para conseguirem implementar medidas eficazes de proteção ambiental e adaptação aos impactos das mudanças climáticas.
Como os crimes ambientais se relacionam com os nossos direitos?
Crimes ambientais causam impactos ao meio ambiente, à biodiversidade dos ecossistemas e às pessoas. Mas você sabe quais danos são esses? Os impactos podem ser divididos em 3 grupos, tais como:

Danos ao meio ambiente
Desmatamento: no Brasil, o padrão de desmatamento mudou. É o que os dados do Deter, sistema de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicam. Enquanto na Amazônia houve queda de 50% nas taxas de desmatamento em relação ao ano anterior, no Cerrado o crescimento foi de 44% no mesmo período.
As árvores também são fundamentais na regulação do clima do planeta, pois absorvem dióxido de carbono (CO2) da atmosfera durante o seu processo de fotossíntese;

Poluição da água: apenas 11% das águas residuais (que foram usadas em atividades domésticas, comerciais ou industriais) tratadas do mundo são reutilizadas e cerca de metade não tratada ainda é descartada em rios, lagos e mares, afetando a biodiversidade e a qualidade da água para consumo humano e produção agrícola. (Relatório “Águas residuais – Transformando problemas em soluções”);

Perda de biodiversidade: a destruição de habitats e a exploração não sustentável de recursos resultam em um ritmo de extinção de espécies entre mil e dez mil vezes maior do que o natural, conforme relatórios da Plataforma Intergovernamental de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES).

Danos às pessoas
Saúde pública: a poluição do ar contribui para o surgimento de doenças respiratórias, cardiovasculares e câncer, causando mais de 6 milhões de mortes por ano, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).
Comer carnes de animais selvagens, capturados de forma ilegal, pode facilitar a contração de doenças, uma vez que essa carne não passou por um controle de qualidade, como acontece nas indústrias.

Segurança alimentar: a degradação do solo e a escassez de água comprometem a produção de alimentos, o que aumenta a insegurança alimentar em regiões vulneráveis e gera conflitos e migrações.

Danos econômicos
Custos diretos: os prejuízos causados por desastres naturais e eventos climáticos extremos, entre 2020 e 2021, representaram uma média de 0,22% do PIB mundial, com países em desenvolvimento sendo os mais afetados. Fonte: Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE);

Reputação e responsabilidade corporativa: empresas envolvidas em escândalos ambientais podem enfrentar grandes prejuízos econômicos;

Regulamentações e multas: o aumento da conscientização ambiental levou à implementação de regulamentações mais rigorosas e ao aumento das multas por violações ambientais.

Como denunciar crimes ambientais no Brasil?
Existem algumas formas de fazer uma denúncia; uma delas é utilizar a Linha Verde do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

Telefone
Ouvidoria IBAMA (Linha Verde): 0800 061 8080

Site
Na plataforma Fala.BR da Controladoria Geral da União (CGU) você pode fazer denúncias anônimas ou identificadas, com a garantia da proteção de sua identidade, que inclui o não registro do endereço eletrônico (IP).

Conclusão
A biodiversidade dos ecossistemas terrestres contribui para a nossa vida na Terra. O papel do ODS 15 é de extrema importância nesse contexto. Ele fornece um quadro abrangente de orientações para guiar as atividades de restauração e proteção de todas as formas de vida.

No entanto, ainda há muito a ser feito para ampliar o impacto dessas ações. O sucesso da recuperação dos ecossistemas terrestres depende da participação de todos. Governos, empresas, OSCs, comunidades e indivíduos podem contribuir de diversas maneiras, desde o apoio a políticas públicas até a adoção de práticas sustentáveis.

A Década da Restauração de Ecossistemas, plano lançado pelas Nações Unidas, oferece uma oportunidade única para acelerarmos esse processo. Com a meta global de restaurar 350 milhões de hectares de ecossistemas até 2030, o Brasil pode se tornar um exemplo de referência na área.

Publicado originalmente em https://www.politize.com.br/direito-desenvolvimento/lei-de-crimes-ambientais-ods-15

PANCs, alternativas alimentares

7 de Dezembro de 2024, 12:44

Você já imaginou poder diversificar sua alimentação com plantas que muitas vezes passam despercebidas, mas que oferecem uma incrível variedade de sabores, texturas e benefícios nutricionais? As PANCs, ou Plantas Alimentícias Não Convencionais, são exatamente isso! Com nomes curiosos e propriedades surpreendentes, essas plantas são uma ótima alternativa para enriquecer sua dieta e aproveitar ao máximo o que a natureza tem a oferecer. Talvez você tenha PANCs na sua casa… E nem sabe!

As escolhas alimentares geram impactos importantes na saúde humana e no ambiente. O aumento do consumo de produtos altamente processados e com baixa qualidade nutricional está contribuindo para o surgimento de doenças crônicas e degenerativas, como hipertensão, diabetes, câncer e obesidade. Além disso, a falta de contato com a natureza, especialmente entre as crianças, está levando a um distanciamento preocupante, conhecido como transtorno do déficit de natureza, que se manifesta em problemas comportamentais e de saúde.

Diante desse cenário, é fundamental adotar uma alimentação que promova qualidade de vida, segurança alimentar e nutricional, respeitando a cultura local e estimulando práticas agrícolas sustentáveis. É necessário buscar o equilíbrio entre produtividade, sustentabilidade e qualidade nutricional, apoiando a agricultura familiar e o comércio justo, respeitando a biodiversidade e a sazonalidade dos alimentos. Essa abordagem não só beneficia a saúde das pessoas, mas também contribui para a preservação do ambiente e a promoção de um estilo de vida mais saudável e conectado com a natureza.

Mas… Como assim “não convencional”?
Para uma planta ser considerada uma PANC, é necessário analisar o contexto em que ela está inserida. Em algumas regiões, essas plantas são consumidas no dia a dia e são consideradas tradicionais. O Brasil possui um grande potencial para explorar as PANCs, sejam elas nativas ou vindas de outros lugares.
O nome “não convencional” foi dado a essas plantas por elas não serem tão comuns no nosso cotidiano e por não fazerem parte de uma cadeia produtiva já estabelecida (não são facilmente encontradas em mercados, por exemplo).

Como consumir as PANCs?
As PANCs podem ser incorporadas no cardápio do dia a dia. Não é necessário ser um chef de cozinha para utilizá-las; muitas receitas podem ser adaptadas substituindo os ingredientes convencionais pelas PANCs. Cada planta possui sua própria peculiaridade e forma de consumo.

Como saber se minha planta é uma PANC ou não?
É importante identificar corretamente as PANCs, pois algumas plantas podem ter partes comestíveis não conhecidas ou consumidas pela maioria das pessoas. É fundamental ter certeza do que está sendo consumido, evitando confusões que podem gerar problemas de saúde. Uma dica é sempre verificar se o nome científico corresponde à planta.

Onde encontrar as PANCs?
Calçadas e ruas podem ser ambientes poluídos e contaminados, por isso é recomendável adquirir as PANCs em locais com procedência confiável. Feiras orgânicas e agroecológicas são ótimos lugares para encontrar PANCs para consumo, sementes ou mudas.

Que benefícios as PANCs trazem para a saúde?
O consumo de PANCs traz diversos benefícios para a saúde, contribuindo para a diversidade da alimentação e a garantia da segurança alimentar e nutricional. Essas plantas apresentam um potencial nutritivo surpreendente, sendo ricas em compostos bioativos, fibras alimentares, aminoácidos essenciais, vitaminas, proteínas, carboidratos, antioxidantes e ômega 3.

As Plantas Comestíveis Não Convencionais são uma verdadeira riqueza da natureza, oferecendo uma variedade incrível de sabores, texturas e benefícios nutricionais. Incluir essas plantas em nossa alimentação pode ser não apenas uma forma de diversificar os pratos, mas também de promover uma alimentação mais saudável e sustentável. Que tal experimentar algumas dessas PANCs e descobrir novos sabores e nutrientes para sua dieta?

Ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata)
Talvez uma das mais conhecidas, a ora-pro-nóbis é uma planta rica em proteínas, fibras e vitaminas A, B e C, além de minerais como cálcio, ferro e fósforo. Suas folhas podem ser utilizadas em saladas, refogados, sopas e até mesmo sucos, adicionando um toque especial à dieta.

Taioba (Xanthosoma sagittifolium)
A taioba é outra PANC bastante nutritiva, sendo uma ótima fonte de vitamina A, ferro, cálcio e fósforo. Suas folhas podem ser consumidas refogadas, em saladas ou em sopas, proporcionando sabor e nutrientes essenciais à nossa saúde.

Caruru (Amaranthus viridis)
Rico em ferro, cálcio, fósforo e vitaminas A e C, o caruru é uma excelente opção para incluir nas refeições. Pode ser utilizado em refogados, saladas e sopas, garantindo um aporte nutricional extra e um sabor único aos pratos.

Capuchinha (Tropaeolum majus)
As flores e folhas da capuchinha são ricas em vitamina C, ferro e enxofre. Podem ser consumidas cruas em saladas, adicionando cor e sabor, além de nutrientes essenciais à nossa saúde. As folhas e flores de Tropaeolum majus possuem sabor fresco e picante.

Jambu (Acmella oleracea)
Conhecido pelo efeito “choque” que causa na boca, o jambu é uma planta rica em vitamina C e cálcio. Suas folhas são ideais para serem utilizadas em saladas e refogados, adicionando um toque exótico e estimulante às refeições.

Peixinho (Stachys byzantina)
O peixinho é rico em vitamina C, ferro e cálcio. Suas folhas macias podem ser consumidas cruas em saladas, proporcionando um sabor suave e nutritivo. As folhas da planta Stachys byzantina podem ser consumidas tal como peixe frito, isto é, à milanesa e fritas e o sabor é similar ao de peixe.

Beldroega (Portulaca oleracea)
Com alto teor de ômega-3, vitaminas A, C e E, além de minerais como ferro, cálcio e potássio, a beldroega é uma excelente opção para enriquecer saladas e refogados, oferecendo benefícios nutricionais importantes para nossa saúde. A beldroega possui folhas suculentas e sabor ácido.

Orelha-de-padre (Opuntia cochenillifera)
Os frutos da orelha-de-padre são uma fonte rica em vitamina C, cálcio, fósforo e ferro. Podem ser consumidos in natura ou em sucos, adicionando um sabor único e nutritivo às nossas refeições.

Publicado originalmente em https://www.invivo.fiocruz.br/biodiversidade/pancs/

Moringa, a árvore da vida

7 de Dezembro de 2024, 11:49

Considerada como uma das árvores cultivadas mais úteis para o ser humano, praticamente todas as suas partes podem ser utilizadas para diversos fins. Nos trópicos, a sua folhagem é usada como forragem para animais. As suas sementes, oleosas, são utilizadas para a produção do óleo de ben (ou bem), rico em ácido beénico, usado em pintura artística. Flores têm um aroma muito delicado e são usadas para produzir produtos cosméticos. A madeira é usada na produção de papel e de fibras têxteis. As raízes são consideradas abortivas. Quando reproduzida através da técnica de estaquia, produz raízes capazes de conter a erosão dos solos.

A Moringa oleifera contêm mais de 92 nutrientes e 46 tipos de antioxidantes, além de 36 substâncias anti-inflamatórias e 18 aminoácidos, inclusive os 9 aminoácidos essenciais que não são fabricados pelo corpo humano. As folhas frescas contêm nutrientes na seguinte proporção: sete vezes mais vitamina C que a laranja; dezessete vezes mais cálcio que o leite; dez vezes mais vitamina A que a cenoura; quinze vezes mais potássio que a banana; duas vezes mais proteína que o leite (cerca de 27% de proteína, equivalente à carne do boi); vinte e cinco vezes mais ferro que o espinafre; vitaminas presentes: A, B (tiamina, riboflavina, niacina), C, E, e betacaroteno. Minerais presentes: Cromo, Cobre, Fósforo, Ferro, Magnésio, Manganês, Potássio, Selênio e Zinco.

Com as deficiências alimentares hoje em dia, a busca de complementos alimentares traz uma alternativa viável a uma alimentação saudável, que supra todas as necessidades diárias do ser humano. Entretanto, muito desses suplementos alimentares podem trazer danos ou possuem alguma limitação em relação ao uso. Uma alternativa vista para minimizar as deficiências alimentares, seria um alimento com uma quantidade grande de vitaminas e minerais, que são essenciais no dia-a-dia. Um exemplo dessa “super” alimentação seria a moringa oleífera, que em suas variedades suprem a alimentação e até mesmo a sobrevivência de povos (principalmente os africanos saarianos). Essa planta contém dessas substâncias essenciais como vitamina A, vitamina C, proteína, potássio, cálcio, ferro, entre outros. As folhas de Moringa oleífera são conhecidas pela sua alta concentração de minerais, dentre eles o cálcio e o ferro, que são vitais para o organismo humano, e sua deficiência gera enfermidades graves como a anemia e osteoporose. Em sua maioria o complemento e suplemento de cálcio, é usado para suprir deficiências como osteoporose, pressão alta e também no reparo de fraturas ósseas que são causadas pela hipocalcemia, e o complemento e suplemento de ferro na alimentação evita a anemia ferropriva é ultilizada também como antídoto (contra centopeias, escorpiões e aranhas) bactericida, diurético, estrogênica, expectorante, purgativo, estimulante, tônico e vermífugo.

Noutras partes do mundo, farmacêuticos já utilizam as folhas do vegetal, no aproveitamento terapêutico de folhas da planta e produzem xaropes, cápsulas e medicamentos essenciais, além de ajudar no tratamento de mazelas associadas ao HIV/SIDA, tuberculose, anemia, dentre outras associadas a várias enfermidades.

No Brasil, é conhecida no Estado do Maranhão desde 1950 e usada como planta ornamental, tendo em vista o desconhecimento do seu uso como hortaliça. Possui também ação de coagulante, ajudando assim no tratamento de água poluída, e ainda pode ser utilizada no desenvolvimento de remédios, entre outros setores.

Descrição
A espécie Moringa oleifera possui folhas compostas que apresentam filotaxia alterna. As flores são zigomorfas, possuem um único pistilo, seu tamanho varia entre 2 e 3cm, exibem a coloração que varia do branco ao amarelo pálido, as sépalas, por sua vez, estão dispostas em um único verticilo. O ovário é súpero e unilocular, possui apenas um único óvulo e o gineceu é tricarpelar. Suas anteras se abrem longitudinalmente. As folhas são tripinadas. As flores são amarelo-pálidas e relativamente grandes. A sua polinização é efetuada por pássaros e insetos. Os frutos são vagem cápsulas piramidais arredondadas, com sementes com três asas equidistantes. A vagem possui em média 30 cm e é indescente, ou seja, não se abre quando atinge a maturação. Divisão: Anthophyta. Classe: Magnoliopsida. Subclasse: Dillenidae. Ordem: Capparidales. Família: Moringaceae. Gênero: Moringa Espécie: Moringa oleífera.

Cultivo
Cresce principalmente em áreas semi-áridas tropicais e subtropicais. Sendo o seu habitat preferencial o solo seco e arenoso, tolera solos pobres, como em áreas costeiras. Suas mudas são obtidas através de semeadura ou estaquia de ramos com mais de 20 cm. No cultivo em larga escala, seu tronco é submetido a podas regulares de forma que sua altura não ultrapasse cerca de um metro e meio, visando facilitar a colheita das folhas.

Seu crescimento é extremamente rápido, atingindo o porte arbóreo já nos primeiros meses após a semeadura. A produção de sementes se inicia no primeiro ano.

Aparentemente, é nativa dos sopés montanhosos meridionais dos Himalaias (Noroeste da Índia). Hoje, o seu cultivo estende-se a África, à América Central e América do Sul, Sri Lanka, Índia, México, Malásia e nas Filipinas. O nordeste da África é o centro de diversidade da família, com nove espécies.

Publicado originalmente em https://pt.wikipedia.org/wiki/Moringa_oleifera

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